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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ecletismo


17 modalidades, 1500 atletas, formação e competição.

Vale a pena ler, até para percebermos o que somos, como vamos conseguindo crescer e o que queremos para o futuro.

Aqui: Ecletismo Axadrezado - A Preto e Branco.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dispensados II


Continuamos na senda das dispensas. Sete anos sem isto, mais tempo que a própria existência do blogue... cool.



Seguindo. Mais três guias de marcha normais e compreensíveis. Outro central (e poderá não ser o único dos dois menos utilizados), um médio e um extremo.

Lucas foi dos que criou expetativa no início. Jovem, alto e rápido, já com passagens por clubes alemães de primeira linha. Foi forte aposta inicial: nas primeiras nove jornadas só falhou a quarta por castigo, desaparecendo depois da má prestação no Restelo (juntamente com Ervões), só voltando por duas ocasiões (ambas na Taça da Liga), dando ideia que perdeu a confiança de Petit. Apesar de algumas caraterísticas que faziam crer que poderia ser uma boa figura esta época (e olhando à idade, no futuro), dificuldades no posicionamento, pouca eficácia em movimentar-se no espaço curto, ficando a dúvida se a inferioridade será só mesmo física. Uma época emprestado continuando ligado a nós para ver no que dá, parece-me a melhor opção.

Ancelmo foi o menos utilizado no plantel, nunca atuando como titular: vinte minutos para o campeonato em Vila do Conde (e já com o resultado em 0-4), outros vinte nas Aves (com 1-4 no marcador). Suplente não utilizado em seis ocasiões (todas até à 10ª jornada), ainda apareceu em dois jogos da TL, ambos com o Oriental. Quando jogou, mesmo na pre-época, mostrou bons pés e muita (mesmo muita) lentidão de processos, denotando que seria preciso algum tempo para se adaptar ao nosso futebol. A lesão ainda complicou mais, mesmo sendo difícil acreditar que sem ela pudesse ter muito mais protagonismo (mais que Lima?). Emprestar e perceber se pode evoluir também me parece o melhor a fazer.

Julián é um daqueles casos... primeiros três jogos como titular a extremo, voltou ao onze depois da lesão de Correia, como lateral esquerdo. Com as dificuldades e o insucesso que sabemos.
Desapareceu na segunda volta, - sem hipóteses perante Afonso e sempre atrás de Léo como opção aos da frente - jogando apenas quinze minutos contra o Braga e três em Barcelos.
Empréstimo ou cedência em definitivo, veremos o que vai ser feito. Qualidade para uma Primeira Liga parece-me evidente que não tem nem terá. Ficam os golos no CNS e alguns bons momentos com a nossa camisola (o golaço em Freamunde, por exemplo).



Noutro campo, é noticiado hoje que clubes espanhóis (Rayo, Sevilha e Espanhol) poderão estar interessados em Afonso, Beckeles e Zé Manuel, podendo ainda haver interesse de alemães na contratação de Uchebo. Veremos o que nos reservam os próximo tempos no capítulo transferências (que se continue sem falar no Tengarrinha), dando ideia que estes quatro jogadores poderão ser os que mais perto estarão de uma eventual venda. Todos pela cláusula (ou mesmo perto disso) seria... jackpot.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Primeiras dispensas





Depois de o Clube comunicar que eram os únicos sem cláusula de rescisão e com o final de contrato à porta, percebeu-se que poderiam ser os primeiros dispensados. Sem surpresa:


João Dias. Inicialmente criou alguma expetativa, simplesmente por ser um lateral direito de raíz (com pouquíssimas opções no plantel) e ser um dos dois jogadores que vinham de equipas de Primeira. Trouxe experiência, foi eficiente em alguns jogos (mesmo quando foi preciso jogar quase a central), teve dificuldades noutros, na maioria das vezes quando se exigiu velocidade. Foi sempre a opção mais defensiva quando comparado com o concorrente do lugar Beckeles, sendo provavelmente aí, e só aí, que não ficava a perder em demasia para o hondurenho. Contribuiu com vinte jogos a titular, dos mais utilizados.


Marek Cech. Foi claramente o nosso upgrade no último terço em alguns momentos importantes da época, mesmo só chegando na reabertura do mercado e fazendo quinze jogos (sete como titular). Inteligência e experiência, quando foi preciso. Dá pena vê-lo partir, mas já se adivinhava que iria ser difícil outro cenário, na mesma medida da surpresa quando soubemos que iria fazer parte do plantel.

Bobô. Notório que é pouco para uma Primeira Liga, apesar da dedicação e da entrega que colocava em cada lance. Participou em onze jogos, ajudou a desestabilizar as defesas contrárias em alguns momentos. O que fica é a imagem de jogador que sempre dignificou o Símbolo, mesmo quando foi preciso encostar o peito para o defender. Faltou o golito na Primeira. Seria justo. 

Mas a primeira notícia é Aaron. Vinha evoluindo bem depois da má estreia com o Guimarães. Alguns erros cometidos (e mesmo reagindo bem aos mesmos), talvez próprios de quem chegou há pouco tempo ao Clube e à Primeira Liga. Foi-nos útil quando jogou: impetuoso, forte no jogo aéreo, a encostar bem no avançado a receber de costas para a baliza. Sendo jovem e arrancando desde a pre-época, poderia ser uma boa opção para a próxima temporada.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Derrota na despedida

O último do Capitão!

Garantimos o 13º lugar, no mínimo, ainda com hipóteses de subir uma posição, vencendo o Estoril por qualquer resultado que não o 1-0.

Facilitismos só o que se justificava, Tengarrinha fora das opções, regresso da dupla afro do meio campo em jogos no Bessa e inédito quinto jogo consecutivo de Lima como titular.

Até foi com Fary que estivemos melhor no desafio, em toda a primeira parte. Mesmo dividindo o jogo, conseguimos ser mais perigosos e rondar mais o último reduto adversário. Lance mal resolvido na nossa área na origem do único golo da partida, algo injusto a ida para o intervalo em desvantagem, dadas as escassas chances de golo.
Segunda parte e já com Uchebo, tivemos dificuldades em esticar o jogo, em instalarmo-nos no meio campo contrário e conseguir alguma circulação de bola rápida e com qualidade. Ainda se conseguiu criar alguns lances de perigo, mas nunca incomodando em demasia ou fazendo muito por desestabilizar a povoada defesa contrária. As opções não resultaram, o pouco tempo útil desta segunda parte e a falta de eficácia num ou noutro lance ajudaram à festa.

Sendo sempre desagradável perder, dá ideia que tiramos um pouco o pé do acelerador nesta ponta final, não mostramos a concentração nem motivação habituais, talvez pela pouca necessidade dos pontos e depois de uma semana provavelmente atípica no que toca à preparação para o desafio. A juntar a isso, um adversário com qualidade e ainda necessitado de pontos...



Algumas notas:

- Pode-se chamar de desinspiração coletiva, principalmente na segunda parte. Lima voltou a esconder-se demasiado cedo do jogo, Uchebo e Brito com dificuldades perante a constante superioridade numérica do adversário, Idris e Reuben eficazes a destruir nem tanto com a bola nos pés, Cech também quase irreconhecível.

- Pela positiva, os centrais, principalmente Carlos Santos. Em bom plano, bem no timing de entrada à bola e a limpar a sua zona. Aaron não tão bem, sendo o principal culpado no lance do golo, acabou por fazer algumas boas intervenções e com a impetuosidade que lhe é caraterística. 

- O Nacional não é isto, quero acreditar nisso. O antijogo foi um exagero que nem alguma extrema necessidade pelos pontos pode justificar. São profissionais e aquilo fez lembrar o terceiro escalão. Não pode.

- Tivemos azar com o adiamento do desafio, domingo às 18h teríamos certamente maior moldura humana e talvez fosse possível outra... disposição e outro tipo de apoio. Exemplar a postura dos Panteras Negras, esses sim, de início ao fim, a apoiar incondicionalmente. A festejar, que o dia era mesmo para isso, a puxar pela equipa e pelo resto do estádio, mesmo sem sucesso.
Para a semana temos que compensar. Mesmo longe, despedirmo-nos dos nossos rapazes em grande. Todos merecemos.

- Invasão pacífica, naturalíssima, ainda para mais em clima de festa. A multa, ou o valor da multa, é completamente ridículo, por exemplo, quando comparado com a aplicada aos responsáveis pelos recentes estragos em Guimarães. Enfim, é o que temos. Em teoria, o que se passou no Bessa tem quase metade da gravidade do que aconteceu em Guimarães.

- Momento do jogo foi também um dos momentos do ano. Fary, claro. A melhor notícia é que vai continuar connosco, mesmo fora da função que Petit desejaria.



Força Boavista!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fary



Fary é diferente. Habituamo-nos a vê-lo no Bessa nos últimos anos, alguns dos mais importantes da vida do Clube. Estava lá nos piores momentos, nas infindáveis greves, nos penosos inícios de época, foi Fary que sempre deu a cara. Nos surreais episódios protagonizados pelos zézinhos e Pedrinhos desta vida, foi Fary que nos uniu, que nos fez esquecer e seguir a apoiar o Símbolo. Nas derrotas mais incompreendidas, é ele o primeiro a chegar perto. Sempre. E a exigir que o acompanhem. Quando é para dar voz, para nos representar, para ser um pouco a nossa imagem para os outros, fá-lo com a humildade que sempre lhe reconhecemos.


Fary é diferente. Não levantou troféus, não foi a finais, não conquistou medalhas nem prémios com a nossa camisola. Foi um bom avançado. Bom. Num Clube com Rickys, Jimmys e Silvas a marcarem passado recente. Mas Fary é mais do que isso. É aquilo que qualquer adepto mais estima: a partilha da paixão e amor pelo Clube. Fary é e será um dos nossos.



Quis o destino que a despedida dos relvados com a camisola do Boavista, na nossa casa, no lugar onde ambicionamos, fosse no dia mais especial para qualquer Boavisteiro. Só podia.

Eterno.

Pois...


Desde o último 5 de outubro que alertamos para esta situação. "Alertamos", Boavista, direção e Adeptos. O Jota em especial.
O triste acontecimento de então não teve o impacto mediático que está a ter o mais recente episódio relacionado com a violência desproporcional por parte da polícia. É pena. Provavelmente, o primeiro passo para evitar o que aconteceu ontem seria, todos nós sociedade, preocuparmo-nos com o que realmente aconteceu em Guimarães no ano passado. Como e porquê. De forma séria. E fazermos tudo para punir e corrigir.


Como disse aqui na altura, é realmente assustador que este género de acontecimentos, olhando à mentalidade desta polícia, pode acontecer a qualquer um de nós. Isso sim, é preocupante.

Mais um caso que vai marcar a vida de algumas pessoas para toda a vida. Sim, toda a vida. É pena, mas nós não aprendemos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A época do nosso Afonso

 
Ou antes meia época. Ano de 2015, em que se estreou na Primeira.

Juntamente com Zé Manuel, um dos que nos acompanhou do terceiro escalão que mais expetativa criou: boas prestações no CNS, jovem, formação em clubes de primeira. Raçudo, à imagem do Clube.

Cedo se viu que a lateral esquerda era a posição melhor servida. Correia ganhou, naturalmente, o lugar. Titular nas primeiras sete jornadas, lesionou-se depois do jogo em Guimarães acabando por perder o resto da época (ainda reapareceu em Setúbal durante vinte minutos, ressentindo-se da lesão).
Mas ainda nada de Afonso. Foi a vez de Julián, titular nas primeiras três jornadas (a extremo), volta ao onze da 8ª à 14ª jornada, numa adaptação para colmatar a baixa do brasileiro. Foi uma das opções mais discutíveis de Petit, esta insistência no extremo, ainda para mais fora da sua posição natural. Adensa-se a questão quando até na segunda mão da eliminatória da TL o argentino é o escolhido (mesmo sendo num jogo de cariz mais ofensivo), dando sinais que o português seria preterido até na rotatividade. Dúvidas, muitas, se seria condição física deficiente ou mera opção, mesmo que difícil de perceber, ou talvez alguma evolução que o jogador necessitasse antes de ser lançado no campeonato.

Em 2014, Afonso só em três eliminatórias das Taças: estreia fora com o Oriental, exibição frouxa na Vila das Aves - talvez o pior jogo da equipa na temporada - e, passados dois meses, no Bessa para a fase de grupos da TL frente ao Belenenses, a sua primeira boa exibição e justificando a aposta poucos dias depois.

Arranca em definitivo para a titularidade no jogo seguinte, início de janeiro, em casa frente ao Arouca. A partir daí voltamos a ter defesa esquerdo, só falhando 15 minutos no campeonato: 5 depois da expulsão na Choupana (cumpriu o castigo na TL, em Alvalade) e dez minutos na jornada 29 (única substituição, também em Alvalade).

O jogo em casa com o Braga, foi a primeira jogatana em grande.  
O resto é o que sabemos e o que se tem visto. Sempre concentrado e a carburar em alta rotação, evolução jogo após jogo, eficaz nos desarmes pelo chão ou pelo ar (incrível como é forte no jogo aéreo, mesmo de baixa estatura) e também a atacar. No final dos jogos, saíu sempre vencedor dos vários duelos que protagonizou, mesmo contra jogadores mais experientes e tecnicamente muito acima da média.

Não sendo das nossas primeiras opções nas bolas paradas, também é forte nesse aspeto (lembro-me de um livre direto muito bem batido, julgo que em Barcelos).


Titularíssimo na equipa revelação do campeonato, melhor jogador jovem do mês de Abril, notícias de clubes interessados, uma mais que justa chamada aos sub-21 no horizonte (ou ainda será preterido na vez de um jogador da segunda liga?). Não há dúvidas, crescemos juntos. Grande Afonso.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Empate em Arouca



Oitavo ponto fora de casa, décimo jogo sem perder contra adversários com os mesmos objetivos que nós (ou para sermos mais justos, uma derrota em doze desafios, contando com o Moreirense...).
Na classificação, temos ainda hipóteses de chegar ao 12º, dependendo apenas de nós para tal (fazer igual ao Estoril na próxima jornada, ganhando-lhes na derradeira jornada).
Estamos pontualmente mais perto do último lugar europeu (6º a 10 pontos) do que do primeiro que dá descida (17º a 11). Quem diria?

Abordamos este desafio à semelhança do que havíamos feito no último jogo fora, em Alvalade. Idris e Reuben como médios mais defensivos, Lima e Cech mais à frente; no ataque, alas para Zé e Uchebo.
Voltamo-nos a dar bem com este sistema, que parece defensivo mas não o é, ainda que mais vocacionado para o momento sem bola. Um género de 442, mas que na prática torna-se 424 quando atacamos. A defender, povoamos o meio campo formando um quadrado no miolo mais os alas a fecharem as laterais.
À exceção dos primeiros 5 minutos (em que estivemos perto de sofrer), controlamos toda a primeira parte e, apesar de pouco rematadores, fomos a equipa com mais bola, mais ofensiva e perigosa.
Na segunda parte tivemos mais dificuldades em saír a jogar e, nos últimos dez minutos, em afastar o jogo da nossa grande área. Acusamos talvez maior desgaste que o adversário (que fez mais pela vida nesta fase do encontro, que bem precisavam), as substituições também nos tiraram algum fulgor (dois jogadores que há alguns meses não competiam). E, há que o dizer porque foi bem evidente, empurrados pelo senhor do apito.
Ainda assim, nunca nos deixando sufocar e espreitando o contra ataque, criando a melhor situação de golo da segunda parte.


Algumas notas:

- Desta vez jogou os 90 minutos, talvez o melhor jogo completo que fez com a nossa camisola. Acho até que esta insistência em Diego Lima, nesta fase final da época (mesmo tendo em conta que só agora é possível...), será também uma hipótese para o brasileiro justificar a aposta na próxima. Incomparavelmente mais intenso nas disputas de bola, raramente se escondeu do jogo, procurando e oferecendo linhas de passe em zonas recuadas para organizar o ataque. Contribuiu para a boa circulação de bola que se fez (a espaços), tentou por diversas vezes fazer uso da capacidade de desmarcar os colegas. Vamos ver como estará nos próximos dois desafios.

 - Exibição segura de Mika fora dos postes (a resolver à força se for preciso, sem hesitações), soberbo entre deles. Não é de agora que os nossos guarda redes mostram evolução, a razão só pode ser Alfredo. 

 - Wei e Correia de regresso. O brasileiro não conseguiu mostrar aquilo que é realmente forte, a velocidade, algo compreensível depois de meses sem competir. Sacou um bom cruzamento que quase dava golo do Zé. O chinês à sua imagem: muito mexido e lutador, tentando rapidamente a desmarcação. Interessante como dá luta nas bolas aéreas, mesmo com pouca estatura. O nosso remate mais perigoso vem do seu pé direito, à barra (depois de uma boa jogada do Lima).

- Bom jogo de Idriss (desta vez a 'exagerar' nas melhorias com bola, até fintas conseguiu meter), assim como da dupla de centrais, certinhos quer na antecipação quer a limpar nas zonas perigosas.
Mais um para a lista de Afonso. Desta vez com poucas aventuras no ataque (à semelhança de Beck), cumpriu bem a defender o mais perigoso do adversário.


Em suma, não sendo brilhantes nem fazendo um jogo muito conseguido, fomos mais uma vez competentes e consistentes o suficiente para somarmos mais um ponto fora de casa e alcançarmos, pela segunda vez esta época, a marca de três jogos sem derrotas.
Podem ouvir aqui as reações na sala de imprensa, fruto do trabalho da Rádio Portuense:
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-alfredo
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-mika


Para a semana, sonho seria ver o nosso Bessa cheio com os nossos adeptos. Celebration! Bem merecemos. 18 horas de domingo, é marcar na agenda.



Força Boavista!

domingo, 10 de maio de 2015

Vamos a eles: Arouca


Uma das últimas oportunidades para conseguirmos duas vitórias consecutivas, assim como repetir uma série de três jogos sem derrotas (algo que só conseguimos entre a 4ª e 6ª jornadas). Moralmente não podiamos estar melhor, como é óbvio. Tal como a Petit, não nos passará pela cabeça haver facilidades, até porque uma vitória fora, com boa presença dos nossos adeptos, é algo que perseguimos há muito. E já merecemos fazer uma viagem de regresso a festejar no pleno.


O adversário não vence há dois jogos e está também há dois sem pontuar em casa (Paços e Belenenses). Estão mais ou menos como nós nestes últimos tempos: praticamente safos, falta-lhes a matemática para garantirem o objetivo manutenção. Perdendo poderão ficar numa situação delicada, mesmo se conseguissem vencer terão que esperar pelo resultado do Gil.
Diferença em relação à equipa que nos visitou praticamente só as opções na frente, que são mais e melhores fruto de empréstimos de estarolas (Kayembé e Yuri).


Quanto a nós, veremos se vão haver muitas mudanças dada a nossa situação. Brito e Tengarrinha são baixas certas (castigados), será provável a entrada de Léo, mais dúvidas no substituto do médio. Veremos se é Anderson (confesso que gostaria que fosse o brasileiro, já que desde Barcelos que pouco contribui) ou se a opção passa pelo regresso de Reuben (que foi suplente utilizado no último jogo). Como terceiro elemento é provável que se mantenha o mesmo tipo de abordagem dos últimos desafios, passando a opção por Lima ou Cech.



Força Boavista!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Boavista de Primeira



O que sabíamos há algumas semanas - e confiávamos à meses - confirmado agora pelos números. Três jornadas - as primeiras - menos de um mês (27 dias para ser exato) foi o tempo que estivemos abaixo da linha de água. Brutal, tendo em conta as condicionantes e aquilo que o mundo futebolístico nos vaticinava. 
Na tabela, dependemos de nós para subir um lugar, podendo a classificação final oscilar entre o 9º e o 16º lugar.


Este desafio com o Moreirense espelha um pouco a época que fizemos: evolução contínua, atitude e competência dentro das quatro linhas, apoio incondicional fora delas.
Dizia na antevisão à partida que seria bom mantermos a eficácia defensiva que temos mostrado nos últimos tempos, acrescentando melhorias no setor ofensivo. Foi isso mesmo, um género de upgrade em relação ao último desafio, mesmo sem mudanças no onze. Frente a um adversário de valor, que se apresentou no Bessa para discutir o resultado e os três pontos, soubemos ser afoitos no ataque, adaptamo-nos bem aos momentos do jogo, conseguimos ser eficazes na circulação de bola e seguros sem ela.


Algumas notas:

Fruto da evolução - de forma mais evidente desde o meio da primeira volta - melhoramos na consistência, o que nos permite apresentar um meio campo mais vocacionado para a posse de bola e, noutros casos, conseguir esticar o jogo como nos convém. Dois fatores que mais contribuem para esse facto: a evolução de Idris e a inclusão de Aaron no eixo defensivo.

- Confirma-se que o gabonês é um bom reforço e pode ser importante para o futuro. Continua prático, varrendo a zona sem contemplações, usando e abusando do poder físico, forte no jogo aéreo e na antecipação. É-nos útil não só no centro da defesa, mas também permitindo ao meio campo outro posicionamento e outras preocupações que não a proteção ao eixo central em exclusivo. Melhora jogo para jogo, e talvez tenhamos aqui um bom reforço para a próxima temporada, num setor que foi o que mais dores de cabeça nos deu ao longo da temporada.

- Idriss. Manteve, ao longo da época, a aptidão para o desarme, fazendo da estatura e poderio físico a sua principal arma. Foi-nos particularmente útil nesse aspeto, como a equipa precisava. Tem dificuldades com a bola nos pés, pagamos caro alguns erros individuais, mas também aí foi melhorando, sobretudo nesta segunda volta. Domingo teve o prémio merecido (e que já ameaçava), a ajudar até a algum reconhecimento que nunca lhe foi dado pela maioria dos adeptos. 

- Lembro-me de no jogo da primeira volta, em Moreira, ter referido que as bolas paradas, por si só, ganham pontos, havendo jogos que se decidem consoante a eficácia nesse tipo de lance. Curioso que nos dois embates com os Moreiras foram marcados cinco golos, sendo quatro deles de bola parada.
Fomos inconstantes ao longo da época neste aspeto, melhorando num ou noutro desafio (Guimarães e Belenenses no Bessa, Penafiel fora, por exemplo), mas, na maioria das vezes, estivemos mal. Quase sempre pela bola mal batida, nos cantos e livres. Domingo fomos implacáveis.
Defensivamente, melhoramos nestes lances desde o início da segunda volta, em que mudamos a forma de os defender. Sem dúvida para melhor, apesar do golo sofrido no domingo.

- Momento Farygol. Bota lágrima nisso. Eterno. Não há palavras. 

- Claro que é óbvio. Depois do trabalho feito esta temporada, não há motivos para mudar. Também Petit precisou de evoluir, mas foi aqui - na aposta nesta equipa técnica - que começamos a ganhar a época.


Próximos tempos falaremos da temporada que está a acabar, histórica na vida do Clube. E da nossa, Adeptos.


Abraço a todos os Boavisteiros! Estamos de parabéns.

Próximo objetivo: invadir Arouca.


Força Boavista!

sábado, 2 de maio de 2015

Venham eles: Moreirense


Tenho muito 'respeitinho' por este Moreirense, em casa ou fora é das equipas que mais dificuldades cria a todos os adversários. Das sete equipas apontadas à luta pela manutenção foi, de longe, a de melhor desempenho e a que mais cedo sossegou. Rivaliza connosco como revelação do campeonato. Nas últimas cinco deslocações, duas vitórias e apenas uma derrota (fora, são a melhor equipa abaixo do 6º class.)
Duas curiosidades: tem no plantel um nosso ex-jogador da 2ªB, Leandro; são a única equipa na primeira divisão que também defrontamos nesta nossa passagem pelo terceiro escalão (em 2010, então 0-0 no Bessa).


Será dos desafios mais exigentes dos últimos tempos, não só pelo adversário mas também pela necessidade de limpar a imagem deixada no último desafio. E, claro, pela ambição de subir alguns lugares na classificação. Que se mantenha a consistência e segurança defensiva e que consigamos ser melhores ofensivamente. Em caso de derrota, será a nossa pior série de cinco jogos (empatando, igualamos com 3 pontos em 15 possíveis).

Na defesa, a habitual dúvida na direita (veremos se voltamos a ter Beckeles) e no eixo, já com Sampaio disponível, é provável que se mantenha a mesma dupla do último jogo.
Curiosidade sobretudo em ver como se vai formar o meio campo ou a forma como abordaremos o desafio: se com maior aptidão defensiva (Idris e Reuben, mais Tengarrinha), se mantemos a linha dos últimos desafios tentando dar maior importância ao momento com bola (Idris ou Reuben, mais Tengarrinha e Cech). Inclino-me mais para esta última, não esquecendo Carvalho que também poderá entrar na equação.
Na frente, não é de descurar alguma mudança: Léo para o lugar de qualquer um dos três habituais (mesmo Uchebo, podendo jogar Zé no meio).



Temos que fazer tudo por estarmos melhor que no último jogo, voltar a ter aquele espírito de conquista que nos valeu 23 pontos em nossa casa, voltar a dar o apoio incondicional à equipa, mesmo quando as coisas... emperram.


É desta. Força Boavista!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A zeros





Jogo de merda. Frio e insípido. Poucos lances de perigo, muita luta, receio - mesmo de quem já tem pouco a perder - a tolher os movimentos.
Atingimos a barreira dos trinta, se bem que na prática barreiras foram as que ultrapassamos ao longo da época e que nos faz saír frustrados desta jornada por não encurtar distâncias para o 12º. Sete pontos de vantagem para a linha de água e a certeza que o lanterna vermelha não nos alcançará. Preocupações continuam a ser poucas, menos ainda se a lógica estarola imperar nas próximas jornadas.


Segundo jogo em casa sem molhar a sopa e não é por acaso. À semelhança do jogo com o Marítimo (mesmo falando de equipas com diferentes argumentos e objetivos), encaramos talvez o adversário mais defensivo desta época no Bessa, expectante e mais pragmático na procura do ponto. Resultado: dificuldades quando nos obrigam a pegar no jogo com as equipas já encaixadas, a atacar sim mas sem surpreender, a ter que encarar nos olhos a cautelosa defesa contrária sem expormos em demasia a nossa. Ou em ficar claramente por cima do meio campo contrário, sem o nosso oferecer segurança à sua defesa.
Preparamo-nos melhor, dada a inclusão de Lima (surpresa ou nem tanto, olhando ao que fez na primeira parte em Alvalade) e Tengarrinha (com Reuben no banco), numa tentativa de um meio campo menos físico e mais vocacionado que o habitual para o momento da posse de bola. Mas não chegou, como não chegaram as alterações durante o desafio.


Entramos bem, a nossa melhor fase: dominantes no meio campo, conseguimos ter iniciativa, variamos rápido e bem o foco de ataque, ganhando segundas bolas bem à frente e, mesmo sem criar grandes situações de golo, fizemos com que o perigo rondasse a área contrária. Quinze/vinte minutos, foi o tempo que durou até o adversário acertar marcações, encostar nos avançados e nós deixarmos de ser ativos e acutilantes no ataque.
Segunda parte, mesmo conseguindo ter mais bola e não nos deixando surpreender em qualquer contra ataque, faltou-nos rapidez nas movimentações, no transporte e na circulação de bola, e sobretudo soluções no último terço. Não conseguimos desestabilizar a defesa contrária, nem com mais pernas (e cabeça) no meio campo depois da entrada de Cech, nem com uma maior referência para o jogo direto como tentou ser Bobô.

Jogo cinzento, uma oportunidade flagrante para cada lado e de bola parada diz bem o que isto foi.
Dada a envolvência e expectativa em carimbar o objetivo podendo subir na tabela - mesmo ficando em vantagem no confronto direto com este Vitória - o ponto sabe a pouco. Fraquinho.


Algumas notas:
  
Lima. O principal problema voltou a ser o mesmo: desaparece demasiado cedo do jogo, não se adapta aos momentos menos bons e acaba a não chegar perto da bola. Esteve bem quando estivemos melhores, teve iniciativa e foi prático tentando arranjar soluções no ataque, fazendo até por aumentar a intensidade quando sem bola (foi o primeiro e único a ver amarelo por falta cometida), mas contribuiu pouco e durante tempo a menos. O jogo demasiado interior de Brito não ajudou, resultando num emaranhado de pernas à sua volta.
Melhoramos, claro, com Cech.  

Mais um jogaço de Afonso. A mesma fibra e força nos duelos individuais, seja pelo chão (excelente no timing do carrinho, acabando quase sempre em bola ganha) ou pelo ar (impressionante como raramente perde um lance aéreo). Tentou subir pelo corredor, fê-lo bem na maioria das vezes.

De novo nota positiva para Aaron. Sempre concentrado e com o descomplicador ligado, limpou tudo que lhe chegou perto e ainda teve tempo para fazer dobras a Beckeles e Carlos Santos.
Beckeles (se bem que com dificuldades na segunda parte), Idris e Tengarrinha também com exibições positivas ajudaram à consistência e ao ponto conquistado.
No oposto, Brito, Zé e Uchebo desinspirados e pouco consequentes no ataque.



Quatro jogos sem vencer, a um da nossa pior série. Para a semana não pode falhar. Exibição, resultado e apoio. E manutenção. 


Força Boavista!

domingo, 26 de abril de 2015

Venham eles: Vitória de Setúbal



É a última final no Bessa, daqueles confrontos com os nossos adversários diretos e que nenhum deixamos de vencer. Vai ser preciso o mesmo espírito - no campo e nas bancadas - que durante esta época foi decisivo e que nos permite encarar esta ponta final menos pressionados que os nossos adversários.

Apanhamos o Vitória numa das suas piores fases da temporada: uma vitória nos últimos onze jogos (vá lá, em Guimarães...) e apenas dois pontos acima da linha de água. Fora tem uma média igual à nossa, uma vitória e quatro empates, tendo pontuado nas duas últimas deslocações.


Na nossa equipa, dúvidas ainda no eixo da defesa e se Carlos Santos regressará ou teremos uma adaptação. No meio campo, veremos como Petit encarará o desafio, mas será provável a titularidade de Cech, na companhia ou não de Tengarrinha, dependendo de como se vai resolver o problema na defesa. Zé, Brito e Uchebo, o nosso trio mais forte, para o ataque aos sadinos (não acredito na titularidade de Léo, mas...)


E está mais que na hora. Matematicamente - e devido à vitória do Gil nesta jornada - não temos hipóteses de garantir a manutenção, mas os três pontos permitem-nos chegar aos 32 e praticamente carimbar a presença na primeira liga na próxima temporada.

Não há desculpas. É o nosso dia, todos ao Bessa! Festejar o objetivo alcançado no Vólei, às 16h, seguido do apoio ao futebol. Siga!


Força Boavista! 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Derrota em Alvalade


Como se dizia no último post, seria importante "deixar boa imagem e discutir o resultado", algo que, mesmo com a derrota no bucho, foi conseguido. Não esquecendo que defrontamos uma equipa com o acesso [quase] garantido à Champions na próxima época, continuando nós a evoluir e subindo a montanha desde o terceiro escalão.
Na classificação, o maior dano foi o afastamento do 12º classificado, agora a 5 pontos; abaixo de nós, vimos Arouca e Gil aproximarem-se, este último na linha de água a 9 pontos (+1 do confronto direto). 

Admito que torci um pouco o nariz quando vi o onze alinhado por Petit: desfeita a dupla de cobertura habitual com a saída de Reuben (dado o adversário, não esperava), entrada de Cech e Lima, Léo a acompanhar Zé como jogadores mais ofensivos, nada de Dias+Beck nem... avançado centro. E confesso que temi o pior quando vi aquele golo ainda antes dos vinte segundos.
A verdade é que logo nos momentos seguintes se percebeu que sabíamos ao que íamos, que iríamos dar luta ao adversário e dispostos a defender sim, mas também a espreitar as saídas para o ataque de forma menos direta e mais apoiada que o habitual.
E foi esta a toada da primeira parte. Bem posicionados sem bola (com Idris a poder recuar para juntos dos centrais quando necessário, e Tengarrinha em bom plano, atrás da linha de quatro médios, a servirem de primeira pressão), concentrados e a fechar bem os espaços para a nossa baliza, quase impedimos lances de perigo perto da área. A par desse acerto, fomos objetivos e conseguimos algumas boas saídas para o ataque, ora aproveitando as desmarcações de Léo e Zé, ora tirando partido da maior proximidade dos nossos jogadores. Mais remates (e mais perigosos) e menos faltas cometidas ao intervalo. E com os onze.
Com a alteração no adversário (dada a expulsão), fomo-nos mantendo confortáveis no jogo e a melhorar, se bem que menos afoitos nas saídas. Linha defensiva um pouco mais subida, Idris e Tengarrinha mais pressionantes, mais espaço para lançar os contra ataques, defensivamente apenas permitindo uma entrada perigosa na grande área. À semelhança dos últimos desafios, sofremos o golo num momento em que estavamos a controlar e a crescer para o jogo (já com Brito em campo). Voltamos a reagir bem, mesmo obrigados (dada a superioridade numérica...) a pegar na bola e a atacar o adversário de frente (já com Uchebo e sem Lima), conseguimos criar alguns lances perigosos e uma grande oportunidade não finalizada por Uchebo.



Algumas notas:

- Estreia de mais uma dupla de centrais. Aaron voltou a estar bem, bons desarmes e forte no jogo aéreo, continua a evoluir na equipa. Já o brasileiro mantém os sinais de intranquilidade e falta de confiança, a que tem demonstrado desde que perdeu a titularidade. Tem culpas nos dois golos: algum azar à mistura no primeiro (mesmo após o desvio de Idris, tem que limpar aquela bola), a dormir no segundo e a colocar Slimani em jogo. Nem tudo foi mau: alguns bons lances de antecipação e, sem dúvida, a fazer esquecer o problema de lentidão que tantas vezes nos deparamos no nosso eixo defensivo. E isso, em muitos momentos, é positivo.

- Boa primeira parte do regressado Diego Lima. O problema é mesmo esse: primeira parte. Desapareceu do jogo quando este lhe reservou as melhores condições para ele poder contribuir. Enquanto durou sacou faltas, apareceu para rematar (mesmo mal nesse aspeto), ajudou a equipa a esticar-se.

- Afonso. O nosso primeiro sinal de perigo veio do seu pé esquerdo, o que mostra também a maior propensão que vai tendo a subir no corredor. Não se ficou por aí, foi tapando um e outro perigo que lhe surgia pela frente. No golo decisivo, viu-se 'obrigado' a dar espaço para o cruzamento, visto estar em situação de dois para um (Brito a fechar demasiado dentro, o que quase não tinha acontecido até aí). Mesmo com Correia a regressar, de temer o pior daquela lesão. Esperemos que recupere e rápido.

- Bom jogo do Zé, o nosso avançado mais perigoso. Iniciou e finalizou a jogada do golo, esteve bem (melhor que Léo) quando foi preciso defender, incansável a desmarcar-se no ataque. Léo mostrou porque está atrás dos outros avançados e porque precisa mais de evoluir. Tem rapidez e técnica (talvez como nenhum outro), falta-lhe eficácia nas ações, perder menos vezes a bola, jogar simples quando não pode complicar. Mas exibição positiva, sem dúvida: está no golo e na expulsão.

- Enganamos toda a gente nas bolas paradas. Temos gajos altos e fortes, úteis no jogo aéreo; temos bons marcadores, como Tengarrinha ou Cech, mesmo Zé Manuel naquele remate à barra. Mas não conseguimos ser perigosos. Aposto que faz soltar vários "foda-se!" a cada um de nós logo após a cobrança de cantos ou livres perto da área. Foda-se! Nem tu, Cech... Foda-se! Enerva.

- O nosso melhor, Tengarrinha. Incansável, bem a cobrir o espaço central, foi útil no momento defensivo e quando foi preciso pegar na equipa (sem Lima, com meio Cech e a precisarmos de arranjar soluções no último terço) tentou fazê-lo com aquele espírito que lhe reconhecemos, o mesmo que aos 80 minutos faz com que seja o primeiro a pressionar Patrício ou a saír rápido oferendo linha de passe nos contra ataques. Mais um enorme jogo do hoje Capitão.

- Por último, expulsão do Sampaio é ridícula. Pela infantilidade no primeiro amarelo, pela estupidez do segundo. A obstrução com o braço é tão violenta que faz com que o adversário se mantenha normalmente a discutir o lance com outro jogador. A pedido, como que a lembrar que jogavamos em casa de um estarola. Assim como acabar o desafio ao segundo minuto de compensação, após uma assistência a guarda redes e quatro substituições. Não foi por aí, mas há que o dizer dada a evidência.


Resumindo, resultado sabe a pouco e julgo que isso diz tudo acerca da nossa prestação. Mantivemos a atitude e fomos minimamente consistentes, mesmo com alterações em metade do onze. Não conseguimos pontuar, mas mostramos evolução em alguns aspetos e conseguimos deixar uma imagem diferente comparando com jogos em casa dos primeiros classificados.


Para a semana não há desculpas. Temos que estar em grande, como um só. No campo, na bancada, todos juntos para arrumar a questão de uma vez por todas.


Força Boavista!

domingo, 19 de abril de 2015

Vamos a eles: sporting


E fecha-se hoje os confrontos com os estarolas, em busca do resultado que nos falta nestes seis confrontos. Em teoria complicado, a juntar aos 39 anos sem vencermos para o campeonato em Alvalade temos um sporting sem derrotas em casa, ainda que com cinco empates e doze golos sofridos (só mais cinco que nós). Levam três jogos a vencer como visitado, último empate com equipas de diferentes objetivos concedido em dezembro, frente ao Moreirense.
Estando a manutenção à distância de uma vitória, perdendo mantemos o 12º lugar, podendo, na pior das hipóteses, reduzir a distância para a linha de água para sete pontos.

Curiosidade para saber como se vai colmatar a razia de centrais: Carlos Santos, Ervões e Lucas lesionados, falta saber se Sampaio será o titular ou Tengarrinha será adaptado a central (à semelhança do jogo com o Guimarães). Jogando o português nessa posição, poderá abrir vaga para Cech no meio campo, à frente da dupla de cobertura (Idris e Reuben), o que nos poderá ser útil nas saídas para o ataque. Outra dúvida na frente, se jogamos com os três que tem sido habituais ou, por outro lado, haverão surpresas: Beckeles poderá fortalecer a ala direita e meio campo, jogando a ala; Correia poderá estar de regresso e não deixa de ser uma hipótese jogar também o brasileiro numa ala, se bem que pouco provável, pelo menos como titular (no Dragão atuou a médio). Mesmo com Brito e Zé, é importante trabalho defensivo redobrado, já que parte do perigo do adversário mora aí, nas laterais. E mesmo o avançado, é importante estar de olho em cima do trinco adversário.  


Fundamental é deixar boa imagem, seguros cá atrás, tentar esticar o jogo e discutir o resultado, ao contrário do jogo da Luz. É o último desafio 'mediático' nestas seis jornadas que faltam e será o jogo mais difícil para se carimbar em definitivo o nosso objetivo principal, mas é importante uma boa prestação, confirmando no campo e à vista de todos o facto de sermos equipa revelação desta segunda volta.  


Preto e Branco, Axadrezado, em Todo o Lado. Força Boavista!

domingo, 12 de abril de 2015

Derrota no Bessa



Estava com um bad feeling para este jogo, daquelas cenas que não se explica nem sequer se percebem muito bem mas estranhamente se sentem. Dá ideia que algum tipo de anti ciclone paira sobre o Bessa e sobre todo e qualquer humano equipado de xadrez quando estes bananas nos visitam. Primeira parte amorfa, encostamos o adversário depois de sofrer o golo, desperdiçamos como nunca o havíamos feito esta temporada, sofremos um golo do meio campo. Há dias assim, ultimamente raros e ainda bem.
Terceiro jogo em casa sem marcarmos, Marítimo junta-se ao estarola vermelho e a Paços nas equipas contra as quais não conseguimos evitar a derrota. Pior: 0-6 nos dois jogos. Longe!

A rede de segurança permite-nos encarar a derrota com relativa tranquilidade em termos de classificação. Os três últimos perderam, vantagem de dez pontos sobre a linha de água (com 18 em disputa...).



Apesar da melhor entrada e com maior iniciativa, equilíbrio a partir dos dez minutos, altura do primeiro remate do desafio e à nossa baliza. Primeira situação perigosa na área do adversário a cinco minutos do intervalo espelha a dificuldade que sentimos em dar sequência à posse de bola e em saír rápido para o ataque. Com relativa eficácia nas segundas bolas e a tentar fechar os caminhos no meio campo, ainda permitimos um par de lances perigosos perto da nossa área.
Segunda parte entramos novamente um pouco por cima, com mais vontade e confiança em chega perto da baliza adverária. À semelhança do jogo da semana passada, voltamos a sofrer o golo num momento em que estavamos a controlar, num lance mal resolvido na grande área. Reagimos bem, de novo, encostamos o adversário, subimos as linhas e não permitimos contra ataques, criamos algumas oportunidades para chegar ao empate falhando na eficácia. O segundo golo evita o assalto final nos cinco minutos que faltavam jogar.


Notas:

Começando pelo melhor: Afonso. Igualmente eficaz nas tarefas defensivas, destacou-se e bem a atacar: com sucesso no um para um, sacou faltas e alguns bons cruzamentos. Continua em grande.

Aaron voltou a merecer a confiança de Petit e acho que teve uma atuação positiva neste terceiro jogo como titular. Mesmo não estando isento de culpas no lance do primeiro golo, foi forte nos duelos individuais, impetuoso, bem no jogo aéreo e na antecipação. Veremos os próximos desafios e o que consegue mostrar mais.

Idris num jogo à Idris. Foi o melhor da dupla mais defensiva do meio campo, esteve bem no posicionamento e forte nos desarmes, sendo um dos culpados no segundo golo na perda de bola a meio campo.

Abordamos o jogo como habitual, com prioridade à consistência em detrimento de melhores soluções no último terço. Ou a diferença entre jogar com Idris/Reuben e Idris/Tengarrinha (mais Cech, mesmo Anderson).
Optamos por sermos mais reativos ao jogo na segunda parte, reentrando com o mesmo meio campo, mantendo a expectativa pelo que dava o jogo. O golo sofrido precipitou a entrada que já se justificava: com Cech ganhamos soluções no último terço, conseguimos ser mais produtivos na posse de bola, e foi-nos útil na meia hora que estivemos por cima do adversário.

Pela negativa, Brito desinspirado voltou a mostrar os problemas nas decisões e em soltar a bola a tempo para os companheiros, Mika continua com problemas nos lances aéreos, como já tem demonstrado, apesar da eficácia entre os postes e dos pontos que já nos valeu. É o principal culpado ao não resolver no primeiro golo, ontem esteve particularmente intranquilo nesse tipo de lances.



Em suma, dia menos bom que se traduz numa derrota que poucos danos terá na tabela. Mesmo de sabor amargo, temos tudo para reagir bem e continuarmos a fazer uma segunda volta positiva.
Houve atitude e vontade, houve um enorme apoio nas bancadas e não vejo motivos para sequer beliscar a confiança na equipa e mesmo na sua evolução.



Força Boavista!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Venham eles: Marítimo



Tinha um pouco a ideia que este Marítimo faz de besta negra quando visita o Bessa, daí fui dar uma espreitadela às estatísticas. Mas não é bem assim, ou melhor, não foi sempre assim. Nunca nos ganharam em nossa casa até à época 97/98, a partir daí temos 6 derrotas em 10 desafios no Bessa, incluindo uma eliminação na Taça.

O Marítimo lembra-me algo do género "Carlos e a ilha das maravilhas". Sempre destilou ódio pelo nosso Clube - lá do alto dos seus enormes telhados de vidro - algo bem evidente não só quando descemos ao inferno, mas também na azia demonstrada aquando dos nossos sucessos. O facto é que muitas autarquias do continente e seus presidentes são aprendizes à beira destes, no que toca a favorecimentos desproporcionais e injustos para com outros... Os números chegam a ser impressionantes.

Olhando aos orçamentos e expetativas iniciais, chegar à jornada 28 com hipóteses de os alcançar no meio da tabela diz bem da época positiva que estamos a fazer. Fora de casa têm apenas duas vitórias perante os dois últimos classificados e nos últimos seis desafios para o campeonato contam apenas uma vitória. Moralmente estão em alta pela vitória caseira frente a um estarola e consequente apuramento para a final da Taça da Liga.
O meio campo parece-me o ponto mais forte, mas atenção que Danilo é baixa.



Quanto à nossa equipa, as principais dúvidas prendem-se com a defesa, na lateral direita e no eixo. Beckeles poderá regressar, assim como Aaron, que depois da exibição em Penafiel deverá manter o lugar no onze, ao lado de Carlos Santos.
Veremos como vai ser acerca do agradável imbróglio que Petit tem no meio campo: acho pouco provável que se desfaça a dupla Idris/Reuben, sobrará um lugar para Tenga ou Cech. Veremos se joga um e o outro irá para o banco ou se haverá novidades (no posicionamento de Tengarrinha, defesa/meio campo). Anderson estará à espreita para qualquer uma das posições do meio campo.


Importante é encher as bancadas, com o apoio que tem sido habitual e que a todos nos deixa orgulhosos. Vencendo chegamos aos 32...




Força Boavista!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quase lá



Não foi perfeito porque não vencemos, mas não deixou de ser memorável esta deslocação a Penafiel, pelo ponto positivo arrancado nos descontos, por todo aquele preto e branco com que colorimos o 25 de Abril e, principalmente, pela união que resulta do que vamos conseguindo nesta época.
E cada vez mais próximos do objetivo principal, depois da nossa melhor série de cinco jogos (uma derrota): subimos um lugar na geral, dez pontos acima da linha de água (21 em disputa), a quatro do meio da tabela e só mesmo a matemática e a 'barreira' dos 32 a não permitirem arrumar já as contas da manutenção.


Dias na direita, aposta de novo em Aaron e Tengarrinha como terceiro médio no lugar de Cech, as únicas alterações. 
Não entramos mal e, apesar da maior iniciativa de jogo concedida ao Penafiel e por isso maior volume de jogo no nosso meio campo, fomo-nos sentindo confortáveis no desafio. Controlando as investidas e a proximidade à nossa baliza, fizemos mais por não ir em desvantagem ao intervalo do que ir a vencer, o que acabou por acontecer, fruto também de uma ou outra boas saídas para o ataque (e de bola parada!).
Na segunda metade, acho que entramos até um pouco melhor, a adaptarmo-nos bem aos problemas acrescidos no ataque contrário e à reação que tentavam ter. O golo do empate surge nessa fase de controlo que tínhamos na partida, por acaso resultante de um momento de descontrolo de Aaron. Acusamos, não evitamos o recuo e perdemos um pouco a capacidade de circulação e de importunar o último reduto contrário. Foi necessário esse segundo golpe para voltarmos a reentrar, naquela que foi uma reação positiva à desvantagem nos 25 minutos que faltavam ainda jogar. Já com a alteração na frente, optamos por dar ao meio campo maior capacidade de circulação e de criação de espaços no último terço. Conseguimos jogar perto da área contrária, criar bolas paradas e algumas jogadas perigosas, chegando ao golo num desses lances, com todo o mérito.
Explosão nas bancadas, no campo e no banco falam por si... não há mesmo palavras.


As notas:

Alguma surpresa em duas opções, a entrada de Aaron e a saída de Cech.
Está ligado ao primeiro golo do Penafiel, culpado pela perda de bola que deu origem ao lance. Não comprometeu antes disso e acho até que reagiu ao erro (com impetuosidade, pelo menos), tornando-se um elemento importante a anular os ataques contrários e a ajudar a encostar o adversário naquele forcing final. Santos resolveu bem o que lhe chegou perto, mesmo permissivo no lance do empate, foi muito mais o que evitou do que as vezes em que foi batido. E mais um golito ao Penafiel.

A saída de Cech prende-se sobretudo com Tengarrinha (e a sua utilidade e qualidade), o que juntando à função importante (e acerto) de Idris e Reuben na nossa equipa, torna complicado decidir o meio campo. Verdade que o português é o jogador com caracerísticas mais idênticas a Cech, podendo acrescentar mais argumentos defensivos comparando com o eslovaco, assim como jogando com o português, podemos acrescentar algo à equipa durante o desafio sem grandes alterações de fundo (o que acabou por acontecer). Sem Cech, é inegável que perdemos soluções no último terço e na capacidade em saír bem para o ataque rápido. 

Repeat mode: mais um de Afonso.

Brito e Zé (que golaço!) voltaram a ser os mais dinamizadores no ataque, talvez por isso a saída algo cedo de Uchebo, optando-se por uma referência mais fixa e maior capacidade de luta no meio dos centrais contrários, quando se achou que era preciso referscar. Bobô não foi matador, Lima não inventou espaços, ambos entraram com vontade de inverter a situação.


Já faltou mais, voltamos a saír de uma final com um resultado positivo e ainda melhoramos a nossa situação. A já falada competência, atitude e crença até ao final, num jogo em que, não sendo muito conseguido, fomos consistentes o suficiente para evitar um dissabor.
Para a semana tudo a cinco euros e não há desculpas. É tudo a apoiar. Estamos quase, quase lá.


Força Boavista!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vamos a eles: Penafiel


São a equipa que menos pontua quando joga em casa, onde já não vence desde dezembro. A mudança de treinador trouxe-lhes para já um bom resultado em Estoril (em que até esteve a ganhar por dois golos), e pode funcionar pela positiva no jogo contra nós. Para eles será finalíssima, mesmo matematicamente: vencendo e contando que os dois adversários acima do lanterna vermelha perdem (Gil vs Braga, Arouca vs Vitória) ficam a depender apenas deles próprios para assegurar a manutenção. Em teoria é assim e deve assentar aí o modo ' finalíssima' com que nos vão encarar.
Tem o melhor ataque e pior defesa dos últimos seis classificados.

Estamos talvez na melhor fase da temporada, moralmente também. Por isso mesmo é importante encararmos o jogo do mesmo modo dos anteriores, é uma final como as que temos tido (mais propriamente Coimbra e Barcelos), mesmo com uma maior segurança classificativa e sendo uma oportunidade para darmos uma machadada nas contas da manutenção. Igualamos a melhor série de quatro jogos (7 pontos), perseguimos o objetivo de conseguir, pela primeira vez, duas vitórias consecutivas.

Quanto à equipa, acho que se deve continuar com a estabilidade que temos tido no onze, portanto é provável que as mexidas sejam poucas. O único ausente a sério é Beckeles, que tem alternado a titularidade com Dias. Entrando Tengarrinha para o onze, resta saber para onde: lateral direito ou meio campo, não deixo de lado a hipótese a central, como em Paços, olhando também à forma de Sampaio e à integração de Aaron.


Tem é que haver uma grande presença dos nossos adeptos em Penafiel, espero que assim aconteça. Não faltam motivos para continuarmos a dar todo o nosso apoio, temos que fazer tudo para ser uma deslocação memorável.



Força Boavista!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Dois anos de presidência oficial



Lendo a entrevista do nosso presidente.

Dirigida sobretudo ao exterior , numa visão mais global sobre aquilo que nos aconteceu nestes seis anos de pesadelo, realçando os principais pontos de recuperação e maiores entraves desta 'nova era', desde que os problemas de saúde assolaram o [pouco anónimo ao próprio JL] presidente de então ou, por outras palavras, dois meses antes da mais importante decisão do CJ de toda a história da FPF.

Alguns pontos que eu acho mais interessantes:

- Do futebol, confirmou-se que não houve aquisição de passes e a contratação de jogadores deveu-se em parte a parcerias. Na próxima temporada os recursos não serão muito diferentes, portanto vão existir semelhanças. Falta saber acerca dos que cá estão, com quem podemos contar para fazer de base ao próximo planeamento de época (mesmo sem entrar no capítulo transferências). 

-  Parece que Petit nunca chegou a estar tremido. É compreensível. Talvez um ou outro jogo, depois de alguma ansiedade, tenha sido decisivo para nem sequer ter-se aprofundado mais o assunto. Desportivamente, a primeira grande decisão acertada da direção.

- Mais de vinte milhões de indemnização pedidos à FPF já sabíamos. Ficamos a saber da existência de um parecer externo a ambas as partes para ajudar a ter uma noção mais clara de quanto poderá ser o valor da injustiça. Não faço ideia quanto tempo mais teremos pela frente nem quantos passos teremos ainda que dar, mas parece-me claro que enquanto não se fizer luz no assunto, vamos continuar neste lento reerguer. Não há problema: sólido, confiante e lento.

- No nosso caso, é importante falar no sistema real e em algumas questões gerais do futebol português, o nosso presidente faz isso como poucos (mesmo a cena dos reis e dos servos... foi engraçada).

- Podia não ser o momento, mas havia sempre espaço para referir o ecletismo e alguns problemas que subsistem e como também aí fomos prejudicados.


No resto, está cá para reorganizar e é isso que temos visto.