segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quatro para embrulhar

Bom, muito bom estes quatro golos sem resposta ante o Padroense. Relembro que qualquer vitória por menos de três com estes nossos vizinhos sabem a pouco, depois da última jornada no Bessa há duas épocas atrás...
Aproveitando a onda positiva que parece atravessar o clube, melhor exibição da época traduziu-se na maior goleada, hattrick de Wellington e muito bom futebol, principalmente na primeira parte, em que o jogo ficou decidido com um 3-0 a nosso favor.

Pareceu, por momentos, um prolongamento da segunda parte do jogo da semana passada: não entramos bem, pressionados pelo adversário no nosso meio-campo, mas com uma grande capacidade de contra-ataque. Rápidos, de bola no pé e passe fácil, a jogar nas costas da defesa do Padroense, foi assim que chegamos aos três golos de vantagem na primeira parte. Eficácia, objetividade, muita raça e atitude em toda a equipa.
Segunda parte - apesar de sonolenta - a controlar o jogo e, mesmo contra a corrente - a aumentar a vantagem.

Navas, Carraça e Petit, confirma-se como um meio campo de luxo. Quase inabalável na luta pela bola, excelente nas transições rápidas. O único senão é mesmo o pouco espaço para Rúben Alves poder... contribuir.
Frechaut e Simão continuaram o 'plano de melhorias', mais incisivos no um para um, mais certinhos e atinados. Destaque também para Ricardo Campos, decisivo com duas grandes defesas, seguro em todo o jogo.
Outro ex-júnior, Cláudio Lopes, jogou e bem a defesa esquerdo. Boa exibição do jovem do Boavista.

Terceira jornada da segunda volta, a nove pontos do líder. Acabado? Por culpa da equipa e das caraterísticas deste campeonato, há que acreditar. A confirmar ou não, neste decisivo mês de fevereiro. Jogamos para a semana em Mirandela, seguido dos atuais segundo e terceiro classificados.
Com esta goleada, temos agora o melhor ataque da prova com 25 golos, tantos quanto os sofridos, o que faz com que apenas os três últimos classificados tenham pior defesa...

Em Mirandela - por ser o líder, pelo que se passou na primeira volta no Bessa e por podermos regressar à discussão do campeonato - era ótimo uma presença de adeptos em grande. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Porreiro!


Depois das renovações - pelo menos para dar algum moral às tropas - da campanha de angariação de sócios (mais uma!) e da nova camisola, o novo site.

Gosto da aparência - muito preto, muito branco, simples e prático. Vamos ver como se atualiza e como se completa o conteúdo. Importante, principalmente quando a desmobilização, em alguns momentos, parece ter uma dimensão assustadora.

A inaugurar, entrevista de JL com a habitual postura 'respeitável' pertante a fpf, já com destaque na comunicação social.
É isso.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Empate em Vizela

Petit no onze, Navas no banco e a repetição da dupla de centrais - coisa rara -, foram as novidades do jogo de Vizela. Lutou-se, tentou-se defender bem e saír a jogar. O empate é amargo mas encaixa bem, já que vimos mais vezes o perigo rondar a nossa baliza, assim como foram nossas as duas últimas oportunidades flagrantes, já perto do fim.

Demo-nos mal com a pressão do adversário (que vem de cinco jogos sem perder), mais dominador na primeira parte, em que sentimos dificuldades para manter e dar sequência à posse de bola, sendo do Vizela a melhor oportunidade (Ricardo Campos em bom plano). A ineficácia do adversário e o melhor acerto de Frechaut e Simão Coutinho ajudaram ao nulo ao intervalo e a maiores dissabores na segunda parte.
A diferença boa esteve na melhor saída para o ataque, já com Navas (saíu Ruben) mais fixo no meio-campo, Petit mais solto, importante na condução do jogo da equipa. Criou-se oportunidades e lances de perigo, arrefeceu-se o adversário. Foi pena a vantagem durar apenas dois minutos e não deixar assentar o jogo, numa altura que o contra-ataque ameaçava tornar-se ainda mais perigoso.

Frechaut e Simão melhores que nos últimos jogos, Petit nos noventa minutos dá um jeitaço.
Destaque para Carraça, que voltou a fazer um bom jogo.

Pela negativa, os oito pontos de diferença para o segundo classificado.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Renovações de Contratos


Coisa fina. A construir alguma coisa, que comece por aqui.

Foi anunciada a renovação dos contratos de quatro dos jogadores mais utilizados esta época.

Carraça tem sido a revelação. Jogou nos últimos minutos no primeiro jogo em Vila Verde, só voltou a jogar na estreia de Petit como treinador, em Limianos, para não mais deixar de ser titular. Constante evolução jogo a jogo, forte nas bolas paradas (a rematar e a centrar), bom a ler o jogo, tem um peso tremendo na solidez do meio campo do Boavista. A continuar a evoluir, cuidado com ele.

Rúben Alves não teve uma entrada tão repentina na equipa, sendo suplente utilizado nos três primeiros jogos de Petit como treinador, titular ao quarto desafio, voltando a sê-lo nos últimos três jogos. Estreou-se a marcar nos seniores no último fim de semana, depois de o fazer já esta época em alguns jogos realizados pelos juniores. Excelente técnica no um para um, rápido a pensar e a executar, pode vir a tornar-se uma promessa séria. Jogar e ir jogando só lhe vai fazer bem, como se tem visto nos últimos jogos.


Navas e Wellington são apostas desde início. Navas é o trinco puro, foi subindo de rendimento à medida que a forma física também melhorava. Já fez jogos muito bons. Forte no desarme e na pressão que consegue incutir ao jogo do adversário. Tenta organizar os companheiros e a defesa, gosto de ver isso.
Wellington pode não ser nada ou pode ser tudo, não tenho é dúvidas que é o gajo mais rápido do campeonato. Bola no espaço é com ele, pode melhorar muito se perceber quando tem que ser mais prático e objetivo. Alguns dos melhores e mais importantes golos são dele.




Tem ajudado, apesar das limitações da equipa em alguns setores, o treinador conseguir extraír o máximo rendimento de cada jogador. Continua Petit.

Lembrei-me agora: como estaríamos se tivessemos este panorama no banco desde o início da época, e o dinheiro gasto com o outro senhor fosse para um central? Não sei, não...

domingo, 20 de janeiro de 2013

3-0 sobre o Vilaverdense

Petit no onze (no lugar de Navas, Zé Lopes no banco), boa pressão, grande jogo de Rúben Alves e vitória mais expressiva da época.

Entramos bem e assim nos mantivemos na primeira parte, bem na pressão alta e com boa circulação de bola, em grande evidência na jogada do primeiro golo. Mérito para Rúben Alves, desde o momento em que se desmarca para receber, até à excelente finalização, já na grande área. Vantagem justa, claramente a equipa mais dominadora, ainda que perdendo fulgor com o decorrer do jogo.
Dimínio repartido na segunda parte, até ao lance do segundo golo (que surgiu na hora certa, diga-se) marcado por Wellinton. Dez minutos depois, mais uma boa jogada de Rúben a dar no terceiro golo. Jogo resolvido e daí até ao fim uma exibição segura, mesmo com a boa réplica do Vilaverdense.
A vitória mais tranquila da época, num jogo em que fomos suficientemente seguros e eficazes, perante o segundo pior ataque da prova e a equipa com pior registo fora de casa.

Petit a habitual mais valia, ao lado de Carraça que também esteve em bom plano, assim como Zé Manel, sempre perigoso e esforçado.
Claudio Lopes a defesa esquerdo entrou bem, acabou expulso, vítima do exagero do árbitro no capítulo disciplinar (15 amarelos num jogo... correto!). Ainda assim, positiva a sua exibição, numa lateral que nem é a sua.
Frechaut continua em busca do ritmo, com Simão e Paulo Campos chegaram para as encomendas.

21 pontos (que dor de alma estas duas derrotas...) a seis do segundo, a cinco do próximo adversário, o Vizela. Para tentar andar lá por cima, só ganhando.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Caldo ao Lume



Reação do Boavista às notícias dos últimos dias, em boa hora.
Destaque para o ponto 4: "não se tente subverter uma decisão do Conselho de Justiça da FPF que, em Junho de 2009, declarou a prescrição do processo em causa e, assim, absolveu esta SAD, tentando torná-la, agora, em algo que não faz qualquer sentido, como, sustentada e unanimemente, nos tem sido afirmado por reputados e independentes especialistas".

Concluindo, a tal reunião de 2009 só serviu para apreciar o terceiro caso (não decidido na reunião fantasma) entretanto prescrito, e não para confirmar outras decisões (muito menos fruto de uma reunião que, definitivamente, nao existiu), mesmo depois da sentença já ter sido executada.
Ou seja, soa a desespero de quem encomenda os pareceres que têm surgido.


Por outro lado, parece claro que, tendo sido a fatídica reunião considerada inexistente, o efeito suspensivo do recurso deveria ter prevalecido, como até aí. 
O que não aconteceu. São cinco anos. É fazer as contas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os Fretes à Freitas

Às 15h, notícia Lusa, que decidiu não entrevistar um especialista em direito desportivo.

19h, EQ volta a dizer o que especialistas já afirmaram.
  
Mestre e amigo de quem? Quem, quem?

Derrota


Mais do mesmo e mais uma derrota. Quatro golos marcados em dois jogos, zero pontos. Consequência: cava-se mais o fosso (que já é de 5 pontos) para a primeira metade da tabela , o que nos deixa a lutar pela permanência nesta entrada para a segunda volta. Duas derrotas nos dois últimos jogos; tivessemos ganho em Joane e ao Famalicão estaríamos a dois pontos do segundo classificado...

Do jogo, pior o resultado que a exibição. De novo, grande permissividade da defesa axadrezada na origem dos maiores problemas, apesar de remodelada. Este Frechaut não difere muito de Simão, André Pereira continua com dificuldades a defender, Carlos Santos não combina com velocidade. Navas e Carraça não sendo suficientes ou a equipa permitindo desequilíbrios ao contra ataque do adversário, torna-se difícil evitar a sua eficácia quase total, neste caso do Famalicão.
Também se mexeu na frente: sem Pedrinho nem Fary, com Adriano a ponta de lança e Zé Tiago na ala esquerda. Algumas boas jogadas na primeira parte, bem nos contra ataques perigosos, conduzidos ora por Rúben, Zé Tiago ou Wellinton. Num deles, a falta que dá origem ao primeiro golo.
Depois da má entrada na segunda metade e apesar da boa reação ao segundo golo visitante (já com Zé Manel e Fary, nos lugares de Zé Tiago e Adriano), de novo a traição defensiva, num momento em que tinhamos tudo para ir para cima do adversário, superioridade numérica e maior fulgor no ataque. 

Destaque para a boa entrada de Zé Manel no jogo (um grande golo mais algumas boas investidas pela direita) e pela negativa para Navas, de fora no próximo desafio, apesar do rendimento quase tão bom como é habitual, assim como Carraça.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Desilusão


Perdemos uma oportunidade de ouro para chegar aos da frente, antes dos dois próximos desafios em casa. O adversário é o penúltimo e ainda não tinha ganho em casa, nós na melhor fase da época e já com vitórias fora do Bessa. Ganhando, ficariamos a cinco pontos do segundo classificado

Do jogo pouco há a dizer. Entramos mal e pior ficamos com o golo do Joane nos primeiros cinco minutos, no primeiro erro da defesa. Demoramos a reagir e a tentar assentar o jogo, incapazes de fazer quatro passes seguidos no meio campo adversário. A partir da meia hora o primeiro remate perigoso e a equipa a ganhar no meio-campo, subindo e encostando mais o adversário à sua grande área. Nessa fase, num segundo erro central e num lance de fácil progressão e finalização, 2-0. A abrir a segunda parte, num cabeceamento dentro da grande área, três. Medo e Fafe no horizonte.
Conseguimos dois golos que atenuam a derrota (mesmo criando oportunidades para marcar mais cedo o segundo golo e relançar o jogo) e até provam o quanto era acessível ganhar em Joane. Bastava não falhar tanto em tão poucos lances para falhar. Arrepiante. 

Individualmente, destaque de novo para Carraça. Outro bom jogo, desta vez com um grande golo de livre direto. Ruben Alves também em bom plano, principalmente na segunda parte.
A ineficácia dos centrais (jogo de Caio para esquecer) foi de quase 100%. É difícil qualquer equipa resistir a isto.

Seguem-se Famalicão e Vilaverdense no Bessa. Apoie-se, pois não é por falta de atitude que perdemos.