quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

A Defesa




Ponto positivo em Estoril, opositor já de si complicado a atravessar um bom momento e num estádio que ainda não havíamos pontuado desde o Regresso. Agradável primeira parte, mais uma vez melhor entrada na partida, e uma má segunda metade, em que não conseguimos reagir às dificuldades impostas pelo adversário.
Mais uma vez, no geral (e confesso, sem ver o jogo na íntegra, merda de horário), fica a ideia principal: ponto ganho graças à consistência da Equipa. Não fomos brilhantes nem perto disso, não estávamos especialmente inspirados, em alguns momentos não mostramos a força que o momento exigia, mas não vacilamos. Em demasia pelo menos. A base ou o suporte de jogo já estão mais elevados, o que é ótimo. Assim como a exigência. Normal, culpa do desempenho da Equipa. Mas convém continuarmos com os pés bem assentes, mesmo naquilo que queremos, querendo nós, Adeptos, sempre mais.


Sobre o que esteve na base deste ponto e de alguns outros que fomos conquistando esta temporada. Mentalidade, equipa do 'pontinho' ou defensiva, e coisas que tal, mas é um pouco mais que isso. É consistência, a tal prioridade que se pretendia e era o principal objetivo em outubro último, aquando da mudança de treinador.

Falava-se esta semana sobre a nossa defesa, estatisticamente uma das melhores do campeonato, a 5ª que menos golos sofre. Mas mais importante que a defesa por si só, foi naquilo que evoluímos nos últimos meses: a mentalidade, a forma de defender e o nosso comportamento sem bola, desde os avançados até ao guarda-redes.
E não foi nenhuma injeção de talento ou capital extra investido no setor defensivo em alguma altura da época (como o foi no ano passado, por exemplo). Aliás, recuemos uns meses até ao momento em que partimos para esta época e atente-se ao panorama na altura. Perderamos Vinicius e Afonso, dois titularíssimos. Pelo caminho ficou Mika e foi ficando Henrique e as suas lesões. Ainda assim, apesar das contrariedades (lesão de Mesquita, opção Correia), não paramos de crescer, de sofrer poucos golos, de ser difícil de nos marcar algum.
Mérito muito maior que a prestação dos quatro ou cinco elementos da defesa, mesmo que também eles em plano positivo e, na maioria das vezes, em crescendo na forma a na confiança.

Mas como dizia, a diferença é mesmo essa, o comportamento global da equipa no momento em que não temos a bola ou na altura em que a perdemos, e a sua organização. Mais que os cinco elementos mais defensivos (ou seis com o Idris), é toda a forma de atuar, de adotar posicionamentos e timing de reações. E a Equipa sentindo-o, reflete-se na confiança individual dos jogadores. Nesse capítulo, olhando também aos argumentos que temos ao dispôr - quer seja no onze, quer nas opções - a prestação que conseguimos é excelente. Nessa relação, das melhores do campeonato.


Curiosa a análise a alguns números, julgo que tudo que se vai conseguindo, dadas as enormes dificuldades (que ao que parece, só nós Boavisteiros temos real noção disso), deve ser motivo de realce.

Comparando com as duas últimas épocas, vindo de encontro àquilo que ano após ano vamos tendo como principal objetivo, o crescimento. Lento e seguro. Pelo menos no campo, no Futebol com bola.
 - na época passada e por esta altura tínhamos mais 8 golos sofridos (7ª melhor). Há duas, 15 (5ª pior).
 - derrotas com mais de dois golos sofridos foram 5 na época passada, 7 em 2014/15. Esta temporada 2.
 - 2 derrotas/13 jogos. O melhor que tínhamos conseguido nas duas épocas anteriores para o mesmo número derrotas foi 7 jogos; para o mesmo número de jogos, 5 derrotas. Obra.
 - ao nível de pontos, já igualamos as duas anteriores, ainda com 24 em disputa.
 - já agora, 1 golo sofrido em cinco jogos ainda é recorde da época passada, início daquela fantástica recuperação com Sanchez.


quarta-feira, 15 de março de 2017

Pantera Escondida#1 - Litos




O Capitão, um dos maiores símbolos da nossa história, por todos os motivos.
Com formação feita no Bessa, estreou-se pela equipa principal em 95 (ép.95/96, Manuel José era o treinador) numa vitória no Bessa frente ao Belenenses (ironia, então o único campeão não grande), depois de empréstimos a Campomaiorense, Estoril e RioAve.
Seis temporadas, 220 jogos e 22 golos com a camisola Axadrezada, 6 internacionalizações, saíu para o Málaga logo após a conquista do título (numa das maiores transferências do Clube), onde passou cinco temporadas, acabando a carreira na Académica em 2008.

Central de eleição, fortíssimo no jogo aéreo (o que também lhe valeu muitos golos), implacável na marcação e desarme pela certa, fosse na bola ou não.
Defrontou-nos por duas ocasiões, uma pelo Málaga (naquela célebre eliminatória decidida nos penaltys) outra pela Académica.

Eterno Capitão, foi dele a braçadeira no ano do Título (só falhou um jogo), é dele aquela que é uma das fotografias mais emblemáticas do Clube.

Tanto numa só foto.


Foto de um Boavista - Sporting num Bessa já em obras, corria a época de 98/99, jogo em que Litos é expulso por acumulação ainda na primeira parte. Viríamos a empatar esse desafio, com golos de Timofte e Jorge Couto (também na foto, juntamente com Iordanov), depois de duas reviravoltas no marcador.
Do onze e suplentes, estavam onze jogadores que se sagrariam campeões. Além desses, Hélder, Timofte, Ayew e Paulo Sousa (então Capitão) também faziam parte do plantel. Assim como Sérgio Leite, Pedro Martins, Cavaco e Atelkin (este faz lembrar Faro, não é?:)). Do adversário, Delfim fez parte do onze.
Têm aqui o video do jogo.

Uma das melhores temporadas de sempre, acabamos por ficar em segundo lugar (com apenas três derrotas), lutando pelo título até à penúltima jornada, no tal jogo de Faro.

Época marcada também pelas vitórias nas Antas (2-0) e na Luz (3-0).

Ainda não se sabia, mas estava a nascer o Campeão. Belos tempos.


Parabéns à Rita, a primeira a acertar num comentário no Facebook do blogue :) 

Pantera Escondida#1


Nova rubrica do blogue, numa de descontração e pretexto para se falar do nosso Clube, jogos e ex jogadores. Trata-se de tentar adivinhar quem é o jogador de cara tapada.

Não vale batota e procurar a foto na net. O primeiro a acertar ganha, não tem nada que enganar.


Um fácil para começar.

BuloS

:D


segunda-feira, 13 de março de 2017

De Garras Afiadas


E é isto. Dispensamos o laço (até porque já temos o nosso Manel), mas é para embrulharem bem embrulhadinho, principalmente aqueles que, insistentemente, nos fazem o funeral. Como vemos, cedo demais. Já sabem: "Somos Boavista. E voltamos".

Em disputa 27 pontos, 33 já no bolso, manutenção garantida a nove jornadas do final e sinais evidentes que o crescimento tem tudo para não parar por aqui. Fazer tanto com tão poucos argumentos, com evidentes dificuldades financeiras, quando comparado com os restantes, dá aquele inigualável Orgulho Axadrezado, acompanhado do respetivo arrepio na espinha. Repitamos, mais audível ainda, os vizinhos que se fodam: "Somos Boavista. E voltamos!".


Confesso que entro sempre receoso no Bessa quando defrontamos estes bananas. Receio mesmo, medo, algo mais para o lado do sobrenatural do que outra coisa qualquer. Trauma talvez. Até podíamos estar a lutar pelo título, esse estado de espírito não se alteraria. Por isso, e só por isso, surpreso com este resultado. Pelo resto, pela Equipa, pelos Adeptos na Fortaleza, (agora sim, nada como ter a boca adoçada), pela liderança, pelo crescimento, pela confiança, por aí estamos descansadinhos.



Vamos às notas:

- Mais uma vez evidente o porquê de estarmos a fazer a melhor época desde o Regresso. Este não era um jogo qualquer, dado o adversário: há dez jogos sem perder, também eles a realizarem uma excelente época, com objetivos iniciais bem superiores aos nossos e com orçamento condizente. Além disso, o histórico insular no Bessa, quase fazendo deles a nossa besta negra.

- Consistência defensiva. Vagner, como já falamos, melhor reforço de janeiro. Já nem abalamos pouco que seja quando olhamos para a nossa baliza. Kamran, Mika, outro qualquer (ajudem-me!), nenhum deles se aproxima da segurança do brasileiro. Nas laterais continuamos com o crescimento, no eixo estabilizamos Lucas. Sampaio... mais disto, por favor. Esteve bem, mas é preciso estar assim no próximo, e no outro, e a seguir. Capacidade tem ele.


- Meio campo, e a sua principal evolução no momento em que não temos bola: a reação à perda da bola e mesmo à saída rápida do adversário. Enorme evolução, simplesmente do melhor, na minha opinião. Rigor, concentração, união. Equipa! Muito trabalhinho e do bom. Não só do jogador que aproxima para fazer pressão (seja alta ou baixa), mas sobretudo do comportamento da Equipa à sua volta. 
Idris, e a sua presença e intensidade, é o que sabemos (aka Capitão); Espinho mais 'trabalhador' do que o que se pensava, além da capacidade de criar espaços e [bem] circular a bola. E Carvalho, o médio (jogador?) menos apreciado pela massa adepta, mas com uma influência brutal nestes aspetos em particular, e que em muito contribuem para o bom desempenho global da Equipa. Ontem, de novo, bom exemplo da eficiência deste trio, que raramente é desfeito, mesmo durante os desafios. Percebe-se porquê. Neste momento, também olhando às opções, são fundamentais.

- Iuri é assim, é o pequeno génio que, quando inspirado (e mesmo não estando), ajuda imenso - não a resolver, porque isso fá-lo a Equipa - mas a desbloquear. Como ontem. Mais palavras para quê? É ver e rever que não cansa.
Voltei a gostar um pouco mais do Bulos, porque simplesmente continua a melhorar em alguns aspetos do seu jogo. Talvez isso ajude a explicar a insistência no sul americano - em detrimento do melhor jogador que é Schembri, apesar de diferente - a fazer os seus primeiros jogos na Europa, onde o futebol, e as defesas em particular, são bem diferentes dos campeonatos sul americanos. Conseguiu dar mais vezes jogável para os médios, seja no apoio frontal, seja na bola lançada em profundidade, conseguiu chegar mais vezes a tempo de o fazer. Não deslumbrou, mas melhorou, que é bem preciso. Na área, bem preparado o remate para o golo, na única chance que teve para o fazer. Frase batida, mas é à ponta de lança. Veremos nos próximos desafios, mas é certo que, pelo menos para mim, fez aumentar um pouco a curiosidade sobre ele e mesmo até onde poderá chegar.

- Mbala. Que desilusão, rapaz. Agora foram vinte minutos perante uma defesa com imensas dificuldades e com espaço para brilhar.

Com bola, a atacar, fizemos talvez o melhor desafio da época no Bessa. Boa e rápida circulação em muitos momentos, constantes linhas de passe ao portador da bola, quase sempre a melhor opção de passe a ser tomada. Mais uma vez, um sinal que torna evidente o excelente trabalho de todo o grupo.


Tranquilos. Confiantes. Com imenso tempo e boa disposição para prepararmos bem a próxima importante deslocação: Estoril. Todos à Amoreira. Isto é bom demais para se desperdiçar.  Continuemos a apoiar os nossos rapazes que bem merecem. O Clube merece.


Última palavra para a Fortaleza. Mais perto daquilo que somos. Bancadas bem compostas, apoio a condizer. Fácil, porque a Equipa assim o justifica e o jogo correu bem. Mas é bom, muito bom sentir toda a gente feliz.

Parabéns à família do jovem sócio mais antigo do Clube. Quatro gerações da mesma família a assistir ao desafio, é obra. Muito bom!


Força Edu!

quarta-feira, 1 de março de 2017

JN do Porto à beira do desespero


À primeira vista, pode parecer bastante negativo, o colapso ou o fim. Mas não é. E falo, obviamente, do conteúdo sensacionalista da notícia de hoje do JN. O Boavista, em resposta a uma notícia veiculada na semana passada, explicou devidamente o que se passa. Nem isso fez com que o assunto fosse noticiado de forma mais correta ou conveniente. "Conveniente" para a sociedade, entenda-se. Para os leitores.

Coloco aqui uma imagem que pode até parecer ridícula, mas julgo mesmo que ajuda a explicar... tudo isto que sentimos. E não só nós, eles também.



O dia 1 de abril de 2014 foi, como bem sabemos, um dia histórico, não só para o nosso Clube, como também para a nossa cidade e região. Foi o dia da Justiça, o dia que tanto esperamos e lutamos para que chegasse.
A diferença é que não houve derby uns dias antes, não havia a perceção da força do Clube e dos seus Adeptos, nem sequer a ideia que nos iríamos... levantar, da forma como o estamos a conseguir fazer.


É um pequeno exemplo do tratamento em relação ao Boavista, um grande exemplo daquilo que tem, realmente, feito a diferença: Unidos, a crescer, contra tudo e contra todos. Sem milhões nem ajudas, sem autarquias, politiquices ou imprensa.

Verdade: estamos, e estaremos, por cá. E vão levar connosco, cada vez mais. Pelos sinais, julgo que já perceberam isso.


Nada disto invalida a nossa preocupação acerca de tão melindroso assunto. Confiamos, como até aqui, na direção que tenta resolver os problemas, ao mesmo tempo que consegue que a Equipa de Futebol, e o próprio Clube, obtenha resultados desportivos extremamente positivos. Apesar das evidentes dificuldades e diferenças nos argumentos.


A resposta? Sexta em Moreira e domingo, no Bessa. Cabalmente, à Boavista.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Derbi




Bravo. Cheirou a Derbi, intensidade e rivalidade à antiga.

Custou imenso. Duro, não só pelo resultado pela involvência também, à semelhança do que nos aconteceu há três meses atrás. Não esmorecemos, estivemos lá para aplaudir os nossos, a marcar o território possível, de frente, olhos nos olhos com os do mercado. Lá estaremos em Moreira. É a vida. Lutamos, reagimos, unimos forças, não conseguimos vencê-los, com a certeza que haverá próxima. O "ides para a segunda" substituído pelo velhinho "sois uma rotunda" é um sinal que o regresso ao passado está mais perto. Não somos só nós que o sentimos, acredito, e as mãos no pescoço do Talocha, o pé em riste do Andrés, a perda de tempo no final de ambas as partes "que só os pequenos fazem", também o são. Não baixamos a cabeça, crescer é custoso, mas devemos ter um orgulho enorme em perceber que o caminho é este. Depois do inferno... como poucos sabem. Como eles não sabem de certeza.


Algumas notas:

Ideias claras de um lado e outro, do nosso suster a intenção de boa entrada do adversário; o Porto é forte sim, os argumentos são díspares, mas a real força deles está na defesa e na segurança depois da vantagem. O golo aos 7 complica, deita por terra parte da estratégia. Por nossa culpa, aquele erro não pode acontecer, muito menos quando se defronta equipas destas. Reagimos, não nos desorganizamos coletivamente, ameaçamos com dois pares de lances perigosos, um ou outro lance de bola parada, continuamos a mostrar dificuldades nos inevitáveis desequilíbrios individuais do adversário. 
Conseguimos discutir o resultado até final, à procura de um lance de inspiração ou sorte, forçamos uma expulsão, conseguimos melhor postura e fomos mais competitivos que num passado recente contra este adversário, à semelhança do último desafio com estarola. Insuficiente, como de resto também o fomos, no Bessa também, contra equipas do nosso campeonato, quando foi preciso ir à procura do resultado.


Santos foi surpresa no onze, exibição consistente na semana passada, inseguro na de ontem. Correção ao intervalo, com a agravante de já ter amarelo. Henrique para o lugar, exibição certa no regresso até ao pior momento. E ficamos com dois problemas, a lesão do Henrique, e Sampaio, que passou de titular para terceira opção.

Muito difícil colmatar a ausência de Idris no nosso meio campo, não só pelas suas caraterísticas mas também porque temos poucas opções para a posição. Pelos números é inegável (sem ele, 5 jogos e 1 ponto), num jogo destes mais ainda. Carvalho mais recuado, Carraça e Espinho a interiores acho que era do melhor que se podia ter feito, tendo em conta que é uma pena não termos um Tengarrinha a 200%  como já o tivemos. O melhor Tengarrinha seria quase certo titular no jogo de ontem. Carvalho a espaços, combinou as culpas diretas no golo com bons momentos, quer no desarme a médio defensivo, quer a criar perigo quando subiu mais um pouco. Carraça mostrou mais intensidade desde a última vez, falta saber se é para manter. Menos bem Espinho na missão mais ingrata, quase sempre com pouco tempo para ter a bola.
É raro mexermos no meio campo, ontem fizemo-lo e bem mais cedo, quando se optou por um jogo mais direto, tentando tirar partido da dupla Schembri/Bulos.

Do Bulos, um pouco do que se viu na semana passada, mas mais longe da área e mais atrasado que a maioria na discussão dos lances. É quando Schembri entra que criamos a melhor situação, pena não ter sido o peruano a finalizar. Bem lançado e boa entrada do Bukia.



Próxima jornada, muito simples: tudo a Moreira. Há que reagir, temos a vantagem de não ter que esperar por domingo, é já esta sexta 20:30h.



Força Boavista!



edit.

Ridículo aquilo que é dito pelo Porto, são cinco imagens que mostram, segundo eles, o "roubo" de ontem.
Dá para pensar: mas isto existe? Isto é real? Esta malta burguesa reclama mas porque acham mesmo que devem reclamar? Ou porque... sim? Recebem elogios dos comparsas, da carneiragem toda e isso faz bem ao ego? Será isso? Ou para não perder terreno em relação aos outros? É que... é tão baixinho.
Repare-se bem:
vitória do Sporting no Bessa pela margem mínima, queixas da arbitragem, BC a semana toda aos berros na cs, acabou multado.
empate na Luz, exposição do Benfica ao conselho de arbitragem.
Porto no Bessa, falta à conferência de imprensa em protesto com a arbitragem.
Afinal nós mandamos nisto. Tudo. Esta merda é toda nossa. Quer dizer, na verdade, eles todos devem concordar que a culpa não é nossa, portanto logo à partida estamos ilibados. Mas... não é estupidamente estranho? Não há aqui um padrãozito qualquer? Facilmente se chega à conclusão que os três grandes são, afinal, prejudicados. Imagino quando se defrontam, aquilo deve dar uma confusão nas leis...

Mas isto é tão ridículo que eu tinha vergonha que o meu Clube reagisse de forma algo parecida sequer. Facilmente e desde que haja vontade faz-se algo do género. Com imagens paradas? Pedi ao meu primo de oito anos, perito em ecrãs táteis, para me fazer algo do género. Eis:


Até o Jota, man? A sério? Quanto aos penaltys, nem dúvidas no estádio nem em casa, é ver as imagens video se for preciso e ter dois olhos na cara ajuda.

Isto é uma guerrinha e o resto são figurantes? Não entramos nesse filme. Eles que cresçam, não só na conta bancária mas no resto também.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Venham Eles: Derby


É hoje. Magia do Derby. 

Algumas considerações a poucas horas do jogo.

- Não gostei da temática 'bilhetes'. Perdemos quase tanto tempo a falar disso como o NES a falar da Juventus na conferência de imprensa de antevisão ao jogo do Bessa. Não é bom, porque o que queremos mesmo é ganhar-lhes. E ainda não sabemos se o conseguimos, claro... Vamos concentrar-nos no essencial: todos juntos, todos pela Pantera, de início ao fim.
Muitos deles?! Venham, a receita é de ouro, o estádio é grande e sem correntes de ar.... nas laterais, nada dali pode sequer mexer azulado. É o preço... mais certo.

- Não vale a pena matutar mais, aqueles dois amarelos foram um erro, todos juntos vamos conseguir suprir a falta. Nem penses Idris, ninguém te leva a mal por não vires diariamente para o facebook pedir desculpa. Não custas milhões, mas sabemos que és dos nossos, e sabemos que os teus colegas estão contigo. Assim como nós. Contigo e com quem te substituir.

Tengarrinha por troca direta; Carraça como duplo pivot com Carvalho; Carvalho a trinco, Carraça a interior. Algumas hipóteses, confiança total na equipa técnica. Mais logo veremos.

- Sampaio, Henrique e Santos, para companheiro de Lucas. Veremos se é o brasileiro ou se Henrique está recuperadíssimo.

- Schembri parece mais indicado para esta partida, veremos se a opção recai sobre o maltês ou vai haver aposta na continuidade do Bulos.

Em teoria, encaramos este derby como um dos menos desequilibrados desde o regresso. Faz sentido. Temos o objectivo praticamente seguro, ao contrário do adversário. Estamos em boa forma, confiantes, esperando fazer do Bessa a Fortaleza. É o jogo, é o Derby.

Orgulho Axadrezado, hoje e sempre! A Equipa e o símbolo merecem tudo. Todos juntos em busca dos três pontos, num Derby só isso interessa.

Força Edu!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A um!



Bem visível, no último sábado, os motivos que nos levam a estarmos a apenas um ponto da barreira dos 30, o que siginificará um upgrade aos objetivos. Mais que objetivos 'materiais', vulgo luta pela Europa, devemo-nos preocupar em fazer esse upgrade relacionado com os pontos. 30 já estão? Venham os 40.

No jogo de Santa Maria da Feira, salta à vista, mais uma vez, a organização e maturidade que a Equipa conseguiu alcançar em pouco mais de três meses. Podíamos até não ter conseguido chegar ao golo ou termos consentido o empate, mas... consistência, união e confiança é aquilo mesmo. Sempre mais perto de tirar alguma coisa da partida (e com uns 30 minutos iniciais bem mais mandões que o adversário), com aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos do jogo (porque os adversários tambem trabalham e jogam!) e, como já o disse várias vezes porque acho importante, cientes das nossas limitações (que as temos, não só no campo como no banco).

Individualmente, destaque para Bulos pelo excelente trabalho no lance decisivo. Já antes, também na cara do golo, boa cabeçada na pequena área. Fora dessa zona, voltou a revelar dificuldades, quer a vir buscar jogo ou de costas para a baliza adversária, quer a pressionar (bem e a tempo) a primeira linha do Feirense. Foi importante nas bolas paradas defensivas, talvez um dos motivos que o manteve em campo até ao final, em detrimento de Schembri. De qualquer forma, intenção de movimentações diferentes do habitual titular abonaram em seu favor e, claro, da Equipa.
Titularidade de Carlos Santos algo surpreendente, com Henrique já recuperado. Justa, como o próprio fez questão de provar dentro do campo. Um ou outro erro, muita concentração e alguns lances de perigo evitados.
No resto, o habitual: organização e critério de Espinho, posicionamento e consistência de Carvalho (voltou a estar em bom plano), esforço enorme dos três do meio campo.
E depois a paragem cerebral do nosso Capitão. Acontece e, como se viu, acontece aos melhores também. Mas não devia. Fazes falta, logo agora.
Na baliza, mais que confirmado: Vágner é, e bem, o dono do lugar. Seria uma excelente contratação para a próxima época.


Tínhamos falado na antevisão da partida que, em caso de vitória, tudo seria bom demais e sempre da forma como somos mais fortes, todos juntos. Sem palavras, foi mesmo isso.

Preto e Branco são
As cores do nosso Amooor.



Domingo, na busca dos três pontos, a um do objetivo. Mais uma final, diferente da última, diferente das demais, diferente de tudo o resto. É o jogo. É a Invicta. São os amigos e as discussões, o ego e o orgulho. O dia que não se dorme, o jogo que começa umas hor... já começou! É único. É o Derby. Venham eles.
Amanha a antevisão do Clássico, já a afinar a voz e de cachecol ao pescoço.




Força Edu!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Confissão de Azedume?


Deixo-vos um interessante artigo do jornal OJogo, a propósito do seu 32. aniversário, em que fazem várias reportagens sobre alguns Clubes do distrito do Porto e dois da capital.
Porto, Benfica e Sporting. Salgueiros, Infante de Sagres, Vasco da Gama, Ramaldense, Porto Vólei, Vigorosa, Académico, Fluvial, CDUP, Escola do Movimento, C. Ténis do Porto, C. Atletismo do Porto, são alguns dos Clubes referenciados.
Nem o ecletismo nos valeu...



Não é ser chorinhas, ideia de vitimização ou outra coisa qualquer, mas... não é estranho? Pensando bem, e apesar de ser o mais representativo jornal da nossa região, não deixará de ser o único que a 18 de maio de 2001 não fez capa da possibilidade da cidade do Porto ter um novo Campeão, servindo até para focar a tão propalada "descentralização". Afinal, 'lá fora' como cá dentro. Como sempre foi, o 'centro' de cá vê é azul.
Como há 16 anos, como nos últimos 3 ou nos outros 6 de inferno, responderemos todos juntos, pela Pantera. Orgulhosamente.


Desafio-vos a encontrar uma camisola axadrezada nessas páginas de jornal dedicadas à nossa Cidade. Procurem bem que encontram (clique nas fotos para ampliar).








domingo, 19 de fevereiro de 2017

Mini-Bessa


Enjoy! Mini-Bessa. Absolutamente fantástico.

Parabéns a estes incríveis adeptos!

Obrigado ao Tiago Quintela pela partilha.



Força Edu!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Vamos a Eles: Feirense


Que saudades destas finais. "Destas", isto é... parecidas. Digamos que encarando da mesma forma.
Nas duas últimas épocas chamávamos "finais" aos desafios contra equipas com os mesmos objetivos que nós, jogos esses com uma enorme pressão dos pontos, porque quase não tínhamos margem de erro. Foi assim no ano de regresso, com Petit; foi assim na incrível recuperação, com Sanchez. 

Nesta altura da época, obviamente com o mesmo sentido de responsabilidade, a pressão dos pontos deu lugar à confiança, qualidade, competitividade. Crescemos muito e bem nestes últimos meses, como os resultados espelham. Mais que os resultados, assim o mostra o comportamento e prestações da Equipa.
Podemos não estar a carburar a turbo, mas falando de organização, consistência e confiança, arrisco a dizer, estamos no mais alto patamar desde o nosso regresso. Importante, como já foi dito, é continuar a crescer, dentro e fora do campo.




Onze base deve, mais uma vez, avançar na Feira. O desempenho dos jogadores, os últimos resultados e a pouca margem de manobra no que diz respeito a opções são fatores decisivos para tal. Nem mesmo o perigo de exclusão de jogadores importantes devem desviar o foco do essencial: é preciso fazer tudo para 'carimbar' a nossa meta, a manutenção.


Nota para o regresso de Henrique. Esperado regresso. Sampaio tem cumprido, apesar de alguma irregularidade, sendo que o português é, provavelmente, o mais experiente central com que podemos contar. Com tempo e bem entrosados, Lucas e Henrique podem fazer uma excelente dupla.
Na baliza, foi o que mais ganhamos com o mercado de inverno: Vagner é reforço, como já o tinha sido Agayev.
No meio campo podemos contar com a competitividade de Idris, o equilíbrio de Carvalho e as pluri-funções de Espinho. Já no ataque, veremos se vai haver oportuniadade à séria para Bulos. Se houver alterações, será por aí...


Importante: temos que fazer do Marcolino um mini-Bessa. Não há desculpas. Pensa-se na Equipa, nos jogaodores e treinadores, naquilo por que temos passado nos últimos anos e... não pode haver desculpas. Tudo será bom demais e quando vencermos, amanhã ou noutro dia, será sempre da forma como somos mais fortes nos carateriza: todos juntos, pela Pantera.

Força Edu!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Boa Entrada em 2017





Três meses sob o comando técnico de Miguel Leal: onze jogos, desde Leiria para a Taça até ao passado domingo, naquela que foi a primeira vitória na antiga Fortaleza (é desta o regresso?) desde a chegada do sucessor de Sanchez. Em teoria, equilíbrio na contabilidade: quatro derrotas, quatro vitórias e três empates. Na prática, e mais que os resultados, agrada sobretudo a evolução na Equipa, tanto coletiva como individualmente. Organização, confiança e competitividade, pelo menos nestes aspetos, ninguém duvide, estamos bem melhores. 


Resumidamente e dividindo este tempo em três fases.

De início, a nova realidade, refletindo-se tanto ao nível da Equipa como de tudo que a rodeia, incluíndo nós, Adeptos. Discurso coerente e aglutinador, renovada alma no campo, com resultados muito positivos na tabela classificativa, permitindo-nos na altura respirar bem fora de água: vitória na Taça, empate caseiro com Estoril, resultados positivos em duas deslocações sempre complicadas, Vila do Conde e Madeira. Evidentes melhorias, dúvidas sobre as suas origens para alguns: se obra do novo treinador, se a habitual onda positiva após uma chicotada psicológica.

Seguiram-se quatro jogos e outras tantas derrotas, mas desengane-se quem pense que não se retiraram coisas positivas desta série negra (talvez à exceção da deslocação a Paços, a exibição menos conseguida da era Leal). Três ilações principais destes desafios:
- continuamos a dar mostras de evolução em busca da nova identidade e, porque não dizê-lo, de bom trabalho diário. Apesar de desfalcadíssimos nestas partidas, conseguimos lutar pelo resultado até ao final. E de forma bem... interessante.
- estamos cá como desde o nosso regresso, alvos de desrespeito por quem gravita nos orgãos que regem o Futebol português. A história dos castigos (no total, foram treze jogos de suspensão!) e, pior, a não análise ao recurso apresentado pelo Clube, fazem-nos crer que pouca coisa mudou a este nível. E assim se vai manter.
- ainda que desnecessário, o cenário adverso - castigos e lesões - trouxe-nos a certeza do que era evidente: o plantel é extremamente curto nas opções, alguns reforços foram-no só no papel, uns digamos que compreensivelmente (como el gordo Erivelton), outros nem tanto (Medric, Midic, Miodric, como é que é mesmo?). Curto e desequilibrado em algumas posições.




Finalmente, os últimos três desafios, em que conquistamos sete pontos perante concorrentes diretos na fuga à despromoção (e relembro, num cenário nada favorável, em que uma derrota implicaria descer a linha de água). Arrisco a dizer, a respeito da deslocação à Choupana e receção ao Vitória: das melhores exibições desde que regressamos.
Crescimento na consistência, na circulação de bola, na organização dentro de campo, refletindo-se não só na competitividade da Equipa, como na própria confiança individual dos jogadores. Uma equipa muito mais eficaz no momento da perda de bola (imensa melhoria neste particular), que sabe o que faz, concentrada e disposta a seguir o plano até ao final, adaptando-se bem aos vários momentos dos jogos. Acredito, à imagem do nosso treinador.


Muita coisa haverá a melhorar, a acertar e corrigir, mas não restam dúvidas perante aquilo que sentimos: estamos, definitivamente esperamos nós todos, no bom caminho. Sim, sentimos a Pantera a crescer.


Força Edu!