.
Derrota comprometedora perante um opositor direto, tão justa quanto má a exibição. Fomos inferiores, nunca controlamos o jogo, não conseguindo provar a nossa superioridade dentro do campo, perante uma equipa motivada e organizada e que, ao terceiro embate da época, conseguiu derrotar-nos. Desta vez fomos nós que levamos recital.
Uma surpresa no onze, a entrada de Tiago Pinto no lugar de Marco, ausente também do banco. Lesão ou opção, fica a dúvida. Na frente, a reentrada de Théo no lugar de Rui Gomes, no regresso ao sistema que mais frutos nos tem dado, com o jovem avançado a fazer companhia a Bobô no ataque. Julián e Zé Manuel nas alas, Cid e Neves no meio campo.
Depois dos minutos iniciais, e durante dez minutos, tivemos a nossa melhor fase no jogo, em que conseguimos jogar perto da área adversária, recuperar cedo a bola e criar perigo, podendo até inaugurar o marcador em duas boas chances. Um lance de Ansumane (isolado, excelente o desarme de Carlos Santos) marca a viragem no desafio, o momento em que o adversário acerta marcações, sobe no terreno e explora aquilo que foi a nossa fraqueza, o meio campo defensivo.
Tivemos imensas dificuldades no meio campo, com Cid e Neves a revelarem-se insuficientes para os médios contrários (com os alas ocupados a defender os [ofensivos] laterais opostos), principalmente entre linhas, entre os centrais e os médios, zona em que o adversário conseguiu colocar imensas bolas e provocar desequilíbrios. O desnorte fez com que se perdesse consecutivamente as segundas bolas, algumas delas bem perto da nossa área e em fase muito inicial de transição.
A correção surge já com a casa a arder, a cinco minutos do intervalo, na substituição de Zé Manuel por Carraça, reequilibrando o meio campo, ganhando homens no miolo para lutar pela bola e proteger a zona central. Enfim, alguma coesão, mesmo perdendo capacidade de explosão na saída para o ataque.
Na segunda parte, tivemos de novo dificuldades, desta feita em conseguir controlar o jogo direto para Bobô (sempre bem e duplamente marcado, assim como pouco apoiado), a forma mais procurada para tentar chegar à frente. Conseguimos ter o domínio do jogo, sem nunca o controlar, conseguimos criar alguns lances de perigo, bons dez minutos de pressão perto da área adversária (já com Rui Gomes e sem Luís Neves), mas não fomos fortes o suficente para chegar ao golo, reentrarmos no jogo e desorientar o adversário.
Em resumo, foi o jogo em que o nosso meio campo não conseguiu nunca pegar no jogo e domina-lo, ter a bola, circula-la à procura das melhores soluções, fazer pressão e conseguir tapar espaços junto aos centrais e à nossa área. Foi o jogo em que Navas e um sistema com Navas fez falta à equipa. A nossa habitual abordagem ao jogo, a dupla Cid-Neves, com os alas ofensivos e os dois jogadores mais avançados não resultou e revelou-se insuficiente perante a força do adversário.
É problema conhecido e ontem influência direta também no momento em que ficamos em desvantagem, já depois de por algumas vezes o pânico ter sido semeado pelo nosso lado direito. Numa segunda bola na linha de fundo, não se pode permitir ao adversário que controle a bola de costas para a baliza, se vire e faça um cruzamento tão à vontade para o interior da pequena área. E a ajuda não chegou (talvez daí a opção para a substituição de Zé Manuel em vez de Théo), mesmo se tratando de um lance de bola parada.
No segundo golo, ou é falta sobre o guarda redes ou Tiago tem claras culpas no lance. Again.
Como já tinha dito, o campeonato é curto e o tempo para recuperar pode tornar-se escasso. Margem de erro zero para os próximo desafios, numa desvantagem que não poderá aumentar para lá dos atuais cinco pontos. Ou dois, mais a obrigatoriedade de golear o Freamunde no jogo do Bessa.
Veremos a reação da equipa frente ao Limianos, próximo desafio em nossa casa. Não há razão para deixar de acreditar, apesar do resultado e exibição.
Força Boavista!
segunda-feira, 3 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Empate no Bessa
Empate proibido num jogo para ganhar, no Bessa, deixando fugir o primeiro lugar.
Pela primeira vez este ano não marcamos golos em casa, apesar das muitas oportunidades criadas.
Controlamos e dominamos, tivemos a paciência que se pede para desmontar uma defesa povoada e organizada, sempre mais perigosos que o adversário, mas não fomos eficazes, não conseguindo chegar à frente no marcador, mesmo com algumas oportunidades flagrantes desperdiçadas e fazendo um bom sufoco final.
No onze, destaque para a permanência de Rui Gomes como homem mais avançado do meio campo, o mais perto de Bobô.
Entramos bem, desde cedo marcamos a tendência do jogo, circulando bem a bola à procura de desequilíbrios na defesa contrária, quer pelas laterais (mais e mais na esquerda), quer pelo centro do terreno, tentando aproveitar a presença de Rui Gomes para dar melhor sequência e encontrar espaços no último terço. Criamos várias oportunidades, recuperando cedo a bola, em cima do meio campo contrário, e só por uma vez fomos surpreendidos no contra ataque em toda a primeira parte.
Assim jogamos até aos 15 minutos da segunda metade (mesmo com uma reentrada com menor fulgor), altura em que voltamos a jogar com um avançado a acompanhar Bobô, o que nos tem dado bons resultados.
Mexemos novamente com o jogo, conseguimos tirar partido do nosso mais útil avançado, e até com a boa entrada do Théo. Isto apesar do jogo direto menos controlado que o habitual para Bobô, dada a perda de fulgor no apoio ao avançado e o meio campo numeroso do adversário, mesmo conseguindo abala-los e provocar a expulsão.
Tentou-se ainda - e bem, porque era isso que o jogo pedia - colocar mais homens na frente (não deixando de abrir o jogo com Julián e Li), povoando a zona em que o adversário era mais coeso, no seu meio campo defensivo, compensando a dificuldade de Cid e Neves em chegar mais perto aos homens da frente e aí conseguir desequilíbrios. Fary na primeira intervenção consegue isolar Théo, derrubado à entrada da área, num dos muitos lances que tivemos de bola parada em todo o jogo e que nenhum aproveitamos.
Também só por uma vez fomos incomodados na nossa grande área em toda a segunda parte, o que prova a tendência do jogo, assim como a falta de eficácia lá na frente.
Para a semana regresso a Freamunde num dos jogos mais importantes e difíceis do campeonato.
Deixamos fugir a liderança pela primeira vez em alguns meses e temos já oportunidade de a reaver.
O adversário está motivadíssimo (à semelhança da primeira fase, com a agravante de quererem vingar a derrota anterior), mas acredito que somos melhores. Aliás, sei que o somos, e que iremos provar na próxima semana.
O apoio será fundamental, como tem sido hábito nos jogos fora do Bessa.
Força Boavista!
domingo, 16 de fevereiro de 2014
O Campeão Voltou!
Melhor entrada possível na segunda fase. Enchemos os pulmões, mantivemos a atitude e ainda evoluímos mais. Admito que estava confiante, mas um jogo com esta carga emocional e em casa do eterno rival é sempre complicado. Fomos consistentes e estivemos por cima grande parte do jogo, mostrando porque somos candidatos ao primeiro lugar.
Entramos fortes e personalizados, mais perigosos e objetivos que o adversário e mantivemo-nos por cima durante toda a primeira parte, mesmo com algum equilíbrio depois dos vinte minutos. Apertos defensivos só de bola parada, porque obrigados a recorrer à falta em algumas situações de contra ataque rápido do adversário.
Desde a concentração à entrega, passando pela lucidez com que se fazia a circulação de bola e se tentava saír a jogar, mantivemo-nos inabaláveis mesmo em inferioridade numérica, com treinador expulso e fazendo duas alterações forçadas. A tudo, mesmo àquele sufoco final, soubemos reagir bem. Isto é trabalho semanal e do bom.
Sem mexer na dupla de meio campo e sem Bobô, foi Rui Gomes o titular. Conseguindo nós jogar no meio campo adversário e com a boa posse de bola que mostramos, fazia sentido a aposta para lançar o ataque no último terço ou explorar a velocidade dos homens da frente. Saíu a meio do jogo, quando este se complicou e fomos obrigados a corrigir a defesa.
Luís Neves e Miguel Cid continuam a carburar, equilibram a equipa, pressionam quando é preciso e dão boa sequência à posse de bola, sempre ativos a oferecer linhas de passe; Cid esteve em todo o lado durante os noventa minutos, Luís Neves faz o cruzamento de morte para o golo.
As maiores dificuldades surgiram nas laterais (mesmo com Pedro Costa mais atinado e depois com a saída forçada de Afonso, o que obrigou à entrada de Cláudio), e na falta de velocidade de Carlos Santos. O central esteve bem em todos os outros lances, limpou o que tinha de ser limpo (assim como Ricardo Silva) e foi obrigado a fazer duas faltas quando ultrapassado em velocidade o que lhe valeu a expulsão. Dois lances, dois cartões. Campinho entrou bem e manteve a segurança, apesar da fase complicada no jogo.
Destaque ainda para os alas, Julián e ZéManuel. Para além de desequilibrarem no ataque, cumpriram bem no meio campo quando era preciso exercer pressão e fechar caminhos ao adversário.
Acima de tudo, uma demonstração da nossa força e da mentalidade que queremos para o futuro. Um só, adeptos e equipa. É isto que se sente e é do maior orgulho.
Foram muitos anos em ko técnico. Foda-se! É para desfrutar.
Para ver e rever o video do golo. Loucura nas bancadas e no campo.
Grande presença dos Panteras no municipal de Guimarães. O Campeão Voltou, Cinco Taças, Somos Campeões! Humilhação ao aldeão. Muito bom.
Força Boavista!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Venham Eles
A abrir a segunda fase do campeonato, visita a Guimarães para defrontar o vitória b. Apesar de serem os "bês", jogo de rivais, sempre diferente, mais mediático e aguardado por ambos os lados. E todos sabemos como temos andado nos últimos anos, tão arredados deste tipo de jogos.
Freamunde, S.J. de Vêr e Cesarense são as outras deslocações da primeira volta; Bragança, Limianos e Vizela os jogos em casa. Acabamos o campeonato no Bessa com a equipa de Oliveira de Azeméis, o Cesarense.
Olhando às quatro séries da zona norte, somos a equipa com melhor desempenho: melhores ataque, defesa e marcador, equipa com mais pontos (de todo o CNS), mais vitórias em casa e menos derrotas fora de portas. No geral, a nossa série foi a mais desequilibrada, ou seja, a que tem os melhores primeiro e segundo classificados (o nosso segundo class. fez mais pontos que os outros três vencedores de série e só o Vitória b fez mais pontos que o Gondomar, terceiro class., o que naturalmente os levou àquele ataque de nervos na semana passada) e os dois piores último e penúltimo. Isto apesar de não estarmos, em teoria, na série mais fraca.
É indiscutível que o nível de exigência irá subir, que os jogos se irão tornar mais difíceis e os adversários mais perigosos, o que até vai ser interessante. Também é indiscutível que, olhando aos números e ao que a equipa mostrou até aqui, seremos um dos principais candidatos ao primeiro lugar. Tudo recomeça do zero, haverão deslocações difíceis e um campeonato com apenas catorze jornadas é um campeonato perigoso para quem só ambiciona o primeiro lugar (ao contrário de todos os outros, que teem também interesse no segundo lugar que dá acesso ao play-off de apuramento à segunda liga). É importante embalar e embalar bem cedo.
Estou como a maioria, máxima confiança e orgulhoso da equipa, pelas vitórias e pela forma como se dignifica o símbolo, durante a semana e nos jogos. Quinze dias para encher os pulmões e afinar a máquina, atitude e evolução como até aqui.
E venham eles.
Força Boavista!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Fast News
- A direção tinha prometido, a notícia chegou no último dia da semana: o programa SIREVE, ao qual a SAD tinha recorrido para regularização das suas dívidas, foi aprovado. Ou seja, com a esmagadora maioria dos credores - incluindo fisco e segurança social - foi acordado o pagamento faseado durante os próximos anos; por outro lado, quase 20% do valor da dívida transforma-se em capital social da SAD.
Mais um passo importante na nossa recuperação. Facto.
- Reforço de inverno para a equipa, já oficial, o que a juntar à permanência de todos os outros jogadores, é um dado positivo. Ao contrário do habitual nos outros anos, temos gente a entrar e a colmatar lacunas, ao invés de rescisões, greves ou obrigatórios emagrecimentos de plantel.
Ryan diz-se extremo e lateral. Olhando ao que temos, é nas laterais defensivas que existem menos opções. Falta saber em que lado joga, mas seja na direita (Pedro Costa e Claudio) ou na esquerda (uma opção, Afonso Figueiredo), serão sempre posições a precisar de reforço.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Notícias
Chegam a ser engraçados estes episódios que de vez em quando se dão na comunicação social. Uma notícia, uma novidade (mesmo uma novidade, uma derrota do BFC num processo em tribunal contra a federação), e logo um corrupio de interpretações maliciosas e tendenciosas saltam cá para fora.
Falando sério, de tão ridículo torna-se engraçado.
A Bola lança a notícia, a forma mais subtil que encontraram para o fazer foi transformando-a como um impedimento para o alargamento. Sim, o milhão recusado ao Boavista poderá significar o incumprimento na inscrição, pelo que sem Boavista não haverá alargamento, como está estipulado. O CM aproveita, dizendo que esta é "mais uma" derrota do Boavista nos processos contra a federação, como se desde fevereiro de 2013 as vitórias do Boavista nesse capítulo não fossem uma realidade.
Eugénio Queiroz relembra a razão principal para a azia demonstrada, curto e esclarecedor, dando à notícia a importância que ela merece.
O comunicado da direção do Boavista esclarece, até mais que a deliberação em causa, ainda passível de recurso. Mantendo e salientando a habitual postura "serena" com que tem debatido o nosso caso com a federação, adianta que ainda não há acordo e, numa situação limite, 23 milhões foram reclamados pelo clube como parte da indemnização a que tem direito. E sublinha-se isto, o facto de ser só uma parte e, descansem os críticos, existirem várias formas de o conseguir, apesar de ainda haver intenção de um acordo ou consenso. E a chegada de boas notícias poderá acontecer na próxima semana, diz-nos o clube. Saber-se menos nestas alturas e ter mais certezas acerca do nosso futuro, só pode ser encarado de forma positiva. Então aguardemos.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Vitória no Dérbi
Três pontos e vitória na série, assim como melhores ataque e defesa.
Fomos consistentes e eficazes a aproveitar os erros do adversário para resolver o jogo a nosso favor, dominando e controlando, mesmo em inferioridade numérica, com a atitude e organização habituais, suficientes para garantir os três pontos.
Alterações relativamente ao último desafio no Bessa, só na baliza: Marcos no lugar de Tiago, faltando saber se tal se deveu a rotatividade ou, por outro lado, ao resultado das culpas do jovem guarda-redes nos últimos três golos sofridos pela equipa.
Mais um jogo de história simples: domínio repartido até ao primeiro golo (Bobó again, a aproveitar brinde logo aos dez minutos), sendo que a partir daí fomos superiores em todos os aspetos e controlamos sempre o desafio, apesar de algumas dificuldades no meio campo em fazer frente à superioridade numérica do adversário nesse setor. Pressionantes e rápidos nas alas, justificamos a vantagem de dois golos ao intervalo.
Segunda parte com igual fulgor e domínio, apenas quebrado com a expulsão. Reforçamos o meio campo, soubemos proteger a nossa baliza, espreitando o rápido contra ataque sempre que possível. Ainda assim, mais perto de ampliar a vantagem do que de sofrer o golo de honra. Pelo meio, um golaço (mais um!) de livre direto.
Wellington estreou-se, Navas e Carraça voltaram (mesmo que só por alguns minutos) a formar o trio de meio campo com Luís Neves, que esteve mais uma vez em bom plano (e temos dois especialistas de bola parada). Cid manteve a toada, no melhor e no pior. . Como se disse há uns tempos, os minutos a Théo só lhe vão fazendo bem. Justifica o golo que estará aí a chegar (hoje foi-lhe negado em cima da linha).
Lance absurdo, que nos custa o impedimento de Bobó, pelo menos no primeiro jogo da segunda fase: vermelho direto - reage a uma obstrução na grande área, depois de se embrulhar com o opositor - agredindo violentamente a atmosfera. Num outro lance, Carlos Santos sofre uma entrada de pé em riste e vê amarelo, ainda na primeira parte. Palavras? Siga...
Para a semana jogaremos na ilha chupem-fomos-campeões, depois uma paragem de duas semanas, à qual se segue o início da aguardada segunda fase. Os adversários conhecidos são os mesmos, falta apurar duas equipas.
Força Boavista!
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Goleada
Melhor reação possível à primeira derrota do campeonato, mesmo tendo pela frente o último classificado e, provavelmente, a pior equipa da prova: fomos abnegados na entrega, nunca deixamos de procurar a baliza adversária mesmo com o jogo resolvido, traduzindo em sete golos o domínio. Alterações em relação ao último desafio, só o regresso da dupla de centrais mais utilizada, Ricardo e Carlos Santos, e a titularidade de Théo depois da boa exibição em Gondomar.
Jogo de história simples, em que entramos bem e a mandar, sempre com boa circulação de bola até o primeiro acontecer com naturalidade. Boa pressão, desnorte adversário e eficácia, o suficiente para levarmos vantagem de três ao intervalo. Reentrada com intensidade, controlando o jogo e explorando bem os muitos espaços concedidos, já em superioridade numérica.
Mesmo continuando a desperdiçar demais na segunda parte, chegou-se à goleada e ainda houve tempo para dar rotação a outros jogadores.
Mais uma boa exibição de Luís Neves, pareceu mais influente no jogo da equipa, posiciona-se e distribui bem o jogo, e continua a ser, juntamente com Cid, uma das razões do afastamento de Carraça e Navas. O brasileiro entrou bem, voltou a lembrar-nos a capacidade de desarme que tem e, claro, que pode ser muito útil para o campeonato.
Welli no banco, na vez de Li, foi outra alteração. É bom que não tenha vida fácil, Beirão voltou a demonstrar porquê.
E Bobó continua a dar-lhe. Um terço dos golos da equipa, média superior a um por jogo. E faz muito mais que só marcar golos.
Opções credíveis não faltam, pelo menos do meio campo para a frente, uma das muitas coisas positivas que a equipa vai mostrando.
Uma vitória para garantir o primeiro lugar nesta série, que para nós acaba longe do Bessa daqui a duas semanas. Próxima jornada, derby.
Não sei quando começa a segunda fase, mas não deve andar longe da primeira semana de fevereiro. Cinco adversários já são conhecidos, entre os quais a equipa b do vitória. Mesmo sendo os bês, são sempre jogos levados muito a sério. As restantes equipas são Freamunde, Limianos, SJ de Ver e Vizela; mais duas que serão Bragança ou Fafe (torço por estes nos dois jogos que faltam), Cesarense ou Anadia.
Força Boavista!
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013. Bom 2014!
Seis anos de ausência, os de maior pesadelo vividos pelos Boavisteiros. (Ausência?).
Regresso efetivo em 2013, depois de abandonar em 2007. Agradável a rápida recuperação da doença que afastou o antigo presidente, mesmo depois de assegurar o polémico regresso de ABJ à presidência da SAD, o que na altura contribuiu para momentos conturbados.
Fomos capas de jornais, destaque na comunicação social, num momento em que pareceu que o mundo desportivo português acordou para a realidade: o regresso à primeira, a derrota do caldinho da vigarice cozinhado em julho de 2008. Seis anos depois da cabala dos mafiosos.
Foi a 21 de fevereiro. Olé!
Foram vários dias de indefinição, que acabaram por ditar o alargamento da liga na próxima temporada. Mesmo que a vontade fosse outra, todas as condicionantes fizeram com que este fosse o acordo possível.
Várias vitórias parciais e fundamentais se seguiram, com o objetivo de nos reerguermos. Outras se seguirão.
Há quantos anos não sentiamos seriedade e trabalho no futebol sénior?
Apesar de uma das piores classificações de sempre, este 2013 tem sido sempre a subir:
evolução, entrega e honra em vestir a camisola Axadrezada. Jogue-se onde se jogar, seja contra quem for, com um principal objetivo: dignificar o símbolo. Com todas as condicionantes conhecidas, a estabilidade é uma realidade, assim como a continuidade do bom trabalho da equipa técnica e sua própria evolução.
Helena Monteiro, 15 anos, internacional junior por Portugal. Boavisteira como nós.
É só a ponta do icebergue, mas representa o que de bom se faz na formação do nosso clube, nas ditas modalidades amadoras. Centenas de jovens diariamente no Bessa, nas várias modalidades e diferentes escalões. Prova imensa da dedicação ao emblema de todos que o tornam possível. Bravo.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Derrota
Foi-se a invencibilidade, manteve-se a liderança e o primeiro lugar tem que continuar a ser o objetivo, mesmo com o apuramento para a segunda fase já garantido.
Num jogo em que o resultado foi o mais negativo, demos uma parte de avanço ao adversário e pagamos caro alguns erros individuais. Campinho manteve a titularidade (no lugar de Carlos Santos), Li começou o jogo a avançado centro (junto com Bobó, talvez demasiado subido e junto aos centrais e médios adversários, com pouca bola e espaço para poder fazer a diferença), as únicas mudanças relativamente ao último desafio com o Perafita.
Apesar de controlar e criando as melhores oportunidades, fomos lentos e complicativos na frente, em parte dada a ineficácia de Li (no meio inicialmente e também na ala) e Zé Manuel na companhia a Bobó (mais um golo), e com dificuldade do meio campo em fazer passes de ruptura, mesmo com boas intenções na circulação de bola, usando e abusando dos passes laterais assim como dos lançamentos feitos pelos centrais. Com mais iniciativa de jogo, mais perigosos e permitindo poucos contra ataques chegamos ao intervalo a perder, num de dois lances do adversário, ambos de bola parada.
Entramos bem na segunda parte, pressionantes e com espírito de remontada, fizemos com que o jogo fosse de sentido único, disputado cada vez mais perto da baliza adversária. Sentido único com um lance em contra mão, já depois de algumas oportunidades flagrantes desperdiçadas - penalty incluído -, o que veio dificultar ainda mais a recuperação. Conseguimos reduzir e acabamos por perder muito por culpa da falta de eficácia na cara do golo, mesmo mantendo a atitude habitual.
Os erros individuais foram decisivos, claro: falhar um penalty que daria o empate ainda com quarenta minutos para jogar e oferecer o 2-0 no nosso melhor período e em que sufocavamos o adversário. Depois de Amarante, um acontece aos melhores versão individual.
Théo foi a força e velocidade que faltou na primeira parte no apoio a Bobó; mexeu o ataque e, juntamente com os extremos e o ponta de lança, provocou o pânico na defesa adversária. Não foi perfeito, mas os minutos só lhe fazem bem.
Assim como a Campinho, de novo titular, desta feita a fazer dupla com Ricardo Silva. É a terceira opção para central e entra nas contas para a titularidade no que falta da época. De estilo diferente dos outros dois, perdemos nos lançamentos longos de jogo direto mas será o central que melhor sai a jogar. Precisa de competição, como se vê, e tendo-a é um sinal que poderá ser aposta certa na próxima fase.
Bom regresso de Carraça, mesmo desinspirado nas bolas paradas. Substituiu Luís Neves (que voltou a estar bem, pareceu até mais incisivo na disputa de bola; foi ele que 'sacou' o penalty), assim como Cid, esforçado como tem sido, apesar de não tão esclarecido com bola.
E Bobó já é o melhor marcador com nove golos. É isso aí.
Duas semanas para curar a ferida, a meio de janeiro Vila Flor e Salgueiros em casa, fecho desta fase na ilha dos invejosos.
A segunda fase é para partir tudo, a equipa faz com que se espere cada vez mais e a camisola completa a exigência.O apoio, como bem se viu em Gondomar, continuará a ser incondicional.
Força Boavista!
Subscrever:
Mensagens (Atom)







