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terça-feira, 9 de maio de 2017

Em Final de Contrato


A chegar o final da temporada, tempo para uma breve reflexão sobre o plantel e os jogadores que, segundo consta, acabam contrato no final da presente época.





Vagner - Não há muitas dúvidas sobre a sua utilidade. Emprestado pelo Mouscron, com quem tem contrato por mais uma temporada, dada a sua qualidade será difícil a contratação. Doze jogos como titular, praticamente desde a sua chegada. É uma posição que precisamos de reforços, caso o brasileiro saia será necessário um trunfo ainda mais forte.

Ba - Um gajo porreiro. 

Henrique - Começou como titular (10), depois de na época passada ser um dos jogadores mais importantes, formando uma boa dupla com Vinicius. Prometia algo idêntico, desta vez com Lucas, mas a lesão à décima jornada, em Vila do Conde (onde até fez um golo), impediu-o de dar o contributo durante grande parte da época. Regressou três meses depois, voltando a lesionar-se no derby no Bessa. Recuperado das lesões é um jogador a ter em conta., mas com este problema... fica difícil.

Sampaio - Não começou bem a época, mas o seu crescimento nos últimos tempos fazem com que haja poucas dúvidas sobre a sua utilidade. Sendo jovem e um dos mais antigos do plantel, seria positiva a sua continuidade. Difícil, mas positiva.

Carlos Santos - Dos que acabam contrato, é o mais antigo do plantel, cumprindo a sua quinta época no Boavista. Um dos menos utilizados (7), é um dos capitães e a sua continuidade é uma incógnita, como já é habitual. Que é jogador de balneário restam poucas dúvidas, e será esse o principal motivo caso renove.

Correia - Lembro-me da sua estreia na Vila das Aves, na nossa época do regresso. Um dos que mais agradou, prometeu bastante dada a sua velocidade. A defender mostrou bastantes dificuldades, o que para um defesa lateral é algo complicado. Ao contrário de Sampaio ou Carvalho, por exemplo, evoluiu muito pouco. A dispensa será o mais expectável.

Tengarrinha - Um dos capitães e um jogador que vai deixar saudades. Uma pena as lesões graves, mas a sua pouquíssima utilização fazem crer que não tem condições para continuar.

Carvalho - 27 jogos esta época, um dos médios titulares na era Leal, como médio centro (não ala). Cresceu imenso, ajudou muito na consistência da Equipa. Na minha opinião é claramente um jogador para continuar e, claro, lutar pela titularidade na próxima temporada.


Em suma:

Out - Ba, Correia e Tengarrinha

In&out - Santos e Henrique

In - Vagner, Sampaio e Carvalho.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Que Faz Falta...

Todos sabem: é animar a malta.


Quem diria? Manutenção no bolso, sem pressão dos pontos, vontade de mostrar serviço para o futuro próximo, honrar o símbolo, todas as condições reunidas para não se passar aquilo que se passou, perante o nosso público e frente a um adversário já despromovido. Más exibições, derrotas pesadas, erros individuais, por muito que custem e por muito criticáveis que sejam, não chegam a este nível de vergonha. E, depois do que foi escrito num dos últimos posts, custa ainda mais, há que admitir. Confiança nos nossos rapazes? Assim fica mais difícil, mesmo depois do que já conseguiram fazer. Ainda assim, enquanto se escreve por aqui, enquanto se lê por aí e enquanto digerimos e tentamos perceber o porquê da péssima postura dos nossos rapazes, estes gozam o seu segundo dia de folga. É a vida.


Vamos às notas:

- Mantiveram-se as três alterações, Schembri, Bukia e Mesquita. Acompanharam o menor fulgor coletivo, mas não destoaram pela negativa. Mesquita cumpriu, como o restante setor; Bukia teve uma exibição positiva enquanto teve forças e, sobretudo, discernimento para desequilibrar. Quando deixou de o ter, saíu e bem, entrando um dos melhores desequilibradores que temos no plantel. O maltês, menos apoiado que na última partida, conseguiu criar algum perigo, dar sequência a algumas jogadas e ser decisivo num dos golos. Acerca do falhanço do ano, é como disse Leal em sua defesa, "só não falha quem não joga". Excesso de confiança reprovavel, mas... acontece aos melhores, sendo ele um dos nossos melhores.

- Falamos acerca do meio campo e da opção Mack/Espinho/Carvalho. O brasileiro foi o preterido para este desafio, entrando Mackmudov para o seu lugar. Na prática, o azeri jogou mais perto de Schembri, mais ativo no último terço na maioria das vezes, fazendo com que Fábio Espinho atuasse numa função idêntica à que Carvalho costuma desempenhar. No final da primeira parte queixou-se de problemas físicos, fica a dúvida acerca da razão da sua substituição. Faltou-lhe agressividade na recuperação de bola e mais acerto na pressão, contribuindo para a incapacidade do meio campo em segurar e lutar pela posse de bola. Com bola, foi lento na maioria das vezes, decisões pouco arriscadas, passes pouco verticais quando tal era possível. Fica o registo para uma das poucas vezes em que conseguiu desequilibrar, oferecendo o golo que Espinho desperdiçou. Para quem precisava de mostrar serviço tendo em conta os poucos minutos que leva... deixou algo a desejar.

- Mas o mais negativo foi mesmo o mais evidente: a apatia e falta de intensidade, impossibilitando a Equipa de ter maior iniciativa e tomar as rédeas do jogo. E o estado do opositor ainda agrava mais a situação, pois defensivamente foi dos adversários mais acessíveis que passaram pelo Bessa esta temporada. Encaro a entrada de Carraça, para mais perto de Idris sem deslocar muito Espinho, como uma tentativa de corrigir esse aspeto. Mas não resultou. A abordagem e atitude não mudaram, a Equipa manteve-se encolhida, sem capacidade de pressionar alto a débil defesa adversária, e, salvo um par de contra ataques, muito raramente incomodou o guarda redes contrário. Pouco, muito pouco para quem tinha de fazer do desafio uma obrigação de conquista dos três pontos.

- Minimamente positivo, e que ajuda até a perceber a tendência da partida: Vagner (esperemos que mais ninguém no mundo esteja atento à sua qualidade, para talvez ser possível por cá continuar...), Lucas e Sampaio.
Mais uma boa exibição do brasileiro que igualou o número de jogos a titular no campeonato da sua primeira época, 21. Raramente perdeu um duelo, chegou quase sempre primeiro à bola, boa leitura dos lances. Continua a crescer, veremos como correm os próximos desafios.


Confiança na reação, segunda feira, em Setúbal, até porque "este Clube não se compadece com este tipo de entrega e é preciso os jogadores perceberem muito bem isso".

Até segunda.


Força Edu!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

São 38




Uma pequena retrospetiva do que ficou por dizer neste último mês.

Dois estados de alma distintos que nos acompanharam nestes últimos tempos:
por um lado, o crescimento brutal da Equipa que teve início em outubro, por altura da entrada da nova equipa técnica, culminando no atingir da meta dos 30 pontos, tida como o objetivo principal. Uma das melhores defesas do campeonato, muito bom percurso fora de casa, duas derrotas em doze desafios, consistência, evolução da maioria dos jogadores. Priceless. E não esquecer nem fazermos de esquecidos como os críticos: os argumentos continuam a ser dos menos fortes entre as equipas com os mesmos objetivos que nós, o que engrandece o trabalho desenvolvido.
Por outro lado, os últimos jogos, praticamente desde que alcançamos a tal meta dos 30 pontos, mais ou menos desde o jogo com os nossos vizinhos (na jornada seguinte, fomos a Moreira 'carimbar' os tais trinta).
Inegável que perdemos algum fulgôr, como provam os cinco jogos sem marcar qualquer golo, ou uma única vitória em sete desafios. Mas, mesmo neste hiato de tempo, nem tudo foi mau e, opinião pessoal, muito pouca coisa foi tão mau como a maioria fez crer. Por alguns de nós, e pelos críticos alheios.

Muito se falou de atitude, de férias antecipadas, de falta de profissionalismo. Apontar esses motivos, quase em exclusivo, como fatores determinantes para a quebra de rendimento (mesmo exibicional), é algo que não estou de acordo. Houve, sem dúvida, algum relaxamento. Excesso de confiança? Desleixo? Talvez. Motivos físicos a, finalmente, darem de si? Muito talvez. Pouca margem de manobra no que diz respeito às opções (que 'resolvem' alguns destes problemas)? Outro talvez forte. Ainda assim, nunca em quantidade suficiente para se colocar minimamente em causa o trabalho da equipa técnica e, claro, dos próprios jogadores, realizado nos sete meses anteriores.

Então o que originou essa evidente quebra? Falta de concentração em alguns momentos decisivos, abordagens aos diferentes e exigentes desafios que revelaram algum excesso de confiança e, sobretudo, menor poder de reação (bastante menor) às adversidades, . E estas últimas ainda foram algumas. Parece pouco para explicar o mau momento? Admito que sim, mas tenho plena convicção que foi nestes fatores que residiram os problemas.

E há que falar também nas dificuldades, acrescidas por vezes, porque é de lembrar que não jogamos sozinhos. Nesta série (8 jogos, 6 pontos) por muitos apelidada de negra, reprovável e, admirem-se, para alguns suficiente para se pôr em causa a continuidade do treinador, jogamos contra cinco dos sete primeiros classificados; em dois jogos em casa, jogamos mais de 90 minutos em inferioridade numérica e, em ambos os confrontos (Paços e Rio Ave), acabamos por criar mais oportunidades para vencer os desafios.
Isto, obviamente, sem querer desculpar más exibições, que, não haja dúvidas, também as fizemos. Mas daí até colocar tudo em causa, passando por falta de apoio e acréscimo de pressão sobre tudo e todos, vai uma enorme distancia. E tremendamente injusto.

Por fim, veio o Tondela. As palavras do treinador terão tido a sua influência, as mexidas no onze também, o desejo de reação de todo o grupo igualmente, mas sobretudo foi um desafio em que conseguimos provar o evidente: somos e fomos melhores que o adversário. Mais difícil fazê-lo em Alvalade, em Guimarães ou Estoril, mesmo em casa contra equipas que lutam fortemente pela Europa, como Rio Ave ou Marítimo.

A jogada do 'tiki-taka', que, embora a passividade do adversário, é fantástica, não começou nos pés do Sampaio nem ganhou vida na abertura do Mack. Começou há seis meses, naquela vitória em Vila do Conde (faz amanhã meio ano, precisamente :) ), continuou a ser construída na dupla derrota caseira com o Vitória de Guimarães, por estranho que possa parecer. E isso, toda esse crescimento e evolução, não pode, de maneira alguma, ser esquecido. E sim, tem que ser levado em conta quando se fazem críticas demasiado destrutivas e quando o apoio incondicional é posto em causa.


É para rebentar com o Nacional, muitas contas para pôr em dia com estes bananas II. Manda-los diretamente para a segunda terá um sabor especial. Azar, toca a todos mas, como é habito dizermos, Boavisteiro não esquece, mesmo que mais de uma década tenha passado.


Força Edu!

quarta-feira, 22 de março de 2017

A Defesa




Ponto positivo em Estoril, opositor já de si complicado a atravessar um bom momento e num estádio que ainda não havíamos pontuado desde o Regresso. Agradável primeira parte, mais uma vez melhor entrada na partida, e uma má segunda metade, em que não conseguimos reagir às dificuldades impostas pelo adversário.
Mais uma vez, no geral (e confesso, sem ver o jogo na íntegra, merda de horário), fica a ideia principal: ponto ganho graças à consistência da Equipa. Não fomos brilhantes nem perto disso, não estávamos especialmente inspirados, em alguns momentos não mostramos a força que o momento exigia, mas não vacilamos. Em demasia pelo menos. A base ou o suporte de jogo já estão mais elevados, o que é ótimo. Assim como a exigência. Normal, culpa do desempenho da Equipa. Mas convém continuarmos com os pés bem assentes, mesmo naquilo que queremos, querendo nós, Adeptos, sempre mais.


Sobre o que esteve na base deste ponto e de alguns outros que fomos conquistando esta temporada. Mentalidade, equipa do 'pontinho' ou defensiva, e coisas que tal, mas é um pouco mais que isso. É consistência, a tal prioridade que se pretendia e era o principal objetivo em outubro último, aquando da mudança de treinador.

Falava-se esta semana sobre a nossa defesa, estatisticamente uma das melhores do campeonato, a 5ª que menos golos sofre. Mas mais importante que a defesa por si só, foi naquilo que evoluímos nos últimos meses: a mentalidade, a forma de defender e o nosso comportamento sem bola, desde os avançados até ao guarda-redes.
E não foi nenhuma injeção de talento ou capital extra investido no setor defensivo em alguma altura da época (como o foi no ano passado, por exemplo). Aliás, recuemos uns meses até ao momento em que partimos para esta época e atente-se ao panorama na altura. Perderamos Vinicius e Afonso, dois titularíssimos. Pelo caminho ficou Mika e foi ficando Henrique e as suas lesões. Ainda assim, apesar das contrariedades (lesão de Mesquita, opção Correia), não paramos de crescer, de sofrer poucos golos, de ser difícil de nos marcar algum.
Mérito muito maior que a prestação dos quatro ou cinco elementos da defesa, mesmo que também eles em plano positivo e, na maioria das vezes, em crescendo na forma a na confiança.

Mas como dizia, a diferença é mesmo essa, o comportamento global da equipa no momento em que não temos a bola ou na altura em que a perdemos, e a sua organização. Mais que os cinco elementos mais defensivos (ou seis com o Idris), é toda a forma de atuar, de adotar posicionamentos e timing de reações. E a Equipa sentindo-o, reflete-se na confiança individual dos jogadores. Nesse capítulo, olhando também aos argumentos que temos ao dispôr - quer seja no onze, quer nas opções - a prestação que conseguimos é excelente. Nessa relação, das melhores do campeonato.


Curiosa a análise a alguns números, julgo que tudo que se vai conseguindo, dadas as enormes dificuldades (que ao que parece, só nós Boavisteiros temos real noção disso), deve ser motivo de realce.

Comparando com as duas últimas épocas, vindo de encontro àquilo que ano após ano vamos tendo como principal objetivo, o crescimento. Lento e seguro. Pelo menos no campo, no Futebol com bola.
 - na época passada e por esta altura tínhamos mais 8 golos sofridos (7ª melhor). Há duas, 15 (5ª pior).
 - derrotas com mais de dois golos sofridos foram 5 na época passada, 7 em 2014/15. Esta temporada 2.
 - 2 derrotas/13 jogos. O melhor que tínhamos conseguido nas duas épocas anteriores para o mesmo número derrotas foi 7 jogos; para o mesmo número de jogos, 5 derrotas. Obra.
 - ao nível de pontos, já igualamos as duas anteriores, ainda com 24 em disputa.
 - já agora, 1 golo sofrido em cinco jogos ainda é recorde da época passada, início daquela fantástica recuperação com Sanchez.


segunda-feira, 13 de março de 2017

De Garras Afiadas


E é isto. Dispensamos o laço (até porque já temos o nosso Manel), mas é para embrulharem bem embrulhadinho, principalmente aqueles que, insistentemente, nos fazem o funeral. Como vemos, cedo demais. Já sabem: "Somos Boavista. E voltamos".

Em disputa 27 pontos, 33 já no bolso, manutenção garantida a nove jornadas do final e sinais evidentes que o crescimento tem tudo para não parar por aqui. Fazer tanto com tão poucos argumentos, com evidentes dificuldades financeiras, quando comparado com os restantes, dá aquele inigualável Orgulho Axadrezado, acompanhado do respetivo arrepio na espinha. Repitamos, mais audível ainda, os vizinhos que se fodam: "Somos Boavista. E voltamos!".


Confesso que entro sempre receoso no Bessa quando defrontamos estes bananas. Receio mesmo, medo, algo mais para o lado do sobrenatural do que outra coisa qualquer. Trauma talvez. Até podíamos estar a lutar pelo título, esse estado de espírito não se alteraria. Por isso, e só por isso, surpreso com este resultado. Pelo resto, pela Equipa, pelos Adeptos na Fortaleza, (agora sim, nada como ter a boca adoçada), pela liderança, pelo crescimento, pela confiança, por aí estamos descansadinhos.



Vamos às notas:

- Mais uma vez evidente o porquê de estarmos a fazer a melhor época desde o Regresso. Este não era um jogo qualquer, dado o adversário: há dez jogos sem perder, também eles a realizarem uma excelente época, com objetivos iniciais bem superiores aos nossos e com orçamento condizente. Além disso, o histórico insular no Bessa, quase fazendo deles a nossa besta negra.

- Consistência defensiva. Vagner, como já falamos, melhor reforço de janeiro. Já nem abalamos pouco que seja quando olhamos para a nossa baliza. Kamran, Mika, outro qualquer (ajudem-me!), nenhum deles se aproxima da segurança do brasileiro. Nas laterais continuamos com o crescimento, no eixo estabilizamos Lucas. Sampaio... mais disto, por favor. Esteve bem, mas é preciso estar assim no próximo, e no outro, e a seguir. Capacidade tem ele.


- Meio campo, e a sua principal evolução no momento em que não temos bola: a reação à perda da bola e mesmo à saída rápida do adversário. Enorme evolução, simplesmente do melhor, na minha opinião. Rigor, concentração, união. Equipa! Muito trabalhinho e do bom. Não só do jogador que aproxima para fazer pressão (seja alta ou baixa), mas sobretudo do comportamento da Equipa à sua volta. 
Idris, e a sua presença e intensidade, é o que sabemos (aka Capitão); Espinho mais 'trabalhador' do que o que se pensava, além da capacidade de criar espaços e [bem] circular a bola. E Carvalho, o médio (jogador?) menos apreciado pela massa adepta, mas com uma influência brutal nestes aspetos em particular, e que em muito contribuem para o bom desempenho global da Equipa. Ontem, de novo, bom exemplo da eficiência deste trio, que raramente é desfeito, mesmo durante os desafios. Percebe-se porquê. Neste momento, também olhando às opções, são fundamentais.

- Iuri é assim, é o pequeno génio que, quando inspirado (e mesmo não estando), ajuda imenso - não a resolver, porque isso fá-lo a Equipa - mas a desbloquear. Como ontem. Mais palavras para quê? É ver e rever que não cansa.
Voltei a gostar um pouco mais do Bulos, porque simplesmente continua a melhorar em alguns aspetos do seu jogo. Talvez isso ajude a explicar a insistência no sul americano - em detrimento do melhor jogador que é Schembri, apesar de diferente - a fazer os seus primeiros jogos na Europa, onde o futebol, e as defesas em particular, são bem diferentes dos campeonatos sul americanos. Conseguiu dar mais vezes jogável para os médios, seja no apoio frontal, seja na bola lançada em profundidade, conseguiu chegar mais vezes a tempo de o fazer. Não deslumbrou, mas melhorou, que é bem preciso. Na área, bem preparado o remate para o golo, na única chance que teve para o fazer. Frase batida, mas é à ponta de lança. Veremos nos próximos desafios, mas é certo que, pelo menos para mim, fez aumentar um pouco a curiosidade sobre ele e mesmo até onde poderá chegar.

- Mbala. Que desilusão, rapaz. Agora foram vinte minutos perante uma defesa com imensas dificuldades e com espaço para brilhar.

Com bola, a atacar, fizemos talvez o melhor desafio da época no Bessa. Boa e rápida circulação em muitos momentos, constantes linhas de passe ao portador da bola, quase sempre a melhor opção de passe a ser tomada. Mais uma vez, um sinal que torna evidente o excelente trabalho de todo o grupo.


Tranquilos. Confiantes. Com imenso tempo e boa disposição para prepararmos bem a próxima importante deslocação: Estoril. Todos à Amoreira. Isto é bom demais para se desperdiçar.  Continuemos a apoiar os nossos rapazes que bem merecem. O Clube merece.


Última palavra para a Fortaleza. Mais perto daquilo que somos. Bancadas bem compostas, apoio a condizer. Fácil, porque a Equipa assim o justifica e o jogo correu bem. Mas é bom, muito bom sentir toda a gente feliz.

Parabéns à família do jovem sócio mais antigo do Clube. Quatro gerações da mesma família a assistir ao desafio, é obra. Muito bom!


Força Edu!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Derbi




Bravo. Cheirou a Derbi, intensidade e rivalidade à antiga.

Custou imenso. Duro, não só pelo resultado pela involvência também, à semelhança do que nos aconteceu há três meses atrás. Não esmorecemos, estivemos lá para aplaudir os nossos, a marcar o território possível, de frente, olhos nos olhos com os do mercado. Lá estaremos em Moreira. É a vida. Lutamos, reagimos, unimos forças, não conseguimos vencê-los, com a certeza que haverá próxima. O "ides para a segunda" substituído pelo velhinho "sois uma rotunda" é um sinal que o regresso ao passado está mais perto. Não somos só nós que o sentimos, acredito, e as mãos no pescoço do Talocha, o pé em riste do Andrés, a perda de tempo no final de ambas as partes "que só os pequenos fazem", também o são. Não baixamos a cabeça, crescer é custoso, mas devemos ter um orgulho enorme em perceber que o caminho é este. Depois do inferno... como poucos sabem. Como eles não sabem de certeza.


Algumas notas:

Ideias claras de um lado e outro, do nosso suster a intenção de boa entrada do adversário; o Porto é forte sim, os argumentos são díspares, mas a real força deles está na defesa e na segurança depois da vantagem. O golo aos 7 complica, deita por terra parte da estratégia. Por nossa culpa, aquele erro não pode acontecer, muito menos quando se defronta equipas destas. Reagimos, não nos desorganizamos coletivamente, ameaçamos com dois pares de lances perigosos, um ou outro lance de bola parada, continuamos a mostrar dificuldades nos inevitáveis desequilíbrios individuais do adversário. 
Conseguimos discutir o resultado até final, à procura de um lance de inspiração ou sorte, forçamos uma expulsão, conseguimos melhor postura e fomos mais competitivos que num passado recente contra este adversário, à semelhança do último desafio com estarola. Insuficiente, como de resto também o fomos, no Bessa também, contra equipas do nosso campeonato, quando foi preciso ir à procura do resultado.


Santos foi surpresa no onze, exibição consistente na semana passada, inseguro na de ontem. Correção ao intervalo, com a agravante de já ter amarelo. Henrique para o lugar, exibição certa no regresso até ao pior momento. E ficamos com dois problemas, a lesão do Henrique, e Sampaio, que passou de titular para terceira opção.

Muito difícil colmatar a ausência de Idris no nosso meio campo, não só pelas suas caraterísticas mas também porque temos poucas opções para a posição. Pelos números é inegável (sem ele, 5 jogos e 1 ponto), num jogo destes mais ainda. Carvalho mais recuado, Carraça e Espinho a interiores acho que era do melhor que se podia ter feito, tendo em conta que é uma pena não termos um Tengarrinha a 200%  como já o tivemos. O melhor Tengarrinha seria quase certo titular no jogo de ontem. Carvalho a espaços, combinou as culpas diretas no golo com bons momentos, quer no desarme a médio defensivo, quer a criar perigo quando subiu mais um pouco. Carraça mostrou mais intensidade desde a última vez, falta saber se é para manter. Menos bem Espinho na missão mais ingrata, quase sempre com pouco tempo para ter a bola.
É raro mexermos no meio campo, ontem fizemo-lo e bem mais cedo, quando se optou por um jogo mais direto, tentando tirar partido da dupla Schembri/Bulos.

Do Bulos, um pouco do que se viu na semana passada, mas mais longe da área e mais atrasado que a maioria na discussão dos lances. É quando Schembri entra que criamos a melhor situação, pena não ter sido o peruano a finalizar. Bem lançado e boa entrada do Bukia.



Próxima jornada, muito simples: tudo a Moreira. Há que reagir, temos a vantagem de não ter que esperar por domingo, é já esta sexta 20:30h.



Força Boavista!



edit.

Ridículo aquilo que é dito pelo Porto, são cinco imagens que mostram, segundo eles, o "roubo" de ontem.
Dá para pensar: mas isto existe? Isto é real? Esta malta burguesa reclama mas porque acham mesmo que devem reclamar? Ou porque... sim? Recebem elogios dos comparsas, da carneiragem toda e isso faz bem ao ego? Será isso? Ou para não perder terreno em relação aos outros? É que... é tão baixinho.
Repare-se bem:
vitória do Sporting no Bessa pela margem mínima, queixas da arbitragem, BC a semana toda aos berros na cs, acabou multado.
empate na Luz, exposição do Benfica ao conselho de arbitragem.
Porto no Bessa, falta à conferência de imprensa em protesto com a arbitragem.
Afinal nós mandamos nisto. Tudo. Esta merda é toda nossa. Quer dizer, na verdade, eles todos devem concordar que a culpa não é nossa, portanto logo à partida estamos ilibados. Mas... não é estupidamente estranho? Não há aqui um padrãozito qualquer? Facilmente se chega à conclusão que os três grandes são, afinal, prejudicados. Imagino quando se defrontam, aquilo deve dar uma confusão nas leis...

Mas isto é tão ridículo que eu tinha vergonha que o meu Clube reagisse de forma algo parecida sequer. Facilmente e desde que haja vontade faz-se algo do género. Com imagens paradas? Pedi ao meu primo de oito anos, perito em ecrãs táteis, para me fazer algo do género. Eis:


Até o Jota, man? A sério? Quanto aos penaltys, nem dúvidas no estádio nem em casa, é ver as imagens video se for preciso e ter dois olhos na cara ajuda.

Isto é uma guerrinha e o resto são figurantes? Não entramos nesse filme. Eles que cresçam, não só na conta bancária mas no resto também.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A um!



Bem visível, no último sábado, os motivos que nos levam a estarmos a apenas um ponto da barreira dos 30, o que siginificará um upgrade aos objetivos. Mais que objetivos 'materiais', vulgo luta pela Europa, devemo-nos preocupar em fazer esse upgrade relacionado com os pontos. 30 já estão? Venham os 40.

No jogo de Santa Maria da Feira, salta à vista, mais uma vez, a organização e maturidade que a Equipa conseguiu alcançar em pouco mais de três meses. Podíamos até não ter conseguido chegar ao golo ou termos consentido o empate, mas... consistência, união e confiança é aquilo mesmo. Sempre mais perto de tirar alguma coisa da partida (e com uns 30 minutos iniciais bem mais mandões que o adversário), com aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos do jogo (porque os adversários tambem trabalham e jogam!) e, como já o disse várias vezes porque acho importante, cientes das nossas limitações (que as temos, não só no campo como no banco).

Individualmente, destaque para Bulos pelo excelente trabalho no lance decisivo. Já antes, também na cara do golo, boa cabeçada na pequena área. Fora dessa zona, voltou a revelar dificuldades, quer a vir buscar jogo ou de costas para a baliza adversária, quer a pressionar (bem e a tempo) a primeira linha do Feirense. Foi importante nas bolas paradas defensivas, talvez um dos motivos que o manteve em campo até ao final, em detrimento de Schembri. De qualquer forma, intenção de movimentações diferentes do habitual titular abonaram em seu favor e, claro, da Equipa.
Titularidade de Carlos Santos algo surpreendente, com Henrique já recuperado. Justa, como o próprio fez questão de provar dentro do campo. Um ou outro erro, muita concentração e alguns lances de perigo evitados.
No resto, o habitual: organização e critério de Espinho, posicionamento e consistência de Carvalho (voltou a estar em bom plano), esforço enorme dos três do meio campo.
E depois a paragem cerebral do nosso Capitão. Acontece e, como se viu, acontece aos melhores também. Mas não devia. Fazes falta, logo agora.
Na baliza, mais que confirmado: Vágner é, e bem, o dono do lugar. Seria uma excelente contratação para a próxima época.


Tínhamos falado na antevisão da partida que, em caso de vitória, tudo seria bom demais e sempre da forma como somos mais fortes, todos juntos. Sem palavras, foi mesmo isso.

Preto e Branco são
As cores do nosso Amooor.



Domingo, na busca dos três pontos, a um do objetivo. Mais uma final, diferente da última, diferente das demais, diferente de tudo o resto. É o jogo. É a Invicta. São os amigos e as discussões, o ego e o orgulho. O dia que não se dorme, o jogo que começa umas hor... já começou! É único. É o Derby. Venham eles.
Amanha a antevisão do Clássico, já a afinar a voz e de cachecol ao pescoço.




Força Edu!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Mini-Bessa


Enjoy! Mini-Bessa. Absolutamente fantástico.

Parabéns a estes incríveis adeptos!

Obrigado ao Tiago Quintela pela partilha.



Força Edu!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Venha o Caneco II

(problemas no Blogger impediram que saísse o post do primeiro jogo no domingo. Achei melhor publicar na mesma hoje - já que estava feito - num dois em um. Desculpem lá a extensão).


Paços - Boavista

Afro King Warriors Show: the beginning


Bom teste para o que aí vem, mais um jogo em que damos bons sinais daquilo que poderemos vir a fazer quando for a doer (ou a valer pontos, já que ao Bukia, Luisinho e Lima, ontem já deve ter doído e bem). Mostramos evolução em relação ao passado recente, à época passada principalmente (enorme diferença se nos lembrarmos deste mesmo torneio na primeira edição...), mas também comparando com o desafio em Matosinhos. 

Bem evidentes as boas indicações do coletivo do jogo de há uma semana. Repetindo das notas de então: "Ligação entre os setores, preocupação em oferecer linhas de passe ao portador da bola, o que resulta num jogo mais pautado e de melhor posse; pressão organizada sempre que possível, dos mais defensivos mas não só".  Conseguimos estar por cima na primeira hora de jogo, mais dominadores e perigosos na primeira parte, acabando por se fazer justiça nos penaltis. Mesmo na fase de menor fulgor, não deixamos de procurar o ataque e de sermos seguros na retaguarda. Temos razão de queixa da arbitragem, julgo que teríamos bem mais hipóteses de ter resolvido o jogo nos 90', houvesse algum travão ao jogo faltoso (e perigoso) do adversário.


Individualmente:

- Temos Gideão para dar luta ao Mika pela titularidade, mais do que alguém o conseguiu fazer na temporada passada. Revelou segurança no jogo aéreo e à vontade a jogar com os pés, pelo menos nesses aspetos poderá estar em vantagem. Tranquilo no pouco trabalho que teve entre os postes. 
- grande parte do domínio deveu-se à eficádia de Gabriel e Idris na zona intermédia, confirmando-se maior mobilidade (bem coordenados e a chegarem com segurança mais à frente), ambos em muito bom nível no desarme e antecipação.
- Sampaio e Henrique são aposta para a defesa por enquanto, contribuindo também para esse maior fulgor do meio campo defensivo. Sampaio vai confirmando a boa forma, Henrique vai trazendo algo mais positivo. Veremos os próximos tempos, mas é bom poder começar desde já a engrenar uma dupla. E ainda falta Vinicius.
- Samuel Inkoom outra vez titular (provavelmente Mesquita lesionado) e outra vez a mostrar alguns problemas defensivos (alguma imaturidade na abordagem a alguns lances?). Com bola, ficamos a ganhar milhões, quer na circulação, quer a explorar o corredor direito.
- Afonso a aproximar-se dos níveis da temporada passada. Classe. E à frente na luta pelo lugar.
- Claras mais valias nos extremos, Luisinho e Bukia na linha dos últimos jogos amigáveis, veremos como ainda crescem nos próximos tempos. Para já, tanto a dinamizarem no último terço em ataque organizado como a lançar o contra ataque.
- Uchebo foi utilizado no eixo do ataque (onde já jogou Zé Manuel e falta Uche se estrear), estando bem na sua função (à Uchebo), ganhando bolas para os companheiros, beneficiando também do melhor apoio que conseguimos dar ao ponta de lança, tornando o seu jogo mais consequente e útil para a equipa.



Boavista - União da Madeira


 Afro King Warriors Show: the apranchamento to the trophy

Como se esperava, um onze diferente do desafio com o Paços, um misto de potenciais titulares com algumas opções ainda em fase de 'testes'. O sistema foi o mesmo que nos quatro jogos anteriores, o que já se pode chamar de nosso sistema base: dupla de médios à frente do quarteto defensivo (sem trinco declarado), terceiro médio mais à frente, dois alas e ponta de lança. Únicos repetentes no onze em comparação ao dia anterior, Inkoom e Sampaio.
Mesmo com maiores dificuldades em desequilibrarmos no ataque, conseguimos controlar a primeira parte, na maioria do tempo por cima no jogo. Entramos bem, pressionantes, fomos perdendo fulgor até ao lançamento de algumas das peças que tem estado em maior destaque nesta pré-época. E assim vencemos.


Algumas notas:

Os problemas no ataque deveram-se sobretudo às opções iniciais, com mais dificuldades no poder de desequilíbrio e mesmo na consistência do nosso jogo.
- Pouga com funções idênticas às de Uchebo no sábado: igualmente forte nas bolas aéreas, a conseguir dar algum jogo ao apoio do meio campo e alas, útil igualmente nas bolas paradas defensivas. No resto, aplica-se o que já foi dito sobre ele: pesadão, dá imensa luta, algo prejudicado pelo tipo nosso tipo de jogo. Veremos se se pode tornar mais útil.
- Em bom plano a nossa dupla de meio campo, Tengarrinha e Anderson Carvalho, parecem também ir aquecendo os motores. O português regressando ao patamar que nos habituou, o brasileiro continuou a melhorar o seu jogo, sobretudo na intensidade. A chegar mais vezes perto da bola, a conseguir matar algumas jogadas e a lançar outras, mantendo o que tem de melhor, a lucidez no passe. Gostei, principalmente na segunda parte. Na primeira, é quase impossível fazer algo mais, com Ancelmo como terceiro médio.
- Na lateral esquerda tivemos Correia, também ele a melhorar, mais perto do que de bom mostrou no início da época passada. Atrás de Afonso talvez pela menor segurança defensiva que oferece para já, na minha opinião. Mas vai ser uma luta intensa, não duvido. Alex Jr jogou na ala, depois do que mostrou em Gondomar. Não desequilibrou, revelou dificuldades no posicionamento (claro, não só pela inexperiência mas tambem dado o pouco entrosamento com o lateral).
- Na direita, boa estreia de Tiago Mesquita na segunda parte. Esteve seguro a defender, muito certo nas ações, poucas oportunidades para subir na lateral.
- Léo razoável, talvez um pouco melhor que nos últimos jogos, mas ainda muito à sua imagem. Inconsequente vezes a mais. Sente-se melhor quando tem oportunidades de lançar ele o contra ataque em drible e velocidade, continua algo complicativo em tudo o resto.

Nota final para as bolas paradas, englobando os dois desafios. Continuamos a mostrar melhorias, sobretudo na marcação, conseguindo criar mais perigo. Mesmo nos livres diretos à baliza, como foi exemplo o grande golo do Tengarrinha.


Há um ano, a propósito deste torneio, discutiu-se aqui que foi positivo reencontrar duas equipas de Primeira (Setúbal e Paços) e não perder nenhum desafio.
Desta vez mantem-se a onda positiva, e nem tanto pela mera conquista do caneco, mas sim por aquilo que a equipa mostra, a evolução que teve, a auto confiança que revela, as melhores opções, e o espírito de grupo que parece intacto e se mantem forte.

Em grande os festejos no final com os adeptos. Uchebo e Pouga a entregarem em mão o troféu aos adeptos, o clã africano com o placard de promoção, os cânticos com os Panteras. Todos juntos que vai ser preciso para o que aí vem, tudo menos fácil. 

Força Boavista!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Teste em Gondomar



Segundo jogo no espaço de 24 horas (até menos), terceiro em quatro dias.

Mais que um treino de afinação ou de ganho de rotina, deu ideia que foi sobretudo um teste para se perceber quem está mais perto de saír do plantel ou até em melhor posição para lutar por um lugar nos titulares. Onze idêntico ao da última meia-hora em Matosinhos: Tengarrinha na direita (Mesquita ainda não estará a 100%, o que é uma pena), Hackman e Santos, Afonso (Alex Jr); Idris e Anderson, Ancelmo mais à frente, ataque Zé (Uchebo), Léo e Pouga.

Basicamente o jogo foi controlado por nós, uns momentos melhores que outros, só permitimos perigo junto a Mika nos últimos cinco minutos. Muita coisa 'emperrou' mas, como disse acima, julgo que era importante perceber que opções podem contar mais.


Individualmente:

Começar pelo pior: a lesão do Afonso. Assustou o aparato e a forma como é pedida a substituição, vamos esperar por notícias. Nem é bom pensar no pior (parece-me mais à frente na luta pela titularidade do que Correia). Alex Jr foi a opção (jogou uns 70 min), algumas dificuldades no pouco trabalho defensivo que teve, foi a atacar que se destacou. Enquanto lateral conseguiu subir e cruzar, depois da entrada de Correia desequilibrou como ala. Curioso, mas pode fazer pensar duas vezes acerca do futuro, ou se perdemos um lateral e ganhamos um extremo.
Hackman cumpriu e também mostrou que, dos centrais, é o que parte mais atrás. Um salto do terceiro escalão - como bem sabemos por experiência própria - faz com que precise mais de tempo que todos os outros. Veremos como está Vinícius e que prazo tem a lesão de Ervões para se perceber o que pode ser feito acerca do seu futuro.
Pouga está nos golos, ambos de cabeça, na pequena área e através de pontapés de canto. Em tudo o resto, ponta de lança pesadão, que joga com o físico e com ele tenta dar luta às defesas, bola mais puxada é dos defesas. É certo que a equipa não ajudou, mas em tudo o resto foi pouco eficaz. Poderá ser útil noutros momentos noutro tipo de jogos? 
Ancelmo não dá, pouco mais além de pormenores de um brasileiro com bons pés. Sem dúvida, a posição em que precisamos de reforço.

Idris mais móvel e em bom plano, Santos (tanto passe desmedido) e Tengarrinha a cumprirem, Léo e Carvalho a melhorarem um pouco em relação aos últimos desafios.
Samú pouco tempo e espaço, não conseguiu pegar no jogo, assim como Abner (que entrou para ponta de lança, poucos minutos).


Mesquita, Vinícius e Uche, vamos lá ver para o fim de semana. Torneio Capital do Móvel, bom teste contra o Paços (sábado às 20:30, em Freamunde), domingo à mesma hora em Paços de Ferreira.


Força Boavista!

Segundo Jogo



Mais um amigável de pré-época (menos para o Sampaio, pouco dado a essas cenas de amizade com adversários), mais um jogo para crescermos, ganharmos rotinas e corrigir erros tão típicos desta fase da temporada. Menos afoitos que no sábado, entramos idênticos na formação (dois médios à frente da defesa, Tengarrinha no lugar de Idris e Uchebo no de Zé Manuel).

Jogo com três 'partes': primeira meia-hora, mostramos um pouco do que de bom fizemos em Matosinhos, ao nível do coletivo e circulação de bola, ficando por cima e a jogar no meio campo adversário. Tentativa de sermos mais consequentes no último terço e no espaço entre linhas, entre a defesa e o meio campo defensivo contrários. Durou pouco, verdade, desligamos no último quarto de hora da primeira parte. Perdemos o equilíbrio e lucidez no meio campo (Gabriel e Tenga em bom plano até aí) com a linha defensiva, voltamos a sentir dificuldades para dar sequência à posse de bola quando pressionados e quando precisamos de explorar e descobrir espaços no último terço.
Últimos dez minutos, já com as alterações e graças a elas, voltamos a controlar e a conseguir criar algum perigo.


Algumas notas individuais, dos novos e não só:

Restam poucas dúvidas que Bukia irá ficar no plantel, falta saber quanto e como vai crescer. Voltou a mostrar bons pormenores, rapidez e aptidão para a marcação de bolas paradas. Vinte anos, duas semanas na Equipa... promete.
Olha-se para ele e parece demasiado pesado (vá, gordo!) para a posição. Puro engano, pelo menos ontem. Pela amostra, Gideão está aí para lutar com o Mika pelo posto. Duas defesas de grande nível, outras três intervenções em que mostrou segurança. 
Inkoom e Henrique de novo titulares na defesa, se bem que num patamar mais baixo que no sábado. O ganês teve dificuldades quando foi mais posto à prova, falhando algumas antecipações e pouco arriscando no seu corredor. O central com uma ou outra falha (segundo jogo desta dupla...), revelou eficácia no jogo aéreo, mesmo quando foi preciso encostar no avançado de costas para a baliza.
Gostei 'deste' Sampaio. Mostra confiança, é dos primeiros a berrar (no bom sentido) com os companheiros, nestes dois desafios não perdeu um lance de antecipação. Evidentes melhorias, veremos como vão ser os próximos tempos.
Meio campo da primeira meia hora: Tengarrinha e Gabriel em bom plano até aí, Diego Lima a ser o Diego Lima que precisamos... a espaços. Algo intermitente no jogo, dinamizou no último terço, descobriu espaços e ofereceu linhas de passe até desaparecer, dez, quinze minutos a vinte metros da bola. Reaparece e... outra vez o mesmo. Está no bom caminho, veremos como consegue estabilizar o seu jogo. Claro, volto a dizer, precisa[mos] de concorrência para o lugar. Samú é dali mas é diferente, outro estilo e rapidez (e até entrou bem).
As entradas de Idris, Afonso e (mesmo Léo, desta feita um pouco mais produtivo) coincidem com as melhorias na parte final e não foi por acaso. Mais confiantes e identificados com a Equipa, a conseguirem estabilizar um pouco mais o nosso jogo.
 


Teste para crescer e venham mais. Gondomar, hoje às 17h.


Força Boavista!

domingo, 19 de julho de 2015

Rola a Bola!




Meio ano depois, cá temos os nossos rapazes de volta. E, pela amostra, com a mesma vontade e querer dos últimos tempos. E nas bancadas, também aí início promissor.

Entramos com dois médios de contenção (Idriss e Reuben) à frente da defesa (Inkoom/Sampaio/Henrique/Afonso), atrás de Lima; três jogadores na frente, Luisinho e Bukia nas alas, Zé no meio. 

Mesmo sendo cedo para grandes considerações, nota positiva para o coletivo, ou seja e para já, a identidade que se busca para a equipa, aquilo que os jogadores parecem querer assimilar e bem. Ligação entre os setores, preocupação em oferecer linhas de passe ao portador da bola, o que resulta num jogo mais pautado e de melhor posse; pressão sempre que possível, dos mais defensivos mas não só. Ainda no aspeto coletivo, destaque para os nossos alas e aquilo que se pretende de novo no seu jogo: mais interior que no passado - dos dois - maior aptidão para os laterais explorarem o jogo ofensivo e compensados pelo posicionamento da dupla de meio campo.

Estivemos bem até à hora de jogo, momento em que mudamos a equipa por completo. Até aí controlamos, depois mantivemos a superioridade até aos dez minutos finais (já com Carvalho a lateral, por acaso até nasce daí erro que originou o empate).


Individualmente e típico destes desafios, maior curiosidade para os reforços. Algumas notas:

- Henrique. Jogou no lado esquerdo da defesa, no lugar de Carlos Santos. Bom posicionamento e forta no jogo aéreo, esteve bem no pouco trabalho que teve para fazer.
- Boa primeira parte dos dois alas, Bukia e Luisinho; o primeiro na direita o outro na esquerda, o que também beneficia o seu jogo interior. Ambos com bons pormenores, tinha alguma curiosidade na posição do congolês, extremo/ala parece ser a sua posição, pelo menos para já. Boa nota também no plano defensivo, para alguém que se estreia nos profissionais e conta com apenas 20 anos. Luisinho começou mal, não perdeu confiança, esteve bem na maioria dos lances. Sobretudo, e para quem nunca o viu jogar ao vivo, mostrou qualidade (e até mais inteligência que o seu antecessor na posição). Bom golo (aliás, grande jogada no golo, incluíndo enorme assistência do Lima).
- Inkoom: confesso que estou um pouco pé atrás com os dois 'estrangeiros', talvez mais ao nível físico. Esteve bem, sobretudo a defender. Mostrou rapidez e intensidade, antecipação, bem na leitura dos lances na lateral. Muito positivo.
- Tinha curiosidade no Hackman depois da boa prestação no amigável de final de época. Não desiludiu, mesmo intranquilo no período menos bom da equipa.

Faltaram Mesquita, Alex Junior e Uche, talvez por motivos físicos temporários, já não há notícias de lesões complicadas (exceto o sexto central, Ervões). 


Numa primeira análise e olhando às prestações, é no meio campo ofensivo que temos menos opções. Lima esteve razoável - como nos habituou na ponta final da época - sobretudo maior intesidade, não se escondendo do jogo nem de vir busca-lo cá atrás com a função de o organizar. Mesmo nesse aspeto, ainda pode e deve melhorar, soltar mais vezes a bola mais cedo. Vamos ver os próximos tempos, já que vontade de melhorar parece que não falta. E será importante concorrência a sério.
No oposto, Ancelmo que foi mais do mesmo: bons toques num ou noutro lance, mais nada para além da lentidão. Se já parecia difícil, pelo menos assim continua. O Léo tambem muito idêntico ao que conhecemos dele.



Incomparável este plantel e pré-época com a anterior - mesmo vendo só um jogo - fruto do crescimento que conseguimos durante o último ano, dos reforços a tempo e horas, do trabalho da nossa equipa técnica. Bons sinais, o que pouco importa para já, sendo habitual desvalorizar as exibições nestes primeiros desafios quando as coisas correm mal, é prudente fazer o mesmo quando tudo parece ser melhor. Porque realmente é, mas para já não importa. Siga, quarta na Póvoa, segundo jogo de apresentação aos Adeptos.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dispensados II


Continuamos na senda das dispensas. Sete anos sem isto, mais tempo que a própria existência do blogue... cool.



Seguindo. Mais três guias de marcha normais e compreensíveis. Outro central (e poderá não ser o único dos dois menos utilizados), um médio e um extremo.

Lucas foi dos que criou expetativa no início. Jovem, alto e rápido, já com passagens por clubes alemães de primeira linha. Foi forte aposta inicial: nas primeiras nove jornadas só falhou a quarta por castigo, desaparecendo depois da má prestação no Restelo (juntamente com Ervões), só voltando por duas ocasiões (ambas na Taça da Liga), dando ideia que perdeu a confiança de Petit. Apesar de algumas caraterísticas que faziam crer que poderia ser uma boa figura esta época (e olhando à idade, no futuro), dificuldades no posicionamento, pouca eficácia em movimentar-se no espaço curto, ficando a dúvida se a inferioridade será só mesmo física. Uma época emprestado continuando ligado a nós para ver no que dá, parece-me a melhor opção.

Ancelmo foi o menos utilizado no plantel, nunca atuando como titular: vinte minutos para o campeonato em Vila do Conde (e já com o resultado em 0-4), outros vinte nas Aves (com 1-4 no marcador). Suplente não utilizado em seis ocasiões (todas até à 10ª jornada), ainda apareceu em dois jogos da TL, ambos com o Oriental. Quando jogou, mesmo na pre-época, mostrou bons pés e muita (mesmo muita) lentidão de processos, denotando que seria preciso algum tempo para se adaptar ao nosso futebol. A lesão ainda complicou mais, mesmo sendo difícil acreditar que sem ela pudesse ter muito mais protagonismo (mais que Lima?). Emprestar e perceber se pode evoluir também me parece o melhor a fazer.

Julián é um daqueles casos... primeiros três jogos como titular a extremo, voltou ao onze depois da lesão de Correia, como lateral esquerdo. Com as dificuldades e o insucesso que sabemos.
Desapareceu na segunda volta, - sem hipóteses perante Afonso e sempre atrás de Léo como opção aos da frente - jogando apenas quinze minutos contra o Braga e três em Barcelos.
Empréstimo ou cedência em definitivo, veremos o que vai ser feito. Qualidade para uma Primeira Liga parece-me evidente que não tem nem terá. Ficam os golos no CNS e alguns bons momentos com a nossa camisola (o golaço em Freamunde, por exemplo).



Noutro campo, é noticiado hoje que clubes espanhóis (Rayo, Sevilha e Espanhol) poderão estar interessados em Afonso, Beckeles e Zé Manuel, podendo ainda haver interesse de alemães na contratação de Uchebo. Veremos o que nos reservam os próximo tempos no capítulo transferências (que se continue sem falar no Tengarrinha), dando ideia que estes quatro jogadores poderão ser os que mais perto estarão de uma eventual venda. Todos pela cláusula (ou mesmo perto disso) seria... jackpot.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Primeiras dispensas





Depois de o Clube comunicar que eram os únicos sem cláusula de rescisão e com o final de contrato à porta, percebeu-se que poderiam ser os primeiros dispensados. Sem surpresa:


João Dias. Inicialmente criou alguma expetativa, simplesmente por ser um lateral direito de raíz (com pouquíssimas opções no plantel) e ser um dos dois jogadores que vinham de equipas de Primeira. Trouxe experiência, foi eficiente em alguns jogos (mesmo quando foi preciso jogar quase a central), teve dificuldades noutros, na maioria das vezes quando se exigiu velocidade. Foi sempre a opção mais defensiva quando comparado com o concorrente do lugar Beckeles, sendo provavelmente aí, e só aí, que não ficava a perder em demasia para o hondurenho. Contribuiu com vinte jogos a titular, dos mais utilizados.


Marek Cech. Foi claramente o nosso upgrade no último terço em alguns momentos importantes da época, mesmo só chegando na reabertura do mercado e fazendo quinze jogos (sete como titular). Inteligência e experiência, quando foi preciso. Dá pena vê-lo partir, mas já se adivinhava que iria ser difícil outro cenário, na mesma medida da surpresa quando soubemos que iria fazer parte do plantel.

Bobô. Notório que é pouco para uma Primeira Liga, apesar da dedicação e da entrega que colocava em cada lance. Participou em onze jogos, ajudou a desestabilizar as defesas contrárias em alguns momentos. O que fica é a imagem de jogador que sempre dignificou o Símbolo, mesmo quando foi preciso encostar o peito para o defender. Faltou o golito na Primeira. Seria justo. 

Mas a primeira notícia é Aaron. Vinha evoluindo bem depois da má estreia com o Guimarães. Alguns erros cometidos (e mesmo reagindo bem aos mesmos), talvez próprios de quem chegou há pouco tempo ao Clube e à Primeira Liga. Foi-nos útil quando jogou: impetuoso, forte no jogo aéreo, a encostar bem no avançado a receber de costas para a baliza. Sendo jovem e arrancando desde a pre-época, poderia ser uma boa opção para a próxima temporada.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fary



Fary é diferente. Habituamo-nos a vê-lo no Bessa nos últimos anos, alguns dos mais importantes da vida do Clube. Estava lá nos piores momentos, nas infindáveis greves, nos penosos inícios de época, foi Fary que sempre deu a cara. Nos surreais episódios protagonizados pelos zézinhos e Pedrinhos desta vida, foi Fary que nos uniu, que nos fez esquecer e seguir a apoiar o Símbolo. Nas derrotas mais incompreendidas, é ele o primeiro a chegar perto. Sempre. E a exigir que o acompanhem. Quando é para dar voz, para nos representar, para ser um pouco a nossa imagem para os outros, fá-lo com a humildade que sempre lhe reconhecemos.


Fary é diferente. Não levantou troféus, não foi a finais, não conquistou medalhas nem prémios com a nossa camisola. Foi um bom avançado. Bom. Num Clube com Rickys, Jimmys e Silvas a marcarem passado recente. Mas Fary é mais do que isso. É aquilo que qualquer adepto mais estima: a partilha da paixão e amor pelo Clube. Fary é e será um dos nossos.



Quis o destino que a despedida dos relvados com a camisola do Boavista, na nossa casa, no lugar onde ambicionamos, fosse no dia mais especial para qualquer Boavisteiro. Só podia.

Eterno.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Mística


Uma das fotografias mais marcantes da história do Boavista. Por tudo que representa.

Faz hoje 14 anos, no dilúvio de Vidal Pinheiro. Inesquecível. Vinte minutos, canto da direita por Sanchez, o Capitão a mostrar que não iria fugir. E cinco dias depois, era nosso.

Semelhança com a atualidade? Claro. A Mística.

Força Boavista!

A época do nosso Afonso

 
Ou antes meia época. Ano de 2015, em que se estreou na Primeira.

Juntamente com Zé Manuel, um dos que nos acompanhou do terceiro escalão que mais expetativa criou: boas prestações no CNS, jovem, formação em clubes de primeira. Raçudo, à imagem do Clube.

Cedo se viu que a lateral esquerda era a posição melhor servida. Correia ganhou, naturalmente, o lugar. Titular nas primeiras sete jornadas, lesionou-se depois do jogo em Guimarães acabando por perder o resto da época (ainda reapareceu em Setúbal durante vinte minutos, ressentindo-se da lesão).
Mas ainda nada de Afonso. Foi a vez de Julián, titular nas primeiras três jornadas (a extremo), volta ao onze da 8ª à 14ª jornada, numa adaptação para colmatar a baixa do brasileiro. Foi uma das opções mais discutíveis de Petit, esta insistência no extremo, ainda para mais fora da sua posição natural. Adensa-se a questão quando até na segunda mão da eliminatória da TL o argentino é o escolhido (mesmo sendo num jogo de cariz mais ofensivo), dando sinais que o português seria preterido até na rotatividade. Dúvidas, muitas, se seria condição física deficiente ou mera opção, mesmo que difícil de perceber, ou talvez alguma evolução que o jogador necessitasse antes de ser lançado no campeonato.

Em 2014, Afonso só em três eliminatórias das Taças: estreia fora com o Oriental, exibição frouxa na Vila das Aves - talvez o pior jogo da equipa na temporada - e, passados dois meses, no Bessa para a fase de grupos da TL frente ao Belenenses, a sua primeira boa exibição e justificando a aposta poucos dias depois.

Arranca em definitivo para a titularidade no jogo seguinte, início de janeiro, em casa frente ao Arouca. A partir daí voltamos a ter defesa esquerdo, só falhando 15 minutos no campeonato: 5 depois da expulsão na Choupana (cumpriu o castigo na TL, em Alvalade) e dez minutos na jornada 29 (única substituição, também em Alvalade).

O jogo em casa com o Braga, foi a primeira jogatana em grande.  
O resto é o que sabemos e o que se tem visto. Sempre concentrado e a carburar em alta rotação, evolução jogo após jogo, eficaz nos desarmes pelo chão ou pelo ar (incrível como é forte no jogo aéreo, mesmo de baixa estatura) e também a atacar. No final dos jogos, saíu sempre vencedor dos vários duelos que protagonizou, mesmo contra jogadores mais experientes e tecnicamente muito acima da média.

Não sendo das nossas primeiras opções nas bolas paradas, também é forte nesse aspeto (lembro-me de um livre direto muito bem batido, julgo que em Barcelos).


Titularíssimo na equipa revelação do campeonato, melhor jogador jovem do mês de Abril, notícias de clubes interessados, uma mais que justa chamada aos sub-21 no horizonte (ou ainda será preterido na vez de um jogador da segunda liga?). Não há dúvidas, crescemos juntos. Grande Afonso.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Empate em Arouca



Oitavo ponto fora de casa, décimo jogo sem perder contra adversários com os mesmos objetivos que nós (ou para sermos mais justos, uma derrota em doze desafios, contando com o Moreirense...).
Na classificação, temos ainda hipóteses de chegar ao 12º, dependendo apenas de nós para tal (fazer igual ao Estoril na próxima jornada, ganhando-lhes na derradeira jornada).
Estamos pontualmente mais perto do último lugar europeu (6º a 10 pontos) do que do primeiro que dá descida (17º a 11). Quem diria?

Abordamos este desafio à semelhança do que havíamos feito no último jogo fora, em Alvalade. Idris e Reuben como médios mais defensivos, Lima e Cech mais à frente; no ataque, alas para Zé e Uchebo.
Voltamo-nos a dar bem com este sistema, que parece defensivo mas não o é, ainda que mais vocacionado para o momento sem bola. Um género de 442, mas que na prática torna-se 424 quando atacamos. A defender, povoamos o meio campo formando um quadrado no miolo mais os alas a fecharem as laterais.
À exceção dos primeiros 5 minutos (em que estivemos perto de sofrer), controlamos toda a primeira parte e, apesar de pouco rematadores, fomos a equipa com mais bola, mais ofensiva e perigosa.
Na segunda parte tivemos mais dificuldades em saír a jogar e, nos últimos dez minutos, em afastar o jogo da nossa grande área. Acusamos talvez maior desgaste que o adversário (que fez mais pela vida nesta fase do encontro, que bem precisavam), as substituições também nos tiraram algum fulgor (dois jogadores que há alguns meses não competiam). E, há que o dizer porque foi bem evidente, empurrados pelo senhor do apito.
Ainda assim, nunca nos deixando sufocar e espreitando o contra ataque, criando a melhor situação de golo da segunda parte.


Algumas notas:

- Desta vez jogou os 90 minutos, talvez o melhor jogo completo que fez com a nossa camisola. Acho até que esta insistência em Diego Lima, nesta fase final da época (mesmo tendo em conta que só agora é possível...), será também uma hipótese para o brasileiro justificar a aposta na próxima. Incomparavelmente mais intenso nas disputas de bola, raramente se escondeu do jogo, procurando e oferecendo linhas de passe em zonas recuadas para organizar o ataque. Contribuiu para a boa circulação de bola que se fez (a espaços), tentou por diversas vezes fazer uso da capacidade de desmarcar os colegas. Vamos ver como estará nos próximos dois desafios.

 - Exibição segura de Mika fora dos postes (a resolver à força se for preciso, sem hesitações), soberbo entre deles. Não é de agora que os nossos guarda redes mostram evolução, a razão só pode ser Alfredo. 

 - Wei e Correia de regresso. O brasileiro não conseguiu mostrar aquilo que é realmente forte, a velocidade, algo compreensível depois de meses sem competir. Sacou um bom cruzamento que quase dava golo do Zé. O chinês à sua imagem: muito mexido e lutador, tentando rapidamente a desmarcação. Interessante como dá luta nas bolas aéreas, mesmo com pouca estatura. O nosso remate mais perigoso vem do seu pé direito, à barra (depois de uma boa jogada do Lima).

- Bom jogo de Idriss (desta vez a 'exagerar' nas melhorias com bola, até fintas conseguiu meter), assim como da dupla de centrais, certinhos quer na antecipação quer a limpar nas zonas perigosas.
Mais um para a lista de Afonso. Desta vez com poucas aventuras no ataque (à semelhança de Beck), cumpriu bem a defender o mais perigoso do adversário.


Em suma, não sendo brilhantes nem fazendo um jogo muito conseguido, fomos mais uma vez competentes e consistentes o suficiente para somarmos mais um ponto fora de casa e alcançarmos, pela segunda vez esta época, a marca de três jogos sem derrotas.
Podem ouvir aqui as reações na sala de imprensa, fruto do trabalho da Rádio Portuense:
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-alfredo
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-mika


Para a semana, sonho seria ver o nosso Bessa cheio com os nossos adeptos. Celebration! Bem merecemos. 18 horas de domingo, é marcar na agenda.



Força Boavista!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Boavista de Primeira



O que sabíamos há algumas semanas - e confiávamos à meses - confirmado agora pelos números. Três jornadas - as primeiras - menos de um mês (27 dias para ser exato) foi o tempo que estivemos abaixo da linha de água. Brutal, tendo em conta as condicionantes e aquilo que o mundo futebolístico nos vaticinava. 
Na tabela, dependemos de nós para subir um lugar, podendo a classificação final oscilar entre o 9º e o 16º lugar.


Este desafio com o Moreirense espelha um pouco a época que fizemos: evolução contínua, atitude e competência dentro das quatro linhas, apoio incondicional fora delas.
Dizia na antevisão à partida que seria bom mantermos a eficácia defensiva que temos mostrado nos últimos tempos, acrescentando melhorias no setor ofensivo. Foi isso mesmo, um género de upgrade em relação ao último desafio, mesmo sem mudanças no onze. Frente a um adversário de valor, que se apresentou no Bessa para discutir o resultado e os três pontos, soubemos ser afoitos no ataque, adaptamo-nos bem aos momentos do jogo, conseguimos ser eficazes na circulação de bola e seguros sem ela.


Algumas notas:

Fruto da evolução - de forma mais evidente desde o meio da primeira volta - melhoramos na consistência, o que nos permite apresentar um meio campo mais vocacionado para a posse de bola e, noutros casos, conseguir esticar o jogo como nos convém. Dois fatores que mais contribuem para esse facto: a evolução de Idris e a inclusão de Aaron no eixo defensivo.

- Confirma-se que o gabonês é um bom reforço e pode ser importante para o futuro. Continua prático, varrendo a zona sem contemplações, usando e abusando do poder físico, forte no jogo aéreo e na antecipação. É-nos útil não só no centro da defesa, mas também permitindo ao meio campo outro posicionamento e outras preocupações que não a proteção ao eixo central em exclusivo. Melhora jogo para jogo, e talvez tenhamos aqui um bom reforço para a próxima temporada, num setor que foi o que mais dores de cabeça nos deu ao longo da temporada.

- Idriss. Manteve, ao longo da época, a aptidão para o desarme, fazendo da estatura e poderio físico a sua principal arma. Foi-nos particularmente útil nesse aspeto, como a equipa precisava. Tem dificuldades com a bola nos pés, pagamos caro alguns erros individuais, mas também aí foi melhorando, sobretudo nesta segunda volta. Domingo teve o prémio merecido (e que já ameaçava), a ajudar até a algum reconhecimento que nunca lhe foi dado pela maioria dos adeptos. 

- Lembro-me de no jogo da primeira volta, em Moreira, ter referido que as bolas paradas, por si só, ganham pontos, havendo jogos que se decidem consoante a eficácia nesse tipo de lance. Curioso que nos dois embates com os Moreiras foram marcados cinco golos, sendo quatro deles de bola parada.
Fomos inconstantes ao longo da época neste aspeto, melhorando num ou noutro desafio (Guimarães e Belenenses no Bessa, Penafiel fora, por exemplo), mas, na maioria das vezes, estivemos mal. Quase sempre pela bola mal batida, nos cantos e livres. Domingo fomos implacáveis.
Defensivamente, melhoramos nestes lances desde o início da segunda volta, em que mudamos a forma de os defender. Sem dúvida para melhor, apesar do golo sofrido no domingo.

- Momento Farygol. Bota lágrima nisso. Eterno. Não há palavras. 

- Claro que é óbvio. Depois do trabalho feito esta temporada, não há motivos para mudar. Também Petit precisou de evoluir, mas foi aqui - na aposta nesta equipa técnica - que começamos a ganhar a época.


Próximos tempos falaremos da temporada que está a acabar, histórica na vida do Clube. E da nossa, Adeptos.


Abraço a todos os Boavisteiros! Estamos de parabéns.

Próximo objetivo: invadir Arouca.


Força Boavista!