segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Empate em Coimbra




Um pouco amargo dados aqueles festejos fora de horas (e podia ser bem pior), foi um resultado que se deve considerar positivo, ainda para mais garantindo a vantagem no confronto direto com os 'estudantes' e mantendo os adversários à distância. Três equipas entre nós e a linha de água, que está a 6 pontos.
Não ferimos de morte a questão da permanência, mas, como vem sendo hábito, demos mais um passo sólido (num jogo quase proibidos de falhar) rumo ao objetivo.

Defesa e meio campo dentro do expectável, destaque para Carvalho que manteve a titularidade, fazendo dupla recuada com Idriss, deixando-se Tengarrinha como o médio mais solto (à semelhança do último desafio em casa). No ataque, de novo a aposta na dupla Quincy/Pouga, Uchebo e Zé no banco.


Entramos com as cautelas que a importância do jogo exigia, prioridade ao posicionamento defensivo, concentrados ao máximo para não abrir brechas cá atrás (nem cometer aqueles erros malucos que nos são característicos). Laterais comedidos, médios intensos e pouco dados a desposicionamentos (com Tenga a funcionar bem como primeira pressão), mesmo os alas com meio olho no contra ataque, outro no lateral oposto. Jogo ofensivo resumia-se às investidas de Brito e Quincy, o jogo aéreo de Pouga, uma ou outra bola parada. Como já o disse aqui e várias vezes o temos feito: tentativa de sermos seguros e consistentes, primeiro, para depois ir crescendo com aquilo que vamos tirando do jogo. E tentando aproveita-lo.
Foi o que fizemos bem na segunda parte. Entramos mais afoitos, aumentamos a confiança quando na posse de bola, um pouco mais consequentes e pressioanntes no meio campo ofensivo. Os avançados lançados por Petit ajudaram a alguma superioridade e a que fôssemos a equipa que mais perigo criou nesta segunda metade. Tentou-se dar outra profundidade e melhor definição das jogadas com a entrada de Cech, mas acabamos por ficar a perder mais atrás, com a troca de Anderson (até aí boa dupla com Idriss) por Tenga. E ressentimo-nos um pouco no meio campo, mesmo em superioridade numérica (o jogo até se partiu e, apesar de o controlarmos menos, criamos aí as melhores chances).


Algumas notas:


Bom jogo da dupla de centrais, Sampaio e Santos, ambos muito bem na leitura dos lances, o que lhes permitiu antecipar e resolver grande parte dos problemas. Dias cumpridor (mesmo com o amarelo cedo e com o chato do Marinho toda a segunda parte) e mais um belo jogo de Afonso.

Ajudou imenso a este desempenho defensivo a dupla de meio campo. Gostei da intensidade de Carvalho, mas é Idriss que merece o destaque; excelente no desarme, muito atento ao posicionamento, raramente perdeu um duelo. À exceção de uma perda de bola em zona proibida ainda na primeira parte, fez um jogo muito bom.

Zé Manuel e, principalmente, Uchebo conseguiram mexer com o jogo: Pouga tem pontos fortes, gosto da forma como recebe de costas para a baliza, como ganha os duelos e faltas, no jogo aéreo e na área é rato como nenhum outro no plantel. O problema é quando o jogo não pede este tipo de avançado, como ontem não pediu. Uchebo conseguiu ser mais consequente, dar mais dores de cabeça aos defesas contrários, mesmo exigindo um tipo de jogo direto diferente em relação a Pouga (obrigatoriamente, não tão aéreo).
Quincy, de novo, não consegue tirar partido da técnica, procura mas não encontra o melhor caminho ou a melhor solução, mesmo forçando nos movimentos interiores. A fibra do Zé Manuel, com mais velocidade e sucesso nos duelos individuais, é-nos mais útil. Foi pena ontem não ter a eficácia que demonstrou, por exemplo, em Setúbal.

Nota final para aquela defesa do Mika. Esteve bem quando solicitado, relembro também uma boa saída dos postes já na segunda parte (que não é o seu forte) a evitar o cabeceamento do avançado.


Evitáveis aquelas cenas no final, ainda para mais num jogo em que o apoio e incentivo foram excelentes. Ali o que destoa são os festejos tão efusivos e prolongados de um golo que não existiu (o Zé e o Cech confirmam, olhando para o fiscal e mesmo assim continuam loucos da vida). Podendo festejar com os jogadores, o salto para o tartan é uma coisa vista por aí, ao contrário da violência usada para tentar normalizar as coisas.




Vinte e uma jornadas, vinte e um pontos, e mais um exame superado. Siga e venha o próximo, com o mesmo espírito e atitude, voltando a fazer do Bessa um inferno.



Força Boavista!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Vamos a eles: Académica



É a primeira de duas verdadeiras 'finais' fora de casa, com um jogo no Bessa a intercalar. Em caso de vitória damos um salto gigante na nossa luta pela manutenção, aumentando para nove os pontos de distância sobre o adversário de domingo e com vantagem no confronto direto (e é bastante provável que os dois perseguidores mais perto de nós não pontuem sequer, um na Luz, outro em Braga). Um empate será um mal menor, apesar de perigoso dado o calendário apertado. 

Académica que é a equipa do campeonato com pior ataque (-4 marcados do que nós), menos vitórias (1), com mais empates (11) e a única que ainda não venceu no seu estádio (mas só perderam com os dois primeiros classificados). O momento é conturbado, fala-se por aqueles lados que em caso de resultado negativo contra nós poderá ser o último jogo de Paulo Sérgio. Para nós, sendo uma partida de quase tudo ou nada para o adversário, só aumenta o grau de dificuldade do desafio.


Na nossa defesa, alteração forçada na direita perante a ausência de Beckeles. Muito embora a boa prestação de Tengarrinha no último desafio nessa posição, é provável que seja João Dias a ocupar a vaga. Além disso, Aaron poderá ser presença nos convocados (pelo menos no banco, evitando que se vá a jogo sem centrais nas opções, como no último desafio). Titular ou não, logo veremos.
No meio campo, Idriss e a outra dúvida, Cech ou Carvalho. Não acredito no regresso ao onze de Gabriel, Lima será um pouco arriscado, mas depende de como Petit encarar o duelo no meio campo e como vai olhar para a debilidade ofensiva do adversário.
Ucheb e Zé Manuel seriam as minhas apostas para dois dos três lugares na frente. Talvez Quincy e podemos contar com Léo, Brito, mesmo Pouga para serem lançados no onze.


Importante vai ser o nosso apoio. Adorava que conseguíssemos uma boa presença no Municipal, os nossos rapazes merecem e será importante todo o apoio num jogo desta importância. O bilhete é acessível (dez euros) e o horário do jogo convidativo a um belo passeio a Coimbra.



Força Boavista!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ainda o empate nos descontos



Analisando estas imagens (min 5:50), não consigo ficar com a certeza que não é penalty. Vendo o lance ao vivo ou em imagem corrida pela tv, sem repetição, tenho a certeza que a esmagadora maioria dos adeptos diriam que há motivo para castigo máximo. Assim como há um outro lance na área vilacondense, igualmente discutível, entre Prince e Sampaio. E, já que estamos aqui para discutir, podemos ir à história da intensidade do puxão do Beck.

Incompreensível é esta reportagem do jornal ojogo. Lamentável. E mau jornalismo.
O lance é demasiado discutível, duvidoso e difícil de ajuizar pelo árbitro - além de não ser o único - para se dar tanto destaque. E desta maneira...




Tengarrinha, no seu Facebook:
"Há quem goste de nós. Há quem não goste. Há quem diga que temos qualidade há quem diga que não. Mas duma coisa ninguém pode duvidar , é da nossa vontade e do nosso querer , não desistimos por nada e temos a certeza do caminho que queremos para nós !!"


Mai nada, porque é ler isto que o autor da peça (pelo menos esse) merece e concerteza mais comichão lhe(s) causará. Mas calma, que isto não fica por aqui. Vão haver mais sapos por aí.


Força Boavista!

E Pontuamos



Começou a correr mal mesmo antes do início do jogo com a lesão de Cech, agravou-se aos 8 minutos com um duplo castigo máximo. Mesmo a soro, conseguimos nos manter no jogo, mantivemos a raça e atitude, acabando por ser premiados (a meias com um castigo à inépcia do adversário) com um golo nos descontos.
Na classificação tudo na mesma, só perdemos terreno para o único vencedor da ronda, o Gil. Vinte jornadas, vinte pontos, é só manter a média.


Alterações no onze, Carvalho no lugar de Cech, Pouga e Quincy titulares. Surpresa na saída de Uchebo da equipa para a entrada do ganês, talvez na tentativa de aproveitar o seu jogo interior e de reeditar o bom entendimento entre ele e Pouga no jogo para a Taça da Liga tirando partido da referência no eixo do ataque. Tengarrinha o médio mais solto, à frente da dupla de cobertura, Idriss e Carvalho.

Não entramos bem no jogo, apesar de sacudirmos a pressão com uma ou outra boa incursão no ataque. Tivemos problemas - mesmo numa fase inicial - no meio campo, em impedir circulação de bola do adversário e sobretudo em proteger a nossa zona central (again anda again). Na sequência disso mesmo, facilidades em excesso na origem do lance que marca o jogo, o penalty e expulsão. Reagimos na medida do possível, já sem o médio mais perto de Pouga (Tengarrinha para lateral), com dois médios mais posicionais, deixando o ataque às iniciativas de Quincy, ao jogo aéreo de Pouga e à desinspiração de Zé Manuel. Mesmo inseguros cá atrás, conseguimos circundar a área contrária, criando perigo um par de vezes.
Missão dificílima para a segunda parte, com menos jogadores e a ter que mostrar capacidade de esticar o jogo sem destapar fatalmente o setor defensivo (perante uma equipa muito forte a explorar essas nossas fraquezas). Boa troca de Uchebo por Pouga, dado o jogo direto pouco apoiado que tería que ser feito e em que o nigeriano encaixaria bem melhor. Conseguimos defender um pouco mais à frente, mesmo sem exercer grande pressão ao setor defensivo contrário (e em grande parte só aí eles faziam circulação de bola). É verdade que permitimos alguns lances de apuro junto da baliza de Mika (e mais à medida que o tempo avançava e mais arriscávamos), mas sobretudo conseguimos ir esticando o suficiente para podermos discutir algumas segundas bolas perto da área contrária, assim como tentar chegar perto através de lances de bola parada. Fizemos o possível, dadas as dificuldades e as condicionantes. Já com outros alas, com maior risco e a colocar mais de meia equipa na área adversária, conseguimos chegar ao golo.


Algumas notas:

Se já sabemos que não podemos desproteger a nossa zona central (se meio Hassan já era complicado para Sampaio/Santos, imagine-se um dois para dois), porquê saír a fazer a pressão ao médio mais recuado do opositor (que estava a cargo de Tengarrinha na maioria das vezes)? É que é um erro que teimamos em repetir. A culpa não é só do Idriss (que é quem sai a fazer a pressão), é também da falta de entendimento, que teria que existir, entre a dupla mais defensiva do meio campo. Demasiado mau ficarmos assim expostos aos centrais que não acompanham. É o Beckeles que faz a dobra, mas não deixa de ser na zona central que reside o problema (e ainda com a agravante do espaço interior dado a Ukra, que é quem faz a jogada). Na segunda metade, parte do nosso mérito foi desta dupla, pelo que conseguiu destruir, pelo que conseguiu aparecer junto ao ataque (mesmo sem grande inspiração do Anderson, ainda assim foi o nosso jogador mais rematador).

Outra tarefa difícil, Afonso mais uma vez esteve à altura. Dos mais certos da defesa, sempre concentrado, esteve bem no desarme e ainda tentou lançar alguns ataques pelo seu lado.

O negativo de Tengarrinha a lateral é que perdemos o Tengarrinha a médio. O positivo é que continua a ser o Tengarrinha. O nosso melhor jogador, de novo. Ainda foi marcar o penalty, naquele momento e daquela maneira. Em grande.

Hoje não tivemos o Zé Manuel do costume; Brito e Léo a decidirem tarde e mal na maioria das vezes, mesmo agitando um pouco o jogo fica a sensação que procuram vezes a mais resolver sozinhos. E numa altura que até já devia haver entrosamento ofensivo.


Nota final para o árbitro, já que golos só de penalty. Sobre Hassan bem assinalado, mesmo com imagens é difícil ver mão de Ukra. Embora tenha dado essa ideia no campo (até pela forma como ganha a frente a Anderson, que tapa a visão do árbitro). Mais evidente é o empurrão de Prince a Sampaio, seguido do abalroamento à Marchegiani (lance que até motivou mais protestos dos jogadores).



Em dois minutos passamos de uma situação complicada (o pós jogo não iria ser nada agradável), para uma saída por cima deste desafio. Reagimos às adversidades como pudemos, mantivemos a atitude e ganhamos todos um ponto, no campo e na bancada.

Este já passou. Vamos, todos, à final de Coimbra.



Força Boavista!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Venham Eles: Rio Ave



Não lhe chamaria de uma 'final', daquelas que já tivemos no Bessa com opositores diretos, mas será um jogo tão complicado quanto importante, olhando para o calendário (antecede uma deslocação fundamental a Coimbra) e para a aproximação dos concorrentes diretos (à exceção do Penafiel, todos pontuaram).

Grau de dificuldade na linha do último desafio em casa, talvez até mais difícil, em teoria: igualmente fortes nos contra ataques, safam-se bem melhor em ataque organizado (apesar de inferiores individualmente) e têm outros argumentos na zona central da linha avançada (sempre problema acrescido para nós). A receita é, pois, a mesma que nos ajudou a garantir os três pontos contra o braga: concentração, intensidade e o mínimo de erros cá atrás e nas perdas de bola no meio campo.  E, claro, a eficácia possível.

No onze, não deve haver grandes mudanças: Beckeles, Sampaio, Santos e Afonso; Idriss, Tengarrinha e Cech;
A haver alterações, poderá ser no ataque (salvo algum impedimento físico de última hora). Não tiraria Uchebo da ala, nem Zé Manuel do onze. A dúvida será no posicionamento do português, se no eixo do ataque se na ala. Atuando o Zé na lateral, poderá entrar Pouga (se o adversário estiver realmente mais frágil no eixo da defesa, poderá fazer sentido); ficando pelo centro do ataque (à semelhança do jogo com o Braga), Léo, Brito ou Quincy, entrarão para o onze.



Taça da Liga

Participação modesta, é certo, à semelhança da maioria das equipas que encararam esta competição como nós, com prioridade para dar minutos aos menos utilizados e experiência aos mais jovens oriundos da nossa 'equipa b'.
Tivemos pontos positivos, como as exibições caseiras (mesmo sem deslumbrar, merecemos a vitória em ambos os embates), o reaparecimento de Afonso Figueiredo, os bons sinais de Pimenta, assim como de Lima, Quincy e Pouga.
Pela negativa, algum amargo pelo que se passou em Alvalade e pelo que não conseguimos tirar do jogo quando as coisas até nos poderiam correr de feição. Encerramos as contas num jogo complicado para se evitar uma derrota, atendendo aos argumentos com que nos apresentamos e atendendo as especificidades do jogo (cumprir calendário no nosso caso - e culpa daquele penalty na semana passada -, ao invés do opositor que jogava o acesso à meia final).


Duas notas, ainda a respeito deste desafio em Setúbal:

Mais um de Julián. Também não há outro para colocar ali a jogar, enquanto for nestes jogos já nem dá para chatear muito.
Luís Pimenta talvez o melhor Axadrezado em campo. Não tem culpas diretas naquele caos defensivo inicial, preocupa-se em se posicionar bem, lance que ataca é lance para ganhar. Olhando às poucas opções que temos para a equipa principal, se acontecer alguma emergência (ou catástrofe, em emergência já nós estamos) pode ser que ainda seja útil no campeonato.



Hohe, é para continuar a fazer do Bessa um inferno. Força Boavista!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Infeliz Normalidade



Antevia-se difícil, pelas razões evidentes. O resultado é pesado mas podia ter sido ainda pior, olhando às oportunidades de golo que desde cedo permitimos e àquilo que não produzimos no ataque. Normal, tendo em conta o que têm ali sofrido os visitantes, a diferença entre as equipas e ao que de bom fez uma e de mau fez a outra neste jogo em particular. Normalidade também na arbitragem, mesmo longe de interferir na definição do vencedor.
Danos na classificação reduzidos, mantemos o 13º lugar agora a seis pontos da linha de água (nenhum dos nossos adversários diretos venceu).


Desde muito cedo tivemos dificuldades para contrariar o jogo ofensivo do adversário, com problemas acrescidos no espaço central (o habitual, eixo da defesa e meio campo defensivo, neste caso 'encaixamos' pela negativa com o benfica), agravados com a incapacidade de alguma saída para o ataque ou de sacudir a pressão alta imposta. Junte-se o mau posicionamento da linha mais recuada, pânico defensivo e a inépcia que muitas vezes mostramos nas bolas paradas, e temos tudo para um terror de primeira parte.
Já com a partida resolvida, conseguimos por vezes esticar o jogo e alguma circulação de bola, afastando-o um pouco da nossa área, minimizando os danos e evitando números mais expressivos.


 
Algumas notas:

Aposta falhada na única alteração no onze em relação ao jogo com o Braga, Quincy no lugar de Leo. Talvez na tentativa de trazer algo do que de bom fez no jogo a meio da semana, Quincy foi presa fácil na maioria das vezes e inconsequente nas raras ocasiões que conseguiu receber a bola. Verdade que qualquer que fosse o avançado teria imensas dificuldades, dado o pouco apoio do meio campo ou a pouca proximidade dos restantes jogadores ofensivos (quando estes o conseguiam ser).

A lesão de Ervões assusta dadas as poucas opções para o centro da defesa. Já foi confirmado o reforço Aaron Appindangoye, veremos se poderá ser opção para quarta feira. Seria bom que sim e ótimo que fosse uma boa solução.


Próxima semana, jogo importante para as nossas contas, com o Rio Ave.


Força Boavista!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Empate Amargo



Apesar das poucas expetativas antes do início da partida, em caso de vitória ainda teríamos uma palavra a dizer, tendo nós que ir ganhar a Setúbal por uma diferença de três golos (ou por dois, desde que com 4 golos marcados no mínimo) e esperar que o Belenenses não vencesse em Guimarães. Amargo, sobretudo, pela forma como chegou o empate, já perto do final do jogo e de forma pouco... clara.

Alinhamos dentro do que se previa: nenhum repetente do onze inicial frente ao Braga, oportunidade dada a três juniores e a um ex-junior, minutos e ritmo competitivo a elementos menos utilizados. Do outro lado, praticamente a equipa que ocupa o meio da tabela da segunda liga.


Voltamos a entrar bem (já começa a fazer parte do nosso adn estes bons inícios), pressionantes e linhas subidas, criamos duas boas oportunidades, finalizando uma com sucesso. Mantivemos o ímpeto, defendendo bem e longe da área, sem que deixassemos criar grandes sobressaltos perto da baliza de Monllor.
Na segunda parte, tivemos mais dificuldades para contrariar a boa posse de bola do adversário no nosso meio campo, mesmo sem permitir grandes situações de perigo. Adormecemos um pouco no que toca às saídas para o ataque, acordamos logo depois do empate consentido. Aceleramos as trocas de bola e as combinações e, sempre que o fizemos, conseguimos criar problemas à defesa contrária. O empate surge na sequência de uma bola parada, depois de mais um pontapé de canto mal resolvido e numa altura em que controlávamos o perigo a rondar a nossa baliza.


Se nas bancadas a temperatura manteve-se sempre quente, no campo esquentou neste final atribulado. Culpa do penalty e do jogador vitoriano Ricardo, a reagir aos cânticos dos PN. Normal reação, sendo um jogador da formação vitoriana. Bobô à Pantera, assim como Monllor.


Algumas notas:

Destaque para Pimenta, 18 anos, mas muita maturidade para a idade. Promete se continuar a evoluir, como tudo indica que sim. Tem uma postura de 'classe', é rápido a agir, boa antecipação e leitura dos lances, atacando-os no momento certo.
Julián, mais uma vez, provou que é mesmo uma situação de recurso a sua utilização a lateral esquerdo. É muito mal batido no lance do golo, primeiro pelo espaço exterior que dá ao opositor, depois pela facilidade com que é ultrapassado em velocidade.

Tivemos problemas no meio campo, em parte graças ao jogo menos conseguido dos brasileiros. Gouveia em bom plano, dos jogos em que esteve mais activo no meio campo, bem no posicionamento (entendeu-se bem em algumas trocas de posição e função com Anderson) e muito bem no desarme. Arrisco a dizer, a melhor exibição com a nossa Camisola principal.
Carvalho, uns furos abaixo do habitual, voltou a mostrar boa intensidade no seu jogo, mas faltou-lhe rapidez e lucidez na hora de soltar bem a bola. Facilitismo pouco visto nele, naquela perda de bola em zona proibida, é prova do jogo menos conseguido.

Sinais muito positivos para a 'recuperação' dos dois avançados, Pouga e Quincy. O camaronês está em quase todos os lances perigosos que conseguimos, bem na função de ponta de lança, a receber e a distribuir para os colegas. E o golo à matador...
Quincy, mostrou aquilo que já todos percebemos que ele tem, bons pés e uma técnica muitíssimo apurada. Mais rápido a decidir e mais velocidade no pique, na sequência das melhorias que tem mostrado.
Gostei da forma como 'festejaram' os golos, digamos assim. Rostos fechados, primeira visão para o... banco e toca a correr para lá. Se precisam de recuperar, que eu acho evidente que sim e em vários aspetos, é de lá que vem a força e incentivo para isso. Gostei.

Nota final para o lance que acaba por definir o empate, o penalty. Precipitação do árbitro, parece-me claro. Dias é imprudente na forma como também ele agarra a camisola do opositor, mas a leitura que do lance tem que ser esta: o movimento do avançado (remate à meia volta e de costas para a baliza) é que faz com que o jogador caia daquela maneira (tinha mesmo que ser assim para conseguir rematar), nunca o puxão de camisola. O lance é tão ridículo que até o próprio jogador vimaranense fica surpreendido quando percebe que o penalty é assinalado.



Força Boavista!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Venham Eles: vitória


É sempre um jogo com um dos principais rivais e mesmo que exista a tendência para menosprezar a importância de uma partida destas, depois do apito inicial a rivalidade é para levar bem a sério. A falta de competitividade e a pouca importância dos pontos em disputa podem tirar algum interesse, até concordo, mas deve ser algo mais que um aperitivo para o jogo dentro de mês e meio. Dentro do campo pode ou não aquecer, nas bancadas é ambiente inflamado pela certa (ou será que vai haver alguma acalmia depois dos vergonhosos acontecimentos em Guimarães?).

Curiosidade para ver os nossos menos utilizados assim como os que habitualmente competem na nossa 'equipa B.' Pimenta, Samú, Abner e Edu são alguns dos nomes que mais curiosidade suscitam. Importante também para percebermos como estão Diego Lima, Quincy e Pouga, por exemplo.

Na classificação, apesar de ainda termos hipóteses de apuramento, quase as hipotecamos na totalidade depois da derrota em Alvalade e do empate caseiro com os pastéis.


#nemafeijões, não há lugar a brincadeiras e treinos são à luz do dia e sem equipamento oficial.



Força Boavista!

UcheboPredator :)






segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bravos



Três pontos importantíssimos, exibição na linha do que se havia feito no último desafio em casa, mas com mais acerto e... eficácia. Pegando no que escrevi no último post, julgo que encaixa bem: união, atitude, humildade, apoio. Como habitual, mesmo quando as coisas teimam em não correr bem. Boavista. Orgulho Axadrezado.
Não nos amedrontamos com as esperadas dificuldades nem com o favoritismo atribuído, encaramos o jogo de frente, com respeito mas sem descabidos receios, fortes na pressão e sempre, mas sempre, melhores na bola dividida. Fomos, sem dúvida, a equipa que mais quis ganhar o jogo e mais fez por isso. E mais mereceu.
Mantemos a 13ª posição, mas aumentamos a distância para a linha de água, agora de sete pontos. Também olhando para o calendário, não poderíamos ter começado melhor esta segunda volta. Pelo resultado, pela exibição e até pelo clima de paz e confiança que ameaçava... dar uma fugida.

Alterações no onze, três: Beckeles regressa à lateral direita, Ervões no eixo da defesa e Cech no meio campo. O resto, aquilo que se vai tornando num onze base. Mudança também na estrutura, com apenas um trinco (Idriss) atrás da dupla formada pelo eslovaco e Tengarrinha.

Tal como na semana passada, muito boa entrada no desafio. Confiantes, concentrados e a conseguir, de novo, uma boa pressão no meio campo. Especial cuidado com a principal força do opositor, as transições. Não fomos perfeitos neste aspeto (dificilmente conseguiríamos evitar jogadas de perigo perto da baliza de Mika em contra ataques) mas minimizou-se as possibilidades do adversário poder explorar como gosta essa vertente. Quando este em ataque organizado, com a normal maior iniciativa de jogo, fomos irresistíveis, nunca perdendo a concentração no setor defensivo, com especial destaque para o nosso meio campo, que fez um dos melhores jogos desta temporada. E foi aqui que começamos a ganhar o jogo, a controla-lo e a domina-lo, o que nos permitiu estar por cima grande parte do desafio, mesmo sem sermos a equipa com mais lances de golo. Muito bom o entendimento entre o trio do miolo, repito, aquando do momento defensivo mas não só. Idriss a saír da posição só com a [quase] certeza de desarme conseguido, Tengarrinha e Cech a anularem as restantes soluções do opositor, ambos a juntarem intensidade e capacidade de desarme ao bom sentido posicional.
Fomos conseguindo esticar bem o jogo, reparti-lo no meio campo adversário com boa circulação de bola, e ora com lançamentos consequentes para os alas e avançado, ora com algumas boas transições, na maioria das vezes com o duo de meio campo como protagonistas.
Bons primeiros vinte minutos da segunda parte, na sequência do que de bom havíamos feito na primeira, conseguimos rondar a área adversária, variando por alas e centro, sempre com lucidez no posicionamento para evitar surpresas desagradáveis no nosso último reduto, mantendo a correria e empenho habitual que, mais que nunca, se exigia para podermos tirar algo da partida. Tivemos dificuldades a partir do meio da parte, altura em que Petit mexe - e bem, de novo - na tentativa de refrescar o meio campo e ataque. Unimo-nos, soubemos sofrer e, acima de tudo, soubemos aproveitar o que o jogo nos reservou. Uchebo, desta feita, não perdoou.

Loucura no nosso Bessa tão, mas tão justa e tão merecida. 


Individualmente:

Semana passada foi um teste, ontem um Exame Nacional. De novo, passou com distinção. Afonso, mais um jogo bem conseguido, sempre com a concentração nos píncaros, só por uma vez deixou escapar o perigoso Salvador Agra. Foi importante no primeiro lance de perigo do adversário, ao incomodar (de forma decisiva, digo eu) Éder, na altura do remate. Do lado oposto, gosto de ver Beckeles a lateral, se bem que diferente de Dias. Teve algumas dificuldades defensivas iniciais, partiu para uma segunda metade de muito bom nível, tanto a defender como a fazer aquilo que gosta, a subir a propósito pelo seu flanco. Facto: lances de perigo foram do lado dele.
Ervões e Santos, dupla pouco vista mas que conseguiu dar boa conta do recado. Não foram sublimes nem perfeitos a limpar a zona, mas demonstraram determinação, eficácia nas ações e bom posicionamento, o que é meio caminho para alguma segurança defensiva, que tanta falta nos tem feito. Ervões trouxe segurança e incute confiança, parece-me, ao resto da equipa. Carlos voltou a evidenciar as dificuldades que lhe conhecemos no tipo de lance que sabemos, esteve bem em tudo o resto. Eficaz.

Como disse acima, uma das melhores prestações do nosso meio campo. Idriss como nos últimos desafios mas com uma nota: menos propício a desposicionamentos, soube estar com um olho (importante) em Micael (ou no terceiro homem que ali lhe aparecia, Rafa fê-lo algumas vezes), outro no precioso auxílio aos centrais. Bem, como tem sido hábito e a melhorar de jogo para jogo, no desarme. Com bola, tem noção que não pode inventar, portanto há que jogar com a maior simplicidade possível, como o fez na maioria das vezes. Tengarrinha volta à grande forma, depois de uma pequena quebra talvez resultante do seu [breve] desaparecimento do onze. A habitual lucidez no posicionamento defensivo (e que importante foi naquela luta com Tiba e Danilo), desarme eficaz e, claro, decisivo no lance que nos valeu os três pontos. Pelo meio, algumas boas saídas para o ataque. Cech, o reforço. Senhor Cech. À qualidade técnica junta uma inteligência dentro do campo muito acima da média. Deixou água na boa na estreia em alvalade, ontem confirmou que está cá para nos ajudar e muito (e quando conseguir aguentar os 90 minutos com este ritmo...). Não marcou, mas foi como se o tivesse feito naquele desarme já na nossa grande área, depois de uma correria de 50 metros. Junte-se alguns bons momentos nas transições ofensivas.
Carvalho entrou bem também, apesar da má decisão naquele desperdício já perto do fim (e aí de ti se não ganhavamos, ó Anderson). Foi menos solicitado que o eslovaco, quando até tinha condições para dar melhor sequência às jogadas de ataque. Precisamos dele apto, forte e motivado, útil para o que der e vier.

Hu-hu-Uchebo. Foi novidade surgir encostado à ala, mas em boa hora Petit apostou nele nessa posição. Já tinha dado bons sinais que pode ser uma boa solução aí, ontem confirmou-os na maior parte das vezes em que foi solicitado e cumpriu bem no momento defensivo (sempre muito atento ao perigoso lateral esquerdo adversário, soube vigia-lo quando necessário, soube prende-lo lá na retaguarda). Tem algumas boas arrancadas, não perdoou quando teve a oportunidade. Bravo, Uchebo.
Outro motivo pelo qual o lutador nigeriano pode jogar ali é... Zé Manuel. Mais um jogo a mostrar a boa evolução que tem conseguido, apesar de numa posição diferente: muita luta aos defesas contrários, conseguiu segurar bem a bola e entrega-la jogável para os companheiros, sempre muito ativo nas desmarcações. Bom jogo, mais um.
Léo talvez o mais apagado. Teima em ser teimoso, pois claro. Não era fácil o opositor, verdade, mas volto a dizer: quando as coisas se complicam, há que descomplicar. Léo tem tudo para se tornar num dos nossos principais desbloqueadores de defesas, por enquanto vai conseguindo uns fogachos de perigo, graças à técnica e, principalmente, à velocidade que tem.


Em suma, não deixamos de mostrar algumas debilidades (principalmente defensivas), correto. A tendência, depois de um resultado destes, é rasgar os elogios e esquecer os problemas que temos. A verdade é que soubemos contornar esses mesmos problemas, minimiza-los ou disfarça-los, como quiserem. Mas demonstramos uma competência exemplar e esteve aí a base deste precioso triunfo (e não estará também aí a base da... equipa? A sua identidade?).

Última nota para nós, adeptos. É isto que o Bessa tem de ser (ó Marek, isto não é castelo, não confundas! É Inferno do Bessa). Infernizar a vida de quem nos visita, seja a morder nas laterais, seja no apoio incessante à Equipa desde o início do desafio e não parando nas alturas de maiores dificuldades, seja na 'perseguição' a um qualquer alvo escolhido.  É isto.
Eles, os nossos jogadores, pela forma como se batem, merecem tudo isso.



Força Boavista!