sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vamos a Eles: dragão



Regresso do dérbi mediático, seis anos e meio depois.
Para a maioria de nós, não tenho dúvidas: é um dos jogos mais apaixonantes que podemos assistir no nosso campeonato. É derbi, é a nossa cidade, é o nosso orgulho, é Futebol. Sabemos que na maioria das vezes não pontuamos, nem marcamos sequer. Mas é essa a beleza. Já lá vencemos, perdemos, fomos goleados, ganhamos no '92, conquistamos e levantamos troféus. E sempre, mas sempre, com o desequilíbrio de forças sendo uma realidade. 

O costume nestes jogos: entramos como não favoritos, é óbvio. Este ano o desequilíbrio de argumentos não é exceção e pode assustar se olharmos ao que menos interessa, aos números. A acreditar nos valores (julgo que são aproximados), teremos sensivelmente um orçamento 60 vezes inferior. É verdade. Sessenta. Quase tão desequilibrado como as comparticipações do Município no início do século. E o valor teórico do plantel (muito em voga nos dias de hoje, mais que há meia dúzia de anos atrás) será 20 vezes menor.

Posto isto, admito, com a racionalidade que apaixona qualquer adepto, qualquer resultado que não a vitória será negativo. Quero lá saber dos milhões gastos, dos níveis competitivos de cada um, da força social, da moral ou nível técnico dos intervenientes. É derbi, é clássico, é estarola, é para ganhar.
A perder, temos pouco. E temos ainda essa vantagem: a normalidade a nosso favor.


No campo, veremos como Petit organiza a equipa. Ao quarteto defensivo (agora já nem arrisco tentar adivinhar a dupla de centrais, ok?; Sampaio e outro?), é provável que se juntem os três médios do último desafio: Tenga e Anderson no meio, Beck pela direita (terá mesmo que ser, até para tentar minimizar o perigo que vem dali). Dúvida se haverá espaço para um quarto médio de combate (Idriss, Cid?, libertando um pouco o brasileiro) ou se, ao invés, juntar-se-à o ala esquerdo (Brito?, com especial atenção ao lateral direito oposto) ou os avançados (Zé Manuel à semelhança do último jogo e Bobô, para pressionar a primeira saída?).
Eu confio, seja qual for a equipa.

Do lado contrário, mesmo sem medo, há que ter consciência: são, realmente, muito fortes e partem para este jogo com uma moral e confiança que há algum tempo não cheiravam (mas atenção à patética pouca paciência que os assiste...). Ainda assim, e por incrível que possa parecer, não acho descabido encararmos a luta no meio campo com uma visão de equilíbrio (de conte-los, pelo menos). Sim, é possível. No primeiro terço, espaço frontal onde geralmente apresentamos dificuldades, é preciso muita concentração (mesmo com a consciência que o perigo pode vir de todo o lado), muita lucidez na ocupação de espaços e tentar equilibrar nos duelos individuais (talvez o mais difícil).

É um pouco contra natura (vá-se lá saber o porquê), mas seria ótimo termos uma presença idêntica à do primeiro jogo do campeonato ou mesmo à de Vila do Conde.
Outra coisa: sei que se lembram dos dois golos irregulares em Braga, na dualidade de critérios, no golo invalidado no Bessa, mas aperceberam-se do frenesim que provocou um fora de jogo mal assinalado em Guimarães? Meu Deus. Outra dimensão, realmente.


Força Boavista!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Três Pontos

Feito o golo.


Não há palavras para aquelas duas explosões de alegria, a do golo e a do final do jogo. Indescritível, num Bessa (como se pedia) de regresso aos bons velhos tempos, grande e incondicional apoio à equipa e com as bancadas bem compostas (arrisco a dizer, mais Boavisteiros que no primeiro desafio).
E merecido por todos. Por nós, adeptos, e pelo grupo de trabalho, mais que justificou a conquista destes três pontos.


Gostei da abordagem de Petit ao jogo, de forma mais comedida que em Vila do Conde e um pouco na semelhança (se bem que mais afoitos no ataque) do que se havia feito contra o benfica. Mais realista, mais consciente?
Tengarrinha e Anderson a dupla no meio campo (o português mais fixo, o mais perto da defesa), Beckeles a fechar a direita, com disponibilidade para aparecer no meio campo e lá na frente (como no lance do golo...), Brito na esquerda (mais solto que o hondurenho), Zé Manuel 'vagabundo' no ataque no apoio a Pouga. Na defesa, alguma surpresa na titularidade de Carlos Santos, em detrimento do terceiro central no último desafio, Fábio Ervões.

Estivemos razoáveis na primeira parte, sempre mais seguros a defender que a demonstrar automatismos e rapidez no ataque. Ainda assim, conseguimos criar perigo em lances que até aqui raramente o conseguíamos, nas bolas paradas.
Perdemos algum receio, ganhamos confiança e partimos para uma segunda parte bem conseguida, coroada com o golo (auto, mas excelente a jogada pela esquerda com três jogadores a aparecerem em zona de finalização), depois disso controlamos a reação adversária, sempre com alguma intenção em saír para o ataque, embora as duas lesões nos tivessem retirado força ofensiva.
Não defraudou (confirmou-se, de novo) a atitude e querer dos jogadores, concentrados, confiantes, a quererem tanto como nós a primeira vitória.


Nota para o meio campo: será desta? Tengarrinha, já o disse aqui e julgo ser ponto concordante com a maioria, está a fazer um excelente início de época. Ontem voltou a ser dos melhores, naquilo que nos vai habituando a ser o melhor: na leitura que faz do jogo, posisionamento e desarme, no passe, sempre concentrado e 'tranquilo' nas acções. Novidade (e pela positiva), finalmente, tivemos Anderson, depois das boas indicações da pré-época, apareceu com mais intensidade no seu jogo, com bons pormenores nas saídas para o ataque, principalmente na segunda parte, em que se soltou mais. Beck, jogou a médio ala mas foi um jogador 'plural'. E que jeito deu, tê-lo no meio campo a fechar espaços na direita (a ajudar não só Dias como a dupla no miolo), e mesmo a subir a propósito no ataque (algo que até já tinha mostrado contra os vermelhos).


Na defesa, confesso que me surpreendeu (bastante até) a inclusão de Carlos Santos no onze. Esteve bem (ajudou naquela segunda parte a corrente que o jogo tomou, mesmo as caraterísticas dos avançados contrários), posicionou-se bem, descomplicou sempre que possível. Ao lado, o menino que vai pegando de estaca, Sampaio. Maturidade mais que suficiente para a idade e o tempo que leva no nosso futebol, sempre concentrado e decidido, foi resolvendo todos os problemas que foram surgindo, não só na sua zona de ação. Nas bolas paradas, voltou a ameaçar o golito...
Nas laterais, a um Dias mais comedido no ataque, juntou-se Correia, também certinho na defesa, mas a cumprir com as ameaças que vinha mostrando nos jogos anteriores, no plano ofensivo. Rápido a subir (mesmo num contra ataque já com 1-0, foi por pouco que não lhe chegou a bola fazendo com que ficasse isolado), faz boa ala com Brito e, finalmente, acertou em cheio nos cruzamentos. Ontem foi meio golo, aquela bolinha cheia de veneno...


Gostei do Pouga, melhor fisicamente (tomara!, mesmo que a léguas de Bobô), bola aérea é dele. Não só dele, como a dá bem para os colegas; na área, tem muita presença e falhou por pouco o golo. Preocupa a lesão, já que pode ser, realmente, uma solução bastante interessante para o nosso ataque.
Zé Manuel, mantenho o que venho a dizer há algum tempo: tem sido o melhor dos que nos acompanha do CNS. Esteve bem, lutou e pressionou enquanto teve forças e (atenção!) melhorou imenso nos cruzamentos. Ontem tivemos a amostra nas bolas paradas, quase todas bem marcadas. Perde um pouco no tempo para soltar, ao invés de arrancar a falta 'física', que tantas vezes tenta.


Falando nas alterações/opções, é algo discutível, sem dúvida. Para mim, num tempo em que não fazemos convocados de véspera e que realizamos estágio para todos os jogos, este sai/entra/salta&foge nos convocados/banco/onze, mais não é que um sinal dado ao grupo pelo treinador ou a sua forma para o controlar e o fazer evoluir (ao estilo de contamos com todos, somos um só, nenhum lugar está por si só garantido?). Quatro jornadas e, dos 'jogáveis', só faltam mesmo Gouveia e Afonso darem o contributo (será para a semana, numa ala esquerda com o português e Correia?). É, na minha opinião, esperar um pouco mais para tentar perceber melhor este 'modus operandi' de Petit no que à convocatória e opções diz respeito.
Nem desgostei do Wei, apesar de o achar 'verde' para a luta pela titularidade. Nem achei incorreta (pelo contrário, pouco 'populista' mas bastante consciente) a aposta em Cid para povoar no meio campo, nem tampouco a entrada de Yoro, jogando sem ponta de lança de raíz (numa altura em que não se justificava, já com Pouga lesionado). A ausência de Bobô do banco, já poderá ser mais difícil de explicar, de acordo...



Merecidíssimo e inesquecível. Três pontos já cá cantam e, depois daquele espasmo de 70 minutos na semana passada, voltamos a mostrar sinais de evolução. Não deixo (obviamente) de estar confiante que estamos no bom caminho.

Abraços para todos os Boavisteiros, aquilo ontem foi arrebatador! Ninguém explica, já sei. Tanto tempo, anos à espera deste golito e desta vitória... E siga, que isto ainda agora começou.

Força Boavista!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Venham Eles: Académica


Muita expetativa para ver como se vai apresentar a equipa neste domingo. Como venho a dizer, este é o primeiro jogo em que qualquer resultado que não a vitória será negativo. Olhando à exibição, poderá começar a preocupar. 
Quinze dias depois daqueles bons vinte cinco minutos, de três ou quatro jogos particulares, de um estágio e de mais tempo para todos se conhecerem, estou confiante numa boa exibição. Acredito porque, desde o início, acredito no treinador e que temos um plantel, pelo menos e para já, capaz de nos proporcionar um bom onze.


Algumas dúvidas:


- Leo e Quincy, as duas últimas aquisições para o ataque, veremos se já serão opções ou se ainda teremos o Julián no onze. Seria bom que fossem aquilo que precisamos, a juntar a um Brito em boa forma (como já mostrou) e a um Polga perto disso (esperamos nós). E Bobô na luta, claro.

- Falo dos dois reforços para o ataque, sem saber se poderão ou não jogar no meio campo, pelo menos no ofensivo. Quincy também vinha rotulado de médio, veremos se Lima tem o lugar em risco ou até se Ancelmo já estará em melhor forma. Mais atrás, curiosidade também para confirmar se Anderson continua sem calçar, se Idriss continua a jogar, e se Tengarrinha e Beckless formarão a dupla no meio campo.

- Não haverá dúvidas quanto aos centrais, nas laterais veremos. Muito embora Correia ser uma das melhores aquisições, não me supreendia um regresso de Afonso (um dos melhores reforços para a posição de uma das maiores promessas que nos acompanha desde o CNS... ingrato), mesmo até que o brasileiro não saísse do onze, jogando mais à frente. Na direita, Beckeless também faz o lugar, tudo vai depender de como Petit organizar a equipa. Afinal é quase um reinicío de época, podem acontecer mais alterações no onze.



O adversário não é nada fácil (algum será?!), nada mesmo. No início do campeonato, apontaria esta Académica como uma das equipas que poderia ser a sensação: tem um bom plantel (Lino, Ivanildo, Fernando Alexandre, p.ex.), bons reforços (Obiorah e Rui Pedro) e um treinador com experiência. Normal serem superiores em teoria, já que quase nos dobram no orçamento.


É importante o nosso apoio, mais que o normal. Mesmo obrigatório, já que acredito que a atitude dentro do campo não nos deixará ficar mal. É preciso acreditar no resultado até que não seja possível, é preciso incentivar se a bola teimar em não entrar ou se a confiança estiver tremida. E que saudades de um Bessa dos velhos tempos, a infernizar a vida aos adversários.

Força Boavista!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A Primeira Derrota

 foto Boavista3


Pela primeira vez esta época (ainda que à terceira derrota) o sentimento é de desilusão, não só pelos números pesados mas também pela prestação da equipa em grande parte do desafio. Regredimos em alguns aspectos, o que ainda não tinha acontecido. É verdade que os primeiros vinte cinco minutos foram muito positivos, que o resultado até poderia ter sido outro, mas não deixa de ser verdade que o tombo anímico da equipa foi enorme (quase pareceu consciente da falta de soluções para impôr qualquer tipo de jogo) e os erros sucederam-se.

Pela primeira vez, vimos descrença no campo e paciência a esgotar nas bancadas, de onde se ouviram os primeiros assobios da época, dando ideia que o estado de graça resultante da esperada subida está a acabar e que a paciência, afinal, está a esgotar-se mais cedo que o aconselhável, ainda que a tempo do primeiro grande teste da temporada (e primeiro jogo do nosso campeonato, para pontuar e mais nada). Nada mais normal após os oito golos sofridos e nenhum marcado, se bem que, tal como já se havia falado, estes primeiros jogos seriam sempre para se tentar ganhar, evoluíndo, corrigindo erros e adquirindo consistência e automatismos.

Pela primeira vez falhamos na concretização, apesar de chegarmos a este jogo com zero golos marcados. Entramos bem no jogo, arrisco a dizer os melhores vinte cinco minutos dos últimos tempos. Ao contrário dos outros desafios, a postura foi mais arriscada, tentando surpreender e arrancar para o golo que nos desse a primeira situação de vantagem da temporada. Pressionamos bem, ganhamos duelos e segundas bolas, fizemos algumas boas jogadas de ataque, conseguindo criar lances de perigo, de bola corrida e mesmo de bola parada (ambas as situações coisa rara esta época).

Pela primeira vez, que me lembre, discordei tanto das das opções do Petit. Pelo que já se tinha visto, Ervões e Lucas seria a dupla que mais garantias ia dando, até a que mais poderia evoluir, jogando juntos. Muito embora a boa prestação de Sampaio no último jogo, surpreendeu-me a ausência do português do onze, porque é mais experiente, porque é mais líder, porque é melhor.
Estranhei também a ausência de Beckeless, ficando a dupla de meio campo entregue a Idriss e Tengarrinha, que até estiveram em bom plano na semana passada (mas com maiores responsabilidades neste desafio, mais longe da defesa, não tão posicionais na zona central - onde estiveram agora muito mal - e sem tanta cobertura defensiva dos médios ala, um deles o próprio Beck). A minha dúvida para este jogo prendia-se com a utilização de Lima ou do próprio Idris - dependendo da forma como se abordaria o jogo - nunca numa dupla em que o senegalês fizesse parte, com Lima e sem o Hondurenho.
Yoro e Zé Manuel de fora, Leo, com três dias de Clube, a entrar como opção também me surpreendeu. Bastante até. Não sei se foi em jeito de teste ou de ver o jogador já em ação ou se até os dois primeiros estão ou não aptos fisicamente. 


A respeito do jogo não haverá muito mais a dizer. Não marcamos quando tivemos chances (mesmo depois do primeiro golo), sofremos quando o adversário as teve e não desperdiçou. Tombamos no segundo golo, fomos demasiado curtos depois da expulsão. Pelo meio, erros individuais, muito passe falhado, muito poucas soluções para contrariar a motivada equipa adversária.
De positivo, tivemos Brito, a confirmar que foi realmente uma das melhores aquisições. E mais uma boa presença dos adeptos.


A derrota custa a digerir, mas não é caso para colocar tudo em causa, jogadores e treinadores. Temos quinze dias em jeito de segunda pré-época, já com o plantel fechado, e é agora que realmente teremos que saber esperar. Contra a Académica começa o campeonato dos pontos, a exibição e a vitória têm que ser nossos, com o Bessa a voltar a ser o que já foi.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Regresso do Bessa




Grande ambiente no Bessa, de regresso como grande palco do nosso Futebol. Não há palavras, foi desfrutar ao máximo. 


Na sequência dos últimos jogos, mostramos melhorias e evolução, mantivemos a atitude, adaptamo-nos bem aos vários momentos do desafio, assim como continuamos com os problemas no último terço.
Compreensível a estratégia: aguentar o ataque oposto, encurtar as linhas e deixar pouco espaço de manobra aos alas e meio campo adversário, nunca deixando de tentar saír para o ataque.
Na segunda parte, e aqui grande mérito da nossa equipa e treinador, conseguimos inverter a tendência do jogo (apesar dos argumentos do adversário e do golo no último minuto antes do descanso) pressionando mais à frente, subindo as linhas, fazendo um pouco (e melhor) do que fizemos na semana passada. Intensidade, rapidez, desmarcações, só pecando mesmo no último passe. Nessa fase do jogo foi bem notório a falta de soluções no ataque, mesmo conseguindo fazer muito jogo perto da área contrária. E bolas paradas ofensivas, outro problema que tardamos resolver.
De resto, na intensidade, concentração, rigor tático, estivemos em muito bom plano, conseguindo por vezes encostar o adversário ao seu último terço. Não marcamos, não pontuamos, mas, volto a dizer porque é aquilo que sinto, estamos no bom caminho.


Gostei da forma como foi montada a equipa. Ao quarteto defensivo, Petit juntou dois médios defensivos, lado a lado (Idriss e Tenga), mais dois médios ala (Julián e Beckeless), deixando Lima mais solto e Bobô no ataque.
Apostaria em Tengarrinha na defesa, mas depois de ver o puto de 19 anos que chegou à um mês ao nosso Clube, percebo o risco assumido por Petit. Bom jogo de Sampaio, mesmo com um ou outro erro (alguns até resolvidos pelo próprio na mesma jogada!) manteve a serenidade e postura mesmo nas fases mais complicadas. Esteve a centímetros de cabecear para o golo, num canto da direita, no que seria uma estreia de sonho. Lucas, Dias e Correia, em bom plano no aspeto defensivo, destaque (que vem sendo hábito) para o lateral brasileiro, promete quando conseguirmos ser mais ofensivos (e consiga ele acertar a mira do pé esquerdo nos cruzamentos).
Idris e Tengarrinha, para mim, continuam em bom plano no meio campo. Na linha do que têm feito, o senegalês impetuoso e forte no desarme, a cobrir grande parte da zona central; o português sempre com bom posicionamento, bem a tirar espaços ao adversário e mesmo a passar a bola aos companheiros (principalmente na segunda metade) numa primeira fase de construção.
Bobô tem missão ingrata, quase me custa dizer mal dele, tanta é a correria e luta que oferece aos defesas contrários. Desapoiado, é certo, quase sem bolas na área para poder finalizar, mas arrancou inúmeras faltas, ganhou bolas de cabeça, segurou jogo... enfim, o habitual. Pena aquela parvoíce perto do final. 

Estranhei a titularidade de Julián, dadas as boas prestações de Zé Manuel (e contando com um Brito e Yoro abaixo dos 100%). Talvez o rigor tático do argentino e a sua maior aptidão a defender (que por acaso acho que foi aspeto que esteve mal em Braga), tenha sido o motivo que levou Petit a apostar nele. Lima continua algo preso de movimentos, pouco acrescentando ao nosso necessitado ataque. Ontem foi difícil fazer melhor (na primeira parte com pouca bola, na segunda com pouco espaço), houve até momentos em que se poderá queixar dos colegas não lhe terem proporcionado a iniciativa quando até era possível. Ainda assim, tarda em pegar no nosso jogo de ataque, encontrar espaços e soluções. Pés tem ele, veremos como vai evoluir na equipa.
Monllor tem algumas culpas no golo, mesmo sendo um remate traiçoeiro. Esteve bem em todos os outros lances, destaque para uma defesa complicada a um remate à entrada da área, já na segunda parte.

Em resumo, apesar dos zero pontos e golos, temos motivos para acreditar que a equipa está no bom caminho. Continuamos a crescer, os jogadores a adaptarem-se ao país e ao Clube, a entrosarem-se, a equipa a ganhar forma. Continue-se e com o apoio incondicional, como merecem.

Quanto à arbitragem, tivemos azar, mais uma vez: há um lance capital em que temos razão de queixas. Claro, se as cores fossem outras, teríamos caso para um mês, processos a entrar na federação, espasmos dos comentadores da nossa praça.



sábado, 23 de agosto de 2014

Venham Eles: slb


Vendo bem o calendário, nem podemos nos queixar deste início teoricamente muito complicado. Quatro 'europeus' nas primeiras cinco jornadas, três deles fora de casa, podem mesmo vir na melhor altura. Falava há dias que é preciso mais tempo que o que normalmente é pedido pelos treinadores para afinar as equipas, dada a nossa situação tão particular. Fazê-lo com equipas que não são do nosso campeonato e que são em teoria bastante superiores só pode ser positivo: a pressão da vitória é reduzida, o teste feito à equipa permite mais facilmente detetar erros e lacunas, preparando melhor o que aí vem. Ou seja, temos estes primeiros três jogos para tentar ganhar, para se ir melhorando (como já aconteceu domingo passado), e chegar à quarta jornada para a nossa primeira final, o jogo em que verdadeiramente os três pontos não podem fugir.


À semelhança da primeira jornada, vemo-nos privados de um dos jogadores em destaque deste início de época, Ervões. Sampaio é o suplente natural, Tengarrinha poderá ser a opção para central. Mais experiência no eixo da defesa, talvez com Anderson a poder fazer a sua estreia no campeonato, no lugar do português no meio campo. No ataque, é provável uma frente diferente da de Braga: Brito recuperado será titular, Yoro e Pouga também poderão ser já opções iniciais, muito embora os desempenhos positivos de Bobô e Zé Manuel.
De resto, acerto nas laterais (Correia, Dias e os dois alas) que muito do perigo vem daí; setas na frente para impôr respeito, e muita, toda daquela atitude que se viu domingo passado. E logo desde os inícios das partes.
Do adversário, pouco haverá a dizer. Só que será um com Enzo, outro sem ele, sempre fortes, como é óbvio. Sem medo, somos Boavista.



Domingo volta a ser o nosso dia. Em nossa casa. O apoio tem que ser como em Braga, todos tem que sentir na pele que estamos de volta.

Força Panteras, Força Boavista!


 

A não perder, páginas dedicadas ao Boavista na revista "Craques", Panini/ABola. Para comprar e guardar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Regresso




Foi o nosso dia, não haja dúvidas. Seríamos próximos de mil, valemos por bem mais. Apoio incessante do início ao fim, mesmo com o resultado desfavorável, grandes na confiança demonstrada à equipa (e sua atitude) no final da partida. Este ano, principalmente este ano, terá que ser sempre assim. Fora e no Bessa. Sempre.


Jogo marcado pelos dois primeiros golos, ambos nos minutos inaugurais de cada parte. Erramos nos dois lances, fomos permissivos no espaço curto no primeiro, pressionamos alto e mal no segundo.
Ao primeiro, conseguimos reagir bem, apesar de ter caído por terra a nossa melhor estratégia para este desafio: conseguir suster o ataque inicial do adversário, ir enervando-o com o passar do tempo. Reequilibramos, fechamos bem os caminhos para a nossa área, fomos eficazes na boa pressão que conseguimos fazer. Chegamos ao intervalo com o mesmo número de remates, mais cantos, e a melhor situação de golo para o empate. Que seria, convenhamos, o resultado mais justo.
Tivemos mais dificuldade para reagir ao segundo murro, o dois a zero. Natural. Não estancamos o meio campo adversário como o havíamos feito na primeira metade, continuamos com a mesma dificuldade em desequilibrar no nosso jogo ofensivo, quer pelas alas, quer pelos jogadores lançados por Petit após o segundo golo. Aguentamos o que pudemos daí para a frente, obrigados a corrigir após a expulsão, nunca deixando de tentar aproximar da área contrária sempre que possível.

Em resumo, mostramos melhorias no nosso jogo, vincamos mais a nossa identidade, e continuamos a mostrar as debilidades que temos do meio campo para a frente. Repito, não será o jogo ideal (pelo adversário e pela fase tão inicial da época) para se auferir da real capacidade da equipa, mas, não tenho dúvidas, o caminho é este.


Na defesa, confirma-se que encontramos a dupla de centrais: Ervões e Lucas. Ambos bem na maioria dos lances, foram resolvendo bem os problemas, quer na antecipação quer nas dobras, quer no jogo aéreo. Dias e Correia - a espaços - bem, apesar dos erros também nos lances dos golos: o lateral direito alivia mal no primeiro (se bem que com mérito no passe de Alan), o brasileiro facilita no lance com Éder, no último golo. Confirma-se a aptidão ofensiva de Correia, apesar de não ter conseguido ser eficaz nos cruzamentos.
Meio campo, conseguimos fazer boa pressão grande parte do desafio, pelo menos a parte do jogo em que estivemos a discuti-lo. Beckeles é o médio que mais sai a pressionar, Idriss o mais posicional, algumas vezes a funcionar como médio mais recuado, outras a fazer duplo pivot com Tengarrinha.
O Hondurenho conseguiu saír por diversas vezes na desmarcação, aparecer bem no ataque, melhor no passe na primeira parte do que na segunda, foi dele a nossa grande oportunidade. É claramente no meio campo que se torna mais útil, promete aumentar a sua influência à medida que se vai entrosando com a equipa.
Tengarrinha, na sequência da boa pré-época, foi um dos melhores. Bem a ler o jogo, no desarme e no passe; a médio interior ou a trinco, mesmo a central, nunca comprometeu. É, para já, um dos indiscutíveis.
O Idris, não me desagradou. Como já se disse, varre boa parte do meio campo defensivo, com uma boa eficácia de desarmes, pelo chão e pelo ar. Tem problemas no posicionamento, na forma como faz a pressão e onde a faz; o lance do segundo golo é exemplo disso: com Beckeles e Tengarrinha mais avançados na pressão, é ele que deve fechar o espaço entre defesa e meio campo, não pressionando o médio contrário quase no seu meio campo, como aconteceu. A defesa recuada (como devia) e a casa já a arder quando Rafa encara os quatro defensores. Aqui não será tanto um problema individual, mas sim coletivo, do nosso meio campo. Os tais entrosamentos, afinações, erros, tudo para se ir evoluindo e corrigindo. Diego, o nosso motor ofensivo, voltou a desiludir. É certo que entrou numa fase complicadíssima do jogo para nós (0-2, Braga a mandar e mais opositores na sua zona de ação), mas revelou lentidão, aquela lentidão que mostrou em parte da pré-época...
No ataque, o trio que nos acompanha do CNS... Zé Manuel esforçado, exibição razoável (principalmente na primeira parte), é uma pena não ser mais eficaz nos cruzamentos. Do lado oposto, uma das exibições mais apagadas, Julián. No ataque não conseguiu desequilibrar (e bastava um cruzamento ao segundo poste naqueles vinte segundinhos de jogo...), a defender foi estranhamente apático. Daí alguma dificuldade em perceber porque não foi o argentino o primeiro preterido quando foi preciso mexer. Bobô é o que temos, para já. Abnegado na entrega, na louca correria e pressão que fez sempre aos defesas contrários, sendo responsável por muito jogo direto do adversário mais facilmente resolvido pela nossa defesa. Não tem apoio que lhe permita desequilibrar (principalmente no jogo aéreo, em que é forte) dentro da área, o que é um problema para a equipa. Yoro voltou a mostrar bons apontamentos e uma boa técnica, parece o mais perto de agarrar o lugar e acompanhar Brito nos extremos, a nossa baixa de vulto no jogo de Braga.


Arbitragem, na linha do que estávamos habituados no terceiro escalão. E porquê? Pela dualidade de critérios. O primeiro amarelo ao Ervões, na sua segunda falta, é amplamente exagerado. Valeu-lhe, indiretamente, a expulsão; se pensarmos no próximo adversário e se olharmos para a nossa equipa, faz algum sentido que fosse o Fábio o escolhido.
O lance do Idris - entrada sobre Rafa(?) - valeu-lhe o amarelo, idêntico ao de Rúben Micael sobre Tengarrinha, que passou impune disciplinarmente (na primeira parte!!). Diego teve margem zero para o amarelo, ficando nós por perceber como Custódio conseguiu essa tal margem para poder ser o jogador mais faltoso do desafio. Zé Manuel, o nosso outro amarelado, entrou durinho sobre Tiago Gomes e viu amarelo na primeira paragem... Num lance idêntico (é só ver as imagens!), Baiano passou impune (antes e depois da primeira paragem...), num lance que deixou Correia fora do jogo por alguns minutos, a ser assistido.
E isto tudo apesar de acabarmos o jogo com menos faltas que o adversário.
Demasiado, não? Fora o resto, que dou de barato...



O Jogo. Foi precisamente isso que os jogadores reclamaram imediatamente no lance, a vista desarmada do árbitro.



A frase que o JN dedica à arbitragem, em jeito de... aviso. Cuidado Petit, vamos ter mais adversários do que pensávamos.




A Bola. No mínimo, relatou os factos.








Afinal, quem é quem? Profissionalismo, falta dele, ou algo mais?




Duas coisas que repito, porque foi o mais importante do jogo de ontem:

- Deslocação inesquecível. Panteras em grande, apoio incondicional, como o Clube merece.
- A equipa vai melhorando, o onze vai equilibrando, estamos aí para lutar pelo nosso lugar, está visto.


Força Boavista!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ciclismo: Orgulho Axadrezado




Honramos o Símbolo por esse país fora. Falhamos a amarela, mas tivemos uma participação que orgulha qualquer Boavisteiro.

Dois ciclistas nos dez primeiros, Reis na Torre, melhor português da prova, terceiro lugar por equipas.


 
Este ano, tivemos oportunidade de acompanhar a nossa equipa de uma forma especial. Os vídeos estão muito bons, vale a pena ver:
https://www.youtube.com/channel/UCE0eklyZEiwg9M2sfe-PH0g

domingo, 10 de agosto de 2014

Venha o Campeonato


Não estou tão desconfiado quanto os resultados ou as dúvidas que ainda existem sobre o valor e potencial dos jogadores podem fazer crer.
Temos uma equipa ainda em processo de assimilação das ideias do treinador, a conhecer-se entre si e muitos dos jogadores ainda em (re)adaptação ao futebol profissional em Portugal. Não é fácil e requer mais tempo que o tempo que geralmente é pedido por todos os treinadores nesta fase da temporada.
Pressão alta, fechar bem os caminhos ao adversário, rapidez na saída para o ataque, parecem ser as ideias principais. Os próximos desafios serão de certa forma de 'corrente' diferente ao que temos assistido, tendo nós uma menor propensão para dominar e controlar o jogo, com uma maior aposta no contra ataque.
Pela negativa, os erros primários que se continuam a cometer (no passe principalmente), esperemos que melhores nesse aspeto.

No jogo de ontem, contra o Gondomar (o terceiro em quatro dias), pudemos ver um Lima mais participativo e intenso, um Yoro a revelar bons pormenores e a mostrar que pode ser boa opção como extremo, uma defesa já bem alinhavada (a da segunda parte, mais o Lucas) e um meio campo, apesar de ainda em busca de identidade e consistência, a aproximar-se do que podemos ver de hoje a oito dias (Beckeles, depois de um mau início de jogo, a revelar-se um jogador útil no nosso meio campo).


Começando pela baliza, vai ser uma luta entre Mika e Monllor. O argentino parece levar alguma vantagem para a titularidade, tem mostrado aumento de confiança, segurança entre os postes e fora deles.
A defesa é o setor que mais me agrada, talvez onde estejamos mais fortes neste momento: Ervões é o líder, bom no posicionamento, na antecipação, comandante do resto dos companheiros (da defesa e não só). A seu lado, Lucas: forte e rápido na cobertura, bom no jogo aéreo, apareceu em bom plano no desafio de sábado, sendo, apesar das dificuldades quando se tem que manobrar no espaço curto, o mais provável companheiro do português no eixo da defesa. Na esquerda, pese embora as boas prestações de Afonso, Correia não engana: excelente reforço. Defende bem a sua lateral, rápido e forte nas subidas pela esquerda (e bom nos cruzamentos), sempre bastante intenso. Do lado oposto, Dias é um bom lateral direito, com experiência e conhecimento de sobra dos terrenos que pisa, ajuda à consistência defensiva.
No meio campo, talvez o setor onde residem mais dúvidas. Para a dupla mais defensiva, temos 4 opções: Idris, Tengarrinha, Anderson e Beckeles. Idris, dos quatro, é o mais forte no desarme, o que cobre maior área do miolo na procura de destruir jogo do adversário, o mais forte no jogo aéreo (dando importante ajuda nas bolas paradas defensivas), assim como o que tem mais dificuldades no passe. Tengarrinha tem-me agradado bastante (apesar do apagão no jogo de ontem): lê bem o jogo, bom posicionamento, percebe bem os momentos em que queremos pressionar alto e fechar as linhas ao adversário, sendo mais apto que o senegalês no capítulo do passe. O brasileiro voltou a mostrar bons pormenores ante o Gondomar. Boa técnica, passe e leitura de jogo, tanto a defender como quando recuperamos a bola e tentamos a desmarcação. Parece ainda com pouca intensidade no seu jogo e com capacidade para melhorar no aspeto físico. Beckeles (anunciado como lateral e médio) pode ser mais útil no nosso meio campo, mesmo com o pouco tempo que leva no nosso Clube. Ontem demorou a acertar, quando o conseguiu revelou-se em bom plano. Forte fisicamente e no desarme, tem boa técnica, bom no passe e é dos médios que mais se solta (e a propósito) nas tarefas ofensivas.
No meio campo ofensivo (já sem Fábio, como se previa), temos, para já, uma opção: Diego Lima. Ontem melhorou bastante na intensidade do seu jogo, mais solto, mais confiante a conduzir a bola e a vir busca-la cá atrás, mais perto da mesma no momento ofensivo. Pode e deve melhorar, tornar-se mais prático, mas a verdade é que a postura de ontem me deixou um pouco mais confiante de que pode realmente ser o médio de ataque que precisamos. Relativamente a Ancelmo, continuo algo apreensivo. Tem bons pés, continua bastante lento e com pouca influência no nosso jogo. Óbvio, precisará de tempo.
Preocupante a lesão de Brito, um dos nossos jogadores em melhor plano e, seguramente, uma das contratações mais conseguidas. Forte no duelo individual, rápido e objetivo na ala, muitas vezes só parado em falta, dos seus pés têm saído alguns dos lances mais perigosos. Apto, será um dos indiscutíveis no onze numa das alas do ataque. Zé Manuel tem-se exibido em bom plano, o melhor dos que nos acompanham da época passada. Yoro, pelo que deu para ver, pode lutar já pela titularidade com o português. Julián, muito embora a sua boa técnica, será a quarta opção para os extremos do ataque. No centro, veremos como se integra o nosso reforço Pouga e se já pode ser opção válida para Braga. Fisicamente fortíssimo assim como no jogo aéreo, foi o que deu para ver. Bobô estará mais apto a pressionar os defesas contrários quando não temos a bola, o que nos poderá também ser útil.

Carraça, Cid, Wei e Gouveia não foram utilizados no último desafio de preparação, o que poderá indicar que serão os que mais próximos estarão de eventuais dispensas. Não me surpreendia que assim fosse, como também não me espantava com a chegada de mais um central, médio e/ou avançado centro.

Onze e algumas dúvidas para Braga:
Monllor; Ervões, Lucas, Correia, Dias; Tengarrinha, Beckeles, Lima (Anderson); Brito, Zé Manuel (Yoro) e Pouga (Bobô).


Uma semana para o nosso dia, o jogo do nosso regresso. Todo o apoio será fundamental.
Força Boavista!


domingo, 3 de agosto de 2014

Derrota na Apresentação


Foto do Boavista3


Bom ambiente no Bessa, há anos que não se sentia este entusiasmo à volta do Clube (e o que se esperou por isto!). A manter ou mesmo a melhorar nos jogos para o campeonato (o que até acho possível) pode ser muito positivo para a equipa, que vai precisar do apoio extra. É necessário estarmos nas dificuldades, que vão ser muitas nesta temporada, dar apoio ao que temos e a quem cá está. Vai ser complicadíssimo, difícil e com sofrimento, mas é mesmo fundamental para o futuro...

Resumindo o jogo, não entramos bem. Sentimos dificuldades no meio campo, dando espaços e tempo ao adversário, permitindo três oportunidades (até relativamente fácil), uma delas concretizada. Acertamos ainda na primeira metade, em parte graças a Idriss e Tengarrinha - que a partir daí se exibiram em bom plano - e aos alas, que ajudaram a compensar a ausência de um terceiro elemento do meio campo mais ativo, que era preciso. Com a defesa mais próxima do resto da equipa, criamos duas ou três boas chances (de bola corrida!) para o empate ainda antes do intervalo. Merecido o golo de Bobô.
Nos primeiros vinte minutos da segunda parte foi a nossa melhor fase no jogo, só falhando na concretização, apesar de termos conseguido criar algumas situações de perigo (e de bola corrida outra vez!).
O jogo quase termina no erro de Mika, inacreditável erro. A partir daí perdemos o ímpeto, a confiança e o discernimento, as muitas substituições ajudaram à festa.

Em suma, viram-se melhorias da equipa, assim como os problemas também já conhecidos. Alguns reforços já chegaram, outros poderão estar para vir, temos quinze dias para continuar a evoluir e acertar agulhas. A equipa tem pouca maturidade, o que até é compreensível, sendo algo que só se consegue com o tempo.


Individualmente:

Bons sinais dos centrais Ervões e Lucas, até porque, que me lembre, foi a primeira vez que jogaram juntos (tantos minutos foi de certeza). O tempo só pode ajudar, como é necessário numa dupla de centrais.
Na esquerda, Correia também confirmou as boas expetativas. Acertou ainda na primeira parte, na segunda ganhou confiança e foi dos melhores. Apesar do erro no primeiro golo do sporting b (em que não fechou bem na área), esteve quase irrepreensível depois disso. 
Gostei da dupla no meio campo, Tengarrinha e Idriss. O português esteve bem na primeira parte, excelente na segunda, recuperando imensas bolas e conseguindo até dar-lhe boa sequência.
Idris foi forte no desarme e conseguiu travar boa parte das tentativas de ataque do adversário, mesmo com alguns erros principalmente na primeira parte. Apesar de não serem só suas as culpas do que esteve mal nesse aspeto.
Diego Lima voltou a demonstrar os mesmos problemas e potencial. Ainda o acho lento e pouco eficaz não só no jogo ofensivo da equipa (naquilo que ele pode realmente ser melhor), mas também no que não contribui com os restantes elementos do meio campo. Veremos como melhora, mas repito, seria-nos útil que aparecesse mais no jogo e em melhor plano.
Brito confirmou o que de bom vai mostrando, é o nosso principal desequilibrador no um para um, o mais rápido e o que mais perigo causa. Promete para quando for a sério.
Do lado oposto, Zé Manuel esteve bem, acho até que foi dos jogos mais conseguidos dos últimos que o vi fazer. Julián entrou numa fase do jogo que não o beneficiou.
Lance aberrante do Mika. Erros daqueles nem o Tiago Pinto. Pouco trabalho tiveram os dois, surpreendeu-me um pouco a titularidade do argentino, que ainda assim esteve seguro nas poucas intervenções.
Dos reforços recentes, Beckeles conseguiu mostrar alguma coisa, mesmo no pouco tempo que esteve em campo. Calma e maturidade (que até surpreendeu), à vontade a saír com a bola a jogar. Para um primeiro dia, não foi nada mau. Veremos como é Yoro e se é alternativa a Bobô (que foi o habitual, muito lutador, arrancou algumas faltas e conseguiu ser forte no jogo aéreo), seria bom que fosse uma boa opção, não deixando nós de precisar de mais soluções no ataque.


Venham os próximos. Força Boavista!