domingo, 16 de dezembro de 2012

Primeira Vitória Fora

foto retirada deste video.

Não vi e nada posso falar acerca das incidências do jogo. Mas é de assinalar a primeira vitória fora, depois de uma quase vitória contra o Varzim e algum azar em Santo Tirso. Quatro jogos se passaram depois do pesadelo de Fafe, nada mais que a melhor sequência da época: 7 pontos em 12 possíveis.
As crónicas que chegam de Amarante foi de uma exibição segura e de um resultado justo, apesar das contrariedades, antes e, mais uma vez, durante o desafio. Realce para a eficácia: marcamos mais golos num jogo que nos cinco realizados fora do Bessa esta temporada.

Entramos sem Petit e sem ponta de lança de raíz, talvez na tentativa de explorar a velocidade no ataque: Pedrinho, Zé Manel e Wellinton os homens da frente; Carlos Santos na defesa e Zé Tiago para os lugares dos expulsos no último jogo. Zé Lopes voltou a ser primeira opção para revitalizar o meio-campo (e mais cedo que a semana passada), o jovem Claudio Lopes também jogou (def-dir?) para compensar a expulsão de Caio. 

Importantes foram os três pontos, antes do importante embate da próxima semana, contra o Chaves. Estamos a onze pontos do primeiro classificado, a sete do terceiro e temos mais oito que a linha de água. 

sábado, 15 de dezembro de 2012

O regresso






Candidato único, João Loureiro será novamente o presidente do Boavista.


"Loureiro, cabrão, pede a demissão!", foram os cânticos de há 5 anos, quando, em 2007, abandonou a presidência do Boavista, dez anos após tomar posse, um campeonato e muitas dívidas depois, estando ligado ao melhor e ao pior Boavista da história. Entrou num clube organizado, limpo de dívidas, deixou-o num estado moribundo, financeiramente caótico e quase inviável. 
Por todos os motivos, o grau de exigência nesta nova era será alto, pautado pela seriedade, de sobrolho franzido pelos associados. O velho ditado encaixa na perfeição: gato escaldado de água fria tem medo.

Mas, quanto a mim, o que importa discutir é "porquê agora"? Percebe-se que nunca deixou o background, dá ideia de ter estado sempre por perto, nos bastidores do teatro, até pela ligação, por exemplo, com ABJ, Maio ou Rijo, tido por alguns como marionetas do presidente, com os objetivos únicos de manter a SAD com as portas abertas e contas fechadas. O "porquê agora" estará relacionado com a revitalização, com a reposição da justiça, com o regresso aos palcos principais, sendo essa a esperança de qualquer adepto axadrezado. Ou alguém acredita que isto seria para andar em campeonatos não profissionais?

Confiar ou não, só o próprio o poderá justificar. O máximo que se pode fazer enquanto adepto será um custoso reset a tudo que se passou nos últimos anos de presidência, a tal gestão ruinosa que nos deixou a respirar por uma palhinha e esperar. A margem de erro e o capital de confiança são diminutos, por tudo que envolve a figura JL para os boavisteiros. Para os sérios e conscientes, pelo menos. 

É esperar para ver, exigindo o máximo de transparência e seriedade para com os incansáveis adeptos e para com o símbolo. Fora com os discursos bacocos, com as lágrimas de crocodilo, com as declarações de amor à pátria axadrezada. Os adeptos querem organização, trabalho sério e o reerguer do clube. É só isso que se exige.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Para rir


Mesmo não sendo para levar a sério:

Octávio Moreira, treinador do Varzim: "Não percebi, o árbitro estava a fazer um bom trabalho. Nós é que nos sentimos prejudicados, houve uma bola que entrou na baliza do Boavista. O Varzim tem razão de queixa do árbitro da partida (...) faz parte desta forma de estar do Boavista, esta forma agressiva que sempre os caraterizou." 

Fica o resumo do jogo e neste link as declarações (min 4:30) do poeta poveiro.


video


domingo, 9 de dezembro de 2012

Empate injusto


Bom jogo das duas equipas, resultado algo injusto pela superioridade mostrada pelo Boavista em grande parte do desafio.

Conseguiu-se dar sequência às melhorias dos últimos dois jogos, depois do desastre de Fafe, apesar do resultado negativo. Navas, Carraça e Petit fazem um dos melhores meio-campos do campeonato, todo o jogo da equipa ganha com estes três em campo. Dão consistência, pressionam, dão sequência à posse de bola. Excelente jogada do primeiro golo, uma das muitas em que se conseguiu chegar à área com perigo, Petit a finalizar de cabeça. Vantagem justa ao intervalo.
Não deixamos de controlar na segunda parte, nem deixamos de criar as melhores situações para aumentar a vantagem (Petit primeiro, depois Fary) mesmo com boa réplica por parte do Varzim.
Minuto 70 vira a história (e a justiça..) do jogo: expulsão de Paulo Campos e penalty assinalado por mão na bola de Caio (a juntar à substituição de Petit). Atitude e crença abnegadas, mesmo quando em inferioridade numérica e física (já com Carlos Santos a defesa esquerdo e sem ponta de lança), foi do Boavista a melhor oportunidade, Wellinton a desperdiçar isolado dentro da área.
Cabeças quentes e revolta contra aquilo que se passava dentro das quatro linhas resultou na expulsão de Alfredo e Petit.

Em bom plano os centrais (alguns cortes in extremis, principalmente por Simão Coutinho), Paulo Costa dá segurança e consistência à ala esquerda.

Óbvias razões de queixa do trio de arbitragem: exagero de cartões amarelos para ambos os lados (se bem que Paulo Campos foi bem expulso), perda do controlo do jogo e do critério nas faltas assinaladas. Erro enorme, um fora de jogo mal tirado na primeira parte ao Boavista, já que o passe de Zé Manel, mesmo antes do ressalto no defesa adversário, foi executado para trás da linha da bola. Ficaria isolado, na grande área, julgo que Fary. O penalty, prontamente marcado pelo mesmo fiscal de linha, deixa muitas dúvidas.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Boavista, federação, recurso: Ganhamos.


'Aquela' reunião foi por água abaixo. Em definitivo (embrulha Freitas...).
Mais um patamar ultrapassado na luta com a fpf. Recurso do TAS favorável ao Boavista, pelo que, no mínimo, a federação terá que repetir a fatídica reunião de 2008.

O puzzle dos últimos dias:

Peça 1 - demissão de Maio.

Peça 2 - Apelo do Boavista ao PER, tendo em vista a recuperação (proteção?) do clube, desconhecendo-se ainda se tal será mesmo possível (talvez um género de PEC, a sigla mágica para quem quer inscrever equipas profissionais e deve este mundo e o outro).

Peça 3 - Decisão do TAS, indeferindo o recurso da fpf,

Peça 4 - João Loureiro como candidato à presidência do Boavista (mesmo sendo para rir a cena do "ceder à pressão" e do "em prol da união").

Peça 5 - Notícia do pedido de indemnização.

Para tirar as conclusões.

Sendo o mais factual possível e depois da espera de tantos anos, resta aguardar um pouco mais, já que está mais que visto que isto está muito mexido. Demais para um clube tão moribundo. A candidatura de João Loureiro é o maior sinal que as coisas podem estar a encarreirar para o desfecho que todos os Boavisteiros querem: o regresso à primeira liga e a possível recuperação financeira.


A não perder, o "5 para a meia noite" desta semana, com Petit e Jorge Couto. Falou-se muito e bem do Boavista.