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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ecletismo


17 modalidades, 1500 atletas, formação e competição.

Vale a pena ler, até para percebermos o que somos, como vamos conseguindo crescer e o que queremos para o futuro.

Aqui: Ecletismo Axadrezado - A Preto e Branco.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Final da Época


Num campeonato com 14 jornadas e com metade das equipas candidatas à subida, a margem de erro é curtíssima quando o objetivo é o primeiro lugar. Falhamos a mais e em demasiados jogos, apesar de termos cumprido na sua maioria.


Fomos evoluindo segundo as ideias do treinador e a identidade que queria para a equipa. Pressão e defesa alta, rapidez e desequilíbrios no ataque, posse de bola e com ela controlar o jogo, expondo o mínimo possível o setor recuado, pelo facto de não primarmos por consistência defensiva nem de rapidez quando perdemos a bola. Dois médios centro, sempre melhores na recuperação que na construção, à frente do quarteto defensivo. Um avançado, avassalador na primeira fase e sempre abnegado na entrega, ao qual não conseguimos dar o apoio suficiente na segunda metade da época, quer pelos dois alas, quer pelo terceiro homem do meio campo ou segundo do ataque como na maioria dos jogos (que também se revelaram insuficientes em alguns momentos em que seria preciso mais consistência no meio campo). Explica-se muito das nossas dificuldades pela incapacidade de desequilibrar no último terço e ultrapassar a organização do adversário. Quando a eficácia não resolveu, tivemos problemas.

Na baliza, um bom exemplo do trabalho misto que se tentou fazer, jogando com os melhores e ao mesmo tempo lançar jovens formados no clube. Marcos começou e acabou a titular, simplesmente porque é melhor, dá mais confiança à equipa e segurança à defesa. Tiago foi o que mais jogos realizou, em grande forma desde que agarrou a titularidade em Coimbrões e até ao jogo de Gondomar, a primeira de uma série de más exibições, incluindo em Freamunde e no Bessa com o Vizela, dois dos jogos mais decisivos da segunda fase. Não foi o único, mas foi um dos que mais contribuiu quando mais falhamos e quando não podiamos errar.

Esse jogo de Freamunde - e a forma como fomos dominados - marca o campeonato, depois de uma primeira metade da época em crescendo, incluindo os dois primeiros jogos da segunda fase. Seguido da primeira derrota no Bessa, com o Vizela, abalaram em definitivo a equipa. Quer o entendimento e capacidade de desequilibrar no ataque, assim como a estabilidade e a consistência na defesa, mais exposta e sobretudo mais vulnerável àquilo que menos poderia ser, a velocidade do adversário quando perdemos a bola.
Esteve aí uma das maiores dificuldades. No lado direito, um dos setores menos fortes da equipa, com Pedro Costa a não encontrar a boa forma e Claudio ainda a evoluir. No lado oposto, muito embora a boa evolução de Afonso, passamos mais de meia temporada somente com uma opção e que ainda assim demorou algum tempo a ultrapassar em definitivo as lesões. No eixo da defesa, não primamos pela velocidade, apesar do excelente jogo posicional de Ricardo e a boa - surpreendente - evolução de Carlos Santos.
 

Como disse acima, tivemos um meio campo sempre melhor na recuperação da bola e na pressão ao adversário, do que a dar a melhor sequência à posse de bola, em parte graças às caraterísticas de Carraça e Cid, os que mais minutos fizeram. De todos os médios, Luís Neves - que começou e acabou a época lesionado - pareceu-me o mais esclarecido com bola e o único com capacidade para desequilibrar no passe. Tentou-se de tudo para compensar, Samú, Théo ou Fary, uns mais outros menos eficazes.


Concluíndo, uma época em tudo diferente das cinco anteriores de pesadelo. Tivemos liderança e seriedade no banco, estabilidade fora dele e um grupo de jogadores que dignificou a camisola em todos os jogos. Tivemos evolução individual em alguns dos nossos jovens, tido como um objetivo no início da temporada. Começamos a formar uma mentalidade que queremos ter para o futuro.


Daí a aposta em Petit - já oficial - fazer todo o sentido. Agora é contruir o plantel. Tarefa difícílima, para não variar. 


Afonso, Cid, Carraça, Zé Manel, Carlos Santos, Fary e Li, confirmados para a próxima temporada. Falaremos deles amanhã.


Força Boavista!


domingo, 20 de abril de 2014

Adeus Campeonato


Adeus em definitivo ao primeiro lugar em mais uma derrota no Bessa, desta vez perante o nosso grande opositor da época, o Freamunde. Não vingamos o jogo da primeira volta, não fomos fortes o suficiente para mostrar que ainda tinhamos uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar, apesar da entrega, apesar de dividirmos grande parte do desafio e até criando as melhores oportunidades. Pecamos novamente no último terço do campo, onde continuamos sem conseguir desequilibrar como já o fizemos, nem de sermos eficazes como precisávamos de ser.
Onze habitual neste momento, mantendo Cláudio na direita e Samú como terceiro homem no meio campo.

Não entramos bem, demoramos algum tempo para acertar com as marcações e foi preciso apanhar o primeiro susto - aos vinte minutos - para se conseguir entrar no jogo. A partir daí controlamos mais, perdemos o medo e conseguimos fazer pressão, ganhar segundas bolas e ter muito mais iniciativa de jogo, não deixando de ser seguros na defesa.
Continuamos com imensas dificuldades no ataque e em aí criar desequilíbrios. Os extremos raramente ganham duelos com os defesas opostos, o jogo direto para Bobô revela-se demasiadas vezes pouco apoiado, os laterais arriscam pouco no desequilíbrio pelas alas, a criatividade no miolo praticamente não existe. Na consistência, ficamos claramente a ganhar em relação aos últimos desafios com equipas do nosso campeonato, mesmo perdendo algum balanceamento ofensivo: Cid mais posicional, Carraça mais solto e Samú muito mais médio que jogador de apoio ao ataque.
A eficácia acabou por premiar a equipa que menos fez - no jogo e nas substituições - para chegar aos três pontos. Eficácia e um erro defensivo tremendo, que voltamos a pagar bem caro.

Não alinho na falta de atitude dos nossos jogadores. Houve garra, vontade de vencer, apesar da dificuldade que acredito exista em quem lidera em motivar os jogadores para esta fase da temporada. Diria até, para esta fase da vida do Clube.


Nota positiva para o jovem de 18 anos Samú. Mais interventivo no meio campo, mais intenso na luta e a decidir melhor cada vez que a bola lhe chegava aos pés, simples e prático, o que olhando aos últimos desafios é de registar. Não foi decisivo nem maravilhou meio mundo, mas gostei da vontade em evoluir. Obviamente, trabalho não só do 'puto' mas também de quem o comanda, como aliás tem sido habitual, neste e noutros jovens.
Petit mexeu bem na equipa, arriscou como e quando devia.

Nota negativa - e como custa - para as bancadas. O Clube merece e precisa de muito mais, não só quando os bilhetes são de borla. Mas sim, concordo, isto só lá vai quando a mediatização for do agrado das massas... é bonito.



Duas notas semanais que eu acho interessante deixar aqui:


- Eis o estereótipo do adepto vimaranense. Inveja e mais inveja. Crescimento, conquistas, reconhecimento internacional, são algumas das coisas que mais lhes fazem comichão. A eles, que teem uma cidade inteira por sua conta e nem a um décimo dos nossos troféus conseguem chegar. Siga, para o ano continuamos a cimentar essa inveja.


- Continua o mau profissiolismo do correio da manhã. Destilam ódio de cada vez que falam de nós. Desta feita, Petit foi o convidado para um programa avermelhado. Até aí, nada de mais, já que se há alguém que deva fazer algo em relação ao jornal, não é o treinador, é o clube (a seu tempo...). E claro, como disse um nosso dirigente e muito bem, reagir oficialmente sempre que o cm debita insinuações para a praça pública seria um trabalho a tempo inteiro.
A postura do nosso treinador foi a indicada para estas situações, com a humildade e seriedade que todos lhe reconhecemos. Digo até que foi excelente a postura, perante a insistência da pergunta.
Estão habituados a enganar quem os lê ou vê, e espero - apesar dos exemplos contrários - que não consigam enganar os Boavisteiros.

(para quem não viu ou leu, tem aqui o video. Manchete: "Petit sonha treinar o slb" é pura malvadez, é tentativa de facada interna e direta ao coração).


Quanto ao Petit a treinador para a próxima temporada, falaremos mais lá para a frente. Estou de acordo com a decisão, fruto do que se mostrou neste ano e meio de comando. Mas o mais importante neste momento - mais que a eq. técnica - é saber com que linhas nos vamos coser e com que plantel poderemos contar na primeira Liga.




Navas, grande abraço para um que sempre dignificou a Camisola, o Clube e os Adeptos. Força!



Força Boavista

terça-feira, 8 de abril de 2014

Empate com o Rival


Positivo

Sem palavras. Ambiente fantástico, alegria, otimismo e confiança num futuro melhor, nostalgia pelo meio. Bessa mais composto e muito mais barulhento. Agora tem que ser sempre a subir. 
Já tivemos vários momentos parecidos com este, depois das decisões que nos foram favoráveis ao longo destes anos ou até nos inícios de cada temporada, passado o martírio dos impedimentos e daquela fase de indecisão e receio. Mas nada como o de domingo, que só será suplantado no primeiro jogo da próxima época.

Panteras sempre incondicionais no apoio. Arrasadores neste jogo.


Negativo

Empate em casa diante do rival, terceiro jogo consecutivo sem ganhar e quase o adeus ao primeiro lugar, apesar de até termos ganho um ponto ao líder. Seis pontos para recuperar em dezoito para disputar e com cinco equipas à nossa frente. Não é impossível, mas quase.  


Na intensidade e emoção foi dos melhores jogos. Com a entrega e atitude habituais, estivemos por cima boa parte do jogo depois de uma má entrada, apesar do equilíbrio nas oportunidades de golo. A melhor fase de alguma equipa no jogo foi nossa, em vinte minutos de sentido único.
Tivemos dificuldades no último terço outra vez e na criação de mais oportunidades de golo, dificuldades acrescidas pela organização defensiva do adversário (e reforçado nesse setor: Assis, suplente habitual na primeira liga, só jogou contra nós na fase final; Moreno, 18 jogos na primeira, estreou-se nesta segunda fase). 
Cid habitual, desta vez com o melhor Carraça desde que este voltou à titularidade. Na defesa estivemos bem, apesar dos erros individuais que iam saíndo caro.



Enfim, sabor agridoce. Há que continuar a honrar a camisola como até aqui e tentar o máximo dos máximos de evolução até ao final da época.  


Força Boavista

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Descomprimindo


E alguns bitaites na sequência da exposição mediática deste primeiro dia do resto da vida do clube:

- Sem dúvida um momento histórico, mesmo podendo ser encarado por nós Boavisteiros como uma confirmação, se olharmos ao que aconteceu nos últimos meses. Três momentos que nos fizeram esperar calmamente (quando comparado com os restantes cinco anos) por este dia:
   . a regularização ou o controlo da dívida.
   . a deliberação de 21 de fevereiro do ano passado.
   . aquele invernoso mês de dezembro de 2012 em que o dr. Manuel foi para casa com gripe e o nosso presidente regressou ao Clube.


- Acho piada ao acordar do mundo futebolístico para a nossa situação, já não é a primeira vez que tal acontece. Para muitos, esta anunciada confirmação do nosso regresso foi uma bomba. Uma surpresa. Não só adeptos de outros clubes, mas também para alguns comentadores. Dá vontade de perguntar onde é que andavam nas últimas vitórias do Boavista na Justiça portuguesa, que foram várias, ou nos passos que foram dados para podermos chegar aqui. Prova disso é uma minoria referir que este regresso à primeira é somente uma justiça parcial. Como é óbvio, os danos destes seis anos de pesadelo são mais que muitos e a indemnização terá obrigatoriamente que minimizar.


- Dizia Carlos Daniel que é muito importante perceber-se que nunca foi dada razão ao Boavista no que diz respeito à acusação de coação. Isto vai virar moda, tipo ferro quente no lombo. "Eles são na mesma corruptos, o caso é que passou a validade, senão lixavam-se", o tanas! O cozinhado nunca foi confirmado com legitimidade pelo organismo máximo, a fpf, nem mesmo na noite das facas longas. Em vez da preocupação em salientar que foi pela prescrição que não fomos condenados, devia fazer-se referencia à forma e ao conteudo da acusação, vergonhoso a todos os níveis, comandado por pessoas sem escrúpulos e sem o mínimo de noção de justiça desportiva. Justiça foi algo que nunca se quis fazer, mas sim uma busca de protagonismo à nossa custa, inserido numa operação de cosmética ao nosso futebol. Um dos piores conselhos de disciplina de sempre do futebol português com o pior dirigente de sempre do nosso desporto, Ricardo Costa. O desespero fez com que se encomendassem pareceres a mestres da matéria, entretanto ridicularizados pela própria Justiça.
Coação! Nada desta coação que está na moda, não, outra. A que pudesse ser punível por lei.


- No calor do momento e com a euforia que atravessa qualquer coração axadrezado: "é muito bom, festejemos este dia. Temos jogos para ganhar e um campeonato para conquistar". É isto e é esta a mentalidade. Ganhar. Honrar. Sempre. Seja onde for, contra quem for, em em que modalidade for. Passe o que se passar fora das quatro linhas, representar e dignificar o símbolo. Como muitas vezes se fez nesta caminhada pelo inferno.


- Manuel José, há duas semanas: "o Boavista faz parte da minha vida, tenho um carinho enorme pelo clube e pelos adeptos". Faz parte da nossa história, marcou a nossa identidade durante muito tempo e ajudou a evoluir mentalidades. No programa da RTP assumiu o azedume não com o clube mas com o presidente. No início até pensei que estaria rancoroso por ambicionar um convite que não teria surgido, mas não. Com quem ele não pode é com o nosso presidente.
Mas é lá com ele. Já teve o seu tempo, nem me agradaria vê-lo de regresso nem a nenhum outro que por cá tenha passado.


- Esta ficou entalada. É a afirmação mais odiosa, mais ordinária e mais porca que ouvi nos últimos tempos em relação ao nosso clube. Sei que o piolhoso já interviu estes dias, não sei se ainda tem mais piolhos ou se tentou alguma desinfestação naqueles miolos.
Rui Santos, Sic, uns tempos depois da deliberação de 21 de fevereiro da fpf: "O regresso do Boavista à primeira divisão é um problema para a higienização do futebol português", com aquele riso cínico que o carateriza. Que cabrão!


O Nosso Dia


Ainda me faltam as palavras. O momento é mesmo para desfrutar. Foram muitos anos à espera, muitas alturas de angústia, receio e muita, muita revolta.

Penso nestes:
em todos que pela sua dedicação contribuíram para a SOBREVIVÊNCIA do clube nestes últimos anos.
nos adeptos, que nunca deixaram de HONRAR o símbolo, por muito muribundo que fosse o estado do clube.
No BOAVISTA, dia histórico, pela justiça reposta. O Símbolo que nunca mereceu esta passagem pelo inferno.


Força Boavista. Eterno Orgulho Axadrezado.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Derrota. Mais Uma


Mudamos algumas coisas, mantivemos a atitude e a garra na luta pela bola, mas não ganhamos. Desta feita não foi pela falta de domínio e controlo no meio campo que perdemos, mas sim pelo que não se conseguiu criar no ataque. Não ter uma única chance flagrante de golo com o jogo empatado a zero é mau demais para um desafio de vitória obrigatória, é falhar muito passe e muitas más opções no último terço do campo, onde não conseguimos, em definitivo, desequilibrar como já o fizemos.
Entramos com alterações na baliza, na direita da defesa e na posição que mais mudamos de jogador (e onde nos últimos dois jogos esteve Fary), desta feita o regresso à aposta de início de época, Samu, mais como médio do que segundo avançado.


E é de história extremamente simples o jogo. Cedo controlamos o meio campo, mais rematadores e ofensivos, tentamos ser perigosos também pelos laterais, tentamos variar o jogo direto para Bobô, mas nunca conseguimos ser eficazes no último terço e criar verdadeiras chances de golo. E foi isto durante uma hora, cada vez mais ansiosos e até decidirmos arriscar mais e sofrermos as consequências disso mesmo, continuando sem tirar partido de ter mais homens na frente. Perda de bola de Rui Gomes em falta não marcada, já sem Carraça para compensar e com Julián na lateral, uma série de ressaltos antes da bola se aninhar nas redes. A partir daí, com o jogo partido e em modo de desespero de causa, conseguimos criar algumas situações, em nenhuma fomos eficazes ou tivemos alguma ponta de sorte.
A somar a isto, voltamos a ser ineficazes nas bolas paradas, hoje com a agravante de termos beneficiado de muitos lances, cantos incluídos, e nenhum se aproveitou. Faz mossa.



Algumas notas:

Mesmo que se consiga ter posse de bola e maior iniciativa de jogo, os principais desequilibradores do ataque - Zé Manuel, Julián, e Bobô - não são suficientes nem conseguem ser decisivos como já foram. Na tal posição de apoio, já experimentamos de tudo e nenhuma aposta se revelou eficaz e é aqui que tem estado um dos problemas nos últimos tempos. Nem numa postura de maior proximidade e apoio ao ponta de lança, nem numa tentativa de ter maior lucidez e capacidade de passe para desbloquear no último terço, conseguimos melhorar. Simplesmente porque não temos ninguém que consiga ser eficaz nessa posição e nessa função. Pelo menos, Petit não encontra ninguém no plantel, certeza disso.


Percebe-se a indecisão sobre o lado direito quando vemos Claudio jogar. Hoje tentou ser mais ofensivo e tem todas as condições para poder ser melhor no ataque que o concorrente ao lugar, mas continua com enormes dificuldades a defender. Também ele.


Samu pareceu mais forte e mais incisivo na luta pela bola, foi mais médio que segundo avançado, muito mais que os últimos que teem jogado nessa posição. Não nos trouxe o que precisamos, é verdade. Vê-lo jogar fez-me lembrar de Rúben Alves e do jeitaço que este podia dar.


Está difícil o primeiro lugar, a sete pontos de distância e com outros tantos jogos por disputar, quatro em casa e três fora. Recebemos os rivais no próximo sábado numa última chance de discutir seja o que for e é altura de regressarmos às vitórias, numa jornada que os dois primeiros se defrontam.
Nem concebo falta de atitude ou mudança de prioridades só por aquilo que se passa fora das quatro linhas. A prioridade é, SEMPRE, ganhar jogo a jogo e é sempre o mais importante para o nosso clube. Sempre. Ganhar e Honrar. Só quem não acompanha o clube consegue mudar a agulha. Percebo a ligação que se tente fazer, mas obviamente não concordo.



Força Boavista!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Derrota no Bessa


Comprometemos o primeiro lugar, não dependemos só de nós para chegar em primeiro e atravessamos o pior momento da época. Não há que o esconder, nem há que o justificar dizendo apenas que os adversários são superiores aos da primeira fase e afinal de contas não valemos um caralho. Podemos e devemos fazer melhor. Exibição cinzenta, desinspiração coletiva e erros proibidos, perante um adversário organizado, que esteve quase sempre melhor no jogo do que nós e com uma eficácia tremenda na cara do golo, a mesma que nos deu um jeitaço na semana passada.

Antevia-se difícil, como tem sido os jogos desta segunda fase e, como todos que nos visitam, um opositor extra motivado pelo confronto. Onze idêntico ao da semana passada, com Carraça e Cid no meio campo, Fary na companhia a Bobô e Zé Manuel na ala. Neves no banco, assim como Marcos.

Conseguimos entrar fortes, tivemos cinco bons minutos de boa pressão alta e circulação de bola. Plena intenção em manter a nossa identidade, tentando encostar o adversário à sua área com as linhas juntas e subidas, recuperar cedo a bola e circulando-a à procura das melhores soluções.
Durou cinco minutos esse ascendente, até o adversário acertar marcações, equilibrar no meio campo e conseguir saír a jogar. A partir daí, estivemos sempre por baixo e nunca controlamos, até entrarmos no período negro do jogo e encaixarmos três golos. Primeiro, outra vez enormes facilidades pelo nosso lado direito; no segundo, puta que pariu a sorte; por último, Ricardo Silva isolado na grande área cabeceia para uma grande defesa do guarda redes contrário, na jogada seguinte quinze jogadores na nossa área, um deles cabeceia para a baliza deserta e faz golo.
Segunda parte tentamos reagir, continuamos a insistir no jogo direto pouco apoiado para Bobô e perdidos no posicionamento do meio campo a dificultar a nossa circulação de bola. Reação só depois do golo de penalty e dez minutos em que estivemos por cima, já com Luís Neves a acompanhar Cid e Carraça. Notou-se a melhoria na posse de bola, mesmo sendo dele o erro que origina o quarto golo.  



Algmas notas:

Luís Neves. Ele e Cid, os que equilibraram a equipa jogos a fio, em que eram suficientes para garantir circulação de bola e bom posicionamento para ganhar nas segundas bolas, e está à vista que é no meio campo e na forma como este não controla a partida que começam os nossos problemas.
Por vezes ultrapassamos as dificuldades, porque somos melhores em outras vertentes do jogo, noutras temos mais dificuldades ainda, porque o adversário o provoca e não conseguimos reagir. Foi o caso de ontem. À semelhança de Freamunde, para além dos médios contrários, tivemos os laterais opostos a fazer numero no meio campo imediatamente após ganharem a bola. E, como em Freamunde, não tivemos hipóteses. Deixamos jogar e não conseguimos ter espaços para circular, sem linhas de passe próximo ao portador da bola na maioria dos casos, deixando demasiadas vezes aos centrais a iniciativa de lançar ataques no jogo direto.
Com Carraça e sem Luís Neves ganha-se na intensidade, perde-se na capacidade de dar melhor sequência à bola, ponto assente. Hoje conseguimos estabilizar com a entrada do ex-Gondomar, apesar de ser dele a perda de bola que resulta no quarto golo. A questão será segundo homem no ataque ou terceiro no meio campo. Como tambem se viu ontem - e mesmo perdendo apoio mais perto de Bobô - com os três no meio campo ganha-se consistência, pelo menos a necessária para podermos comandar o jogo. 


Tiago outra vez. Intranquilidade nos últimos desafios, o que num guarda redes é meio caminho andado para meter a quantidade de água que meteu ontem. Já foi a revelação e com todo o mérito, graças aos pontos que nos valeu. Mas assim... é difícil.

Mais um golo de bola parada, o que a juntar ao que não produzimos nos cantos e livres...

Repetitivo, mas que se há-de fazer? Foi pelo lado direito que começamos a perder.

Terminámos com dez, o lance de Luís Neves é feio e a forma como se queixou do joelho faz antever o pior. Teremos que esperar para tentar saber novidades, o que também é feio.



Custou fazer a crónica, ontem nem consegui e mesmo hoje foi aos soluços. Quatro batatas em casa deixaram-me estarrrecido, à espera do próximo jogo para ver se a malta vai conseguir dar a volta por cima. Eu acredito que sim, mudando algumas coisas e com a garra e o querer que nos caraterizam.


Força Boavista!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Três Pontos


Três pontos conseguidos, num jogo que soubemos resolver, apesar de o complicar antes de o vencer em definitivo. Onze repetido, com Zé Manuel no banco nos trinta minutos iniciais, Carraça e Cid no meio campo e Fary como avançado com Bobô.

Pareceu fácil em certa altura, mas foi desde o início um jogo complicado. Não entramos a mandar, mesmo com maior domínio tivemos dificuldades em criar desequilíbrios e descobrir espaços na defesa contrária sem que fossemos surpreendidos nas costas da nossa defesa (um dos lances quase golo). Depois do susto, e com Cid e Carraça em crescendo no jogo, conseguimos chegar à vantagem através de um excelente cabeceamento de Bobô, depois de mais uma boa jogada do lado esquerdo, o mais perigoso. Zé Manuel, que entrou para o lugar de Li, faturou o segundo com um excelente remate de fora da área. Estranhou a opção de susbtituição ainda antes da meia-hora, mas a verdade é que se a ideia era mexer com o jogo, isso foi conseguido. Na prática, ficamos com uma ala direita mais vertical e com maior poder de explosão, abdicando de um jogo mais interior - e mais lento - do chinês. Dois golos de vantagem, muito graças à eficácia na cara do golo, que até nos tem faltado nos últimos desafios e que desapareceu depois do intervalo.
Entramos a marcar na segunda parte depois de uma boa desmarcação de Fary, a passe de Julián. Golo e expulsão fez com que tivessemos o jogo praticamente resolvido, com Cid e Carraça em bom plano no meio campo, assim como a defesa cedo a resolver os lances de ataque do adversário. A expulsão de Théo, as más opções nos últimos passes não aproveitando os espaços na defesa contrária (nem o facto de estar um jogador de campo na baliza), e dois erros defensivos, fez com que passássemos por dificuldades, ainda permitindo um lance de bola parada com o jogo em 2-3.

Em resumo, apesar da mancha nos dois golos sofridos que nos fez temer o pior, vitória justa e exibição competente, atitude e entrega habituais, à semelhança da semana passada e depois da pior derrota da época.


Algumas notas:

Afonso Figueiredo que continua a subir de forma, bem a defender e a conseguir algumas boas saídas para o ataque.
Carraça também em bom plano. Ganha-se na intensidade e na luta pela bola no meio campo quando comparado com Luís Neves, também sabe o que fazer à bola mesmo não sendo tão eficaz no passe como o ex-Gondomar. Talvez daí a opção por Fary fazer mais sentido, tentando tirar partido da sua capacidade de dar o melhor seguimento à bola no último terço e capacidade em oferecer linhas de passe. 
Percebe-se a ausência do Navas da equipa base e porque não é opção para o onze incial, mais difícil é entender a ausência do banco. Não jogamos num sistema em que se possa tirar o máximo partido das caraterísticas do brasileiro, o que não impede que possa ser útil em determinados momentos dos jogos.
A expulsão do Théo é descabida, depois de um pé em riste - escusado, é certo - numa disputa de bola. Cinco minutos depois, um amarelo depois de uma entrada por trás a João Beirão ridiculariza ainda mais o vermelho ao nosso jogador. Incompreensível.  


Segundo lugar a um ponto do líder, continuamos a depender de nós próprios para chegarmos ao fim em primeiro.
Receção ao Vizela próximo domingo, mais um jogo em que a vitória é obrigatória.
 

Força Boavista!

terça-feira, 4 de março de 2014

Derrota em Freamunde


Golos e resumo.




Segundo golo, de canto, pode ser visto aqui.
Dez jogadores junto à pequena área, a defender à zona como é habitual. Ninguém salta, só dois jogadores do Freamunde, um deles antecipou-se ao Tiago.


 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dia Não

.
Derrota comprometedora perante um opositor direto, tão justa quanto má a exibição. Fomos inferiores, nunca controlamos o jogo, não conseguindo provar a nossa superioridade dentro do campo, perante uma equipa motivada e organizada e que, ao terceiro embate da época, conseguiu derrotar-nos. Desta vez fomos nós que levamos recital.


Uma surpresa no onze, a entrada de Tiago Pinto no lugar de Marco, ausente também do banco. Lesão ou opção, fica a dúvida. Na frente, a reentrada de Théo no lugar de Rui Gomes, no regresso ao sistema que mais frutos nos tem dado, com o jovem avançado a fazer companhia a Bobô no ataque. Julián e Zé Manuel nas alas, Cid e Neves no meio campo.

Depois dos minutos iniciais, e durante dez minutos, tivemos a nossa melhor fase no jogo, em que conseguimos jogar perto da área adversária, recuperar cedo a bola e criar perigo, podendo até inaugurar o marcador em duas boas chances. Um lance de Ansumane (isolado, excelente o desarme de Carlos Santos) marca a viragem no desafio, o momento em que o adversário acerta marcações, sobe no terreno e explora aquilo que foi a nossa fraqueza, o meio campo defensivo.
Tivemos imensas dificuldades no meio campo, com Cid e Neves a revelarem-se insuficientes para os médios contrários (com os alas ocupados a defender os [ofensivos] laterais opostos), principalmente entre linhas, entre os centrais e os médios, zona em que o adversário conseguiu colocar imensas bolas e provocar desequilíbrios. O desnorte fez com que se perdesse consecutivamente as segundas bolas, algumas delas bem perto da nossa área e em fase muito inicial de transição.
A correção surge já com a casa a arder, a cinco minutos do intervalo, na substituição de Zé Manuel por Carraça, reequilibrando o meio campo, ganhando homens no miolo para lutar pela bola e proteger a zona central. Enfim, alguma coesão, mesmo perdendo capacidade de explosão na saída para o ataque. 

Na segunda parte, tivemos de novo dificuldades, desta feita em conseguir controlar o jogo direto para Bobô (sempre bem e duplamente marcado, assim como pouco apoiado), a forma mais procurada para tentar chegar à frente. Conseguimos ter o domínio do jogo, sem nunca o controlar, conseguimos criar alguns lances de perigo, bons dez minutos de pressão perto da área adversária (já com Rui Gomes e sem Luís Neves), mas não fomos fortes o suficente para chegar ao golo, reentrarmos no jogo e desorientar o adversário.

Em resumo, foi o jogo em que o nosso meio campo não conseguiu nunca pegar no jogo e domina-lo, ter a bola, circula-la à procura das melhores soluções, fazer pressão e conseguir tapar espaços junto aos centrais e à nossa área. Foi o jogo em que Navas e um sistema com Navas fez falta à equipa. A nossa habitual abordagem ao jogo, a dupla Cid-Neves, com os alas ofensivos e os dois jogadores mais avançados não resultou e revelou-se insuficiente perante a força do adversário.


É problema conhecido e ontem influência direta também no momento em que ficamos em desvantagem, já depois de por algumas vezes o pânico ter sido semeado pelo nosso lado direito. Numa segunda bola na linha de fundo, não se pode permitir ao adversário que controle a bola de costas para a baliza, se vire e faça um cruzamento tão à vontade para o interior da pequena área. E a ajuda não chegou (talvez daí a opção para a substituição de Zé Manuel em vez de Théo), mesmo se tratando de um lance de bola parada.
No segundo golo, ou é falta sobre o guarda redes ou Tiago tem claras culpas no lance. Again.


Como já tinha dito, o campeonato é curto e o tempo para recuperar pode tornar-se escasso. Margem de erro zero para os próximo desafios, numa desvantagem que não poderá aumentar para lá dos atuais cinco pontos. Ou dois, mais a obrigatoriedade de golear o Freamunde no jogo do Bessa.
Veremos a reação da equipa frente ao Limianos, próximo desafio em nossa casa. Não há razão para deixar de acreditar, apesar do resultado e exibição.


Força Boavista!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Empate no Bessa


Empate proibido num jogo para ganhar, no Bessa, deixando fugir o primeiro lugar.
Pela primeira vez este ano não marcamos golos em casa, apesar das muitas oportunidades criadas.
Controlamos e dominamos, tivemos a paciência que se pede para desmontar uma defesa povoada e organizada, sempre mais perigosos que o adversário, mas não fomos eficazes, não conseguindo chegar à frente no marcador, mesmo com algumas oportunidades flagrantes desperdiçadas e fazendo um bom sufoco final.

No onze, destaque para a permanência de Rui Gomes como homem mais avançado do meio campo, o mais perto de Bobô.
Entramos bem, desde cedo marcamos a tendência do jogo, circulando bem a bola à procura de desequilíbrios na defesa contrária, quer pelas laterais (mais e mais na esquerda), quer pelo centro do terreno, tentando aproveitar a presença de Rui Gomes para dar melhor sequência e encontrar espaços no último terço. Criamos várias oportunidades, recuperando cedo a bola, em cima do meio campo contrário, e só por uma vez fomos surpreendidos no contra ataque em toda a primeira parte.
Assim jogamos até aos 15 minutos da segunda metade (mesmo com uma reentrada com menor fulgor), altura em que voltamos a jogar com um avançado a acompanhar Bobô, o que nos tem dado bons resultados.
Mexemos novamente com o jogo, conseguimos tirar partido do nosso mais útil avançado, e até com a boa entrada do Théo. Isto apesar do jogo direto menos controlado que o habitual para Bobô, dada a perda de fulgor no apoio ao avançado e o meio campo numeroso do adversário, mesmo conseguindo abala-los e provocar a expulsão.
Tentou-se ainda - e bem, porque era isso que o jogo pedia -  colocar mais homens na frente (não deixando de abrir o jogo com Julián e Li), povoando a zona em que o adversário era mais coeso, no seu meio campo defensivo, compensando a dificuldade de Cid e Neves em chegar mais perto aos homens da frente e aí conseguir desequilíbrios. Fary na primeira intervenção consegue isolar Théo, derrubado à entrada da área, num dos muitos lances que tivemos de bola parada em todo o jogo e que nenhum aproveitamos.
Também só por uma vez fomos incomodados na nossa grande área em toda a segunda parte, o que prova a tendência do jogo, assim como a falta de eficácia lá na frente.


Para a semana regresso a Freamunde num dos jogos mais importantes e difíceis do campeonato.
Deixamos fugir a liderança pela primeira vez em alguns meses e temos já oportunidade de a reaver.
O adversário está motivadíssimo (à semelhança da primeira fase, com a agravante de quererem vingar a derrota anterior), mas acredito que somos melhores. Aliás, sei que o somos, e que iremos provar na próxima semana.

O apoio será fundamental, como tem sido hábito nos jogos fora do Bessa.

Força Boavista! 


domingo, 16 de fevereiro de 2014

O Campeão Voltou!


Melhor entrada possível na segunda fase. Enchemos os pulmões, mantivemos a atitude e ainda evoluímos mais. Admito que estava confiante, mas um jogo com esta carga emocional e em casa do eterno rival é sempre complicado. Fomos consistentes e estivemos por cima grande parte do jogo, mostrando porque somos candidatos ao primeiro lugar.

Entramos fortes e personalizados, mais perigosos e objetivos que o adversário e mantivemo-nos por cima durante toda a primeira parte, mesmo com algum equilíbrio depois dos vinte minutos. Apertos defensivos só de bola parada, porque obrigados a recorrer à falta em algumas situações de contra ataque rápido do adversário.
Desde a concentração à entrega, passando pela lucidez com que se fazia a circulação de bola e se tentava saír a jogar, mantivemo-nos inabaláveis mesmo em inferioridade numérica, com treinador expulso e fazendo duas alterações forçadas. A tudo, mesmo àquele sufoco final, soubemos reagir bem. Isto é trabalho semanal e do bom.

Sem mexer na dupla de meio campo e sem Bobô, foi Rui Gomes o titular. Conseguindo nós jogar no meio campo adversário e com a boa posse de bola que mostramos, fazia sentido a aposta para lançar o ataque no último terço ou explorar a velocidade dos homens da frente. Saíu a meio do jogo, quando este se complicou e fomos obrigados a corrigir a defesa.
Luís Neves e Miguel Cid continuam a carburar, equilibram a equipa, pressionam quando é preciso e dão boa sequência à posse de bola, sempre ativos a oferecer linhas de passe; Cid esteve em todo o lado durante os noventa minutos, Luís Neves faz o cruzamento de morte para o golo.


As maiores dificuldades surgiram nas laterais (mesmo com Pedro Costa mais atinado e depois com a saída forçada de Afonso, o que obrigou à entrada de Cláudio), e na falta de velocidade de Carlos Santos. O central esteve bem em todos os outros lances, limpou o que tinha de ser limpo (assim como Ricardo Silva) e foi obrigado a fazer duas faltas quando ultrapassado em velocidade o que lhe valeu a expulsão. Dois lances, dois cartões. Campinho entrou bem e manteve a segurança, apesar da fase complicada no jogo.

Destaque ainda para os alas, Julián e ZéManuel. Para além de desequilibrarem no ataque, cumpriram bem no meio campo quando era preciso exercer pressão e fechar caminhos ao adversário.

Acima de tudo, uma demonstração da nossa força e da mentalidade que queremos para o futuro. Um só, adeptos e equipa. É isto que se sente e é do maior orgulho.


Foram muitos anos em ko técnico. Foda-se! É para desfrutar.
Para ver e rever o video do golo. Loucura nas bancadas e no campo.
Grande presença dos Panteras no municipal de Guimarães. O Campeão Voltou, Cinco Taças, Somos Campeões! Humilhação ao aldeão. Muito bom.



Força Boavista!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Venham Eles


A abrir a segunda fase do campeonato, visita a Guimarães para defrontar o vitória b. Apesar de serem os "bês", jogo de rivais, sempre diferente, mais mediático e aguardado por ambos os lados. E todos sabemos como temos andado nos últimos anos, tão arredados deste tipo de jogos.
Freamunde, S.J. de Vêr e Cesarense são as outras deslocações da primeira volta; Bragança, Limianos e Vizela os jogos em casa. Acabamos o campeonato no Bessa com a equipa de Oliveira de Azeméis, o Cesarense.


Olhando às quatro séries da zona norte, somos a equipa com melhor desempenho: melhores ataque, defesa e marcador, equipa com mais pontos (de todo o CNS), mais vitórias em casa e menos derrotas fora de portas. No geral, a nossa série foi a mais desequilibrada, ou seja, a que tem os melhores primeiro e segundo classificados (o nosso segundo class. fez mais pontos que os outros três vencedores de série e só o Vitória b fez mais pontos que o Gondomar, terceiro class., o que naturalmente os levou àquele ataque de nervos na semana passada) e os dois piores último e penúltimo. Isto apesar de não estarmos, em teoria, na série mais fraca.

É indiscutível que o nível de exigência irá subir, que os jogos se irão tornar mais difíceis e os adversários mais perigosos, o que até vai ser interessante. Também é indiscutível que, olhando aos números e ao que a equipa mostrou até aqui, seremos um dos principais candidatos ao primeiro lugar. Tudo recomeça do zero, haverão deslocações difíceis e um campeonato com apenas catorze jornadas é um campeonato perigoso para quem só ambiciona o primeiro lugar (ao contrário de todos os outros, que teem também interesse no segundo lugar que dá acesso ao play-off de apuramento à segunda liga). É importante embalar e embalar bem cedo.


Estou como a maioria, máxima confiança e orgulhoso da equipa, pelas vitórias e pela forma como se dignifica o símbolo, durante a semana e nos jogos. Quinze dias para encher os pulmões e afinar a máquina, atitude e evolução como até aqui.
E venham eles.
 
Força Boavista!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fast News


- A direção tinha prometido, a notícia chegou no último dia da semana: o programa SIREVE, ao qual a SAD tinha recorrido para regularização das suas dívidas, foi aprovado. Ou seja, com a esmagadora maioria dos credores - incluindo fisco e segurança social - foi acordado o pagamento faseado durante os próximos anos; por outro lado, quase 20% do valor da dívida transforma-se em capital social da SAD.

Mais um passo importante na nossa recuperação. Facto.


- Reforço de inverno para a equipa, já oficial, o que a juntar à permanência de todos os outros jogadores, é um dado positivo. Ao contrário do habitual nos outros anos, temos gente a entrar e a colmatar lacunas, ao invés de rescisões, greves ou obrigatórios emagrecimentos de plantel.
Ryan diz-se extremo e lateral. Olhando ao que temos, é nas laterais defensivas que existem menos opções. Falta saber em que lado joga, mas seja na direita (Pedro Costa e Claudio) ou na esquerda (uma opção, Afonso Figueiredo), serão sempre posições a precisar de reforço.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vitória no Dérbi


Três pontos e vitória na série, assim como melhores ataque e defesa.
Fomos consistentes e eficazes a aproveitar os erros do adversário para resolver o jogo a nosso favor, dominando e controlando, mesmo em inferioridade numérica, com a atitude e organização habituais, suficientes para garantir os três pontos.
Alterações relativamente ao último desafio no Bessa, só na baliza: Marcos no lugar de Tiago, faltando saber se tal se deveu a rotatividade ou, por outro lado, ao resultado das culpas do jovem guarda-redes nos últimos três golos sofridos pela equipa.
 
Mais um jogo de história simples: domínio repartido até ao primeiro golo (Bobó again, a aproveitar brinde logo aos dez minutos), sendo que a partir daí fomos superiores em todos os aspetos e controlamos sempre o desafio, apesar de algumas dificuldades no meio campo em fazer frente à superioridade numérica do adversário nesse setor. Pressionantes e rápidos nas alas, justificamos a vantagem de dois golos ao intervalo.
Segunda parte com igual fulgor e domínio, apenas quebrado com a expulsão. Reforçamos o meio campo, soubemos proteger a nossa baliza, espreitando o rápido contra ataque sempre que possível. Ainda assim, mais perto de ampliar a vantagem do que de sofrer o golo de honra. Pelo meio, um golaço (mais um!) de livre direto.


Wellington estreou-se, Navas e Carraça voltaram (mesmo que só por alguns minutos) a formar o trio de meio campo com Luís Neves, que esteve mais uma vez em bom plano (e temos dois especialistas de bola parada). Cid manteve a toada, no melhor e no pior. . Como se disse há uns tempos, os minutos a Théo só lhe vão fazendo bem. Justifica o golo que estará aí a chegar (hoje foi-lhe negado em cima da linha).

Lance absurdo, que nos custa o impedimento de Bobó, pelo menos no primeiro jogo da segunda fase: vermelho direto - reage a uma obstrução na grande área, depois de se embrulhar com o opositor - agredindo violentamente a atmosfera. Num outro lance, Carlos Santos sofre uma entrada de pé em riste e vê amarelo, ainda na primeira parte. Palavras? Siga... 


Para a semana jogaremos na ilha chupem-fomos-campeões, depois uma paragem de duas semanas, à qual se segue o início da aguardada segunda fase. Os adversários conhecidos são os mesmos, falta apurar duas equipas.


Força Boavista!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Goleada


Melhor reação possível à primeira derrota do campeonato, mesmo tendo pela frente o último classificado e, provavelmente, a pior equipa da prova: fomos abnegados na entrega, nunca deixamos de procurar a baliza adversária mesmo com o jogo resolvido, traduzindo em sete golos o domínio. Alterações em relação ao último desafio, só o regresso da dupla de centrais mais utilizada, Ricardo e Carlos Santos, e a titularidade de Théo depois da boa exibição em Gondomar.

Jogo de história simples, em que entramos bem e a mandar, sempre com boa circulação de bola até o primeiro acontecer com naturalidade. Boa pressão, desnorte adversário e eficácia, o suficiente para levarmos vantagem de três ao intervalo. Reentrada com intensidade, controlando o jogo e explorando bem os muitos espaços concedidos, já em superioridade numérica.
Mesmo continuando a desperdiçar demais na segunda parte, chegou-se à goleada e ainda houve tempo para dar rotação a outros jogadores.

Mais uma boa exibição de Luís Neves, pareceu mais influente no jogo da equipa, posiciona-se e distribui bem o jogo, e continua a ser, juntamente com Cid, uma das razões do afastamento de Carraça e Navas. O brasileiro entrou bem, voltou a lembrar-nos a capacidade de desarme que tem e, claro, que pode ser muito útil para o campeonato.
Welli no banco, na vez de Li, foi outra alteração. É bom que não tenha vida fácil, Beirão voltou a demonstrar porquê.
E Bobó continua a dar-lhe. Um terço dos golos da equipa, média superior a um por jogo. E faz muito mais que só marcar golos.

Opções credíveis não faltam, pelo menos do meio campo para a frente, uma das muitas coisas positivas que a equipa vai mostrando.


Uma vitória para garantir o primeiro lugar nesta série, que para nós acaba longe do Bessa daqui a duas semanas. Próxima jornada, derby.
Não sei quando começa a segunda fase, mas não deve andar longe da primeira semana de fevereiro. Cinco adversários já são conhecidos, entre os quais a equipa b do vitória. Mesmo sendo os bês, são sempre jogos levados muito a sério. As restantes equipas são Freamunde, Limianos, SJ de Ver e Vizela; mais duas que serão Bragança ou Fafe (torço por estes nos dois jogos que faltam), Cesarense ou Anadia.



Força Boavista!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013. Bom 2014!



Seis anos de ausência, os de maior pesadelo vividos pelos Boavisteiros. (Ausência?).
Regresso efetivo em 2013, depois de abandonar em 2007. Agradável a rápida recuperação da doença que afastou o antigo presidente, mesmo depois de assegurar o polémico regresso de ABJ à presidência da SAD, o que na altura contribuiu para momentos conturbados.




Fomos capas de jornais, destaque na comunicação social, num momento em que pareceu que o mundo desportivo português acordou para a realidade: o regresso à primeira, a derrota do caldinho da vigarice cozinhado em julho de 2008. Seis anos depois da cabala dos mafiosos.
Foi a 21 de fevereiro. Olé!



Foram vários dias de indefinição, que acabaram por ditar o alargamento da liga na próxima temporada. Mesmo que a vontade fosse outra, todas as condicionantes fizeram com que este fosse o acordo possível.
Várias vitórias parciais e fundamentais se seguiram, com o objetivo de nos reerguermos. Outras se seguirão.
 

 

Num momento tão conturbado continuamos a resistir às contrariedades, a competir nas várias modalidades e a somar vitórias, dignificando o Símbolo Axadrezado por esse país fora,  tudo com uma atitude e entrega exemplares. Enorme orgulho em quem contribui para tal.







Há quantos anos não sentiamos seriedade e trabalho no futebol sénior?
Apesar de uma das piores classificações de sempre, este 2013 tem sido sempre a subir:
evolução, entrega e honra em vestir a camisola Axadrezada. Jogue-se onde se jogar, seja contra quem for, com um principal objetivo: dignificar o símbolo. Com todas as condicionantes conhecidas, a estabilidade é uma realidade, assim como a continuidade do bom trabalho da equipa técnica e sua própria evolução.





Helena Monteiro, 15 anos, internacional junior por Portugal. Boavisteira como nós.
É só a ponta do icebergue,  mas representa o que de bom se faz na formação do nosso clube, nas ditas modalidades amadoras. Centenas de jovens diariamente no Bessa, nas várias modalidades e diferentes escalões. Prova imensa da dedicação ao emblema de todos que o tornam possível. Bravo.







segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Derrota


Foi-se a invencibilidade, manteve-se a liderança e o primeiro lugar tem que continuar a ser o objetivo, mesmo com o apuramento para a segunda fase já garantido.
Num jogo em que o resultado foi o mais negativo, demos uma parte de avanço ao adversário e pagamos caro alguns erros individuais. Campinho manteve a titularidade (no lugar de Carlos Santos), Li começou o jogo a avançado centro (junto com Bobó, talvez demasiado subido e junto aos centrais e médios adversários, com pouca bola e espaço para poder fazer a diferença), as únicas mudanças relativamente ao último desafio com o Perafita.

Apesar de controlar e criando as melhores oportunidades, fomos lentos e complicativos na frente, em parte dada a ineficácia de Li (no meio inicialmente e também na ala) e Zé Manuel na companhia a Bobó (mais um golo), e com dificuldade do meio campo em fazer passes de ruptura, mesmo com boas intenções na circulação de bola, usando e abusando dos passes laterais assim como dos lançamentos feitos pelos centrais. Com mais iniciativa de jogo, mais perigosos e permitindo poucos contra ataques chegamos ao intervalo a perder, num de dois lances do adversário, ambos de bola parada.
Entramos bem na segunda parte, pressionantes e com espírito de remontada, fizemos com que o jogo fosse de sentido único, disputado cada vez mais perto da baliza adversária. Sentido único com um lance em contra mão, já depois de algumas oportunidades flagrantes desperdiçadas - penalty incluído -, o que veio dificultar ainda mais a recuperação. Conseguimos reduzir e acabamos por perder muito por culpa da falta de eficácia na cara do golo, mesmo mantendo a atitude habitual.
Os erros individuais foram decisivos, claro: falhar um penalty que daria o empate ainda com quarenta minutos para jogar e oferecer o 2-0 no nosso melhor período e em que sufocavamos o adversário. Depois de Amarante, um acontece aos melhores versão individual.


Théo foi a força e velocidade que faltou na primeira parte no apoio a Bobó; mexeu o ataque e, juntamente com os extremos e o ponta de lança, provocou o pânico na defesa adversária. Não foi perfeito, mas os minutos só lhe fazem bem.
Assim como a Campinho, de novo titular, desta feita a fazer dupla com Ricardo Silva. É a terceira opção para central e entra nas contas para a titularidade no que falta da época. De estilo diferente dos outros dois, perdemos nos lançamentos longos de jogo direto mas será o central que melhor sai a jogar. Precisa de competição, como se vê, e tendo-a é um sinal que poderá ser aposta certa na próxima fase.
Bom regresso de Carraça, mesmo desinspirado nas bolas paradas. Substituiu Luís Neves (que voltou a estar bem, pareceu até mais incisivo na disputa de bola; foi ele que 'sacou' o penalty), assim como Cid, esforçado como tem sido, apesar de não tão esclarecido com bola.
E Bobó já é o melhor marcador com nove golos. É isso aí.

Duas semanas para curar a ferida, a meio de janeiro Vila Flor e Salgueiros em casa, fecho desta fase na ilha dos invejosos.
A segunda fase é para partir tudo, a equipa faz com que se espere cada vez mais e a camisola completa a exigência.O apoio, como bem se viu em Gondomar, continuará a ser incondicional.


Força Boavista!