segunda-feira, 25 de maio de 2015

Primeiras dispensas





Depois de o Clube comunicar que eram os únicos sem cláusula de rescisão e com o final de contrato à porta, percebeu-se que poderiam ser os primeiros dispensados. Sem surpresa:


João Dias. Inicialmente criou alguma expetativa, simplesmente por ser um lateral direito de raíz (com pouquíssimas opções no plantel) e ser um dos dois jogadores que vinham de equipas de Primeira. Trouxe experiência, foi eficiente em alguns jogos (mesmo quando foi preciso jogar quase a central), teve dificuldades noutros, na maioria das vezes quando se exigiu velocidade. Foi sempre a opção mais defensiva quando comparado com o concorrente do lugar Beckeles, sendo provavelmente aí, e só aí, que não ficava a perder em demasia para o hondurenho. Contribuiu com vinte jogos a titular, dos mais utilizados.


Marek Cech. Foi claramente o nosso upgrade no último terço em alguns momentos importantes da época, mesmo só chegando na reabertura do mercado e fazendo quinze jogos (sete como titular). Inteligência e experiência, quando foi preciso. Dá pena vê-lo partir, mas já se adivinhava que iria ser difícil outro cenário, na mesma medida da surpresa quando soubemos que iria fazer parte do plantel.

Bobô. Notório que é pouco para uma Primeira Liga, apesar da dedicação e da entrega que colocava em cada lance. Participou em onze jogos, ajudou a desestabilizar as defesas contrárias em alguns momentos. O que fica é a imagem de jogador que sempre dignificou o Símbolo, mesmo quando foi preciso encostar o peito para o defender. Faltou o golito na Primeira. Seria justo. 

Mas a primeira notícia é Aaron. Vinha evoluindo bem depois da má estreia com o Guimarães. Alguns erros cometidos (e mesmo reagindo bem aos mesmos), talvez próprios de quem chegou há pouco tempo ao Clube e à Primeira Liga. Foi-nos útil quando jogou: impetuoso, forte no jogo aéreo, a encostar bem no avançado a receber de costas para a baliza. Sendo jovem e arrancando desde a pre-época, poderia ser uma boa opção para a próxima temporada.

E acabou



O que fica para a história: equipa revelação do campeonato 2014/15. Diretamente do terceiro escalão para o 13º lugar da Primeira, 32 pontos, somente as três primeiras jornadas abaixo da linha de água. Jogadores, equipa técnica, coletivo, todos a evoluir. Apesar da matemática ter chegado à jornada 31, foi na jornada 26 (Belenenses no Bessa) que sentimos que o objetivo estava nas nossas [duas] mãos, o que espelha a estabilidade, competência, confiança e tranquilidade com que encaramos esta segunda volta.

Muitos, mesmo antes de começar o campeonato, nos indicaram a porta dos fundos como o destino final. Entramos pelos fundos, verdade, mas chegamos ao fim como um dos destaques positivos, a equipa que mais surpreendeu, que mais evoluiu, que mais contrariou a opinião generalizada acerca das nossas possibilidades de manutenção.


Confirma-se mais um jogo para cumprir calendário em Estoril. A motivação pelos pontos prendia-se com a possibilidade de subirmos uma posição, ficando à frente de um dos clubes 'europeus' desta temporada. Fomos sérios na abordagem ao desafio, como seria de esperar, apesar de não suficientemente competitivos para sairmos da Amoreira com um resultado positivo.
Um erro individual (Idriss) precipitou a desvantagem no marcador, fazendo-nos desde cedo correr atrás do prejuízo, numa primeira parte por baixo no jogo. Melhoramos um pouco na segunda metade, mesmo mantendo as dificuldades para anular a boa posse de bola do adversário, criamos três boas situações de finalização (Carvalho, Idriss, Bobô). O segundo golo surge em período pre-férias, tudo a dormir num lance de bola parada.


Algumas notas positivas:

- Bons sinais de Correia, mais próximo daquilo que já mostrou nas primeiras sete jornadas da temporada e a relembrar que vai ser uma boa opção na próxima.
- Tivemos um Diego Lima mais participativo no jogo, não se escondendo e tentando mostrar serviço (foi mais ou menos disso que se tratou, estas seis últimas jornadas a titular, não?), mesmo aquém daquilo que precisamos.
- Bom regresso de Sampaio, com acerto e confiança, perante um dos mais difíceis avançados da Liga. Carlos Santos, o nosso central mais utilizado, acaba a época como o nosso jogador em melhor forma. É verdade que tem o problema da falta de velocidade, evoluiu em tudo o resto que é importante num central. Comparar este Carlos Santos com o do ano passado (ou mesmo do início desta época) é um exercício curioso.



Esta semana é tempo de avaliar os jogadores que estiveram emprestados (treinos diários e abertos!) e outros que competiram na nossa equipa de juniores. Parece-me pouco provável muitas avaliações definitivas e será difícil percebermos quem pode permanecer connosco na próxima época (e se algum o conseguirá, já que poucos fizeram boas épocas), mas será positivo como um sinal de que o Clube está atento.
Duas contratações já anunciadas, ambos jovens que competiram no CNS. Mesmo que não seja para pegarem já de estaca na equipa/plantel principal, parece-me importante para 'avolumarmos' o nosso leque de jogadores, seja para emprestar ou para a possibilidade de podermos contar com equipa b.



Fomos Grandes. Todos. Força Boavista!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Derrota na despedida

O último do Capitão!

Garantimos o 13º lugar, no mínimo, ainda com hipóteses de subir uma posição, vencendo o Estoril por qualquer resultado que não o 1-0.

Facilitismos só o que se justificava, Tengarrinha fora das opções, regresso da dupla afro do meio campo em jogos no Bessa e inédito quinto jogo consecutivo de Lima como titular.

Até foi com Fary que estivemos melhor no desafio, em toda a primeira parte. Mesmo dividindo o jogo, conseguimos ser mais perigosos e rondar mais o último reduto adversário. Lance mal resolvido na nossa área na origem do único golo da partida, algo injusto a ida para o intervalo em desvantagem, dadas as escassas chances de golo.
Segunda parte e já com Uchebo, tivemos dificuldades em esticar o jogo, em instalarmo-nos no meio campo contrário e conseguir alguma circulação de bola rápida e com qualidade. Ainda se conseguiu criar alguns lances de perigo, mas nunca incomodando em demasia ou fazendo muito por desestabilizar a povoada defesa contrária. As opções não resultaram, o pouco tempo útil desta segunda parte e a falta de eficácia num ou noutro lance ajudaram à festa.

Sendo sempre desagradável perder, dá ideia que tiramos um pouco o pé do acelerador nesta ponta final, não mostramos a concentração nem motivação habituais, talvez pela pouca necessidade dos pontos e depois de uma semana provavelmente atípica no que toca à preparação para o desafio. A juntar a isso, um adversário com qualidade e ainda necessitado de pontos...



Algumas notas:

- Pode-se chamar de desinspiração coletiva, principalmente na segunda parte. Lima voltou a esconder-se demasiado cedo do jogo, Uchebo e Brito com dificuldades perante a constante superioridade numérica do adversário, Idris e Reuben eficazes a destruir nem tanto com a bola nos pés, Cech também quase irreconhecível.

- Pela positiva, os centrais, principalmente Carlos Santos. Em bom plano, bem no timing de entrada à bola e a limpar a sua zona. Aaron não tão bem, sendo o principal culpado no lance do golo, acabou por fazer algumas boas intervenções e com a impetuosidade que lhe é caraterística. 

- O Nacional não é isto, quero acreditar nisso. O antijogo foi um exagero que nem alguma extrema necessidade pelos pontos pode justificar. São profissionais e aquilo fez lembrar o terceiro escalão. Não pode.

- Tivemos azar com o adiamento do desafio, domingo às 18h teríamos certamente maior moldura humana e talvez fosse possível outra... disposição e outro tipo de apoio. Exemplar a postura dos Panteras Negras, esses sim, de início ao fim, a apoiar incondicionalmente. A festejar, que o dia era mesmo para isso, a puxar pela equipa e pelo resto do estádio, mesmo sem sucesso.
Para a semana temos que compensar. Mesmo longe, despedirmo-nos dos nossos rapazes em grande. Todos merecemos.

- Invasão pacífica, naturalíssima, ainda para mais em clima de festa. A multa, ou o valor da multa, é completamente ridículo, por exemplo, quando comparado com a aplicada aos responsáveis pelos recentes estragos em Guimarães. Enfim, é o que temos. Em teoria, o que se passou no Bessa tem quase metade da gravidade do que aconteceu em Guimarães.

- Momento do jogo foi também um dos momentos do ano. Fary, claro. A melhor notícia é que vai continuar connosco, mesmo fora da função que Petit desejaria.



Força Boavista!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fary



Fary é diferente. Habituamo-nos a vê-lo no Bessa nos últimos anos, alguns dos mais importantes da vida do Clube. Estava lá nos piores momentos, nas infindáveis greves, nos penosos inícios de época, foi Fary que sempre deu a cara. Nos surreais episódios protagonizados pelos zézinhos e Pedrinhos desta vida, foi Fary que nos uniu, que nos fez esquecer e seguir a apoiar o Símbolo. Nas derrotas mais incompreendidas, é ele o primeiro a chegar perto. Sempre. E a exigir que o acompanhem. Quando é para dar voz, para nos representar, para ser um pouco a nossa imagem para os outros, fá-lo com a humildade que sempre lhe reconhecemos.


Fary é diferente. Não levantou troféus, não foi a finais, não conquistou medalhas nem prémios com a nossa camisola. Foi um bom avançado. Bom. Num Clube com Rickys, Jimmys e Silvas a marcarem passado recente. Mas Fary é mais do que isso. É aquilo que qualquer adepto mais estima: a partilha da paixão e amor pelo Clube. Fary é e será um dos nossos.



Quis o destino que a despedida dos relvados com a camisola do Boavista, na nossa casa, no lugar onde ambicionamos, fosse no dia mais especial para qualquer Boavisteiro. Só podia.

Eterno.

Pois...


Desde o último 5 de outubro que alertamos para esta situação. "Alertamos", Boavista, direção e Adeptos. O Jota em especial.
O triste acontecimento de então não teve o impacto mediático que está a ter o mais recente episódio relacionado com a violência desproporcional por parte da polícia. É pena. Provavelmente, o primeiro passo para evitar o que aconteceu ontem seria, todos nós sociedade, preocuparmo-nos com o que realmente aconteceu em Guimarães no ano passado. Como e porquê. De forma séria. E fazermos tudo para punir e corrigir.


Como disse aqui na altura, é realmente assustador que este género de acontecimentos, olhando à mentalidade desta polícia, pode acontecer a qualquer um de nós. Isso sim, é preocupante.

Mais um caso que vai marcar a vida de algumas pessoas para toda a vida. Sim, toda a vida. É pena, mas nós não aprendemos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Mística


Uma das fotografias mais marcantes da história do Boavista. Por tudo que representa.

Faz hoje 14 anos, no dilúvio de Vidal Pinheiro. Inesquecível. Vinte minutos, canto da direita por Sanchez, o Capitão a mostrar que não iria fugir. E cinco dias depois, era nosso.

Semelhança com a atualidade? Claro. A Mística.

Força Boavista!

A época do nosso Afonso

 
Ou antes meia época. Ano de 2015, em que se estreou na Primeira.

Juntamente com Zé Manuel, um dos que nos acompanhou do terceiro escalão que mais expetativa criou: boas prestações no CNS, jovem, formação em clubes de primeira. Raçudo, à imagem do Clube.

Cedo se viu que a lateral esquerda era a posição melhor servida. Correia ganhou, naturalmente, o lugar. Titular nas primeiras sete jornadas, lesionou-se depois do jogo em Guimarães acabando por perder o resto da época (ainda reapareceu em Setúbal durante vinte minutos, ressentindo-se da lesão).
Mas ainda nada de Afonso. Foi a vez de Julián, titular nas primeiras três jornadas (a extremo), volta ao onze da 8ª à 14ª jornada, numa adaptação para colmatar a baixa do brasileiro. Foi uma das opções mais discutíveis de Petit, esta insistência no extremo, ainda para mais fora da sua posição natural. Adensa-se a questão quando até na segunda mão da eliminatória da TL o argentino é o escolhido (mesmo sendo num jogo de cariz mais ofensivo), dando sinais que o português seria preterido até na rotatividade. Dúvidas, muitas, se seria condição física deficiente ou mera opção, mesmo que difícil de perceber, ou talvez alguma evolução que o jogador necessitasse antes de ser lançado no campeonato.

Em 2014, Afonso só em três eliminatórias das Taças: estreia fora com o Oriental, exibição frouxa na Vila das Aves - talvez o pior jogo da equipa na temporada - e, passados dois meses, no Bessa para a fase de grupos da TL frente ao Belenenses, a sua primeira boa exibição e justificando a aposta poucos dias depois.

Arranca em definitivo para a titularidade no jogo seguinte, início de janeiro, em casa frente ao Arouca. A partir daí voltamos a ter defesa esquerdo, só falhando 15 minutos no campeonato: 5 depois da expulsão na Choupana (cumpriu o castigo na TL, em Alvalade) e dez minutos na jornada 29 (única substituição, também em Alvalade).

O jogo em casa com o Braga, foi a primeira jogatana em grande.  
O resto é o que sabemos e o que se tem visto. Sempre concentrado e a carburar em alta rotação, evolução jogo após jogo, eficaz nos desarmes pelo chão ou pelo ar (incrível como é forte no jogo aéreo, mesmo de baixa estatura) e também a atacar. No final dos jogos, saíu sempre vencedor dos vários duelos que protagonizou, mesmo contra jogadores mais experientes e tecnicamente muito acima da média.

Não sendo das nossas primeiras opções nas bolas paradas, também é forte nesse aspeto (lembro-me de um livre direto muito bem batido, julgo que em Barcelos).


Titularíssimo na equipa revelação do campeonato, melhor jogador jovem do mês de Abril, notícias de clubes interessados, uma mais que justa chamada aos sub-21 no horizonte (ou ainda será preterido na vez de um jogador da segunda liga?). Não há dúvidas, crescemos juntos. Grande Afonso.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Empate em Arouca



Oitavo ponto fora de casa, décimo jogo sem perder contra adversários com os mesmos objetivos que nós (ou para sermos mais justos, uma derrota em doze desafios, contando com o Moreirense...).
Na classificação, temos ainda hipóteses de chegar ao 12º, dependendo apenas de nós para tal (fazer igual ao Estoril na próxima jornada, ganhando-lhes na derradeira jornada).
Estamos pontualmente mais perto do último lugar europeu (6º a 10 pontos) do que do primeiro que dá descida (17º a 11). Quem diria?

Abordamos este desafio à semelhança do que havíamos feito no último jogo fora, em Alvalade. Idris e Reuben como médios mais defensivos, Lima e Cech mais à frente; no ataque, alas para Zé e Uchebo.
Voltamo-nos a dar bem com este sistema, que parece defensivo mas não o é, ainda que mais vocacionado para o momento sem bola. Um género de 442, mas que na prática torna-se 424 quando atacamos. A defender, povoamos o meio campo formando um quadrado no miolo mais os alas a fecharem as laterais.
À exceção dos primeiros 5 minutos (em que estivemos perto de sofrer), controlamos toda a primeira parte e, apesar de pouco rematadores, fomos a equipa com mais bola, mais ofensiva e perigosa.
Na segunda parte tivemos mais dificuldades em saír a jogar e, nos últimos dez minutos, em afastar o jogo da nossa grande área. Acusamos talvez maior desgaste que o adversário (que fez mais pela vida nesta fase do encontro, que bem precisavam), as substituições também nos tiraram algum fulgor (dois jogadores que há alguns meses não competiam). E, há que o dizer porque foi bem evidente, empurrados pelo senhor do apito.
Ainda assim, nunca nos deixando sufocar e espreitando o contra ataque, criando a melhor situação de golo da segunda parte.


Algumas notas:

- Desta vez jogou os 90 minutos, talvez o melhor jogo completo que fez com a nossa camisola. Acho até que esta insistência em Diego Lima, nesta fase final da época (mesmo tendo em conta que só agora é possível...), será também uma hipótese para o brasileiro justificar a aposta na próxima. Incomparavelmente mais intenso nas disputas de bola, raramente se escondeu do jogo, procurando e oferecendo linhas de passe em zonas recuadas para organizar o ataque. Contribuiu para a boa circulação de bola que se fez (a espaços), tentou por diversas vezes fazer uso da capacidade de desmarcar os colegas. Vamos ver como estará nos próximos dois desafios.

 - Exibição segura de Mika fora dos postes (a resolver à força se for preciso, sem hesitações), soberbo entre deles. Não é de agora que os nossos guarda redes mostram evolução, a razão só pode ser Alfredo. 

 - Wei e Correia de regresso. O brasileiro não conseguiu mostrar aquilo que é realmente forte, a velocidade, algo compreensível depois de meses sem competir. Sacou um bom cruzamento que quase dava golo do Zé. O chinês à sua imagem: muito mexido e lutador, tentando rapidamente a desmarcação. Interessante como dá luta nas bolas aéreas, mesmo com pouca estatura. O nosso remate mais perigoso vem do seu pé direito, à barra (depois de uma boa jogada do Lima).

- Bom jogo de Idriss (desta vez a 'exagerar' nas melhorias com bola, até fintas conseguiu meter), assim como da dupla de centrais, certinhos quer na antecipação quer a limpar nas zonas perigosas.
Mais um para a lista de Afonso. Desta vez com poucas aventuras no ataque (à semelhança de Beck), cumpriu bem a defender o mais perigoso do adversário.


Em suma, não sendo brilhantes nem fazendo um jogo muito conseguido, fomos mais uma vez competentes e consistentes o suficiente para somarmos mais um ponto fora de casa e alcançarmos, pela segunda vez esta época, a marca de três jogos sem derrotas.
Podem ouvir aqui as reações na sala de imprensa, fruto do trabalho da Rádio Portuense:
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-alfredo
https://soundcloud.com/radio-portuense-voz_da_invicta/conferencia-de-imprensa-de-mika


Para a semana, sonho seria ver o nosso Bessa cheio com os nossos adeptos. Celebration! Bem merecemos. 18 horas de domingo, é marcar na agenda.



Força Boavista!

domingo, 10 de maio de 2015

Vamos a eles: Arouca


Uma das últimas oportunidades para conseguirmos duas vitórias consecutivas, assim como repetir uma série de três jogos sem derrotas (algo que só conseguimos entre a 4ª e 6ª jornadas). Moralmente não podiamos estar melhor, como é óbvio. Tal como a Petit, não nos passará pela cabeça haver facilidades, até porque uma vitória fora, com boa presença dos nossos adeptos, é algo que perseguimos há muito. E já merecemos fazer uma viagem de regresso a festejar no pleno.


O adversário não vence há dois jogos e está também há dois sem pontuar em casa (Paços e Belenenses). Estão mais ou menos como nós nestes últimos tempos: praticamente safos, falta-lhes a matemática para garantirem o objetivo manutenção. Perdendo poderão ficar numa situação delicada, mesmo se conseguissem vencer terão que esperar pelo resultado do Gil.
Diferença em relação à equipa que nos visitou praticamente só as opções na frente, que são mais e melhores fruto de empréstimos de estarolas (Kayembé e Yuri).


Quanto a nós, veremos se vão haver muitas mudanças dada a nossa situação. Brito e Tengarrinha são baixas certas (castigados), será provável a entrada de Léo, mais dúvidas no substituto do médio. Veremos se é Anderson (confesso que gostaria que fosse o brasileiro, já que desde Barcelos que pouco contribui) ou se a opção passa pelo regresso de Reuben (que foi suplente utilizado no último jogo). Como terceiro elemento é provável que se mantenha o mesmo tipo de abordagem dos últimos desafios, passando a opção por Lima ou Cech.



Força Boavista!