sábado, 30 de maio de 2015

Panteradas


- Do jogo com o Vila Real: estreia positiva de Hackman (dos poucos que jogou os 90 min) no centro da defesa, ao lado de Pimenta. Bukia jogou a médio ofensivo e também mostrou bons pormenores, bom pé esquerdo e visão de jogo. Todos jovens, ficou a ideia que pelo menos a pre-época vão fazer. Nota para Abner, um grande passe para isolar Théo e muita frieza na cara do golo. 
Um jogo destes vale o que vale, mas dos outros jogadores que mais curiosidade suscitavam - Wellinton, Fábio Lopes, Carraça e Théo - nenhum esteve em particular evidência nem mostrou muito mais evolução que há um ano atrás (os dois primeiros veremos se chegam à pre-época).

- Mika junta-se aos nomes falados, o Brugge poderá estar interessado. Falando nos redes, vamos ver se Monllor e Ba passam das dispensas. Hoje um bom jogo do André, ex junior (já agora, quem jogou de início na baliza? fez a defesa do jogo...).

- Já há datas para o início da próxima época: exames médicos a 3 de julho, treinos a 6. Cinco semanas sem bola a rolar. Mais quinze dias que é só físico. Primeiros joguitos a meio de julho... mês e meio. Foda-se. Vá... uma pre-época como há muito não tinhamos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dispensados II


Continuamos na senda das dispensas. Sete anos sem isto, mais tempo que a própria existência do blogue... cool.



Seguindo. Mais três guias de marcha normais e compreensíveis. Outro central (e poderá não ser o único dos dois menos utilizados), um médio e um extremo.

Lucas foi dos que criou expetativa no início. Jovem, alto e rápido, já com passagens por clubes alemães de primeira linha. Foi forte aposta inicial: nas primeiras nove jornadas só falhou a quarta por castigo, desaparecendo depois da má prestação no Restelo (juntamente com Ervões), só voltando por duas ocasiões (ambas na Taça da Liga), dando ideia que perdeu a confiança de Petit. Apesar de algumas caraterísticas que faziam crer que poderia ser uma boa figura esta época (e olhando à idade, no futuro), dificuldades no posicionamento, pouca eficácia em movimentar-se no espaço curto, ficando a dúvida se a inferioridade será só mesmo física. Uma época emprestado continuando ligado a nós para ver no que dá, parece-me a melhor opção.

Ancelmo foi o menos utilizado no plantel, nunca atuando como titular: vinte minutos para o campeonato em Vila do Conde (e já com o resultado em 0-4), outros vinte nas Aves (com 1-4 no marcador). Suplente não utilizado em seis ocasiões (todas até à 10ª jornada), ainda apareceu em dois jogos da TL, ambos com o Oriental. Quando jogou, mesmo na pre-época, mostrou bons pés e muita (mesmo muita) lentidão de processos, denotando que seria preciso algum tempo para se adaptar ao nosso futebol. A lesão ainda complicou mais, mesmo sendo difícil acreditar que sem ela pudesse ter muito mais protagonismo (mais que Lima?). Emprestar e perceber se pode evoluir também me parece o melhor a fazer.

Julián é um daqueles casos... primeiros três jogos como titular a extremo, voltou ao onze depois da lesão de Correia, como lateral esquerdo. Com as dificuldades e o insucesso que sabemos.
Desapareceu na segunda volta, - sem hipóteses perante Afonso e sempre atrás de Léo como opção aos da frente - jogando apenas quinze minutos contra o Braga e três em Barcelos.
Empréstimo ou cedência em definitivo, veremos o que vai ser feito. Qualidade para uma Primeira Liga parece-me evidente que não tem nem terá. Ficam os golos no CNS e alguns bons momentos com a nossa camisola (o golaço em Freamunde, por exemplo).



Noutro campo, é noticiado hoje que clubes espanhóis (Rayo, Sevilha e Espanhol) poderão estar interessados em Afonso, Beckeles e Zé Manuel, podendo ainda haver interesse de alemães na contratação de Uchebo. Veremos o que nos reservam os próximo tempos no capítulo transferências (que se continue sem falar no Tengarrinha), dando ideia que estes quatro jogadores poderão ser os que mais perto estarão de uma eventual venda. Todos pela cláusula (ou mesmo perto disso) seria... jackpot.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Primeiras dispensas





Depois de o Clube comunicar que eram os únicos sem cláusula de rescisão e com o final de contrato à porta, percebeu-se que poderiam ser os primeiros dispensados. Sem surpresa:


João Dias. Inicialmente criou alguma expetativa, simplesmente por ser um lateral direito de raíz (com pouquíssimas opções no plantel) e ser um dos dois jogadores que vinham de equipas de Primeira. Trouxe experiência, foi eficiente em alguns jogos (mesmo quando foi preciso jogar quase a central), teve dificuldades noutros, na maioria das vezes quando se exigiu velocidade. Foi sempre a opção mais defensiva quando comparado com o concorrente do lugar Beckeles, sendo provavelmente aí, e só aí, que não ficava a perder em demasia para o hondurenho. Contribuiu com vinte jogos a titular, dos mais utilizados.


Marek Cech. Foi claramente o nosso upgrade no último terço em alguns momentos importantes da época, mesmo só chegando na reabertura do mercado e fazendo quinze jogos (sete como titular). Inteligência e experiência, quando foi preciso. Dá pena vê-lo partir, mas já se adivinhava que iria ser difícil outro cenário, na mesma medida da surpresa quando soubemos que iria fazer parte do plantel.

Bobô. Notório que é pouco para uma Primeira Liga, apesar da dedicação e da entrega que colocava em cada lance. Participou em onze jogos, ajudou a desestabilizar as defesas contrárias em alguns momentos. O que fica é a imagem de jogador que sempre dignificou o Símbolo, mesmo quando foi preciso encostar o peito para o defender. Faltou o golito na Primeira. Seria justo. 

Mas a primeira notícia é Aaron. Vinha evoluindo bem depois da má estreia com o Guimarães. Alguns erros cometidos (e mesmo reagindo bem aos mesmos), talvez próprios de quem chegou há pouco tempo ao Clube e à Primeira Liga. Foi-nos útil quando jogou: impetuoso, forte no jogo aéreo, a encostar bem no avançado a receber de costas para a baliza. Sendo jovem e arrancando desde a pre-época, poderia ser uma boa opção para a próxima temporada.

E acabou



O que fica para a história: equipa revelação do campeonato 2014/15. Diretamente do terceiro escalão para o 13º lugar da Primeira, 32 pontos, somente as três primeiras jornadas abaixo da linha de água. Jogadores, equipa técnica, coletivo, todos a evoluir. Apesar da matemática ter chegado à jornada 31, foi na jornada 26 (Belenenses no Bessa) que sentimos que o objetivo estava nas nossas [duas] mãos, o que espelha a estabilidade, competência, confiança e tranquilidade com que encaramos esta segunda volta.

Muitos, mesmo antes de começar o campeonato, nos indicaram a porta dos fundos como o destino final. Entramos pelos fundos, verdade, mas chegamos ao fim como um dos destaques positivos, a equipa que mais surpreendeu, que mais evoluiu, que mais contrariou a opinião generalizada acerca das nossas possibilidades de manutenção.


Confirma-se mais um jogo para cumprir calendário em Estoril. A motivação pelos pontos prendia-se com a possibilidade de subirmos uma posição, ficando à frente de um dos clubes 'europeus' desta temporada. Fomos sérios na abordagem ao desafio, como seria de esperar, apesar de não suficientemente competitivos para sairmos da Amoreira com um resultado positivo.
Um erro individual (Idriss) precipitou a desvantagem no marcador, fazendo-nos desde cedo correr atrás do prejuízo, numa primeira parte por baixo no jogo. Melhoramos um pouco na segunda metade, mesmo mantendo as dificuldades para anular a boa posse de bola do adversário, criamos três boas situações de finalização (Carvalho, Idriss, Bobô). O segundo golo surge em período pre-férias, tudo a dormir num lance de bola parada.


Algumas notas positivas:

- Bons sinais de Correia, mais próximo daquilo que já mostrou nas primeiras sete jornadas da temporada e a relembrar que vai ser uma boa opção na próxima.
- Tivemos um Diego Lima mais participativo no jogo, não se escondendo e tentando mostrar serviço (foi mais ou menos disso que se tratou, estas seis últimas jornadas a titular, não?), mesmo aquém daquilo que precisamos.
- Bom regresso de Sampaio, com acerto e confiança, perante um dos mais difíceis avançados da Liga. Carlos Santos, o nosso central mais utilizado, acaba a época como o nosso jogador em melhor forma. É verdade que tem o problema da falta de velocidade, evoluiu em tudo o resto que é importante num central. Comparar este Carlos Santos com o do ano passado (ou mesmo do início desta época) é um exercício curioso.



Esta semana é tempo de avaliar os jogadores que estiveram emprestados (treinos diários e abertos!) e outros que competiram na nossa equipa de juniores. Parece-me pouco provável muitas avaliações definitivas e será difícil percebermos quem pode permanecer connosco na próxima época (e se algum o conseguirá, já que poucos fizeram boas épocas), mas será positivo como um sinal de que o Clube está atento.
Duas contratações já anunciadas, ambos jovens que competiram no CNS. Mesmo que não seja para pegarem já de estaca na equipa/plantel principal, parece-me importante para 'avolumarmos' o nosso leque de jogadores, seja para emprestar ou para a possibilidade de podermos contar com equipa b.



Fomos Grandes. Todos. Força Boavista!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Derrota na despedida

O último do Capitão!

Garantimos o 13º lugar, no mínimo, ainda com hipóteses de subir uma posição, vencendo o Estoril por qualquer resultado que não o 1-0.

Facilitismos só o que se justificava, Tengarrinha fora das opções, regresso da dupla afro do meio campo em jogos no Bessa e inédito quinto jogo consecutivo de Lima como titular.

Até foi com Fary que estivemos melhor no desafio, em toda a primeira parte. Mesmo dividindo o jogo, conseguimos ser mais perigosos e rondar mais o último reduto adversário. Lance mal resolvido na nossa área na origem do único golo da partida, algo injusto a ida para o intervalo em desvantagem, dadas as escassas chances de golo.
Segunda parte e já com Uchebo, tivemos dificuldades em esticar o jogo, em instalarmo-nos no meio campo contrário e conseguir alguma circulação de bola rápida e com qualidade. Ainda se conseguiu criar alguns lances de perigo, mas nunca incomodando em demasia ou fazendo muito por desestabilizar a povoada defesa contrária. As opções não resultaram, o pouco tempo útil desta segunda parte e a falta de eficácia num ou noutro lance ajudaram à festa.

Sendo sempre desagradável perder, dá ideia que tiramos um pouco o pé do acelerador nesta ponta final, não mostramos a concentração nem motivação habituais, talvez pela pouca necessidade dos pontos e depois de uma semana provavelmente atípica no que toca à preparação para o desafio. A juntar a isso, um adversário com qualidade e ainda necessitado de pontos...



Algumas notas:

- Pode-se chamar de desinspiração coletiva, principalmente na segunda parte. Lima voltou a esconder-se demasiado cedo do jogo, Uchebo e Brito com dificuldades perante a constante superioridade numérica do adversário, Idris e Reuben eficazes a destruir nem tanto com a bola nos pés, Cech também quase irreconhecível.

- Pela positiva, os centrais, principalmente Carlos Santos. Em bom plano, bem no timing de entrada à bola e a limpar a sua zona. Aaron não tão bem, sendo o principal culpado no lance do golo, acabou por fazer algumas boas intervenções e com a impetuosidade que lhe é caraterística. 

- O Nacional não é isto, quero acreditar nisso. O antijogo foi um exagero que nem alguma extrema necessidade pelos pontos pode justificar. São profissionais e aquilo fez lembrar o terceiro escalão. Não pode.

- Tivemos azar com o adiamento do desafio, domingo às 18h teríamos certamente maior moldura humana e talvez fosse possível outra... disposição e outro tipo de apoio. Exemplar a postura dos Panteras Negras, esses sim, de início ao fim, a apoiar incondicionalmente. A festejar, que o dia era mesmo para isso, a puxar pela equipa e pelo resto do estádio, mesmo sem sucesso.
Para a semana temos que compensar. Mesmo longe, despedirmo-nos dos nossos rapazes em grande. Todos merecemos.

- Invasão pacífica, naturalíssima, ainda para mais em clima de festa. A multa, ou o valor da multa, é completamente ridículo, por exemplo, quando comparado com a aplicada aos responsáveis pelos recentes estragos em Guimarães. Enfim, é o que temos. Em teoria, o que se passou no Bessa tem quase metade da gravidade do que aconteceu em Guimarães.

- Momento do jogo foi também um dos momentos do ano. Fary, claro. A melhor notícia é que vai continuar connosco, mesmo fora da função que Petit desejaria.



Força Boavista!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fary



Fary é diferente. Habituamo-nos a vê-lo no Bessa nos últimos anos, alguns dos mais importantes da vida do Clube. Estava lá nos piores momentos, nas infindáveis greves, nos penosos inícios de época, foi Fary que sempre deu a cara. Nos surreais episódios protagonizados pelos zézinhos e Pedrinhos desta vida, foi Fary que nos uniu, que nos fez esquecer e seguir a apoiar o Símbolo. Nas derrotas mais incompreendidas, é ele o primeiro a chegar perto. Sempre. E a exigir que o acompanhem. Quando é para dar voz, para nos representar, para ser um pouco a nossa imagem para os outros, fá-lo com a humildade que sempre lhe reconhecemos.


Fary é diferente. Não levantou troféus, não foi a finais, não conquistou medalhas nem prémios com a nossa camisola. Foi um bom avançado. Bom. Num Clube com Rickys, Jimmys e Silvas a marcarem passado recente. Mas Fary é mais do que isso. É aquilo que qualquer adepto mais estima: a partilha da paixão e amor pelo Clube. Fary é e será um dos nossos.



Quis o destino que a despedida dos relvados com a camisola do Boavista, na nossa casa, no lugar onde ambicionamos, fosse no dia mais especial para qualquer Boavisteiro. Só podia.

Eterno.

Pois...


Desde o último 5 de outubro que alertamos para esta situação. "Alertamos", Boavista, direção e Adeptos. O Jota em especial.
O triste acontecimento de então não teve o impacto mediático que está a ter o mais recente episódio relacionado com a violência desproporcional por parte da polícia. É pena. Provavelmente, o primeiro passo para evitar o que aconteceu ontem seria, todos nós sociedade, preocuparmo-nos com o que realmente aconteceu em Guimarães no ano passado. Como e porquê. De forma séria. E fazermos tudo para punir e corrigir.


Como disse aqui na altura, é realmente assustador que este género de acontecimentos, olhando à mentalidade desta polícia, pode acontecer a qualquer um de nós. Isso sim, é preocupante.

Mais um caso que vai marcar a vida de algumas pessoas para toda a vida. Sim, toda a vida. É pena, mas nós não aprendemos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Mística


Uma das fotografias mais marcantes da história do Boavista. Por tudo que representa.

Faz hoje 14 anos, no dilúvio de Vidal Pinheiro. Inesquecível. Vinte minutos, canto da direita por Sanchez, o Capitão a mostrar que não iria fugir. E cinco dias depois, era nosso.

Semelhança com a atualidade? Claro. A Mística.

Força Boavista!