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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A Primeira Derrota

 foto Boavista3


Pela primeira vez esta época (ainda que à terceira derrota) o sentimento é de desilusão, não só pelos números pesados mas também pela prestação da equipa em grande parte do desafio. Regredimos em alguns aspectos, o que ainda não tinha acontecido. É verdade que os primeiros vinte cinco minutos foram muito positivos, que o resultado até poderia ter sido outro, mas não deixa de ser verdade que o tombo anímico da equipa foi enorme (quase pareceu consciente da falta de soluções para impôr qualquer tipo de jogo) e os erros sucederam-se.

Pela primeira vez, vimos descrença no campo e paciência a esgotar nas bancadas, de onde se ouviram os primeiros assobios da época, dando ideia que o estado de graça resultante da esperada subida está a acabar e que a paciência, afinal, está a esgotar-se mais cedo que o aconselhável, ainda que a tempo do primeiro grande teste da temporada (e primeiro jogo do nosso campeonato, para pontuar e mais nada). Nada mais normal após os oito golos sofridos e nenhum marcado, se bem que, tal como já se havia falado, estes primeiros jogos seriam sempre para se tentar ganhar, evoluíndo, corrigindo erros e adquirindo consistência e automatismos.

Pela primeira vez falhamos na concretização, apesar de chegarmos a este jogo com zero golos marcados. Entramos bem no jogo, arrisco a dizer os melhores vinte cinco minutos dos últimos tempos. Ao contrário dos outros desafios, a postura foi mais arriscada, tentando surpreender e arrancar para o golo que nos desse a primeira situação de vantagem da temporada. Pressionamos bem, ganhamos duelos e segundas bolas, fizemos algumas boas jogadas de ataque, conseguindo criar lances de perigo, de bola corrida e mesmo de bola parada (ambas as situações coisa rara esta época).

Pela primeira vez, que me lembre, discordei tanto das das opções do Petit. Pelo que já se tinha visto, Ervões e Lucas seria a dupla que mais garantias ia dando, até a que mais poderia evoluir, jogando juntos. Muito embora a boa prestação de Sampaio no último jogo, surpreendeu-me a ausência do português do onze, porque é mais experiente, porque é mais líder, porque é melhor.
Estranhei também a ausência de Beckeless, ficando a dupla de meio campo entregue a Idriss e Tengarrinha, que até estiveram em bom plano na semana passada (mas com maiores responsabilidades neste desafio, mais longe da defesa, não tão posicionais na zona central - onde estiveram agora muito mal - e sem tanta cobertura defensiva dos médios ala, um deles o próprio Beck). A minha dúvida para este jogo prendia-se com a utilização de Lima ou do próprio Idris - dependendo da forma como se abordaria o jogo - nunca numa dupla em que o senegalês fizesse parte, com Lima e sem o Hondurenho.
Yoro e Zé Manuel de fora, Leo, com três dias de Clube, a entrar como opção também me surpreendeu. Bastante até. Não sei se foi em jeito de teste ou de ver o jogador já em ação ou se até os dois primeiros estão ou não aptos fisicamente. 


A respeito do jogo não haverá muito mais a dizer. Não marcamos quando tivemos chances (mesmo depois do primeiro golo), sofremos quando o adversário as teve e não desperdiçou. Tombamos no segundo golo, fomos demasiado curtos depois da expulsão. Pelo meio, erros individuais, muito passe falhado, muito poucas soluções para contrariar a motivada equipa adversária.
De positivo, tivemos Brito, a confirmar que foi realmente uma das melhores aquisições. E mais uma boa presença dos adeptos.


A derrota custa a digerir, mas não é caso para colocar tudo em causa, jogadores e treinadores. Temos quinze dias em jeito de segunda pré-época, já com o plantel fechado, e é agora que realmente teremos que saber esperar. Contra a Académica começa o campeonato dos pontos, a exibição e a vitória têm que ser nossos, com o Bessa a voltar a ser o que já foi.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Regresso do Bessa




Grande ambiente no Bessa, de regresso como grande palco do nosso Futebol. Não há palavras, foi desfrutar ao máximo. 


Na sequência dos últimos jogos, mostramos melhorias e evolução, mantivemos a atitude, adaptamo-nos bem aos vários momentos do desafio, assim como continuamos com os problemas no último terço.
Compreensível a estratégia: aguentar o ataque oposto, encurtar as linhas e deixar pouco espaço de manobra aos alas e meio campo adversário, nunca deixando de tentar saír para o ataque.
Na segunda parte, e aqui grande mérito da nossa equipa e treinador, conseguimos inverter a tendência do jogo (apesar dos argumentos do adversário e do golo no último minuto antes do descanso) pressionando mais à frente, subindo as linhas, fazendo um pouco (e melhor) do que fizemos na semana passada. Intensidade, rapidez, desmarcações, só pecando mesmo no último passe. Nessa fase do jogo foi bem notório a falta de soluções no ataque, mesmo conseguindo fazer muito jogo perto da área contrária. E bolas paradas ofensivas, outro problema que tardamos resolver.
De resto, na intensidade, concentração, rigor tático, estivemos em muito bom plano, conseguindo por vezes encostar o adversário ao seu último terço. Não marcamos, não pontuamos, mas, volto a dizer porque é aquilo que sinto, estamos no bom caminho.


Gostei da forma como foi montada a equipa. Ao quarteto defensivo, Petit juntou dois médios defensivos, lado a lado (Idriss e Tenga), mais dois médios ala (Julián e Beckeless), deixando Lima mais solto e Bobô no ataque.
Apostaria em Tengarrinha na defesa, mas depois de ver o puto de 19 anos que chegou à um mês ao nosso Clube, percebo o risco assumido por Petit. Bom jogo de Sampaio, mesmo com um ou outro erro (alguns até resolvidos pelo próprio na mesma jogada!) manteve a serenidade e postura mesmo nas fases mais complicadas. Esteve a centímetros de cabecear para o golo, num canto da direita, no que seria uma estreia de sonho. Lucas, Dias e Correia, em bom plano no aspeto defensivo, destaque (que vem sendo hábito) para o lateral brasileiro, promete quando conseguirmos ser mais ofensivos (e consiga ele acertar a mira do pé esquerdo nos cruzamentos).
Idris e Tengarrinha, para mim, continuam em bom plano no meio campo. Na linha do que têm feito, o senegalês impetuoso e forte no desarme, a cobrir grande parte da zona central; o português sempre com bom posicionamento, bem a tirar espaços ao adversário e mesmo a passar a bola aos companheiros (principalmente na segunda metade) numa primeira fase de construção.
Bobô tem missão ingrata, quase me custa dizer mal dele, tanta é a correria e luta que oferece aos defesas contrários. Desapoiado, é certo, quase sem bolas na área para poder finalizar, mas arrancou inúmeras faltas, ganhou bolas de cabeça, segurou jogo... enfim, o habitual. Pena aquela parvoíce perto do final. 

Estranhei a titularidade de Julián, dadas as boas prestações de Zé Manuel (e contando com um Brito e Yoro abaixo dos 100%). Talvez o rigor tático do argentino e a sua maior aptidão a defender (que por acaso acho que foi aspeto que esteve mal em Braga), tenha sido o motivo que levou Petit a apostar nele. Lima continua algo preso de movimentos, pouco acrescentando ao nosso necessitado ataque. Ontem foi difícil fazer melhor (na primeira parte com pouca bola, na segunda com pouco espaço), houve até momentos em que se poderá queixar dos colegas não lhe terem proporcionado a iniciativa quando até era possível. Ainda assim, tarda em pegar no nosso jogo de ataque, encontrar espaços e soluções. Pés tem ele, veremos como vai evoluir na equipa.
Monllor tem algumas culpas no golo, mesmo sendo um remate traiçoeiro. Esteve bem em todos os outros lances, destaque para uma defesa complicada a um remate à entrada da área, já na segunda parte.

Em resumo, apesar dos zero pontos e golos, temos motivos para acreditar que a equipa está no bom caminho. Continuamos a crescer, os jogadores a adaptarem-se ao país e ao Clube, a entrosarem-se, a equipa a ganhar forma. Continue-se e com o apoio incondicional, como merecem.

Quanto à arbitragem, tivemos azar, mais uma vez: há um lance capital em que temos razão de queixas. Claro, se as cores fossem outras, teríamos caso para um mês, processos a entrar na federação, espasmos dos comentadores da nossa praça.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Regresso




Foi o nosso dia, não haja dúvidas. Seríamos próximos de mil, valemos por bem mais. Apoio incessante do início ao fim, mesmo com o resultado desfavorável, grandes na confiança demonstrada à equipa (e sua atitude) no final da partida. Este ano, principalmente este ano, terá que ser sempre assim. Fora e no Bessa. Sempre.


Jogo marcado pelos dois primeiros golos, ambos nos minutos inaugurais de cada parte. Erramos nos dois lances, fomos permissivos no espaço curto no primeiro, pressionamos alto e mal no segundo.
Ao primeiro, conseguimos reagir bem, apesar de ter caído por terra a nossa melhor estratégia para este desafio: conseguir suster o ataque inicial do adversário, ir enervando-o com o passar do tempo. Reequilibramos, fechamos bem os caminhos para a nossa área, fomos eficazes na boa pressão que conseguimos fazer. Chegamos ao intervalo com o mesmo número de remates, mais cantos, e a melhor situação de golo para o empate. Que seria, convenhamos, o resultado mais justo.
Tivemos mais dificuldade para reagir ao segundo murro, o dois a zero. Natural. Não estancamos o meio campo adversário como o havíamos feito na primeira metade, continuamos com a mesma dificuldade em desequilibrar no nosso jogo ofensivo, quer pelas alas, quer pelos jogadores lançados por Petit após o segundo golo. Aguentamos o que pudemos daí para a frente, obrigados a corrigir após a expulsão, nunca deixando de tentar aproximar da área contrária sempre que possível.

Em resumo, mostramos melhorias no nosso jogo, vincamos mais a nossa identidade, e continuamos a mostrar as debilidades que temos do meio campo para a frente. Repito, não será o jogo ideal (pelo adversário e pela fase tão inicial da época) para se auferir da real capacidade da equipa, mas, não tenho dúvidas, o caminho é este.


Na defesa, confirma-se que encontramos a dupla de centrais: Ervões e Lucas. Ambos bem na maioria dos lances, foram resolvendo bem os problemas, quer na antecipação quer nas dobras, quer no jogo aéreo. Dias e Correia - a espaços - bem, apesar dos erros também nos lances dos golos: o lateral direito alivia mal no primeiro (se bem que com mérito no passe de Alan), o brasileiro facilita no lance com Éder, no último golo. Confirma-se a aptidão ofensiva de Correia, apesar de não ter conseguido ser eficaz nos cruzamentos.
Meio campo, conseguimos fazer boa pressão grande parte do desafio, pelo menos a parte do jogo em que estivemos a discuti-lo. Beckeles é o médio que mais sai a pressionar, Idriss o mais posicional, algumas vezes a funcionar como médio mais recuado, outras a fazer duplo pivot com Tengarrinha.
O Hondurenho conseguiu saír por diversas vezes na desmarcação, aparecer bem no ataque, melhor no passe na primeira parte do que na segunda, foi dele a nossa grande oportunidade. É claramente no meio campo que se torna mais útil, promete aumentar a sua influência à medida que se vai entrosando com a equipa.
Tengarrinha, na sequência da boa pré-época, foi um dos melhores. Bem a ler o jogo, no desarme e no passe; a médio interior ou a trinco, mesmo a central, nunca comprometeu. É, para já, um dos indiscutíveis.
O Idris, não me desagradou. Como já se disse, varre boa parte do meio campo defensivo, com uma boa eficácia de desarmes, pelo chão e pelo ar. Tem problemas no posicionamento, na forma como faz a pressão e onde a faz; o lance do segundo golo é exemplo disso: com Beckeles e Tengarrinha mais avançados na pressão, é ele que deve fechar o espaço entre defesa e meio campo, não pressionando o médio contrário quase no seu meio campo, como aconteceu. A defesa recuada (como devia) e a casa já a arder quando Rafa encara os quatro defensores. Aqui não será tanto um problema individual, mas sim coletivo, do nosso meio campo. Os tais entrosamentos, afinações, erros, tudo para se ir evoluindo e corrigindo. Diego, o nosso motor ofensivo, voltou a desiludir. É certo que entrou numa fase complicadíssima do jogo para nós (0-2, Braga a mandar e mais opositores na sua zona de ação), mas revelou lentidão, aquela lentidão que mostrou em parte da pré-época...
No ataque, o trio que nos acompanha do CNS... Zé Manuel esforçado, exibição razoável (principalmente na primeira parte), é uma pena não ser mais eficaz nos cruzamentos. Do lado oposto, uma das exibições mais apagadas, Julián. No ataque não conseguiu desequilibrar (e bastava um cruzamento ao segundo poste naqueles vinte segundinhos de jogo...), a defender foi estranhamente apático. Daí alguma dificuldade em perceber porque não foi o argentino o primeiro preterido quando foi preciso mexer. Bobô é o que temos, para já. Abnegado na entrega, na louca correria e pressão que fez sempre aos defesas contrários, sendo responsável por muito jogo direto do adversário mais facilmente resolvido pela nossa defesa. Não tem apoio que lhe permita desequilibrar (principalmente no jogo aéreo, em que é forte) dentro da área, o que é um problema para a equipa. Yoro voltou a mostrar bons apontamentos e uma boa técnica, parece o mais perto de agarrar o lugar e acompanhar Brito nos extremos, a nossa baixa de vulto no jogo de Braga.


Arbitragem, na linha do que estávamos habituados no terceiro escalão. E porquê? Pela dualidade de critérios. O primeiro amarelo ao Ervões, na sua segunda falta, é amplamente exagerado. Valeu-lhe, indiretamente, a expulsão; se pensarmos no próximo adversário e se olharmos para a nossa equipa, faz algum sentido que fosse o Fábio o escolhido.
O lance do Idris - entrada sobre Rafa(?) - valeu-lhe o amarelo, idêntico ao de Rúben Micael sobre Tengarrinha, que passou impune disciplinarmente (na primeira parte!!). Diego teve margem zero para o amarelo, ficando nós por perceber como Custódio conseguiu essa tal margem para poder ser o jogador mais faltoso do desafio. Zé Manuel, o nosso outro amarelado, entrou durinho sobre Tiago Gomes e viu amarelo na primeira paragem... Num lance idêntico (é só ver as imagens!), Baiano passou impune (antes e depois da primeira paragem...), num lance que deixou Correia fora do jogo por alguns minutos, a ser assistido.
E isto tudo apesar de acabarmos o jogo com menos faltas que o adversário.
Demasiado, não? Fora o resto, que dou de barato...



O Jogo. Foi precisamente isso que os jogadores reclamaram imediatamente no lance, a vista desarmada do árbitro.



A frase que o JN dedica à arbitragem, em jeito de... aviso. Cuidado Petit, vamos ter mais adversários do que pensávamos.




A Bola. No mínimo, relatou os factos.








Afinal, quem é quem? Profissionalismo, falta dele, ou algo mais?




Duas coisas que repito, porque foi o mais importante do jogo de ontem:

- Deslocação inesquecível. Panteras em grande, apoio incondicional, como o Clube merece.
- A equipa vai melhorando, o onze vai equilibrando, estamos aí para lutar pelo nosso lugar, está visto.


Força Boavista!

domingo, 10 de agosto de 2014

Venha o Campeonato


Não estou tão desconfiado quanto os resultados ou as dúvidas que ainda existem sobre o valor e potencial dos jogadores podem fazer crer.
Temos uma equipa ainda em processo de assimilação das ideias do treinador, a conhecer-se entre si e muitos dos jogadores ainda em (re)adaptação ao futebol profissional em Portugal. Não é fácil e requer mais tempo que o tempo que geralmente é pedido por todos os treinadores nesta fase da temporada.
Pressão alta, fechar bem os caminhos ao adversário, rapidez na saída para o ataque, parecem ser as ideias principais. Os próximos desafios serão de certa forma de 'corrente' diferente ao que temos assistido, tendo nós uma menor propensão para dominar e controlar o jogo, com uma maior aposta no contra ataque.
Pela negativa, os erros primários que se continuam a cometer (no passe principalmente), esperemos que melhores nesse aspeto.

No jogo de ontem, contra o Gondomar (o terceiro em quatro dias), pudemos ver um Lima mais participativo e intenso, um Yoro a revelar bons pormenores e a mostrar que pode ser boa opção como extremo, uma defesa já bem alinhavada (a da segunda parte, mais o Lucas) e um meio campo, apesar de ainda em busca de identidade e consistência, a aproximar-se do que podemos ver de hoje a oito dias (Beckeles, depois de um mau início de jogo, a revelar-se um jogador útil no nosso meio campo).


Começando pela baliza, vai ser uma luta entre Mika e Monllor. O argentino parece levar alguma vantagem para a titularidade, tem mostrado aumento de confiança, segurança entre os postes e fora deles.
A defesa é o setor que mais me agrada, talvez onde estejamos mais fortes neste momento: Ervões é o líder, bom no posicionamento, na antecipação, comandante do resto dos companheiros (da defesa e não só). A seu lado, Lucas: forte e rápido na cobertura, bom no jogo aéreo, apareceu em bom plano no desafio de sábado, sendo, apesar das dificuldades quando se tem que manobrar no espaço curto, o mais provável companheiro do português no eixo da defesa. Na esquerda, pese embora as boas prestações de Afonso, Correia não engana: excelente reforço. Defende bem a sua lateral, rápido e forte nas subidas pela esquerda (e bom nos cruzamentos), sempre bastante intenso. Do lado oposto, Dias é um bom lateral direito, com experiência e conhecimento de sobra dos terrenos que pisa, ajuda à consistência defensiva.
No meio campo, talvez o setor onde residem mais dúvidas. Para a dupla mais defensiva, temos 4 opções: Idris, Tengarrinha, Anderson e Beckeles. Idris, dos quatro, é o mais forte no desarme, o que cobre maior área do miolo na procura de destruir jogo do adversário, o mais forte no jogo aéreo (dando importante ajuda nas bolas paradas defensivas), assim como o que tem mais dificuldades no passe. Tengarrinha tem-me agradado bastante (apesar do apagão no jogo de ontem): lê bem o jogo, bom posicionamento, percebe bem os momentos em que queremos pressionar alto e fechar as linhas ao adversário, sendo mais apto que o senegalês no capítulo do passe. O brasileiro voltou a mostrar bons pormenores ante o Gondomar. Boa técnica, passe e leitura de jogo, tanto a defender como quando recuperamos a bola e tentamos a desmarcação. Parece ainda com pouca intensidade no seu jogo e com capacidade para melhorar no aspeto físico. Beckeles (anunciado como lateral e médio) pode ser mais útil no nosso meio campo, mesmo com o pouco tempo que leva no nosso Clube. Ontem demorou a acertar, quando o conseguiu revelou-se em bom plano. Forte fisicamente e no desarme, tem boa técnica, bom no passe e é dos médios que mais se solta (e a propósito) nas tarefas ofensivas.
No meio campo ofensivo (já sem Fábio, como se previa), temos, para já, uma opção: Diego Lima. Ontem melhorou bastante na intensidade do seu jogo, mais solto, mais confiante a conduzir a bola e a vir busca-la cá atrás, mais perto da mesma no momento ofensivo. Pode e deve melhorar, tornar-se mais prático, mas a verdade é que a postura de ontem me deixou um pouco mais confiante de que pode realmente ser o médio de ataque que precisamos. Relativamente a Ancelmo, continuo algo apreensivo. Tem bons pés, continua bastante lento e com pouca influência no nosso jogo. Óbvio, precisará de tempo.
Preocupante a lesão de Brito, um dos nossos jogadores em melhor plano e, seguramente, uma das contratações mais conseguidas. Forte no duelo individual, rápido e objetivo na ala, muitas vezes só parado em falta, dos seus pés têm saído alguns dos lances mais perigosos. Apto, será um dos indiscutíveis no onze numa das alas do ataque. Zé Manuel tem-se exibido em bom plano, o melhor dos que nos acompanham da época passada. Yoro, pelo que deu para ver, pode lutar já pela titularidade com o português. Julián, muito embora a sua boa técnica, será a quarta opção para os extremos do ataque. No centro, veremos como se integra o nosso reforço Pouga e se já pode ser opção válida para Braga. Fisicamente fortíssimo assim como no jogo aéreo, foi o que deu para ver. Bobô estará mais apto a pressionar os defesas contrários quando não temos a bola, o que nos poderá também ser útil.

Carraça, Cid, Wei e Gouveia não foram utilizados no último desafio de preparação, o que poderá indicar que serão os que mais próximos estarão de eventuais dispensas. Não me surpreendia que assim fosse, como também não me espantava com a chegada de mais um central, médio e/ou avançado centro.

Onze e algumas dúvidas para Braga:
Monllor; Ervões, Lucas, Correia, Dias; Tengarrinha, Beckeles, Lima (Anderson); Brito, Zé Manuel (Yoro) e Pouga (Bobô).


Uma semana para o nosso dia, o jogo do nosso regresso. Todo o apoio será fundamental.
Força Boavista!


domingo, 3 de agosto de 2014

Derrota na Apresentação


Foto do Boavista3


Bom ambiente no Bessa, há anos que não se sentia este entusiasmo à volta do Clube (e o que se esperou por isto!). A manter ou mesmo a melhorar nos jogos para o campeonato (o que até acho possível) pode ser muito positivo para a equipa, que vai precisar do apoio extra. É necessário estarmos nas dificuldades, que vão ser muitas nesta temporada, dar apoio ao que temos e a quem cá está. Vai ser complicadíssimo, difícil e com sofrimento, mas é mesmo fundamental para o futuro...

Resumindo o jogo, não entramos bem. Sentimos dificuldades no meio campo, dando espaços e tempo ao adversário, permitindo três oportunidades (até relativamente fácil), uma delas concretizada. Acertamos ainda na primeira metade, em parte graças a Idriss e Tengarrinha - que a partir daí se exibiram em bom plano - e aos alas, que ajudaram a compensar a ausência de um terceiro elemento do meio campo mais ativo, que era preciso. Com a defesa mais próxima do resto da equipa, criamos duas ou três boas chances (de bola corrida!) para o empate ainda antes do intervalo. Merecido o golo de Bobô.
Nos primeiros vinte minutos da segunda parte foi a nossa melhor fase no jogo, só falhando na concretização, apesar de termos conseguido criar algumas situações de perigo (e de bola corrida outra vez!).
O jogo quase termina no erro de Mika, inacreditável erro. A partir daí perdemos o ímpeto, a confiança e o discernimento, as muitas substituições ajudaram à festa.

Em suma, viram-se melhorias da equipa, assim como os problemas também já conhecidos. Alguns reforços já chegaram, outros poderão estar para vir, temos quinze dias para continuar a evoluir e acertar agulhas. A equipa tem pouca maturidade, o que até é compreensível, sendo algo que só se consegue com o tempo.


Individualmente:

Bons sinais dos centrais Ervões e Lucas, até porque, que me lembre, foi a primeira vez que jogaram juntos (tantos minutos foi de certeza). O tempo só pode ajudar, como é necessário numa dupla de centrais.
Na esquerda, Correia também confirmou as boas expetativas. Acertou ainda na primeira parte, na segunda ganhou confiança e foi dos melhores. Apesar do erro no primeiro golo do sporting b (em que não fechou bem na área), esteve quase irrepreensível depois disso. 
Gostei da dupla no meio campo, Tengarrinha e Idriss. O português esteve bem na primeira parte, excelente na segunda, recuperando imensas bolas e conseguindo até dar-lhe boa sequência.
Idris foi forte no desarme e conseguiu travar boa parte das tentativas de ataque do adversário, mesmo com alguns erros principalmente na primeira parte. Apesar de não serem só suas as culpas do que esteve mal nesse aspeto.
Diego Lima voltou a demonstrar os mesmos problemas e potencial. Ainda o acho lento e pouco eficaz não só no jogo ofensivo da equipa (naquilo que ele pode realmente ser melhor), mas também no que não contribui com os restantes elementos do meio campo. Veremos como melhora, mas repito, seria-nos útil que aparecesse mais no jogo e em melhor plano.
Brito confirmou o que de bom vai mostrando, é o nosso principal desequilibrador no um para um, o mais rápido e o que mais perigo causa. Promete para quando for a sério.
Do lado oposto, Zé Manuel esteve bem, acho até que foi dos jogos mais conseguidos dos últimos que o vi fazer. Julián entrou numa fase do jogo que não o beneficiou.
Lance aberrante do Mika. Erros daqueles nem o Tiago Pinto. Pouco trabalho tiveram os dois, surpreendeu-me um pouco a titularidade do argentino, que ainda assim esteve seguro nas poucas intervenções.
Dos reforços recentes, Beckeles conseguiu mostrar alguma coisa, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Calma e maturidade (que até surpreendeu), à vontade a saír com a bola a jogar. Para um primeiro dia, não foi nada mau. Veremos como é Yoro e se é alternativa a Bobô (que foi o habitual, muito lutador, arrancou algumas faltas e conseguiu ser forte no jogo aéreo), seria bom que fosse uma boa opção, não deixando nós de precisar de mais soluções no ataque.


Venham os próximos. Força Boavista!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Derrota em Famalicão

Ba, o único gr sem culpas nos golos (foto do Boavista3.)


Surpreendente só para quem não tem visto os últimos desafios. Um golo marcado em cinco dos últimos seis jogos (Feirense, Zamora, Setúbal, Paços, Famalicão), muito poucas oportunidades criadas, um ataque com pouquíssima produção. Perigo, algum perigo, só de bola parada.

Os números da derrota contra o adversário do terceiro escalão podem ser exagerados tendo em conta o que se passou em campo (dois golos nos últimos dez minutos, com contribuição de Monllor e depois de 35 minutos praticamente de sentido único), mas tem o condão de fazer soar os alarmes e até acalmar alguma euforia enganosa resultante da conquista do torneio no último fim de semana.
A verdade é que precisamos de reforços no ataque, eixo e laterais, e que os médios com a missão e capacidade de criar lances ofensivos apareçam em melhor plano.
Defensivamente, e porque nem tudo é mau, estamos no bom caminho. Os centrais, laterais (mesmo com o problema na direita), o meio campo defensivo, parecem suficientes para se poder começar a contruir uma equipa com um bom nível de consistência, o que é extremamente positivo.

Algumas notas:

O nosso melhor avançado saíu aos vinte minutos, Bobô. É preciso dizer mais alguma coisa?
É necessário dar tempo a Julián e Zé Manuel. Espaço para evoluírem. Serem primeiras opções para a titularidade, de caras como o são, é, no mínimo, arriscado.
Diego Lima, o nosso médio com maior capacidade para ser o organizador de jogo ofensivo, é bom que comece a ser mais influente, seja mais interventivo e apareça mais vezes onde é preciso, perto da bola. Para já, é o único para a posição, mesmo não esquecendo Fábio e Ancelmo.
Ervões é o líder, da defesa e da equipa. Voz de comando. Lucas o mais próximo, se bem que foi dupla que ainda não se formou em nenhum desafio, jogando sempre os dois em momentos diferentes e ambos na direita da zona central.

E não vale a pena nos alongarmos muito a dissecar esta derrota. Jogou o plantel todo (exceção de Anderson Carvalho), fizeram-se experiências, contribuiu-se para o entrosamento. É aguardar que cheguem mais opções para o treinador poder trabalhar e a equipa poder ganhar outro tipo de soluções.


Vem aí o Sporting e, esperemos, reforços para o ataque, pelo menos. E um avançado não chega.

domingo, 27 de julho de 2014

Venha o Caneco

foto do Boavista3.


Uma vitória num torneio de pré-época vale o que vale, no nosso caso tem um sabor especial. Seis anos sem defrontar equipas da primeira liga, fazê-lo em dois dias consecutivos sem perder nenhum dos desafios, é algo que dá moral para os próximos tempos e revela, como já se disse, bom trabalho e um grupo unido e a evoluir. Ainda muito faltará, mais opções serão necessárias, mas o caminho é este, não há dúvidas.

Entramos bem no jogo, à semelhança do confronto com o Setúbal. Como se previa, Petit fez alinhar um onze diferente e no mesmo sistema que tinha utilizado no dia anterior, com oito jogadores que na temporada passada não jogaram nos campeonatos profissionais. Voltamos a demonstrar algumas das virtudes, intensidade, pressão, concentração e organização na hora de fechar os espaços para a nossa baliza. Assim como alguns dos problemas, o excessivo encolhimento na segunda metade, remetidos às imediações da nossa área, apesar da tentativa de espreitar o contra ataque sempre que possível. Falta de soluções no último terço e incapacidade de desestabilizar a defesa contrária, factos que não está alheia a escassez de opções no ataque/meio campo ofensivo. Tão escassas que nos fez alinhar num sistema atípico, com dois médios como jogadores mais avançados, por exemplo.
O espírito de união, organização e a falta de eficácia do opositor ajudaram a que pudessemos viver mais intensamente este regresso aos confrontos com equipas de primeira. Ganhamos no primeiro torneio de um dos que mais regozijaram com a nossa descida... Somos nós!


Iniciamos o jogo com três jogadores da época passada, um deles junior.
Júlian esteve bem, ao nível que nos habituou nos tempos de CNS. Cumpridor na hora de defender, foi ajuda preciosa ao defesa direito do segundo tempo.Tentou ser prático com a bola nos pés e conseguiu-o na maioria dos lances. Fez o remate para a melhor defesa do jogo.
Théo jogou pouco e pouco jogou. Batalhador, pareceu inferiorizado fisicamente depois de algumas entradas dos defesas contrários. Quarenta e cinco minutos de suor, pelo menos isso.
Wei, surpresa agradável de um dos nossos jogadores oriundos da formação. Rápido, safa-se bem no um para um, e tem uma capacidade notável para ganhar bolas de cabeça olhando à sua estatura. 
Carraça voltou a ser opção na lateral direita, desta vez toda a segunda parte. É verdade que pouco se aventurou no ataque e pôde contar com a preciosa ajuda do ala, mas não desiludiu e cumpriu na maioria dos lances. Será que vamos ter adaptação... bem sucedida?
Fábio Lopes, conseguiu estar melhor em relação aos últimos jogos, sendo uma das vítimas da saída de Théo na segunda metade.
Fary,que orgulho vê-lo levantar o caneco e festejar connosco. Grande!

Dos reforços:
Monllor, fez descansar um pouco as hostes depois da intranquilidade demonstrada na Vila das Aves. Seguro entre os postes, fez duas ou três boas defesas a evitar o golo do empate. Fora dos postes pareceu hesitar num ou noutro lance, sem consequências de maior. 
Ervões, um dos melhores no jogo de ontem. Assustou um pouco a estampa física, o quatro na camisola e a braçadeira de capitão, mas não, era mesmo o reforço que ajudou a subir o Penafiel. Posiciona-se bem, forte no desarme e jogo aéreo, foi um dos culpados da virgindade da nossa baliza.
Philippe Sampaio, dois dias no nosso país, não sei se tantos treinos, quarenta e cinco minutos em que seria quase impossível pedir algo mais. Vinte anos, pareceu que o perído de experiência tem tudo para acabar em breve e ainda bem.
Dias, à semelhança do central brasileiro só jogou meia partida, talvez pelo facto de ter chegado há poucos dias. Mostrou cultura de lateral sendo, sem dúvida e para já, a primeira opção para a direita.
Correia, um dos bons Andersons que temos. Fecha bem a lateral, é rápido, veremos como poderá ser útil também no ataque, quando a equipa assim o permitir. Além disso (algo que não me lembro de ver no nosso clube) parece que vamos ter cantos da linha lateral...
Idriss, bom jogo do médio ex-Moreirense. Impetuoso, cobre facilmente muito espaço na zona central, útil no jogo aéreo. Fez imensos desarmes, recuou e bem quando foi preciso.
Anderson, mais solto que o colega de posição, tira partido do boa leitura que faz do jogo, eficaz em muitos desarmes, destacou-se também na capacidade de desmarcação quando a equipa ganha a bola e tenta saír a jogar, e contribuindo a que a equipa consiga pressionar alto. Ainda vai melhorar bastante, parece-me.
Ancelmo teve o azar de jogar numa posição que não é a sua, aliado ao facto de ter chegado há muito pouco tempo, talvez as razões para tão pouca produção. Lento e pareceu pesado, veremos nos próximos tempos.
Brito, voltou a estar em bom plano nos vinte minutos em campo. Sozinho, criou a nossa melhor oportunidade, desperdiçada por Cid.



Três semanas para se trabalhar e continuar com as melhorias que já foram notadas. Um mês, no máximo, para colmatar as lacunas que temos.


Força Boavista!

sábado, 26 de julho de 2014

Primeiro Teste


 Foto do Boavista3.

Jogo razoável e, acima de tudo, bom teste à equipa. Petit decidiu fazer do amigável um jogo mais a sério, somente três substituições, equipa intensa dentro do campo, optando por colocar (provavelmente) um onze diferente no desafio de hoje. Jogamos com mais de metade da equipa com jogadores que na temporada passada jogavam no terceiro escalão, contra uma equipa (e treinador) com rodagem de primeira liga. Não ganhamos, não deslumbramos, mas também não perdemos nem estivemos demasiado por baixo. Mostramos evolução, como é necessário.

Entramos melhor que o adversário, dominámos bem o meio campo, controlamos na maior parte do tempo o espaço defensivo. Últimos quinze da primeira parte e primeiro quarto de hora da segunda, sentimos dificuldades em saír a jogar e sacudir a pressão imposta pelo adversário, não conseguindo evitar o recuo excessivo. Ainda assim, nota para os últimos quinze minutos do desafio, momento em que fomos de novo superiores, apesar de mais desgastados fisicamente.

No global, estivemos bem defensivamente, tanto no setor defensivo como no intermediário; pressionantes, intensos na luta pela bola e a fechar bem os espaços. Sentimos dificuldades em ligar o meio campo com o ataque, demasiado jogo direto dos laterais (mesmo dos centrais, muito embora a boa capacidade de Carlos Santos no jogo direto), poucas movimentações e procura de linhas de passe, fraca imaginação na hora de construir lances ofensivos. Tradução: zero oportunidades de golo em noventa minutos. É certo que tivemos um oponente demasiado faltoso no seu último terço, o que nos impediu de prosseguir algumas jogadas, mas, ainda assim, ponto negativo.

Individualmente, começando pelos que nos acompanham da época passada:
Afonso muito certinho na defesa, sempre bem posicionado e concentrado, eficaz no desarme. Leu bem quando foi preciso fechar no meio, também quando era possível saír a jogar (mesmo nas poucas vezes que o conseguiu).
Carlos Santos revelou lentidão, assim como bom posicionamento e prático a limpar a zona central. Habitual, tudo menos surpreendente.
Pedro Costa foi um dos que sentiu mais dificuldades em tapar a sua lateral. Umas vezes ultrapassado, em demasiadas situações obrigado a recorrer à falta. Aliás, a entrevista a meio da semana de Petit elucida bem o principal motivo e vantagem da sua permanência.
Cid, à sua imagem. Lutador, ajudou no meio campo defensivo, com dificuldades a dar a melhor sequência à bola. Muitas dificuldades.
Carraça entrou para defesa direito, prova da enorme carência nessa posição. Não esteve mal, fechou bem e pouco se aventurou a ajudar no ataque o ala do seu lado.
Bobô como o conhecemos. Um lance nunca está perdido para ele, é o primeiro a pressionar (sempre!) o defesa que tenta saír a jogar, ganha imensas bolas pelo ar vindas da retaguarda, ainda arrancou algumas faltas úteis para a equipa (e outras tantas não assinaladas). É óbvio que é uma posição que precisamos urgentemente de reforçar, mas o brasileiro não é carta fora do baralho - como muitos acreditavam - e pode revelar-se um jogador útil.
Zé Manuel em bom plano, mesmo sem deslumbrar. Também ele aguerrido, foi útil a ajudar o lateral do seu lado e mesmo no miolo, nas vezes em que Diego não o fazia.

Dos reforços:
Mika, revelou segurança entre os postes nos poucos remates em que foi posto à prova. Fora deles, resolveu a soco algumas situações, noutras nem assim o conseguiu. 
Lucas mostrou qualidades. Rápido na cobertura, forte no jogo aéreo, resolve simples quando assim é preciso. Pode e deve melhorar, mas acredito que o consiga. Veremos daqui para a frente.
Diego Lima foi o nosso organizador de jogo ofensivo, mostrou mais uma vez bons pés e boa visão de jogo, apesar de alguma lentidão de processos. Esteve razoável na primeira metade, desapareceu na segunda. Sem bola, foi raro o momento em que contribuiu.
Brito foi agradável, não sendo mais provavelmente por excesso de faltas dos adversários. É rápido e de boa técnica e parece-me bem nas decisões que toma.
Tengarrinha, o melhor em campo. Surpreendeu-me, sou sincero. Bem a defender, bom posicionamento, rápido na cobertura e até a saír a jogar.


Ontem, valeu a pena a vitória - que por vezes é o que menos importa neste tipo de jogos, se bem que ganhar é sempre bom - também pela sensação extra-agradável dos festejos da equipa junto dos adeptos, dos muitos adeptos que se deslocaram a Freamunde.

Hoje é desamigável com o Paços, e é para trazer o caneco. Vamos lá começar a passar-lhes a fatura.


Força Boavista!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Rola a Bola


Primeiro jogo treino, primeira vitória e primeiros sinais positivos. Muita expetativa para ver os reforços e os jogadores que nos acompanharam do ano passado.
Petit dez alinhar dois onzes (um em cada parte), um sistema (4 defesas, 2 médios de contenção, 1 médio ofensivo, dois alas e um avançado) e ainda deu alguns minutos aos mais jovens na parte final do desafio (que o árbitro dez questão de não cumprir os 90 minutos, não se entendendo muito bem o porquê).

Coletivamente, nota para os dois médios à frente da defesa ao invés de um trinco mais fixo. Primeiro Anderson e Idriss (e melhores no jogo), Carraça e Cid depois; Diego Lima o médio criativo, na segunda metade Fábio.
Intenção clara de todos serem bastante ativos nos dois momentos, defensivo e ofensivo; linhas juntas, defesa a pressionar alto e bem nas costas dos avançados contrários, tentativa de tirar espaço no miolo para o adversário construir jogo.

Individualmente, destaque pela positiva para alguns reforços: Correia, tudo indica ser uma excelente opção para o lado esquerdo da defesa. Defesa e não só, já que mostrou que pode fazer todo o corredor com facilidade e eficiência. Boa técnica, bem a defender e bastante rápido. Anderson Carvalho mostrou bons pormenores, bom com a bola nos pés, no posicionamento e a ler o jogo quando sem a bola. Gostei do Diego Lima, apesar da aparente falta de ritmo; bons pés e boa visão de jogo.
No ataque, estreia positiva do paraguaio Francisco Lopez, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Remate fácil, boa desmarcação e receção, apto a pressionar os defesas contrários.
Nem tanto pela positiva (ainda mais para alguns que estão em 'dúvida' e é preciso mostrar serviço) Wellington - que jogou de início - bastante complicativo na ala. Cid não entrou bem, assim como Théo. Zé Manuel - admito, um dos que vem do CNS que mais expetativas me causa - esteve bem na segunda metade.
Nota positiva ainda para Brito, o reforço que veio do Gil Vicente. Rápido, boa técnica, a optar bem no passe.


Ainda é muito cedo, é preciso controlar a euforia do momento (por mim falo, não é fácil :) ) e venham mais jogos (muitos, bons e com esta dedicação, para o entrosamento andar para a frente).


Força Boavista!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Final da Época


Num campeonato com 14 jornadas e com metade das equipas candidatas à subida, a margem de erro é curtíssima quando o objetivo é o primeiro lugar. Falhamos a mais e em demasiados jogos, apesar de termos cumprido na sua maioria.


Fomos evoluindo segundo as ideias do treinador e a identidade que queria para a equipa. Pressão e defesa alta, rapidez e desequilíbrios no ataque, posse de bola e com ela controlar o jogo, expondo o mínimo possível o setor recuado, pelo facto de não primarmos por consistência defensiva nem de rapidez quando perdemos a bola. Dois médios centro, sempre melhores na recuperação que na construção, à frente do quarteto defensivo. Um avançado, avassalador na primeira fase e sempre abnegado na entrega, ao qual não conseguimos dar o apoio suficiente na segunda metade da época, quer pelos dois alas, quer pelo terceiro homem do meio campo ou segundo do ataque como na maioria dos jogos (que também se revelaram insuficientes em alguns momentos em que seria preciso mais consistência no meio campo). Explica-se muito das nossas dificuldades pela incapacidade de desequilibrar no último terço e ultrapassar a organização do adversário. Quando a eficácia não resolveu, tivemos problemas.

Na baliza, um bom exemplo do trabalho misto que se tentou fazer, jogando com os melhores e ao mesmo tempo lançar jovens formados no clube. Marcos começou e acabou a titular, simplesmente porque é melhor, dá mais confiança à equipa e segurança à defesa. Tiago foi o que mais jogos realizou, em grande forma desde que agarrou a titularidade em Coimbrões e até ao jogo de Gondomar, a primeira de uma série de más exibições, incluindo em Freamunde e no Bessa com o Vizela, dois dos jogos mais decisivos da segunda fase. Não foi o único, mas foi um dos que mais contribuiu quando mais falhamos e quando não podiamos errar.

Esse jogo de Freamunde - e a forma como fomos dominados - marca o campeonato, depois de uma primeira metade da época em crescendo, incluindo os dois primeiros jogos da segunda fase. Seguido da primeira derrota no Bessa, com o Vizela, abalaram em definitivo a equipa. Quer o entendimento e capacidade de desequilibrar no ataque, assim como a estabilidade e a consistência na defesa, mais exposta e sobretudo mais vulnerável àquilo que menos poderia ser, a velocidade do adversário quando perdemos a bola.
Esteve aí uma das maiores dificuldades. No lado direito, um dos setores menos fortes da equipa, com Pedro Costa a não encontrar a boa forma e Claudio ainda a evoluir. No lado oposto, muito embora a boa evolução de Afonso, passamos mais de meia temporada somente com uma opção e que ainda assim demorou algum tempo a ultrapassar em definitivo as lesões. No eixo da defesa, não primamos pela velocidade, apesar do excelente jogo posicional de Ricardo e a boa - surpreendente - evolução de Carlos Santos.
 

Como disse acima, tivemos um meio campo sempre melhor na recuperação da bola e na pressão ao adversário, do que a dar a melhor sequência à posse de bola, em parte graças às caraterísticas de Carraça e Cid, os que mais minutos fizeram. De todos os médios, Luís Neves - que começou e acabou a época lesionado - pareceu-me o mais esclarecido com bola e o único com capacidade para desequilibrar no passe. Tentou-se de tudo para compensar, Samú, Théo ou Fary, uns mais outros menos eficazes.


Concluíndo, uma época em tudo diferente das cinco anteriores de pesadelo. Tivemos liderança e seriedade no banco, estabilidade fora dele e um grupo de jogadores que dignificou a camisola em todos os jogos. Tivemos evolução individual em alguns dos nossos jovens, tido como um objetivo no início da temporada. Começamos a formar uma mentalidade que queremos ter para o futuro.


Daí a aposta em Petit - já oficial - fazer todo o sentido. Agora é contruir o plantel. Tarefa difícílima, para não variar. 


Afonso, Cid, Carraça, Zé Manel, Carlos Santos, Fary e Li, confirmados para a próxima temporada. Falaremos deles amanhã.


Força Boavista!


domingo, 20 de abril de 2014

Adeus Campeonato


Adeus em definitivo ao primeiro lugar em mais uma derrota no Bessa, desta vez perante o nosso grande opositor da época, o Freamunde. Não vingamos o jogo da primeira volta, não fomos fortes o suficiente para mostrar que ainda tinhamos uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar, apesar da entrega, apesar de dividirmos grande parte do desafio e até criando as melhores oportunidades. Pecamos novamente no último terço do campo, onde continuamos sem conseguir desequilibrar como já o fizemos, nem de sermos eficazes como precisávamos de ser.
Onze habitual neste momento, mantendo Cláudio na direita e Samú como terceiro homem no meio campo.

Não entramos bem, demoramos algum tempo para acertar com as marcações e foi preciso apanhar o primeiro susto - aos vinte minutos - para se conseguir entrar no jogo. A partir daí controlamos mais, perdemos o medo e conseguimos fazer pressão, ganhar segundas bolas e ter muito mais iniciativa de jogo, não deixando de ser seguros na defesa.
Continuamos com imensas dificuldades no ataque e em aí criar desequilíbrios. Os extremos raramente ganham duelos com os defesas opostos, o jogo direto para Bobô revela-se demasiadas vezes pouco apoiado, os laterais arriscam pouco no desequilíbrio pelas alas, a criatividade no miolo praticamente não existe. Na consistência, ficamos claramente a ganhar em relação aos últimos desafios com equipas do nosso campeonato, mesmo perdendo algum balanceamento ofensivo: Cid mais posicional, Carraça mais solto e Samú muito mais médio que jogador de apoio ao ataque.
A eficácia acabou por premiar a equipa que menos fez - no jogo e nas substituições - para chegar aos três pontos. Eficácia e um erro defensivo tremendo, que voltamos a pagar bem caro.

Não alinho na falta de atitude dos nossos jogadores. Houve garra, vontade de vencer, apesar da dificuldade que acredito exista em quem lidera em motivar os jogadores para esta fase da temporada. Diria até, para esta fase da vida do Clube.


Nota positiva para o jovem de 18 anos Samú. Mais interventivo no meio campo, mais intenso na luta e a decidir melhor cada vez que a bola lhe chegava aos pés, simples e prático, o que olhando aos últimos desafios é de registar. Não foi decisivo nem maravilhou meio mundo, mas gostei da vontade em evoluir. Obviamente, trabalho não só do 'puto' mas também de quem o comanda, como aliás tem sido habitual, neste e noutros jovens.
Petit mexeu bem na equipa, arriscou como e quando devia.

Nota negativa - e como custa - para as bancadas. O Clube merece e precisa de muito mais, não só quando os bilhetes são de borla. Mas sim, concordo, isto só lá vai quando a mediatização for do agrado das massas... é bonito.



Duas notas semanais que eu acho interessante deixar aqui:


- Eis o estereótipo do adepto vimaranense. Inveja e mais inveja. Crescimento, conquistas, reconhecimento internacional, são algumas das coisas que mais lhes fazem comichão. A eles, que teem uma cidade inteira por sua conta e nem a um décimo dos nossos troféus conseguem chegar. Siga, para o ano continuamos a cimentar essa inveja.


- Continua o mau profissiolismo do correio da manhã. Destilam ódio de cada vez que falam de nós. Desta feita, Petit foi o convidado para um programa avermelhado. Até aí, nada de mais, já que se há alguém que deva fazer algo em relação ao jornal, não é o treinador, é o clube (a seu tempo...). E claro, como disse um nosso dirigente e muito bem, reagir oficialmente sempre que o cm debita insinuações para a praça pública seria um trabalho a tempo inteiro.
A postura do nosso treinador foi a indicada para estas situações, com a humildade e seriedade que todos lhe reconhecemos. Digo até que foi excelente a postura, perante a insistência da pergunta.
Estão habituados a enganar quem os lê ou vê, e espero - apesar dos exemplos contrários - que não consigam enganar os Boavisteiros.

(para quem não viu ou leu, tem aqui o video. Manchete: "Petit sonha treinar o slb" é pura malvadez, é tentativa de facada interna e direta ao coração).


Quanto ao Petit a treinador para a próxima temporada, falaremos mais lá para a frente. Estou de acordo com a decisão, fruto do que se mostrou neste ano e meio de comando. Mas o mais importante neste momento - mais que a eq. técnica - é saber com que linhas nos vamos coser e com que plantel poderemos contar na primeira Liga.




Navas, grande abraço para um que sempre dignificou a Camisola, o Clube e os Adeptos. Força!



Força Boavista

terça-feira, 8 de abril de 2014

Empate com o Rival


Positivo

Sem palavras. Ambiente fantástico, alegria, otimismo e confiança num futuro melhor, nostalgia pelo meio. Bessa mais composto e muito mais barulhento. Agora tem que ser sempre a subir. 
Já tivemos vários momentos parecidos com este, depois das decisões que nos foram favoráveis ao longo destes anos ou até nos inícios de cada temporada, passado o martírio dos impedimentos e daquela fase de indecisão e receio. Mas nada como o de domingo, que só será suplantado no primeiro jogo da próxima época.

Panteras sempre incondicionais no apoio. Arrasadores neste jogo.


Negativo

Empate em casa diante do rival, terceiro jogo consecutivo sem ganhar e quase o adeus ao primeiro lugar, apesar de até termos ganho um ponto ao líder. Seis pontos para recuperar em dezoito para disputar e com cinco equipas à nossa frente. Não é impossível, mas quase.  


Na intensidade e emoção foi dos melhores jogos. Com a entrega e atitude habituais, estivemos por cima boa parte do jogo depois de uma má entrada, apesar do equilíbrio nas oportunidades de golo. A melhor fase de alguma equipa no jogo foi nossa, em vinte minutos de sentido único.
Tivemos dificuldades no último terço outra vez e na criação de mais oportunidades de golo, dificuldades acrescidas pela organização defensiva do adversário (e reforçado nesse setor: Assis, suplente habitual na primeira liga, só jogou contra nós na fase final; Moreno, 18 jogos na primeira, estreou-se nesta segunda fase). 
Cid habitual, desta vez com o melhor Carraça desde que este voltou à titularidade. Na defesa estivemos bem, apesar dos erros individuais que iam saíndo caro.



Enfim, sabor agridoce. Há que continuar a honrar a camisola como até aqui e tentar o máximo dos máximos de evolução até ao final da época.  


Força Boavista

segunda-feira, 31 de março de 2014

Derrota. Mais Uma


Mudamos algumas coisas, mantivemos a atitude e a garra na luta pela bola, mas não ganhamos. Desta feita não foi pela falta de domínio e controlo no meio campo que perdemos, mas sim pelo que não se conseguiu criar no ataque. Não ter uma única chance flagrante de golo com o jogo empatado a zero é mau demais para um desafio de vitória obrigatória, é falhar muito passe e muitas más opções no último terço do campo, onde não conseguimos, em definitivo, desequilibrar como já o fizemos.
Entramos com alterações na baliza, na direita da defesa e na posição que mais mudamos de jogador (e onde nos últimos dois jogos esteve Fary), desta feita o regresso à aposta de início de época, Samu, mais como médio do que segundo avançado.


E é de história extremamente simples o jogo. Cedo controlamos o meio campo, mais rematadores e ofensivos, tentamos ser perigosos também pelos laterais, tentamos variar o jogo direto para Bobô, mas nunca conseguimos ser eficazes no último terço e criar verdadeiras chances de golo. E foi isto durante uma hora, cada vez mais ansiosos e até decidirmos arriscar mais e sofrermos as consequências disso mesmo, continuando sem tirar partido de ter mais homens na frente. Perda de bola de Rui Gomes em falta não marcada, já sem Carraça para compensar e com Julián na lateral, uma série de ressaltos antes da bola se aninhar nas redes. A partir daí, com o jogo partido e em modo de desespero de causa, conseguimos criar algumas situações, em nenhuma fomos eficazes ou tivemos alguma ponta de sorte.
A somar a isto, voltamos a ser ineficazes nas bolas paradas, hoje com a agravante de termos beneficiado de muitos lances, cantos incluídos, e nenhum se aproveitou. Faz mossa.



Algumas notas:

Mesmo que se consiga ter posse de bola e maior iniciativa de jogo, os principais desequilibradores do ataque - Zé Manuel, Julián, e Bobô - não são suficientes nem conseguem ser decisivos como já foram. Na tal posição de apoio, já experimentamos de tudo e nenhuma aposta se revelou eficaz e é aqui que tem estado um dos problemas nos últimos tempos. Nem numa postura de maior proximidade e apoio ao ponta de lança, nem numa tentativa de ter maior lucidez e capacidade de passe para desbloquear no último terço, conseguimos melhorar. Simplesmente porque não temos ninguém que consiga ser eficaz nessa posição e nessa função. Pelo menos, Petit não encontra ninguém no plantel, certeza disso.


Percebe-se a indecisão sobre o lado direito quando vemos Claudio jogar. Hoje tentou ser mais ofensivo e tem todas as condições para poder ser melhor no ataque que o concorrente ao lugar, mas continua com enormes dificuldades a defender. Também ele.


Samu pareceu mais forte e mais incisivo na luta pela bola, foi mais médio que segundo avançado, muito mais que os últimos que teem jogado nessa posição. Não nos trouxe o que precisamos, é verdade. Vê-lo jogar fez-me lembrar de Rúben Alves e do jeitaço que este podia dar.


Está difícil o primeiro lugar, a sete pontos de distância e com outros tantos jogos por disputar, quatro em casa e três fora. Recebemos os rivais no próximo sábado numa última chance de discutir seja o que for e é altura de regressarmos às vitórias, numa jornada que os dois primeiros se defrontam.
Nem concebo falta de atitude ou mudança de prioridades só por aquilo que se passa fora das quatro linhas. A prioridade é, SEMPRE, ganhar jogo a jogo e é sempre o mais importante para o nosso clube. Sempre. Ganhar e Honrar. Só quem não acompanha o clube consegue mudar a agulha. Percebo a ligação que se tente fazer, mas obviamente não concordo.



Força Boavista!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Derrota no Bessa


Comprometemos o primeiro lugar, não dependemos só de nós para chegar em primeiro e atravessamos o pior momento da época. Não há que o esconder, nem há que o justificar dizendo apenas que os adversários são superiores aos da primeira fase e afinal de contas não valemos um caralho. Podemos e devemos fazer melhor. Exibição cinzenta, desinspiração coletiva e erros proibidos, perante um adversário organizado, que esteve quase sempre melhor no jogo do que nós e com uma eficácia tremenda na cara do golo, a mesma que nos deu um jeitaço na semana passada.

Antevia-se difícil, como tem sido os jogos desta segunda fase e, como todos que nos visitam, um opositor extra motivado pelo confronto. Onze idêntico ao da semana passada, com Carraça e Cid no meio campo, Fary na companhia a Bobô e Zé Manuel na ala. Neves no banco, assim como Marcos.

Conseguimos entrar fortes, tivemos cinco bons minutos de boa pressão alta e circulação de bola. Plena intenção em manter a nossa identidade, tentando encostar o adversário à sua área com as linhas juntas e subidas, recuperar cedo a bola e circulando-a à procura das melhores soluções.
Durou cinco minutos esse ascendente, até o adversário acertar marcações, equilibrar no meio campo e conseguir saír a jogar. A partir daí, estivemos sempre por baixo e nunca controlamos, até entrarmos no período negro do jogo e encaixarmos três golos. Primeiro, outra vez enormes facilidades pelo nosso lado direito; no segundo, puta que pariu a sorte; por último, Ricardo Silva isolado na grande área cabeceia para uma grande defesa do guarda redes contrário, na jogada seguinte quinze jogadores na nossa área, um deles cabeceia para a baliza deserta e faz golo.
Segunda parte tentamos reagir, continuamos a insistir no jogo direto pouco apoiado para Bobô e perdidos no posicionamento do meio campo a dificultar a nossa circulação de bola. Reação só depois do golo de penalty e dez minutos em que estivemos por cima, já com Luís Neves a acompanhar Cid e Carraça. Notou-se a melhoria na posse de bola, mesmo sendo dele o erro que origina o quarto golo.  



Algmas notas:

Luís Neves. Ele e Cid, os que equilibraram a equipa jogos a fio, em que eram suficientes para garantir circulação de bola e bom posicionamento para ganhar nas segundas bolas, e está à vista que é no meio campo e na forma como este não controla a partida que começam os nossos problemas.
Por vezes ultrapassamos as dificuldades, porque somos melhores em outras vertentes do jogo, noutras temos mais dificuldades ainda, porque o adversário o provoca e não conseguimos reagir. Foi o caso de ontem. À semelhança de Freamunde, para além dos médios contrários, tivemos os laterais opostos a fazer numero no meio campo imediatamente após ganharem a bola. E, como em Freamunde, não tivemos hipóteses. Deixamos jogar e não conseguimos ter espaços para circular, sem linhas de passe próximo ao portador da bola na maioria dos casos, deixando demasiadas vezes aos centrais a iniciativa de lançar ataques no jogo direto.
Com Carraça e sem Luís Neves ganha-se na intensidade, perde-se na capacidade de dar melhor sequência à bola, ponto assente. Hoje conseguimos estabilizar com a entrada do ex-Gondomar, apesar de ser dele a perda de bola que resulta no quarto golo. A questão será segundo homem no ataque ou terceiro no meio campo. Como tambem se viu ontem - e mesmo perdendo apoio mais perto de Bobô - com os três no meio campo ganha-se consistência, pelo menos a necessária para podermos comandar o jogo. 


Tiago outra vez. Intranquilidade nos últimos desafios, o que num guarda redes é meio caminho andado para meter a quantidade de água que meteu ontem. Já foi a revelação e com todo o mérito, graças aos pontos que nos valeu. Mas assim... é difícil.

Mais um golo de bola parada, o que a juntar ao que não produzimos nos cantos e livres...

Repetitivo, mas que se há-de fazer? Foi pelo lado direito que começamos a perder.

Terminámos com dez, o lance de Luís Neves é feio e a forma como se queixou do joelho faz antever o pior. Teremos que esperar para tentar saber novidades, o que também é feio.



Custou fazer a crónica, ontem nem consegui e mesmo hoje foi aos soluços. Quatro batatas em casa deixaram-me estarrrecido, à espera do próximo jogo para ver se a malta vai conseguir dar a volta por cima. Eu acredito que sim, mudando algumas coisas e com a garra e o querer que nos caraterizam.


Força Boavista!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Três Pontos


Três pontos conseguidos, num jogo que soubemos resolver, apesar de o complicar antes de o vencer em definitivo. Onze repetido, com Zé Manuel no banco nos trinta minutos iniciais, Carraça e Cid no meio campo e Fary como avançado com Bobô.

Pareceu fácil em certa altura, mas foi desde o início um jogo complicado. Não entramos a mandar, mesmo com maior domínio tivemos dificuldades em criar desequilíbrios e descobrir espaços na defesa contrária sem que fossemos surpreendidos nas costas da nossa defesa (um dos lances quase golo). Depois do susto, e com Cid e Carraça em crescendo no jogo, conseguimos chegar à vantagem através de um excelente cabeceamento de Bobô, depois de mais uma boa jogada do lado esquerdo, o mais perigoso. Zé Manuel, que entrou para o lugar de Li, faturou o segundo com um excelente remate de fora da área. Estranhou a opção de susbtituição ainda antes da meia-hora, mas a verdade é que se a ideia era mexer com o jogo, isso foi conseguido. Na prática, ficamos com uma ala direita mais vertical e com maior poder de explosão, abdicando de um jogo mais interior - e mais lento - do chinês. Dois golos de vantagem, muito graças à eficácia na cara do golo, que até nos tem faltado nos últimos desafios e que desapareceu depois do intervalo.
Entramos a marcar na segunda parte depois de uma boa desmarcação de Fary, a passe de Julián. Golo e expulsão fez com que tivessemos o jogo praticamente resolvido, com Cid e Carraça em bom plano no meio campo, assim como a defesa cedo a resolver os lances de ataque do adversário. A expulsão de Théo, as más opções nos últimos passes não aproveitando os espaços na defesa contrária (nem o facto de estar um jogador de campo na baliza), e dois erros defensivos, fez com que passássemos por dificuldades, ainda permitindo um lance de bola parada com o jogo em 2-3.

Em resumo, apesar da mancha nos dois golos sofridos que nos fez temer o pior, vitória justa e exibição competente, atitude e entrega habituais, à semelhança da semana passada e depois da pior derrota da época.


Algumas notas:

Afonso Figueiredo que continua a subir de forma, bem a defender e a conseguir algumas boas saídas para o ataque.
Carraça também em bom plano. Ganha-se na intensidade e na luta pela bola no meio campo quando comparado com Luís Neves, também sabe o que fazer à bola mesmo não sendo tão eficaz no passe como o ex-Gondomar. Talvez daí a opção por Fary fazer mais sentido, tentando tirar partido da sua capacidade de dar o melhor seguimento à bola no último terço e capacidade em oferecer linhas de passe. 
Percebe-se a ausência do Navas da equipa base e porque não é opção para o onze incial, mais difícil é entender a ausência do banco. Não jogamos num sistema em que se possa tirar o máximo partido das caraterísticas do brasileiro, o que não impede que possa ser útil em determinados momentos dos jogos.
A expulsão do Théo é descabida, depois de um pé em riste - escusado, é certo - numa disputa de bola. Cinco minutos depois, um amarelo depois de uma entrada por trás a João Beirão ridiculariza ainda mais o vermelho ao nosso jogador. Incompreensível.  


Segundo lugar a um ponto do líder, continuamos a depender de nós próprios para chegarmos ao fim em primeiro.
Receção ao Vizela próximo domingo, mais um jogo em que a vitória é obrigatória.
 

Força Boavista!

terça-feira, 4 de março de 2014

Derrota em Freamunde


Golos e resumo.




Segundo golo, de canto, pode ser visto aqui.
Dez jogadores junto à pequena área, a defender à zona como é habitual. Ninguém salta, só dois jogadores do Freamunde, um deles antecipou-se ao Tiago.


 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dia Não

.
Derrota comprometedora perante um opositor direto, tão justa quanto má a exibição. Fomos inferiores, nunca controlamos o jogo, não conseguindo provar a nossa superioridade dentro do campo, perante uma equipa motivada e organizada e que, ao terceiro embate da época, conseguiu derrotar-nos. Desta vez fomos nós que levamos recital.


Uma surpresa no onze, a entrada de Tiago Pinto no lugar de Marco, ausente também do banco. Lesão ou opção, fica a dúvida. Na frente, a reentrada de Théo no lugar de Rui Gomes, no regresso ao sistema que mais frutos nos tem dado, com o jovem avançado a fazer companhia a Bobô no ataque. Julián e Zé Manuel nas alas, Cid e Neves no meio campo.

Depois dos minutos iniciais, e durante dez minutos, tivemos a nossa melhor fase no jogo, em que conseguimos jogar perto da área adversária, recuperar cedo a bola e criar perigo, podendo até inaugurar o marcador em duas boas chances. Um lance de Ansumane (isolado, excelente o desarme de Carlos Santos) marca a viragem no desafio, o momento em que o adversário acerta marcações, sobe no terreno e explora aquilo que foi a nossa fraqueza, o meio campo defensivo.
Tivemos imensas dificuldades no meio campo, com Cid e Neves a revelarem-se insuficientes para os médios contrários (com os alas ocupados a defender os [ofensivos] laterais opostos), principalmente entre linhas, entre os centrais e os médios, zona em que o adversário conseguiu colocar imensas bolas e provocar desequilíbrios. O desnorte fez com que se perdesse consecutivamente as segundas bolas, algumas delas bem perto da nossa área e em fase muito inicial de transição.
A correção surge já com a casa a arder, a cinco minutos do intervalo, na substituição de Zé Manuel por Carraça, reequilibrando o meio campo, ganhando homens no miolo para lutar pela bola e proteger a zona central. Enfim, alguma coesão, mesmo perdendo capacidade de explosão na saída para o ataque. 

Na segunda parte, tivemos de novo dificuldades, desta feita em conseguir controlar o jogo direto para Bobô (sempre bem e duplamente marcado, assim como pouco apoiado), a forma mais procurada para tentar chegar à frente. Conseguimos ter o domínio do jogo, sem nunca o controlar, conseguimos criar alguns lances de perigo, bons dez minutos de pressão perto da área adversária (já com Rui Gomes e sem Luís Neves), mas não fomos fortes o suficente para chegar ao golo, reentrarmos no jogo e desorientar o adversário.

Em resumo, foi o jogo em que o nosso meio campo não conseguiu nunca pegar no jogo e domina-lo, ter a bola, circula-la à procura das melhores soluções, fazer pressão e conseguir tapar espaços junto aos centrais e à nossa área. Foi o jogo em que Navas e um sistema com Navas fez falta à equipa. A nossa habitual abordagem ao jogo, a dupla Cid-Neves, com os alas ofensivos e os dois jogadores mais avançados não resultou e revelou-se insuficiente perante a força do adversário.


É problema conhecido e ontem influência direta também no momento em que ficamos em desvantagem, já depois de por algumas vezes o pânico ter sido semeado pelo nosso lado direito. Numa segunda bola na linha de fundo, não se pode permitir ao adversário que controle a bola de costas para a baliza, se vire e faça um cruzamento tão à vontade para o interior da pequena área. E a ajuda não chegou (talvez daí a opção para a substituição de Zé Manuel em vez de Théo), mesmo se tratando de um lance de bola parada.
No segundo golo, ou é falta sobre o guarda redes ou Tiago tem claras culpas no lance. Again.


Como já tinha dito, o campeonato é curto e o tempo para recuperar pode tornar-se escasso. Margem de erro zero para os próximo desafios, numa desvantagem que não poderá aumentar para lá dos atuais cinco pontos. Ou dois, mais a obrigatoriedade de golear o Freamunde no jogo do Bessa.
Veremos a reação da equipa frente ao Limianos, próximo desafio em nossa casa. Não há razão para deixar de acreditar, apesar do resultado e exibição.


Força Boavista!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Empate no Bessa


Empate proibido num jogo para ganhar, no Bessa, deixando fugir o primeiro lugar.
Pela primeira vez este ano não marcamos golos em casa, apesar das muitas oportunidades criadas.
Controlamos e dominamos, tivemos a paciência que se pede para desmontar uma defesa povoada e organizada, sempre mais perigosos que o adversário, mas não fomos eficazes, não conseguindo chegar à frente no marcador, mesmo com algumas oportunidades flagrantes desperdiçadas e fazendo um bom sufoco final.

No onze, destaque para a permanência de Rui Gomes como homem mais avançado do meio campo, o mais perto de Bobô.
Entramos bem, desde cedo marcamos a tendência do jogo, circulando bem a bola à procura de desequilíbrios na defesa contrária, quer pelas laterais (mais e mais na esquerda), quer pelo centro do terreno, tentando aproveitar a presença de Rui Gomes para dar melhor sequência e encontrar espaços no último terço. Criamos várias oportunidades, recuperando cedo a bola, em cima do meio campo contrário, e só por uma vez fomos surpreendidos no contra ataque em toda a primeira parte.
Assim jogamos até aos 15 minutos da segunda metade (mesmo com uma reentrada com menor fulgor), altura em que voltamos a jogar com um avançado a acompanhar Bobô, o que nos tem dado bons resultados.
Mexemos novamente com o jogo, conseguimos tirar partido do nosso mais útil avançado, e até com a boa entrada do Théo. Isto apesar do jogo direto menos controlado que o habitual para Bobô, dada a perda de fulgor no apoio ao avançado e o meio campo numeroso do adversário, mesmo conseguindo abala-los e provocar a expulsão.
Tentou-se ainda - e bem, porque era isso que o jogo pedia -  colocar mais homens na frente (não deixando de abrir o jogo com Julián e Li), povoando a zona em que o adversário era mais coeso, no seu meio campo defensivo, compensando a dificuldade de Cid e Neves em chegar mais perto aos homens da frente e aí conseguir desequilíbrios. Fary na primeira intervenção consegue isolar Théo, derrubado à entrada da área, num dos muitos lances que tivemos de bola parada em todo o jogo e que nenhum aproveitamos.
Também só por uma vez fomos incomodados na nossa grande área em toda a segunda parte, o que prova a tendência do jogo, assim como a falta de eficácia lá na frente.


Para a semana regresso a Freamunde num dos jogos mais importantes e difíceis do campeonato.
Deixamos fugir a liderança pela primeira vez em alguns meses e temos já oportunidade de a reaver.
O adversário está motivadíssimo (à semelhança da primeira fase, com a agravante de quererem vingar a derrota anterior), mas acredito que somos melhores. Aliás, sei que o somos, e que iremos provar na próxima semana.

O apoio será fundamental, como tem sido hábito nos jogos fora do Bessa.

Força Boavista! 


domingo, 16 de fevereiro de 2014

O Campeão Voltou!


Melhor entrada possível na segunda fase. Enchemos os pulmões, mantivemos a atitude e ainda evoluímos mais. Admito que estava confiante, mas um jogo com esta carga emocional e em casa do eterno rival é sempre complicado. Fomos consistentes e estivemos por cima grande parte do jogo, mostrando porque somos candidatos ao primeiro lugar.

Entramos fortes e personalizados, mais perigosos e objetivos que o adversário e mantivemo-nos por cima durante toda a primeira parte, mesmo com algum equilíbrio depois dos vinte minutos. Apertos defensivos só de bola parada, porque obrigados a recorrer à falta em algumas situações de contra ataque rápido do adversário.
Desde a concentração à entrega, passando pela lucidez com que se fazia a circulação de bola e se tentava saír a jogar, mantivemo-nos inabaláveis mesmo em inferioridade numérica, com treinador expulso e fazendo duas alterações forçadas. A tudo, mesmo àquele sufoco final, soubemos reagir bem. Isto é trabalho semanal e do bom.

Sem mexer na dupla de meio campo e sem Bobô, foi Rui Gomes o titular. Conseguindo nós jogar no meio campo adversário e com a boa posse de bola que mostramos, fazia sentido a aposta para lançar o ataque no último terço ou explorar a velocidade dos homens da frente. Saíu a meio do jogo, quando este se complicou e fomos obrigados a corrigir a defesa.
Luís Neves e Miguel Cid continuam a carburar, equilibram a equipa, pressionam quando é preciso e dão boa sequência à posse de bola, sempre ativos a oferecer linhas de passe; Cid esteve em todo o lado durante os noventa minutos, Luís Neves faz o cruzamento de morte para o golo.


As maiores dificuldades surgiram nas laterais (mesmo com Pedro Costa mais atinado e depois com a saída forçada de Afonso, o que obrigou à entrada de Cláudio), e na falta de velocidade de Carlos Santos. O central esteve bem em todos os outros lances, limpou o que tinha de ser limpo (assim como Ricardo Silva) e foi obrigado a fazer duas faltas quando ultrapassado em velocidade o que lhe valeu a expulsão. Dois lances, dois cartões. Campinho entrou bem e manteve a segurança, apesar da fase complicada no jogo.

Destaque ainda para os alas, Julián e ZéManuel. Para além de desequilibrarem no ataque, cumpriram bem no meio campo quando era preciso exercer pressão e fechar caminhos ao adversário.

Acima de tudo, uma demonstração da nossa força e da mentalidade que queremos para o futuro. Um só, adeptos e equipa. É isto que se sente e é do maior orgulho.


Foram muitos anos em ko técnico. Foda-se! É para desfrutar.
Para ver e rever o video do golo. Loucura nas bancadas e no campo.
Grande presença dos Panteras no municipal de Guimarães. O Campeão Voltou, Cinco Taças, Somos Campeões! Humilhação ao aldeão. Muito bom.



Força Boavista!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vitória no Dérbi


Três pontos e vitória na série, assim como melhores ataque e defesa.
Fomos consistentes e eficazes a aproveitar os erros do adversário para resolver o jogo a nosso favor, dominando e controlando, mesmo em inferioridade numérica, com a atitude e organização habituais, suficientes para garantir os três pontos.
Alterações relativamente ao último desafio no Bessa, só na baliza: Marcos no lugar de Tiago, faltando saber se tal se deveu a rotatividade ou, por outro lado, ao resultado das culpas do jovem guarda-redes nos últimos três golos sofridos pela equipa.
 
Mais um jogo de história simples: domínio repartido até ao primeiro golo (Bobó again, a aproveitar brinde logo aos dez minutos), sendo que a partir daí fomos superiores em todos os aspetos e controlamos sempre o desafio, apesar de algumas dificuldades no meio campo em fazer frente à superioridade numérica do adversário nesse setor. Pressionantes e rápidos nas alas, justificamos a vantagem de dois golos ao intervalo.
Segunda parte com igual fulgor e domínio, apenas quebrado com a expulsão. Reforçamos o meio campo, soubemos proteger a nossa baliza, espreitando o rápido contra ataque sempre que possível. Ainda assim, mais perto de ampliar a vantagem do que de sofrer o golo de honra. Pelo meio, um golaço (mais um!) de livre direto.


Wellington estreou-se, Navas e Carraça voltaram (mesmo que só por alguns minutos) a formar o trio de meio campo com Luís Neves, que esteve mais uma vez em bom plano (e temos dois especialistas de bola parada). Cid manteve a toada, no melhor e no pior. . Como se disse há uns tempos, os minutos a Théo só lhe vão fazendo bem. Justifica o golo que estará aí a chegar (hoje foi-lhe negado em cima da linha).

Lance absurdo, que nos custa o impedimento de Bobó, pelo menos no primeiro jogo da segunda fase: vermelho direto - reage a uma obstrução na grande área, depois de se embrulhar com o opositor - agredindo violentamente a atmosfera. Num outro lance, Carlos Santos sofre uma entrada de pé em riste e vê amarelo, ainda na primeira parte. Palavras? Siga... 


Para a semana jogaremos na ilha chupem-fomos-campeões, depois uma paragem de duas semanas, à qual se segue o início da aguardada segunda fase. Os adversários conhecidos são os mesmos, falta apurar duas equipas.


Força Boavista!