segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A abordagem em Setúbal


Revendo o jogo, ainda fiquei com a ideia inicial mais vincada. Duas partes: do início à alteração aos 30 minutos, depois desta até ao final do desafio.

Dois médios à frente do trinco primeiro, um médio ofensivo tendo atrás a dupla de cobertura depois (o mais habitual 4-2-3-1, e um extremo na direita). Diferença abismal na coesão e comportamento da equipa, tanto no aspeto defensivo como aquando da posse de bola. Não foi um mar de rosas mas foi bem melhor, nem tampouco significa que quaisquer dos sistemas é melhor que o outro, simplesmente a equipa está mais identificada (e encaixa melhor, para já) com um deles.

Mais ou menos isto:


 Idris a trinco, 4-1-4-1, fosso entre defesa e linha média.
 Com bola, Lima na direita e longe do jogo, Uchebo na frente longe de toda a gente.

  O regresso à normalidade, já com Lima no meio e mais capaz de conduzir o ataque, dupla de cobertura mais atrás.



Sentimos pouco a expulsão, graças a nós próprios que mantivemos a atitude e aproveitamos o encolher do adversário. Com as linhas mais compactas, continuamos com os dois médios (agora Tenga+Carvalho) à frente da defesa, Léo a meias na ala a derivar para o meio, dando o corredor a Inkoom (seria essa a ideia de Petit com a colocação de Lima na direita?).

Por falar em Léo, fica a nota para uma exibição positiva do brasileiro, descomplicando por vezes (já é uma melhoria) e consequente na segunda parte como há muito não se via. Aguardemos o que vem aí, mas pode ser um 'reforço' importante para os próximos tempos.

Necessidade de reforço que se torna cada vez mais evidente no que toca à alternativa a Diego Lima. Carvalho é hipótese, mas também o é (e bem mais) para outras posições do miolo. Sobram Samú e Ancelmo... é tirar conclusões.



Força Boavista!

Empate na Estreia




Deu para o susto. Entrada satisfatória com direito a euforia controlada: um ponto fora contra um adversário directo, empate em inferioridade numérica depois de estar a perder por dois e a sensação de que com aquela postura - de peito feito e confianca em alta - a vitória poderia estar mais perto. Individualmente, erramos para corrigir no futuro, no coletivo mudamos para saber que não o podemos fazer. Receita idêntica à do passado: aprender com as dificuldades, olear o que ainda parece enferrujado e manter a correria. A garra à Pantera. Fundamental.


Algumas alterações no onze relativamente àquilo que se esperava: Vinicius foi o escolhido, surpreendeu a passagem de Lima para a ala direita, com implicações também na estrutura (Idris como trinco ao invés dos dois médios de contenção atrás do ofensivo).
Cabeça fora do corpo, foi a equipa que fez questão de demonstrar que não batia certo. Perdemos na consistência e posicionamento, não nos organizamos o suficiente para podermos esticar o nosso jogo (resultado da evolução, como será expectável). As dificuldades em criar espaços e os erros que originam os golos são resultado disso mesmo: a permitirmos espaço entre defesa e meio campo, sem bola inseguros, com ela apáticos e sem ideias. 

Readquirimos a identidade à meia hora, assentamos e controlamos o jogo, conseguimos alguma circulação no meio campo contrário. A criar perigo e com mais dois erros pelo meio - que resultam em golo e expulsão - ainda fomos a tempo de conseguir o empate, ameaçar o terceiro e quase deitar tudo a perder.


Algumas notas:

Ala esquerda, Afonso e Luisinho. Não só foram os marcadores dos golos (os primeiros de ambos na Primeira), como nasceram ali algumas das jogadas mais perigosas. Luisinho confirmou que é reforço, Afonso ao seu nível.

Tengarrinha, o melhor dos médios na parte positiva do jogo, mostrou que está a caminho da melhor forma.
Boa entrada do Anderson Carvalho, ajudando na recuperação, intenso na disputa de bola, trouxe outro (e melhor) critério na posse de bola.

Vou chamar-lhe Mandiang porque por vezes parece outro Idriss, e nem percebo qual o verdadeiro. Primeira intervenção positiva resulta na primeira grande oportunidade, já com Léo em campo. Problemas no posicionamento e pouca cobertura (por exemplo, no primeiro golo), ímpeto a mais na absurda expulsão, em contraste com a não menos absurda lentidão na sua saída de campo. Vítima da desorganização inicial do meio campo, perdido algures entre os centrais e os outros dois médios (e longe do bom entendimento com Gabriel), foi sem ele que empatamos.

Dupla de centrais. Melhores na segunda parte, talvez a pouca rotina na origem dos problemas. Vinicius está no segundo golo, num erro incompreensível para quem mostra enorme experiência noutros lances, além dos problemas em fechar o espaço com Afonso (aí também com responsabilidades do meio campo). Falta de ritmo? Sampaio num plano razoável, também ele precisa de jogos (e nós, para percebermos como está o Sampaio).
Ficou a certeza que pelo menos Henrique está aí para a equação.

Lima. A principal vítima da alteração inicial, encostado à ala e escondido dos companheiros. Melhorou com a passagem para o meio, foi o que mais empurrou a equipa no início da segunda parte. Como habitual, desapareceu cedo demais, com a agravante de ter aparecido tarde.
 


Em suma, sinais positivos na reação à desvantagem e recuperação em inferioridade numérica, muito embora os problemas na consistência e evolução que não mostramos na primeira metade do jogo. 
Falta saber que peso teve a abordagem ao desafio e o quanto influenciou negativamente a dinâmica da equipa.
Grande presença na bancada, a ajudar quando mais foi preciso.
Para a semana tudo a apoiar. O esperado regresso ao Bessa e ajuste de contas com o Tondela.

Força Boavista!



domingo, 16 de agosto de 2015

Vamos a Eles: Vitória de Setúbal


Como é natural no primeiro jogo da época, expectativa ao máximo, não só pela estreia - e logo num estádio de boa memória recente - mas também para vermos e confirmarmos como estão equipa e jogadores.

Desta vez começamos contra dois adversários directos (Setúbal e Tondela), também por isso entrar bem pode ter um peso diferente.
Em comparação com o último campeonato, este ano não temos nem precisamos do 'tempo extra' inicial para aquecermos os motores.
Cedo organizamos o plantel, mantivemos (para já) uma boa base, reforçamos onde era mais preciso. Os bons sinais da pré-época mostraram uma equipa mais consistente e confiante, mais ligada entre si e  identificada com o que a equipa técnica pretende, com alguns reforços a mostrarem que podem contribuir já.

Curiosidade acerca da nossa abordagem ao jogo. Tudo indica que o teste aos três centrais não tenha passado disso mesmo, portanto será de esperar um onze e postura idênticos ao da maioria dos jogos particulares das últimas semanas e ao que parece ser maior aposta do Petit, para já.
As dúvidas são as mesmas que discutimos aqui no último post: no eixo da defesa (quem acompanhará Sampaio), na dupla de meio campo atrás de Lima e no ataque (sem Bukia nem Uche mas já com Zé Manel a poder entrar no onze).

Tudo a apoiar. Começa hoje a difícil caminhada, vai ser mesmo preciso estarmos num bom nível, dentro e fora do campo.

Tamo'juntos! Força Boavista!

sábado, 8 de agosto de 2015

Equipa


A respeito do onze a entrar no campeonato daqui a uma semana (que em princípio fez o último jogo de preparação/afinação ontem), parece-me mais definido este ano que na temporada passada. Sobretudo, há essa possiblidade e parece-me também haver maior preocupação em delinear já um onze ou algo perto disso.


Com o Celta pode não ter sido o onze que entrará em Setúbal, mas andará lá perto.
Tivemos de novo o teste dos três centrais (Sampaio, Vinicius, Santos). Golos aos 8 e 9 minutos, alteração aos 18 com a entrada de Léo para o lugar de Santos. Por enquanto, não parece que vá haver mudança de sistema.

Na baliza, curioso que tem sido Gideão o guarda redes mais vezes titular. Não seria expectável Mika não começar como titular, mas é uma das grandes dúvidas.

Laterais assunto arrumado, Samuel Inkoom e Afonso. No eixo da defesa, Sampaio jogou sempre a titular, tudo indica ser o central do lado direito. Primeiro Henrique (entretanto lesionado) depois Vinicius (falta saber se já com ritmo), parecem tirar espaço a Carlos Santos, o que mais jogos tem com Phillipe como companheiro de setor mas que ainda não o foi nesta pré-época. A outra dúvida.

Idris o médio mais utilizado, ficando a ideia que será um dos dois médios mais defensivos.
No meio campo ofensivo, é um all-in no Diego Lima. Tem estado bem e vai começar bem, veremos o quanto consegue ser consequente e como a equipa pode tirar o maior proveito dele.
O terceiro homem no miolo (a par de Idris) é outra dúvida. Gabriel parece levar alguma vantagem, mas temos o Tengarrinha e ainda Anderson. O nigeriano tem carburado bem (trará mais força e intensidade, para já talvez revelando melhor entendimento com Idriss), os outros dois em crescendo. Dúvida agradável, qualquer um dos três dá garantias.

Na frente, Luisinho na ala esquerda não há dúvidas, as lesões de Bukia e Zé Manuel atrapalham bastante, reduzindo as opções a Uchebo, Pouga e Léo (para já, enquanto o Uche só corre). A dúvida será entre Léo e Pouga, interferindo na posição de Uchebo. Na minha opinião, ganharemos muito mais com o nigeriano no eixo e Léo na ala, do que com Pouga.
E quase ficamos por aí. Há Correia que, tendo Afonso na lateral, poderá subir para ala. Restam Samú, Abner, Alex, o que já pode ser curto.



A não ser que haja alguma surpresas (atenção que ainda há um jogo em Vila Real), será mais ou menos assim que nos estrearemos em Setúbal.

Mais importante que as dúvidas e os bitaites, e logo a seguir à vitória, é o nosso apoio. Temos que ter uma presença idêntica à do primeiro desafio da época passada, marcar bem que estamos de volta e que por cá queremos ficar. Melhores. A crescer. Unidos. Se não correr bem ou alguma coisa emperrar, temos que estar lá nós para dar força, como tão bem o fizemos no passado recente.

A oito dias. Vamo lá! Força Boavista!


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Plantel 2015/16 - atualização


Um mês depois do início dos trabalhos, a pouco mais de uma semana da estreia em Setúbal (dia 16 às 16 horas, marquem já na agenda) e aproveitando a apresentação oficial, está na altura de uma breve olhadela sobre o nosso plantel.

Retirado daqui, onde podem ver algumas das melhores fotos da nossa apresentação.



Defesa

Foi o setor sujeito a mais reforços: Gideão, Samuel Inkoom, Tiago Mesquita, Henrique, Paulo Vinicius e Hackman, seis jogadores para fortalecer o setor mais frágil da temporada passada.
Mais e melhores opções. Nas laterais, talvez as posições em que estamos melhor servidos, tanto no onze como nas opções, até salvaguardando a eventualidade de alguém ser tranferido.
Henrique e Vinicius, indiscutivelmente, trazem mais qualidade e experiência ao eixo da defesa.
Na baliza, Gideão tem mostrado estar à altura para discutir a titularidade na baliza, bem mais que o dispensado Monllor o conseguiu fazer na temporada passada.


Meio Campo

Talvez o setor ainda alvo de retoque até ao fecho do mercado, nomeadamente o ofensivo. Idriss, Reuben, Tengarrinha e Carvalho são o núcleo duro, em princípio para duas das três posições mais defensivas do miolo (mesmo podendo haver jogos em que poderão jogar os três). No meio campo ofensivo, Diego Lima (que se tem apresentado em boa forma) é praticamente o único indiscutível a lutar à séria por esse lugar. Nota ainda para o regressado Beckeles, que poderá ser mais vezes opção para o miolo, tendo em conta que estamos bem servidos na lateral. Não é trinco nem organizador, mas adapta-se bem no meio campo e mesmo na ala, onde fez alguns jogos na época passada. Isto, claro, se permanecer no Clube.


Ataque

À semelhança da defesa, ficamos a ganhar com as mexidas: perdemos Bobô, Brito e Wei, ganhamos Uche, Luisinho e Bukia. Ainda com o nigeriano a ganhar forma física, já deu para confirmar que o português que recrutamos ao Ac.Viseu é uma mais valia. O jovem ex-Vila Real, nos dois ou três jogos em que participou, mostrou qualidade para se fixar já no plantel principal. A infeliz lesão atrapalha mas, correndo bem a recuperação, haverá uma maior expetativa para um bom reforço da linha avançada lá para o final do ano. Acrescente-se Zé Manuel (a contas com lesão nas últimas duas semanas) a Luisinho e Uchebo, os que estão mais próximos da titularidade.


Sobre os jogadores:

Apresentamos 31, número acima do que o nosso Mister pretende, sendo muito provável que nos próximos dias (ainda antes do início do campeonato) tenhamos conhecimento de algumas dispensas.
À cabeça, os jovens que, apesar do potencial, não estarão ainda prontos para serem opções válidas neste ano de estreia na Primeira: Hackman e Alex Jr (veio como defesa lateral mas tem sido utilizado na ala esquerda; talvez mais em standby dada a possível transferência de Afonso); Douglas Abner tem poucos minutos nesta pré-época, a maior parte deles na posição de ponta de lança, encontrando-se claramente atrás da concorrência e dando sinais que precisa de evoluir. Alguma dúvida dada a lesão de Bukia, em princípio abrindo outros horizontes no que toca à luta por um lugar na ala. Nesse capítulo, Samú parece levar vantagem, dado que já foi aí testado nestes últimos amigáveis de pré-época. No meio campo denota algumas dificuldades para se impôr e ser verdadeira alternativa a Lima, mas ainda assim será, dos jovens que transitaram para esta época, o que estará mais próximo de permanecer no plantel.
Ancelmo, embora algumas melhorias, é bastante provável que retorne à condição inicial de dispensado, fortalecendo a ideia que é realmente a posição em que precisamos de reforço.
Ibrahim Faye não é para estas andanças, pelo menos para já. Rotulado de extremo, tem sido utilizado na lateral (também graças à pouca disponibilidade de Tiago Mesquita devido a lesões).


Sobre a apresentação:

Boa solução em realizar a festa da apresentação na cidade da Maia, onde o plantel tem feito a maior parte dos treinos nesta pré-época. Parece-me óbvio que se tratou de uma situação de recurso dado o estado do nosso relvado, assim como não fazia sentido fazer o típico jogo de apresentação fora da nossa Fortaleza. Além disso, uma aproximação que pode e deve trazer-nos vantagens no futuro, em jeito de piscar de olho à Maia, para assim, ainda que lentamente, talvez podermos cimentar uma maior proximidade à zona periférica da nossa cidade.

Outras notas:

- U-u-Uchebo. O ReiUchebo, no seu estilo muito próprio, é o craque cabeça de cartaz que mais mexe com a plateia. Carlos Santos, antigo mal-amado, recebeu uma das maiores ovações da noite (quinta época de Xadrez ao peito...).
- Ancelmo conseguiu ser ainda mais lento que Ervões e Bukia, naquele curto trajeto desde as escadas ao palco.
- No treino, à semelhança do jogo com o Pedras Salgadas, houve teste ao sistema de três centrais, em princípio (e como já disse Petit) para desafios em que teremos que adotar uma postura mais defensiva. Os sinais foram positivos, veremos se é algo que vamos testar mais vezes e se será somente para esse tipo de jogos. Sobretudo, aproveitando as duas laterais, que exploram bem os corredores (Samuel, Afonso/Anderson) e os dois médios que fazem bom jogo interior (o ala Luisinho e o médio Diego Lima). A par disso, eixo central bem protegido, quer pelo trio de centrais (com Vinicius a comandar), quer pela dupla mais defensiva do meio campo. Não chegando o tal médio que precisamos, será também menos necessário com este sistema, que no típico 433 de Petit.
Tenho dúvidas que se mude, passando a ser o nosso sistema base, mas vamos esperar pelos próximos desafios e ver o que pode saír dali.


Amanhã, sexta feira, teste importante (e curioso até) contra uma equipa da Primeira Liga Espanhola, o Celta de Vigo. Sábado (17 horas), naquele que deverá ser o último jogo antes da estreia em Setúbal, estaremos na apresentação do Vila Real.


Força Boavista!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Sexto Jogo Treino




Como seria de esperar, jogo de sentido único. Apesar das diferenças, tivemos dificuldades para criar perigo e desequilíbrios na povoada defesa contrária. Cansaço, lentidão, pouco espaço e imaginação, muitos testes em algumas posições.


Algumas notas do treino em Rebordosa:

- Boa notícia a estreia de Paulo Vinicius. Deu ideia que ainda vai demorar algum tempo a ganhar ritmo competitivo, mas, sem dúvida, mais valia a caminho. Primeiro na esquerda (com Sampaio) depois na direita (com Santos).

-No sentido inverso, e apesar de carecer de confirmação, Bukia esteve ausente devido a lesão. Veremos o que vai saír dali, daquele que estava a ser um dos destaques da pré-época. Mesquita também saíu tocado, ele que falhou os primeiros desafios de preparação por problemas físicos.

- Léo confirma a má forma. Começou na esquerda sem sucesso, bastaram 5 minutos de Luisinho nessa posição para se conseguir criar duas oportunidades e um golo mal anulado a Pouga. Nas receções, no um para um, até no passe, denota uma anormal falta de confiança.

- Não seria preciso este treino, mas torna-se cada vez mais evidente que temos muito mais a ganhar com Uchebo que com Pouga. Muito mais mobilidade e velocidade do nigeriano... Muita luta e poder aéreo sim, de Pouga, ali perto da área.

- Um dos jogos menos maus de Ancelmo neste início de temporada. Um grande golo, alguns passes rápidos e certeiros, espaço e tempo que não tem três escalões acima.

- Abner jogou os últimos dez minutos, contrariando as notícias que davam conta do seu empréstimo. Poucas dúvidas que será esse o destino, mas para já continua connosco.
Alex e Hackman também participaram apenas na parte final...


Amanhã, 9 horas, jogo treino em Leça.

Fiuza


Enganei-vos.

Não vamos falar do ridículo.

Preparativos para fazer o 'boneco' publicado no final deste post:  Fiuza, google imagens, com "z" em vez do "s". Foi assim que a descobri. E, tal como vocês que já clicaram no link, também me apaixonei. Paloma. Fiuza. Espanhola. A Sara num bolso. Se os tivesse.


Só para exemplificar que há males que vem por bem, ou que nem tudo que parece tempo perdido é realmente tempo perdido. Ou que pode-se sempre recompensar esse mesmo possível tempo perdido de forma inesperada e surpreendente.










Obrigado, Fiusa.

Do resto, só para rir. Fail of Ignorance.





terça-feira, 28 de julho de 2015

Venha o Caneco II

(problemas no Blogger impediram que saísse o post do primeiro jogo no domingo. Achei melhor publicar na mesma hoje - já que estava feito - num dois em um. Desculpem lá a extensão).


Paços - Boavista

Afro King Warriors Show: the beginning


Bom teste para o que aí vem, mais um jogo em que damos bons sinais daquilo que poderemos vir a fazer quando for a doer (ou a valer pontos, já que ao Bukia, Luisinho e Lima, ontem já deve ter doído e bem). Mostramos evolução em relação ao passado recente, à época passada principalmente (enorme diferença se nos lembrarmos deste mesmo torneio na primeira edição...), mas também comparando com o desafio em Matosinhos. 

Bem evidentes as boas indicações do coletivo do jogo de há uma semana. Repetindo das notas de então: "Ligação entre os setores, preocupação em oferecer linhas de passe ao portador da bola, o que resulta num jogo mais pautado e de melhor posse; pressão organizada sempre que possível, dos mais defensivos mas não só".  Conseguimos estar por cima na primeira hora de jogo, mais dominadores e perigosos na primeira parte, acabando por se fazer justiça nos penaltis. Mesmo na fase de menor fulgor, não deixamos de procurar o ataque e de sermos seguros na retaguarda. Temos razão de queixa da arbitragem, julgo que teríamos bem mais hipóteses de ter resolvido o jogo nos 90', houvesse algum travão ao jogo faltoso (e perigoso) do adversário.


Individualmente:

- Temos Gideão para dar luta ao Mika pela titularidade, mais do que alguém o conseguiu fazer na temporada passada. Revelou segurança no jogo aéreo e à vontade a jogar com os pés, pelo menos nesses aspetos poderá estar em vantagem. Tranquilo no pouco trabalho que teve entre os postes. 
- grande parte do domínio deveu-se à eficádia de Gabriel e Idris na zona intermédia, confirmando-se maior mobilidade (bem coordenados e a chegarem com segurança mais à frente), ambos em muito bom nível no desarme e antecipação.
- Sampaio e Henrique são aposta para a defesa por enquanto, contribuindo também para esse maior fulgor do meio campo defensivo. Sampaio vai confirmando a boa forma, Henrique vai trazendo algo mais positivo. Veremos os próximos tempos, mas é bom poder começar desde já a engrenar uma dupla. E ainda falta Vinicius.
- Samuel Inkoom outra vez titular (provavelmente Mesquita lesionado) e outra vez a mostrar alguns problemas defensivos (alguma imaturidade na abordagem a alguns lances?). Com bola, ficamos a ganhar milhões, quer na circulação, quer a explorar o corredor direito.
- Afonso a aproximar-se dos níveis da temporada passada. Classe. E à frente na luta pelo lugar.
- Claras mais valias nos extremos, Luisinho e Bukia na linha dos últimos jogos amigáveis, veremos como ainda crescem nos próximos tempos. Para já, tanto a dinamizarem no último terço em ataque organizado como a lançar o contra ataque.
- Uchebo foi utilizado no eixo do ataque (onde já jogou Zé Manuel e falta Uche se estrear), estando bem na sua função (à Uchebo), ganhando bolas para os companheiros, beneficiando também do melhor apoio que conseguimos dar ao ponta de lança, tornando o seu jogo mais consequente e útil para a equipa.



Boavista - União da Madeira


 Afro King Warriors Show: the apranchamento to the trophy

Como se esperava, um onze diferente do desafio com o Paços, um misto de potenciais titulares com algumas opções ainda em fase de 'testes'. O sistema foi o mesmo que nos quatro jogos anteriores, o que já se pode chamar de nosso sistema base: dupla de médios à frente do quarteto defensivo (sem trinco declarado), terceiro médio mais à frente, dois alas e ponta de lança. Únicos repetentes no onze em comparação ao dia anterior, Inkoom e Sampaio.
Mesmo com maiores dificuldades em desequilibrarmos no ataque, conseguimos controlar a primeira parte, na maioria do tempo por cima no jogo. Entramos bem, pressionantes, fomos perdendo fulgor até ao lançamento de algumas das peças que tem estado em maior destaque nesta pré-época. E assim vencemos.


Algumas notas:

Os problemas no ataque deveram-se sobretudo às opções iniciais, com mais dificuldades no poder de desequilíbrio e mesmo na consistência do nosso jogo.
- Pouga com funções idênticas às de Uchebo no sábado: igualmente forte nas bolas aéreas, a conseguir dar algum jogo ao apoio do meio campo e alas, útil igualmente nas bolas paradas defensivas. No resto, aplica-se o que já foi dito sobre ele: pesadão, dá imensa luta, algo prejudicado pelo tipo nosso tipo de jogo. Veremos se se pode tornar mais útil.
- Em bom plano a nossa dupla de meio campo, Tengarrinha e Anderson Carvalho, parecem também ir aquecendo os motores. O português regressando ao patamar que nos habituou, o brasileiro continuou a melhorar o seu jogo, sobretudo na intensidade. A chegar mais vezes perto da bola, a conseguir matar algumas jogadas e a lançar outras, mantendo o que tem de melhor, a lucidez no passe. Gostei, principalmente na segunda parte. Na primeira, é quase impossível fazer algo mais, com Ancelmo como terceiro médio.
- Na lateral esquerda tivemos Correia, também ele a melhorar, mais perto do que de bom mostrou no início da época passada. Atrás de Afonso talvez pela menor segurança defensiva que oferece para já, na minha opinião. Mas vai ser uma luta intensa, não duvido. Alex Jr jogou na ala, depois do que mostrou em Gondomar. Não desequilibrou, revelou dificuldades no posicionamento (claro, não só pela inexperiência mas tambem dado o pouco entrosamento com o lateral).
- Na direita, boa estreia de Tiago Mesquita na segunda parte. Esteve seguro a defender, muito certo nas ações, poucas oportunidades para subir na lateral.
- Léo razoável, talvez um pouco melhor que nos últimos jogos, mas ainda muito à sua imagem. Inconsequente vezes a mais. Sente-se melhor quando tem oportunidades de lançar ele o contra ataque em drible e velocidade, continua algo complicativo em tudo o resto.

Nota final para as bolas paradas, englobando os dois desafios. Continuamos a mostrar melhorias, sobretudo na marcação, conseguindo criar mais perigo. Mesmo nos livres diretos à baliza, como foi exemplo o grande golo do Tengarrinha.


Há um ano, a propósito deste torneio, discutiu-se aqui que foi positivo reencontrar duas equipas de Primeira (Setúbal e Paços) e não perder nenhum desafio.
Desta vez mantem-se a onda positiva, e nem tanto pela mera conquista do caneco, mas sim por aquilo que a equipa mostra, a evolução que teve, a auto confiança que revela, as melhores opções, e o espírito de grupo que parece intacto e se mantem forte.

Em grande os festejos no final com os adeptos. Uchebo e Pouga a entregarem em mão o troféu aos adeptos, o clã africano com o placard de promoção, os cânticos com os Panteras. Todos juntos que vai ser preciso para o que aí vem, tudo menos fácil. 

Força Boavista!


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ecletismo


17 modalidades, 1500 atletas, formação e competição.

Vale a pena ler, até para percebermos o que somos, como vamos conseguindo crescer e o que queremos para o futuro.

Aqui: Ecletismo Axadrezado - A Preto e Branco.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Teste em Gondomar



Segundo jogo no espaço de 24 horas (até menos), terceiro em quatro dias.

Mais que um treino de afinação ou de ganho de rotina, deu ideia que foi sobretudo um teste para se perceber quem está mais perto de saír do plantel ou até em melhor posição para lutar por um lugar nos titulares. Onze idêntico ao da última meia-hora em Matosinhos: Tengarrinha na direita (Mesquita ainda não estará a 100%, o que é uma pena), Hackman e Santos, Afonso (Alex Jr); Idris e Anderson, Ancelmo mais à frente, ataque Zé (Uchebo), Léo e Pouga.

Basicamente o jogo foi controlado por nós, uns momentos melhores que outros, só permitimos perigo junto a Mika nos últimos cinco minutos. Muita coisa 'emperrou' mas, como disse acima, julgo que era importante perceber que opções podem contar mais.


Individualmente:

Começar pelo pior: a lesão do Afonso. Assustou o aparato e a forma como é pedida a substituição, vamos esperar por notícias. Nem é bom pensar no pior (parece-me mais à frente na luta pela titularidade do que Correia). Alex Jr foi a opção (jogou uns 70 min), algumas dificuldades no pouco trabalho defensivo que teve, foi a atacar que se destacou. Enquanto lateral conseguiu subir e cruzar, depois da entrada de Correia desequilibrou como ala. Curioso, mas pode fazer pensar duas vezes acerca do futuro, ou se perdemos um lateral e ganhamos um extremo.
Hackman cumpriu e também mostrou que, dos centrais, é o que parte mais atrás. Um salto do terceiro escalão - como bem sabemos por experiência própria - faz com que precise mais de tempo que todos os outros. Veremos como está Vinícius e que prazo tem a lesão de Ervões para se perceber o que pode ser feito acerca do seu futuro.
Pouga está nos golos, ambos de cabeça, na pequena área e através de pontapés de canto. Em tudo o resto, ponta de lança pesadão, que joga com o físico e com ele tenta dar luta às defesas, bola mais puxada é dos defesas. É certo que a equipa não ajudou, mas em tudo o resto foi pouco eficaz. Poderá ser útil noutros momentos noutro tipo de jogos? 
Ancelmo não dá, pouco mais além de pormenores de um brasileiro com bons pés. Sem dúvida, a posição em que precisamos de reforço.

Idris mais móvel e em bom plano, Santos (tanto passe desmedido) e Tengarrinha a cumprirem, Léo e Carvalho a melhorarem um pouco em relação aos últimos desafios.
Samú pouco tempo e espaço, não conseguiu pegar no jogo, assim como Abner (que entrou para ponta de lança, poucos minutos).


Mesquita, Vinícius e Uche, vamos lá ver para o fim de semana. Torneio Capital do Móvel, bom teste contra o Paços (sábado às 20:30, em Freamunde), domingo à mesma hora em Paços de Ferreira.


Força Boavista!