segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Regresso




Foi o nosso dia, não haja dúvidas. Seríamos próximos de mil, valemos por bem mais. Apoio incessante do início ao fim, mesmo com o resultado desfavorável, grandes na confiança demonstrada à equipa (e sua atitude) no final da partida. Este ano, principalmente este ano, terá que ser sempre assim. Fora e no Bessa. Sempre.


Jogo marcado pelos dois primeiros golos, ambos nos minutos inaugurais de cada parte. Erramos nos dois lances, fomos permissivos no espaço curto no primeiro, pressionamos alto e mal no segundo.
Ao primeiro, conseguimos reagir bem, apesar de ter caído por terra a nossa melhor estratégia para este desafio: conseguir suster o ataque inicial do adversário, ir enervando-o com o passar do tempo. Reequilibramos, fechamos bem os caminhos para a nossa área, fomos eficazes na boa pressão que conseguimos fazer. Chegamos ao intervalo com o mesmo número de remates, mais cantos, e a melhor situação de golo para o empate. Que seria, convenhamos, o resultado mais justo.
Tivemos mais dificuldade para reagir ao segundo murro, o dois a zero. Natural. Não estancamos o meio campo adversário como o havíamos feito na primeira metade, continuamos com a mesma dificuldade em desequilibrar no nosso jogo ofensivo, quer pelas alas, quer pelos jogadores lançados por Petit após o segundo golo. Aguentamos o que pudemos daí para a frente, obrigados a corrigir após a expulsão, nunca deixando de tentar aproximar da área contrária sempre que possível.

Em resumo, mostramos melhorias no nosso jogo, vincamos mais a nossa identidade, e continuamos a mostrar as debilidades que temos do meio campo para a frente. Repito, não será o jogo ideal (pelo adversário e pela fase tão inicial da época) para se auferir da real capacidade da equipa, mas, não tenho dúvidas, o caminho é este.


Na defesa, confirma-se que encontramos a dupla de centrais: Ervões e Lucas. Ambos bem na maioria dos lances, foram resolvendo bem os problemas, quer na antecipação quer nas dobras, quer no jogo aéreo. Dias e Correia - a espaços - bem, apesar dos erros também nos lances dos golos: o lateral direito alivia mal no primeiro (se bem que com mérito no passe de Alan), o brasileiro facilita no lance com Éder, no último golo. Confirma-se a aptidão ofensiva de Correia, apesar de não ter conseguido ser eficaz nos cruzamentos.
Meio campo, conseguimos fazer boa pressão grande parte do desafio, pelo menos a parte do jogo em que estivemos a discuti-lo. Beckeles é o médio que mais sai a pressionar, Idriss o mais posicional, algumas vezes a funcionar como médio mais recuado, outras a fazer duplo pivot com Tengarrinha.
O Hondurenho conseguiu saír por diversas vezes na desmarcação, aparecer bem no ataque, melhor no passe na primeira parte do que na segunda, foi dele a nossa grande oportunidade. É claramente no meio campo que se torna mais útil, promete aumentar a sua influência à medida que se vai entrosando com a equipa.
Tengarrinha, na sequência da boa pré-época, foi um dos melhores. Bem a ler o jogo, no desarme e no passe; a médio interior ou a trinco, mesmo a central, nunca comprometeu. É, para já, um dos indiscutíveis.
O Idris, não me desagradou. Como já se disse, varre boa parte do meio campo defensivo, com uma boa eficácia de desarmes, pelo chão e pelo ar. Tem problemas no posicionamento, na forma como faz a pressão e onde a faz; o lance do segundo golo é exemplo disso: com Beckeles e Tengarrinha mais avançados na pressão, é ele que deve fechar o espaço entre defesa e meio campo, não pressionando o médio contrário quase no seu meio campo, como aconteceu. A defesa recuada (como devia) e a casa já a arder quando Rafa encara os quatro defensores. Aqui não será tanto um problema individual, mas sim coletivo, do nosso meio campo. Os tais entrosamentos, afinações, erros, tudo para se ir evoluindo e corrigindo. Diego, o nosso motor ofensivo, voltou a desiludir. É certo que entrou numa fase complicadíssima do jogo para nós (0-2, Braga a mandar e mais opositores na sua zona de ação), mas revelou lentidão, aquela lentidão que mostrou em parte da pré-época...
No ataque, o trio que nos acompanha do CNS... Zé Manuel esforçado, exibição razoável (principalmente na primeira parte), é uma pena não ser mais eficaz nos cruzamentos. Do lado oposto, uma das exibições mais apagadas, Julián. No ataque não conseguiu desequilibrar (e bastava um cruzamento ao segundo poste naqueles vinte segundinhos de jogo...), a defender foi estranhamente apático. Daí alguma dificuldade em perceber porque não foi o argentino o primeiro preterido quando foi preciso mexer. Bobô é o que temos, para já. Abnegado na entrega, na louca correria e pressão que fez sempre aos defesas contrários, sendo responsável por muito jogo direto do adversário mais facilmente resolvido pela nossa defesa. Não tem apoio que lhe permita desequilibrar (principalmente no jogo aéreo, em que é forte) dentro da área, o que é um problema para a equipa. Yoro voltou a mostrar bons apontamentos e uma boa técnica, parece o mais perto de agarrar o lugar e acompanhar Brito nos extremos, a nossa baixa de vulto no jogo de Braga.


Arbitragem, na linha do que estávamos habituados no terceiro escalão. E porquê? Pela dualidade de critérios. O primeiro amarelo ao Ervões, na sua segunda falta, é amplamente exagerado. Valeu-lhe, indiretamente, a expulsão; se pensarmos no próximo adversário e se olharmos para a nossa equipa, faz algum sentido que fosse o Fábio o escolhido.
O lance do Idris - entrada sobre Rafa(?) - valeu-lhe o amarelo, idêntico ao de Rúben Micael sobre Tengarrinha, que passou impune disciplinarmente (na primeira parte!!). Diego teve margem zero para o amarelo, ficando nós por perceber como Custódio conseguiu essa tal margem para poder ser o jogador mais faltoso do desafio. Zé Manuel, o nosso outro amarelado, entrou durinho sobre Tiago Gomes e viu amarelo na primeira paragem... Num lance idêntico (é só ver as imagens!), Baiano passou impune (antes e depois da primeira paragem...), num lance que deixou Correia fora do jogo por alguns minutos, a ser assistido.
E isto tudo apesar de acabarmos o jogo com menos faltas que o adversário.
Demasiado, não? Fora o resto, que dou de barato...



O Jogo. Foi precisamente isso que os jogadores reclamaram imediatamente no lance, a vista desarmada do árbitro.



A frase que o JN dedica à arbitragem, em jeito de... aviso. Cuidado Petit, vamos ter mais adversários do que pensávamos.




A Bola. No mínimo, relatou os factos.








Afinal, quem é quem? Profissionalismo, falta dele, ou algo mais?




Duas coisas que repito, porque foi o mais importante do jogo de ontem:

- Deslocação inesquecível. Panteras em grande, apoio incondicional, como o Clube merece.
- A equipa vai melhorando, o onze vai equilibrando, estamos aí para lutar pelo nosso lugar, está visto.


Força Boavista!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ciclismo: Orgulho Axadrezado




Honramos o Símbolo por esse país fora. Falhamos a amarela, mas tivemos uma participação que orgulha qualquer Boavisteiro.

Dois ciclistas nos dez primeiros, Reis na Torre, melhor português da prova, terceiro lugar por equipas.


 
Este ano, tivemos oportunidade de acompanhar a nossa equipa de uma forma especial. Os vídeos estão muito bons, vale a pena ver:
https://www.youtube.com/channel/UCE0eklyZEiwg9M2sfe-PH0g

domingo, 10 de agosto de 2014

Venha o Campeonato


Não estou tão desconfiado quanto os resultados ou as dúvidas que ainda existem sobre o valor e potencial dos jogadores podem fazer crer.
Temos uma equipa ainda em processo de assimilação das ideias do treinador, a conhecer-se entre si e muitos dos jogadores ainda em (re)adaptação ao futebol profissional em Portugal. Não é fácil e requer mais tempo que o tempo que geralmente é pedido por todos os treinadores nesta fase da temporada.
Pressão alta, fechar bem os caminhos ao adversário, rapidez na saída para o ataque, parecem ser as ideias principais. Os próximos desafios serão de certa forma de 'corrente' diferente ao que temos assistido, tendo nós uma menor propensão para dominar e controlar o jogo, com uma maior aposta no contra ataque.
Pela negativa, os erros primários que se continuam a cometer (no passe principalmente), esperemos que melhores nesse aspeto.

No jogo de ontem, contra o Gondomar (o terceiro em quatro dias), pudemos ver um Lima mais participativo e intenso, um Yoro a revelar bons pormenores e a mostrar que pode ser boa opção como extremo, uma defesa já bem alinhavada (a da segunda parte, mais o Lucas) e um meio campo, apesar de ainda em busca de identidade e consistência, a aproximar-se do que podemos ver de hoje a oito dias (Beckeles, depois de um mau início de jogo, a revelar-se um jogador útil no nosso meio campo).


Começando pela baliza, vai ser uma luta entre Mika e Monllor. O argentino parece levar alguma vantagem para a titularidade, tem mostrado aumento de confiança, segurança entre os postes e fora deles.
A defesa é o setor que mais me agrada, talvez onde estejamos mais fortes neste momento: Ervões é o líder, bom no posicionamento, na antecipação, comandante do resto dos companheiros (da defesa e não só). A seu lado, Lucas: forte e rápido na cobertura, bom no jogo aéreo, apareceu em bom plano no desafio de sábado, sendo, apesar das dificuldades quando se tem que manobrar no espaço curto, o mais provável companheiro do português no eixo da defesa. Na esquerda, pese embora as boas prestações de Afonso, Correia não engana: excelente reforço. Defende bem a sua lateral, rápido e forte nas subidas pela esquerda (e bom nos cruzamentos), sempre bastante intenso. Do lado oposto, Dias é um bom lateral direito, com experiência e conhecimento de sobra dos terrenos que pisa, ajuda à consistência defensiva.
No meio campo, talvez o setor onde residem mais dúvidas. Para a dupla mais defensiva, temos 4 opções: Idris, Tengarrinha, Anderson e Beckeles. Idris, dos quatro, é o mais forte no desarme, o que cobre maior área do miolo na procura de destruir jogo do adversário, o mais forte no jogo aéreo (dando importante ajuda nas bolas paradas defensivas), assim como o que tem mais dificuldades no passe. Tengarrinha tem-me agradado bastante (apesar do apagão no jogo de ontem): lê bem o jogo, bom posicionamento, percebe bem os momentos em que queremos pressionar alto e fechar as linhas ao adversário, sendo mais apto que o senegalês no capítulo do passe. O brasileiro voltou a mostrar bons pormenores ante o Gondomar. Boa técnica, passe e leitura de jogo, tanto a defender como quando recuperamos a bola e tentamos a desmarcação. Parece ainda com pouca intensidade no seu jogo e com capacidade para melhorar no aspeto físico. Beckeles (anunciado como lateral e médio) pode ser mais útil no nosso meio campo, mesmo com o pouco tempo que leva no nosso Clube. Ontem demorou a acertar, quando o conseguiu revelou-se em bom plano. Forte fisicamente e no desarme, tem boa técnica, bom no passe e é dos médios que mais se solta (e a propósito) nas tarefas ofensivas.
No meio campo ofensivo (já sem Fábio, como se previa), temos, para já, uma opção: Diego Lima. Ontem melhorou bastante na intensidade do seu jogo, mais solto, mais confiante a conduzir a bola e a vir busca-la cá atrás, mais perto da mesma no momento ofensivo. Pode e deve melhorar, tornar-se mais prático, mas a verdade é que a postura de ontem me deixou um pouco mais confiante de que pode realmente ser o médio de ataque que precisamos. Relativamente a Ancelmo, continuo algo apreensivo. Tem bons pés, continua bastante lento e com pouca influência no nosso jogo. Óbvio, precisará de tempo.
Preocupante a lesão de Brito, um dos nossos jogadores em melhor plano e, seguramente, uma das contratações mais conseguidas. Forte no duelo individual, rápido e objetivo na ala, muitas vezes só parado em falta, dos seus pés têm saído alguns dos lances mais perigosos. Apto, será um dos indiscutíveis no onze numa das alas do ataque. Zé Manuel tem-se exibido em bom plano, o melhor dos que nos acompanham da época passada. Yoro, pelo que deu para ver, pode lutar já pela titularidade com o português. Julián, muito embora a sua boa técnica, será a quarta opção para os extremos do ataque. No centro, veremos como se integra o nosso reforço Pouga e se já pode ser opção válida para Braga. Fisicamente fortíssimo assim como no jogo aéreo, foi o que deu para ver. Bobô estará mais apto a pressionar os defesas contrários quando não temos a bola, o que nos poderá também ser útil.

Carraça, Cid, Wei e Gouveia não foram utilizados no último desafio de preparação, o que poderá indicar que serão os que mais próximos estarão de eventuais dispensas. Não me surpreendia que assim fosse, como também não me espantava com a chegada de mais um central, médio e/ou avançado centro.

Onze e algumas dúvidas para Braga:
Monllor; Ervões, Lucas, Correia, Dias; Tengarrinha, Beckeles, Lima (Anderson); Brito, Zé Manuel (Yoro) e Pouga (Bobô).


Uma semana para o nosso dia, o jogo do nosso regresso. Todo o apoio será fundamental.
Força Boavista!


domingo, 3 de agosto de 2014

Derrota na Apresentação


Foto do Boavista3


Bom ambiente no Bessa, há anos que não se sentia este entusiasmo à volta do Clube (e o que se esperou por isto!). A manter ou mesmo a melhorar nos jogos para o campeonato (o que até acho possível) pode ser muito positivo para a equipa, que vai precisar do apoio extra. É necessário estarmos nas dificuldades, que vão ser muitas nesta temporada, dar apoio ao que temos e a quem cá está. Vai ser complicadíssimo, difícil e com sofrimento, mas é mesmo fundamental para o futuro...

Resumindo o jogo, não entramos bem. Sentimos dificuldades no meio campo, dando espaços e tempo ao adversário, permitindo três oportunidades (até relativamente fácil), uma delas concretizada. Acertamos ainda na primeira metade, em parte graças a Idriss e Tengarrinha - que a partir daí se exibiram em bom plano - e aos alas, que ajudaram a compensar a ausência de um terceiro elemento do meio campo mais ativo, que era preciso. Com a defesa mais próxima do resto da equipa, criamos duas ou três boas chances (de bola corrida!) para o empate ainda antes do intervalo. Merecido o golo de Bobô.
Nos primeiros vinte minutos da segunda parte foi a nossa melhor fase no jogo, só falhando na concretização, apesar de termos conseguido criar algumas situações de perigo (e de bola corrida outra vez!).
O jogo quase termina no erro de Mika, inacreditável erro. A partir daí perdemos o ímpeto, a confiança e o discernimento, as muitas substituições ajudaram à festa.

Em suma, viram-se melhorias da equipa, assim como os problemas também já conhecidos. Alguns reforços já chegaram, outros poderão estar para vir, temos quinze dias para continuar a evoluir e acertar agulhas. A equipa tem pouca maturidade, o que até é compreensível, sendo algo que só se consegue com o tempo.


Individualmente:

Bons sinais dos centrais Ervões e Lucas, até porque, que me lembre, foi a primeira vez que jogaram juntos (tantos minutos foi de certeza). O tempo só pode ajudar, como é necessário numa dupla de centrais.
Na esquerda, Correia também confirmou as boas expetativas. Acertou ainda na primeira parte, na segunda ganhou confiança e foi dos melhores. Apesar do erro no primeiro golo do sporting b (em que não fechou bem na área), esteve quase irrepreensível depois disso. 
Gostei da dupla no meio campo, Tengarrinha e Idriss. O português esteve bem na primeira parte, excelente na segunda, recuperando imensas bolas e conseguindo até dar-lhe boa sequência.
Idris foi forte no desarme e conseguiu travar boa parte das tentativas de ataque do adversário, mesmo com alguns erros principalmente na primeira parte. Apesar de não serem só suas as culpas do que esteve mal nesse aspeto.
Diego Lima voltou a demonstrar os mesmos problemas e potencial. Ainda o acho lento e pouco eficaz não só no jogo ofensivo da equipa (naquilo que ele pode realmente ser melhor), mas também no que não contribui com os restantes elementos do meio campo. Veremos como melhora, mas repito, seria-nos útil que aparecesse mais no jogo e em melhor plano.
Brito confirmou o que de bom vai mostrando, é o nosso principal desequilibrador no um para um, o mais rápido e o que mais perigo causa. Promete para quando for a sério.
Do lado oposto, Zé Manuel esteve bem, acho até que foi dos jogos mais conseguidos dos últimos que o vi fazer. Julián entrou numa fase do jogo que não o beneficiou.
Lance aberrante do Mika. Erros daqueles nem o Tiago Pinto. Pouco trabalho tiveram os dois, surpreendeu-me um pouco a titularidade do argentino, que ainda assim esteve seguro nas poucas intervenções.
Dos reforços recentes, Beckeles conseguiu mostrar alguma coisa, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Calma e maturidade (que até surpreendeu), à vontade a saír com a bola a jogar. Para um primeiro dia, não foi nada mau. Veremos como é Yoro e se é alternativa a Bobô (que foi o habitual, muito lutador, arrancou algumas faltas e conseguiu ser forte no jogo aéreo), seria bom que fosse uma boa opção, não deixando nós de precisar de mais soluções no ataque.


Venham os próximos. Força Boavista!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Dúvidas


É já amanhã. Seis anos depois, uma apresentação com a Primeira Liga em vista e logo contra um grande do futebol português.

Expetativa para ver a equipa, as bancadas do Bessa e o ambiente que, seguramente, vai ser diferente dos últimos anos. Já o foi na última época, este ano é para rebentar de emoção.

Ainda é cedo para muita coisa, mas temos equipa para discutir e, vai daí, alguns bitaites:

na baliza, Mika ou Monllor, não havendo um número um declarado, o português foi titular no primeiro jogo em Freamunde e alinhou de início em Famalicão.
na esquerda, luta interessante entre Afonso e Correia, apostaria no português amanhã no onze, o brasileiro a entrar. Lado oposto, Dias é o defesa direito, Carraça poderá continuar a ser testado, Pedro Costa a entrar uns minutos junto com o Fary.
centrais, Ervões a fazer par com Lucas/Santos/Phillipe.
Tengarrinha chegou a ser testado a central, mas julgo que é no meio campo que deverá ser aposta. Ele e a outra duvida interessante, Idriss ou Anderson, com Cid a entrar.
médio mais ofensivo temos o Diego Lima, Fábio e Ancelmo (se ainda vá estiver) entrarão para a apresentação.
no ataque, Brito numa ala, a outra de Zé Manuel ou Julián. Talvez o português de início, Julián a entrar juntamente com Wei ou com mais alguém. Centro do ataque, Bobô, Théo uns minutos (se ainda cá estiver) e o outro alguém para finalizar.

Até amanhã.

Derrota em Famalicão

Ba, o único gr sem culpas nos golos (foto do Boavista3.)


Surpreendente só para quem não tem visto os últimos desafios. Um golo marcado em cinco dos últimos seis jogos (Feirense, Zamora, Setúbal, Paços, Famalicão), muito poucas oportunidades criadas, um ataque com pouquíssima produção. Perigo, algum perigo, só de bola parada.

Os números da derrota contra o adversário do terceiro escalão podem ser exagerados tendo em conta o que se passou em campo (dois golos nos últimos dez minutos, com contribuição de Monllor e depois de 35 minutos praticamente de sentido único), mas tem o condão de fazer soar os alarmes e até acalmar alguma euforia enganosa resultante da conquista do torneio no último fim de semana.
A verdade é que precisamos de reforços no ataque, eixo e laterais, e que os médios com a missão e capacidade de criar lances ofensivos apareçam em melhor plano.
Defensivamente, e porque nem tudo é mau, estamos no bom caminho. Os centrais, laterais (mesmo com o problema na direita), o meio campo defensivo, parecem suficientes para se poder começar a contruir uma equipa com um bom nível de consistência, o que é extremamente positivo.

Algumas notas:

O nosso melhor avançado saíu aos vinte minutos, Bobô. É preciso dizer mais alguma coisa?
É necessário dar tempo a Julián e Zé Manuel. Espaço para evoluírem. Serem primeiras opções para a titularidade, de caras como o são, é, no mínimo, arriscado.
Diego Lima, o nosso médio com maior capacidade para ser o organizador de jogo ofensivo, é bom que comece a ser mais influente, seja mais interventivo e apareça mais vezes onde é preciso, perto da bola. Para já, é o único para a posição, mesmo não esquecendo Fábio e Ancelmo.
Ervões é o líder, da defesa e da equipa. Voz de comando. Lucas o mais próximo, se bem que foi dupla que ainda não se formou em nenhum desafio, jogando sempre os dois em momentos diferentes e ambos na direita da zona central.

E não vale a pena nos alongarmos muito a dissecar esta derrota. Jogou o plantel todo (exceção de Anderson Carvalho), fizeram-se experiências, contribuiu-se para o entrosamento. É aguardar que cheguem mais opções para o treinador poder trabalhar e a equipa poder ganhar outro tipo de soluções.


Vem aí o Sporting e, esperemos, reforços para o ataque, pelo menos. E um avançado não chega.

domingo, 27 de julho de 2014

Venha o Caneco

foto do Boavista3.


Uma vitória num torneio de pré-época vale o que vale, no nosso caso tem um sabor especial. Seis anos sem defrontar equipas da primeira liga, fazê-lo em dois dias consecutivos sem perder nenhum dos desafios, é algo que dá moral para os próximos tempos e revela, como já se disse, bom trabalho e um grupo unido e a evoluir. Ainda muito faltará, mais opções serão necessárias, mas o caminho é este, não há dúvidas.

Entramos bem no jogo, à semelhança do confronto com o Setúbal. Como se previa, Petit fez alinhar um onze diferente e no mesmo sistema que tinha utilizado no dia anterior, com oito jogadores que na temporada passada não jogaram nos campeonatos profissionais. Voltamos a demonstrar algumas das virtudes, intensidade, pressão, concentração e organização na hora de fechar os espaços para a nossa baliza. Assim como alguns dos problemas, o excessivo encolhimento na segunda metade, remetidos às imediações da nossa área, apesar da tentativa de espreitar o contra ataque sempre que possível. Falta de soluções no último terço e incapacidade de desestabilizar a defesa contrária, factos que não está alheia a escassez de opções no ataque/meio campo ofensivo. Tão escassas que nos fez alinhar num sistema atípico, com dois médios como jogadores mais avançados, por exemplo.
O espírito de união, organização e a falta de eficácia do opositor ajudaram a que pudessemos viver mais intensamente este regresso aos confrontos com equipas de primeira. Ganhamos no primeiro torneio de um dos que mais regozijaram com a nossa descida... Somos nós!


Iniciamos o jogo com três jogadores da época passada, um deles junior.
Júlian esteve bem, ao nível que nos habituou nos tempos de CNS. Cumpridor na hora de defender, foi ajuda preciosa ao defesa direito do segundo tempo.Tentou ser prático com a bola nos pés e conseguiu-o na maioria dos lances. Fez o remate para a melhor defesa do jogo.
Théo jogou pouco e pouco jogou. Batalhador, pareceu inferiorizado fisicamente depois de algumas entradas dos defesas contrários. Quarenta e cinco minutos de suor, pelo menos isso.
Wei, surpresa agradável de um dos nossos jogadores oriundos da formação. Rápido, safa-se bem no um para um, e tem uma capacidade notável para ganhar bolas de cabeça olhando à sua estatura. 
Carraça voltou a ser opção na lateral direita, desta vez toda a segunda parte. É verdade que pouco se aventurou no ataque e pôde contar com a preciosa ajuda do ala, mas não desiludiu e cumpriu na maioria dos lances. Será que vamos ter adaptação... bem sucedida?
Fábio Lopes, conseguiu estar melhor em relação aos últimos jogos, sendo uma das vítimas da saída de Théo na segunda metade.
Fary,que orgulho vê-lo levantar o caneco e festejar connosco. Grande!

Dos reforços:
Monllor, fez descansar um pouco as hostes depois da intranquilidade demonstrada na Vila das Aves. Seguro entre os postes, fez duas ou três boas defesas a evitar o golo do empate. Fora dos postes pareceu hesitar num ou noutro lance, sem consequências de maior. 
Ervões, um dos melhores no jogo de ontem. Assustou um pouco a estampa física, o quatro na camisola e a braçadeira de capitão, mas não, era mesmo o reforço que ajudou a subir o Penafiel. Posiciona-se bem, forte no desarme e jogo aéreo, foi um dos culpados da virgindade da nossa baliza.
Philippe Sampaio, dois dias no nosso país, não sei se tantos treinos, quarenta e cinco minutos em que seria quase impossível pedir algo mais. Vinte anos, pareceu que o perído de experiência tem tudo para acabar em breve e ainda bem.
Dias, à semelhança do central brasileiro só jogou meia partida, talvez pelo facto de ter chegado há poucos dias. Mostrou cultura de lateral sendo, sem dúvida e para já, a primeira opção para a direita.
Correia, um dos bons Andersons que temos. Fecha bem a lateral, é rápido, veremos como poderá ser útil também no ataque, quando a equipa assim o permitir. Além disso (algo que não me lembro de ver no nosso clube) parece que vamos ter cantos da linha lateral...
Idriss, bom jogo do médio ex-Moreirense. Impetuoso, cobre facilmente muito espaço na zona central, útil no jogo aéreo. Fez imensos desarmes, recuou e bem quando foi preciso.
Anderson, mais solto que o colega de posição, tira partido do boa leitura que faz do jogo, eficaz em muitos desarmes, destacou-se também na capacidade de desmarcação quando a equipa ganha a bola e tenta saír a jogar, e contribuindo a que a equipa consiga pressionar alto. Ainda vai melhorar bastante, parece-me.
Ancelmo teve o azar de jogar numa posição que não é a sua, aliado ao facto de ter chegado há muito pouco tempo, talvez as razões para tão pouca produção. Lento e pareceu pesado, veremos nos próximos tempos.
Brito, voltou a estar em bom plano nos vinte minutos em campo. Sozinho, criou a nossa melhor oportunidade, desperdiçada por Cid.



Três semanas para se trabalhar e continuar com as melhorias que já foram notadas. Um mês, no máximo, para colmatar as lacunas que temos.


Força Boavista!

sábado, 26 de julho de 2014

Primeiro Teste


 Foto do Boavista3.

Jogo razoável e, acima de tudo, bom teste à equipa. Petit decidiu fazer do amigável um jogo mais a sério, somente três substituições, equipa intensa dentro do campo, optando por colocar (provavelmente) um onze diferente no desafio de hoje. Jogamos com mais de metade da equipa com jogadores que na temporada passada jogavam no terceiro escalão, contra uma equipa (e treinador) com rodagem de primeira liga. Não ganhamos, não deslumbramos, mas também não perdemos nem estivemos demasiado por baixo. Mostramos evolução, como é necessário.

Entramos melhor que o adversário, dominámos bem o meio campo, controlamos na maior parte do tempo o espaço defensivo. Últimos quinze da primeira parte e primeiro quarto de hora da segunda, sentimos dificuldades em saír a jogar e sacudir a pressão imposta pelo adversário, não conseguindo evitar o recuo excessivo. Ainda assim, nota para os últimos quinze minutos do desafio, momento em que fomos de novo superiores, apesar de mais desgastados fisicamente.

No global, estivemos bem defensivamente, tanto no setor defensivo como no intermediário; pressionantes, intensos na luta pela bola e a fechar bem os espaços. Sentimos dificuldades em ligar o meio campo com o ataque, demasiado jogo direto dos laterais (mesmo dos centrais, muito embora a boa capacidade de Carlos Santos no jogo direto), poucas movimentações e procura de linhas de passe, fraca imaginação na hora de construir lances ofensivos. Tradução: zero oportunidades de golo em noventa minutos. É certo que tivemos um oponente demasiado faltoso no seu último terço, o que nos impediu de prosseguir algumas jogadas, mas, ainda assim, ponto negativo.

Individualmente, começando pelos que nos acompanham da época passada:
Afonso muito certinho na defesa, sempre bem posicionado e concentrado, eficaz no desarme. Leu bem quando foi preciso fechar no meio, também quando era possível saír a jogar (mesmo nas poucas vezes que o conseguiu).
Carlos Santos revelou lentidão, assim como bom posicionamento e prático a limpar a zona central. Habitual, tudo menos surpreendente.
Pedro Costa foi um dos que sentiu mais dificuldades em tapar a sua lateral. Umas vezes ultrapassado, em demasiadas situações obrigado a recorrer à falta. Aliás, a entrevista a meio da semana de Petit elucida bem o principal motivo e vantagem da sua permanência.
Cid, à sua imagem. Lutador, ajudou no meio campo defensivo, com dificuldades a dar a melhor sequência à bola. Muitas dificuldades.
Carraça entrou para defesa direito, prova da enorme carência nessa posição. Não esteve mal, fechou bem e pouco se aventurou a ajudar no ataque o ala do seu lado.
Bobô como o conhecemos. Um lance nunca está perdido para ele, é o primeiro a pressionar (sempre!) o defesa que tenta saír a jogar, ganha imensas bolas pelo ar vindas da retaguarda, ainda arrancou algumas faltas úteis para a equipa (e outras tantas não assinaladas). É óbvio que é uma posição que precisamos urgentemente de reforçar, mas o brasileiro não é carta fora do baralho - como muitos acreditavam - e pode revelar-se um jogador útil.
Zé Manuel em bom plano, mesmo sem deslumbrar. Também ele aguerrido, foi útil a ajudar o lateral do seu lado e mesmo no miolo, nas vezes em que Diego não o fazia.

Dos reforços:
Mika, revelou segurança entre os postes nos poucos remates em que foi posto à prova. Fora deles, resolveu a soco algumas situações, noutras nem assim o conseguiu. 
Lucas mostrou qualidades. Rápido na cobertura, forte no jogo aéreo, resolve simples quando assim é preciso. Pode e deve melhorar, mas acredito que o consiga. Veremos daqui para a frente.
Diego Lima foi o nosso organizador de jogo ofensivo, mostrou mais uma vez bons pés e boa visão de jogo, apesar de alguma lentidão de processos. Esteve razoável na primeira metade, desapareceu na segunda. Sem bola, foi raro o momento em que contribuiu.
Brito foi agradável, não sendo mais provavelmente por excesso de faltas dos adversários. É rápido e de boa técnica e parece-me bem nas decisões que toma.
Tengarrinha, o melhor em campo. Surpreendeu-me, sou sincero. Bem a defender, bom posicionamento, rápido na cobertura e até a saír a jogar.


Ontem, valeu a pena a vitória - que por vezes é o que menos importa neste tipo de jogos, se bem que ganhar é sempre bom - também pela sensação extra-agradável dos festejos da equipa junto dos adeptos, dos muitos adeptos que se deslocaram a Freamunde.

Hoje é desamigável com o Paços, e é para trazer o caneco. Vamos lá começar a passar-lhes a fatura.


Força Boavista!

sábado, 12 de julho de 2014

Plantel (atualiz.)

foto do Boavista3


Um mês para o regresso e é isto que temos, para já:


Baliza fechada, Mika e os outros dois, André para os juniores.

No centro da defesa, Gonzalez, Lucas, Ervões e Santos. Quatro centrais, mais Tengarrinha.

Nas alas, Afonso e Correia, Pedro Costa e Peña. Na esquerda não há dúvidas, na direita veremos o desempenho de Peña, que até veio catalogado de médio podendo fazer a posição de lateral direito (onde jogou na quarta-feira). Parece evidente a necessidade de mais um defesa, passando então nós a contar com duas opções certas nessa posição e ainda mais uma adaptação (ou não) no meio campo.

Nota para Gouveia que vai para estágio, faltando saber se segue para o plantel ou se é mais um para emprestar. Junta-se a Tengarrinha como médio posição 6, onde até pode encaixar também Idriss. Como médios temos Anderson, o próprio Idriss, Cid e Carraça. Quatro médios para, em princípio, dois lugares no onze, o que pode ser curto. A confirmar como encaixam os reforços e como evoluirão os portugueses que nos acompanham da época passada.   
E temos Diego Lima como médio organizador ou mais ofensivo. Veremos como sai Fábio do estágio e como é Douglas, se pode ser opção, se vai sendo ou até se poderá competir na nossa equipa b, os juniores. Fácil de ver que é muito provável que seja preciso reforçar. Do Wei não tenho ideia, nem para bitaite dá.
 
Mesmo com o Lopez, já precisávamos de reforçar o ataque. Bobô e Fary são os avançados certos que temos, falta confirmar se Théo consegue passar no curso intensivo nesta semana, o que duvido (e se será para rodar ou não).
Nas alas, Julián, Zé Manuel e Brito. Tenho confiança nos três, mas são três para duas posições, é esperar para ver o que podem render e quem pode ainda chegar. Wellington está numa situação idêntica à de Théo e seria uma surpresa se conseguisse tornar-se numa opção.


É chato seguir para estágio com tanta indefinição, apesar de ser normalíssimo na maioria das equipas do nosso campeonato. No nosso caso, tudo pior e por todos os motivos, como sabemos.
Há uma semana era demasiado cedo para muitas conclusões e continua a sê-lo, sendo evidente que vão haver mais algumas entradas e saídas e que muito se vai trabalhar nos próximos tempos.

Vamos aguardar e role a bola.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Rola a Bola


Primeiro jogo treino, primeira vitória e primeiros sinais positivos. Muita expetativa para ver os reforços e os jogadores que nos acompanharam do ano passado.
Petit dez alinhar dois onzes (um em cada parte), um sistema (4 defesas, 2 médios de contenção, 1 médio ofensivo, dois alas e um avançado) e ainda deu alguns minutos aos mais jovens na parte final do desafio (que o árbitro dez questão de não cumprir os 90 minutos, não se entendendo muito bem o porquê).

Coletivamente, nota para os dois médios à frente da defesa ao invés de um trinco mais fixo. Primeiro Anderson e Idriss (e melhores no jogo), Carraça e Cid depois; Diego Lima o médio criativo, na segunda metade Fábio.
Intenção clara de todos serem bastante ativos nos dois momentos, defensivo e ofensivo; linhas juntas, defesa a pressionar alto e bem nas costas dos avançados contrários, tentativa de tirar espaço no miolo para o adversário construir jogo.

Individualmente, destaque pela positiva para alguns reforços: Correia, tudo indica ser uma excelente opção para o lado esquerdo da defesa. Defesa e não só, já que mostrou que pode fazer todo o corredor com facilidade e eficiência. Boa técnica, bem a defender e bastante rápido. Anderson Carvalho mostrou bons pormenores, bom com a bola nos pés, no posicionamento e a ler o jogo quando sem a bola. Gostei do Diego Lima, apesar da aparente falta de ritmo; bons pés e boa visão de jogo.
No ataque, estreia positiva do paraguaio Francisco Lopez, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Remate fácil, boa desmarcação e receção, apto a pressionar os defesas contrários.
Nem tanto pela positiva (ainda mais para alguns que estão em 'dúvida' e é preciso mostrar serviço) Wellington - que jogou de início - bastante complicativo na ala. Cid não entrou bem, assim como Théo. Zé Manuel - admito, um dos que vem do CNS que mais expetativas me causa - esteve bem na segunda metade.
Nota positiva ainda para Brito, o reforço que veio do Gil Vicente. Rápido, boa técnica, a optar bem no passe.


Ainda é muito cedo, é preciso controlar a euforia do momento (por mim falo, não é fácil :) ) e venham mais jogos (muitos, bons e com esta dedicação, para o entrosamento andar para a frente).


Força Boavista!