sábado, 12 de julho de 2014

Plantel (atualiz.)

foto do Boavista3


Um mês para o regresso e é isto que temos, para já:


Baliza fechada, Mika e os outros dois, André para os juniores.

No centro da defesa, Gonzalez, Lucas, Ervões e Santos. Quatro centrais, mais Tengarrinha.

Nas alas, Afonso e Correia, Pedro Costa e Peña. Na esquerda não há dúvidas, na direita veremos o desempenho de Peña, que até veio catalogado de médio podendo fazer a posição de lateral direito (onde jogou na quarta-feira). Parece evidente a necessidade de mais um defesa, passando então nós a contar com duas opções certas nessa posição e ainda mais uma adaptação (ou não) no meio campo.

Nota para Gouveia que vai para estágio, faltando saber se segue para o plantel ou se é mais um para emprestar. Junta-se a Tengarrinha como médio posição 6, onde até pode encaixar também Idriss. Como médios temos Anderson, o próprio Idriss, Cid e Carraça. Quatro médios para, em princípio, dois lugares no onze, o que pode ser curto. A confirmar como encaixam os reforços e como evoluirão os portugueses que nos acompanham da época passada.   
E temos Diego Lima como médio organizador ou mais ofensivo. Veremos como sai Fábio do estágio e como é Douglas, se pode ser opção, se vai sendo ou até se poderá competir na nossa equipa b, os juniores. Fácil de ver que é muito provável que seja preciso reforçar. Do Wei não tenho ideia, nem para bitaite dá.
 
Mesmo com o Lopez, já precisávamos de reforçar o ataque. Bobô e Fary são os avançados certos que temos, falta confirmar se Théo consegue passar no curso intensivo nesta semana, o que duvido (e se será para rodar ou não).
Nas alas, Julián, Zé Manuel e Brito. Tenho confiança nos três, mas são três para duas posições, é esperar para ver o que podem render e quem pode ainda chegar. Wellington está numa situação idêntica à de Théo e seria uma surpresa se conseguisse tornar-se numa opção.


É chato seguir para estágio com tanta indefinição, apesar de ser normalíssimo na maioria das equipas do nosso campeonato. No nosso caso, tudo pior e por todos os motivos, como sabemos.
Há uma semana era demasiado cedo para muitas conclusões e continua a sê-lo, sendo evidente que vão haver mais algumas entradas e saídas e que muito se vai trabalhar nos próximos tempos.

Vamos aguardar e role a bola.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Rola a Bola


Primeiro jogo treino, primeira vitória e primeiros sinais positivos. Muita expetativa para ver os reforços e os jogadores que nos acompanharam do ano passado.
Petit dez alinhar dois onzes (um em cada parte), um sistema (4 defesas, 2 médios de contenção, 1 médio ofensivo, dois alas e um avançado) e ainda deu alguns minutos aos mais jovens na parte final do desafio (que o árbitro dez questão de não cumprir os 90 minutos, não se entendendo muito bem o porquê).

Coletivamente, nota para os dois médios à frente da defesa ao invés de um trinco mais fixo. Primeiro Anderson e Idriss (e melhores no jogo), Carraça e Cid depois; Diego Lima o médio criativo, na segunda metade Fábio.
Intenção clara de todos serem bastante ativos nos dois momentos, defensivo e ofensivo; linhas juntas, defesa a pressionar alto e bem nas costas dos avançados contrários, tentativa de tirar espaço no miolo para o adversário construir jogo.

Individualmente, destaque pela positiva para alguns reforços: Correia, tudo indica ser uma excelente opção para o lado esquerdo da defesa. Defesa e não só, já que mostrou que pode fazer todo o corredor com facilidade e eficiência. Boa técnica, bem a defender e bastante rápido. Anderson Carvalho mostrou bons pormenores, bom com a bola nos pés, no posicionamento e a ler o jogo quando sem a bola. Gostei do Diego Lima, apesar da aparente falta de ritmo; bons pés e boa visão de jogo.
No ataque, estreia positiva do paraguaio Francisco Lopez, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Remate fácil, boa desmarcação e receção, apto a pressionar os defesas contrários.
Nem tanto pela positiva (ainda mais para alguns que estão em 'dúvida' e é preciso mostrar serviço) Wellington - que jogou de início - bastante complicativo na ala. Cid não entrou bem, assim como Théo. Zé Manuel - admito, um dos que vem do CNS que mais expetativas me causa - esteve bem na segunda metade.
Nota positiva ainda para Brito, o reforço que veio do Gil Vicente. Rápido, boa técnica, a optar bem no passe.


Ainda é muito cedo, é preciso controlar a euforia do momento (por mim falo, não é fácil :) ) e venham mais jogos (muitos, bons e com esta dedicação, para o entrosamento andar para a frente).


Força Boavista!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Nova Camisola!


Confirma-se: é espetacular. Expectativa para conhecer o alternativo.
Gosto das bordas a dourado, das mangas e costas, nem tanto do símbolo da Erreà Sport nos ombros.





quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dia 1



Por mim, especial curiosidade na conferência de imprensa de Petit, após o treino da tarde e no lançamento da nova temporada, a primeira enquanto treinador de Primeira Liga. E há seis anos que o Clube não passava por isto...
Mostrou a lucidez que tem mostrado até aqui, nas intervenções que teve ao longo do último ano (mesmo nas poucas solicitações e escasso mediatismo).
E o que sai, principalmente, é aquilo que se esperava e que, para nosso bem, o treinador fez questão de frisar: faltam reforços, experiência e equilíbrio ao plantel. 

Nada mais normal. Subir dois patamares e com os recursos que não temos, é uma tarefa dificílima. Como referi no último artigo, julgo que as caraterísticas do nosso mercado não abonam a favor de quem quer e precisa resolver cedo a formação do plantel, longe de ajustes ou compensações de saídas.
Talvez seja exagero os dez reforços, assim como somente mais três ou quatro.
Três só para as laterais, um na esquerda e dois na direita. Dois médios e dois avançados. 
Mas esperemos. Mais que nunca e mais que todos, temos motivos para ferver em pouca água, o que pode nem ser positivo.

Ainda temos isto: "é importante transmitir o que é o Boavista, o que ganhou, e dizer-lhes o que o Clube espera deles" e "jogadores que querem crescer e mostrar o valor que têm", que reflete aquilo que o treinador tem feito até aqui, no último ano e meio. E foi isso que também tentou trazer do último plantel, principalmente isso.

O objetivo, apesar de ser o óbvio, foi bom salientar desde cedo, principalmente para aqueles que estiveram fora do clube nos últimos anos e ainda se possam manter fora da realidade atual. E mesmo para o resto do país, que já é obrigado a olhar para nós. É para a manutenção, para a tranquilidade, para o jogo a jogo, ou como lhe quisermos chamar.

 
Nota para mais um jogo particular agendado, sábado 2 de Agosto, jogo da apresentação. É já de amanhã a um mês...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Setor Baliza Fechado



Ventura, Ricardo Pereira, Peter Jehle, Ricardo ex-Académica, Cássio, Kiezsek, Carlos, foram alguns dos nomes avançados pela CS como hipótese para a nossa baliza e nenhum se confirmou, o que até prova de alguma forma como se está a trabalhar tendo em vista a formação do plantel
.
Três guarda redes contratados, um português e dois estrangeiros, um deles com experiência de Primeira Liga (3 jogos) e no qual recaem as maiores expetativas.
Mika foi formado em Leiria, onde se estreou na Primeira Liga em 2011. Depois de ser figura no Mundial sub-20 na Colômbia assina pelo Benfica, sendo titular da equipa b na sua primeira época. Perdida a titularidade, muda-se para o Atlético em janeiro da época passada, onde foi dono da baliza em todos os jogos, 15 no total.

Monllor é argentino, 30 anos e é um perfeito desconhecido, pelo menos por cá.

Mamadu Ba, 30 anos e internacional pelo Senegal, foi contratado pela Oliveirense em 2012, tendo feito 18 jogos nas duas épocas, entre Taças e Segunda Liga, nunca ganhando a titularidade em definitivo.

André Fonseca, jogador da nossa formação (que se estreou nos séniores no último desafio da época passada) e ainda com idade de júnior, completa as opções (mesmo competindo no escalão jovem).


Incógnita acerca de quem estará mais próximo da titularidade, assim como do real valor dos atletas. Role a bola.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Plantel




Começa a ganhar forma o nosso plantel para a próxima temporada, a poucos dias do início dos trabalhos, a mês e meio da abertura da época e a dois do fecho do mercado.
Ponto assente, já deu para perceber - como se esperava e havia adiantado o presidente da SAD acerca do orçamento - que a pujança financeira é limitada, a postura no mercado é forçosamente serena pelos recursos que não temos e que até, por terceiros, por justiça e por necessidade, deveríamos ter.

Ora isto, mesmo numa fase precária da formação do plantel, reflete-se na quantidade de jogadores oriundos do terceiro escalão, dezasseis, e da formação ou com idade de junior, seis.


Olhando às caraterísticas do mercado (e como tarde tudo se resolve...) e às nossas possibilidades, acho cedo para se poder fazer um balanço sequer próximo do definitivo, precisamente - reforço - por faltarem ainda conhecer alguns nomes que estarão às ordens de Petit. O que não impede que se lance uns bitaites sobre os que estão por cá, pelo menos por enquanto:

Começando pelos que já cá estavam na época passada, destaco o anúncio da continuidade de Luís Neves, que faz todo o sentido. Foi um dos nossos melhores médios, boa visão de jogo e capacidade de passe, apesar da falta de intensidade no seu jogo, algo que foi melhorando até nova recaída. Devido às lesões ou não (ele que acaba e começa de novo uma temporada lesionado), veremos nos próximos tempos.
De referir que, das renovações (8) e nomes avançados em primeira mão - no início do mês -, o clube frisa que são mesmo para manter, independentemente do que se consiga fornecer ao plantel ou não. Eu mantenho, depende do que se consiga contratar.
Dos restantes (Cláudio, P.Costa, Théo, Wellington, Hirooka), dá ideia que serão sujeitos a teste de pré-época. De todos, particular e única curiosidade no brasileiro que passou meio ano fora do clube na época passada, mas que graças à velocidade e técnica, poderá tornar-se uma carta do baralho.

Das contratações, apenas quatro tem experiência de campeonatos profissionais portugueses: Tengarrinha, Ervões, Mika, Brito. Veremos como está o médio defensivo formado no vizinho, o central foi titular de uma equipa que conseguiu a promoção, o guarda-redes é um dos melhores valores nacionais para a posição, o cabo verdiano mostrou coisas positivas na temporada passada, no Gil Vicente. Jogador rápido, de boa técnica, pode ser útil num (mais que provável) sistema de contra ataque.
Dos restantes portugueses, destaco o jovem central Pimenta (sénior aos 16 anos, internacional, podem saber algo mais dele aqui). Jovem, é certo, mas contratação muito positiva, pelo menos numa perspetiva de futuro.

Dos sul-americanos, um para cada setor. É difícil falar algo de alguém que nunca vimos jogar, ainda para mais sendo que para três deles será a primeira experiência na Europa. Expetativa (mais ainda, acho que é comum a todos nós) para a bola começar a rolar.


Em resumo, e apesar da aparente acalmia e serenidade, dá ideia que as coisas estão a ser feitas com cabeça e lucidez. Sem exagero (e é só a minha opinião, pois claro) julgo que faltarão algo perto dos dez reforços, para quase todas as posições (sim, vamos para a Primeira Liga). Veremos os próximos tempos que contratações ou empréstimos conseguimos fazer.


Importante é o primeiro jogo particular já marcado: Santa Maria da Feira, 12/7 às 10 da matina!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Renovações


Nove nomes conhecidos, para já, que vão permanecer ligados ao clube. Sete dos mais jovens, dos que mais evoluíram esta época e dos que mais mereceram a confiança do treinador, jogando mais.
Faltará saber se mais algum se juntará, aguardemos pelos próximos dias.

Fary é o Fary, por tudo que fez deve continuar connosco. Pelo que significa para os que nunca abandonaram o clube - como ele próprio -, pelo que pode significar para os jogadores que vão chegar, e pelo golo que vai marcar por nós na primeira liga. Épico.


Cid foi dos que mais evoluiu. No início não apostaria que poderia fazer esta época. Intensidade e capacidade de desarme, bateria sempre carregada, mesmo com dificuldades quando tem a bola no pé mas lá vai ele seguindo o caminho, sempre a melhorar.
Esperava mais do Carraça, tendo em conta que já na época passada, quando Petit assumiu a equipa, começou a mostrar potencial. Teve dificuldades em se assumir numa dupla de meio campo, desapareceu um pouco e ainda veio a tempo de jogar e bem.
Afonso foi dos que mais mostrou capacidades, bom tecnicamente, sabe jogar prático e ser eficaz nas ações ofensivas. Defensivamente também está a evoluir, parecendo-me a mim que é nessa tarefa que mais precisa melhorar.
O Li tem vinte anos, está no torneio de Toulon e é chinês...

Todos eles com 22 ou menos, ainda com muita margem de progressão e todos bem identificados com aquilo que o treinador pretende para os próximos tempos. Veremos - até porque a maioria assinou por duas épocas - se ficam no plantel ou se irão rodar numa segunda liga. Como disse há uns tempos, é provável que também dependa de como se conseguir formar o plantel.

Julián e Zé Manuel foram os nossos extremos e dos que mais mostraram até ao eclipse depois da derrota em Freamunde. O primeiro foi dos mais utilizados, também útil quando foi preciso colocar mais gente no ataque, recuando ele para a lateral. Zé Manuel, quanto a mim, será o que mais pode surpreender, queira ele e consigam os treinadores fazê-lo evoluir. É rápido, forte no um para um, possante, bom no remate, faltar-lhe-à decidir e optar melhor nas suas ações.


Alguma surpresa quanto a Bobô e Carlos Santos. O primeiro, é daqueles que nunca dá um lance por perdido e não pára, sempre a pressionar os defesas ou a desmarcar-se quando a equipa tem a bola. Muito útil quando joga com outro avançado perto dele, quer na desmarcação quer a ganhar bolas pelo ar vindas da retaguarda. Na área, e é também aqui que pode continuar a ser útil numa primeira liga, é um bom cabeceador.
Carlos Santos fez uma boa temporada, tendo em conta as suas limitações; aprendeu a jogar com elas, melhor timing no desarme, a expôr-se o mínimo possível à velocidade dos avançados e ainda a mostrar qualidade nos passes longos nas costas da defesa contrária. Ainda assim, e para uma primeira liga... veremos.


Como foi dito pelo Francisco na caixa de comentários, afirmação que acho interessante para o caso: "os jogadores evoluem em contextos favoráveis e competitivos"; veremos quais se tornarão mais úteis e melhores jogadores, mesmo dois patamares acima de onde competiram nas últimas duas temporadas.

Para já, dois pontos:
é nestes que o treinador mais confia para continuarem com a mentalidade que ele próprio quer incutir no grupo.
será preciso - e isso não é surpresa - um plantel novo. Partir do princípio que precisamos de onze titulares e sete suplentes.


Força Boavista!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Final da Época


Num campeonato com 14 jornadas e com metade das equipas candidatas à subida, a margem de erro é curtíssima quando o objetivo é o primeiro lugar. Falhamos a mais e em demasiados jogos, apesar de termos cumprido na sua maioria.


Fomos evoluindo segundo as ideias do treinador e a identidade que queria para a equipa. Pressão e defesa alta, rapidez e desequilíbrios no ataque, posse de bola e com ela controlar o jogo, expondo o mínimo possível o setor recuado, pelo facto de não primarmos por consistência defensiva nem de rapidez quando perdemos a bola. Dois médios centro, sempre melhores na recuperação que na construção, à frente do quarteto defensivo. Um avançado, avassalador na primeira fase e sempre abnegado na entrega, ao qual não conseguimos dar o apoio suficiente na segunda metade da época, quer pelos dois alas, quer pelo terceiro homem do meio campo ou segundo do ataque como na maioria dos jogos (que também se revelaram insuficientes em alguns momentos em que seria preciso mais consistência no meio campo). Explica-se muito das nossas dificuldades pela incapacidade de desequilibrar no último terço e ultrapassar a organização do adversário. Quando a eficácia não resolveu, tivemos problemas.

Na baliza, um bom exemplo do trabalho misto que se tentou fazer, jogando com os melhores e ao mesmo tempo lançar jovens formados no clube. Marcos começou e acabou a titular, simplesmente porque é melhor, dá mais confiança à equipa e segurança à defesa. Tiago foi o que mais jogos realizou, em grande forma desde que agarrou a titularidade em Coimbrões e até ao jogo de Gondomar, a primeira de uma série de más exibições, incluindo em Freamunde e no Bessa com o Vizela, dois dos jogos mais decisivos da segunda fase. Não foi o único, mas foi um dos que mais contribuiu quando mais falhamos e quando não podiamos errar.

Esse jogo de Freamunde - e a forma como fomos dominados - marca o campeonato, depois de uma primeira metade da época em crescendo, incluindo os dois primeiros jogos da segunda fase. Seguido da primeira derrota no Bessa, com o Vizela, abalaram em definitivo a equipa. Quer o entendimento e capacidade de desequilibrar no ataque, assim como a estabilidade e a consistência na defesa, mais exposta e sobretudo mais vulnerável àquilo que menos poderia ser, a velocidade do adversário quando perdemos a bola.
Esteve aí uma das maiores dificuldades. No lado direito, um dos setores menos fortes da equipa, com Pedro Costa a não encontrar a boa forma e Claudio ainda a evoluir. No lado oposto, muito embora a boa evolução de Afonso, passamos mais de meia temporada somente com uma opção e que ainda assim demorou algum tempo a ultrapassar em definitivo as lesões. No eixo da defesa, não primamos pela velocidade, apesar do excelente jogo posicional de Ricardo e a boa - surpreendente - evolução de Carlos Santos.
 

Como disse acima, tivemos um meio campo sempre melhor na recuperação da bola e na pressão ao adversário, do que a dar a melhor sequência à posse de bola, em parte graças às caraterísticas de Carraça e Cid, os que mais minutos fizeram. De todos os médios, Luís Neves - que começou e acabou a época lesionado - pareceu-me o mais esclarecido com bola e o único com capacidade para desequilibrar no passe. Tentou-se de tudo para compensar, Samú, Théo ou Fary, uns mais outros menos eficazes.


Concluíndo, uma época em tudo diferente das cinco anteriores de pesadelo. Tivemos liderança e seriedade no banco, estabilidade fora dele e um grupo de jogadores que dignificou a camisola em todos os jogos. Tivemos evolução individual em alguns dos nossos jovens, tido como um objetivo no início da temporada. Começamos a formar uma mentalidade que queremos ter para o futuro.


Daí a aposta em Petit - já oficial - fazer todo o sentido. Agora é contruir o plantel. Tarefa difícílima, para não variar. 


Afonso, Cid, Carraça, Zé Manel, Carlos Santos, Fary e Li, confirmados para a próxima temporada. Falaremos deles amanhã.


Força Boavista!


domingo, 20 de abril de 2014

Adeus Campeonato


Adeus em definitivo ao primeiro lugar em mais uma derrota no Bessa, desta vez perante o nosso grande opositor da época, o Freamunde. Não vingamos o jogo da primeira volta, não fomos fortes o suficiente para mostrar que ainda tinhamos uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar, apesar da entrega, apesar de dividirmos grande parte do desafio e até criando as melhores oportunidades. Pecamos novamente no último terço do campo, onde continuamos sem conseguir desequilibrar como já o fizemos, nem de sermos eficazes como precisávamos de ser.
Onze habitual neste momento, mantendo Cláudio na direita e Samú como terceiro homem no meio campo.

Não entramos bem, demoramos algum tempo para acertar com as marcações e foi preciso apanhar o primeiro susto - aos vinte minutos - para se conseguir entrar no jogo. A partir daí controlamos mais, perdemos o medo e conseguimos fazer pressão, ganhar segundas bolas e ter muito mais iniciativa de jogo, não deixando de ser seguros na defesa.
Continuamos com imensas dificuldades no ataque e em aí criar desequilíbrios. Os extremos raramente ganham duelos com os defesas opostos, o jogo direto para Bobô revela-se demasiadas vezes pouco apoiado, os laterais arriscam pouco no desequilíbrio pelas alas, a criatividade no miolo praticamente não existe. Na consistência, ficamos claramente a ganhar em relação aos últimos desafios com equipas do nosso campeonato, mesmo perdendo algum balanceamento ofensivo: Cid mais posicional, Carraça mais solto e Samú muito mais médio que jogador de apoio ao ataque.
A eficácia acabou por premiar a equipa que menos fez - no jogo e nas substituições - para chegar aos três pontos. Eficácia e um erro defensivo tremendo, que voltamos a pagar bem caro.

Não alinho na falta de atitude dos nossos jogadores. Houve garra, vontade de vencer, apesar da dificuldade que acredito exista em quem lidera em motivar os jogadores para esta fase da temporada. Diria até, para esta fase da vida do Clube.


Nota positiva para o jovem de 18 anos Samú. Mais interventivo no meio campo, mais intenso na luta e a decidir melhor cada vez que a bola lhe chegava aos pés, simples e prático, o que olhando aos últimos desafios é de registar. Não foi decisivo nem maravilhou meio mundo, mas gostei da vontade em evoluir. Obviamente, trabalho não só do 'puto' mas também de quem o comanda, como aliás tem sido habitual, neste e noutros jovens.
Petit mexeu bem na equipa, arriscou como e quando devia.

Nota negativa - e como custa - para as bancadas. O Clube merece e precisa de muito mais, não só quando os bilhetes são de borla. Mas sim, concordo, isto só lá vai quando a mediatização for do agrado das massas... é bonito.



Duas notas semanais que eu acho interessante deixar aqui:


- Eis o estereótipo do adepto vimaranense. Inveja e mais inveja. Crescimento, conquistas, reconhecimento internacional, são algumas das coisas que mais lhes fazem comichão. A eles, que teem uma cidade inteira por sua conta e nem a um décimo dos nossos troféus conseguem chegar. Siga, para o ano continuamos a cimentar essa inveja.


- Continua o mau profissiolismo do correio da manhã. Destilam ódio de cada vez que falam de nós. Desta feita, Petit foi o convidado para um programa avermelhado. Até aí, nada de mais, já que se há alguém que deva fazer algo em relação ao jornal, não é o treinador, é o clube (a seu tempo...). E claro, como disse um nosso dirigente e muito bem, reagir oficialmente sempre que o cm debita insinuações para a praça pública seria um trabalho a tempo inteiro.
A postura do nosso treinador foi a indicada para estas situações, com a humildade e seriedade que todos lhe reconhecemos. Digo até que foi excelente a postura, perante a insistência da pergunta.
Estão habituados a enganar quem os lê ou vê, e espero - apesar dos exemplos contrários - que não consigam enganar os Boavisteiros.

(para quem não viu ou leu, tem aqui o video. Manchete: "Petit sonha treinar o slb" é pura malvadez, é tentativa de facada interna e direta ao coração).


Quanto ao Petit a treinador para a próxima temporada, falaremos mais lá para a frente. Estou de acordo com a decisão, fruto do que se mostrou neste ano e meio de comando. Mas o mais importante neste momento - mais que a eq. técnica - é saber com que linhas nos vamos coser e com que plantel poderemos contar na primeira Liga.




Navas, grande abraço para um que sempre dignificou a Camisola, o Clube e os Adeptos. Força!



Força Boavista