quinta-feira, 3 de maio de 2012

Algumas notas da época




Campeonato
  
  • Acabamos em 4º, à mesma distância do primeiro e do último que não desce, treze pontos.
  • Com mais derrotas que nós fora de casa (8), só os despromovidos.
  • Nas estatísticas, o melhor que conseguimos foi ser a 2ª melhor defesa em casa (11).
  • Se ganhassemos os jogos todos com o Madalena, Lordelo e Coimbrões (equipas do décimo lugar para baixo), seríamos primeiros.
  • Somos a equipa com mais vitórias folgadas (4, com diferença de 3 golos).
  • Sofremos golos em 19 jogos, não marcamos nenhum em 8.



Plantel


29(!) jogadores iniciaram a época no plantel, dos quais 17 chegaram ao final da temporada (números aproximados...). Grupo formado como possível, num turbilhão de acontecimentos que foi a nossa inscrição, ok. Primeiro facto bizarro: 29 jogadores num clube em colapso financeiro! Já seria esperada a lenta debandada, havia incertezas quanto ao valor ou forma física dos jogadores ou decidiu-se fazer experiências em plena época? Trabalha-se a sério ou a falta de dinheiro é desculpa para tudo? Não dá para entender.  

   

Treinadores

Dois treinadores. Mário Silva faz 17 pontos em 9 jogos (média de 1,88), Ferreirinha 33 em 21 (1,57). Entre um e outro, a merda foi quase a mesma. O Mário apanhou a tempestade no início, o divórcio completo entre direção e plantel, num balneário que nunca, nem antes nem depois, foi controlado. Razoáveis dois primeiros jogos (apesar de empates), derrota em Espinho e, claro, os acontecimentos (e derrota) em Amarante, seu último jogo depois de quatro vitórias seguidas. O barco à deriva. 
Injeção de moral, contas liquidadas, limpeza para debaixo do tapete, resulta num re-start com 5 vitórias consecutivas, com Ferreirinha. Até... Tondela, o outro facto estranho. Onde e quando tudo se começa a desmoronar ainda mais e dá para perceber que de candidato tínhamos muito pouco, seguindo-se 5 derrotas em 6 jogos. O jogo em casa com o Amarante foi a gota de água, o jogo em que não ficaram dúvidas que a dignidade do símbolo estava posta em causa, no banco e no campo. A rastejar daí até ao fim da época, conformismo arrepiante da maioria em alguns jogos, derrotas e abordagens ao jogo não dignas com o símbolo, nem com os adeptos que nunca deixaram de acompanhar. 



Presidente

E a direção. O silêncio sepulcral que se faz sentir desde há uns tempos, juntando-se à inépcia que transparece de tudo que é futebol no Boavista. O virar de costas entre plantel e direção foi evidente desde muito cedo, tornando impossível almejar qualquer sucesso desportivo. Afinal, o (único) objetivo desde o início é conseguir competir, certo?


Stats:    http://iidivisao.wordpress.com/  (excelente trabalho a acompanhar a segunda divisão)
            http://www.boavistafc.pt/site/   (brincadeira, claro! A informação acerca do plantel parou em Novembro, a atualização de resultados estagnou à 10ª jornada, a classificação à 23ª...)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Final do Jogo






Nada mais normal, no último jogo de qualquer temporada, em qualquer campeonato, haver uma invasão (pacífica) do terreno de jogo. Foi o que aconteceu, ou seja, a entrada em campo foi consentida. Alguns jogadores do Boavista ficaram forçosamente sem equipamento, outros ofereceram-no aos adeptos, raro foi o que conseguiu escapar incólume. Normal. Como tal, não raras vezes, vemos os jogadores prontos para recolherem aos balneários mal soe o apito do árbitro. Ora, o primeiro comportamento desviante foi dos jogadores do Tondela, que não o tentaram fazer (até admito que por alguma inexperiência), nem mesmo alguns minutos após a invasão, ainda com condições para o fazer.

Iríamos continuar a assistir a confrontos - verbais pelo menos - entre os adeptos, mas não ao ponto que chegou. Depois dos ânimos exaltados e com tal presença policial, não espanta a dificuldade que os jogadores do Tondela tiveram para chegar ao túnel.

domingo, 29 de abril de 2012

Fim de época


Antes de mais, este jogo deu para confirmar o evidente: é a equipa menos fraca que vai discutir o play-off e consequente título de campeão da segunda divisão nacional. Fraca, sem peito de campeão, sem a consistência que faz vencedores de mérito próprio. Sem o tipo de competitividade digna de um campeão. Percebia-se isso pelas dificuldades em se mostrar superior à concorrência direta no último terço do campeonato - a um Boavista que só foi candidato no papel e a um Espinho em rutura financeira -  apesar de ser o clube (e região?...) que mais apostou na subida de divisão, longe de tais problemas. Hoje, no campo, deu mais uma vez para ver o porquê disso acontecer. E, claro, para perceber que alguém já sabia do desfecho antes mesmo dele acontecer.

Quanto ao jogo, cedo o Tondela perdeu a confiança que fez com que entrasse melhor no desafio. A eficácia e o árbitro foram determinantes para a vantagem conseguida a 2 minutos do intervalo: eficácia porque não criaram mais oportunidades mas marcaram, de bola parada; e o árbitro, que com um não-critério na marcação das faltas, tornou o campo um pouco mais inclinado. O Emerson tem todas as condições para nunca mais ser expulso por perder a cabeça, olhando às injustiças que ele aguentou hoje...
A segunda parte foi quase na totalidade do Boavista, quer em domínio de jogo quer em oportunidades criadas. Entre azelhice, falta de sorte e, claro, o árbitro (não expulsar alguém que impede que o avançado se isole a um metro da grande área, com a bolinha controlada, num jogo de sentido único, é de cabrão para cima), a bola não entrou. Desde ver premiado o ridículo anti-jogo do Tondela, até à meia-hora de efusivos festejos dos adversários em plano Bessa, tudo custa, tudo parece surreal.

Somos fracos, mas melhores perante os vencedores da série. Irónico.


Hoje houve orgulho próprio, traduzido numa atitude mais competitiva, como a abordagem ao jogo assim exigia. O que até dá ainda mais vontade de perguntar se era assim tão difícil dignificar o símbolo no que ficou para trás desta temporada, ou, por outro lado, se seria mesmo impossível blindar o balneário e dar-lhe condições para poder discutir o campeonato e evitar acabar arreados e humilhados perante um fraco vencedor.


Acabou a época desportiva. Olhando à inépcia da tudo que é futebol no Boavista, espero mesmo que seja a única coisa a acabar. Que arrepio...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Voleibol



Não se conquistou o título e respetiva subida de divisão, não se foi suficientemente forte para bater o adversário, mas o desempenho desportivo e a dedicação foram notáveis, ao longo de toda a temporada. O clube, os adeptos, devem se sentir orgulhosos da prestação e do trabalho realizado.

Eu considero isto a ponta do icebergue que são as modalidades. Olho para o estado em que está o clube (Boavista Futebol Clube) e pergunto-me de onde vem a força para continuar a lutar e como é possível manter, para além das equipas séniores, vários escalões de formação. Vólei, futsal, andebol, e restantes, que são - ninguém duvide - os que ainda vão mostrando e dignificando o nome e símbolo do clube por esse país. E é tão importante...

Olho para o resto e...

domingo, 22 de abril de 2012

Duas já estão

Falta uma.

Mais uma vitória das nossas séniores do voleibol, desta feita perante o AVC, no segundo jogo da fase final. Falta um jogo, contra a Lusófona. A 'final' é hoje, domingo, no pav. do Lagarteiro.

Agora é ganhar, rumo à primeira. Força Boavista.

sábado, 21 de abril de 2012

Uma já está

Faltam duas.

Vitória do Boavista no primeiro jogo da fase final do campeonato de voleibol feminino, contra as açoreanas Clube K. Sábado e Domingo as restantes finais, contra AVC e Lusófona (naquele que se espera ser o verdadeiro jogo do título). Casa cheia e ambiente infernal para as adversárias é o mínimo que se pede aos adeptos. Elas, o voleibol feminino, o clube, merecem.

Força Boavista!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mais do mesmo

A rastejar até à próxima temporada ou, pelo menos, ao final da presente. O habitual neste jogo com o Angrense, uma das equipas com menos argumentos nesta divisão: o conformismo de todos é arrepiante, inglório. Pingos de vergonha quando se constata que a competitividade (falta dela!) é quase nula, perante uma equipa que, à nossa semelhança, nada tem a ganhar desportivamente, que não honra e glória em busca da vitória.

Desmotivador, triste e revoltante, olhar para as bancadas e ver o apoio que a equipa não mereceu ao longo do ano e que não tem nesta altura do campeonato. Mesmo que abandonar a equipa de futebol não seja o mesmo que virar as costas ao clube, custa... É, evidentemente, a fatura a pagar por uma época feita de sobressaltos, de incertezas, de sobrevivência, quase semana a semana.

É já no próximo fim de semana que podemos voltar a sentir os ambientes quentes nos jogos do Boavista: é no Pavilhão do Lagarteiro e é a fase final das nossas séniores do Voleibol. Está em causa a promoção ao campeonato principal, à primeira divisão. Todos somos poucos, a camisola e quem a dignifica merecem, sem dúvida.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Empate em Anadia

Não seria de esperar muito mais. Sem objetivos desportivos, pouco ou nada mesmo a evoluir como equipa e com poucas opções (cada vez menos?), pouco interesse a ganhar por ser Boavista, sobra a entrega de uns e o conformismo de outros e muito pouca competitividade no geral. Tempos difíceis. Empatamos, podiamos ter perdido ou ganho, pouco importa se somos melhores ou não que uns recém-promovidos que garantiu a manutenção esta semana. O mal não é de agora, como é fácil de perceber.

Faltou tambem o apoio que o clube merece e que a equipa, ao longo do ano, fez por não merecer.
Se durante o ano andamos vezes a mais à deriva, estamos naufragados no meio do mar. Nada. À espera para ver onde leva a corrente ou que passe algum cargueiro salvador.

Por falar nisso, vai demorar para se saber alguma coisa? É esta semana?...