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segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Que Faz Falta...

Todos sabem: é animar a malta.


Quem diria? Manutenção no bolso, sem pressão dos pontos, vontade de mostrar serviço para o futuro próximo, honrar o símbolo, todas as condições reunidas para não se passar aquilo que se passou, perante o nosso público e frente a um adversário já despromovido. Más exibições, derrotas pesadas, erros individuais, por muito que custem e por muito criticáveis que sejam, não chegam a este nível de vergonha. E, depois do que foi escrito num dos últimos posts, custa ainda mais, há que admitir. Confiança nos nossos rapazes? Assim fica mais difícil, mesmo depois do que já conseguiram fazer. Ainda assim, enquanto se escreve por aqui, enquanto se lê por aí e enquanto digerimos e tentamos perceber o porquê da péssima postura dos nossos rapazes, estes gozam o seu segundo dia de folga. É a vida.


Vamos às notas:

- Mantiveram-se as três alterações, Schembri, Bukia e Mesquita. Acompanharam o menor fulgor coletivo, mas não destoaram pela negativa. Mesquita cumpriu, como o restante setor; Bukia teve uma exibição positiva enquanto teve forças e, sobretudo, discernimento para desequilibrar. Quando deixou de o ter, saíu e bem, entrando um dos melhores desequilibradores que temos no plantel. O maltês, menos apoiado que na última partida, conseguiu criar algum perigo, dar sequência a algumas jogadas e ser decisivo num dos golos. Acerca do falhanço do ano, é como disse Leal em sua defesa, "só não falha quem não joga". Excesso de confiança reprovavel, mas... acontece aos melhores, sendo ele um dos nossos melhores.

- Falamos acerca do meio campo e da opção Mack/Espinho/Carvalho. O brasileiro foi o preterido para este desafio, entrando Mackmudov para o seu lugar. Na prática, o azeri jogou mais perto de Schembri, mais ativo no último terço na maioria das vezes, fazendo com que Fábio Espinho atuasse numa função idêntica à que Carvalho costuma desempenhar. No final da primeira parte queixou-se de problemas físicos, fica a dúvida acerca da razão da sua substituição. Faltou-lhe agressividade na recuperação de bola e mais acerto na pressão, contribuindo para a incapacidade do meio campo em segurar e lutar pela posse de bola. Com bola, foi lento na maioria das vezes, decisões pouco arriscadas, passes pouco verticais quando tal era possível. Fica o registo para uma das poucas vezes em que conseguiu desequilibrar, oferecendo o golo que Espinho desperdiçou. Para quem precisava de mostrar serviço tendo em conta os poucos minutos que leva... deixou algo a desejar.

- Mas o mais negativo foi mesmo o mais evidente: a apatia e falta de intensidade, impossibilitando a Equipa de ter maior iniciativa e tomar as rédeas do jogo. E o estado do opositor ainda agrava mais a situação, pois defensivamente foi dos adversários mais acessíveis que passaram pelo Bessa esta temporada. Encaro a entrada de Carraça, para mais perto de Idris sem deslocar muito Espinho, como uma tentativa de corrigir esse aspeto. Mas não resultou. A abordagem e atitude não mudaram, a Equipa manteve-se encolhida, sem capacidade de pressionar alto a débil defesa adversária, e, salvo um par de contra ataques, muito raramente incomodou o guarda redes contrário. Pouco, muito pouco para quem tinha de fazer do desafio uma obrigação de conquista dos três pontos.

- Minimamente positivo, e que ajuda até a perceber a tendência da partida: Vagner (esperemos que mais ninguém no mundo esteja atento à sua qualidade, para talvez ser possível por cá continuar...), Lucas e Sampaio.
Mais uma boa exibição do brasileiro que igualou o número de jogos a titular no campeonato da sua primeira época, 21. Raramente perdeu um duelo, chegou quase sempre primeiro à bola, boa leitura dos lances. Continua a crescer, veremos como correm os próximos desafios.


Confiança na reação, segunda feira, em Setúbal, até porque "este Clube não se compadece com este tipo de entrega e é preciso os jogadores perceberem muito bem isso".

Até segunda.


Força Edu!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

São 38




Uma pequena retrospetiva do que ficou por dizer neste último mês.

Dois estados de alma distintos que nos acompanharam nestes últimos tempos:
por um lado, o crescimento brutal da Equipa que teve início em outubro, por altura da entrada da nova equipa técnica, culminando no atingir da meta dos 30 pontos, tida como o objetivo principal. Uma das melhores defesas do campeonato, muito bom percurso fora de casa, duas derrotas em doze desafios, consistência, evolução da maioria dos jogadores. Priceless. E não esquecer nem fazermos de esquecidos como os críticos: os argumentos continuam a ser dos menos fortes entre as equipas com os mesmos objetivos que nós, o que engrandece o trabalho desenvolvido.
Por outro lado, os últimos jogos, praticamente desde que alcançamos a tal meta dos 30 pontos, mais ou menos desde o jogo com os nossos vizinhos (na jornada seguinte, fomos a Moreira 'carimbar' os tais trinta).
Inegável que perdemos algum fulgôr, como provam os cinco jogos sem marcar qualquer golo, ou uma única vitória em sete desafios. Mas, mesmo neste hiato de tempo, nem tudo foi mau e, opinião pessoal, muito pouca coisa foi tão mau como a maioria fez crer. Por alguns de nós, e pelos críticos alheios.

Muito se falou de atitude, de férias antecipadas, de falta de profissionalismo. Apontar esses motivos, quase em exclusivo, como fatores determinantes para a quebra de rendimento (mesmo exibicional), é algo que não estou de acordo. Houve, sem dúvida, algum relaxamento. Excesso de confiança? Desleixo? Talvez. Motivos físicos a, finalmente, darem de si? Muito talvez. Pouca margem de manobra no que diz respeito às opções (que 'resolvem' alguns destes problemas)? Outro talvez forte. Ainda assim, nunca em quantidade suficiente para se colocar minimamente em causa o trabalho da equipa técnica e, claro, dos próprios jogadores, realizado nos sete meses anteriores.

Então o que originou essa evidente quebra? Falta de concentração em alguns momentos decisivos, abordagens aos diferentes e exigentes desafios que revelaram algum excesso de confiança e, sobretudo, menor poder de reação (bastante menor) às adversidades, . E estas últimas ainda foram algumas. Parece pouco para explicar o mau momento? Admito que sim, mas tenho plena convicção que foi nestes fatores que residiram os problemas.

E há que falar também nas dificuldades, acrescidas por vezes, porque é de lembrar que não jogamos sozinhos. Nesta série (8 jogos, 6 pontos) por muitos apelidada de negra, reprovável e, admirem-se, para alguns suficiente para se pôr em causa a continuidade do treinador, jogamos contra cinco dos sete primeiros classificados; em dois jogos em casa, jogamos mais de 90 minutos em inferioridade numérica e, em ambos os confrontos (Paços e Rio Ave), acabamos por criar mais oportunidades para vencer os desafios.
Isto, obviamente, sem querer desculpar más exibições, que, não haja dúvidas, também as fizemos. Mas daí até colocar tudo em causa, passando por falta de apoio e acréscimo de pressão sobre tudo e todos, vai uma enorme distancia. E tremendamente injusto.

Por fim, veio o Tondela. As palavras do treinador terão tido a sua influência, as mexidas no onze também, o desejo de reação de todo o grupo igualmente, mas sobretudo foi um desafio em que conseguimos provar o evidente: somos e fomos melhores que o adversário. Mais difícil fazê-lo em Alvalade, em Guimarães ou Estoril, mesmo em casa contra equipas que lutam fortemente pela Europa, como Rio Ave ou Marítimo.

A jogada do 'tiki-taka', que, embora a passividade do adversário, é fantástica, não começou nos pés do Sampaio nem ganhou vida na abertura do Mack. Começou há seis meses, naquela vitória em Vila do Conde (faz amanhã meio ano, precisamente :) ), continuou a ser construída na dupla derrota caseira com o Vitória de Guimarães, por estranho que possa parecer. E isso, toda esse crescimento e evolução, não pode, de maneira alguma, ser esquecido. E sim, tem que ser levado em conta quando se fazem críticas demasiado destrutivas e quando o apoio incondicional é posto em causa.


É para rebentar com o Nacional, muitas contas para pôr em dia com estes bananas II. Manda-los diretamente para a segunda terá um sabor especial. Azar, toca a todos mas, como é habito dizermos, Boavisteiro não esquece, mesmo que mais de uma década tenha passado.


Força Edu!

quarta-feira, 22 de março de 2017

A Defesa




Ponto positivo em Estoril, opositor já de si complicado a atravessar um bom momento e num estádio que ainda não havíamos pontuado desde o Regresso. Agradável primeira parte, mais uma vez melhor entrada na partida, e uma má segunda metade, em que não conseguimos reagir às dificuldades impostas pelo adversário.
Mais uma vez, no geral (e confesso, sem ver o jogo na íntegra, merda de horário), fica a ideia principal: ponto ganho graças à consistência da Equipa. Não fomos brilhantes nem perto disso, não estávamos especialmente inspirados, em alguns momentos não mostramos a força que o momento exigia, mas não vacilamos. Em demasia pelo menos. A base ou o suporte de jogo já estão mais elevados, o que é ótimo. Assim como a exigência. Normal, culpa do desempenho da Equipa. Mas convém continuarmos com os pés bem assentes, mesmo naquilo que queremos, querendo nós, Adeptos, sempre mais.


Sobre o que esteve na base deste ponto e de alguns outros que fomos conquistando esta temporada. Mentalidade, equipa do 'pontinho' ou defensiva, e coisas que tal, mas é um pouco mais que isso. É consistência, a tal prioridade que se pretendia e era o principal objetivo em outubro último, aquando da mudança de treinador.

Falava-se esta semana sobre a nossa defesa, estatisticamente uma das melhores do campeonato, a 5ª que menos golos sofre. Mas mais importante que a defesa por si só, foi naquilo que evoluímos nos últimos meses: a mentalidade, a forma de defender e o nosso comportamento sem bola, desde os avançados até ao guarda-redes.
E não foi nenhuma injeção de talento ou capital extra investido no setor defensivo em alguma altura da época (como o foi no ano passado, por exemplo). Aliás, recuemos uns meses até ao momento em que partimos para esta época e atente-se ao panorama na altura. Perderamos Vinicius e Afonso, dois titularíssimos. Pelo caminho ficou Mika e foi ficando Henrique e as suas lesões. Ainda assim, apesar das contrariedades (lesão de Mesquita, opção Correia), não paramos de crescer, de sofrer poucos golos, de ser difícil de nos marcar algum.
Mérito muito maior que a prestação dos quatro ou cinco elementos da defesa, mesmo que também eles em plano positivo e, na maioria das vezes, em crescendo na forma a na confiança.

Mas como dizia, a diferença é mesmo essa, o comportamento global da equipa no momento em que não temos a bola ou na altura em que a perdemos, e a sua organização. Mais que os cinco elementos mais defensivos (ou seis com o Idris), é toda a forma de atuar, de adotar posicionamentos e timing de reações. E a Equipa sentindo-o, reflete-se na confiança individual dos jogadores. Nesse capítulo, olhando também aos argumentos que temos ao dispôr - quer seja no onze, quer nas opções - a prestação que conseguimos é excelente. Nessa relação, das melhores do campeonato.


Curiosa a análise a alguns números, julgo que tudo que se vai conseguindo, dadas as enormes dificuldades (que ao que parece, só nós Boavisteiros temos real noção disso), deve ser motivo de realce.

Comparando com as duas últimas épocas, vindo de encontro àquilo que ano após ano vamos tendo como principal objetivo, o crescimento. Lento e seguro. Pelo menos no campo, no Futebol com bola.
 - na época passada e por esta altura tínhamos mais 8 golos sofridos (7ª melhor). Há duas, 15 (5ª pior).
 - derrotas com mais de dois golos sofridos foram 5 na época passada, 7 em 2014/15. Esta temporada 2.
 - 2 derrotas/13 jogos. O melhor que tínhamos conseguido nas duas épocas anteriores para o mesmo número derrotas foi 7 jogos; para o mesmo número de jogos, 5 derrotas. Obra.
 - ao nível de pontos, já igualamos as duas anteriores, ainda com 24 em disputa.
 - já agora, 1 golo sofrido em cinco jogos ainda é recorde da época passada, início daquela fantástica recuperação com Sanchez.


segunda-feira, 13 de março de 2017

De Garras Afiadas


E é isto. Dispensamos o laço (até porque já temos o nosso Manel), mas é para embrulharem bem embrulhadinho, principalmente aqueles que, insistentemente, nos fazem o funeral. Como vemos, cedo demais. Já sabem: "Somos Boavista. E voltamos".

Em disputa 27 pontos, 33 já no bolso, manutenção garantida a nove jornadas do final e sinais evidentes que o crescimento tem tudo para não parar por aqui. Fazer tanto com tão poucos argumentos, com evidentes dificuldades financeiras, quando comparado com os restantes, dá aquele inigualável Orgulho Axadrezado, acompanhado do respetivo arrepio na espinha. Repitamos, mais audível ainda, os vizinhos que se fodam: "Somos Boavista. E voltamos!".


Confesso que entro sempre receoso no Bessa quando defrontamos estes bananas. Receio mesmo, medo, algo mais para o lado do sobrenatural do que outra coisa qualquer. Trauma talvez. Até podíamos estar a lutar pelo título, esse estado de espírito não se alteraria. Por isso, e só por isso, surpreso com este resultado. Pelo resto, pela Equipa, pelos Adeptos na Fortaleza, (agora sim, nada como ter a boca adoçada), pela liderança, pelo crescimento, pela confiança, por aí estamos descansadinhos.



Vamos às notas:

- Mais uma vez evidente o porquê de estarmos a fazer a melhor época desde o Regresso. Este não era um jogo qualquer, dado o adversário: há dez jogos sem perder, também eles a realizarem uma excelente época, com objetivos iniciais bem superiores aos nossos e com orçamento condizente. Além disso, o histórico insular no Bessa, quase fazendo deles a nossa besta negra.

- Consistência defensiva. Vagner, como já falamos, melhor reforço de janeiro. Já nem abalamos pouco que seja quando olhamos para a nossa baliza. Kamran, Mika, outro qualquer (ajudem-me!), nenhum deles se aproxima da segurança do brasileiro. Nas laterais continuamos com o crescimento, no eixo estabilizamos Lucas. Sampaio... mais disto, por favor. Esteve bem, mas é preciso estar assim no próximo, e no outro, e a seguir. Capacidade tem ele.


- Meio campo, e a sua principal evolução no momento em que não temos bola: a reação à perda da bola e mesmo à saída rápida do adversário. Enorme evolução, simplesmente do melhor, na minha opinião. Rigor, concentração, união. Equipa! Muito trabalhinho e do bom. Não só do jogador que aproxima para fazer pressão (seja alta ou baixa), mas sobretudo do comportamento da Equipa à sua volta. 
Idris, e a sua presença e intensidade, é o que sabemos (aka Capitão); Espinho mais 'trabalhador' do que o que se pensava, além da capacidade de criar espaços e [bem] circular a bola. E Carvalho, o médio (jogador?) menos apreciado pela massa adepta, mas com uma influência brutal nestes aspetos em particular, e que em muito contribuem para o bom desempenho global da Equipa. Ontem, de novo, bom exemplo da eficiência deste trio, que raramente é desfeito, mesmo durante os desafios. Percebe-se porquê. Neste momento, também olhando às opções, são fundamentais.

- Iuri é assim, é o pequeno génio que, quando inspirado (e mesmo não estando), ajuda imenso - não a resolver, porque isso fá-lo a Equipa - mas a desbloquear. Como ontem. Mais palavras para quê? É ver e rever que não cansa.
Voltei a gostar um pouco mais do Bulos, porque simplesmente continua a melhorar em alguns aspetos do seu jogo. Talvez isso ajude a explicar a insistência no sul americano - em detrimento do melhor jogador que é Schembri, apesar de diferente - a fazer os seus primeiros jogos na Europa, onde o futebol, e as defesas em particular, são bem diferentes dos campeonatos sul americanos. Conseguiu dar mais vezes jogável para os médios, seja no apoio frontal, seja na bola lançada em profundidade, conseguiu chegar mais vezes a tempo de o fazer. Não deslumbrou, mas melhorou, que é bem preciso. Na área, bem preparado o remate para o golo, na única chance que teve para o fazer. Frase batida, mas é à ponta de lança. Veremos nos próximos desafios, mas é certo que, pelo menos para mim, fez aumentar um pouco a curiosidade sobre ele e mesmo até onde poderá chegar.

- Mbala. Que desilusão, rapaz. Agora foram vinte minutos perante uma defesa com imensas dificuldades e com espaço para brilhar.

Com bola, a atacar, fizemos talvez o melhor desafio da época no Bessa. Boa e rápida circulação em muitos momentos, constantes linhas de passe ao portador da bola, quase sempre a melhor opção de passe a ser tomada. Mais uma vez, um sinal que torna evidente o excelente trabalho de todo o grupo.


Tranquilos. Confiantes. Com imenso tempo e boa disposição para prepararmos bem a próxima importante deslocação: Estoril. Todos à Amoreira. Isto é bom demais para se desperdiçar.  Continuemos a apoiar os nossos rapazes que bem merecem. O Clube merece.


Última palavra para a Fortaleza. Mais perto daquilo que somos. Bancadas bem compostas, apoio a condizer. Fácil, porque a Equipa assim o justifica e o jogo correu bem. Mas é bom, muito bom sentir toda a gente feliz.

Parabéns à família do jovem sócio mais antigo do Clube. Quatro gerações da mesma família a assistir ao desafio, é obra. Muito bom!


Força Edu!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Derbi




Bravo. Cheirou a Derbi, intensidade e rivalidade à antiga.

Custou imenso. Duro, não só pelo resultado pela involvência também, à semelhança do que nos aconteceu há três meses atrás. Não esmorecemos, estivemos lá para aplaudir os nossos, a marcar o território possível, de frente, olhos nos olhos com os do mercado. Lá estaremos em Moreira. É a vida. Lutamos, reagimos, unimos forças, não conseguimos vencê-los, com a certeza que haverá próxima. O "ides para a segunda" substituído pelo velhinho "sois uma rotunda" é um sinal que o regresso ao passado está mais perto. Não somos só nós que o sentimos, acredito, e as mãos no pescoço do Talocha, o pé em riste do Andrés, a perda de tempo no final de ambas as partes "que só os pequenos fazem", também o são. Não baixamos a cabeça, crescer é custoso, mas devemos ter um orgulho enorme em perceber que o caminho é este. Depois do inferno... como poucos sabem. Como eles não sabem de certeza.


Algumas notas:

Ideias claras de um lado e outro, do nosso suster a intenção de boa entrada do adversário; o Porto é forte sim, os argumentos são díspares, mas a real força deles está na defesa e na segurança depois da vantagem. O golo aos 7 complica, deita por terra parte da estratégia. Por nossa culpa, aquele erro não pode acontecer, muito menos quando se defronta equipas destas. Reagimos, não nos desorganizamos coletivamente, ameaçamos com dois pares de lances perigosos, um ou outro lance de bola parada, continuamos a mostrar dificuldades nos inevitáveis desequilíbrios individuais do adversário. 
Conseguimos discutir o resultado até final, à procura de um lance de inspiração ou sorte, forçamos uma expulsão, conseguimos melhor postura e fomos mais competitivos que num passado recente contra este adversário, à semelhança do último desafio com estarola. Insuficiente, como de resto também o fomos, no Bessa também, contra equipas do nosso campeonato, quando foi preciso ir à procura do resultado.


Santos foi surpresa no onze, exibição consistente na semana passada, inseguro na de ontem. Correção ao intervalo, com a agravante de já ter amarelo. Henrique para o lugar, exibição certa no regresso até ao pior momento. E ficamos com dois problemas, a lesão do Henrique, e Sampaio, que passou de titular para terceira opção.

Muito difícil colmatar a ausência de Idris no nosso meio campo, não só pelas suas caraterísticas mas também porque temos poucas opções para a posição. Pelos números é inegável (sem ele, 5 jogos e 1 ponto), num jogo destes mais ainda. Carvalho mais recuado, Carraça e Espinho a interiores acho que era do melhor que se podia ter feito, tendo em conta que é uma pena não termos um Tengarrinha a 200%  como já o tivemos. O melhor Tengarrinha seria quase certo titular no jogo de ontem. Carvalho a espaços, combinou as culpas diretas no golo com bons momentos, quer no desarme a médio defensivo, quer a criar perigo quando subiu mais um pouco. Carraça mostrou mais intensidade desde a última vez, falta saber se é para manter. Menos bem Espinho na missão mais ingrata, quase sempre com pouco tempo para ter a bola.
É raro mexermos no meio campo, ontem fizemo-lo e bem mais cedo, quando se optou por um jogo mais direto, tentando tirar partido da dupla Schembri/Bulos.

Do Bulos, um pouco do que se viu na semana passada, mas mais longe da área e mais atrasado que a maioria na discussão dos lances. É quando Schembri entra que criamos a melhor situação, pena não ter sido o peruano a finalizar. Bem lançado e boa entrada do Bukia.



Próxima jornada, muito simples: tudo a Moreira. Há que reagir, temos a vantagem de não ter que esperar por domingo, é já esta sexta 20:30h.



Força Boavista!



edit.

Ridículo aquilo que é dito pelo Porto, são cinco imagens que mostram, segundo eles, o "roubo" de ontem.
Dá para pensar: mas isto existe? Isto é real? Esta malta burguesa reclama mas porque acham mesmo que devem reclamar? Ou porque... sim? Recebem elogios dos comparsas, da carneiragem toda e isso faz bem ao ego? Será isso? Ou para não perder terreno em relação aos outros? É que... é tão baixinho.
Repare-se bem:
vitória do Sporting no Bessa pela margem mínima, queixas da arbitragem, BC a semana toda aos berros na cs, acabou multado.
empate na Luz, exposição do Benfica ao conselho de arbitragem.
Porto no Bessa, falta à conferência de imprensa em protesto com a arbitragem.
Afinal nós mandamos nisto. Tudo. Esta merda é toda nossa. Quer dizer, na verdade, eles todos devem concordar que a culpa não é nossa, portanto logo à partida estamos ilibados. Mas... não é estupidamente estranho? Não há aqui um padrãozito qualquer? Facilmente se chega à conclusão que os três grandes são, afinal, prejudicados. Imagino quando se defrontam, aquilo deve dar uma confusão nas leis...

Mas isto é tão ridículo que eu tinha vergonha que o meu Clube reagisse de forma algo parecida sequer. Facilmente e desde que haja vontade faz-se algo do género. Com imagens paradas? Pedi ao meu primo de oito anos, perito em ecrãs táteis, para me fazer algo do género. Eis:


Até o Jota, man? A sério? Quanto aos penaltys, nem dúvidas no estádio nem em casa, é ver as imagens video se for preciso e ter dois olhos na cara ajuda.

Isto é uma guerrinha e o resto são figurantes? Não entramos nesse filme. Eles que cresçam, não só na conta bancária mas no resto também.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A um!



Bem visível, no último sábado, os motivos que nos levam a estarmos a apenas um ponto da barreira dos 30, o que siginificará um upgrade aos objetivos. Mais que objetivos 'materiais', vulgo luta pela Europa, devemo-nos preocupar em fazer esse upgrade relacionado com os pontos. 30 já estão? Venham os 40.

No jogo de Santa Maria da Feira, salta à vista, mais uma vez, a organização e maturidade que a Equipa conseguiu alcançar em pouco mais de três meses. Podíamos até não ter conseguido chegar ao golo ou termos consentido o empate, mas... consistência, união e confiança é aquilo mesmo. Sempre mais perto de tirar alguma coisa da partida (e com uns 30 minutos iniciais bem mais mandões que o adversário), com aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos do jogo (porque os adversários tambem trabalham e jogam!) e, como já o disse várias vezes porque acho importante, cientes das nossas limitações (que as temos, não só no campo como no banco).

Individualmente, destaque para Bulos pelo excelente trabalho no lance decisivo. Já antes, também na cara do golo, boa cabeçada na pequena área. Fora dessa zona, voltou a revelar dificuldades, quer a vir buscar jogo ou de costas para a baliza adversária, quer a pressionar (bem e a tempo) a primeira linha do Feirense. Foi importante nas bolas paradas defensivas, talvez um dos motivos que o manteve em campo até ao final, em detrimento de Schembri. De qualquer forma, intenção de movimentações diferentes do habitual titular abonaram em seu favor e, claro, da Equipa.
Titularidade de Carlos Santos algo surpreendente, com Henrique já recuperado. Justa, como o próprio fez questão de provar dentro do campo. Um ou outro erro, muita concentração e alguns lances de perigo evitados.
No resto, o habitual: organização e critério de Espinho, posicionamento e consistência de Carvalho (voltou a estar em bom plano), esforço enorme dos três do meio campo.
E depois a paragem cerebral do nosso Capitão. Acontece e, como se viu, acontece aos melhores também. Mas não devia. Fazes falta, logo agora.
Na baliza, mais que confirmado: Vágner é, e bem, o dono do lugar. Seria uma excelente contratação para a próxima época.


Tínhamos falado na antevisão da partida que, em caso de vitória, tudo seria bom demais e sempre da forma como somos mais fortes, todos juntos. Sem palavras, foi mesmo isso.

Preto e Branco são
As cores do nosso Amooor.



Domingo, na busca dos três pontos, a um do objetivo. Mais uma final, diferente da última, diferente das demais, diferente de tudo o resto. É o jogo. É a Invicta. São os amigos e as discussões, o ego e o orgulho. O dia que não se dorme, o jogo que começa umas hor... já começou! É único. É o Derby. Venham eles.
Amanha a antevisão do Clássico, já a afinar a voz e de cachecol ao pescoço.




Força Edu!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Mini-Bessa


Enjoy! Mini-Bessa. Absolutamente fantástico.

Parabéns a estes incríveis adeptos!

Obrigado ao Tiago Quintela pela partilha.



Força Edu!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Venha o Caneco II

(problemas no Blogger impediram que saísse o post do primeiro jogo no domingo. Achei melhor publicar na mesma hoje - já que estava feito - num dois em um. Desculpem lá a extensão).


Paços - Boavista

Afro King Warriors Show: the beginning


Bom teste para o que aí vem, mais um jogo em que damos bons sinais daquilo que poderemos vir a fazer quando for a doer (ou a valer pontos, já que ao Bukia, Luisinho e Lima, ontem já deve ter doído e bem). Mostramos evolução em relação ao passado recente, à época passada principalmente (enorme diferença se nos lembrarmos deste mesmo torneio na primeira edição...), mas também comparando com o desafio em Matosinhos. 

Bem evidentes as boas indicações do coletivo do jogo de há uma semana. Repetindo das notas de então: "Ligação entre os setores, preocupação em oferecer linhas de passe ao portador da bola, o que resulta num jogo mais pautado e de melhor posse; pressão organizada sempre que possível, dos mais defensivos mas não só".  Conseguimos estar por cima na primeira hora de jogo, mais dominadores e perigosos na primeira parte, acabando por se fazer justiça nos penaltis. Mesmo na fase de menor fulgor, não deixamos de procurar o ataque e de sermos seguros na retaguarda. Temos razão de queixa da arbitragem, julgo que teríamos bem mais hipóteses de ter resolvido o jogo nos 90', houvesse algum travão ao jogo faltoso (e perigoso) do adversário.


Individualmente:

- Temos Gideão para dar luta ao Mika pela titularidade, mais do que alguém o conseguiu fazer na temporada passada. Revelou segurança no jogo aéreo e à vontade a jogar com os pés, pelo menos nesses aspetos poderá estar em vantagem. Tranquilo no pouco trabalho que teve entre os postes. 
- grande parte do domínio deveu-se à eficádia de Gabriel e Idris na zona intermédia, confirmando-se maior mobilidade (bem coordenados e a chegarem com segurança mais à frente), ambos em muito bom nível no desarme e antecipação.
- Sampaio e Henrique são aposta para a defesa por enquanto, contribuindo também para esse maior fulgor do meio campo defensivo. Sampaio vai confirmando a boa forma, Henrique vai trazendo algo mais positivo. Veremos os próximos tempos, mas é bom poder começar desde já a engrenar uma dupla. E ainda falta Vinicius.
- Samuel Inkoom outra vez titular (provavelmente Mesquita lesionado) e outra vez a mostrar alguns problemas defensivos (alguma imaturidade na abordagem a alguns lances?). Com bola, ficamos a ganhar milhões, quer na circulação, quer a explorar o corredor direito.
- Afonso a aproximar-se dos níveis da temporada passada. Classe. E à frente na luta pelo lugar.
- Claras mais valias nos extremos, Luisinho e Bukia na linha dos últimos jogos amigáveis, veremos como ainda crescem nos próximos tempos. Para já, tanto a dinamizarem no último terço em ataque organizado como a lançar o contra ataque.
- Uchebo foi utilizado no eixo do ataque (onde já jogou Zé Manuel e falta Uche se estrear), estando bem na sua função (à Uchebo), ganhando bolas para os companheiros, beneficiando também do melhor apoio que conseguimos dar ao ponta de lança, tornando o seu jogo mais consequente e útil para a equipa.



Boavista - União da Madeira


 Afro King Warriors Show: the apranchamento to the trophy

Como se esperava, um onze diferente do desafio com o Paços, um misto de potenciais titulares com algumas opções ainda em fase de 'testes'. O sistema foi o mesmo que nos quatro jogos anteriores, o que já se pode chamar de nosso sistema base: dupla de médios à frente do quarteto defensivo (sem trinco declarado), terceiro médio mais à frente, dois alas e ponta de lança. Únicos repetentes no onze em comparação ao dia anterior, Inkoom e Sampaio.
Mesmo com maiores dificuldades em desequilibrarmos no ataque, conseguimos controlar a primeira parte, na maioria do tempo por cima no jogo. Entramos bem, pressionantes, fomos perdendo fulgor até ao lançamento de algumas das peças que tem estado em maior destaque nesta pré-época. E assim vencemos.


Algumas notas:

Os problemas no ataque deveram-se sobretudo às opções iniciais, com mais dificuldades no poder de desequilíbrio e mesmo na consistência do nosso jogo.
- Pouga com funções idênticas às de Uchebo no sábado: igualmente forte nas bolas aéreas, a conseguir dar algum jogo ao apoio do meio campo e alas, útil igualmente nas bolas paradas defensivas. No resto, aplica-se o que já foi dito sobre ele: pesadão, dá imensa luta, algo prejudicado pelo tipo nosso tipo de jogo. Veremos se se pode tornar mais útil.
- Em bom plano a nossa dupla de meio campo, Tengarrinha e Anderson Carvalho, parecem também ir aquecendo os motores. O português regressando ao patamar que nos habituou, o brasileiro continuou a melhorar o seu jogo, sobretudo na intensidade. A chegar mais vezes perto da bola, a conseguir matar algumas jogadas e a lançar outras, mantendo o que tem de melhor, a lucidez no passe. Gostei, principalmente na segunda parte. Na primeira, é quase impossível fazer algo mais, com Ancelmo como terceiro médio.
- Na lateral esquerda tivemos Correia, também ele a melhorar, mais perto do que de bom mostrou no início da época passada. Atrás de Afonso talvez pela menor segurança defensiva que oferece para já, na minha opinião. Mas vai ser uma luta intensa, não duvido. Alex Jr jogou na ala, depois do que mostrou em Gondomar. Não desequilibrou, revelou dificuldades no posicionamento (claro, não só pela inexperiência mas tambem dado o pouco entrosamento com o lateral).
- Na direita, boa estreia de Tiago Mesquita na segunda parte. Esteve seguro a defender, muito certo nas ações, poucas oportunidades para subir na lateral.
- Léo razoável, talvez um pouco melhor que nos últimos jogos, mas ainda muito à sua imagem. Inconsequente vezes a mais. Sente-se melhor quando tem oportunidades de lançar ele o contra ataque em drible e velocidade, continua algo complicativo em tudo o resto.

Nota final para as bolas paradas, englobando os dois desafios. Continuamos a mostrar melhorias, sobretudo na marcação, conseguindo criar mais perigo. Mesmo nos livres diretos à baliza, como foi exemplo o grande golo do Tengarrinha.


Há um ano, a propósito deste torneio, discutiu-se aqui que foi positivo reencontrar duas equipas de Primeira (Setúbal e Paços) e não perder nenhum desafio.
Desta vez mantem-se a onda positiva, e nem tanto pela mera conquista do caneco, mas sim por aquilo que a equipa mostra, a evolução que teve, a auto confiança que revela, as melhores opções, e o espírito de grupo que parece intacto e se mantem forte.

Em grande os festejos no final com os adeptos. Uchebo e Pouga a entregarem em mão o troféu aos adeptos, o clã africano com o placard de promoção, os cânticos com os Panteras. Todos juntos que vai ser preciso para o que aí vem, tudo menos fácil. 

Força Boavista!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Teste em Gondomar



Segundo jogo no espaço de 24 horas (até menos), terceiro em quatro dias.

Mais que um treino de afinação ou de ganho de rotina, deu ideia que foi sobretudo um teste para se perceber quem está mais perto de saír do plantel ou até em melhor posição para lutar por um lugar nos titulares. Onze idêntico ao da última meia-hora em Matosinhos: Tengarrinha na direita (Mesquita ainda não estará a 100%, o que é uma pena), Hackman e Santos, Afonso (Alex Jr); Idris e Anderson, Ancelmo mais à frente, ataque Zé (Uchebo), Léo e Pouga.

Basicamente o jogo foi controlado por nós, uns momentos melhores que outros, só permitimos perigo junto a Mika nos últimos cinco minutos. Muita coisa 'emperrou' mas, como disse acima, julgo que era importante perceber que opções podem contar mais.


Individualmente:

Começar pelo pior: a lesão do Afonso. Assustou o aparato e a forma como é pedida a substituição, vamos esperar por notícias. Nem é bom pensar no pior (parece-me mais à frente na luta pela titularidade do que Correia). Alex Jr foi a opção (jogou uns 70 min), algumas dificuldades no pouco trabalho defensivo que teve, foi a atacar que se destacou. Enquanto lateral conseguiu subir e cruzar, depois da entrada de Correia desequilibrou como ala. Curioso, mas pode fazer pensar duas vezes acerca do futuro, ou se perdemos um lateral e ganhamos um extremo.
Hackman cumpriu e também mostrou que, dos centrais, é o que parte mais atrás. Um salto do terceiro escalão - como bem sabemos por experiência própria - faz com que precise mais de tempo que todos os outros. Veremos como está Vinícius e que prazo tem a lesão de Ervões para se perceber o que pode ser feito acerca do seu futuro.
Pouga está nos golos, ambos de cabeça, na pequena área e através de pontapés de canto. Em tudo o resto, ponta de lança pesadão, que joga com o físico e com ele tenta dar luta às defesas, bola mais puxada é dos defesas. É certo que a equipa não ajudou, mas em tudo o resto foi pouco eficaz. Poderá ser útil noutros momentos noutro tipo de jogos? 
Ancelmo não dá, pouco mais além de pormenores de um brasileiro com bons pés. Sem dúvida, a posição em que precisamos de reforço.

Idris mais móvel e em bom plano, Santos (tanto passe desmedido) e Tengarrinha a cumprirem, Léo e Carvalho a melhorarem um pouco em relação aos últimos desafios.
Samú pouco tempo e espaço, não conseguiu pegar no jogo, assim como Abner (que entrou para ponta de lança, poucos minutos).


Mesquita, Vinícius e Uche, vamos lá ver para o fim de semana. Torneio Capital do Móvel, bom teste contra o Paços (sábado às 20:30, em Freamunde), domingo à mesma hora em Paços de Ferreira.


Força Boavista!

Segundo Jogo



Mais um amigável de pré-época (menos para o Sampaio, pouco dado a essas cenas de amizade com adversários), mais um jogo para crescermos, ganharmos rotinas e corrigir erros tão típicos desta fase da temporada. Menos afoitos que no sábado, entramos idênticos na formação (dois médios à frente da defesa, Tengarrinha no lugar de Idris e Uchebo no de Zé Manuel).

Jogo com três 'partes': primeira meia-hora, mostramos um pouco do que de bom fizemos em Matosinhos, ao nível do coletivo e circulação de bola, ficando por cima e a jogar no meio campo adversário. Tentativa de sermos mais consequentes no último terço e no espaço entre linhas, entre a defesa e o meio campo defensivo contrários. Durou pouco, verdade, desligamos no último quarto de hora da primeira parte. Perdemos o equilíbrio e lucidez no meio campo (Gabriel e Tenga em bom plano até aí) com a linha defensiva, voltamos a sentir dificuldades para dar sequência à posse de bola quando pressionados e quando precisamos de explorar e descobrir espaços no último terço.
Últimos dez minutos, já com as alterações e graças a elas, voltamos a controlar e a conseguir criar algum perigo.


Algumas notas individuais, dos novos e não só:

Restam poucas dúvidas que Bukia irá ficar no plantel, falta saber quanto e como vai crescer. Voltou a mostrar bons pormenores, rapidez e aptidão para a marcação de bolas paradas. Vinte anos, duas semanas na Equipa... promete.
Olha-se para ele e parece demasiado pesado (vá, gordo!) para a posição. Puro engano, pelo menos ontem. Pela amostra, Gideão está aí para lutar com o Mika pelo posto. Duas defesas de grande nível, outras três intervenções em que mostrou segurança. 
Inkoom e Henrique de novo titulares na defesa, se bem que num patamar mais baixo que no sábado. O ganês teve dificuldades quando foi mais posto à prova, falhando algumas antecipações e pouco arriscando no seu corredor. O central com uma ou outra falha (segundo jogo desta dupla...), revelou eficácia no jogo aéreo, mesmo quando foi preciso encostar no avançado de costas para a baliza.
Gostei 'deste' Sampaio. Mostra confiança, é dos primeiros a berrar (no bom sentido) com os companheiros, nestes dois desafios não perdeu um lance de antecipação. Evidentes melhorias, veremos como vão ser os próximos tempos.
Meio campo da primeira meia hora: Tengarrinha e Gabriel em bom plano até aí, Diego Lima a ser o Diego Lima que precisamos... a espaços. Algo intermitente no jogo, dinamizou no último terço, descobriu espaços e ofereceu linhas de passe até desaparecer, dez, quinze minutos a vinte metros da bola. Reaparece e... outra vez o mesmo. Está no bom caminho, veremos como consegue estabilizar o seu jogo. Claro, volto a dizer, precisa[mos] de concorrência para o lugar. Samú é dali mas é diferente, outro estilo e rapidez (e até entrou bem).
As entradas de Idris, Afonso e (mesmo Léo, desta feita um pouco mais produtivo) coincidem com as melhorias na parte final e não foi por acaso. Mais confiantes e identificados com a Equipa, a conseguirem estabilizar um pouco mais o nosso jogo.
 


Teste para crescer e venham mais. Gondomar, hoje às 17h.


Força Boavista!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Derrota na despedida

O último do Capitão!

Garantimos o 13º lugar, no mínimo, ainda com hipóteses de subir uma posição, vencendo o Estoril por qualquer resultado que não o 1-0.

Facilitismos só o que se justificava, Tengarrinha fora das opções, regresso da dupla afro do meio campo em jogos no Bessa e inédito quinto jogo consecutivo de Lima como titular.

Até foi com Fary que estivemos melhor no desafio, em toda a primeira parte. Mesmo dividindo o jogo, conseguimos ser mais perigosos e rondar mais o último reduto adversário. Lance mal resolvido na nossa área na origem do único golo da partida, algo injusto a ida para o intervalo em desvantagem, dadas as escassas chances de golo.
Segunda parte e já com Uchebo, tivemos dificuldades em esticar o jogo, em instalarmo-nos no meio campo contrário e conseguir alguma circulação de bola rápida e com qualidade. Ainda se conseguiu criar alguns lances de perigo, mas nunca incomodando em demasia ou fazendo muito por desestabilizar a povoada defesa contrária. As opções não resultaram, o pouco tempo útil desta segunda parte e a falta de eficácia num ou noutro lance ajudaram à festa.

Sendo sempre desagradável perder, dá ideia que tiramos um pouco o pé do acelerador nesta ponta final, não mostramos a concentração nem motivação habituais, talvez pela pouca necessidade dos pontos e depois de uma semana provavelmente atípica no que toca à preparação para o desafio. A juntar a isso, um adversário com qualidade e ainda necessitado de pontos...



Algumas notas:

- Pode-se chamar de desinspiração coletiva, principalmente na segunda parte. Lima voltou a esconder-se demasiado cedo do jogo, Uchebo e Brito com dificuldades perante a constante superioridade numérica do adversário, Idris e Reuben eficazes a destruir nem tanto com a bola nos pés, Cech também quase irreconhecível.

- Pela positiva, os centrais, principalmente Carlos Santos. Em bom plano, bem no timing de entrada à bola e a limpar a sua zona. Aaron não tão bem, sendo o principal culpado no lance do golo, acabou por fazer algumas boas intervenções e com a impetuosidade que lhe é caraterística. 

- O Nacional não é isto, quero acreditar nisso. O antijogo foi um exagero que nem alguma extrema necessidade pelos pontos pode justificar. São profissionais e aquilo fez lembrar o terceiro escalão. Não pode.

- Tivemos azar com o adiamento do desafio, domingo às 18h teríamos certamente maior moldura humana e talvez fosse possível outra... disposição e outro tipo de apoio. Exemplar a postura dos Panteras Negras, esses sim, de início ao fim, a apoiar incondicionalmente. A festejar, que o dia era mesmo para isso, a puxar pela equipa e pelo resto do estádio, mesmo sem sucesso.
Para a semana temos que compensar. Mesmo longe, despedirmo-nos dos nossos rapazes em grande. Todos merecemos.

- Invasão pacífica, naturalíssima, ainda para mais em clima de festa. A multa, ou o valor da multa, é completamente ridículo, por exemplo, quando comparado com a aplicada aos responsáveis pelos recentes estragos em Guimarães. Enfim, é o que temos. Em teoria, o que se passou no Bessa tem quase metade da gravidade do que aconteceu em Guimarães.

- Momento do jogo foi também um dos momentos do ano. Fary, claro. A melhor notícia é que vai continuar connosco, mesmo fora da função que Petit desejaria.



Força Boavista!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Empate em Arouca



Oitavo ponto fora de casa, décimo jogo sem perder contra adversários com os mesmos objetivos que nós (ou para sermos mais justos, uma derrota em doze desafios, contando com o Moreirense...).
Na classificação, temos ainda hipóteses de chegar ao 12º, dependendo apenas de nós para tal (fazer igual ao Estoril na próxima jornada, ganhando-lhes na derradeira jornada).
Estamos pontualmente mais perto do último lugar europeu (6º a 10 pontos) do que do primeiro que dá descida (17º a 11). Quem diria?

Abordamos este desafio à semelhança do que havíamos feito no último jogo fora, em Alvalade. Idris e Reuben como médios mais defensivos, Lima e Cech mais à frente; no ataque, alas para Zé e Uchebo.
Voltamo-nos a dar bem com este sistema, que parece defensivo mas não o é, ainda que mais vocacionado para o momento sem bola. Um género de 442, mas que na prática torna-se 424 quando atacamos. A defender, povoamos o meio campo formando um quadrado no miolo mais os alas a fecharem as laterais.
À exceção dos primeiros 5 minutos (em que estivemos perto de sofrer), controlamos toda a primeira parte e, apesar de pouco rematadores, fomos a equipa com mais bola, mais ofensiva e perigosa.
Na segunda parte tivemos mais dificuldades em saír a jogar e, nos últimos dez minutos, em afastar o jogo da nossa grande área. Acusamos talvez maior desgaste que o adversário (que fez mais pela vida nesta fase do encontro, que bem precisavam), as substituições também nos tiraram algum fulgor (dois jogadores que há alguns meses não competiam). E, há que o dizer porque foi bem evidente, empurrados pelo senhor do apito.
Ainda assim, nunca nos deixando sufocar e espreitando o contra ataque, criando a melhor situação de golo da segunda parte.


Algumas notas:

- Desta vez jogou os 90 minutos, talvez o melhor jogo completo que fez com a nossa camisola. Acho até que esta insistência em Diego Lima, nesta fase final da época (mesmo tendo em conta que só agora é possível...), será também uma hipótese para o brasileiro justificar a aposta na próxima. Incomparavelmente mais intenso nas disputas de bola, raramente se escondeu do jogo, procurando e oferecendo linhas de passe em zonas recuadas para organizar o ataque. Contribuiu para a boa circulação de bola que se fez (a espaços), tentou por diversas vezes fazer uso da capacidade de desmarcar os colegas. Vamos ver como estará nos próximos dois desafios.

 - Exibição segura de Mika fora dos postes (a resolver à força se for preciso, sem hesitações), soberbo entre deles. Não é de agora que os nossos guarda redes mostram evolução, a razão só pode ser Alfredo. 

 - Wei e Correia de regresso. O brasileiro não conseguiu mostrar aquilo que é realmente forte, a velocidade, algo compreensível depois de meses sem competir. Sacou um bom cruzamento que quase dava golo do Zé. O chinês à sua imagem: muito mexido e lutador, tentando rapidamente a desmarcação. Interessante como dá luta nas bolas aéreas, mesmo com pouca estatura. O nosso remate mais perigoso vem do seu pé direito, à barra (depois de uma boa jogada do Lima).

- Bom jogo de Idriss (desta vez a 'exagerar' nas melhorias com bola, até fintas conseguiu meter), assim como da dupla de centrais, certinhos quer na antecipação quer a limpar nas zonas perigosas.
Mais um para a lista de Afonso. Desta vez com poucas aventuras no ataque (à semelhança de Beck), cumpriu bem a defender o mais perigoso do adversário.


Em suma, não sendo brilhantes nem fazendo um jogo muito conseguido, fomos mais uma vez competentes e consistentes o suficiente para somarmos mais um ponto fora de casa e alcançarmos, pela segunda vez esta época, a marca de três jogos sem derrotas.
Podem ouvir aqui as reações na sala de imprensa, fruto do trabalho da Rádio Portuense:
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-alfredo
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-mika


Para a semana, sonho seria ver o nosso Bessa cheio com os nossos adeptos. Celebration! Bem merecemos. 18 horas de domingo, é marcar na agenda.



Força Boavista!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Boavista de Primeira



O que sabíamos há algumas semanas - e confiávamos à meses - confirmado agora pelos números. Três jornadas - as primeiras - menos de um mês (27 dias para ser exato) foi o tempo que estivemos abaixo da linha de água. Brutal, tendo em conta as condicionantes e aquilo que o mundo futebolístico nos vaticinava. 
Na tabela, dependemos de nós para subir um lugar, podendo a classificação final oscilar entre o 9º e o 16º lugar.


Este desafio com o Moreirense espelha um pouco a época que fizemos: evolução contínua, atitude e competência dentro das quatro linhas, apoio incondicional fora delas.
Dizia na antevisão à partida que seria bom mantermos a eficácia defensiva que temos mostrado nos últimos tempos, acrescentando melhorias no setor ofensivo. Foi isso mesmo, um género de upgrade em relação ao último desafio, mesmo sem mudanças no onze. Frente a um adversário de valor, que se apresentou no Bessa para discutir o resultado e os três pontos, soubemos ser afoitos no ataque, adaptamo-nos bem aos momentos do jogo, conseguimos ser eficazes na circulação de bola e seguros sem ela.


Algumas notas:

Fruto da evolução - de forma mais evidente desde o meio da primeira volta - melhoramos na consistência, o que nos permite apresentar um meio campo mais vocacionado para a posse de bola e, noutros casos, conseguir esticar o jogo como nos convém. Dois fatores que mais contribuem para esse facto: a evolução de Idris e a inclusão de Aaron no eixo defensivo.

- Confirma-se que o gabonês é um bom reforço e pode ser importante para o futuro. Continua prático, varrendo a zona sem contemplações, usando e abusando do poder físico, forte no jogo aéreo e na antecipação. É-nos útil não só no centro da defesa, mas também permitindo ao meio campo outro posicionamento e outras preocupações que não a proteção ao eixo central em exclusivo. Melhora jogo para jogo, e talvez tenhamos aqui um bom reforço para a próxima temporada, num setor que foi o que mais dores de cabeça nos deu ao longo da temporada.

- Idriss. Manteve, ao longo da época, a aptidão para o desarme, fazendo da estatura e poderio físico a sua principal arma. Foi-nos particularmente útil nesse aspeto, como a equipa precisava. Tem dificuldades com a bola nos pés, pagamos caro alguns erros individuais, mas também aí foi melhorando, sobretudo nesta segunda volta. Domingo teve o prémio merecido (e que já ameaçava), a ajudar até a algum reconhecimento que nunca lhe foi dado pela maioria dos adeptos. 

- Lembro-me de no jogo da primeira volta, em Moreira, ter referido que as bolas paradas, por si só, ganham pontos, havendo jogos que se decidem consoante a eficácia nesse tipo de lance. Curioso que nos dois embates com os Moreiras foram marcados cinco golos, sendo quatro deles de bola parada.
Fomos inconstantes ao longo da época neste aspeto, melhorando num ou noutro desafio (Guimarães e Belenenses no Bessa, Penafiel fora, por exemplo), mas, na maioria das vezes, estivemos mal. Quase sempre pela bola mal batida, nos cantos e livres. Domingo fomos implacáveis.
Defensivamente, melhoramos nestes lances desde o início da segunda volta, em que mudamos a forma de os defender. Sem dúvida para melhor, apesar do golo sofrido no domingo.

- Momento Farygol. Bota lágrima nisso. Eterno. Não há palavras. 

- Claro que é óbvio. Depois do trabalho feito esta temporada, não há motivos para mudar. Também Petit precisou de evoluir, mas foi aqui - na aposta nesta equipa técnica - que começamos a ganhar a época.


Próximos tempos falaremos da temporada que está a acabar, histórica na vida do Clube. E da nossa, Adeptos.


Abraço a todos os Boavisteiros! Estamos de parabéns.

Próximo objetivo: invadir Arouca.


Força Boavista!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A zeros





Jogo de merda. Frio e insípido. Poucos lances de perigo, muita luta, receio - mesmo de quem já tem pouco a perder - a tolher os movimentos.
Atingimos a barreira dos trinta, se bem que na prática barreiras foram as que ultrapassamos ao longo da época e que nos faz saír frustrados desta jornada por não encurtar distâncias para o 12º. Sete pontos de vantagem para a linha de água e a certeza que o lanterna vermelha não nos alcançará. Preocupações continuam a ser poucas, menos ainda se a lógica estarola imperar nas próximas jornadas.


Segundo jogo em casa sem molhar a sopa e não é por acaso. À semelhança do jogo com o Marítimo (mesmo falando de equipas com diferentes argumentos e objetivos), encaramos talvez o adversário mais defensivo desta época no Bessa, expectante e mais pragmático na procura do ponto. Resultado: dificuldades quando nos obrigam a pegar no jogo com as equipas já encaixadas, a atacar sim mas sem surpreender, a ter que encarar nos olhos a cautelosa defesa contrária sem expormos em demasia a nossa. Ou em ficar claramente por cima do meio campo contrário, sem o nosso oferecer segurança à sua defesa.
Preparamo-nos melhor, dada a inclusão de Lima (surpresa ou nem tanto, olhando ao que fez na primeira parte em Alvalade) e Tengarrinha (com Reuben no banco), numa tentativa de um meio campo menos físico e mais vocacionado que o habitual para o momento da posse de bola. Mas não chegou, como não chegaram as alterações durante o desafio.


Entramos bem, a nossa melhor fase: dominantes no meio campo, conseguimos ter iniciativa, variamos rápido e bem o foco de ataque, ganhando segundas bolas bem à frente e, mesmo sem criar grandes situações de golo, fizemos com que o perigo rondasse a área contrária. Quinze/vinte minutos, foi o tempo que durou até o adversário acertar marcações, encostar nos avançados e nós deixarmos de ser ativos e acutilantes no ataque.
Segunda parte, mesmo conseguindo ter mais bola e não nos deixando surpreender em qualquer contra ataque, faltou-nos rapidez nas movimentações, no transporte e na circulação de bola, e sobretudo soluções no último terço. Não conseguimos desestabilizar a defesa contrária, nem com mais pernas (e cabeça) no meio campo depois da entrada de Cech, nem com uma maior referência para o jogo direto como tentou ser Bobô.

Jogo cinzento, uma oportunidade flagrante para cada lado e de bola parada diz bem o que isto foi.
Dada a envolvência e expectativa em carimbar o objetivo podendo subir na tabela - mesmo ficando em vantagem no confronto direto com este Vitória - o ponto sabe a pouco. Fraquinho.


Algumas notas:
  
Lima. O principal problema voltou a ser o mesmo: desaparece demasiado cedo do jogo, não se adapta aos momentos menos bons e acaba a não chegar perto da bola. Esteve bem quando estivemos melhores, teve iniciativa e foi prático tentando arranjar soluções no ataque, fazendo até por aumentar a intensidade quando sem bola (foi o primeiro e único a ver amarelo por falta cometida), mas contribuiu pouco e durante tempo a menos. O jogo demasiado interior de Brito não ajudou, resultando num emaranhado de pernas à sua volta.
Melhoramos, claro, com Cech.  

Mais um jogaço de Afonso. A mesma fibra e força nos duelos individuais, seja pelo chão (excelente no timing do carrinho, acabando quase sempre em bola ganha) ou pelo ar (impressionante como raramente perde um lance aéreo). Tentou subir pelo corredor, fê-lo bem na maioria das vezes.

De novo nota positiva para Aaron. Sempre concentrado e com o descomplicador ligado, limpou tudo que lhe chegou perto e ainda teve tempo para fazer dobras a Beckeles e Carlos Santos.
Beckeles (se bem que com dificuldades na segunda parte), Idris e Tengarrinha também com exibições positivas ajudaram à consistência e ao ponto conquistado.
No oposto, Brito, Zé e Uchebo desinspirados e pouco consequentes no ataque.



Quatro jogos sem vencer, a um da nossa pior série. Para a semana não pode falhar. Exibição, resultado e apoio. E manutenção. 


Força Boavista!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Derrota em Alvalade


Como se dizia no último post, seria importante "deixar boa imagem e discutir o resultado", algo que, mesmo com a derrota no bucho, foi conseguido. Não esquecendo que defrontamos uma equipa com o acesso [quase] garantido à Champions na próxima época, continuando nós a evoluir e subindo a montanha desde o terceiro escalão.
Na classificação, o maior dano foi o afastamento do 12º classificado, agora a 5 pontos; abaixo de nós, vimos Arouca e Gil aproximarem-se, este último na linha de água a 9 pontos (+1 do confronto direto). 

Admito que torci um pouco o nariz quando vi o onze alinhado por Petit: desfeita a dupla de cobertura habitual com a saída de Reuben (dado o adversário, não esperava), entrada de Cech e Lima, Léo a acompanhar Zé como jogadores mais ofensivos, nada de Dias+Beck nem... avançado centro. E confesso que temi o pior quando vi aquele golo ainda antes dos vinte segundos.
A verdade é que logo nos momentos seguintes se percebeu que sabíamos ao que íamos, que iríamos dar luta ao adversário e dispostos a defender sim, mas também a espreitar as saídas para o ataque de forma menos direta e mais apoiada que o habitual.
E foi esta a toada da primeira parte. Bem posicionados sem bola (com Idris a poder recuar para juntos dos centrais quando necessário, e Tengarrinha em bom plano, atrás da linha de quatro médios, a servirem de primeira pressão), concentrados e a fechar bem os espaços para a nossa baliza, quase impedimos lances de perigo perto da área. A par desse acerto, fomos objetivos e conseguimos algumas boas saídas para o ataque, ora aproveitando as desmarcações de Léo e Zé, ora tirando partido da maior proximidade dos nossos jogadores. Mais remates (e mais perigosos) e menos faltas cometidas ao intervalo. E com os onze.
Com a alteração no adversário (dada a expulsão), fomo-nos mantendo confortáveis no jogo e a melhorar, se bem que menos afoitos nas saídas. Linha defensiva um pouco mais subida, Idris e Tengarrinha mais pressionantes, mais espaço para lançar os contra ataques, defensivamente apenas permitindo uma entrada perigosa na grande área. À semelhança dos últimos desafios, sofremos o golo num momento em que estavamos a controlar e a crescer para o jogo (já com Brito em campo). Voltamos a reagir bem, mesmo obrigados (dada a superioridade numérica...) a pegar na bola e a atacar o adversário de frente (já com Uchebo e sem Lima), conseguimos criar alguns lances perigosos e uma grande oportunidade não finalizada por Uchebo.



Algumas notas:

- Estreia de mais uma dupla de centrais. Aaron voltou a estar bem, bons desarmes e forte no jogo aéreo, continua a evoluir na equipa. Já o brasileiro mantém os sinais de intranquilidade e falta de confiança, a que tem demonstrado desde que perdeu a titularidade. Tem culpas nos dois golos: algum azar à mistura no primeiro (mesmo após o desvio de Idris, tem que limpar aquela bola), a dormir no segundo e a colocar Slimani em jogo. Nem tudo foi mau: alguns bons lances de antecipação e, sem dúvida, a fazer esquecer o problema de lentidão que tantas vezes nos deparamos no nosso eixo defensivo. E isso, em muitos momentos, é positivo.

- Boa primeira parte do regressado Diego Lima. O problema é mesmo esse: primeira parte. Desapareceu do jogo quando este lhe reservou as melhores condições para ele poder contribuir. Enquanto durou sacou faltas, apareceu para rematar (mesmo mal nesse aspeto), ajudou a equipa a esticar-se.

- Afonso. O nosso primeiro sinal de perigo veio do seu pé esquerdo, o que mostra também a maior propensão que vai tendo a subir no corredor. Não se ficou por aí, foi tapando um e outro perigo que lhe surgia pela frente. No golo decisivo, viu-se 'obrigado' a dar espaço para o cruzamento, visto estar em situação de dois para um (Brito a fechar demasiado dentro, o que quase não tinha acontecido até aí). Mesmo com Correia a regressar, de temer o pior daquela lesão. Esperemos que recupere e rápido.

- Bom jogo do Zé, o nosso avançado mais perigoso. Iniciou e finalizou a jogada do golo, esteve bem (melhor que Léo) quando foi preciso defender, incansável a desmarcar-se no ataque. Léo mostrou porque está atrás dos outros avançados e porque precisa mais de evoluir. Tem rapidez e técnica (talvez como nenhum outro), falta-lhe eficácia nas ações, perder menos vezes a bola, jogar simples quando não pode complicar. Mas exibição positiva, sem dúvida: está no golo e na expulsão.

- Enganamos toda a gente nas bolas paradas. Temos gajos altos e fortes, úteis no jogo aéreo; temos bons marcadores, como Tengarrinha ou Cech, mesmo Zé Manuel naquele remate à barra. Mas não conseguimos ser perigosos. Aposto que faz soltar vários "foda-se!" a cada um de nós logo após a cobrança de cantos ou livres perto da área. Foda-se! Nem tu, Cech... Foda-se! Enerva.

- O nosso melhor, Tengarrinha. Incansável, bem a cobrir o espaço central, foi útil no momento defensivo e quando foi preciso pegar na equipa (sem Lima, com meio Cech e a precisarmos de arranjar soluções no último terço) tentou fazê-lo com aquele espírito que lhe reconhecemos, o mesmo que aos 80 minutos faz com que seja o primeiro a pressionar Patrício ou a saír rápido oferendo linha de passe nos contra ataques. Mais um enorme jogo do hoje Capitão.

- Por último, expulsão do Sampaio é ridícula. Pela infantilidade no primeiro amarelo, pela estupidez do segundo. A obstrução com o braço é tão violenta que faz com que o adversário se mantenha normalmente a discutir o lance com outro jogador. A pedido, como que a lembrar que jogavamos em casa de um estarola. Assim como acabar o desafio ao segundo minuto de compensação, após uma assistência a guarda redes e quatro substituições. Não foi por aí, mas há que o dizer dada a evidência.


Resumindo, resultado sabe a pouco e julgo que isso diz tudo acerca da nossa prestação. Mantivemos a atitude e fomos minimamente consistentes, mesmo com alterações em metade do onze. Não conseguimos pontuar, mas mostramos evolução em alguns aspetos e conseguimos deixar uma imagem diferente comparando com jogos em casa dos primeiros classificados.


Para a semana não há desculpas. Temos que estar em grande, como um só. No campo, na bancada, todos juntos para arrumar a questão de uma vez por todas.


Força Boavista!

domingo, 12 de abril de 2015

Derrota no Bessa



Estava com um bad feeling para este jogo, daquelas cenas que não se explica nem sequer se percebem muito bem mas estranhamente se sentem. Dá ideia que algum tipo de anti ciclone paira sobre o Bessa e sobre todo e qualquer humano equipado de xadrez quando estes bananas nos visitam. Primeira parte amorfa, encostamos o adversário depois de sofrer o golo, desperdiçamos como nunca o havíamos feito esta temporada, sofremos um golo do meio campo. Há dias assim, ultimamente raros e ainda bem.
Terceiro jogo em casa sem marcarmos, Marítimo junta-se ao estarola vermelho e a Paços nas equipas contra as quais não conseguimos evitar a derrota. Pior: 0-6 nos dois jogos. Longe!

A rede de segurança permite-nos encarar a derrota com relativa tranquilidade em termos de classificação. Os três últimos perderam, vantagem de dez pontos sobre a linha de água (com 18 em disputa...).



Apesar da melhor entrada e com maior iniciativa, equilíbrio a partir dos dez minutos, altura do primeiro remate do desafio e à nossa baliza. Primeira situação perigosa na área do adversário a cinco minutos do intervalo espelha a dificuldade que sentimos em dar sequência à posse de bola e em saír rápido para o ataque. Com relativa eficácia nas segundas bolas e a tentar fechar os caminhos no meio campo, ainda permitimos um par de lances perigosos perto da nossa área.
Segunda parte entramos novamente um pouco por cima, com mais vontade e confiança em chega perto da baliza adverária. À semelhança do jogo da semana passada, voltamos a sofrer o golo num momento em que estavamos a controlar, num lance mal resolvido na grande área. Reagimos bem, de novo, encostamos o adversário, subimos as linhas e não permitimos contra ataques, criamos algumas oportunidades para chegar ao empate falhando na eficácia. O segundo golo evita o assalto final nos cinco minutos que faltavam jogar.


Notas:

Começando pelo melhor: Afonso. Igualmente eficaz nas tarefas defensivas, destacou-se e bem a atacar: com sucesso no um para um, sacou faltas e alguns bons cruzamentos. Continua em grande.

Aaron voltou a merecer a confiança de Petit e acho que teve uma atuação positiva neste terceiro jogo como titular. Mesmo não estando isento de culpas no lance do primeiro golo, foi forte nos duelos individuais, impetuoso, bem no jogo aéreo e na antecipação. Veremos os próximos desafios e o que consegue mostrar mais.

Idris num jogo à Idris. Foi o melhor da dupla mais defensiva do meio campo, esteve bem no posicionamento e forte nos desarmes, sendo um dos culpados no segundo golo na perda de bola a meio campo.

Abordamos o jogo como habitual, com prioridade à consistência em detrimento de melhores soluções no último terço. Ou a diferença entre jogar com Idris/Reuben e Idris/Tengarrinha (mais Cech, mesmo Anderson).
Optamos por sermos mais reativos ao jogo na segunda parte, reentrando com o mesmo meio campo, mantendo a expectativa pelo que dava o jogo. O golo sofrido precipitou a entrada que já se justificava: com Cech ganhamos soluções no último terço, conseguimos ser mais produtivos na posse de bola, e foi-nos útil na meia hora que estivemos por cima do adversário.

Pela negativa, Brito desinspirado voltou a mostrar os problemas nas decisões e em soltar a bola a tempo para os companheiros, Mika continua com problemas nos lances aéreos, como já tem demonstrado, apesar da eficácia entre os postes e dos pontos que já nos valeu. É o principal culpado ao não resolver no primeiro golo, ontem esteve particularmente intranquilo nesse tipo de lances.



Em suma, dia menos bom que se traduz numa derrota que poucos danos terá na tabela. Mesmo de sabor amargo, temos tudo para reagir bem e continuarmos a fazer uma segunda volta positiva.
Houve atitude e vontade, houve um enorme apoio nas bancadas e não vejo motivos para sequer beliscar a confiança na equipa e mesmo na sua evolução.



Força Boavista!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quase lá



Não foi perfeito porque não vencemos, mas não deixou de ser memorável esta deslocação a Penafiel, pelo ponto positivo arrancado nos descontos, por todo aquele preto e branco com que colorimos o 25 de Abril e, principalmente, pela união que resulta do que vamos conseguindo nesta época.
E cada vez mais próximos do objetivo principal, depois da nossa melhor série de cinco jogos (uma derrota): subimos um lugar na geral, dez pontos acima da linha de água (21 em disputa), a quatro do meio da tabela e só mesmo a matemática e a 'barreira' dos 32 a não permitirem arrumar já as contas da manutenção.


Dias na direita, aposta de novo em Aaron e Tengarrinha como terceiro médio no lugar de Cech, as únicas alterações. 
Não entramos mal e, apesar da maior iniciativa de jogo concedida ao Penafiel e por isso maior volume de jogo no nosso meio campo, fomo-nos sentindo confortáveis no desafio. Controlando as investidas e a proximidade à nossa baliza, fizemos mais por não ir em desvantagem ao intervalo do que ir a vencer, o que acabou por acontecer, fruto também de uma ou outra boas saídas para o ataque (e de bola parada!).
Na segunda metade, acho que entramos até um pouco melhor, a adaptarmo-nos bem aos problemas acrescidos no ataque contrário e à reação que tentavam ter. O golo do empate surge nessa fase de controlo que tínhamos na partida, por acaso resultante de um momento de descontrolo de Aaron. Acusamos, não evitamos o recuo e perdemos um pouco a capacidade de circulação e de importunar o último reduto contrário. Foi necessário esse segundo golpe para voltarmos a reentrar, naquela que foi uma reação positiva à desvantagem nos 25 minutos que faltavam ainda jogar. Já com a alteração na frente, optamos por dar ao meio campo maior capacidade de circulação e de criação de espaços no último terço. Conseguimos jogar perto da área contrária, criar bolas paradas e algumas jogadas perigosas, chegando ao golo num desses lances, com todo o mérito.
Explosão nas bancadas, no campo e no banco falam por si... não há mesmo palavras.


As notas:

Alguma surpresa em duas opções, a entrada de Aaron e a saída de Cech.
Está ligado ao primeiro golo do Penafiel, culpado pela perda de bola que deu origem ao lance. Não comprometeu antes disso e acho até que reagiu ao erro (com impetuosidade, pelo menos), tornando-se um elemento importante a anular os ataques contrários e a ajudar a encostar o adversário naquele forcing final. Santos resolveu bem o que lhe chegou perto, mesmo permissivo no lance do empate, foi muito mais o que evitou do que as vezes em que foi batido. E mais um golito ao Penafiel.

A saída de Cech prende-se sobretudo com Tengarrinha (e a sua utilidade e qualidade), o que juntando à função importante (e acerto) de Idris e Reuben na nossa equipa, torna complicado decidir o meio campo. Verdade que o português é o jogador com caracerísticas mais idênticas a Cech, podendo acrescentar mais argumentos defensivos comparando com o eslovaco, assim como jogando com o português, podemos acrescentar algo à equipa durante o desafio sem grandes alterações de fundo (o que acabou por acontecer). Sem Cech, é inegável que perdemos soluções no último terço e na capacidade em saír bem para o ataque rápido. 

Repeat mode: mais um de Afonso.

Brito e Zé (que golaço!) voltaram a ser os mais dinamizadores no ataque, talvez por isso a saída algo cedo de Uchebo, optando-se por uma referência mais fixa e maior capacidade de luta no meio dos centrais contrários, quando se achou que era preciso referscar. Bobô não foi matador, Lima não inventou espaços, ambos entraram com vontade de inverter a situação.


Já faltou mais, voltamos a saír de uma final com um resultado positivo e ainda melhoramos a nossa situação. A já falada competência, atitude e crença até ao final, num jogo em que, não sendo muito conseguido, fomos consistentes o suficiente para evitar um dissabor.
Para a semana tudo a cinco euros e não há desculpas. É tudo a apoiar. Estamos quase, quase lá.


Força Boavista!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mais 3. 28



Está quase. Passo importantíssimo rumo ao objetivo principal: colamos ao 12º classificado (Estoril) e aumentamos a vantagem para a linha de água (9), numa altura em que estão 24 pontos em disputa. Ainda falta percorrer uma pequena parte do percurso, mas sem dúvida que estamos - e fizemos por merecer - mais perto do que nunca. Há muito que tinhamos motivos para confiar que o caminho seria este, acho que já ninguém duvida. Nem alguns 'dos nossos' mais pessimistas, nem muitos 'dos outros', por muito otimistas que estivessem. É a vida, e isto somos nós, Boavista. Ok?


Abordamos o jogo como habitual, talvez com um pouco mais de propensão ofensiva comparando com os últimos jogos - mesmo conseguindo ser igualmente consistentes - dada a troca de Zé Manuel por Beck (recuando este, Dias no banco). Dupla africana com Cech no meio campo, regresso da mais utilizada dupla de centrais (mais uma vez, poucas mexidas no onze inicial).

Ao contrário do que vem sendo hábito não entramos bem, dado os problemas aquando da posse da bola e sobretudo em algumas abordagens aos lances, o que fez com que sofrêssemos alguma pressão (e intranquilidade) e bolas paradas perto da nossa área. Dez minutos foi o tempo que demorou a nos soltarmos um pouco, ganharmos confiança e conseguirmos criar perigo. A partir daí mantivemo-nos por cima até à meia hora, sempre mais perigosos e à procura das melhores soluções no último terço, sem colocar em causa a segurança defensiva.
Segunda parte, mantivemos o que de bom fizemos nos primeiros 45', com mais ímpeto no meio campo e objetividade no ataque. Idriss e Reuben menos posicionais e mais perto de Cech, conseguimos pressionar um pouco mais alto e sobretudo ganhar mais depressa as segundas bolas. Depois do golo, mantivemos a aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos diferentes do desafio. Não permitimos momentos de sufoco perto da baliza de Mika (apesar de uma [!] grande oportunidade concedida), e conseguimos saír para o ataque vezes suficientes para estarmos mais perto do segundo do que de algum dissabor de última hora.




Algumas notas:

Assustaram aqueles primeiros cinco minutos, em que vimos dois cartões amarelos, precisamente na zona que mais dúvidas suscita no onze, e possivelmente a que estaria sujeita a maior instabilidade. Emocional, no caso de Sampaio? Perdeu a titularidade após o castigo (ao contrário de Santos) e pareceu intranquilo, mesmo depois do primeiro amarelo. Se isto faz parte da evolução de um jogador - e acredito que sim - não há motivos para preocupação, até porque o considero um dos nossos melhores valores de futuro. Resultado: ambos substituídos antes da hora de jogo.
Nem tudo foi mau, já que Aaron arrancou para uma segunda parte bem conseguida, tornando-se decisivo. Abordou os lances com confiança e decisão, prioridade para 'varrer' na vez de complicar ou dar jogável. Curiosamente, na primeira vez que tentou controlar a bola e saír a jogar, é o culpado pelo contra ataque que culmina no golo de Brito. Se desiludiu um pouco na estreia, ontem foi o contrário.

Mais um de Afonso, nunca é demais dizê-lo. Um erro numa perda de bola junto à área, em tudo o resto a eficiência do costume.

Idriss e Reuben em bom plano, novamente. É o que precisamos para a proteção daquela zona central que tanta dor de cabeça nos deu. Foram crescendo no jogo, 'alinharam' com o resto da equipa, tornaram-se menos posicionais e mais pressionantes, adaptando-se ao meio campo contrário. Ganhamos quando se aproximaram de Cech, quer a ganhar segundas bolas quer a proteger o nosso meio campo ofensivo aquando da perda de bola.
Cech que é um mister com a bolinha nos pés. Poucas falhas no passe (é só melhorar nas bolas paradas - em que estivemos um pouco melhor), raramente não toma a melhor decisão. Fisicamente, no ponto (apesar de quase rebentar, já perto do final da partida).

Brito e Uchebo, os principais culpados por conseguirmos esticar o jogo como o fizemos, principalmente na segunda parte. Consequentes e objetivos, Brito a continuar a subida de forma (mesmo mantendo aqueles momentos em pode/deve soltar e não o faz, à craque), Uchebo o habitual no trabalho infligido aos defesas contrários. Zé Manuel o menos inspirado, mesmo nunca virando a cara à luta.  


É do melhor e do maior orgulho. Mais uma vez, salta a vista a competência, a entrega e humildade com que se disputa cada lance, a consistência e evolução que continuam a dar bons sinais.
Próximo jogo só daqui por duas semanas (fuck!), na final em Penafiel. Ya, não deixa de ser uma final. Daquelas.
Sucesso, objetivo, pontos, quase isto ou perto aquilo, nada disso. A palavra que mais se deve ouvir nos próximos tempos: "Invasão". O Símbolo a isso obriga, a equipa e classificação dão confiança, os nossos rapazes merecem isso e muito mais.

Ontem foi arrebatador, tanta gente no Bessa. Panteras em grande, bancadas bem compostas, apoio incondicional.



Força Boavista!

sábado, 21 de março de 2015

Decisivo


Pondo as contas em dia:

Depois da partida em Paços (um dos dois adversários que nos venceu em ambos confrontos no campeonato), a última jornada não foi péssima graças aos resultados dos três últimos classificados, que nos acompanharam na derrota. Mantivemos a distância para a linha de água e lanterna vermelha, mas houve adversários que chegaram mais perto.

Acerca do jogo de sexta feira, apesar de dar para se perceber um pouco o porquê de ser uma das deslocações mais complicadas desta segunda volta, a verdade é que não estivemos demasiado por baixo, nem nos limitamos a defender junto à nossa área, após uma boa entrada. Abordamos o jogo como temos feito: dando prioridade à consistência e posicionamento defensivo, controlando as investidas do adversário, e ir tentando crescer para o jogo, tentando-o esticar à medida que o resultado se mantêm aberto. Daí fazer sentido a continuidade na aposta em Beckeles (na vez de um extremo mais ofensivo), e mesmo a dupla de cobertura, Idriss e Reuben.
Foi isso que fizemos por acontecer, até ao lance que marca o desafio, o penalty e expulsão de Tengarrinha. Encaramos a segunda metade à semelhança do que havíamos feito ante o Rio Ave, mantendo os quatro defesas, com dois médios e três avançados prontos para o combate no ataque. Sentimos dificuldades acrescidas devido às caraterísticas do nosso meio campo, com menor capacidade de esticar jogo, mesmo em inferioridade numérica. Sem Tengarrinha, Cech e Anderson, optou-se declaradamente pelo jogo mais direto. Também graças à ineficácia do adversário, fomo-nos mantendo no jogo, ainda conseguindo criar um par de oportunidades para empatar.



Já hoje, dois dos que estão na luta pontuaram: Académica ultrapassou-nos (estava atrás desde a 10ª jornada), Penafiel mais perto. Olhando à proximidade da linha de água, à próxima deslocação, mesmo ao confronto entre dois dos mais aflitos, os pontos em disputa amanhã serão dos mais decisivos desta segunda volta. Vencendo damos um passo de gigante (indo à final de Penafiel menos pressionados); perdendo, a linha de água ficará a cinco ou seis pontos.

Para o confronto com os nossos amigos pastéis, é provável que regresse ao onze a dupla de centrais mais utilizada (Sampaio&Santos), assim como o meio campo seja idêntico ao da semana passada, com Cech como médio mais solto, à frente da dupla afro (ou teremos Anderson?). Uchebo e Brito (continuando a formar uma boa ala esquerda com Afonso), havendo a dúvida na terceira posição do ataque, assim como na de lateral direito.
Em teoria, a instabilidade do adversário poderá ser-nos favorável, até porque aquilo não foi uma típica chicotada psicológica. Nunca fiando, mas é um facto.


Força Boavista!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Olé!



Sete anos depois, os merecidos estaladões nas trombas do conquistador. Foram três, podiam ter sido quatro ou cinco, deviam ter sido quinze. A zero. Nem de perto aquilo que os invejosos merecem. Para o ego dos Boavisteiros, não duvido, um dos momentos mais esperados dos últimos anos. Que saudades de espetar nos 'espanhóis' relembrando-lhes, cara a cara, que estamos bem vivos.

Três pontos importantíssimos: sacudimos um pouco a pressão, voltamos a aumentar a vantagem para a linha de água, agora de seis pontos, estando a cinco do meio da tabela. Nos últimos cinco jogos, sendo verdade que só ganhamos este último, averbamos somente uma derrota, jogando em casa de dois adversários diretos pelo meio. A evolução continua e o caminho a ser percorrido. Com toda esta alma no campo, na bancada, no banco...


Estratégia de Petit: Ervões nem ao banco (lesionado novamente?!), adaptação de Tenga a fazer par com o estreante Appisiboivgb, Idriss e Reuben para batalhar no meio campo, Cech lançado, Beck aposta na ala com papel importante também no meio campo. Brito e Uchebo setas apontadas à baliza vimaranense.


Boa pressão inicial, tentando resolver cedo as investidas do opositor e fazendo da boa posse de bola no meio campo adversário a forma para circundar a área vitoriana. Foi nesta fase da partida que mais dividimos o jogo, mesmo nunca ficando demasiado por baixo, e impedidos de chegar perto da baliza de Douglas, na maior parte das vezes, de forma faltosa. Raramente aproveitando (de novo, apesar de diferente estratégia) os lances de bola parada, acabamos por sofrer na pele num lance de futebol direto e perante a lentidão de Tengarrinha e Aaron a resolver o problema. Acusamos um pouco mas tentamos reagir, apesar da falta de eficácia, fazendo o mesmo tipo de jogo que havíamos feito até aí, impedidos de igual maneira.
Partimos para uma segunda parte de grande nível, implacáveis em todos os aspetos. Fizemos o adversário pagar caro o jogo faltoso evidenciado desde cedo para ficarmos a jogar em superioridade numérica. Esse facto aliado à substituição de Aaron por Zé Manuel (Dias para central, Beck a lateral/ala), fez-nos ser irresistíveis na incessante procura dos golos e da reviravolta. Encostamos o adversário às cordas, não permitimos sequer um lance de mínimo perigo junto da nossa área. Subimos a linha recuada, não nos precipitamos nos passes longos, fomos rápidos na circulação de bola, variamos bem os focos de ataque, fizemos por desorientar o último reduto do adversário e criamos oportunidades suficientes para desperdiçar algumas e sermos eficazes noutras. Justíssimo o resultado.


Algumas notas:

Negativa apenas para Aaron, mesmo tendo em conta que seria um jogo complicado para fazer a sua estreia, ainda para mais com um central adaptado do seu lado. Foi o último a falhar no lance do golo (o Tenga também é ultrapassado em velocidade...), pagando a inexperiência a este nível, perante um jogador rato como Tomané. No restante, mostrou alguns bons pormenores, ficando para mais tarde a prova do seu valor. Tenga, como nos habituou, de uma eficácia nas acções notável, no desarme, nos lançamentos longos, seja em que posição for.

Idriss e Reuben em bom plano novamente e a formarem uma dupla tremenda no nosso meio campo. Intensos nas bolas divididas, foram importantes a ganhar consecutivamente as segundas bolas, ajudando a sufocar o adversário e a estagnar os seus contra ataques. Idriss com calma e aptidão com a bola nos pés que poucas vezes tinha mostrado, continuando a sua evolução também nesse aspeto.

Não resultou como pretendido Beckeles a ala, em parte devido ao rumo que o jogo tomou. Percebeu-se a intenção e a razão da opção (olhando para a produção recente dos nossos alas e ao que se conseguiu no jogo da semana passada), mas melhoramos imenso com a entrada do Zé Manuel. Era mesmo preciso recuperar aquela intensidade que ele tantas vezes já mostrou e, mesmo começando no banco, entrou motivado, objetivo e...eficaz. Bravo, Zé.

Brito continua não só em forma, como a subi-la. Semeia o pânico quando encara o um para um, desequilibra, saca faltas e cartões, melhorou nas decisões que toma, tornando-se mais consequente e eficaz.

Apresentamos melhorias no último terço, na capacidade de saída para o ataque, a relembrar o jogo caseiro com o Braga. Ponto comum? Cech. Cechque-mate. Carvalho em bom plano mas no banco, o nosso médio mais produtivo fora do miolo, mudança quase radical relativamente ao bom meio campo da semana passada e o que sentimos? Nada de mau, competentes à mesma, fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido, fruto do coletivo.

U-u-Uchebo. Que tolada, moço. No resto, mais do mesmo: problemas acrescidos para quem tem de o marcar.

Só elogios, mas não é por ter a boca doce de tão agradável e importante vitória. É mesmo por mostrarmos uma melhoria assinalável, um espírito de grupo muito bom e uma evolução que continua bem evidente, apesar das enormes dificuldades. Como tantas vezes nos foi dito pelo nosso líder.


A propósito do árbitro e das queixas do nosso rival: acho evidente que os lances com mais relevância foram bem assinalados, sobretudo a expulsão de Bernard. Zé Manuel dá mão no terceiro golo, depois de sofrer empurrão e ter continuado com a jogada, o que poderia até valer o vermelho a André. Quanto ao critério demasiado curto no assinalar das faltas, fomos tão vítimas quanto o opositor. No resto, muita cabeça perdida após o vencedor encontrado e com os olés da bancada, algo que nós, no jogo da primeira volta, conseguimos controlar (mesmo jogando com menos um período idêntico de tempo)
Mais um treinador e presidente adversários que se atiram ao ar na nossa sala de imprensa. Não os vi com comportamento idêntico quando foram - segundo eles - fortemente prejudicados com estarolas. Só para que fique registado. 


Última palavra mas não menos importante para nós, nas bancadas. Motivados pela dedicação partilhada, é certo, mas conseguimos também dar aquele empurrão muitas vezes decisivo na busca do objetivo.
Nada está confirmado, ainda falta percorrer um bom pedaço do difícil trajeto. Para a semana, mais uma deslocação difícil, a casa de um dos clubes que mais regozijou com a nossa descida.




Força Boavista!