quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Empréstimos
Ponto prévio, isto não é culpa só dos grandes, nem dos clubes recetores. Agora não é, longe dos tempos que se emprestavam oito jogadores ao mesmo emblema ou se simulavam convenientes impedimentos físicos. No nosso panorama, o que potencia o problema é a globalização financeira do futebol e a respetiva ganância de cada um, o que faz com que o porto não seja mais o porto, seja, em grande parte, a Doyen. O benfica ainda pior, já nem sabem o que tem nem sonham o que virão a passar. Dos terceiros nem vale a pena comentar, de tão ridícula situação.
Ponto grave é o impedimento de jogar contra o clube-mãe. No fundo, em causa a seriedade e profissionalismo do jogador e treinador. Na prática: oito o benfica, catorze o porto, dez o sporting, o número de jogos em que, à partida e por definição, os adversários partem desfalcados, não podendo contar com alguns dos seus jogadores, em teoria alguns dos melhores e mais influentes, ou pelo menos os mais caros. Igualdade de competição, Ju? A sério? Podre riquismo.
Tão simples quanto isto: fim dos empréstimos a clubes do mesmo escalão. Emprestar? Sim, cedem e ficam com parte do passe, lucram com futura transferência, podem até ter preferência na saída do jogador. E só portugueses e jovens. Não gostam? Não compram, apostem nos aztecas. Por exemplo, à semelhança do caso do TóZé do vitória. Antes isso que simular um penalty, vamos lá com calma, que há coisas que não se fazem.
Anti desportivismo, o mesmo mas em maior escala de que se tem falado quando, por exemplo, as condições de visitado não são as mesmas para todos. Toda a gente ri, porque 90% esfrega as mãos com estas merdas, outros 8% seguem estilo carneirada atrás. E ninguém lhes aponta o dedo porque, no papel, aumenta a probabilidade de sucesso das suas equipas. Palminhas, continuemos assim.
No meio disto tudo, somos a exceção juntamente com Nacional e Estoril. Pelo segundo ano consecutivo a não ser barriga de aluguer, somos os únicos. É duro, mas há coisas que não se pagam e esperemos que seja para continuar. Orgulho Axadrezado acima de tudo.
O Exemplo a Não Seguir...
Promessa da nossa formação, foi uma das apostas de Petit quando este assumiu o comando técnico do Boavista em outubro de 2012. Lançado de forma esporádica (nem outra coisa seria de esperar com 16/17 anos), seria opção mais séria - com direito a permanecer no plantel sénior - na época seguinte, 2013/14, a última antes do Regresso. Sai nessa pré-época, de forma algo surpreendente, aparentemente para alinhar na equipa b do mercado. Olhando à idade, também apto a competir pelos juniores.
Alguns exemplos de jovens jogadores, onde Rúben se incluía, lançados na mesma 'era':
Carraça seguiu, neste momento vai na segunda época em campeonatos profissionais. Titular em cinco dos seis jogos até ao momento pelo Santa Clara.
Cid estreou-se conosco na Primeira (como titular no empate no dragão), entretanto emprestado e recentemente vendido a um clube finlandês.
Afonso (então ex-junior/equipa b do braga) e Zé Manuel, estão cá, cresceram conosco e são dois dos nossos melhores jogadores.
Os irmãos Pereira continuam com ligação ao Boavista, neste momento emprestados ao Vila Real, depois de uma época em Gondomar. Com idade idêntica, ambos com mais jogos pelos séniores que o Rúben.
Samú está no plantel principal, já se estreou na Primeira e Taça da Liga.
Rúben foi para o porto em agosto de 2013, jogou nos juniores sem nunca se estrear em campeonatos profissionais. Na época seguinte participa em oito desafios pelo Famalicão, do terceiro escalão, neste momento continua no CNS, na Sanjoanense (treinado pelo nosso ex-jogador Ricardo Sousa).
Claro que ainda está muito a tempo de recuperar o tempo perdido e ter a época de explosão que precisa. O que me parece óbvio é que ficou a perder ao nos trocar pelo clube fruticolor.
Passo maior que a perna e fascínio não sei bem pelo quê, como se eles olhassem para um jovem e não vissem euros antes de tudo. Ainda para mais sem ligação à Doyen, era para saltar empréstimos até acabar onde está.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Injusto
Ingrato e injusto. Repetitivo, se olharmos a dois major-problems que nos tem assolado: erros defensivos evitáveis - que complicam a vida e nos fazem correr atrás do prejuízo - e falta de eficácia, a que precisamos para compensar as limitações e fazer jus à entrega exemplar da equipa.
Petit altera metade do onze - mexendo em todos os setores e promovendo duas estreias - mas mantendo o sistema/identidade base. Mika, Henrique, Idris, Lima e Uchebo, novidades em relação ao último desafio. Tengarrinha do onze para o banco, Carvalho para a bancada.
Há más entradas nos jogos (algo que até se está a tornar usual nesta época) e depois há isto, duas oportunidades concedidas ainda antes do terceiro minuto concluído. Saímos incólumes da situação, corrigimos e melhoramos, partimos para uma primeira parte equilibrada, minimamente seguros atrás, chegando à área adversária e criando perigo de bola parada.
Segunda metade marcada pela expulsão aos 8 minutos e pela reação positiva da equipa à mesma. Unimo-nos, crescemos no meio campo, criámos mais situações de golo que o adversário pecando na finalização, acabamos a oferecer os três pontos. Há dias assim, injustos para os que lutaram no campo e os que tudo deram na bancada.
Vamos às notas:
Notava-se que estava tremido, olhando às exibições nos três primeiros desafios e que, como havíamos falado, Henrique estaria à espreita. Mudar os centrais é algo sério, diferente de qualquer alteração noutro setor. Relembro que, na época passada, só começamos a sentir alguma consistência quando estabilizamos os centrais, findo o primeiro terço do campeonato. Não foi uma exibição perfeita da dupla, alguns erros que poderiam ter custado caro (e um que custou!), mas segurança e concentração na maioria dos lances. Esperemos que seja aposta contínua daqui para a frente e, mais importante, que seja eficaz.
Outro teste de grande exigência a Inkoom, sobretudo no aspeto defensivo, o tal que ainda suscita bastantes dúvidas. Foi alternando o bom com o razoável, culminando com a péssima abordagem no lance que resulta no segundo amarelo. Se dois minutos antes a falta era a melhor opção (depois de outra má reação à perda de bola da equipa...), aquela entrada por trás é... inútil. Voltou a mostrar dificuldades com bola, quando não conduzida pelo corredor: primazia à bola longa ao invés de passes simples e curtos quando estes eram a melhor opção.
No lado oposto, Afonso, super e aditivado. Outra vez.
Gabriel/Tengarrinha, Gabriel/Idris, é a questão do meio campo. Difícil decisão, convenhamos. Apesar de inicialmente discordarmos da alteração, admitamos que foi uma opção conseguida, olhando ao que o adversário exigia, às nossas mudanças na retaguarda e à própria produção e características (algo diferentes da temporada passada) da dupla. Responsáveis pela luta no meio campo e por impedir grandes espaços entre defesa e meio campo, foi quando mais se precisou deles que mais se destacaram, conseguindo esticar o jogo de forma sólida. Uma maior mobilidade e verticalidade no seu jogo (que já vem da pré-época), tornando-se mais evidente a sua utilidade quando reduzidos a dez. Um sinal que, sem médio ofensivo declarado (como o é Lima), poder-se-à tirar maior partido da dupla?
Os melhores jogos de Lima, quando desaparece aos 30 minutos. Depois estes, em que quase não aparece e a equipa agradece a sua ausência, tornando-se até mais perigosa. Teve duas boas chances de aplicar o pontapé, em ambas acertou nas orelhas da bola, falhando o alvo.
Esforçados, aplicados, consequentes. Uchebo, a dar sinais de melhoria de forma; Luisinho, mais um bom jogo; Zé Manuel, muito mais confiante que no último desafio. Foda-se Zé!, a dez centímetros da glória. Só faltou isso mesmo.
Por último, o lance quase anedótico. Culpados são vários: o primeiro Henrique (se fala, tem que resolver), depois Tengarrinha (sim, o passe podia ter sido bem melhor, ou até nem ter acontecido), Mika é o que sabemos com os pés (postes longe, problema!). Má abordagem do guarda redes, a manchar um bom regresso à titularidade.
Em suma, não merecíamos tamanha amargura, mas pusemo-nos a jeito, há que o dizer. Fizemos coisas boas, falhamos noutras. E pagamos caro. A confiança, por aquilo que se viu e pela evolução que ainda precisamos e vamos mostrando, segue inabalável. Reação em Coimbra, com todo o nosso apoio.
Fortaleza não merecia. É isto, continuar com este espírito de união para as importantes batalhas que se seguem. Jogo de Coimbra ganha outro peso, vai ser preciso estarmos fortes, no campo e na bancada.
Força Boavista!
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Venham Eles: Paços de Ferreira
Um dos adversários contra o qual não conseguimos pontuar desde o nosso regresso à Primeira, sendo que a derrota no Bessa na temporada passada é a única nos 11 encontros enquanto visitados.
Os três pontos catapultam-nos para o quarto lugar da classificação e, mais importante, fará com que visitemos Coimbra com importantes seis pontos de vantagem sobre a linha de água (sete sobre a Académica, lanterna vermelha), antes da receção ao sporting. Uma 'rede' que pode ajudar-nos a ter a estabilidade que precisamos para melhor evoluir o nosso jogo e recuperar/incorporar os reforços.
Bom início da equipa pacense esta época (empate em Alvalade à cabeça), apesar de não parecer tão forte como quando nos visitou na época passada, nem nós em fase tão atrasada de evolução quando os recebemos.
Curiosidade, portanto, em perceber qual vai ser a nossa abordagem ao desafio, tendo em conta que defrontamos um dos adversários mais complicados do meio da tabela, mas jogando em casa, com o equilíbrio como exigência e com os três pontos como único objetivo.
Dúvidas começam na baliza. Gideão não tem maravilhado, não surpreenderá se Mika avançar. Semelhanças em relação à época passada, em que o português só entrou para o onze à quarta jornada, no Bessa, depois do concorrente ao lugar encaixar 4 golos (em Vila do Conde).
Quarteto defensivo, se bem que ainda continuando a considerar Henrique como opção para o onze, não haverá motivos para abortar a rotina de Vinicius/Sampaio.
No meio campo estará a chave do nosso jogo. Gabriel e Tengarrinha, como médios de cobertura, tem dado bons sinais. Não só os dois, por eles próprios, mas sobretudo pela segurança e confiança que a equipa, no seu todo, parece ganhar jogando com esta dupla. Aliás, jogando com dupla, independentemente dos jogadores titulares. Estes dois parecem-nos, no momento, as melhores opções. Já passaram 15 dias desde o último desafio, veremos se há alterações (ou se há falta de confiança nos centrais, obrigando a lançar Idris)...
Dúvidas também na frente, incluíndo o terceiro médio. Carvalho dará maior segurança, mais intensidade sem bola e poderá contribuir para um meio campo mais compacto, podendo tal revelar-se útil atendendo às caraterísticas do adversário. Qualquer outro, e partindo do princípio que jogaremos com a tal dupla, será mais arriscado. Lima ou Renato serão as alternativas.
Reforço Renato que poderá também entrar no onze como extremo (ou Uchebo), ainda para mais com Léo a juntar-se aos indisponíveis. Será algo surpreendente se não tivermos Luisinho na esquerda e Zé no eixo.
Não achamos que se deva efetuar muitas alterações, de fundo, mesmo vindos de uma derrota por quatro. Foi um jogo, correu mal grande parte do seu tempo, mas não há motivos para muitas mudanças nem para grandes preocupações.
Confiança na Equipa, siga a dar todo o nosso apoio. Fortaleza!
Força Boavista!
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Reforços a Fechar
Algo que foi aqui discutido várias vezes e opinião consensual entre Boavisteiros: meio campo ofensivo a principal lacuna do plantel, bem evidente nestes três primeiros desafios, mesmo jogando/adaptando Carvalho à posição.
Apenas uma opção, Diego Lima. Se ainda fosse uma opção forte, de titularidade e utilidade indiscutíveis, que nao desaparecesse aos trinta minutos de jogo, as preocupações não seriam muitas. Mas é o Diego... O Lima, o mesmo Lima da época passada, em que (talvez já preparando a presente) só nos últimos seis desafios ganhou a titularidade em definitivo.
Este Ancelmo quase não conta; Samú, 19 anos, ainda cedo para se tornar no médio de batuta que precisamos.
Daí a esperança que tínhamos em, mesmo com pouquíssimos argumentos, tentar sacar algo de jeito nas sempre movimentadas e surpreendentes últimas horas de mercado.
Renato Santos is the man. Formação por cá e pelo sporting, dificuldades para se impor num dos melhores Rio Ave de sempre, acabou por fazer uma boa segunda volta na época passada, na segunda liga. Extremo, médio ofensivo, veremos o que pode saír dali, mas é a zona em que mais precisamos de sangue novo.
E atenção, reforços a sério temos cá dentro: Uche e Bukia (que do pouco que se viu, promete ser útil).
O outro reforço, antes de jovem promessa, avançado, extremo ou goleador, é o filho de quem é. No campo, vamos ver primeiro como é e o que pode crescer por cá, nestes três anos que assinou.
Fora do campo, saltamos para sites estrangeiros e jornais, reabrimos o auditório para apresentar algo que não a equipa de ciclismo, é provável que aumentemos os adeptos facebookianos. Um bom exemplo hoje, numa semana em que não defrontamos estarolas nem mudamos o relvado, menção na capa d'OJogo. Vale zero, bem sabemos, mas fica a nota.
Não me iludo em particular com esta vertente, confesso, mas admito que tem o seu lado positivo.
Veremos no campo como é, aí sim, é importante contribuir e o mais cedo possível.
Como já falamos, sem Bukia nem Uche, com este Léo e com Uchebo ainda à procura da forma, as opções estavam curtas. Também aqui.
Relativamente às saídas, destaque inteirinho para uma não-saída, a permanência de Afonso. Desportivamente, seguramos um bom valor na defesa, apresentando já uma boa forma para início de época. No resto, e sendo o último ano de contrato, veremos o que ainda conseguimos fazer para não perdermos um dos nossos mais valiosos jogadores a custo zero...
Confirma-se a já esperada saída de Beckeles. Foi útil enquanto cá esteve, importante no ano zero do regresso. Na lateral estamos servidos, poderia ter ainda uma palavra a dizer no meio campo, ainda assim uma perda que pouco preocupa.
Força Boavista!
A Derrota de Braga
À terceira jornada o primeiro desaire da temporada, por números que igualam as nossas mais pesadas derrotas desde o regresso à Primeira.
A 'almofada' de 4 pontos e a boa prestação na semana passada no Bessa talvez tenham pesado na abordagem de Petit ao desafio: apesar do jogo fora contra um adversário com outros objetivos, manteve-se a estrutura com que vencemos o Tondela. À linha de quatro defesas, juntou-se dois médios de cobertura (Reuben, Tenga) atrás do terceiro (Carvalho), mantendo-se a aposta na velocidade dos três da frente. Como aqui discutimos na antevisão, de acordo com a forma como nos apresentamos, fruto da nossa evolução e, claro, dos sinais positivos que mostramos nas duas primeiras rondas com este mesmo sistema e mentalidade, apesar do evidente risco maior.
Percebeu-se a intenção, assim como deu para ver algumas das lacunas mais evidentes e preocupantes da equipa, contra um adversário que as soube aproveitar e com argumentos para tal.
Numa breve análise, dividamos o desafio em três partes.
Primeiros minutos, até ao primeiro golo. Aguentamos a previsível forte entrada do adversário, sem recuar linhas em demasia e com meio campo e alas bem posicionadas e atentas às movimentações contrárias. Perda de bola em saída para o contra ataque, resulta no desequilíbrio defensivo originando o primeiro golo da partida, numa altura em que podíamos começar a jogar com a intranquilidade do adversário (vinda também das bancadas).
A reação, até ao segundo golo. Acusamos mas reagimos, com a baliza do adversário no horizonte. Conseguimos esticar um pouco o nosso jogo, controlar as investidas contrárias ainda longe da nossa baliza e, mesmo abusando de algum jogo direto, chegamos perto da área contrária por várias vezes, algumas delas com perigo. Um fora de jogo mal tirado a Uchebo, má definição no último terço na maioria das jogadas ofensivas e uma boa oportunidade pelo mesmo jogador, já na segunda parte, foi o melhor conseguimos.
O descalabro, a última meia hora. Morremos para o jogo na bola parada que origina o segundo golo, incapazes de impôr algum domínio no meio campo e de controlar os rápidos ataques e boa circulação do adversário. Animicamente (e fisicamente?) caímos para patamares demasiado baixos, resultando em mais dois golos e outros tantos desperdiçados. Reequilibramos com a entrada de Idris, mais preocupados em minimizar os danos da derrota do que propriamente em tentar tirar algo mais do desafio.
Vamos às notas:
+ Luisinho novamente em bom plano, foi do lado esquerdo que criámos as melhores chances para criar perigo, mesmo que, num ou noutro lance, a opção não tenha sido a melhor.
+ Foi o teste mais duro para Inkoom desde que cá chegou, mais exigente no aspeto defensivo, precisamente onde suscitem mais dúvidas sobre o seu valor. Apesar de repartir culpas no primeiro golo, esteve bem nesse aspeto no restante tempo de jogo, fazendo uso da velocidade que tem para impedir males maiores pelo seu flanco. Com bola, foi o que mais se precipitou pelo passe em profundidade, também pelo 'convite' de ter Uchebo em campo (mal um pouco extensível ao resto da equipa).
+- Reuben, Tenga, Carvalho. Melhores os dois primeiros, na sua principal função nesta partida: suster e controlar os dois médios e alas contrários, proteger a defensiva ainda longe da nossa área. Razoáveis enquanto houve forças e discernimento, também foi dali que teve origem o colapso pós segundo golo.
Nota negativa para Carvalho, apesar da missão ingrata. Ordem principal para impedir os centrais e medios adversários de saír a jogar, foi com bola que teve mais dificuldades, lento a reagir com o pouco tempo que sempre dispunha quando tinha condições de dar melhor seguimento às jogadas.
- Erramos em demasia e em momentos proibidos. Ao contrário dos dois primeiros desafios, estivemos mal nas bolas paradas defensivas, optando por uma marcação unicamente à zona (e pouco melhores nas ofensivas). Mesmo avisados depois do primeiro canto perigoso, voltamos a falhar poucos minutos depois, guarda redes incluído. Inexperiência e desconcentração, claro, a custarem bem caro.
+ Presença espetacular dos Adeptos. Boavista é isto. Não somos de 'levantar a cabeça' porque nunca a baixamos. Connosco não há quases, há a certeza de jamais abandonar e apoiar o Símbolo.
Todos juntos na reacção. Duas semanas para preparar Paços, dia 20 no Bessa.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Vamos a Eles: Braga
Em teoria, dos jogos mais complicados da temporada, por motivos óbvios. Objetivos e orçamentos díspares por um lado, evoluções e momentos diferentes de ambas as equipas por outro, algo que até pode e deve equilibrar a balança.
Curiosidade principal sobre a estrutura a apresentar por Petit: se vamos idênticos ao último desafio (o habitual 4231 e se com Carvalho ou Lima) ou se formatamos de maneira diferente o nosso meio campo (com trinco e dois médios à frente).
Luisinho e Léo nas alas, Zé no meio, velocidade dos três para o contra ataque).
Gabriel e Tenga, Carvalho mais à frente. Defesa igual, incluindo Gideao, sem motivos para mudar.
Sobre o adversário, das poucas equipas que jogam com dois avançados, ataque sobretudo vindo das alas e laterais (muito fortes, mas atenção que Djavan é baixa).
Aconteça o que acontecer, apoio do inicio ao fim. Notável presença de adeptos. Invasão!
Força Boavista!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Naturalmente
Grande regresso ao Bessa. Três pontos e 'final' ganha, entrega no campo, apoio na bancada e exibição a condizer.
Abordamos o jogo como expectável: à frente do quarteto defensivo, dupla formada por Reuben e Tengarrinha, atrás de Lima como médio ofensivo. Luisinho na esquerda, Léo na direita e Zé Manuel no eixo do ataque. Olhando aos recentes jogos (de preparação e primeira jornada), será esta a estrutura base, aquela que se identifica com a equipa e à qual os jogadores parecem sentir maior confiança.
Foi pela vantagem mínima mas teve tudo para não o ser, dado o domínio e oportunidades flagrantes que conseguimos criar. Depois de uma entrada expectante, dominamos a partir dos dez minutos, jogando no meio campo adversário, esticando o jogo sem colocar em cheque o setor defensivo.
Dois pares de oportunidades, outras tantas bolas nos ferros, apenas uma aproximação perigosa à nossa baliza, faziam o empate ao intervalo ter um sabor a injustiça.
À entrada perfeita na segunda parte, manteve-se o domínio sobre o adversário, ora criando perigo no ataque continuado e através de boa circulação de bola, ora - numa fase posterior - explorando o espaço nas costas da defensiva contrária. Tiramos o pé do acelerador nos últimos dez minutos, recuando e fechando linhas mais atrás. Mesmo sem conceder espaços junto da nossa baliza, permitimos alguns lances de bola parada, só não descansando mais cedo pela falta de eficácia na cara do golo.
Vamos às notas:
+ Percorrendo os setores (e porque todos estiveram bem, como um todo) e começando pelo princípio, pela defesa. Não pelos quatro elementos, mas por toda a equipa quando sem bola, já que foi graças ao comportamento coletivo que revelamos uma boa consistência. As laterais confirmam aquilo que se suspeitava, sendo dos melhores setores da equipa. Afonso está ao mesmo nível (diria até a melhorar), Inkoom vai crescendo, maior segurança defensiva, das poucas vezes que subiu (mesmo com menor liberdade que Afonso) mostrou que também ele pode desequilibrar em terrenos mais avançados.
Discutimos na antevisão à partida que seria útil rotinar a dupla de centrais: maior tranquilidade e acerto de ambos, a resolverem bem a maioria dos problemas que foram surgindo.
+ Poucos problemas que resultam também da influência da dupla do miolo. Reuben (que jogão!) e Tengarrinha estiveram na base da segurança defensiva e foram os primeiros responsáveis pelo volume de jogo ofensivo que produzimos. Ambos taticamente evoluídos e bem no posicionamento, fortes na cobertura e pressão, rápidos a reagir à perda de bola, características indispensáveis neste 'miolo' a dois à frente da defesa.
Terceiro médio que, a partir dos trinta minutos, foi Carvalho. Numa posição diferente da que habitualmente ocupa (costuma ser utilizado como fazendo parte da dupla, quer atrás do ofensivo, quer à frente de um trinco), com características diferentes de Lima, mas útil à equipa. Acelera o nosso jogo de forma diferente de Lima: sem conduçao de bola, sem encarar o um-para-um, mas revelando enorme lucidez no passe, quer na circulação no meio campo, quer a desequilibrar no último terço. Além disso, outra característica que o diferencia de outro qualquer médio naquela posição: bem na primeira linha de pressão na saída para o ataque do adversário, não deixando de aparecer na área de forma mais vertical para ser mais um a poder finalizar. Diego Lima azarado, esteve em bons vinte minutos da nossa equipa, foi o primeiro a ver amarelo (naquela intenção dele em intensificar o seu jogo defensivo), saíu ainda antes da meia hora devido a lesão (e veremos se há más notícias, numa posição com poucas opções).
+ Luisinho, a par de Reuben, dos melhores da nossa equipa. Já não há dúvidas que é um reforço à séria. Criativo, cultura de posse, movimenta-se bem na linha e nos espaços interiores, sem receio na hora de partir para cima dos defesas, bem na hora de decidir pelo remate quando bem enquadrado e em posição favorável ou pelo passe de circulação quando assim é melhor. Lembram-se do Brito? Sim, ficamos, sem dúvida, a ganhar.
Outra nota interessante, o Zé Manuel no eixo do ataque. Não surpreendeu a opção, como já aqui discutimos. Na pré-época, só foi aí utilizado e com resultados agradáveis. Mais mobilidade e rapidez nas desmarcações, ainda mostrou assinalável capacidade de luta entre os centrais adversários e lucidez na hora de servir os companheiros quando estes melhor posicionados. Só falhou, como em Setúbal, na hora de acertar nas redes, não esquecendo o mérito do redes adversário.
Sem deslumbrar e mesmo sendo o jogador em menor evidência, regresso razoável de Léo à titularidade, encostado à ala direita (favorecendo o jogo interior, à semelhança do lado oposto). Poucas, mas algumas melhorias, mesmo no posicionamento defensivo.
- Poucos pontos negativos e ainda bem. Entrada de Uchebo coincidiu com o nosso período de menor fulgor, ainda assim está ligado a dois desperdícios (um deles após enorme assistência do Zé) à frente da baliza, que podiam ter custado caro. Jogou encostado à ala, o que significa que, mesmo com Zé Manuel em campo, conta - e bem - como extremo para Petit.
- Ainda os centrais, embora globalmente com atuações positivas. O maior lance de perigo do Tondela surge em lance já visto: má cobertura e posicionamento de Sampaio no primeiro poste. O tempo é amigo e só ele para fazer evoluir o central, já que vontade parece não faltar. Acerca de Vinicius, repetimos o que aqui se escreveu na semana passada: transpira experiência, a mesma que lhe permite tirar partido do excelente posicionamento e compensar a falta de ritmo que evidencia num ou noutro lance. Dois exemplos: perda de bola em zona proibida, denotando dureza de rins em lance mal resolvido; longe dos festejos do golo e junto ao centro do campo, dando tempo à equipa para se reorganizar.
Resumindo, fica a superioridade perante um adversário estreante nestas andanças de Primeira Liga, com plantel renovado e treinador novo, portanto ainda em natural fase de adaptação e evolução (como os percebemos...). Bom, muito bom, mas nada mais.
Três pontos importantes e exibição segura e confiante. Tudo a Braga apoiar os nossos rapazes.
Preparem-se: Invasão.
Força Boavista!
domingo, 23 de agosto de 2015
Venham Eles: Tondela
Não seria preciso mais que o nosso regresso a Casa, mas não faltam motivos extra de interesse: relvado novo, equipamento principal a estrear em jogos oficiais, o ajuste de contas com clube e treinador adversários.
Do jogo, embora numa fase inicial do campeonato, julgo que pode ser já apelidado de 'final', daquelas que fomos vencendo na temporada passada e que começam bem mais cedo este ano, fruto do calendário e também da nossa evolução.
Curiosidade sobre a nossa abordagem, onze e estrutura, também se iremos ter algum daquele marasmo da primeira meia hora em Setúbal ou, no inverso, a postura que nos valeu o empate em inferioridade numérica.
A respeito do onze, ausência forçada de um dos jogadores mais utilizados por Petit, Idriss. Dúvida no substituto, com influência também na própria estrutura da equipa.
Bons sinais nos jogos de preparação (e mesmo em Setúbal), quando jogamos com dois médios atrás do ofensivo, parecendo encaixar melhor na identidade da equipa.
Gabriel foi o menos produtivo na estreia, bem ao contrário de Tenga e da boa entrada do Carvalho. Veremos quem forma a dupla de meio campo atrás de Diego Lima (esperemos nós, o brasileiro no meio e não na ala).
Outro dúvida maior no trio da frente: Luisinho tem lugar cativo na esquerda, Zé e Uchebo na pole para os dois outros lugares, havendo a dúvida sobre a posição que ocupam. Zé Manuel, esta temporada, foi somente utilizado no eixo do ataque, mas sempre sem Uchebo na equipa. Veremos como será, mas é provável que assim continue, derivando o nigeriano para a ala (ou mesmo para o banco, entrando Léo).
Na defesa, não havendo dúvidas nas laterais, curiosidade para sabermos se Sampaio e Vinicius continuarão a formar a dupla, depois de alguma intranquilidade demonstrada na estreia. Não há nada como rotinar a dupla, mas convém lembrar que temos Henrique à espreita (ele que deu bons sinais nos amigáveis, antes de se lesionar).
Do adversário e do pouco que se lhe viu, atenções redobradas aos rápidos avançados, perigosos nos contra ataques.
Importante é fazermos a nossa parte. Apoiar do início ao fim, mostrar a todos que a nossa volta é definitiva e que juntos seremos, sempre, mais fortes.
Força Boavista!
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
A abordagem em Setúbal
Revendo o jogo, ainda fiquei com a ideia inicial mais vincada. Duas partes: do início à alteração aos 30 minutos, depois desta até ao final do desafio.
Dois médios à frente do trinco primeiro, um médio ofensivo tendo atrás a dupla de cobertura depois (o mais habitual 4-2-3-1, e um extremo na direita). Diferença abismal na coesão e comportamento da equipa, tanto no aspeto defensivo como aquando da posse de bola. Não foi um mar de rosas mas foi bem melhor, nem tampouco significa que quaisquer dos sistemas é melhor que o outro, simplesmente a equipa está mais identificada (e encaixa melhor, para já) com um deles.
Mais ou menos isto:
Sentimos pouco a expulsão, graças a nós próprios que mantivemos a atitude e aproveitamos o encolher do adversário. Com as linhas mais compactas, continuamos com os dois médios (agora Tenga+Carvalho) à frente da defesa, Léo a meias na ala a derivar para o meio, dando o corredor a Inkoom (seria essa a ideia de Petit com a colocação de Lima na direita?).
Por falar em Léo, fica a nota para uma exibição positiva do brasileiro, descomplicando por vezes (já é uma melhoria) e consequente na segunda parte como há muito não se via. Aguardemos o que vem aí, mas pode ser um 'reforço' importante para os próximos tempos.
Necessidade de reforço que se torna cada vez mais evidente no que toca à alternativa a Diego Lima. Carvalho é hipótese, mas também o é (e bem mais) para outras posições do miolo. Sobram Samú e Ancelmo... é tirar conclusões.
Força Boavista!








