sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Bora lá, Todos Unidos


Sinceramente, nem sei muito bem por onde começar. Vou fazê-lo pelo fim.


Petit



Reitero o que disse no último post: mais que um "obrigado", Petit. Foram três anos, com passagem pelo inferno e chegada ao céu, muita dedicação, garra e vontade em fazer do nosso Boavista, novamente, um Clube de Primeira, não esquecendo os muitos anos por cá passados a crescer e a fazer-nos crescer. Principal responsável pelo milagre da época passada, em que quase todos - incluíndo alguns de nós - vaticinavam um regresso de terror. 

Ponto prévio, a saída de Petit deve-se ao que geralmente se deve o abandono dos treinadores, os resultados. Resultados e a descrença que seria possível melhorar e evoluir a equipa o suficiente, muito embora situações idênticas, não há muito tempo (p.ex.: época passada, por esta altura), não tenham sido suficientes para se colocar em causa o seu trabalho. Claro, não esquecendo, sempre com as enormes condicionantes como pano de fundo. Descrença de quem o rodeia, de quem com ele trabalha, de quem o devia apoiar, a resultarem, aparentemente, num Petit injustiçado e... isolado.

A linha de água continua abaixo de nós, ainda em prova na Taça, mas os sinais de instabilidade são/foram evidentes.
Estranharam-se as 'dispensas' dos quatro jogadores, dois deles dos mais utilizados, a mês e meio da reabertura do mercado. Além disso, o que haveria de diferente acerca de Pouga e Léo, que não foi possível analisar há três meses atrás? Verdade que já antes se tinha estranhado não a dispensa de Ancelmo, mas o retorno depois dessa mesma dispensa. Ajudará a perceber os contornos deste aparente... mal estar?
E digo mal estar também pelas palavras do treinador aquando da saída. "Motivos pessoais" são, geralmente, os motivos que não devem ser revelados para bem do Clube e proteção do próprio treinador. E bem ao Clube é algo que acreditamos que Petit deseje, excetuando, obviamente, por motivos profissionais.
"Gosto muito do Boavista, mas mais de mim próprio", ainda mais enigmático, dando ideia que contestação via adeptos não foi, unicamente, a razão da decisão. 

Como diz e bem o nosso novo timoneiro, "tempo, união, coragem e Adeptos", são palavras repetidas mas é o que precisamos em doses industriais nos próximos tempos, tal como no passado recente. Mas não chega, será preciso algo mais: continuar a melhorar o que já se estava a melhorar, corrigir o que está mal, e esperar pelo reforço do plantel. E este 'reforço' pode ser de duas maneiras: extraíndo mais das qualidades dos jogadores atuais, torna-los melhores do que Petit o conseguiu, ou o reforço no mercado em janeiro, tentando minimizar as evidentes reduzidas opções em alguns setores do plantel.
Se Erwin é o homem certo, só o futuro nos dirá. Se é a escolha acertada, é bastante discutível. Prefiro pensar que foi a escolha possível, atendendo ao nosso momento tão... delicado. O que não duvido é que houve vontade em fazer uma escolha.


A Fortaleza



Vou dar um pequeno exemplo: jogo no Bessa, ante o Marítimo, a nossa besta negra. Jogo importante, três pontos fundamentais, ambiente de grande expetativa em redor do desafio. Saída do aquecimento, entrada dos suplentes em campo, naquela que é, habitualmente, a primeira grande ovação. Quem se ouve no estádio? Os dezassete (é verdade, dei-me ao trabalho de os contar) adeptos madeirenses, presentes no topo norte. Dezassete bananas a fazerem-se ouvir. Dezassete, caralho! Mas então é esta a nossa fortaleza? É por isto que fazemos a diferença? Onde estamos? A discutir o quê? Onde está a nossa absoluta dedicação ao Símbolo?
Um, dois, três passes errados, assobios e insultos de quem quer dar o melhor. Cinco minutos decorridos e já o "apoio incondicional" é uma recordação.
Esmagados perante o nosso arqui-rival! Primeira parte como há algum tempo não se via dentro do campo, segunda parte em manobra de inversão. Onde estávamos nós? "Esta merda é para ganhar". Claro que sim, todos sabemos, os próprios jogadores mostraram essa vontade. Josué com a bola nos pés a passar incólume? Pantera, afinal, esquece. Onde estávamos quando foi preciso, a minar as laterais, a empurrar a Equipa, a ser o suplemento vitamínico quando as forças e o crer perdem poder?
Não estávamos. Estávamos chateados, amuados, revoltados com o mau futebol que o Clube com menores recursos da Liga nos pôde oferecer. Descrentes e desconfiados dos nossos rapazes.


Eu até admito, em situações extremas, um divórcio com a Equipa, jogadores e treinador, mas jamais com o Símbolo. Esse está, sempre, acima de tudo. E falhamos. Não fomos os únicos a falhar, mas falhamos. E com estrondo.



O Campeonato



Um lugar e dois pontos acima da linha de água não é uma situação nova. Não perder nenhuma das 'finais' (desafios com concorrentes diretos) também não, sendo que algumas nos esperam nos tempos mais próximos. Temos uma já hoje.  

Quando se discute a competitividade da equipa, ou o que podia ou não melhorar, vem ao de cima a composição do nosso meio campo, ou do quanto o mesmo torna a equipa defensiva. Verdade que as reais opções são quatro, portanto não nos podemos esticar muito na forma do miolo, mas ainda assim, uma reflexão que julgo valer a pena: 
Sem o duplo pivot defensivo, ganhamos fulgôr ofensivo, capacidade em esticar o nosso jogo e chegar mais vezes ao último terço. Três golos e meio marcados em dois jogos, depois de seis em branco. Por outro lado, expomos mais o nosso último reduto: cinco golos sofridos nos mesmos dois desafios, isto é, tantos quando os encaixados nos seis confrontos anteriores, incluíndo uma deslocação a estarola. É percetível a questão? Para já, cabe a Sanchez encontrar o equilíbrio. Futebol ofensivo, à Boavista, de posse e bonito à vista, são palavras engraçadas e agradáveis, mas não passam de palavras. Quanto muito, de intenções. Isto não está fácil e, antes de mais, temos que aproveitar a onda positiva que um refresh no corpo técnico resulta, quase por definição, nas equipas de futebol.
São quatro finais - hoje, Restelo, Bessa com Moreirense e Madeira - e em nenhuma podemos falhar.

A respeito do onze, é novamente uma incógnita. Mika e os dois centrais habituais terão lugar garantido. Nas laterais, o impedimento de Mesquita abre o lugar a Inkoom, sendo que do lado oposto há a dúvida sobre a disponibilidade de Afonso e Correia. Hackman foi aí opção (e a revelar razoável adaptação) nos últimos dez minutos em Arouca.
No meio campo um dos pontos de maior interesse: Idris, Gabriel, Tenga e Carvalho para três ou quatro posições, veremos como Sanchez encara o desafio. Ainda temos Lima, tentando mostrar o que não conseguiu nos últimos seis jogos da época passada, nesta pré-época, ou mesmo nos primeiros dez desafios da presente. Haja fé!
No ataque, admito que Abner tem-me agradado, mesmo não sendo o tipo de ponta de lança que, em teoria, nos será mais útil. Luisinho deverá ser aposta certa, incógnita total acerca das restantes opções.



Importante é metermos na cabeça que é preciso não parar, mesmo antes da bola começar a rolar. Hoje, para a semana, na seguinte, sempre a apoiar. É o Símbolo que assim o exige, num dos momentos mais delicados e importantes dos últimos tempos. Não podemos, não devemos falhar.

Força Boavista!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Tempestade


Vamos deixar acalmar (e perceber algumas coisas) e colocaremos a conversa em dia nos próximos dias (desculpem os visitantes do blogue pela paragem em momento tão crítico). Para já, duas coisas, as mais importantes:

Muito mais que um "Obrigado", Petit. Um dos nossos, sempre. Ajudou-nos quando mais precisamos, principal obreiro do milagre da época passada. Não esqueceremos, como é óbvio.

Domingo, não há Boavisteiro que fique em casa. É quando o Símbolo mais precisa de nós que temos por hábito dizer presente. Apoiar, de início ao fim, como tão bem sabemos fazer. Invasão a Arouca, mais nada.

Força Boavista!




terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Regresso da Taça e o 4-4-2



Hugo Monteiro e Grzelak, Bessa ante o Nacional, oitavos de final. Agora segurem-se: 10 de fevereiro de 2007, data da nossa última vitória para a Taça de Portugal. Quase 9 anos, portanto...

Posto isto, é o que fica de mais positivo depois da partida de domingo, em Loures: a passagem de uma eliminatória da Prova Raínha. Rumo à Sexta!


Não fizemos um jogo conseguido, longe disso. Sobretudo, distantes do adversário numa característica que por vezes faz a diferença neste tipo de desafios: a motivação. Do lado deles, estádio(!) à pinha, mouraria na bancada, compreensivelmente jogo do ano para jogadores e treinador adversários; do nosso lado, a obrigação de passar em frente, não só pela diferença de estatuto e orgulho no Símbolo, mas também pelo recente amargo de Vila da Feira. Duas seguidas, sem tirar, pode ser... custoso.

A verdade é que complicamos a tarefa, não só pela apatia que demonstramos no tempo regulamentar (excetuando a boa entrada no jogo, criando uma oportunidade no segundo minuto), também pela falta de fluidez no nosso jogo, revelando muitas dificuldades em circular a bola e assumir o controle das operações, em encostar o adversário às cordas, em nos sentirmos confortáveis (mesmo defensivamente) com o desenrolar da partida. Podemos dizer que tivemos a sorte do jogo: beneficiamos de um erro não forçado que nos permitiu a superioridade numérica (e jogar a meia hora final com mais artilharia na frente), não nos livramos de duas oportunidades para o adversário, já no prolongamento, uma das quais ainda com o desafio empatado.

Individualmente e pela positiva, bom jogo do regressado à lateral Correia, dos que mais 'espicaçou' o jogo da equipa, mesmo em terrenos mais adiantados. Bem também nas bolas paradas, incluíndo no lance que nos valeu o apuramento.
Entrada de Uchebo revelou-se decisiva: mexeu com o ataque, criou perigo e fabricou o primeiro golo. Rendeu Rivaldinho, que pouco produziu, emparedado nos centrais adversários, poucos lances de área (ou sequer perto dela) para mostrar algum serviço.
Renato Santos, que se estreou a titular, também revelou dificuldades para se tornar consequente. Começou na ala esquerda, foi alternando com Luisinho, raramente conseguiu ganhar a linha ou fazer a diferença mais no centro do terreno. Um remate perigoso (além da oportunidade desperdiçada logo no início) foi o melhor que conseguiu. Fisicamente pode melhorar, talvez fruto de alguns meses sem competição.

Resumindo, como se disse no início da crónica, de positivo fica a passagem à 4ª eliminatória da Taça. Ficam também sinais que é preciso melhorar, sobretudo a circulação de bola, as decisões (soluções?) no último terço, a capacidade de saír rápido - e bem - para o ataque.




Alguns bitaites, retomando o pulso depois de duas semanas de ausência forçada.

O 4-4-2.

Mudamos no jogo com o sporting, deixamos o habitual 4231 para jogarmos com uma linha de quatro no meio campo, perto do quarteto defensivo, deixando dois avançados na frente, Luisinho e Zé. À dupla defensiva Idriss/Reuben juntou-se Tengarrinha na direita e Correia na esquerda. A força do adversário pedia isso mesmo, pouco risco, linhas recuadas e tentativa de saír a jogar - por vezes de forma mais direta - com os dois homens mais adiantados e aposta forte nas bolas paradas. Abordagem acertada, ponto precioso, jogo positivo.
A exibição foi convincente, fomos compactos e seguros defensivamente, beneficiando também do acerto da [recém-formada] dupla Henrique e Vinicius, mais recuados e posicionais que o habitual, menos expostos (dada a dupla de cobertura, o que beneficiou, em particular, o jogo - e qualidade - de Vinicius).

Na semana seguinte, algo surpreendentemente, Petit aborda o desafio de forma semelhante. Apesar do resultado negativo (dez segundos podem fazer toda a diferença no que à análise e crítica destrutiva diz respeito...), o comportamento da equipa foi positivo. Controlamos as operações, permitimos poucas oportunidades de finalização ao adversário, confortáveis, esticamos mais e melhor o jogo que no desafio anterior. O mesmo meio campo revelou melhor entendimento e maior flexibilidade, tanto a trocar e compensar posições sem bola, como nas saídas para o ataque, denotando-se aí o mesmo problema que nos vai assolando nos últimos tempos: a definição das jogadas no último terço, mesmo conseguindo espaço e tempo para poder fazer melhor.
Facto curioso: mudamos para o 433 a cinco minutos do final, com a entrada de Carvalho para o lugar de um dos alas. Pouco depois, dobra de Reuben na direita, num dos raros desposicionamentos da dupla em todo o desafio, provocando o desequilíbrio na zona central, surgindo o golo...
Em suma, depois de Vila do Conde, sinais que esta nova abordagem tem pernas para andar.

Em Loures, voltamos a apresentar o mesmo sistema, mas com uma dinâmica diferente, o que pode ser um sinal que a mudança não foi pontual, dando ideia de uma tentativa de melhor adaptar a identidade da equipa às caraterísticas dos jogadores que Petit tem à disposição. Os dois médios ala mais ofensivos (Luisinho e Renato na vez de Correia e Tenga), dois avançados (Zé mais móvel, recuando para o meio campo e provocando superioridade nas alas), mantendo-se a dupla de cobertura Idriss/Reuben. Ou seja, 442 sem bola, dois médios e quatro homens ofensivos com bola. Parece-me óbvio, evidenciamos problemas, já que tivemos que assumir favoritismo e maior controle das operações, não conseguindo fluidez na posse de bola. Neste aspeto, minha opinião, as dificuldades acrescem com a dupla média utilizada, Idriss e Reuben. Ambos fazem da capacidade física e de desarme a sua principal arma, úteis no que à proteção ao eixo central diz respeito, ambos com enorme dificuldade para contruibuírem positivamente para a circulação de bola, assim como pouco aptos para o lançamento do ataque. Já houve desafios (pré-época e, mais recentemente, com o Paços no Bessa) em que ambos 'pegaram' bem no nosso miolo, transportaram a equipa para a frente, apareceram a propósito em zonas de finalização; mas não com esta abordagem, não com estes alas, não com dupla de avançados, não com tanta preocupação em não saír da posição central.



Olhando para o plantel e opções, pode fazer sentido esta tentativa de Petit. Senão vejamos:
- Todas as saídas - seja dos defesas e avançados - foram bem colmatadas, diria mesmo que em todas as mudanças ficamos a ganhar. Menos numa: a do médio não-só-defensivo, a do Cech. Saíu o eslovaco, entrou ninguém. Em teoria, reentrou o Ancelmo... Diego Lima foi aposta máxima, tanto nos últimos desafios da época passada, nos particulares desta pré-época, nos primeiros jogos do campeonato. E caíu. Desapareceu. É curto, pergunta-se se alguma vez não o será. Ficamos sem um único médio com alguma capacidade de desequilíbrio no último terço. O Renato, desenganem-se, será extremo, quanto muito. Ora, com dois avançados, haverá menor necessidade de jogar com um terceiro médio, atrás do avançado, no típico e habitual 433.
- Ponto forte do nosso plantel, as laterais. Afonso/Correia, Inkoom/Mesquita dão garantias, todos eles a evoluírem a bom ritmo, saem beneficiados e com possibilidades de tornar o jogo pelas laterais mais útil, mais ofensivo e rápido, com maior capacidade de alargar o último terço.
-  A simples mudança dos alas fazem com que se altere a postura da equipa, sem grande mexidas na estrutura. Luisinho tem um excelente jogo interior, do lado contrário estamos a poucas semanas de ter um reforço com idênticas caraterísticas, Bukia. Renato foi testado nessas funções, será ainda cedo para se perceber qual pode ser o seu contributo. Ou seja, temos médios ala com capacidade de dar sequência ao nosso jogo nestes moldes, ao mesmo tempo que priviligiam os laterais. Claro, dúvidas acerca da rentabilidade de Luisinho quando comparado com a função de extremo, mais solto, a pegar na bola mais perto da área adversária, menos exigente do ponto de vista físico.
- Zé tornou-se, em definitivo, num bom avançado (digamos, não só um bom extremo), podendo fazer boa dupla com Uchebo. Assim, jogando os dois no meio poderemos tirar vantagens que até aqui seria bem mais difícil.


Independentemente do esquema tático, importante é a dinâmica que a equipa consegue mediante a disposição de determinados jogadores. Falta saber como vamos evoluir e se é mesmo para manter este tipo de abordagem. Na época passada, recordo que houve um momento idêntico a este, um tipo de 'reset', prioridade à consistência defensiva e trancas à porta, para depois se fazer crescer o nosso jogo e mentalidade da equipa, evoluindo para patamares que nos permitiram alcançar os objetivos com normalidade. Veremos se estamos mediante algo do género.
De salientar que nos três jogos em que adotamos esta estratégia, em todos eles alteramos para o esquema habitual, com a entrada de Tengarrinha ou Carvalho, os médios com maior capacidade de circulação e posse. Veremos também se evoluímos com a entrada de um deles para a dupla de médios à frente da defesa, ou se voltamos ao uso habitual do trio no meio campo.


A confiança é que tem tudo para se manter como até aqui, não se tivesse completado esta semana três anos sob o comando técnico de Petit. Já sabíamos que não ia ser fácil, todos devem ter noção que muitas das dificuldades com que nos deparamos no passado recente se mantêm.
A atitude, garra e postura dos nossos rapazes tem sido exemplar (vá, querendo esquecer um pouco Loures) e, desde que assim se mantenha, acredito que temos todas as condições para levar de vencida os próximos desafios. Nada fáceis, convenhamos, a estabilidade e entrosamento demoram o seu tempo, mas 'tamos cá.


Força Boavista!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fortaleza



A más horas mas nunca tarde para uns bitaites sobre o jogo do passado sábado, ainda para mais depois de um precioso ponto - o primeiro em casa - contra um estarola.
Não foi um feito nem ato heróico - foi somente um empate - mas convém salientar algumas coisas que parecem passar ao lado da maioria. E olhando ao melão que provocou este resultado, todos podem agora ter a certeza que o relvado do Bessa é do mais natural que há.

Resultado positivo começou no banco e no delinear da estratégia, tendo em conta que defrontávamos uma das mais fortes equipas do campeonato, ainda invicta, a marcar golos há 23 jogos consecutivos, sem pontos perdidos fora de casa e, pela primeira vez em alguns anos, com a possibilidade de alcançar a liderança do campeonato depois da 5ª jornada.
Como é óbvio, prioridade ao momento defensivo: rara mudança de formação (ao invés do habitual 4231), adotamos duas linhas (e bem próximas...) de quatro, com dois avançados à frente. Além de Idriss e Gabriel, dois médios interiores, com especial atenção aos laterais contrários. Menor desposicionamento da dupla de cobertura e maior segurança nos corredores, resultando também, pela negativa, numa menor propensão ofensiva, que nem Correia muito menos Tengarrinha conseguiram dar. Bolas paradas e correria de Luisinho e Zé a tentarem incomodar o último reduto do opositor, algo que até nos valeu a melhor oportunidade de golo de todo o encontro.


Sentimo-nos confortáveis na maior parte do tempo de jogo, reduzindo ao mínimo os períodos de algum sufoco. Problemas nos últimos dez minutos da primeira metade e em alguns momentos da segunda, raramente permitindo boas condições de finalização ao adversário. Parte, grande parte do mérito deste ponto residiu aí. Mesmo quando voltamos aos três médios (ou cinco sem bola, contando com os dois extremos) mantivemos a estrutura sólida, pouca distância entre linhas e concentração ao máximo. Faltou-nos crescer ou esticar um pouco o nosso jogo, tentando chegar mais vezes perto da área, mas a manta poderia - e ficaria - demasiado curta.


Algumas notas:

Três condimentos principais, dois deles já conhecidos nossos:
- a atitude da equipa, espírito de união e, mais friamente, competência em patamares elevados.
- a atmosfera do Bessa, a nossa fortaleza.
- a novidade: consistentes, concentrados e seguros defensivamente.

- um jogo à medida de Vinicius, isto é, defesa recuada e posicional (e protegida), menos propício a ser batido nos lances de maior dificuldade para ele, os de velocidade. Jogou prático e simples, comandou e posicionou-se sempre bem para ganhar os duelos e compensar os colegas. Vai ganhando forma a dupla com Henrique, também ele com exibição bastante positiva. Finalmente, parece que temos eixo central!
- estreia de Mesquita no Bessa, confirmando as boas indicações de Coimbra e a aptidão para ser útil particularmente no momento defensivo. Fechou bem a lateral (com dois opositores de caraterísticas diferentes, deu-se bem com ambos), ainda teve discernimento para fechar bem com Henrique (fundamental, por exemplo, na melhor oportunidade do carecão na segunda parte). Já Afonso, vai confirmando ser um dos melhores laterais portugueses (sim, já se pode falar assim), mesmo não vencendo todos os duelos perante o melhor jogador do adversário.
- Idris e Gabriel. Se há jogos em que não há dúvidas que devem jogar juntos, são estes. "Estes", aqueles desafios em que defender é a palavra chave, primeira ordem para impedir o adversário de construir jogo no nosso meio campo, e tentar ganhar tudo que é segunda bola. Nessas funções, mais uma vez, estiveram bem. No resto, nem eles constroem nem se lhes pode pedir tal. Têm sido mais verticais e chegado mais à frente (como se viu contra o Paços), mas desta vez nem isso lhes foi permitido.
- Alteramos um pouco a 25 min do final, com a entrada de Carvalho para terceiro médio, à frente da dupla. Foi mais defensivo do que pretendido, teve poucas chances de lançar ataques, ainda assim entrada razoável do brasileiro. Assim como Renato, autor de um dos poucos remates à baliza que conseguimos efetuar. Veremos como vai aparecer, mas mostrou bons pés, apesar de algo preso de movimentos.
- Zé e Luisinho fizeram o que puderam, quase sempre com pouco apoio e em inferioridade numérica perante a defesa adversária. Pressionaram bem, tentaram desmarcações e, também por isso, 'rebentaram' cedo demais.
- última palavra para Mika, fundamental em dois pares de lances, bem na baliza e eficaz a fazer a 'mancha', por duas vezes. Se não há cruzamentos nem muito jogo de pés, 'tá-se bem.
- pela negativa, algum exagero na perda de tempo. É compreensível, todos o fazem quando a corda aperta, mas já aqui criticamos muitas vezes os nossos adversários quando há exageros como o de sábado. Um pouco menos, só isso...
- ainda pela negativa, bolas paradas defensivas. Perigo número um bem conhecido, por três vezes conseguiu ganhar bola área e provocar perigo.



Nota-se a léguas que fizemos um jogo com um estarola e... não o perdemos. Maus vícios estes, tão próprios dos três metralhas do nosso futebol. Não deve provocar mais que um encolher de ombros da nossa parte, já que temos a noção que o árbitro não teve influência no resultado. Parece-me óbvio.
Outro assunto, para mais tarde recordar e até porque Pantera não esquece, é a questão dos "palhaços". Grave, já que vem de alguém ligado ao clube e não de um adepto ou comentador qualquer. Fica registado, acertamos contas mais tarde.


Ambiente foi do melhor que já se teve desde que regressamos à Primeira. Pena só ver a Poente tão composta nestes desafios, mas pode ser que se continue melhorando.
Panteras únicos, apoio incessante, coreografia a condizer. Espetáculo. 


Get ready, tudo a Vila do Conde. Há fatura a passar, todo o apoio ao Símbolo é bem preciso. E se há quem mereça, são os nossos rapazes.


Força Boavista! 

domingo, 20 de setembro de 2015

Vamos a Eles: Académica




Quatro jogos, quatro pontos, necessidade de pelo menos pontuar contra o lanterna vermelha (que ainda não pontuou), sob pena de caírmos para a linha de água e vermo-nos ultrapassados por três equipas. Uma vitória significará entrar na primeira metade da tabela.

Interessante do ponto de vista da 'eficácia' do ponto nestes jogos contra equipas com os mesmos objetivos que nós, aspeto em que no ano passado fomos implacáveis. Esta época já tivemos dois exemplos bem sucedidos (Setúbal e Tondela), veremos a resposta em Coimbra com alguma pressão acrescida depois de dois desafios sem marcar qualquer golo e sofrendo cinco.


No onze, as dúvidas do costume, principalmente no meio campo. Idris/Gabriel/Tenga para as duas posições mais recuadas, Lima/Carvalho/Renato (mesmo Tenga) como terceiro médio.
Será que vamos ter um meio campo mais apto para a posse (Gabriel-Tenga+Carvalho ou Lima) ou algo mais físico e defensivo (Idris-Gabriel)?
Na frente, continuamos com o défice de opções para as alas. Luisinho e Zé deverão manter os lugares, Renato poderá estrear-se como extremo.
Na defesa, a única alteração será a de Mesquita, entrando para o lugar de Inkoom. Pouco provável e ainda menos aconselhável que haja de novo alterações na baliza e centrais.


Pontos importantes em jogo, fundamental estar no máximo no campo e bancadas, tal como no ano passado.

Força Boavista!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Empréstimos

Hoje é dia de escárnio e mal dizer. Continuemos. 

Ponto prévio, isto não é culpa só dos grandes, nem dos clubes recetores. Agora não é, longe dos tempos que se emprestavam oito jogadores ao mesmo emblema ou se simulavam convenientes impedimentos físicos. No nosso panorama, o que potencia o problema é a globalização financeira do futebol e a respetiva ganância de cada um, o que faz com que o porto não seja mais o porto, seja, em grande parte, a Doyen. O benfica ainda pior, já nem sabem o que tem nem sonham o que virão a passar. Dos terceiros nem vale a pena comentar, de tão ridícula situação.



Ponto grave é o impedimento de jogar contra o clube-mãe. No fundo, em causa a seriedade e profissionalismo do jogador e treinador. Na prática: oito o benfica, catorze o porto, dez o sporting, o número de jogos em que, à partida e por definição, os adversários partem desfalcados, não podendo contar com alguns dos seus jogadores, em teoria alguns dos melhores e mais influentes, ou pelo menos os mais caros. Igualdade de competição, Ju? A sério? Podre riquismo.


Tão simples quanto isto: fim dos empréstimos a clubes do mesmo escalão. Emprestar? Sim, cedem e ficam com parte do passe, lucram com futura transferência, podem até ter preferência na saída do jogador. E só portugueses e jovens. Não gostam? Não compram, apostem nos aztecas. Por exemplo, à semelhança do caso do TóZé do vitória. Antes isso que simular um penalty, vamos lá com calma, que há coisas que não se fazem.

Anti desportivismo, o mesmo mas em maior escala de que se tem falado quando, por exemplo, as condições de visitado não são as mesmas para todos. Toda a gente ri, porque 90% esfrega as mãos com estas merdas, outros 8% seguem estilo carneirada atrás. E ninguém lhes aponta o dedo porque, no papel, aumenta a probabilidade de sucesso das suas equipas. Palminhas, continuemos assim.

No meio disto tudo, somos a exceção juntamente com Nacional e Estoril. Pelo segundo ano consecutivo a não ser barriga de aluguer, somos os únicos. É duro, mas há coisas que não se pagam e esperemos que seja para continuar. Orgulho Axadrezado acima de tudo.

O Exemplo a Não Seguir...



Promessa da nossa formação, foi uma das apostas de Petit quando este assumiu o comando técnico do Boavista em outubro de 2012. Lançado de forma esporádica (nem outra coisa seria de esperar com 16/17 anos), seria opção mais séria - com direito a permanecer no plantel sénior - na época seguinte, 2013/14, a última antes do Regresso. Sai nessa pré-época, de forma algo surpreendente, aparentemente para alinhar na equipa b do mercado. Olhando à idade, também apto a competir pelos juniores.

Alguns exemplos de jovens jogadores, onde Rúben se incluía, lançados na mesma 'era':

Carraça seguiu, neste momento vai na segunda época em campeonatos profissionais. Titular em cinco dos seis jogos até ao momento pelo Santa Clara.
Cid estreou-se conosco na Primeira (como titular no empate no dragão), entretanto emprestado e recentemente vendido a um clube finlandês.
Afonso (então ex-junior/equipa b do braga) e Zé Manuel, estão cá, cresceram conosco e são dois dos nossos melhores jogadores.
Os irmãos Pereira continuam com ligação ao Boavista, neste momento emprestados ao Vila Real, depois de uma época em Gondomar. Com idade idêntica, ambos com mais jogos pelos séniores que o Rúben.
Samú está no plantel principal, já se estreou na Primeira e Taça da Liga. 

Rúben foi para o porto em agosto de 2013, jogou nos juniores sem nunca se estrear em campeonatos profissionais. Na época seguinte participa em oito desafios pelo Famalicão, do terceiro escalão, neste momento continua no CNS, na Sanjoanense (treinado pelo nosso ex-jogador Ricardo Sousa).
Claro que ainda está muito a tempo de recuperar o tempo perdido e ter a época de explosão que precisa. O que me parece óbvio é que ficou a perder ao nos trocar pelo clube fruticolor.
Passo maior que a perna e fascínio não sei bem pelo quê, como se eles olhassem para um jovem e não vissem euros antes de tudo. Ainda para mais sem ligação à Doyen, era para saltar empréstimos até acabar onde está.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Injusto




Ingrato e injusto. Repetitivo, se olharmos a dois major-problems que nos tem assolado: erros defensivos evitáveis - que complicam a vida e nos fazem correr atrás do prejuízo - e falta de eficácia, a que precisamos para compensar as limitações e fazer jus à entrega exemplar da equipa.

Petit altera metade do onze - mexendo em todos os setores e promovendo duas estreias - mas mantendo o sistema/identidade base. Mika, Henrique, Idris, Lima e Uchebo, novidades em relação ao último desafio. Tengarrinha do onze para o banco, Carvalho para a bancada.


Há más entradas nos jogos (algo que até se está a tornar usual nesta época) e depois há isto, duas oportunidades concedidas ainda antes do terceiro minuto concluído. Saímos incólumes da situação, corrigimos e melhoramos, partimos para uma primeira parte equilibrada, minimamente seguros atrás, chegando à área adversária e criando perigo de bola parada.
Segunda metade marcada pela expulsão aos 8 minutos e pela reação positiva da equipa à mesma. Unimo-nos, crescemos no meio campo, criámos mais situações de golo que o adversário pecando na finalização, acabamos a oferecer os três pontos. Há dias assim, injustos para os que lutaram no campo e os que tudo deram na bancada.


Vamos às notas:

Notava-se que estava tremido, olhando às exibições nos três primeiros desafios e que, como havíamos falado, Henrique estaria à espreita. Mudar os centrais é algo sério, diferente de qualquer alteração noutro setor. Relembro que, na época passada, só começamos a sentir alguma consistência quando estabilizamos os centrais, findo o primeiro terço do campeonato. Não foi uma exibição perfeita da dupla, alguns erros que poderiam ter custado caro (e um que custou!), mas segurança e concentração na maioria dos lances. Esperemos que seja aposta contínua daqui para a frente e, mais importante, que seja eficaz.

Outro teste de grande exigência a Inkoom, sobretudo no aspeto defensivo, o tal que ainda suscita bastantes dúvidas. Foi alternando o bom com o razoável, culminando com a péssima abordagem no lance que resulta no segundo amarelo. Se dois minutos antes a falta era a melhor opção (depois de outra má reação à perda de bola da equipa...), aquela entrada por trás é... inútil. Voltou a mostrar dificuldades com bola, quando não conduzida pelo corredor: primazia à bola longa ao invés de passes simples e curtos quando estes eram a melhor opção.
No lado oposto, Afonso, super e aditivado. Outra vez. 

Gabriel/Tengarrinha, Gabriel/Idris, é a questão do meio campo. Difícil decisão, convenhamos. Apesar de inicialmente discordarmos da alteração, admitamos que foi uma opção conseguida, olhando ao que o adversário exigia, às nossas mudanças na retaguarda e à própria produção e características (algo diferentes da temporada passada) da dupla. Responsáveis pela luta no meio campo e por impedir grandes espaços entre defesa e meio campo, foi quando mais se precisou deles que mais se destacaram, conseguindo esticar o jogo de forma sólida. Uma maior mobilidade e verticalidade no seu jogo (que já vem da pré-época), tornando-se mais evidente a sua utilidade quando reduzidos a dez. Um sinal que, sem médio ofensivo declarado (como o é Lima), poder-se-à tirar maior partido da dupla?

Os melhores jogos de Lima, quando desaparece aos 30 minutos. Depois estes, em que quase não aparece e a equipa agradece a sua ausência, tornando-se até mais perigosa. Teve duas boas chances de aplicar o pontapé, em ambas acertou nas orelhas da bola, falhando o alvo.

Esforçados, aplicados, consequentes. Uchebo, a dar sinais de melhoria de forma; Luisinho, mais um bom jogo; Zé Manuel, muito mais confiante que no último desafio. Foda-se Zé!, a dez centímetros da glória. Só faltou isso mesmo.

Por último, o lance quase anedótico. Culpados são vários: o primeiro Henrique (se fala, tem que resolver), depois Tengarrinha (sim, o passe podia ter sido bem melhor, ou até nem ter acontecido), Mika é o que sabemos com os pés (postes longe, problema!). Má abordagem do guarda redes, a manchar um bom regresso à titularidade.


Em suma, não merecíamos tamanha amargura, mas pusemo-nos a jeito, há que o dizer. Fizemos coisas boas, falhamos noutras. E pagamos caro. A confiança, por aquilo que se viu e pela evolução que ainda precisamos e vamos mostrando, segue inabalável. Reação em Coimbra, com todo o nosso apoio.

Fortaleza não merecia. É isto, continuar com este espírito de união para as importantes batalhas que se seguem. Jogo de Coimbra ganha outro peso, vai ser preciso estarmos fortes, no campo e na bancada.


Força Boavista!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Venham Eles: Paços de Ferreira


Jogo esta pré-época, ainda com Bukia.

Um dos adversários contra o qual não conseguimos pontuar desde o nosso regresso à Primeira, sendo que a derrota no Bessa na temporada passada é a única nos 11 encontros enquanto visitados.
Os três pontos catapultam-nos para o quarto lugar da classificação e, mais importante, fará com que visitemos Coimbra com importantes seis pontos de vantagem sobre a linha de água (sete sobre a Académica, lanterna vermelha), antes da receção ao sporting. Uma 'rede' que pode ajudar-nos a ter a estabilidade que precisamos para melhor evoluir o nosso jogo e recuperar/incorporar os reforços.

Bom início da equipa pacense esta época (empate em Alvalade à cabeça), apesar de não parecer tão forte como quando nos visitou na época passada, nem nós em fase tão atrasada de evolução quando os recebemos.

Curiosidade, portanto, em perceber qual vai ser a nossa abordagem ao desafio, tendo em conta que defrontamos um dos adversários mais complicados do meio da tabela, mas jogando em casa, com o equilíbrio como exigência e com os três pontos como único objetivo.

Dúvidas começam na baliza. Gideão não tem maravilhado, não surpreenderá se Mika avançar. Semelhanças em relação à época passada, em que o português só entrou para o onze à quarta jornada, no Bessa, depois do concorrente ao lugar encaixar 4 golos (em Vila do Conde).
Quarteto defensivo, se bem que ainda continuando a considerar Henrique como opção para o onze, não haverá motivos para abortar a rotina de Vinicius/Sampaio.
No meio campo estará a chave do nosso jogo. Gabriel e Tengarrinha, como médios de cobertura, tem dado bons sinais. Não só os dois, por eles próprios, mas sobretudo pela segurança e confiança que a equipa, no seu todo, parece ganhar jogando com esta dupla. Aliás, jogando com dupla, independentemente dos jogadores titulares. Estes dois parecem-nos, no momento, as melhores opções. Já passaram 15 dias desde o último desafio, veremos se há alterações (ou se há falta de confiança nos centrais, obrigando a lançar Idris)...
Dúvidas também na frente, incluíndo o terceiro médio. Carvalho dará maior segurança, mais intensidade sem bola e poderá contribuir para um meio campo mais compacto, podendo tal revelar-se útil atendendo às caraterísticas do adversário. Qualquer outro, e partindo do princípio que jogaremos com a tal dupla, será mais arriscado. Lima ou Renato serão as alternativas.
Reforço Renato que poderá também entrar no onze como extremo (ou Uchebo), ainda para mais com Léo a juntar-se aos indisponíveis. Será algo surpreendente se não tivermos Luisinho na esquerda e Zé no eixo.


Não achamos que se deva efetuar muitas alterações, de fundo, mesmo vindos de uma derrota por quatro. Foi um jogo, correu mal grande parte do seu tempo, mas não há motivos para muitas mudanças nem para grandes preocupações.

Confiança na Equipa, siga a dar todo o nosso apoio. Fortaleza!

Força Boavista!


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Reforços a Fechar


Algo que foi aqui discutido várias vezes e opinião consensual entre Boavisteiros: meio campo ofensivo a principal lacuna do plantel, bem evidente nestes três primeiros desafios, mesmo jogando/adaptando Carvalho à posição.

Apenas uma opção, Diego Lima. Se ainda fosse uma opção forte, de titularidade e utilidade indiscutíveis, que nao desaparecesse aos trinta minutos de jogo, as preocupações não seriam muitas. Mas é o Diego... O Lima, o mesmo Lima da época passada, em que (talvez já preparando a presente) só nos últimos seis desafios ganhou a titularidade em definitivo.
Este Ancelmo quase não conta; Samú, 19 anos, ainda cedo para se tornar no médio de batuta que precisamos.

Daí a esperança que tínhamos em, mesmo com pouquíssimos argumentos, tentar sacar algo de jeito nas sempre movimentadas e surpreendentes últimas horas de mercado.

Renato Santos is the man. Formação por cá e pelo sporting, dificuldades para se impor num dos melhores Rio Ave de sempre, acabou por fazer uma boa segunda volta na época passada, na segunda liga. Extremo, médio ofensivo, veremos o que pode saír dali, mas é a zona em que mais precisamos de sangue novo.
E atenção, reforços a sério temos cá dentro: Uche e Bukia (que do pouco que se viu, promete ser útil).

O outro reforço, antes de jovem promessa, avançado, extremo ou goleador, é o filho de quem é. No campo, vamos ver primeiro como é e o que pode crescer por cá, nestes três anos que assinou.
Fora do campo, saltamos para sites estrangeiros e jornais, reabrimos o auditório para apresentar algo que não a equipa de ciclismo, é provável que aumentemos os adeptos facebookianos. Um bom exemplo hoje, numa semana em que não defrontamos estarolas nem mudamos o relvado, menção na capa d'OJogo. Vale zero, bem sabemos, mas fica a nota.
Não me iludo em particular com esta vertente, confesso, mas admito que tem o seu lado positivo.
Veremos no campo como é, aí sim, é importante contribuir e o mais cedo possível.
Como já falamos, sem Bukia nem Uche, com este Léo e com Uchebo ainda à procura da forma, as opções estavam curtas. Também aqui.

Relativamente às saídas, destaque inteirinho para uma não-saída, a permanência de Afonso. Desportivamente, seguramos um bom valor na defesa, apresentando já uma boa forma para início de época. No resto, e sendo o último ano de contrato, veremos o que ainda conseguimos fazer para não perdermos um dos nossos mais valiosos jogadores a custo zero...

Confirma-se a já esperada saída de Beckeles. Foi útil enquanto cá esteve, importante no ano zero do regresso. Na lateral estamos servidos, poderia ter ainda uma palavra a dizer no meio campo, ainda assim uma perda que pouco preocupa.

Força Boavista!