segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Vamos Equipa
Quatro vitórias depois, voltamos a empatar fora perdendo o sexto ponto no campeonato. Um ponto que soube a pouco, já que estivemos perto de vencer e mais que justificamos a vantagem conseguida, perdida nos descontos. Deixamos partir o jogo, deixamos que o resultado ficasse perigoso e, pior, não conseguimos matar o desafio, apesar de chances e espaços para o fazermos.
Empate amargo, mesmo com uma exibição conseguida na maior parte do tempo.
Se acontece mesmo aos melhores, faz sentido.
Cid e Neves repetiram a dupla no meio campo (já com Navas e Carraça no banco), assim como Li na lateral direita, regressando Pedro Costa à esquerda. De resto o habitual, alas de Zé Manuel e Julián, Fary e Bobô no eixo do ataque.
Entramos à líderes, ou seja, a mandar no jogo e com a confiança em alta. Linhas subidas, iniciativas de ataque eram nossas, as segundas bolas tambem, apesar dos dois primeiros lances de perigo terem sido divididos, ambos por erros individuais dos defesas (Pedro Costa do nosso lado, Bobô a desperdiçar). Fary e Julián finalizaram duas das boas jogadas que fizemos na primeira parte, quase sempre com os quatro da frente como protagonistas. Desmarcações rápidas, bom entendimento e eficácia nas ações, bom acompanhamento do meio campo, por Cid e Luís Neves.
E continuou a resultar na segunda parte, apesar do domínio mais repartido e da subida do adversário, com as consequências devidas: mais jogo a rondar a nossa área e mais espaços concedidos pelo adversário para podermos aproveitar. Daí a mesma substituição da semana passada e com igual objetivo. E para matar o jogo, que era preciso, como provou o golo pouco depois, problema do tal maior volume de jogo a rondar a área, a rebentar pela costura mais frágil. Continuamos a ter chances para matar o jogo, assim como periodos de cada vez maior sufoco perto da nossa baliza.
Com os dois médios amarelados, tivemos dificuldades a repôr a eficiência da dupla, mesmo com Navas a intervir mais recuado e Luís Neves mais desgastado.
Dois lances que marcam o antes e depois do golo do empate: um dois-para-um não aproveitado por Bobó e Theo, e uma boa chance por Zé Manuel já nos descontos e já depois do empate.
Luís Neves e Cid estiveram bem, e foi quando se desfêz a dupla que passamos por maiores dificuldades, apesar de um Navas cumpridor. Em bom plano os quatro mais ofensivos, em especial Zé Manuel e Bobô.
A lateral onde está o Pedro Costa é mais vulnerável que qualquer outra. A contrária consegue fazer bem melhor, mesmo estando lá um adaptado. Não sei por anda a forma do Pedro, mas já o vi fazer bem melhor que o que tem feito. É que a regularidade nesse aspeto, a ser mau e a cometer erros, impressiona.
Como disse acima, o jogo pedia a entrada do Rui Gomes. Sem sufoco cá atrás, poderia ser as condições para o médio voltar a fazer o que de bom fez a semana passada e matar o jogo. Não só não fez como não foi o médio que a equipa precisou quando o jogo aperta e o resultado fica realmente perigoso, em que limitar os espaços ao adversário é prioridade.
Apesar da entrega e, acredito, da desilusão partilhada, nao deixa de ser um empate que sabe como merda, até pela forma como foi obtido.
Para fazer mesmo sentido e pelo que a equipa não deixou de mostrar, acredito na reação já no próximo domingo.
Vantagem de três pontos para o segundo, nove para o terceiro, possibilidade de passar o ano com a segunda fase assegurada.
De regresso, está Wellington, diz-nos o clube. Bom regresso e veremos como está, ainda que não vá ter vida fácil para chegar à titularidade.
Força Boavista!
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Equipa a Ganhar
Longe de ser fácil, acabou por ser a vitória mais robusta da época. Justíssima, somos superiorores e dominamos quase todo o desafio, grande parte de sentido único, apesar de só descansarmos perto do final e depois de 25 minutos em superioridade numérica.
Com habituais titulares e segundas opções indisponíveis, a equipa manteve-se consistente e reagiu quando foi preciso para assegurar os três pontos. Julián e Li adaptados a laterais, Luís Neves com Cid no meio campo, Beirão numa das alas, foram as novidades em relação a Freamunde.
Entramos bem e nos primeiros quinze minutos criamos três boas chances. Mesmo o Coimbrões equilibrando o jogo, continuamos a ser a única equipa a chegar perto da área, apesar de alguns momentos de dificuldade em fazer chegar a bola jogável para os quatro da frente.
Mesmo sem aumentar o ritmo no início da segunda parte, o jogo ofensivo deu a expulsão do avançado contrário e aí sim, só deu ataque do Boavista a rondar a área adversária, com os nossos centrais a resolverem praticamente todos os lances na linha de meio campo.
Petit abre a frente de ataque, aproveitando Julián na esquerda, juntando Théo a Bobô como jogadores mais adiantados. A entrada de Rui Gomes ajudou a refrescar ideias e a melhorar circulação de bola, à procura de outras soluções de passe. O golo surge a doze minutos do fim, numa das jogadas rápidas e de perigo que criamos.
Arrumamos a questão nos úlitmos cinco minutos, perante uma defesa destroçada e, mesmo baixando o ritmo de jogo, sempre ofensivos.
Bobô voltou a ser decisivo. Mantem o que tem mostrado, a utilidade do costume e com mais golos. Cinco em cinco jogos.
Luís Neves também apareceu bem. Fez boa dupla com Cid na primeira parte, esteve muito bem depois da expulsão como médio mais recuado. Dá linhas de passe, descomplica quando é preciso e opta bem quando tem que circular a bola e aproveitar espaços na frente.
Desta vez, boa entrada do Rui Gomes, decisivo no primeiro golo e menos complicativo no jogo foi mais útil on ataque.
Doze jogos, dez vitórias, tudo na mesma nas distâncias para os perseguidores.
E isto. Mais que onze, temos uma equipa a jogar, com tanta vontade de ganhar como nós.
Gostei. Queremos mais. Já em Amarante. Força Boavista.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Obrigado, Equipa!
Mais que uma vitória em Freamunde, num jogo difícil e com a liderança em causa, perante um candidato assumido à subida de divisão que detém o melhor ataque da prova, moralizado com os últimos resultados e exibições. Demonstramos querer e organização, consistência e personalidade, mostrando dentro de campo a superioridade na série.
Para alguns, terá sido um autêntico recital a exibição de hoje do Boavista em Freamunde, tendo nós no banco um Fernando Pessoa em potência. Para nós, adeptos Boavisteiros, vai-se confirmando o bom trabalho realizado, com a equipa a continuar a dar sinais muito positivos, não só pelos resultados, mas também pela forma como se adapta aos diferentes tipos e momentos de jogo, assim como às contrariedades que vão surgindo durante a temporada.
Perante as ausências das duas primeiras opções para a posição de trinco - Navas e Frechaut - Pess... Petit optou por Fary a fazer companhia a Bobô no ataque (com mobilidade suficiente para ganharem bolas no meio campo), recuando Carraça e Cid, com Zé Manuel e em especial Julián também eles a fechar o espaço interior. Na defesa, tudo igual aos últimos doisdesafios.
A estratégia resultou numa boa entrada no jogo, muito boa mesmo nos primeiros vinte minutos, com domínio do meio campo e das segundas bolas, controlando e anulando bem as movimentações do ataque adversário. Aos 15 minutos Julián tem a primeira oportunidade, num jogo maioritariamente desenrolado no meio campo da equipa da casa. O único sinal de perigo do adversário surge numa bola à barra, num centro remate do lado esquerdo que quase traía Tiago Pinto.
Se estivemos bem na primeira parte, fomos irresistíveis na segunda. Voltamos fortes e a pressionar alto, permitindo pouco espaço para o adversário poder respirar, traduzindo, em dez minutos, esse domínio em golos. Dois excelentes golos, primeiro Bobô, depois Julián, num golo fantástico, capaz de aquecer qualquer adepto, fosse o jogo na Sibéria e assistido em pelota. Soberbo. E justo para o argentino, que para além de ser bom tecnicamente, tem um enorme sentido coletivo.
Continuamos superiores e a mandar no jogo, mesmo contando com as naturais reações à desvantagem por parte das duas restantes equipas. A da casa arriscou mais, colocando homens na frente e desguarnecendo a retaguarda, dando-nos espaço para os contra ataques. Conseguimos segurar os avançados adversários e continuar a chegar perto da área contrária, até onde nos foi possível. Carraça primeiro, Pedro Costa depois, ambas ridículas e injustificadas expulsões. Desespero notório, também na equipa da federação.
Nesta altura do desafio, fez lembrar o jogo de Coimbrões, não só pela inferioridade numérica, mas também pelo jogador que mais sobressaíu nesse período: Tiago Pinto. Foi a última e importante barreira, atrás dos sólidos centrais. O espírito guerreiro também se fez notar. Concentrados e inabaláveis, perante o que estava a acontecer.
Seguramos bem a vantagem, fomos mesmo diminuindo os períodos de algum sufoco imposto pelo adversário, até ao apito final.
Bobô voltou a mostrar toda a sua utilidade. Depois do golo e assistência na semana passada, abriu o marcador neste jogo, num excelente movimento à ponta de lança, com pouco espaço e tempo para fazer a diferença. É o primeiro a avançar na pressão e o primeiro a recuar e vir buscar jogo de costas para a baliza, tirando partido do excelente jogo aéreo, ora servindo os médios em apoio, ora servindo os rápidos alas. Hoje voltou a faze-lo e bem.
Para além de Tiago (foi decisivo a evitar o perigoso 1-2), os centrais estiveram sempre bem, tanto Ricardo como Carlos Santos. O melhor ataque do campeonato pela frente? Venham eles.
Cid dá ideia que recarrega a bateria durante o jogo. Parece que dá sinais de cansaço num lance, no seguinte está a morder a bola, a roer os calcanhares mais próximos enquanto junta relva à digestão. Peça importante na consistência da equipa, tem evoluído bastante desde que arrancou para a titularidade.
Sempre que posso evito, mas há alturas em que é difícil não falar da arbitragem. Há três amarelos que são inacreditáveis. Inacreditáveis! Dois deles a resultarem em duas expulsões. O lance do segundo amarelo a Carraça não é falta, um carrinho normal de bloqueio de remate. E sabem aqueles lances em que o encosto de ombro também conta com o braço, o que com o balanço do corpo faz parecer um empurrão, etc. e tal? Aceita-se a falta, os cartões - a Julián e P:Costa - são de bradar aos céus. Isto para não falar do critério... na primeira parte, Carlos Santos é virado do avesso (e isso não parece nada fácil...) e cartão nem vê-lo.
Não há palavras para os momentos finais passados no estádio, momentos que valem ouro para estes adeptos que têem acompanhado o clube, e que estiveram em grande número em Freamunde. Um orgulho ver o espírito de união que reina no grupo. Também daí o título do post.
Faltam alguns jogos para a conclusão da primeira fase, muitos ainda para o final do campeonato, o que é bom para se continuar a evolução, individual e coletivamente.
Cinco pontos para o segundo e nove para o terceiro classificados, numa altura em que estão vinte e um em disputa. Força Boavista!
A união no campo, a apoio nas bancadas.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Mais Três Pontos
Vitória difícil e importante, que nos permite consolidar o primeiro lugar (agora isolados) perante um adversário direto na luta pelo apuramento para a próxima fase.
Alterações só nas laterais, saindo Claudio e Hugo, entrando Pedro Costa e Afonso. O primeiro mostrou que ainda não recuperou a forma totalmente, o esquerdino mostrou que pode ser uma opção válida. Meio campo manteve-se o habitual, assim como o batalhador Bobó no ataque. Destaque para o regresso de Luís Neves - a dar boas indicações - para o lugar do lesionado Navas (e completamente desolado no banco).
Apesar da boa entrada do Boavista e depois do encaixe dos dois sistemas táticos, pertenceram ao Camacha as primeiras oportunidades, primeiro a aproveitarem bem a permeabilidade do lado direito e depois com jogadas perigosas nas costas da nossa [subida] defesa. Valeu o desacerto do adversário na hora de finalizar e - mais uma vez - um dos nossos melhores jogadores, Tiago Pinto. Reagimos com posse de bola no meio campo adversário e com boas incursões dos nossos alas, Julian e Zé Manuel.
Numa segunda bola ganha por Pedro Navas (perto da área adversária, algo que não era habitual mas que já é e ainda bem) Zé Manuel foi eficaz e decisivo, fazendo o único golo. A eficácia que por vezes não nos tem acompanhado (e não a tivemos na segunda parte), foi tremendamente útil neste jogo.
Na segunda parte estivemos melhores no jogo, confortáveis com a subida do meio campo adversário e aproveitando o espaço atrás deste para boas e rápidas transições para o ataque, sem nos desequilibrarmos na retaguarda. Seguros e concentrados no jogo, faltou-nos o segundo golo para matar o desafio, apesar das boas oportunidades criadas. Perto do fim, já num momento de algum sufoco do adversário, Tiago voltou a ser decisivo a segurar os três pontos.
Boa entrada do ex-Gondomar Luis Neves, ajudou a que a equipa não abalasse com a saída de um jogador preponderante como Pedro Navas. Não tem o mesmo poder físico nem de desarme, mas sabe posicionar-se, tem bons pés e contribui bem para a boa circulação de bola. Ontem, ainda teve tempo para um passe de morte, salvo erro, para Li desperdiçar (ou Zé Manuel?).
Bobó voltou a agradar. Imenso, eu diria. Simplesmente porque é muito útil no jogo direto, algo a que por vezes recorremos em demasia. Batalha, ganha bolas pelo ar, pelo chão, de costas para a baliza, arranca faltas e amarelos: dentro do estilo, um avançado muito útil.
Destaque ainda para a 'bateria' de Miguel Cid, incansável no meio campo e a boa estreia no Bessa de Afonso Figueiredo. Tem pé típico de canhoto, rápido a subir e simples a resolver atrás. A grande diferença para o seu opositor direto será mesmo a estatura, menos útil quando é preciso fechar mais na área. Mas mais jogos virão do ex-bracarense, sem dúvida.
Concluindo, somos a segunda equipa com mais pontos em todo o CNS e uma das melhores defesas. Próximo jogo é novamente em casa (Sousense) e uma vitória significaria visitar o segundo classificado com uma vantagem de, pelo menos, dois pontos. A distância para o terceiro já é de sete pontos.
Força Boavista!!
edit: a presente tasca abriu filial e abraçou novos horizontes. Façam like aqui (ou não, façam como entenderem, só quero chegar aos 30 para ter acesso às estatísticas :) )
Alterações só nas laterais, saindo Claudio e Hugo, entrando Pedro Costa e Afonso. O primeiro mostrou que ainda não recuperou a forma totalmente, o esquerdino mostrou que pode ser uma opção válida. Meio campo manteve-se o habitual, assim como o batalhador Bobó no ataque. Destaque para o regresso de Luís Neves - a dar boas indicações - para o lugar do lesionado Navas (e completamente desolado no banco).
Apesar da boa entrada do Boavista e depois do encaixe dos dois sistemas táticos, pertenceram ao Camacha as primeiras oportunidades, primeiro a aproveitarem bem a permeabilidade do lado direito e depois com jogadas perigosas nas costas da nossa [subida] defesa. Valeu o desacerto do adversário na hora de finalizar e - mais uma vez - um dos nossos melhores jogadores, Tiago Pinto. Reagimos com posse de bola no meio campo adversário e com boas incursões dos nossos alas, Julian e Zé Manuel.
Numa segunda bola ganha por Pedro Navas (perto da área adversária, algo que não era habitual mas que já é e ainda bem) Zé Manuel foi eficaz e decisivo, fazendo o único golo. A eficácia que por vezes não nos tem acompanhado (e não a tivemos na segunda parte), foi tremendamente útil neste jogo.
Na segunda parte estivemos melhores no jogo, confortáveis com a subida do meio campo adversário e aproveitando o espaço atrás deste para boas e rápidas transições para o ataque, sem nos desequilibrarmos na retaguarda. Seguros e concentrados no jogo, faltou-nos o segundo golo para matar o desafio, apesar das boas oportunidades criadas. Perto do fim, já num momento de algum sufoco do adversário, Tiago voltou a ser decisivo a segurar os três pontos.
Boa entrada do ex-Gondomar Luis Neves, ajudou a que a equipa não abalasse com a saída de um jogador preponderante como Pedro Navas. Não tem o mesmo poder físico nem de desarme, mas sabe posicionar-se, tem bons pés e contribui bem para a boa circulação de bola. Ontem, ainda teve tempo para um passe de morte, salvo erro, para Li desperdiçar (ou Zé Manuel?).
Bobó voltou a agradar. Imenso, eu diria. Simplesmente porque é muito útil no jogo direto, algo a que por vezes recorremos em demasia. Batalha, ganha bolas pelo ar, pelo chão, de costas para a baliza, arranca faltas e amarelos: dentro do estilo, um avançado muito útil.
Destaque ainda para a 'bateria' de Miguel Cid, incansável no meio campo e a boa estreia no Bessa de Afonso Figueiredo. Tem pé típico de canhoto, rápido a subir e simples a resolver atrás. A grande diferença para o seu opositor direto será mesmo a estatura, menos útil quando é preciso fechar mais na área. Mas mais jogos virão do ex-bracarense, sem dúvida.
Concluindo, somos a segunda equipa com mais pontos em todo o CNS e uma das melhores defesas. Próximo jogo é novamente em casa (Sousense) e uma vitória significaria visitar o segundo classificado com uma vantagem de, pelo menos, dois pontos. A distância para o terceiro já é de sete pontos.
Força Boavista!!
edit: a presente tasca abriu filial e abraçou novos horizontes. Façam like aqui (ou não, façam como entenderem, só quero chegar aos 30 para ter acesso às estatísticas :) )
domingo, 3 de novembro de 2013
Dois pontos perdidos
Abordamos bem o jogo, estivemos por cima toda a primeira parte e, mesmo sendo do adversário a melhor chance antes do um a zero, justificamos a vantagem no golo de Bobó. A equipa coesa e prática a defender, a conseguir algumas saídas para o ataque graças a Julian/Zé Manel e a um ponta de lança sempre muito ativo, a revelar-se boa referência no jogo direto. Meio campo e defesa habituais, com o regresso dos laterais em relação ao último desafio.
A opção pelo jogo mais direto foi compreensível, dadas as péssimas condições do relvado (já de si novidade a relva natural). E teria corrido bem, não fosse ser preciso o golo salgueirista para acabar com a apatia com que o Boavista entrou na segunda parte. O jogo direto acentuou-se (tornou-se por vezes precipitado dados os espaços), sem tanta cobertura do meio campo e com menos soluções perto de Bobó.
Quando se reagiu foi ao resultado e à diferente alma do adversário, tarde. Ainda criamos chances, ainda conseguimos mostrar que se o tivessemos feito mais cedo o resultado podia ter sido favorável, mas não conseguimos chegar aos três pontos e segurar a liderança isolada.
Longe de ser fácil, foi pena porque esteve ao alcance, naquele que foi o desafio mais mediático da temporada. A equipa foi aguerrida (destaque para o habitual Navas e Bobó foi incansável na frente) e fortemente apoiada das bancadas.
Duas semanas para afinar antes da última jornada da primeira volta, que opõe os dois primeiros contra 3º e 4º e pode ser decisivo nesta fase.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Empate e Liderança
Jogo entre os primeiros e, também pelo que se viu dentro do campo, entre as melhores equipas da série. Mantemos a dianteira e a melhor defesa, cinco pontos de vantagem para o terceiro classificado (o primeiro que não dá acesso à próxima fase). Bem lançados e dando continuidade à evolução, concluido que está o primeiro terço da primeira fase do campeonato.
Pode não parecer à primeira vista, mas fizemos um bom jogo, perante um adversário organizado e competitivo, recém despromovido e candidato à subida de divisão, com objetivos semelhantes aos nossos. O jogo era, portanto, mais exigente e ideal para ficarmos com uma melhor ideia das fragilidades e pontos fortes. Tivemos dificuldades, conseguimos reagir a algumas delas, conseguimos ficar por cima em alguns momentos do jogo, nunca nos desorganizamos com a melhor iniciativa de jogo do adversário. O empate é o resultado mais justo, tendo em conta o que ambas as equipas produziram e o equilíbrio também nas oportunidades criadas.
Mas acho este jogo bom para analisarmos a equipa por setores. E tenho vontade extra em falar do nosso Boavista. Vamos a isso:
Na defesa, Claudio foi a exibição menos conseguida (também pela exigência do seu opositor direto). Acusou a má entrada e a consecutiva perda de lances no corredor direito, se bem que muitas vezes pouco apoiado pelo ala do seu lado. Mas nem tudo foi mau: soube reagir na segunda metade, equilibrou os duelos individuais e ganhou confiança nas recuperações e saídas para o ataque. Foi o jogador que mais faltas sofreu em todo o desafio. Do lado contrário, já sabiamos que Hugo Costa tem dificuldades em defender, o que para um defesa não é nada positivo. Tem formado uma boa dupla com Julián (cumpriu castigo), também pelo que o argentino ajuda a tapar os espaços pela esquerda. Teve vários erros, um dos quais (erro dividido com Carraça...) quase dava golo. E só não deu porque na baliza esta aquele que quanto a mim poderá ser encarado como a revelação da época: Tiago Pinto. Duas defesas do outro mundo (outra vez!), muita confiança e parece-me muito mais participativo como voz de comando para os colegas da defesa.
Ricardo chegou para ser o boss, Carlos tem-se revelado o parceiro ideal (contra as minhas expetativas iniciais).
No meio campo, não há dúvidas, temos os dois pulmões: Navas e Carraça. Navas tem uma capacidade de desarme impressionante, uma boa leitura de onde deve estar quando a equipa está a defender. Carraça complementa, alia força à capacidade de dar sequência à posse de bola. A dúvida (julgo que também de Petit) será o terceiro elemento e será também um dos pontos em que ainda algo poderá mudar. Cid é um bom jogador, voluntarioso, com critério no passe e boa leitura no posicionamento, útil na consistência e até numa maior versatilidade no meio campo (isso viu-se ontem mas principalmente no último jogo em casa, em que pudemos ver um Navas mais livre de compromisso, mais capaz de poder subir e também ele desequilibrar no último terço, graças à compensação de Cid). Mas é aí que temos então mais dificuldades, na incapacidade do meio campo em criar ele mesmo condições para o último passe e para fluir jogo junto à área adversária. Ontem, mais uma vez, Rui Gomes pouco trouxe de novo, apesar das potencialidades. Samu também já foi utilizado, assim como Luís Neves durante sessenta minutos no primeiro jogo do campeonato. Espero, não sei se bem ou mal, pelo regresso do ex-Gondomar. Acho que encaixaria, veremos o futuro e veremos que mais opções teremos por ali.
No ataque, temos as mais valias das alas, sem dúvida. Zé Manuel, Beirão, Julián e Li, para dois lugares, parecendo os dois últimos levarem vantagem. No eixo, a presença de Fary disfarça a tal dificuldade do meio campo, recuando, oferecendo linhas de passe e distribuindo como nenhum outro o faz. Théo parece ser mesmo a aposta mais séria para os golos, e ontem deu para perceber um pouco o porquê. Não está, parece-me, no melhor das duas capacidades físicas. Quando estiver, poderá ser outro caso sério. Bóbo parece-me o melhor cabeceador, o avançado mais forte que temos nos lances aéreos, não só na área mas também a ganhar bolas para os colegas do ataque.
Continue-se a evolução, individual e coletivamente. Eu confio que chegaremos a bom porto. Vila Flor e o derby da invicta são os próximos desafios, ambos fora de casa. Seis pontos é a meta. Força!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Doze pontos
Quarto jogo, quarta vitória. Melhor defesa do campeonato, primeiro lugar da série (ainda que uma derrota no jogo em atraso nos faça perder a liderança).
Do jogo de Perafita, dizer que somos superiores, mostramos alguma dessa superioridade no campo, a exibição foi consistente e qb para garantir os três pontos. Dominamos depois dos dez minutos, marcamos quando o justificamos (excelente golo de Li), fomos os únicos a criar perigo e refrescamos o ataque (todos entraram bem, destaque para Zé Manuel) para matar o jogo quando o resultado poderia começar a ficar perigoso.
As principais alterações foram no meio campo e ataque: Cid completou o triângulo no miolo, no lugar que tem sido ocupado por Samú e Rui Gomes, Li continuou à direita (mais uma boa exibição), Théo no lugar de Fary.
No geral, não há onze base. Mas há equipa e opções - como se tem visto - e a busca de uma identidade. Vinte e três jogadores já se estrearam no primeiro mês de competição, A defesa estabilizou, com Ricardo, Santos, Claudio e Hugo. Afonso é o que mais vezes foi ao banco, mesmo sem se estrear; Claudio ganhou o lugar depois de péssimas exibições de P. Costa; Campinho primeiro, Frechaut depois, quando foi preciso alterar a dupla de centrais.
Pedro Navas fora do onze no primeiro jogo, o único em que jogou também Luís Neves. Desde aí, o brasileiro é trinco (salvo o jogo de castigo em Coimbrões, substituído por Campinho), atrás da dupla de meio campo à sua frente, da qual Carraça faz parte. O outro lugar tem sido de Samú, Rui Gomes e, no último jogo, de Cid. Veremos se Luís Neves confirma as boas indicações (estou curioso para o ver no meio campo).
No ataque, Wellington não tem feito falta. Julián pegou de estaca (e não só pelo que ataca), Fary tem mandado, com Théo a entrar aos poucos e a parecer aposta forte para o eixo do ataque, mais que Bobó. Zé Manel reapareceu depois de uma boa estreia no campeonato, Beirão tem mostrado coisas positivas. Para estes dois, concorrer também com Li não vai ser fácil, mantendo-se este na ala.
A grande nota positiva deste início de época é simplesmente isto, podermos falar de futebol, de cabeça minimanente limpa. Simples, mas raro desde há seis anos. Não há greves pelo meio ou treinadores encomendados. Ninguém arrasta o pé e há o mínimo de estabilidade. Mesmo que ainda haja muito para evoluir e as quatro vitórias sejam só uma amostra daquilo que o grupo quer, pode e tem que fazer. Força Boavista.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Um diferente
Desde há muitos anos somos marginalizados pelo município, mesmo antes de sermos vítimas colaterais da zanga entre Rio e fcp. Entre muitas outras coisas, fortemente prejudicados nos apoios aquando do euro04.
Rui Moreira tem sido das personalidades públicas que mais defenderam o Boavista nestes últimos anos, na sua luta contra a injustiça. Em programas desportivos, em entrevistas ou crónicas, mesmo em manifestações "Justiça para o Boavista", sempre disse presente(convenhamos: dos poucos adeptos portistas com peso na opinião pública a quem não caíu a máscara nestes últimos anos, a par de Miguel Guedes, e ao contrário de Julio Magalhães ou Sousa Tavares, por exemplo).
Mesmo sendo contra a intimidade ou proximidade excessiva entre política e futebol, julgo que o município deve estar sempre do lado dos clubes desportivos, de todos os clubes e modalidades, de forma justa e equilibrada.
Com Moreira devemos esperar, sobretudo e tão somente, mais justiça e equilíbrio. O Porto é realmente diferente e Moreira vai, também nesse aspeto, ser diferente.
domingo, 29 de setembro de 2013
Sofrido e Justo
Num jogo entre candidatos que se adivinhava difícil (um adversário invicto e moralizado com dez golos em três jogos), fomos superiores em grande parte do desafio e, mesmo em tarde desinspirada na finalização, soubemos ser pacientes controlando o jogo até à reviravolta. Os jogadores mostraram, até para os mais desatentos, o espírito de grupo presente no plantel e a vontade coletiva em evoluir e vencer, jogo após jogo. Três jogos, três vitórias.
Começamos no sistema habitual, com as novidades Li (gostei, bom tecnicista e bom a ler o jogo, mesmo algo deslocado na ala, no lugar que tem sido de Beirão; melhor como médio mais interior na segunda parte) e Rui Gomes no lugar de médio mais ofensivo (substituindo Samú). Claudio mantem - e bem - a titularidade, Santos continua a ser a aposta ao lado do seguro Ricardo Silva.
Voltamos a entrar bem, primeiros cinco minutos de boa posse de bola, com vontade em ter a iniciativa de jogo, numa primeira parte de história simples: aos dez minutos golo do amarante, mal a defender uma bola parada; pouco depois, expulsão de um jogador visitante e aposta de Petit em Theo, no lugar de Carraça. Um risco calculdado ao tirar um médio com a sua preponderância - já com duas faltas depois do amarelo - para sobrecarregar a compacta defesa adverária com a presença de mais um avançado, mantendo a frente de ataque alargada com Li e Julián. Tivemos dificuldades com o recuo do adversário - praticamente para o seu último terço - e, mesmo em superioridade numérica e mais posse de bola - quase dividimos as oportunidades de golo até ao intervalo. Rui Gomes e os alas encostados na defesa adversária deixavam demasiadas vezes a iniciativa de jogo a Navas, Ricardo Silva e Carlos Santos, sempre com dificuldades para ganhar espaço e abrir brechas na defesa adversária.
Corrigimos, voltamos a entrar bem na segunda parte, conseguimos ser ainda mais perigosos, sem nunca abusar do futebol direto, tentando circulação de bola pelas laterais à espera de abrir a compacta defesa adversária, desperdiçando algumas chances até ao golo de Fary. Mesmo depois do empate, tivemos oportunidades flagrantes para nos adiantarmos e poder controlar o jogo de forma mais segura.
A meio da segunda parte, a quebra da equipa que, na minha opinião, tem sido habitual, talvez por questões físicas. Petit é rápido a corrigir, reequilibrando o meio campo com a entrada de Cid e devolvendo consistência à equipa. Já em igualdade numérica, golaço de Migual Cid a selar a difícil vitória.
Acabamos com o extremo a lateral, o médio a central, o ponta de lança a médio e com o enorme espírito de grupo que os jogadores teem mostrado. Não foi fácil, o adversário valorizou a nossa vitória, mas foram três pontos importantes e bem conquistados.
Quanto à arbitragem, achei exagerado o critério do árbitro nos cartões, mesmo nas expulsões. De resto, fortes as nossas razões de queixa relativamente aos fora-de-jogo: no final da primeira parte, fora de jogo muito mal tirado a Julián, que ficaria cara a cara com o guarda redes adversário e um lance caricato já na segunda metade, com a marcação de uma falta quando Theo ficaria isolado na grande área, beneficiando - erradamente, já que não foi penalty - o infrator.
Próxima semana, em Perafita para consolidar a justificar a liderança.
Começamos no sistema habitual, com as novidades Li (gostei, bom tecnicista e bom a ler o jogo, mesmo algo deslocado na ala, no lugar que tem sido de Beirão; melhor como médio mais interior na segunda parte) e Rui Gomes no lugar de médio mais ofensivo (substituindo Samú). Claudio mantem - e bem - a titularidade, Santos continua a ser a aposta ao lado do seguro Ricardo Silva.
Voltamos a entrar bem, primeiros cinco minutos de boa posse de bola, com vontade em ter a iniciativa de jogo, numa primeira parte de história simples: aos dez minutos golo do amarante, mal a defender uma bola parada; pouco depois, expulsão de um jogador visitante e aposta de Petit em Theo, no lugar de Carraça. Um risco calculdado ao tirar um médio com a sua preponderância - já com duas faltas depois do amarelo - para sobrecarregar a compacta defesa adverária com a presença de mais um avançado, mantendo a frente de ataque alargada com Li e Julián. Tivemos dificuldades com o recuo do adversário - praticamente para o seu último terço - e, mesmo em superioridade numérica e mais posse de bola - quase dividimos as oportunidades de golo até ao intervalo. Rui Gomes e os alas encostados na defesa adversária deixavam demasiadas vezes a iniciativa de jogo a Navas, Ricardo Silva e Carlos Santos, sempre com dificuldades para ganhar espaço e abrir brechas na defesa adversária.
Corrigimos, voltamos a entrar bem na segunda parte, conseguimos ser ainda mais perigosos, sem nunca abusar do futebol direto, tentando circulação de bola pelas laterais à espera de abrir a compacta defesa adversária, desperdiçando algumas chances até ao golo de Fary. Mesmo depois do empate, tivemos oportunidades flagrantes para nos adiantarmos e poder controlar o jogo de forma mais segura.
A meio da segunda parte, a quebra da equipa que, na minha opinião, tem sido habitual, talvez por questões físicas. Petit é rápido a corrigir, reequilibrando o meio campo com a entrada de Cid e devolvendo consistência à equipa. Já em igualdade numérica, golaço de Migual Cid a selar a difícil vitória.
Acabamos com o extremo a lateral, o médio a central, o ponta de lança a médio e com o enorme espírito de grupo que os jogadores teem mostrado. Não foi fácil, o adversário valorizou a nossa vitória, mas foram três pontos importantes e bem conquistados.
Quanto à arbitragem, achei exagerado o critério do árbitro nos cartões, mesmo nas expulsões. De resto, fortes as nossas razões de queixa relativamente aos fora-de-jogo: no final da primeira parte, fora de jogo muito mal tirado a Julián, que ficaria cara a cara com o guarda redes adversário e um lance caricato já na segunda metade, com a marcação de uma falta quando Theo ficaria isolado na grande área, beneficiando - erradamente, já que não foi penalty - o infrator.
Próxima semana, em Perafita para consolidar a justificar a liderança.
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