segunda-feira, 27 de abril de 2015
A zeros
Jogo de merda. Frio e insípido. Poucos lances de perigo, muita luta, receio - mesmo de quem já tem pouco a perder - a tolher os movimentos.
Atingimos a barreira dos trinta, se bem que na prática barreiras foram as que ultrapassamos ao longo da época e que nos faz saír frustrados desta jornada por não encurtar distâncias para o 12º. Sete pontos de vantagem para a linha de água e a certeza que o lanterna vermelha não nos alcançará. Preocupações continuam a ser poucas, menos ainda se a lógica estarola imperar nas próximas jornadas.
Segundo jogo em casa sem molhar a sopa e não é por acaso. À semelhança do jogo com o Marítimo (mesmo falando de equipas com diferentes argumentos e objetivos), encaramos talvez o adversário mais defensivo desta época no Bessa, expectante e mais pragmático na procura do ponto. Resultado: dificuldades quando nos obrigam a pegar no jogo com as equipas já encaixadas, a atacar sim mas sem surpreender, a ter que encarar nos olhos a cautelosa defesa contrária sem expormos em demasia a nossa. Ou em ficar claramente por cima do meio campo contrário, sem o nosso oferecer segurança à sua defesa.
Preparamo-nos melhor, dada a inclusão de Lima (surpresa ou nem tanto, olhando ao que fez na primeira parte em Alvalade) e Tengarrinha (com Reuben no banco), numa tentativa de um meio campo menos físico e mais vocacionado que o habitual para o momento da posse de bola. Mas não chegou, como não chegaram as alterações durante o desafio.
Entramos bem, a nossa melhor fase: dominantes no meio campo, conseguimos ter iniciativa, variamos rápido e bem o foco de ataque, ganhando segundas bolas bem à frente e, mesmo sem criar grandes situações de golo, fizemos com que o perigo rondasse a área contrária. Quinze/vinte minutos, foi o tempo que durou até o adversário acertar marcações, encostar nos avançados e nós deixarmos de ser ativos e acutilantes no ataque.
Segunda parte, mesmo conseguindo ter mais bola e não nos deixando surpreender em qualquer contra ataque, faltou-nos rapidez nas movimentações, no transporte e na circulação de bola, e sobretudo soluções no último terço. Não conseguimos desestabilizar a defesa contrária, nem com mais pernas (e cabeça) no meio campo depois da entrada de Cech, nem com uma maior referência para o jogo direto como tentou ser Bobô.
Jogo cinzento, uma oportunidade flagrante para cada lado e de bola parada diz bem o que isto foi.
Dada a envolvência e expectativa em carimbar o objetivo podendo subir na tabela - mesmo ficando em vantagem no confronto direto com este Vitória - o ponto sabe a pouco. Fraquinho.
Algumas notas:
Lima. O principal problema voltou a ser o mesmo: desaparece demasiado cedo do jogo, não se adapta aos momentos menos bons e acaba a não chegar perto da bola. Esteve bem quando estivemos melhores, teve iniciativa e foi prático tentando arranjar soluções no ataque, fazendo até por aumentar a intensidade quando sem bola (foi o primeiro e único a ver amarelo por falta cometida), mas contribuiu pouco e durante tempo a menos. O jogo demasiado interior de Brito não ajudou, resultando num emaranhado de pernas à sua volta.
Melhoramos, claro, com Cech.
Mais um jogaço de Afonso. A mesma fibra e força nos duelos individuais, seja pelo chão (excelente no timing do carrinho, acabando quase sempre em bola ganha) ou pelo ar (impressionante como raramente perde um lance aéreo). Tentou subir pelo corredor, fê-lo bem na maioria das vezes.
De novo nota positiva para Aaron. Sempre concentrado e com o descomplicador ligado, limpou tudo que lhe chegou perto e ainda teve tempo para fazer dobras a Beckeles e Carlos Santos.
Beckeles (se bem que com dificuldades na segunda parte), Idris e Tengarrinha também com exibições positivas ajudaram à consistência e ao ponto conquistado.
No oposto, Brito, Zé e Uchebo desinspirados e pouco consequentes no ataque.
Quatro jogos sem vencer, a um da nossa pior série. Para a semana não pode falhar. Exibição, resultado e apoio. E manutenção.
Força Boavista!
domingo, 26 de abril de 2015
Venham eles: Vitória de Setúbal
É a última final no Bessa, daqueles confrontos com os nossos adversários diretos e que nenhum deixamos de vencer. Vai ser preciso o mesmo espírito - no campo e nas bancadas - que durante esta época foi decisivo e que nos permite encarar esta ponta final menos pressionados que os nossos adversários.
Apanhamos o Vitória numa das suas piores fases da temporada: uma vitória nos últimos onze jogos (vá lá, em Guimarães...) e apenas dois pontos acima da linha de água. Fora tem uma média igual à nossa, uma vitória e quatro empates, tendo pontuado nas duas últimas deslocações.
Na nossa equipa, dúvidas ainda no eixo da defesa e se Carlos Santos regressará ou teremos uma adaptação. No meio campo, veremos como Petit encarará o desafio, mas será provável a titularidade de Cech, na companhia ou não de Tengarrinha, dependendo de como se vai resolver o problema na defesa. Zé, Brito e Uchebo, o nosso trio mais forte, para o ataque aos sadinos (não acredito na titularidade de Léo, mas...)
E está mais que na hora. Matematicamente - e devido à vitória do Gil nesta jornada - não temos hipóteses de garantir a manutenção, mas os três pontos permitem-nos chegar aos 32 e praticamente carimbar a presença na primeira liga na próxima temporada.
Não há desculpas. É o nosso dia, todos ao Bessa! Festejar o objetivo alcançado no Vólei, às 16h, seguido do apoio ao futebol. Siga!
Força Boavista!
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Derrota em Alvalade
Como se dizia no último post, seria importante "deixar boa imagem e discutir o resultado", algo que, mesmo com a derrota no bucho, foi conseguido. Não esquecendo que defrontamos uma equipa com o acesso [quase] garantido à Champions na próxima época, continuando nós a evoluir e subindo a montanha desde o terceiro escalão.
Na classificação, o maior dano foi o afastamento do 12º classificado, agora a 5 pontos; abaixo de nós, vimos Arouca e Gil aproximarem-se, este último na linha de água a 9 pontos (+1 do confronto direto).
Admito que torci um pouco o nariz quando vi o onze alinhado por Petit: desfeita a dupla de cobertura habitual com a saída de Reuben (dado o adversário, não esperava), entrada de Cech e Lima, Léo a acompanhar Zé como jogadores mais ofensivos, nada de Dias+Beck nem... avançado centro. E confesso que temi o pior quando vi aquele golo ainda antes dos vinte segundos.
A verdade é que logo nos momentos seguintes se percebeu que sabíamos ao que íamos, que iríamos dar luta ao adversário e dispostos a defender sim, mas também a espreitar as saídas para o ataque de forma menos direta e mais apoiada que o habitual.
E foi esta a toada da primeira parte. Bem posicionados sem bola (com Idris a poder recuar para juntos dos centrais quando necessário, e Tengarrinha em bom plano, atrás da linha de quatro médios, a servirem de primeira pressão), concentrados e a fechar bem os espaços para a nossa baliza, quase impedimos lances de perigo perto da área. A par desse acerto, fomos objetivos e conseguimos algumas boas saídas para o ataque, ora aproveitando as desmarcações de Léo e Zé, ora tirando partido da maior proximidade dos nossos jogadores. Mais remates (e mais perigosos) e menos faltas cometidas ao intervalo. E com os onze.
Com a alteração no adversário (dada a expulsão), fomo-nos mantendo confortáveis no jogo e a melhorar, se bem que menos afoitos nas saídas. Linha defensiva um pouco mais subida, Idris e Tengarrinha mais pressionantes, mais espaço para lançar os contra ataques, defensivamente apenas permitindo uma entrada perigosa na grande área. À semelhança dos últimos desafios, sofremos o golo num momento em que estavamos a controlar e a crescer para o jogo (já com Brito em campo). Voltamos a reagir bem, mesmo obrigados (dada a superioridade numérica...) a pegar na bola e a atacar o adversário de frente (já com Uchebo e sem Lima), conseguimos criar alguns lances perigosos e uma grande oportunidade não finalizada por Uchebo.
Algumas notas:
- Estreia de mais uma dupla de centrais. Aaron voltou a estar bem, bons desarmes e forte no jogo aéreo, continua a evoluir na equipa. Já o brasileiro mantém os sinais de intranquilidade e falta de confiança, a que tem demonstrado desde que perdeu a titularidade. Tem culpas nos dois golos: algum azar à mistura no primeiro (mesmo após o desvio de Idris, tem que limpar aquela bola), a dormir no segundo e a colocar Slimani em jogo. Nem tudo foi mau: alguns bons lances de antecipação e, sem dúvida, a fazer esquecer o problema de lentidão que tantas vezes nos deparamos no nosso eixo defensivo. E isso, em muitos momentos, é positivo.
- Boa primeira parte do regressado Diego Lima. O problema é mesmo esse: primeira parte. Desapareceu do jogo quando este lhe reservou as melhores condições para ele poder contribuir. Enquanto durou sacou faltas, apareceu para rematar (mesmo mal nesse aspeto), ajudou a equipa a esticar-se.
- Afonso. O nosso primeiro sinal de perigo veio do seu pé esquerdo, o que mostra também a maior propensão que vai tendo a subir no corredor. Não se ficou por aí, foi tapando um e outro perigo que lhe surgia pela frente. No golo decisivo, viu-se 'obrigado' a dar espaço para o cruzamento, visto estar em situação de dois para um (Brito a fechar demasiado dentro, o que quase não tinha acontecido até aí). Mesmo com Correia a regressar, de temer o pior daquela lesão. Esperemos que recupere e rápido.
- Bom jogo do Zé, o nosso avançado mais perigoso. Iniciou e finalizou a jogada do golo, esteve bem (melhor que Léo) quando foi preciso defender, incansável a desmarcar-se no ataque. Léo mostrou porque está atrás dos outros avançados e porque precisa mais de evoluir. Tem rapidez e técnica (talvez como nenhum outro), falta-lhe eficácia nas ações, perder menos vezes a bola, jogar simples quando não pode complicar. Mas exibição positiva, sem dúvida: está no golo e na expulsão.
- Enganamos toda a gente nas bolas paradas. Temos gajos altos e fortes, úteis no jogo aéreo; temos bons marcadores, como Tengarrinha ou Cech, mesmo Zé Manuel naquele remate à barra. Mas não conseguimos ser perigosos. Aposto que faz soltar vários "foda-se!" a cada um de nós logo após a cobrança de cantos ou livres perto da área. Foda-se! Nem tu, Cech... Foda-se! Enerva.
- O nosso melhor, Tengarrinha. Incansável, bem a cobrir o espaço central, foi útil no momento defensivo e quando foi preciso pegar na equipa (sem Lima, com meio Cech e a precisarmos de arranjar soluções no último terço) tentou fazê-lo com aquele espírito que lhe reconhecemos, o mesmo que aos 80 minutos faz com que seja o primeiro a pressionar Patrício ou a saír rápido oferendo linha de passe nos contra ataques. Mais um enorme jogo do hoje Capitão.
- Por último, expulsão do Sampaio é ridícula. Pela infantilidade no primeiro amarelo, pela estupidez do segundo. A obstrução com o braço é tão violenta que faz com que o adversário se mantenha normalmente a discutir o lance com outro jogador. A pedido, como que a lembrar que jogavamos em casa de um estarola. Assim como acabar o desafio ao segundo minuto de compensação, após uma assistência a guarda redes e quatro substituições. Não foi por aí, mas há que o dizer dada a evidência.
Resumindo, resultado sabe a pouco e julgo que isso diz tudo acerca da nossa prestação. Mantivemos a atitude e fomos minimamente consistentes, mesmo com alterações em metade do onze. Não conseguimos pontuar, mas mostramos evolução em alguns aspetos e conseguimos deixar uma imagem diferente comparando com jogos em casa dos primeiros classificados.
Para a semana não há desculpas. Temos que estar em grande, como um só. No campo, na bancada, todos juntos para arrumar a questão de uma vez por todas.
Força Boavista!
domingo, 19 de abril de 2015
Vamos a eles: sporting
E fecha-se hoje os confrontos com os estarolas, em busca do resultado que nos falta nestes seis confrontos. Em teoria complicado, a juntar aos 39 anos sem vencermos para o campeonato em Alvalade temos um sporting sem derrotas em casa, ainda que com cinco empates e doze golos sofridos (só mais cinco que nós). Levam três jogos a vencer como visitado, último empate com equipas de diferentes objetivos concedido em dezembro, frente ao Moreirense.
Estando a manutenção à distância de uma vitória, perdendo mantemos o 12º lugar, podendo, na pior das hipóteses, reduzir a distância para a linha de água para sete pontos.
Curiosidade para saber como se vai colmatar a razia de centrais: Carlos Santos, Ervões e Lucas lesionados, falta saber se Sampaio será o titular ou Tengarrinha será adaptado a central (à semelhança do jogo com o Guimarães). Jogando o português nessa posição, poderá abrir vaga para Cech no meio campo, à frente da dupla de cobertura (Idris e Reuben), o que nos poderá ser útil nas saídas para o ataque. Outra dúvida na frente, se jogamos com os três que tem sido habituais ou, por outro lado, haverão surpresas: Beckeles poderá fortalecer a ala direita e meio campo, jogando a ala; Correia poderá estar de regresso e não deixa de ser uma hipótese jogar também o brasileiro numa ala, se bem que pouco provável, pelo menos como titular (no Dragão atuou a médio). Mesmo com Brito e Zé, é importante trabalho defensivo redobrado, já que parte do perigo do adversário mora aí, nas laterais. E mesmo o avançado, é importante estar de olho em cima do trinco adversário.
Fundamental é deixar boa imagem, seguros cá atrás, tentar esticar o jogo e discutir o resultado, ao contrário do jogo da Luz. É o último desafio 'mediático' nestas seis jornadas que faltam e será o jogo mais difícil para se carimbar em definitivo o nosso objetivo principal, mas é importante uma boa prestação, confirmando no campo e à vista de todos o facto de sermos equipa revelação desta segunda volta.
Preto e Branco, Axadrezado, em Todo o Lado. Força Boavista!
domingo, 12 de abril de 2015
Derrota no Bessa
Estava com um bad feeling para este jogo, daquelas cenas que não se explica nem sequer se percebem muito bem mas estranhamente se sentem. Dá ideia que algum tipo de anti ciclone paira sobre o Bessa e sobre todo e qualquer humano equipado de xadrez quando estes bananas nos visitam. Primeira parte amorfa, encostamos o adversário depois de sofrer o golo, desperdiçamos como nunca o havíamos feito esta temporada, sofremos um golo do meio campo. Há dias assim, ultimamente raros e ainda bem.
Terceiro jogo em casa sem marcarmos, Marítimo junta-se ao estarola vermelho e a Paços nas equipas contra as quais não conseguimos evitar a derrota. Pior: 0-6 nos dois jogos. Longe!
A rede de segurança permite-nos encarar a derrota com relativa tranquilidade em termos de classificação. Os três últimos perderam, vantagem de dez pontos sobre a linha de água (com 18 em disputa...).
Apesar da melhor entrada e com maior iniciativa, equilíbrio a partir dos dez minutos, altura do primeiro remate do desafio e à nossa baliza. Primeira situação perigosa na área do adversário a cinco minutos do intervalo espelha a dificuldade que sentimos em dar sequência à posse de bola e em saír rápido para o ataque. Com relativa eficácia nas segundas bolas e a tentar fechar os caminhos no meio campo, ainda permitimos um par de lances perigosos perto da nossa área.
Segunda parte entramos novamente um pouco por cima, com mais vontade e confiança em chega perto da baliza adverária. À semelhança do jogo da semana passada, voltamos a sofrer o golo num momento em que estavamos a controlar, num lance mal resolvido na grande área. Reagimos bem, de novo, encostamos o adversário, subimos as linhas e não permitimos contra ataques, criamos algumas oportunidades para chegar ao empate falhando na eficácia. O segundo golo evita o assalto final nos cinco minutos que faltavam jogar.
Notas:
Começando pelo melhor: Afonso. Igualmente eficaz nas tarefas defensivas, destacou-se e bem a atacar: com sucesso no um para um, sacou faltas e alguns bons cruzamentos. Continua em grande.
Aaron voltou a merecer a confiança de Petit e acho que teve uma atuação positiva neste terceiro jogo como titular. Mesmo não estando isento de culpas no lance do primeiro golo, foi forte nos duelos individuais, impetuoso, bem no jogo aéreo e na antecipação. Veremos os próximos desafios e o que consegue mostrar mais.
Idris num jogo à Idris. Foi o melhor da dupla mais defensiva do meio campo, esteve bem no posicionamento e forte nos desarmes, sendo um dos culpados no segundo golo na perda de bola a meio campo.
Abordamos o jogo como habitual, com prioridade à consistência em detrimento de melhores soluções no último terço. Ou a diferença entre jogar com Idris/Reuben e Idris/Tengarrinha (mais Cech, mesmo Anderson).
Optamos por sermos mais reativos ao jogo na segunda parte, reentrando com o mesmo meio campo, mantendo a expectativa pelo que dava o jogo. O golo sofrido precipitou a entrada que já se justificava: com Cech ganhamos soluções no último terço, conseguimos ser mais produtivos na posse de bola, e foi-nos útil na meia hora que estivemos por cima do adversário.
Pela negativa, Brito desinspirado voltou a mostrar os problemas nas decisões e em soltar a bola a tempo para os companheiros, Mika continua com problemas nos lances aéreos, como já tem demonstrado, apesar da eficácia entre os postes e dos pontos que já nos valeu. É o principal culpado ao não resolver no primeiro golo, ontem esteve particularmente intranquilo nesse tipo de lances.
Em suma, dia menos bom que se traduz numa derrota que poucos danos terá na tabela. Mesmo de sabor amargo, temos tudo para reagir bem e continuarmos a fazer uma segunda volta positiva.
Houve atitude e vontade, houve um enorme apoio nas bancadas e não vejo motivos para sequer beliscar a confiança na equipa e mesmo na sua evolução.
Força Boavista!
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Venham eles: Marítimo
O Marítimo lembra-me algo do género "Carlos e a ilha das maravilhas". Sempre destilou ódio pelo nosso Clube - lá do alto dos seus enormes telhados de vidro - algo bem evidente não só quando descemos ao inferno, mas também na azia demonstrada aquando dos nossos sucessos. O facto é que muitas autarquias do continente e seus presidentes são aprendizes à beira destes, no que toca a favorecimentos desproporcionais e injustos para com outros... Os números chegam a ser impressionantes.
Olhando aos orçamentos e expetativas iniciais, chegar à jornada 28 com hipóteses de os alcançar no meio da tabela diz bem da época positiva que estamos a fazer. Fora de casa têm apenas duas vitórias perante os dois últimos classificados e nos últimos seis desafios para o campeonato contam apenas uma vitória. Moralmente estão em alta pela vitória caseira frente a um estarola e consequente apuramento para a final da Taça da Liga.
O meio campo parece-me o ponto mais forte, mas atenção que Danilo é baixa.
Quanto à nossa equipa, as principais dúvidas prendem-se com a defesa, na lateral direita e no eixo. Beckeles poderá regressar, assim como Aaron, que depois da exibição em Penafiel deverá manter o lugar no onze, ao lado de Carlos Santos.
Veremos como vai ser acerca do agradável imbróglio que Petit tem no meio campo: acho pouco provável que se desfaça a dupla Idris/Reuben, sobrará um lugar para Tenga ou Cech. Veremos se joga um e o outro irá para o banco ou se haverá novidades (no posicionamento de Tengarrinha, defesa/meio campo). Anderson estará à espreita para qualquer uma das posições do meio campo.
Importante é encher as bancadas, com o apoio que tem sido habitual e que a todos nos deixa orgulhosos. Vencendo chegamos aos 32...
Força Boavista!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Quase lá
Não foi perfeito porque não vencemos, mas não deixou de ser memorável esta deslocação a Penafiel, pelo ponto positivo arrancado nos descontos, por todo aquele preto e branco com que colorimos o 25 de Abril e, principalmente, pela união que resulta do que vamos conseguindo nesta época.
E cada vez mais próximos do objetivo principal, depois da nossa melhor série de cinco jogos (uma derrota): subimos um lugar na geral, dez pontos acima da linha de água (21 em disputa), a quatro do meio da tabela e só mesmo a matemática e a 'barreira' dos 32 a não permitirem arrumar já as contas da manutenção.
Dias na direita, aposta de novo em Aaron e Tengarrinha como terceiro médio no lugar de Cech, as únicas alterações.
Não entramos mal e, apesar da maior iniciativa de jogo concedida ao Penafiel e por isso maior volume de jogo no nosso meio campo, fomo-nos sentindo confortáveis no desafio. Controlando as investidas e a proximidade à nossa baliza, fizemos mais por não ir em desvantagem ao intervalo do que ir a vencer, o que acabou por acontecer, fruto também de uma ou outra boas saídas para o ataque (e de bola parada!).
Na segunda metade, acho que entramos até um pouco melhor, a adaptarmo-nos bem aos problemas acrescidos no ataque contrário e à reação que tentavam ter. O golo do empate surge nessa fase de controlo que tínhamos na partida, por acaso resultante de um momento de descontrolo de Aaron. Acusamos, não evitamos o recuo e perdemos um pouco a capacidade de circulação e de importunar o último reduto contrário. Foi necessário esse segundo golpe para voltarmos a reentrar, naquela que foi uma reação positiva à desvantagem nos 25 minutos que faltavam ainda jogar. Já com a alteração na frente, optamos por dar ao meio campo maior capacidade de circulação e de criação de espaços no último terço. Conseguimos jogar perto da área contrária, criar bolas paradas e algumas jogadas perigosas, chegando ao golo num desses lances, com todo o mérito.
Explosão nas bancadas, no campo e no banco falam por si... não há mesmo palavras.
As notas:
Alguma surpresa em duas opções, a entrada de Aaron e a saída de Cech.
Está ligado ao primeiro golo do Penafiel, culpado pela perda de bola que deu origem ao lance. Não comprometeu antes disso e acho até que reagiu ao erro (com impetuosidade, pelo menos), tornando-se um elemento importante a anular os ataques contrários e a ajudar a encostar o adversário naquele forcing final. Santos resolveu bem o que lhe chegou perto, mesmo permissivo no lance do empate, foi muito mais o que evitou do que as vezes em que foi batido. E mais um golito ao Penafiel.
A saída de Cech prende-se sobretudo com Tengarrinha (e a sua utilidade e qualidade), o que juntando à função importante (e acerto) de Idris e Reuben na nossa equipa, torna complicado decidir o meio campo. Verdade que o português é o jogador com caracerísticas mais idênticas a Cech, podendo acrescentar mais argumentos defensivos comparando com o eslovaco, assim como jogando com o português, podemos acrescentar algo à equipa durante o desafio sem grandes alterações de fundo (o que acabou por acontecer). Sem Cech, é inegável que perdemos soluções no último terço e na capacidade em saír bem para o ataque rápido.
Repeat mode: mais um de Afonso.
Brito e Zé (que golaço!) voltaram a ser os mais dinamizadores no ataque, talvez por isso a saída algo cedo de Uchebo, optando-se por uma referência mais fixa e maior capacidade de luta no meio dos centrais contrários, quando se achou que era preciso referscar. Bobô não foi matador, Lima não inventou espaços, ambos entraram com vontade de inverter a situação.
Já faltou mais, voltamos a saír de uma final com um resultado positivo e ainda melhoramos a nossa situação. A já falada competência, atitude e crença até ao final, num jogo em que, não sendo muito conseguido, fomos consistentes o suficiente para evitar um dissabor.
Para a semana tudo a cinco euros e não há desculpas. É tudo a apoiar. Estamos quase, quase lá.
Força Boavista!
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Vamos a eles: Penafiel
São a equipa que menos pontua quando joga em casa, onde já não vence desde dezembro. A mudança de treinador trouxe-lhes para já um bom resultado em Estoril (em que até esteve a ganhar por dois golos), e pode funcionar pela positiva no jogo contra nós. Para eles será finalíssima, mesmo matematicamente: vencendo e contando que os dois adversários acima do lanterna vermelha perdem (Gil vs Braga, Arouca vs Vitória) ficam a depender apenas deles próprios para assegurar a manutenção. Em teoria é assim e deve assentar aí o modo ' finalíssima' com que nos vão encarar.
Tem o melhor ataque e pior defesa dos últimos seis classificados.
Estamos talvez na melhor fase da temporada, moralmente também. Por isso mesmo é importante encararmos o jogo do mesmo modo dos anteriores, é uma final como as que temos tido (mais propriamente Coimbra e Barcelos), mesmo com uma maior segurança classificativa e sendo uma oportunidade para darmos uma machadada nas contas da manutenção. Igualamos a melhor série de quatro jogos (7 pontos), perseguimos o objetivo de conseguir, pela primeira vez, duas vitórias consecutivas.
Quanto à equipa, acho que se deve continuar com a estabilidade que temos tido no onze, portanto é provável que as mexidas sejam poucas. O único ausente a sério é Beckeles, que tem alternado a titularidade com Dias. Entrando Tengarrinha para o onze, resta saber para onde: lateral direito ou meio campo, não deixo de lado a hipótese a central, como em Paços, olhando também à forma de Sampaio e à integração de Aaron.
Tem é que haver uma grande presença dos nossos adeptos em Penafiel, espero que assim aconteça. Não faltam motivos para continuarmos a dar todo o nosso apoio, temos que fazer tudo para ser uma deslocação memorável.
Força Boavista!
segunda-feira, 30 de março de 2015
Dois anos de presidência oficial
Lendo a entrevista do nosso presidente.
Dirigida sobretudo ao exterior , numa visão mais global sobre aquilo que nos aconteceu nestes seis anos de pesadelo, realçando os principais pontos de recuperação e maiores entraves desta 'nova era', desde que os problemas de saúde assolaram o [pouco anónimo ao próprio JL] presidente de então ou, por outras palavras, dois meses antes da mais importante decisão do CJ de toda a história da FPF.
Alguns pontos que eu acho mais interessantes:
- Do futebol, confirmou-se que não houve aquisição de passes e a contratação de jogadores deveu-se em parte a parcerias. Na próxima temporada os recursos não serão muito diferentes, portanto vão existir semelhanças. Falta saber acerca dos que cá estão, com quem podemos contar para fazer de base ao próximo planeamento de época (mesmo sem entrar no capítulo transferências).
- Parece que Petit nunca chegou a estar tremido. É compreensível. Talvez um ou outro jogo, depois de alguma ansiedade, tenha sido decisivo para nem sequer ter-se aprofundado mais o assunto. Desportivamente, a primeira grande decisão acertada da direção.
- Mais de vinte milhões de indemnização pedidos à FPF já sabíamos. Ficamos a saber da existência de um parecer externo a ambas as partes para ajudar a ter uma noção mais clara de quanto poderá ser o valor da injustiça. Não faço ideia quanto tempo mais teremos pela frente nem quantos passos teremos ainda que dar, mas parece-me claro que enquanto não se fizer luz no assunto, vamos continuar neste lento reerguer. Não há problema: sólido, confiante e lento.
- No nosso caso, é importante falar no sistema real e em algumas questões gerais do futebol português, o nosso presidente faz isso como poucos (mesmo a cena dos reis e dos servos... foi engraçada).
- Podia não ser o momento, mas havia sempre espaço para referir o ecletismo e alguns problemas que subsistem e como também aí fomos prejudicados.
No resto, está cá para reorganizar e é isso que temos visto.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Mais 3. 28
Está quase. Passo importantíssimo rumo ao objetivo principal: colamos ao 12º classificado (Estoril) e aumentamos a vantagem para a linha de água (9), numa altura em que estão 24 pontos em disputa. Ainda falta percorrer uma pequena parte do percurso, mas sem dúvida que estamos - e fizemos por merecer - mais perto do que nunca. Há muito que tinhamos motivos para confiar que o caminho seria este, acho que já ninguém duvida. Nem alguns 'dos nossos' mais pessimistas, nem muitos 'dos outros', por muito otimistas que estivessem. É a vida, e isto somos nós, Boavista. Ok?
Abordamos o jogo como habitual, talvez com um pouco mais de propensão ofensiva comparando com os últimos jogos - mesmo conseguindo ser igualmente consistentes - dada a troca de Zé Manuel por Beck (recuando este, Dias no banco). Dupla africana com Cech no meio campo, regresso da mais utilizada dupla de centrais (mais uma vez, poucas mexidas no onze inicial).
Ao contrário do que vem sendo hábito não entramos bem, dado os problemas aquando da posse da bola e sobretudo em algumas abordagens aos lances, o que fez com que sofrêssemos alguma pressão (e intranquilidade) e bolas paradas perto da nossa área. Dez minutos foi o tempo que demorou a nos soltarmos um pouco, ganharmos confiança e conseguirmos criar perigo. A partir daí mantivemo-nos por cima até à meia hora, sempre mais perigosos e à procura das melhores soluções no último terço, sem colocar em causa a segurança defensiva.
Segunda parte, mantivemos o que de bom fizemos nos primeiros 45', com mais ímpeto no meio campo e objetividade no ataque. Idriss e Reuben menos posicionais e mais perto de Cech, conseguimos pressionar um pouco mais alto e sobretudo ganhar mais depressa as segundas bolas. Depois do golo, mantivemos a aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos diferentes do desafio. Não permitimos momentos de sufoco perto da baliza de Mika (apesar de uma [!] grande oportunidade concedida), e conseguimos saír para o ataque vezes suficientes para estarmos mais perto do segundo do que de algum dissabor de última hora.
Algumas notas:
Assustaram aqueles primeiros cinco minutos, em que vimos dois cartões amarelos, precisamente na zona que mais dúvidas suscita no onze, e possivelmente a que estaria sujeita a maior instabilidade. Emocional, no caso de Sampaio? Perdeu a titularidade após o castigo (ao contrário de Santos) e pareceu intranquilo, mesmo depois do primeiro amarelo. Se isto faz parte da evolução de um jogador - e acredito que sim - não há motivos para preocupação, até porque o considero um dos nossos melhores valores de futuro. Resultado: ambos substituídos antes da hora de jogo.
Nem tudo foi mau, já que Aaron arrancou para uma segunda parte bem conseguida, tornando-se decisivo. Abordou os lances com confiança e decisão, prioridade para 'varrer' na vez de complicar ou dar jogável. Curiosamente, na primeira vez que tentou controlar a bola e saír a jogar, é o culpado pelo contra ataque que culmina no golo de Brito. Se desiludiu um pouco na estreia, ontem foi o contrário.
Mais um de Afonso, nunca é demais dizê-lo. Um erro numa perda de bola junto à área, em tudo o resto a eficiência do costume.
Idriss e Reuben em bom plano, novamente. É o que precisamos para a proteção daquela zona central que tanta dor de cabeça nos deu. Foram crescendo no jogo, 'alinharam' com o resto da equipa, tornaram-se menos posicionais e mais pressionantes, adaptando-se ao meio campo contrário. Ganhamos quando se aproximaram de Cech, quer a ganhar segundas bolas quer a proteger o nosso meio campo ofensivo aquando da perda de bola.
Cech que é um mister com a bolinha nos pés. Poucas falhas no passe (é só melhorar nas bolas paradas - em que estivemos um pouco melhor), raramente não toma a melhor decisão. Fisicamente, no ponto (apesar de quase rebentar, já perto do final da partida).
Brito e Uchebo, os principais culpados por conseguirmos esticar o jogo como o fizemos, principalmente na segunda parte. Consequentes e objetivos, Brito a continuar a subida de forma (mesmo mantendo aqueles momentos em pode/deve soltar e não o faz, à craque), Uchebo o habitual no trabalho infligido aos defesas contrários. Zé Manuel o menos inspirado, mesmo nunca virando a cara à luta.
É do melhor e do maior orgulho. Mais uma vez, salta a vista a competência, a entrega e humildade com que se disputa cada lance, a consistência e evolução que continuam a dar bons sinais.
Próximo jogo só daqui por duas semanas (fuck!), na final em Penafiel. Ya, não deixa de ser uma final. Daquelas.
Sucesso, objetivo, pontos, quase isto ou perto aquilo, nada disso. A palavra que mais se deve ouvir nos próximos tempos: "Invasão". O Símbolo a isso obriga, a equipa e classificação dão confiança, os nossos rapazes merecem isso e muito mais.
Ontem foi arrebatador, tanta gente no Bessa. Panteras em grande, bancadas bem compostas, apoio incondicional.
Força Boavista!
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