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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Três Pontos a Voar
Mais do que injusta, uma derrota ingrata. Quarta no Bessa, contra, em teoria, as quatro melhores equipas que por cá passaram. Mostramos alguns dos defeitos que teimamos em não corrigir (ou em melhorar o suficiente para não os pagarmos tão caro), estivemos por cima boa parte do desafio, reagimos bem a determinados momentos do jogo, falhamos onde os outros falharam menos, na eficácia. Sobretudo, embora a superioridade individual e técnica do adversário fosse evidente, fica a esquisita sensação que a vitória esteve ali ao alcance, e que pelos problemas que vamos repetidamente evidenciando, nos fugiu das mãos. Não pela falta de entrega, pela falta de concentração ou vontade, mas pela falta de qualidade de jogo ou de acerto nas acções ou de mera consistência coletiva, como quiserem.
Alterações (ou dizer surpresas?) no onze, duas: Beckeles e Brito fora dos convocados, Dias e Julián diretos para a titularidade. No meio campo as mesmas três peças: Idris e Tengarrinha a lado à frente da defesa (meia novidade, já que tem sido Idriss a jogar a trinco), Diego Lima como médio mais solto. Centrais Sampaio e Santos.
Boa entrada no jogo, compactos e boa pressão ao meio campo adversário. Aguentamos bem a reação ao nosso golo madrugador: não permitimos aproximações com perigo à nossa baliza (apesar dos livres e cantos concedidos), tivemos as melhores oportunidades para ampliar (por Julián e Diego Lima), muito embora a menor iniciativa de jogo. Mais uma vez, um golo sofrido de bola parada, em que continuamos sem conseguir acertar. E sofremos tanto na pele...
Voltamos a entrar mais fortes na segunda metade, mais pressionantes e, principalmente, mais perigosos que o opositor. Duas boas oportunidades e, de novo, uma transição rápida do adversário depois de uma perda de bola no meio campo a deixar-nos a correr (literalmente) atrás do prejuízo. E não é por acaso que, em todo o campeonato, só por duas vezes conseguimos recuperar de desvantagens. As dificuldades para criar espaços no último terço foram enormes, o que se evidencia ainda mais quando o adversário se vê em vantagem. Sem o conseguir encostar nem atordoar o suficiente para forçar desequilíbrios, insistimos no jogo direto mas sem resultados práticos. Aquele vergonhoso mói-mói que tantas vezes assistimos nos últimos anos não é característica exclusiva das divisões mais baixas do nosso futebol, ajudando a que o fim chegasse até antes dos 90+3'.
Algumas notas:
Opções. Concordei com a permanência do trio de meio campo (e olhando ao passado recente), embora fosse provável que o jogo exigisse algo mais 'batalhador'. Olhando ao que o jogo pedia no final da primeira parte, corrigiu-se e bem com a entrada de Carvalho no lugar de Lima. Ao contrário do que possa parecer, não foi uma opção defensiva. Talvez menor criatividade e menor poder de conduçao de bola, mas mais fibra e capacidade de trabalho num miolo que pedia isso mesmo. Com efeitos práticos: foi talvez a nossa melhor fase no jogo (a entrada na segunda parte). Os problemas vieram logo a seguir. Um duplo erro de leitura, na minha opinião. Primeiro a permanência do 'amarelado' Idriss, depois a saída de um elemento do meio campo (com a passagem de Tengarrinha para lateral), já em desvantagem. Ganhou-se alguns centímetros e muitos quilos para o futebol direto, abriu-se a frente de ataque, mas perdemos capacidade de recuperação, de controlo e de circulação de bola, sequer de tentar fazer a diferença com incursões ofensivas dos nossos médios. Tivemos, então, menos oportunidades para atacar, embora com mais avançados. Até pode fazer algum sentido tentando dar melhor sequência à nossa principal arma para atacar, o futebol direto, mas foi, de facto, infrutífero.
Jogadores. Quem vai lendo aqui os textos deve achar um pouco repetitivo, mas cá vai outra vez: as características da dupla de centrais estará na origem de muitos dos nossos problemas. Por eles próprios, pela cobertura que o meio campo é obrigado a dar-lhes, pela falta de consistência e, por vezes, até de confiança que revelam. Muito embora a evolução normal dos últimos tempos.
Verdadeiro teste para Afonso, que teve um adversário complicado pela frente. Passou e bem, bom jogo do jovem lateral, à imagem dos últimos tempos. Mais à frente, Julián ajudou a esclarecer que é extremo. Pelo menos, melhor que lateral.
Idriss em bom plano na sua principal função, em destruir tudo que possa chegar com algum perigo às imediações da área. Menos vertical na pressão que Tengarrinha, foi um pouco vítima quando o meio campo também se perdeu. Como disse acima, boa entrada de Carvalho, continua a melhorar na intensidade, sofreu como o companheiro de setor na última meia hora.
Habitualmente, temos enormes dificuldades em desequilíbrios individuais no último terço. Zé Manuel e Brito têm sido dos que mais ajudam a desbloquear as defesas contrárias, e foram baixas a sério para este desafio. Léo não deixou de mostrar a rapidez e boa técnica que tem, assim como voltou a repetir vezes a mais más e tardias decisões. Apanhou pela frente um estreante em jogos de Primeira Liga, mas nem por isso conseguiu ser mais consequente. Porque insiste em insistir e não em jogar prático e fácil quando as coisas começam a não correr bem.
Um avançado vive de golos, morre de desperdícios. Foi uma pena aquele falhanço no início da segunda metade, em que poderíamos dar outro rumo ao jogo. Em tudo o resto, foi um Uchebo igual ao que temos visto: lutador e isolado no meio dos centrais.
Pelo que se viu hoje, mais uma vez, continuamos as melhorias em alguns aspetos, assim como com os problemas, principalmente, na consistência.
Teremos os próximos seis jogos, em teoria, contra cinco das seis melhores equipas do campeonato. Próximos 18 pontos em disputa. Preocupante, olhando para os quatro pontos que nos distanciam da linha de água e para o que mostramos para fazer frente a equipas mais fortes, em casa e fora. Difícil? Como desde o início se previa, muito. Têm a palavra o treinador e os jogadores. Nós cá estaremos - pelo menos na sua maioria - para apoiar dentro do campo como até aqui. E para criticar, claro, como qualquer bom e preocupado adepto.
Força Boavista!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Venham Eles: Estoril
Dezanove pontos! Metade do campeonato com quase dois terços do objetivo cumprido seria excelente. Serão dos mais difíceis opositores que teremos no Bessa, mas, até olhando às perfomances e momento atual das equipas, é um adversário ao alcance, estando nós ao nível do melhor que já nos exibimos neste campeonato.
Dado importante: é o primeiro de uma série de desafios no Bessa contra equipas 'europeias', equipas que foram à Europa nesta época ou estão em posição de a garantir para a próxima. Seguem-se Braga, Rio Ave, Porto e Vitória. Junte-se deslocações à Luz e a Coimbra e teremos o nosso ciclo infernal. Ao contrário da primeira volta é preciso pontuar nestas próximas batalhas, sob pena de pagarmos caro (na classificação!) alguma mão cheia de derrotas. Nada melhor do que começar com uma vitória...
A distância para os perseguidores é perigosa: em caso de derrota poderemos descer três posições (e duas se empatarmos), ganhando subimos um lugar (apesar de com os mesmos pontos que o Estoril).
Olhando para a nossa equipa, na defesa não devem haver mexidas, mantendo-se a dupla de centrais (ou vamos ter Ervões?), Beckeles na direita e o regresso de Afonso à esquerda.
No meio campo, a grande curiosidade prende-se com Cech (que deixou boas indicações em Alvalade) e se poderá ser opção ou não. No caso de o ser e a titular (no meio campo, pois também poderá sê-lo na lateral esquerda, se bem que não acredito que Afonso perca a titularidade) veremos quem lhe dará o lugar (não sei se será boa altura para tirar Diego Lima da equipa, apesar de o jogo convidar a um meio campo mais trabalhador e cauteloso). Mas aqui é a habitual incógnita, em que parece que só Idris tem lugar cativo.
No ataque, não podendo contar com o nosso jogador mais utilizado, Zé Manuel, temos Brito, Léo e Uchebo. Será surpreendente algo diferente deste trio.
Do adversário, parece-me claro que são uma equipa perigosa e com boas soluções no meio campo e ataque; na defesa, têm uma baixa importante na lateral esquerda, ao que parece com dificuldades para a colmatar.
São a equipa que menos perdem fora de casa depois dos três primeiros classificados: têm apenas duas derrotas, sendo de longe a que mais empates têm (5).
Nota para o reencontro com José Couceiro (depois do seu mais que provável regozijo pela nossa descida), aquele para quem o Boavista Campeão Nacioal e a representar Portugal na Champions deveria ser uma vergonha para os portugueses. Lembram-se disso? Por mim é daquelas merdas que não se esquecem nem perdoam no mundo do futebol. Aconteceu ainda antes da polémica em 2004, entre ele e o nosso presidente e em que envolveu processos judiciais, depois das suas declarações acerca da suspeição que rondava o Boavista. É recebe-lo... bem.
Força Boavista!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Eliminados
Adivinhava-se difícil, mesmo perante uma equipa b do sporting (muito parecida com aquela que foi ganhar a Guimarães) e encarando nós o campeonato e o próximo jogo no Bessa como máxima prioridade. Beckeles, Idris, Lima, Léo e Brito fora dos convocados, Cech, Carvalho e Uchebo no onze, dois ex juniores utilizados, outros dois no banco.
Desde muito cedo (duas jogadas de perigo ainda antes dos dez minutos) e vezes a mais não conseguimos evitar o desposicionamento nem a inferioridade numérica em zonas perigosas para a nossa baliza. Demo-nos mal com a velocidade do adversário, demoramos a acertar marcações e compensações nas laterais, sequer a tentar pressionar suficientemente alto para podermos respirar e organizar um pouco melhor. Depois da meia hora conseguimos reequilibrar, uma ou outra boa incursão no ataque e, surpresa, um lance perigoso através de uma bola parada.
Entramos melhores e mais confiantes na segunda parte, sobretudo no controle dos espaços e do perigo junto à nossa área. E o pouco que lá chegou foi bem resolvido. O golo surge numa altura em que até tinhamos algum domínio na partida (também fruto da expulsão), voltando depois a ser bem evidentes os problemas em incomodar o último terço do adversário, embora alguns momentos de boa posse de bola.
Algumas notas:
É difícil escolhermos dois titulares dos quatro centrais que temos. Talvez se juntassemos o melhor das duas duplas conseguíssemos melhorar alguma coisa. E como estamos em janeiro...
Cech, bem vindo. Jogou no meio campo e para quem já não o fazia há meio ano, não foi nada mau.
Perto do Julián todos pareciam Carrillos. Teve momentos... péssimos.
Chegou a vez de Gouveia, a fazer lembrar o que Anderson Correia fez em dois ou três jogos: arriscar e perder em zonas proibidas. Cumpriu em quase todos os outros lances, falhou naquele que não pode nem deve falhar.
Quincy pareceu mais rápido, embora as coisas não lhe tenham saído nada bem. Com ele parece que vemos um pouco de futsal em campo de onze. A técnica está lá, se ele vai tirar proveito ou não, é aguardar.
Nota positiva para a combatividade (e alguma lucidez e objetividade em alguns momentos) dos três da frente.
Derrota que custa a digerir, como quase todas. Uma vitória, ou pelo menos um empate, poderia ser uma boa injeção de moral, e não estivemos tão longe quanto isso de o conseguir. Hipotecamos as hipóteses de chegar às meias finais, próximos desafios (com ambos os Vitórias) a serem aproveitados para se evoluir, coletiva e individualmente, como se tem feito até aqui. Nada de novo.
Força Boavista!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Derrota na Madeira
Na prática, e sendo sempre mau perder, mantemos a distância para a linha de água (5 pontos), encurtamos para os perseguidores, assim como para o lanterna vermelha (7 pontos). Uma derrota na próxima jornada poderá significar uma queda de 3 lugares na classificação.
Surpreendeu-me um pouco a abordagem ao jogo, um pouco na linha do que se havia feito nos dois jogos anteriores, em casa, frente a Belenenses e Arouca, pese embora o desafio ser fora do Bessa e contra uma equipa em crescendo e com outros argumentos. Apresentamo-nos em campo para discutir os três pontos de uma forma declaradamente mais ofensiva, deixando de lado a mentalidade [extra-]defensiva com que encaramos os dois últimos jogos fora (que tinham resultado numa vitória e numa derrota pela margem mínima).
Ou seja, Beckeles a defesa direito, Idris e Tengarrinha no meio campo, deixando-se Lima (mesmo tendo jogado como médio), Quincy, Léo e Zé Manuel como homens mais ofensivos.
Até terá sido compreensível a estratégia, numa tentativa de dividir o jogo e procurar chegar à vantagem primeiro, tirando depois partido de uma maior frescura física. Em causa parece ter ficado a consistência defensiva, que tantas dores de cabeça nos tem dado. Isto, claro, tentando tirar a pulsação à partida através dos números e resumos.
Ficam as estatísticas e as imagens da NacionalTV (o nosso golo e os lances perigosos do adversário).
De novo muitos problemas no eixo da defesa, olhando aos lances que o adversário consegue ter vantagem nessa zona do terreno. Não é segredo que o mercado de janeiro nos poderá ser útil para podermos fortalecer aquele que será o setor mais frágil da equipa.
Uma derrota com poucas implicações na classificação, graças ao que de bom temos feito. O que resulta é num jogo de maior responsabilidade frente ao Estoril, em nossa casa, até olhando ao futuro próximo e os jogos muito difíceis que nos esperam. É uma daquelas finais, mais uma.
Há que acreditar no grupo, não há motivos para deixar de o fazer. Força Boavista!
sábado, 10 de janeiro de 2015
Vamos a Eles: Nacional
Quem diria? 16ª jornada, visita à Madeira à frente do Nacional na classificação e, seja qual for o resultado, assim nos manteremos. Em caso de derrota poderemos descer um lugar (caso o Setúbal vença o Arouca), se não perdermos mantemos o 12º lugar, com hipóteses de ultrapassar o Estoril na próxima semana. Mesmo com 'almofada' para o que der e vier, seria ótimo, numa jornada em que seis dos sete últimos classificados jogam entre si, conseguir sacar pontos e depois tentar fechar em grande a primeira volta no Bessa.
Adversário moralizado pela vitória para a Taça, vêm de apenas uma vitória (tambem contra o Marítimo) nos últimos sete jogos para o campeonato, sendo que o último foi goleada em Guimarães. Em casa só perderam contra dois grandes e Moreirense (ora, dão-se mal com grandeza e xadrez, tá bom), somando 11 dos 12 pontos que têm na Choupana.
Curiosidade para ver como encaramos o jogo, se à semelhança dos dois últimos desafios fora de portas, com uma postura defensiva e mais na expetativa (como o jogo aconselha, procurando prolongar a indefinição no resultado o maior tempo possível e tentando tirar partido de uma maior frescura física) ou, por outro lado, de forma idêntica ao que fizemos nos jogos com Belenenses e Arouca, com maior equilíbrio entres os momentos defensivo e ofensivo.
Não podemos contar com Gabriel, um dos médios todo-o-terreno, nem com a recente contratação. Carvalho provável no meio campo (no lugar de Lima ou de um avançado?), podendo ainda passar Beckeles para a ala direita entrando Dias para lateral, como tem acontecido (aqui no lugar de um dos três do ataque).
Na esquerda, e depois dos últimos dois jogos, não faz sentido mudar Afonso, assim como os centrais.
Confiança na equipa e vamos a eles! Força Boavista!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Cech
Fiquei algo surpreendido com a contratação do internacional eslovaco. Nem daria muita importância se fosse só notícia ou boato, pois acharia que Cech não seria para o nosso bolso, nem nós lhe poderíamos oferecer condições para ele assinar.
Tenho uma ideia muito positiva, a lateral esquerdo mas também a médio. Foi nesta última posição que jogou (julgo que na maioria das vezes) em Inglaterra, onde esteve 3 épocas no WBA (perto de 70 jogos). Passou pelo Trabzonspor (onde foi pouco utilizado, 20 jogos em duas épocas) antes de rumar a Itália na temporada passada (começou a titular, fez onze jogos numa época desastrosa para o Bologna). Estava sem clube, veremos como está fisicamente, mas é provável que não demore tanto tempo a recuperar a forma como outros que temos no plantel.
Some-se mais de 50 internacionalizações e temos um dos jogadores mais experientes do plantel, que muito jeito nos poderá dar.
No nosso caso, será útil em qualquer posição. Do lado esquerdo, seja na lateral ou na ala (a lesão de Correia veio diminuir as opções), seja no meio campo, que poderá ser alternativa a Tengarrinha, Carvalho ou mesmo a Diego Lima. Palpita-me que poderá tornar-se peça no nosso meio campo, mas vamos esperar para ver o que pode saír dali.
Veremos também se será o único a reforçar o plantel ou se virá mais alguém. Apesar de termos quatro opções para o eixo da defesa, é um dos setores que mais problemas nos tem dado, e Petit confirmou-o há dias falando da redução do plantel.
Das dispensas, dizer que foram normais, mais ou menos as esperadas. Cid, Gouveia, Luís Neves e Yoro foram poucas vezes utilizados, precisam de rodagem e minutos numa equipa (e campeonato) onde possam dar o contributo. Especial curiosidade para ver a colocação que se consegue para o extremo, dos quatro talvez aquele que mais prometa num futuro próximo.
Força Boavista!
16
Vitória tão importante quanto justa. O adversário era direto, a linha de água estava mais próxima e nós, como tem sido hábito nesta época, cerramos os dentes e ganhamos mais uma final, mais um daqueles desafios que é proibido perder e que até valem um pouco mais que os três pontos."Ganhamos", nós. Nós todos, dentro do campo e fora dele, dada a importância dos adeptos no momento mais importante do jogo.
Curiosidade acerca do onze e postura da equipa para este embate frente ao Arouca. A estratégia dos últimos dois jogos para o campeonato - Setúbal e Moreira de Cónegos - havia sido mais defensiva. Bem mais, como todos se lembrarão. Como disse Petit depois da vitória em Setúbal, uma mudança radical, sobretudo na mentalidade e na abordagem aos jogos. Assumiu-se - e bem quanto a mim - que parte do problema está cá atrás e na forma como somos permissivos no momento defensivo (e não só no setor recuado), pagando caro quando queremos 'esticar' um pouco mais o nosso jogo. Linhas recuadas na tentativa de reduzir o erro ao mínimo; dois trincos, dois alas com prioridade defensiva, para blindar ainda mais; e acima de tudo: a intenção de, começando na expetativa, controlar e ir crescendo com o jogo e com o que ele pode ou não dar.
Correu bem em Setúbal, não tão bem em Moreira. Positivo, se tivermos em conta que a equipa do sul será, presentemente, um concorrente [mais] direto. Na derrota, até conseguimos reagir bem, depois do pior que pode acontecer a uma equipa que adopta este tipo de estratégia, sofrer um golo cedo. Não nos 'desconcertamos' (como já aconteceu várias vezes depois de sofrermos cedo na primeira parte), conseguimos reagir e discutir o jogo até final, apesar das dificuldades em sermos mais consequentes no último terço. E aqui vale a pena dizer outra coisa: foi um daqueles jogos em que as bolas paradas tiveram um papel decisivo, como vai acontecendo aqui e ali durante a longa temporada. Eles [só] criaram perigo (e marcaram) por aí, nós não, apesar do idêntico número de oportunidades. Num aspeto - repito - em que já estivemos bem melhores (principalmente no plano ofensivo).
Mas lá está, de novo, aquela que tem sido a nossa imagem de marca desta temporada: a 'eficácia' do ponto. Depois de cinco derrotas nos seis jogos anteriores, seria primordial ir buscar pontos na dupla deslocação. E fomos.
Ainda antes da primeira vitória do ano, estreia na fase de grupos da Taça da Liga. Se nos lembrarmos do jogo no Restelo de há dois meses e do desequilíbrio de forças que ficou então patente, acho que podemos dizer que acabamos por fazer um jogo bem conseguido, também olhando às diferentes prioridades que ambos os treinadores parecem dar à competição. Estivemos por cima em muitos momentos do jogo, conseguimos criar as melhores oportunidades e fomos a equipa que mais próximo esteve da vitória. Sem ser brilhantes, fomos práticos e de concentração ao máximo, contra uma equipa, convenhamos, para já mais evoluída.
Retomando o jogo com o Arouca. Tengarrinha, Lima e Afonso, as principais novidades. Sobretudo, diferença no meio campo e na forma como abordamos o jogo: meio campo menos robusto (só com Idris a trinco), deixando Tengarrinha e Lima como médios com maiores responsabilidades de contruir jogo. Lateral direita normalizada, com Beckeles a defesa e dois alas. Alas mesmo, com [maiores] preocupações ofensivas quando comparando com os últimos dois desafios.
Não sei se terá sido o melhor jogo da temporada, como diz Petit, não tenho dúvidas é que foi a melhor reação a um golo sofrido, dos melhores trinta minutos que fizemos esta época e da maior superioridade frente ao adversário que alguma vez mostramos nesta Primeira Liga. Daí a justiça do resultado.
Até entramos melhor no jogo, a controlar mais e com maior intenção de chegar perto da baliza adversária, toada que mantivemos toda a primeira parte. Erros individuais permitiram alguns sustos perto da nossa área, apesar de nunca nos desconcentrarmos em demasia nem nos desequilibrarmos depois das perdas de bola. Justa a vantagem ao intervalo.
Dez minutos da segunda metade, tivemos a postura que se adivinhava, de maior expetativa, sem permitir grandes aproximações ao nosso último reduto. Voltamos a sofrer na pele a falta de jeito nas bolas paradas.
A partir daqui partimos para uma excelente meia hora. Pressionamos e encostamos o adversário, ganhamos segundas bolas e carregamos a área contrária, quase não permitindo contra ataques que pusessem em perigo a nossa baliza. Marcamos um, falhamos algumas situações, matamos o jogo já nos descontos, sem nunca ter deixado de o controlar, mesmo com a vantagem mínima.
Algumas notas:
Ervões apareceu em bom plano no jogo da Taça da Liga, mas a escolha voltou a recaír na nossa dupla de centrais mais eficaz ou menos batida, Sampaio e Santos. Não foram perfeitos, mas voltaram a entender-se bem e sendo minimamente eficazes perante a carga de trabalho a que foram sujeitos.
Na esquerda, finalmente a estreia de Afonso na Liga, também ele depois de uma boa exibição contra o Belenenses. Esforçado, sempre concentrado e dado a poucos facilitismos, fechou bem a lateral esquerda. São dois jogos que prometem, veremos como correm os próximos. Para já, muito melhor que a aparição nas Aves.
Do lado oposto, aquele que deve ser dono e senhor do lugar, Beck. Só não o é pela utilidade noutras posições, a ala defensivo (como nos dois últimos jogos) ou a para dar consistência ao meio campo (como o fez e bem, quando Dias entrou para lateral).
Idris, está ligado aos dois lances mais perigosos do Arouca na primeira parte, assim como a inúmeros desarmes que conseguiu fazer na zona intermédia e o habitual e útil auxílio aos centrais. Vendo bem as coisas, um jogo à Idris.
Sinceramente, não entendi bem a saída de Tengarrinha da equipa (processo de evolução da equipa?), voltou nestes dois últimos desafios e, para não variar, em bom plano. Foi também bem susbtituído por Carvalho, quando foi preciso refrescar e dar outro tipo de soluções de passe ao meio campo.
Melhor Diego Lima da época, depois dos sinais positivos em Moreira e, principalmente, no jogo perante o Belenenses. Muito mais intenso na disputa da bola, mais interventivo no momento defensivo (mesmo sem bola, neste teve um papel de maior responsabilidade no meio campo, sendo daí mais um terceiro elemento que um segundo no ataque), rematador, mais perto de receber a bola e distribui-la em boas condições. Gostei, veremos o que nos trazem os próximos desafios.
Zé Manuel continua a sua evolução, conseguiu aquele que provavelmente terá sido o seu melhor jogo na Primeira Liga. É continuar, acredito mesmo que não fica por aqui.
A juntar ao português que nos acompanha do CNS, Léo continua em bom plano. Não tão bem como em Setúbal, onde jogou numa posição e função diferentes, mas a fazer uso do poder de desequilíbrio que tem. Segura bem a bola, passa bem, por vezes continua a decidir tarde e mal, mas foi, sem dúvida, uma exibição positiva.
E eis as razões porque temos um suplente de luxo, Brito. Voltou a entrar bem, fez-nos ser mais perigosos mesmo no pouco tempo que jogou e fechou o jogo. O banco não lhe faz mal, claro (e fará a alguém deste plantel?!).
Uchebo, mais um golito. Um golo, muita luta, muito trabalhinho e desgaste infligido à defesa contrária. Já o tinha dito aqui, gosto de o ver descaír para as alas (e aí desequilibrar, como temos visto), apesar da sua altura, o que normalmente convida a um estilo de jogo mais posicional. É verdade que o jogo aéreo não parece ser a sua especialidade, apesar de por vezes exagerarmos no jogo direto que dele exigimos resposta. Não maravilhou, mas foi-nos bastante útil, não só pelo golo decisivo.
Em suma, vitória crucial. Décimo segundo lugar, quatro equipas entre nós e a linha de água, que está a cinco pontos. Não é muito, mas temos tudo para continuar a evoluir, mantendo esta atitude.
Visita à Madeira no próximo domingo, às 18h e sem tv.
Força Boavista!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Venham Eles: Vitória de Setúbal
Temos, apesar do jogo direto em excesso, mostrado alguma evolução quando temos a bola e procuramos chegar perto da baliza adversária. As opções vão aumentando, a confiança e entrosamento também, o que é bom para a equipa. Viu-se no Restelo, na meia dúzia de golos nos dois jogos em casa, mesmo (vá, com algum esforço) nas derrotas no Funchal e Sporting.
O problema maior é mesmo a insegurança no setor recuado quando não temos a bola nem recuamos em excesso, a permeabilidade excessiva do nosso meio campo e defesa, o mau posicionamento a as falhas de concentração, e as facilidades que os adversários cedo encontram para alvejar a nossa baliza. E consoante o seu êxito, vamo-nos mantendo ou não no jogo, quase sempre acabando por ter que reagir às adversidades.
Ora por lesões, castigos ou mesmo por opção, não conseguimos estabilizar a dupla de centrais, o que em nada ajuda ao ganho de estabilidade pela equipa. Ervões e Sampaio, ambos disponíveis, para Setúbal? Ou Santos, o nosso defesa com menos golos sofridos? Lucas, não acredito.
Temos, há já algum tempo, a agravante de não poder contar com Correia, um dos indiscutíveis, veremos se finalmente estará de regresso. Julián não faz esquecer Afonso, quanto mais o brasileiro. Se bem que mais ofensivo quando comparado com o português, tenho muitas dúvidas se será tão melhor a defender (a principal missão de um lateral) que Afonso, pelo menos o suficiente para fazer os últimos seis ou sete jogos (e mesmo com algumas prestações positivas pelo meio).
Mais certo será o regresso de Beckeles à lateral direita (aquela expulsão é talvez a maior razão de queixa que temos a respeito das arbitragens), o que é positivo.
No meio campo, coisas positivas e outras nem tanto. Desde logo Reuben Gabriel, que dá mostras de ser uma opção viável, o que no nosso caso vale ouro. Como já discutimos aqui, Tengarrinha e Anderson já formaram uma boa dupla no meio campo. O brasileiro tem demorado a aparecer, mas fê-lo bem nos últimos três jogos, jogando como o médio mais solto, o primeiro a pressionar os defesas contrários e oferecendo qualidade de passe não só no meio campo mas também no último terço. Estranho é a ausência de Tengarrinha, impedindo a repetição da dupla. Serão incompatíveis segundo o treinador? Precisará o meio campo, além do músculo de Reuben, do peso e altura a mais que tem Idris quando comparado com aquele que tem sido um dos nossos melhores jogadores, Tengarrinha?
Veremos em Setúbal, mas eu gostava de ver o regresso da dupla. Com o português, se não a médio centro (recuando Gabriel), pelo menos a trinco (onde também já jogou esta temporada). Mesmo que se perdesse, na teoria, maior capacidade de proteção ao eixo da defesa.
No último terço, como disse acima, tem-me agradado alguma evolução que vimos mostrando. O excesso de jogo direto não é só culpa do trio da frente, como é óbvio. Brito, Zé Manuel, Leozinho e mesmo Quincy dão mostras que podem ser os desequilibradores que precisamos, juntando a Uchebo que, sem dúvida, poderá tornar-se num jogador útil, não só pela estampa física, poder no jogo aéreo e presença na área, mas também pelo que pode fazer quando descai para as alas. Mantendo Carvalho no onze e tendo Pouga recuperado, pode ser algo mesmo bastante positivo.
Em suma, é pegar e baralhar. Coisas positivas temos, negativas e a precisar de melhorias evidentes também. O tempo ajudou, ajuda sempre, mas, claro, há já algum tempo que está a ficar curto. As boas prestações nos jogos em casa, nas 'finais' que tínhamos que ganhar, as más dos adversários mais diretos, tem catapultado a equipa para uma classificação satisfatória, o que até só pode ter sido bom, em termos de estabilidade e confiança.
É horinha de, como diz Petit (há três meses, é certo, mas diz), ir buscar pontos fora de casa. E, digo eu, a oportunidade é de ouro, olhando para a classificação e calendário (o Setúbal é e vai ser do nosso 'campeonato', ao contrário do adversário seguinte na visita a Moreira de Cónegos).
Força Boavista!
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Breve Reflexão
Estamos no momento mais conturbado destes primeiros três meses de temporada. Como equipa, e disse-o aqui várias vezes, fomos evoluindo de forma muito positiva, facto que nos valeu os sete pontos conquistados e quatro posições acima da linha de água. Chegamos a uma fase em que precisamos de nos tornar competitivos, consistentes, de acertar em definitivo com o onze.
Vem aí, parece-me, duas jornadas decisivas para o futuro da equipa. A direção fez questão de mostrar a confiança no técnico, fazendo fé nas notícias dos últimos dias e olhando ao esforço extra no que toca a conseguir apetrechar melhor o plantel.
Começando pela baliza, Mika agarrou naturalmente a titularidade. Longe de ser brilhante, culpado em alguns golos (na Taça não esteve nada bem), já evitou diversas vezes que a nossa baliza fosse alvejada com sucesso, sendo decisivo em alguns pontos conquistados. Está confiante, dentro e fora dos postes, e tenho para mim que ainda vai a evoluir mais (Alfredo rules).
Na defesa, e contra as minhas expetativas iniciais, começam as nossas dificuldades. Pagamos caro a inexperiência a este nível dos nossos dois centrais com mais minutos - Lucas e Sampaio -, para lá da ausência daquele que à partida seria um dos titulares, Ervões. Já por culpa própria, as opções ficam-se por estes três. Carlos Santos tem imensas dificuldades, apesar da boa evolução, neste patamar de competição, por motivos que me parecem claros.
Lucas, rápido e forte no jogo aéreo, é lento - excessivamente lento - quando é preciso manobrar no espaço curto, a rodar e a atrapalhar o oponente quando este já tem o controlo da bola. Sampaio, embora alguns jogos menos bons, tem sido quanto a mim uma das boas surpresas. Faz da antecipação a sua grande arma, terá pormenores a melhorar, mas mostra, jogo após jogo, que está aí para se tornar num bom central com a nossa camisola.
Alterarmos a dupla de centrais é algo que também não abona em nosso favor.
Nas laterais, não deixamos de ter problemas, apesar de estar aí uma das nossas principais contratações, Correia. Vai cumprindo a defender - apesar de dificuldades no posicionamento, o que já nos valeu alguns dissabores - é a atacar que se destaca, assim como nas bolas paradas. Dias, um dos mais experientes que temos, é um pouco o oposto do brasileiro. Tem cumprido a defender em alguns jogos, noutros nem tanto, pior quanto tem pela frente algum extremo mais rápido, em que se torna permissivo demais. No ataque, está longe de poder desequilibrar como o brasileiro.
Afonso, para a esquerda, será talvez o nosso melhor suplente (apesar da exibição apagada nas Aves...). Para a direita, parece que finalmente vamos ter outra opção.
No meio campo, temos o jogador em melhor forma, Tengarrinha. Como médio mais recuado ou a '8', tem sido muito útil, tanto defensivamente como na (pouca) boa circulação de bola que conseguimos fazer. Tambem erra (em Guimarães, por exemplo), mas é dos mais lúcidos com a bola e dos que melhor interpreta o momento defensivo (quer a fazer pressão ao adversário, quer a recuar para perto dos centrais). Anderson, custou um pouco para aquecer os motores, mas já apareceu em muito bom plano. Foi uma surpresa a sua substituição no último desafio, pois é um jogador que pode emprestar algumas boas soluções de passe ao nosso meio campo. Melhorou imenso na intensidade, parece só ter a ganhar quando puder ter mais liberdade para melhor demonstrar o seu jogo.
O jogo das Aves, para além da eliminação da Taça, trouxe-nos outro dado: a evidência da escassez de opções. Idris, o qual elogiei aqui no início da época, é pouco mais que poder de destruição no meio campo defensivo. Mesmo nesse aspeto, paga caro o mau posicionamento que teima em não corrigir. Cid, vai mostrando as imensas dificuldades em competir a um nível mais elevado e bem mais exigente que o terceiro escalão. A intensidade e velocidade do seu jogo revela-se insuficiente, com bola denota as mesmas dificuldades de sempre.
Estranho o facto de Beckeles não fazer parte da equação do meio campo mais vezes. Quando aí jogou (mesmo a médio direito, excetuando o jogo ante a Académica) fê-lo bem, ajudando à consistência da equipa. Quando não jogou, tivemos problemas (ex., Vila do Conde, Aves, Paços).
Dos médios ofensivos, pouco haverá a dizer. Os dois (Lima e Ancelmo) já mostraram boa técnica, ambos pouco produtivos no momento defensivo. Talvez por isso, sejam carta fora do baralho para o onze, nos próximos tempos. Não temos (teremos?) condições para jogar com um dez puro como ambos parecem ser.
A contratação recente pode ajudar, não só no meio campo, pois poderá libertar Beckeles (tornando-se opção da lateral direita). Sendo trinco, Tengarrinha e Anderson poderão afirmar-se como a dupla no miolo, mais libertos de tarefas (exclusivamente) defensivas.
No ataque, também pagamos caro a inexperiência neste escalão. Falta de experiência, falta de qualidade e velocidade, há que o dizer. Bobô e Julián são voluntariosos, cumpridores na hora de defender, mas são curtos quando é preciso algo mais para desequilibrar as defesas contrárias. Dos que nos acompanharam do CNS, tem sido Zé Manuel o que melhores prestações tem conseguido. Vai evoluindo, esperamos que continue nessa linha. Yoro e Léo, tem entrado aos poucos, veremos se conseguem tornar-se melhores opções. Boa entrada do brasileiro neste último desafio.
Quincy e Uchebo podem realmente tornar-se muito úteis, simplesmente porque tem qualidade. Quincy tem um ritmo preocupantemente lento, é verdade, mas veremos como Petit consegue extraír o máximo das suas capacidades, que as tem. Técnica acima da média, boa visão de jogo, eficaz e rápido no passe. O nigeriano mostrou qualidades na sua estreia, mesmo com pouco entrosamento. Forte no jogo aéreo, recebe e roda bem, não é jogador de se fixar na área como referência, algo que poderá ser de grande utilidade quando estiver melhor incorporado na equipa.
A equipa é nova, os jogadores também, a experiência não abunda. Arriscado, muito arriscado, já todos sabíamos que seria. Resta responder dentro do campo, não só nos resultados como nas exibições. Veremos o que nos traz os próximos dois jogos, quanto a mim decisivos para percebermos melhor o que poderemos fazer no futuro.
Força Boavista!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Dúvidas
É já amanhã. Seis anos depois, uma apresentação com a Primeira Liga em vista e logo contra um grande do futebol português.
Expetativa para ver a equipa, as bancadas do Bessa e o ambiente que, seguramente, vai ser diferente dos últimos anos. Já o foi na última época, este ano é para rebentar de emoção.
Ainda é cedo para muita coisa, mas temos equipa para discutir e, vai daí, alguns bitaites:
na baliza, Mika ou Monllor, não havendo um número um declarado, o português foi titular no primeiro jogo em Freamunde e alinhou de início em Famalicão.
na esquerda, luta interessante entre Afonso e Correia, apostaria no português amanhã no onze, o brasileiro a entrar. Lado oposto, Dias é o defesa direito, Carraça poderá continuar a ser testado, Pedro Costa a entrar uns minutos junto com o Fary.
centrais, Ervões a fazer par com Lucas/Santos/Phillipe.
Tengarrinha chegou a ser testado a central, mas julgo que é no meio campo que deverá ser aposta. Ele e a outra duvida interessante, Idriss ou Anderson, com Cid a entrar.
médio mais ofensivo temos o Diego Lima, Fábio e Ancelmo (se ainda vá estiver) entrarão para a apresentação.
no ataque, Brito numa ala, a outra de Zé Manuel ou Julián. Talvez o português de início, Julián a entrar juntamente com Wei ou com mais alguém. Centro do ataque, Bobô, Théo uns minutos (se ainda cá estiver) e o outro alguém para finalizar.
Até amanhã.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
A Nova Camisola!
Confirma-se: é espetacular. Expectativa para conhecer o alternativo.
Gosto das bordas a dourado, das mangas e costas, nem tanto do símbolo da Erreà Sport nos ombros.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Plantel
Começa a ganhar forma o nosso plantel para a próxima temporada, a poucos dias do início dos trabalhos, a mês e meio da abertura da época e a dois do fecho do mercado.
Ponto assente, já deu para perceber - como se esperava e havia adiantado o presidente da SAD acerca do orçamento - que a pujança financeira é limitada, a postura no mercado é forçosamente serena pelos recursos que não temos e que até, por terceiros, por justiça e por necessidade, deveríamos ter.
Ora isto, mesmo numa fase precária da formação do plantel, reflete-se na quantidade de jogadores oriundos do terceiro escalão, dezasseis, e da formação ou com idade de junior, seis.
Olhando às caraterísticas do mercado (e como tarde tudo se resolve...) e às nossas possibilidades, acho cedo para se poder fazer um balanço sequer próximo do definitivo, precisamente - reforço - por faltarem ainda conhecer alguns nomes que estarão às ordens de Petit. O que não impede que se lance uns bitaites sobre os que estão por cá, pelo menos por enquanto:
Começando pelos que já cá estavam na época passada, destaco o anúncio da continuidade de Luís Neves, que faz todo o sentido. Foi um dos nossos melhores médios, boa visão de jogo e capacidade de passe, apesar da falta de intensidade no seu jogo, algo que foi melhorando até nova recaída. Devido às lesões ou não (ele que acaba e começa de novo uma temporada lesionado), veremos nos próximos tempos.
De referir que, das renovações (8) e nomes avançados em primeira mão - no início do mês -, o clube frisa que são mesmo para manter, independentemente do que se consiga fornecer ao plantel ou não. Eu mantenho, depende do que se consiga contratar.
Dos restantes (Cláudio, P.Costa, Théo, Wellington, Hirooka), dá ideia que serão sujeitos a teste de pré-época. De todos, particular e única curiosidade no brasileiro que passou meio ano fora do clube na época passada, mas que graças à velocidade e técnica, poderá tornar-se uma carta do baralho.
Das contratações, apenas quatro tem experiência de campeonatos profissionais portugueses: Tengarrinha, Ervões, Mika, Brito. Veremos como está o médio defensivo formado no vizinho, o central foi titular de uma equipa que conseguiu a promoção, o guarda-redes é um dos melhores valores nacionais para a posição, o cabo verdiano mostrou coisas positivas na temporada passada, no Gil Vicente. Jogador rápido, de boa técnica, pode ser útil num (mais que provável) sistema de contra ataque.
Dos restantes portugueses, destaco o jovem central Pimenta (sénior aos 16 anos, internacional, podem saber algo mais dele aqui). Jovem, é certo, mas contratação muito positiva, pelo menos numa perspetiva de futuro.
Dos sul-americanos, um para cada setor. É difícil falar algo de alguém que nunca vimos jogar, ainda para mais sendo que para três deles será a primeira experiência na Europa. Expetativa (mais ainda, acho que é comum a todos nós) para a bola começar a rolar.
Em resumo, e apesar da aparente acalmia e serenidade, dá ideia que as coisas estão a ser feitas com cabeça e lucidez. Sem exagero (e é só a minha opinião, pois claro) julgo que faltarão algo perto dos dez reforços, para quase todas as posições (sim, vamos para a Primeira Liga). Veremos os próximos tempos que contratações ou empréstimos conseguimos fazer.
Importante é o primeiro jogo particular já marcado: Santa Maria da Feira, 12/7 às 10 da matina!
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Renovações
Nove nomes conhecidos, para já, que vão permanecer ligados ao clube. Sete dos mais jovens, dos que mais evoluíram esta época e dos que mais mereceram a confiança do treinador, jogando mais.
Faltará saber se mais algum se juntará, aguardemos pelos próximos dias.
Fary é o Fary, por tudo que fez deve continuar connosco. Pelo que significa para os que nunca abandonaram o clube - como ele próprio -, pelo que pode significar para os jogadores que vão chegar, e pelo golo que vai marcar por nós na primeira liga. Épico.
Cid foi dos que mais evoluiu. No início não apostaria que poderia fazer esta época. Intensidade e capacidade de desarme, bateria sempre carregada, mesmo com dificuldades quando tem a bola no pé mas lá vai ele seguindo o caminho, sempre a melhorar.
Esperava mais do Carraça, tendo em conta que já na época passada, quando Petit assumiu a equipa, começou a mostrar potencial. Teve dificuldades em se assumir numa dupla de meio campo, desapareceu um pouco e ainda veio a tempo de jogar e bem.
Afonso foi dos que mais mostrou capacidades, bom tecnicamente, sabe jogar prático e ser eficaz nas ações ofensivas. Defensivamente também está a evoluir, parecendo-me a mim que é nessa tarefa que mais precisa melhorar.
O Li tem vinte anos, está no torneio de Toulon e é chinês...
Todos eles com 22 ou menos, ainda com muita margem de progressão e todos bem identificados com aquilo que o treinador pretende para os próximos tempos. Veremos - até porque a maioria assinou por duas épocas - se ficam no plantel ou se irão rodar numa segunda liga. Como disse há uns tempos, é provável que também dependa de como se conseguir formar o plantel.
Julián e Zé Manuel foram os nossos extremos e dos que mais mostraram até ao eclipse depois da derrota em Freamunde. O primeiro foi dos mais utilizados, também útil quando foi preciso colocar mais gente no ataque, recuando ele para a lateral. Zé Manuel, quanto a mim, será o que mais pode surpreender, queira ele e consigam os treinadores fazê-lo evoluir. É rápido, forte no um para um, possante, bom no remate, faltar-lhe-à decidir e optar melhor nas suas ações.
Alguma surpresa quanto a Bobô e Carlos Santos. O primeiro, é daqueles que nunca dá um lance por perdido e não pára, sempre a pressionar os defesas ou a desmarcar-se quando a equipa tem a bola. Muito útil quando joga com outro avançado perto dele, quer na desmarcação quer a ganhar bolas pelo ar vindas da retaguarda. Na área, e é também aqui que pode continuar a ser útil numa primeira liga, é um bom cabeceador.
Carlos Santos fez uma boa temporada, tendo em conta as suas limitações; aprendeu a jogar com elas, melhor timing no desarme, a expôr-se o mínimo possível à velocidade dos avançados e ainda a mostrar qualidade nos passes longos nas costas da defesa contrária. Ainda assim, e para uma primeira liga... veremos.
Como foi dito pelo Francisco na caixa de comentários, afirmação que acho interessante para o caso: "os jogadores evoluem em contextos favoráveis e competitivos"; veremos quais se tornarão mais úteis e melhores jogadores, mesmo dois patamares acima de onde competiram nas últimas duas temporadas.
Para já, dois pontos:
é nestes que o treinador mais confia para continuarem com a mentalidade que ele próprio quer incutir no grupo.
será preciso - e isso não é surpresa - um plantel novo. Partir do princípio que precisamos de onze titulares e sete suplentes.
Força Boavista!
terça-feira, 27 de maio de 2014
Final da Época
Num campeonato com 14 jornadas e com metade das equipas candidatas à subida, a margem de erro é curtíssima quando o objetivo é o primeiro lugar. Falhamos a mais e em demasiados jogos, apesar de termos cumprido na sua maioria.
Fomos evoluindo segundo as ideias do treinador e a identidade que queria para a equipa. Pressão e defesa alta, rapidez e desequilíbrios no ataque, posse de bola e com ela controlar o jogo, expondo o mínimo possível o setor recuado, pelo facto de não primarmos por consistência defensiva nem de rapidez quando perdemos a bola. Dois médios centro, sempre melhores na recuperação que na construção, à frente do quarteto defensivo. Um avançado, avassalador na primeira fase e sempre abnegado na entrega, ao qual não conseguimos dar o apoio suficiente na segunda metade da época, quer pelos dois alas, quer pelo terceiro homem do meio campo ou segundo do ataque como na maioria dos jogos (que também se revelaram insuficientes em alguns momentos em que seria preciso mais consistência no meio campo). Explica-se muito das nossas dificuldades pela incapacidade de desequilibrar no último terço e ultrapassar a organização do adversário. Quando a eficácia não resolveu, tivemos problemas.
Na baliza, um bom exemplo do trabalho misto que se tentou fazer, jogando com os melhores e ao mesmo tempo lançar jovens formados no clube. Marcos começou e acabou a titular, simplesmente porque é melhor, dá mais confiança à equipa e segurança à defesa. Tiago foi o que mais jogos realizou, em grande forma desde que agarrou a titularidade em Coimbrões e até ao jogo de Gondomar, a primeira de uma série de más exibições, incluindo em Freamunde e no Bessa com o Vizela, dois dos jogos mais decisivos da segunda fase. Não foi o único, mas foi um dos que mais contribuiu quando mais falhamos e quando não podiamos errar.
Esse jogo de Freamunde - e a forma como fomos dominados - marca o campeonato, depois de uma primeira metade da época em crescendo, incluindo os dois primeiros jogos da segunda fase. Seguido da primeira derrota no Bessa, com o Vizela, abalaram em definitivo a equipa. Quer o entendimento e capacidade de desequilibrar no ataque, assim como a estabilidade e a consistência na defesa, mais exposta e sobretudo mais vulnerável àquilo que menos poderia ser, a velocidade do adversário quando perdemos a bola.
Esteve aí uma das maiores dificuldades. No lado direito, um dos setores menos fortes da equipa, com Pedro Costa a não encontrar a boa forma e Claudio ainda a evoluir. No lado oposto, muito embora a boa evolução de Afonso, passamos mais de meia temporada somente com uma opção e que ainda assim demorou algum tempo a ultrapassar em definitivo as lesões. No eixo da defesa, não primamos pela velocidade, apesar do excelente jogo posicional de Ricardo e a boa - surpreendente - evolução de Carlos Santos.
Como disse acima, tivemos um meio campo sempre melhor na recuperação da bola e na pressão ao adversário, do que a dar a melhor sequência à posse de bola, em parte graças às caraterísticas de Carraça e Cid, os que mais minutos fizeram. De todos os médios, Luís Neves - que começou e acabou a época lesionado - pareceu-me o mais esclarecido com bola e o único com capacidade para desequilibrar no passe. Tentou-se de tudo para compensar, Samú, Théo ou Fary, uns mais outros menos eficazes.
Concluíndo, uma época em tudo diferente das cinco anteriores de pesadelo. Tivemos liderança e seriedade no banco, estabilidade fora dele e um grupo de jogadores que dignificou a camisola em todos os jogos. Tivemos evolução individual em alguns dos nossos jovens, tido como um objetivo no início da temporada. Começamos a formar uma mentalidade que queremos ter para o futuro.
Daí a aposta em Petit - já oficial - fazer todo o sentido. Agora é contruir o plantel. Tarefa difícílima, para não variar.
Afonso, Cid, Carraça, Zé Manel, Carlos Santos, Fary e Li, confirmados para a próxima temporada. Falaremos deles amanhã.
Força Boavista!
domingo, 20 de abril de 2014
Adeus Campeonato
Adeus em definitivo ao primeiro lugar em mais uma derrota no Bessa, desta vez perante o nosso grande opositor da época, o Freamunde. Não vingamos o jogo da primeira volta, não fomos fortes o suficiente para mostrar que ainda tinhamos uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar, apesar da entrega, apesar de dividirmos grande parte do desafio e até criando as melhores oportunidades. Pecamos novamente no último terço do campo, onde continuamos sem conseguir desequilibrar como já o fizemos, nem de sermos eficazes como precisávamos de ser.
Onze habitual neste momento, mantendo Cláudio na direita e Samú como terceiro homem no meio campo.
Não entramos bem, demoramos algum tempo para acertar com as marcações e foi preciso apanhar o primeiro susto - aos vinte minutos - para se conseguir entrar no jogo. A partir daí controlamos mais, perdemos o medo e conseguimos fazer pressão, ganhar segundas bolas e ter muito mais iniciativa de jogo, não deixando de ser seguros na defesa.
Continuamos com imensas dificuldades no ataque e em aí criar desequilíbrios. Os extremos raramente ganham duelos com os defesas opostos, o jogo direto para Bobô revela-se demasiadas vezes pouco apoiado, os laterais arriscam pouco no desequilíbrio pelas alas, a criatividade no miolo praticamente não existe. Na consistência, ficamos claramente a ganhar em relação aos últimos desafios com equipas do nosso campeonato, mesmo perdendo algum balanceamento ofensivo: Cid mais posicional, Carraça mais solto e Samú muito mais médio que jogador de apoio ao ataque.
A eficácia acabou por premiar a equipa que menos fez - no jogo e nas substituições - para chegar aos três pontos. Eficácia e um erro defensivo tremendo, que voltamos a pagar bem caro.
Não alinho na falta de atitude dos nossos jogadores. Houve garra, vontade de vencer, apesar da dificuldade que acredito exista em quem lidera em motivar os jogadores para esta fase da temporada. Diria até, para esta fase da vida do Clube.
Nota positiva para o jovem de 18 anos Samú. Mais interventivo no meio campo, mais intenso na luta e a decidir melhor cada vez que a bola lhe chegava aos pés, simples e prático, o que olhando aos últimos desafios é de registar. Não foi decisivo nem maravilhou meio mundo, mas gostei da vontade em evoluir. Obviamente, trabalho não só do 'puto' mas também de quem o comanda, como aliás tem sido habitual, neste e noutros jovens.
Petit mexeu bem na equipa, arriscou como e quando devia.
Nota negativa - e como custa - para as bancadas. O Clube merece e precisa de muito mais, não só quando os bilhetes são de borla. Mas sim, concordo, isto só lá vai quando a mediatização for do agrado das massas... é bonito.
Duas notas semanais que eu acho interessante deixar aqui:
- Eis o estereótipo do adepto vimaranense. Inveja e mais inveja. Crescimento, conquistas, reconhecimento internacional, são algumas das coisas que mais lhes fazem comichão. A eles, que teem uma cidade inteira por sua conta e nem a um décimo dos nossos troféus conseguem chegar. Siga, para o ano continuamos a cimentar essa inveja.
- Continua o mau profissiolismo do correio da manhã. Destilam ódio de cada vez que falam de nós. Desta feita, Petit foi o convidado para um programa avermelhado. Até aí, nada de mais, já que se há alguém que deva fazer algo em relação ao jornal, não é o treinador, é o clube (a seu tempo...). E claro, como disse um nosso dirigente e muito bem, reagir oficialmente sempre que o cm debita insinuações para a praça pública seria um trabalho a tempo inteiro.
A postura do nosso treinador foi a indicada para estas situações, com a humildade e seriedade que todos lhe reconhecemos. Digo até que foi excelente a postura, perante a insistência da pergunta.
Estão habituados a enganar quem os lê ou vê, e espero - apesar dos exemplos contrários - que não consigam enganar os Boavisteiros.
(para quem não viu ou leu, tem aqui o video. Manchete: "Petit sonha treinar o slb" é pura malvadez, é tentativa de facada interna e direta ao coração).
Quanto ao Petit a treinador para a próxima temporada, falaremos mais lá para a frente. Estou de acordo com a decisão, fruto do que se mostrou neste ano e meio de comando. Mas o mais importante neste momento - mais que a eq. técnica - é saber com que linhas nos vamos coser e com que plantel poderemos contar na primeira Liga.
Navas, grande abraço para um que sempre dignificou a Camisola, o Clube e os Adeptos. Força!
Força Boavista
terça-feira, 8 de abril de 2014
Empate com o Rival
Positivo
Sem palavras. Ambiente fantástico, alegria, otimismo e confiança num futuro melhor, nostalgia pelo meio. Bessa mais composto e muito mais barulhento. Agora tem que ser sempre a subir.
Já tivemos vários momentos parecidos com este, depois das decisões que nos foram favoráveis ao longo destes anos ou até nos inícios de cada temporada, passado o martírio dos impedimentos e daquela fase de indecisão e receio. Mas nada como o de domingo, que só será suplantado no primeiro jogo da próxima época.
Panteras sempre incondicionais no apoio. Arrasadores neste jogo.
Negativo
Empate em casa diante do rival, terceiro jogo consecutivo sem ganhar e quase o adeus ao primeiro lugar, apesar de até termos ganho um ponto ao líder. Seis pontos para recuperar em dezoito para disputar e com cinco equipas à nossa frente. Não é impossível, mas quase.
Na intensidade e emoção foi dos melhores jogos. Com a entrega e atitude habituais, estivemos por cima boa parte do jogo depois de uma má entrada, apesar do equilíbrio nas oportunidades de golo. A melhor fase de alguma equipa no jogo foi nossa, em vinte minutos de sentido único.
Tivemos dificuldades no último terço outra vez e na criação de mais oportunidades de golo, dificuldades acrescidas pela organização defensiva do adversário (e reforçado nesse setor: Assis, suplente habitual na primeira liga, só jogou contra nós na fase final; Moreno, 18 jogos na primeira, estreou-se nesta segunda fase).
Cid habitual, desta vez com o melhor Carraça desde que este voltou à titularidade. Na defesa estivemos bem, apesar dos erros individuais que iam saíndo caro.
Enfim, sabor agridoce. Há que continuar a honrar a camisola como até aqui e tentar o máximo dos máximos de evolução até ao final da época.
Força Boavista
segunda-feira, 31 de março de 2014
Derrota. Mais Uma
Mudamos algumas coisas, mantivemos a atitude e a garra na luta pela bola, mas não ganhamos. Desta feita não foi pela falta de domínio e controlo no meio campo que perdemos, mas sim pelo que não se conseguiu criar no ataque. Não ter uma única chance flagrante de golo com o jogo empatado a zero é mau demais para um desafio de vitória obrigatória, é falhar muito passe e muitas más opções no último terço do campo, onde não conseguimos, em definitivo, desequilibrar como já o fizemos.
Entramos com alterações na baliza, na direita da defesa e na posição que mais mudamos de jogador (e onde nos últimos dois jogos esteve Fary), desta feita o regresso à aposta de início de época, Samu, mais como médio do que segundo avançado.
E é de história extremamente simples o jogo. Cedo controlamos o meio campo, mais rematadores e ofensivos, tentamos ser perigosos também pelos laterais, tentamos variar o jogo direto para Bobô, mas nunca conseguimos ser eficazes no último terço e criar verdadeiras chances de golo. E foi isto durante uma hora, cada vez mais ansiosos e até decidirmos arriscar mais e sofrermos as consequências disso mesmo, continuando sem tirar partido de ter mais homens na frente. Perda de bola de Rui Gomes em falta não marcada, já sem Carraça para compensar e com Julián na lateral, uma série de ressaltos antes da bola se aninhar nas redes. A partir daí, com o jogo partido e em modo de desespero de causa, conseguimos criar algumas situações, em nenhuma fomos eficazes ou tivemos alguma ponta de sorte.
A somar a isto, voltamos a ser ineficazes nas bolas paradas, hoje com a agravante de termos beneficiado de muitos lances, cantos incluídos, e nenhum se aproveitou. Faz mossa.
Algumas notas:
Mesmo que se consiga ter posse de bola e maior iniciativa de jogo, os principais desequilibradores do ataque - Zé Manuel, Julián, e Bobô - não são suficientes nem conseguem ser decisivos como já foram. Na tal posição de apoio, já experimentamos de tudo e nenhuma aposta se revelou eficaz e é aqui que tem estado um dos problemas nos últimos tempos. Nem numa postura de maior proximidade e apoio ao ponta de lança, nem numa tentativa de ter maior lucidez e capacidade de passe para desbloquear no último terço, conseguimos melhorar. Simplesmente porque não temos ninguém que consiga ser eficaz nessa posição e nessa função. Pelo menos, Petit não encontra ninguém no plantel, certeza disso.
Percebe-se a indecisão sobre o lado direito quando vemos Claudio jogar. Hoje tentou ser mais ofensivo e tem todas as condições para poder ser melhor no ataque que o concorrente ao lugar, mas continua com enormes dificuldades a defender. Também ele.
Samu pareceu mais forte e mais incisivo na luta pela bola, foi mais médio que segundo avançado, muito mais que os últimos que teem jogado nessa posição. Não nos trouxe o que precisamos, é verdade. Vê-lo jogar fez-me lembrar de Rúben Alves e do jeitaço que este podia dar.
Está difícil o primeiro lugar, a sete pontos de distância e com outros tantos jogos por disputar, quatro em casa e três fora. Recebemos os rivais no próximo sábado numa última chance de discutir seja o que for e é altura de regressarmos às vitórias, numa jornada que os dois primeiros se defrontam.
Nem concebo falta de atitude ou mudança de prioridades só por aquilo que se passa fora das quatro linhas. A prioridade é, SEMPRE, ganhar jogo a jogo e é sempre o mais importante para o nosso clube. Sempre. Ganhar e Honrar. Só quem não acompanha o clube consegue mudar a agulha. Percebo a ligação que se tente fazer, mas obviamente não concordo.
Força Boavista!
segunda-feira, 24 de março de 2014
Derrota no Bessa
Comprometemos o primeiro lugar, não dependemos só de nós para chegar em primeiro e atravessamos o pior momento da época. Não há que o esconder, nem há que o justificar dizendo apenas que os adversários são superiores aos da primeira fase e afinal de contas não valemos um caralho. Podemos e devemos fazer melhor. Exibição cinzenta, desinspiração coletiva e erros proibidos, perante um adversário organizado, que esteve quase sempre melhor no jogo do que nós e com uma eficácia tremenda na cara do golo, a mesma que nos deu um jeitaço na semana passada.
Antevia-se difícil, como tem sido os jogos desta segunda fase e, como todos que nos visitam, um opositor extra motivado pelo confronto. Onze idêntico ao da semana passada, com Carraça e Cid no meio campo, Fary na companhia a Bobô e Zé Manuel na ala. Neves no banco, assim como Marcos.
Conseguimos entrar fortes, tivemos cinco bons minutos de boa pressão alta e circulação de bola. Plena intenção em manter a nossa identidade, tentando encostar o adversário à sua área com as linhas juntas e subidas, recuperar cedo a bola e circulando-a à procura das melhores soluções.
Durou cinco minutos esse ascendente, até o adversário acertar marcações, equilibrar no meio campo e conseguir saír a jogar. A partir daí, estivemos sempre por baixo e nunca controlamos, até entrarmos no período negro do jogo e encaixarmos três golos. Primeiro, outra vez enormes facilidades pelo nosso lado direito; no segundo, puta que pariu a sorte; por último, Ricardo Silva isolado na grande área cabeceia para uma grande defesa do guarda redes contrário, na jogada seguinte quinze jogadores na nossa área, um deles cabeceia para a baliza deserta e faz golo.
Segunda parte tentamos reagir, continuamos a insistir no jogo direto pouco apoiado para Bobô e perdidos no posicionamento do meio campo a dificultar a nossa circulação de bola. Reação só depois do golo de penalty e dez minutos em que estivemos por cima, já com Luís Neves a acompanhar Cid e Carraça. Notou-se a melhoria na posse de bola, mesmo sendo dele o erro que origina o quarto golo.
Algmas notas:
Luís Neves. Ele e Cid, os que equilibraram a equipa jogos a fio, em que eram suficientes para garantir circulação de bola e bom posicionamento para ganhar nas segundas bolas, e está à vista que é no meio campo e na forma como este não controla a partida que começam os nossos problemas.
Por vezes ultrapassamos as dificuldades, porque somos melhores em outras vertentes do jogo, noutras temos mais dificuldades ainda, porque o adversário o provoca e não conseguimos reagir. Foi o caso de ontem. À semelhança de Freamunde, para além dos médios contrários, tivemos os laterais opostos a fazer numero no meio campo imediatamente após ganharem a bola. E, como em Freamunde, não tivemos hipóteses. Deixamos jogar e não conseguimos ter espaços para circular, sem linhas de passe próximo ao portador da bola na maioria dos casos, deixando demasiadas vezes aos centrais a iniciativa de lançar ataques no jogo direto.
Com Carraça e sem Luís Neves ganha-se na intensidade, perde-se na capacidade de dar melhor sequência à bola, ponto assente. Hoje conseguimos estabilizar com a entrada do ex-Gondomar, apesar de ser dele a perda de bola que resulta no quarto golo. A questão será segundo homem no ataque ou terceiro no meio campo. Como tambem se viu ontem - e mesmo perdendo apoio mais perto de Bobô - com os três no meio campo ganha-se consistência, pelo menos a necessária para podermos comandar o jogo.
Tiago outra vez. Intranquilidade nos últimos desafios, o que num guarda redes é meio caminho andado para meter a quantidade de água que meteu ontem. Já foi a revelação e com todo o mérito, graças aos pontos que nos valeu. Mas assim... é difícil.
Mais um golo de bola parada, o que a juntar ao que não produzimos nos cantos e livres...
Repetitivo, mas que se há-de fazer? Foi pelo lado direito que começamos a perder.
Terminámos com dez, o lance de Luís Neves é feio e a forma como se queixou do joelho faz antever o pior. Teremos que esperar para tentar saber novidades, o que também é feio.
Custou fazer a crónica, ontem nem consegui e mesmo hoje foi aos soluços. Quatro batatas em casa deixaram-me estarrrecido, à espera do próximo jogo para ver se a malta vai conseguir dar a volta por cima. Eu acredito que sim, mudando algumas coisas e com a garra e o querer que nos caraterizam.
Força Boavista!
segunda-feira, 17 de março de 2014
Três Pontos
Três pontos conseguidos, num jogo que soubemos resolver, apesar de o complicar antes de o vencer em definitivo. Onze repetido, com Zé Manuel no banco nos trinta minutos iniciais, Carraça e Cid no meio campo e Fary como avançado com Bobô.
Pareceu fácil em certa altura, mas foi desde o início um jogo complicado. Não entramos a mandar, mesmo com maior domínio tivemos dificuldades em criar desequilíbrios e descobrir espaços na defesa contrária sem que fossemos surpreendidos nas costas da nossa defesa (um dos lances quase golo). Depois do susto, e com Cid e Carraça em crescendo no jogo, conseguimos chegar à vantagem através de um excelente cabeceamento de Bobô, depois de mais uma boa jogada do lado esquerdo, o mais perigoso. Zé Manuel, que entrou para o lugar de Li, faturou o segundo com um excelente remate de fora da área. Estranhou a opção de susbtituição ainda antes da meia-hora, mas a verdade é que se a ideia era mexer com o jogo, isso foi conseguido. Na prática, ficamos com uma ala direita mais vertical e com maior poder de explosão, abdicando de um jogo mais interior - e mais lento - do chinês. Dois golos de vantagem, muito graças à eficácia na cara do golo, que até nos tem faltado nos últimos desafios e que desapareceu depois do intervalo.
Entramos a marcar na segunda parte depois de uma boa desmarcação de Fary, a passe de Julián. Golo e expulsão fez com que tivessemos o jogo praticamente resolvido, com Cid e Carraça em bom plano no meio campo, assim como a defesa cedo a resolver os lances de ataque do adversário. A expulsão de Théo, as más opções nos últimos passes não aproveitando os espaços na defesa contrária (nem o facto de estar um jogador de campo na baliza), e dois erros defensivos, fez com que passássemos por dificuldades, ainda permitindo um lance de bola parada com o jogo em 2-3.
Em resumo, apesar da mancha nos dois golos sofridos que nos fez temer o pior, vitória justa e exibição competente, atitude e entrega habituais, à semelhança da semana passada e depois da pior derrota da época.
Algumas notas:
Afonso Figueiredo que continua a subir de forma, bem a defender e a conseguir algumas boas saídas para o ataque.
Carraça também em bom plano. Ganha-se na intensidade e na luta pela bola no meio campo quando comparado com Luís Neves, também sabe o que fazer à bola mesmo não sendo tão eficaz no passe como o ex-Gondomar. Talvez daí a opção por Fary fazer mais sentido, tentando tirar partido da sua capacidade de dar o melhor seguimento à bola no último terço e capacidade em oferecer linhas de passe.
Percebe-se a ausência do Navas da equipa base e porque não é opção para o onze incial, mais difícil é entender a ausência do banco. Não jogamos num sistema em que se possa tirar o máximo partido das caraterísticas do brasileiro, o que não impede que possa ser útil em determinados momentos dos jogos.
A expulsão do Théo é descabida, depois de um pé em riste - escusado, é certo - numa disputa de bola. Cinco minutos depois, um amarelo depois de uma entrada por trás a João Beirão ridiculariza ainda mais o vermelho ao nosso jogador. Incompreensível.
Segundo lugar a um ponto do líder, continuamos a depender de nós próprios para chegarmos ao fim em primeiro.
Receção ao Vizela próximo domingo, mais um jogo em que a vitória é obrigatória.
Força Boavista!
segunda-feira, 3 de março de 2014
Dia Não
.
Derrota comprometedora perante um opositor direto, tão justa quanto má a exibição. Fomos inferiores, nunca controlamos o jogo, não conseguindo provar a nossa superioridade dentro do campo, perante uma equipa motivada e organizada e que, ao terceiro embate da época, conseguiu derrotar-nos. Desta vez fomos nós que levamos recital.
Uma surpresa no onze, a entrada de Tiago Pinto no lugar de Marco, ausente também do banco. Lesão ou opção, fica a dúvida. Na frente, a reentrada de Théo no lugar de Rui Gomes, no regresso ao sistema que mais frutos nos tem dado, com o jovem avançado a fazer companhia a Bobô no ataque. Julián e Zé Manuel nas alas, Cid e Neves no meio campo.
Depois dos minutos iniciais, e durante dez minutos, tivemos a nossa melhor fase no jogo, em que conseguimos jogar perto da área adversária, recuperar cedo a bola e criar perigo, podendo até inaugurar o marcador em duas boas chances. Um lance de Ansumane (isolado, excelente o desarme de Carlos Santos) marca a viragem no desafio, o momento em que o adversário acerta marcações, sobe no terreno e explora aquilo que foi a nossa fraqueza, o meio campo defensivo.
Tivemos imensas dificuldades no meio campo, com Cid e Neves a revelarem-se insuficientes para os médios contrários (com os alas ocupados a defender os [ofensivos] laterais opostos), principalmente entre linhas, entre os centrais e os médios, zona em que o adversário conseguiu colocar imensas bolas e provocar desequilíbrios. O desnorte fez com que se perdesse consecutivamente as segundas bolas, algumas delas bem perto da nossa área e em fase muito inicial de transição.
A correção surge já com a casa a arder, a cinco minutos do intervalo, na substituição de Zé Manuel por Carraça, reequilibrando o meio campo, ganhando homens no miolo para lutar pela bola e proteger a zona central. Enfim, alguma coesão, mesmo perdendo capacidade de explosão na saída para o ataque.
Na segunda parte, tivemos de novo dificuldades, desta feita em conseguir controlar o jogo direto para Bobô (sempre bem e duplamente marcado, assim como pouco apoiado), a forma mais procurada para tentar chegar à frente. Conseguimos ter o domínio do jogo, sem nunca o controlar, conseguimos criar alguns lances de perigo, bons dez minutos de pressão perto da área adversária (já com Rui Gomes e sem Luís Neves), mas não fomos fortes o suficente para chegar ao golo, reentrarmos no jogo e desorientar o adversário.
Em resumo, foi o jogo em que o nosso meio campo não conseguiu nunca pegar no jogo e domina-lo, ter a bola, circula-la à procura das melhores soluções, fazer pressão e conseguir tapar espaços junto aos centrais e à nossa área. Foi o jogo em que Navas e um sistema com Navas fez falta à equipa. A nossa habitual abordagem ao jogo, a dupla Cid-Neves, com os alas ofensivos e os dois jogadores mais avançados não resultou e revelou-se insuficiente perante a força do adversário.
É problema conhecido e ontem influência direta também no momento em que ficamos em desvantagem, já depois de por algumas vezes o pânico ter sido semeado pelo nosso lado direito. Numa segunda bola na linha de fundo, não se pode permitir ao adversário que controle a bola de costas para a baliza, se vire e faça um cruzamento tão à vontade para o interior da pequena área. E a ajuda não chegou (talvez daí a opção para a substituição de Zé Manuel em vez de Théo), mesmo se tratando de um lance de bola parada.
No segundo golo, ou é falta sobre o guarda redes ou Tiago tem claras culpas no lance. Again.
Como já tinha dito, o campeonato é curto e o tempo para recuperar pode tornar-se escasso. Margem de erro zero para os próximo desafios, numa desvantagem que não poderá aumentar para lá dos atuais cinco pontos. Ou dois, mais a obrigatoriedade de golear o Freamunde no jogo do Bessa.
Veremos a reação da equipa frente ao Limianos, próximo desafio em nossa casa. Não há razão para deixar de acreditar, apesar do resultado e exibição.
Força Boavista!
Derrota comprometedora perante um opositor direto, tão justa quanto má a exibição. Fomos inferiores, nunca controlamos o jogo, não conseguindo provar a nossa superioridade dentro do campo, perante uma equipa motivada e organizada e que, ao terceiro embate da época, conseguiu derrotar-nos. Desta vez fomos nós que levamos recital.
Uma surpresa no onze, a entrada de Tiago Pinto no lugar de Marco, ausente também do banco. Lesão ou opção, fica a dúvida. Na frente, a reentrada de Théo no lugar de Rui Gomes, no regresso ao sistema que mais frutos nos tem dado, com o jovem avançado a fazer companhia a Bobô no ataque. Julián e Zé Manuel nas alas, Cid e Neves no meio campo.
Depois dos minutos iniciais, e durante dez minutos, tivemos a nossa melhor fase no jogo, em que conseguimos jogar perto da área adversária, recuperar cedo a bola e criar perigo, podendo até inaugurar o marcador em duas boas chances. Um lance de Ansumane (isolado, excelente o desarme de Carlos Santos) marca a viragem no desafio, o momento em que o adversário acerta marcações, sobe no terreno e explora aquilo que foi a nossa fraqueza, o meio campo defensivo.
Tivemos imensas dificuldades no meio campo, com Cid e Neves a revelarem-se insuficientes para os médios contrários (com os alas ocupados a defender os [ofensivos] laterais opostos), principalmente entre linhas, entre os centrais e os médios, zona em que o adversário conseguiu colocar imensas bolas e provocar desequilíbrios. O desnorte fez com que se perdesse consecutivamente as segundas bolas, algumas delas bem perto da nossa área e em fase muito inicial de transição.
A correção surge já com a casa a arder, a cinco minutos do intervalo, na substituição de Zé Manuel por Carraça, reequilibrando o meio campo, ganhando homens no miolo para lutar pela bola e proteger a zona central. Enfim, alguma coesão, mesmo perdendo capacidade de explosão na saída para o ataque.
Na segunda parte, tivemos de novo dificuldades, desta feita em conseguir controlar o jogo direto para Bobô (sempre bem e duplamente marcado, assim como pouco apoiado), a forma mais procurada para tentar chegar à frente. Conseguimos ter o domínio do jogo, sem nunca o controlar, conseguimos criar alguns lances de perigo, bons dez minutos de pressão perto da área adversária (já com Rui Gomes e sem Luís Neves), mas não fomos fortes o suficente para chegar ao golo, reentrarmos no jogo e desorientar o adversário.
Em resumo, foi o jogo em que o nosso meio campo não conseguiu nunca pegar no jogo e domina-lo, ter a bola, circula-la à procura das melhores soluções, fazer pressão e conseguir tapar espaços junto aos centrais e à nossa área. Foi o jogo em que Navas e um sistema com Navas fez falta à equipa. A nossa habitual abordagem ao jogo, a dupla Cid-Neves, com os alas ofensivos e os dois jogadores mais avançados não resultou e revelou-se insuficiente perante a força do adversário.
É problema conhecido e ontem influência direta também no momento em que ficamos em desvantagem, já depois de por algumas vezes o pânico ter sido semeado pelo nosso lado direito. Numa segunda bola na linha de fundo, não se pode permitir ao adversário que controle a bola de costas para a baliza, se vire e faça um cruzamento tão à vontade para o interior da pequena área. E a ajuda não chegou (talvez daí a opção para a substituição de Zé Manuel em vez de Théo), mesmo se tratando de um lance de bola parada.
No segundo golo, ou é falta sobre o guarda redes ou Tiago tem claras culpas no lance. Again.
Como já tinha dito, o campeonato é curto e o tempo para recuperar pode tornar-se escasso. Margem de erro zero para os próximo desafios, numa desvantagem que não poderá aumentar para lá dos atuais cinco pontos. Ou dois, mais a obrigatoriedade de golear o Freamunde no jogo do Bessa.
Veremos a reação da equipa frente ao Limianos, próximo desafio em nossa casa. Não há razão para deixar de acreditar, apesar do resultado e exibição.
Força Boavista!
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