segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Imparáveis




Não é fácil vermos imagens (muito menos comentários) de algo fora do universo 'três metralhas', mesmo num domingo à noite que deveria ser desportivo e num campeonato que deveria ser de todos.

Cá ficam o golo e o resumo. Em ambos, auscultadores e volume no máximo. 

Não há crónica devido à dolorosa impossibilidade de acompanhar o jogo ao vivo.
Falávamos na semana passada que este bom início de segunda volta resultou numa posição razoável na grelha de partida, tendo em vista as 15 (agora 14) voltas em falta. Melhor arranque era impossível, três pontos preciosos numa deslocação tradicionalmente difícil e ultrapassagem ao monovolume negro ainda antes da primeira curva, a ter lugar já no próximo domingo.

Quem diria? Em quatro desafios somamos dez pontos, tantos quantos em toda a primeira volta. Mais: sete golos marcados, apenas um sofrido. Mais ainda: quatro jogos sem derrotas e em momento algum em desvantagem no marcador. Ainda mais: uma união fantástica, entre todos. Todos, sem exceção. Jogadores, treinadores, Adeptos. Orgulho ao máximo.  

Algumas notas (e está aberta a caixa de comentários, para quem quiser contribuir com mais informações):

- Coube a Carvalho a missão de substituir Idriss. Ou antes, a de substituir Hackman ou Gabriel, talvez com um pouco mais de liberdade para subir no terreno, já que deve ter sido Gabriel a fazer de Idriss. E, pelos relatos que chegam, grande exibição do Reuben.

- Golaço de Martinez a assinalar a estreia como titular. Deu para ver que apareceu várias vezes em posição frontal, pronto para finalizar, confirmando-se que é mesmo reforço para o meio campo ofensivo. Jogou na ala, no lugar do Renato Santos, ausência forçada mas pelos melhores motivos.
À ponta de lança: ao de leve, mas enorme discernimento no toque fundamental do Iriberri a dar para Mário fazer o resto, depois do cruzamento do lateral esquerdo, já perto da linha de fundo.

-  Mais uma vez, nota positiva no aspeto defensivo, ainda para mais se levarmos em conta que o adversário vinha de catorze jogos consecutivos a marcar. Mesmo contando com as suas baixas importantes, é de realçar. E com Sampaio, evoluíndo e sem comprometer, ao lado do líder Vinicius.

- Desde 2006 que não conseguíamos duas vitórias consecutivas fora de casa. Próxima deslocação ao estarola verde. Anotem na agenda: dia 22, segunda feira, às 20h. Antes disso, um dos jogos mais importantes dos últimos anos, a receção à Académica. Bessa a arder.

A onda não pode parar, nem sequer abrandar. Preparemo-nos para a final de domingo.

Força Boavista!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O Mercado e os 7 Reforços




Cinco entradas, meio campo e ataque reforçados, saída de um médio (mais Tenga o resto da época), três avançados e um defesa direito.

Andamos época e meia com Ancelmos, Diego Limas e Quincys, chega a parecer estranho ter um jogador como 2R7 na equipa. Há muito que precisávamos de um médio como Ruben, capaz de temporizar o nosso jogo e de melhor definir as saídas para o ataque. Surpreendeu a boa forma tendo em conta que esteve meia época sem competir. Tem sido importante, técnica e qualidade à vista, veremos como será quanto à regularidade.

Iriberri é de um estilo diferente comparando com as restantes opções, talvez mais à imagem do que Sanchez pretende para a equipa. Já deu para ver que é forte nas desmarcações, com boa presença e instinto de homem de área, apto a pressionar, longe de ser o avançado típico de jogo direto a que estávamos habituados. Precisa de tempo, não só por ser novo na equipa, também por se tratar da primeira experiência na Europa. Veremos se é o homem golo que precisamos, mas já deu para ver que nos vai ser útil.

Mario Martinez, na estreia contra o Braga, foi opção para a ala, lugar então ocupado por Renato e Carvalho. Se é para aí, Luisinho e Renato não têm facilitado. Cinco minutos que pouco deu para ver, no entanto parece ser jogador para meio campo ofensivo, na linha ou mesmo no centro (talvez alternativa a Ruben).

Tahar é médio e vem por empréstimo até final da época do Steaua, desconhecendo-se a capacidade que teremos em prolongar o vínculo. Dá ideia de ser um género de Sérgio Oliveira da Roménia: deu nas vistas num clube de segunda linha e foi contratado por um grande onde não se conseguiu impôr (o Steaua conta com 6 médios internacionais romenos). Vem com ritmo de jogo e parece médio para fazer todo o meio campo, apto tanto a defender como a aparecer no ataque. Se vai ser um 'upgrade' na dupla mais defensiva do meio campo, logo veremos.

O colombiano Cangá é avançado e teremos que esperar para ver. Sané, também avançado

E mais dois:

Renato Santos apareceu diferente no jogo para a Taça, mais intenso no jogo, confiante e prático com bola. Nas bolas paradas tem feito a diferença: agora, livres e cantos mal executados são a exceção.

Hackman, uma das surpresas agradáveis dos últimos tempos, começou a dar nas vistas nos dez minutos em Arouca, daí para cá sempre a subir. Apesar de jovem e inexperiente, é útil ter um jogador com estas caraterísticas, capaz de cumprir em qualquer posição defensiva (e na direita só há Mesquita).

Permanência importante é a do Afonso. A não renovação e possível saída a custo zero é um dado negativo, mas longe de ser essa a prioridade. Fundamental é contar com os melhores nesta segunda volta e Afonso joga o que sabemos.

Ancelmo continua por cá e tudo indica que tentamos despachar Uchebo, mas não conseguimos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Respirar


Boas fotos do jogo, para ver aqui

 Três jogos depois da 'ressurreição' (via Taça), já respiramos fora da linha de água. Por uma palhinha mas respiramos, com os mesmos pontos que Académica, mas mais perto do meio da tabela (6) do que do último classificado (8). Isto há três semanas, quando batemos no fundo mais fundo possível, quer nos resultados e exibições, lesões e peripécias, seria um cenário quase inimaginável. Desde que regressamos à primeira e em vinte e um dias, depois das cinco chapadas: uma das melhores exibições, o resultado mais volumoso e dos melhores ambientes no Bessa (e fora dele). Da reação, estamos conversados. Só um Clube assim...


Algumas notas:

Mudamos a forma de abordagem nestes três últimos desafios, mantendo o 442 mas nada de losango como nos primeiros tempos de Sanchez. Alguns compreensíveis experimentalismos e abordagens erradas depois, ajustamos e damos sinais de estabilidade e de segurança mínima.
Defensivamente, ganhamos com a linha de quatro no meio campo, deixando Rúben e Iriberri a pressionar mais alto e tendo os médios ala maior exigência defensiva, a par da dupla de cobertura do meio campo. Mesmo com uma linha defensiva ainda a estabilizar, os números voltam a ser positivos: dois golos nos últimos quatro desafios, a melhor defesa dos últimos sete classificados (e melhor que Rio Ave e vitória). Domingo passado um bom exemplo, mesmo defrontando um forte Braga (quarto melhor ataque e vindo de marcar nos últimos sete desafios do campeonato). Mais que o não sofrer golos, permitimos poucas boas oportunidades de finalização (legais!), e estivemos bem quer com as linhas recuadas e postura de expetativa (1ª parte), quer arriscando a pressionar um pouco mais alto. Dois aspetos em que podemos crescer nos próximos tempos: numa das posições da dupla de meio campo (Carvalho foi aí opção após a saída de Idris), tornando-a mais versátil ofensivamente (dando até melhor sequência às subidas da dupla), e no jogo das laterais, aproveitando as caraterísticas de Afonso e Mesquita (que melhorou neste aspeto contra o Braga) e o jogo interior dos médios-extremos.
Ofensivamente, a grande diferença é que conseguimos esticar mais o nosso jogo, chegar à frente mais vezes, com maior critério e melhor tempo de saída, com mais jogadores. Mais rapidez nas ações (em bom plano Luisinho e Renato) e um médio como Rúben fazem a diferença nesse aspeto, comparando com o passado recente. E, não esquecer, a tremenda eficácia nas bolas paradas, já que apenas um dos seis últimos golos marcados foi de bola corrida (e do Zé, imagine-se!). Desafio com o Braga volta a ser um bom exemplo, mesmo não marcando: a melhor oportunidade da primeira parte é nossa, na segunda fazemos mais ataques perigosos que o adversário (mesmo em igualdade numérica).


Isto ainda agora começou. Olhando à nossa situação caótica, com estes três resultados positivos (principalmente as duas fundamentais vitórias nas finalíssimas Setúbal e Tondela, antes da próxima - Académica) não ganhamos mais que uma boa posição na grelha de partida para as restantes 15 voltas. Muito importante mas só isso.
Evolução, consistência e atitude dentro das quatro linhas, apoio avassalador fora delas. O momento a isso obriga, a paixão Axadrezada faz o resto. A união de todo o grupo faz-se sentir, os reforços chegaram dotando a equipa de outros argumentos, o que se iniciou com o movimento "EuAcredito" e a onda de apoio e confiança têm um papel fundamental e não pode parar. Não podemos abrir mão de nada disto seja em que momento for.

Fazer do Mata Real mais um mini-Bessa, algo parecido a Tondela, mas mais e melhor.


Força Boavista!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Vamos a Eles - Tondela


A outra finalíssima, jogo de vida ou quase-morte.
Vencendo entramos nos lote de primeiras  equipas a fugir ao lugar de despromoção e damos um valente empurrão ao adversário. E só mesmo a vitória interessa, o empate será um [pouco menos] péssimo resultado.

Curiosidade para ver a abordagem de Sanchez ao desafio, mesmo sendo provável poucas alterações. Na estrutura devem manter-se os dois médios defensivos, atrás de Rúben Ribeiro (ou será um regresso do losango?). No onze, talvez dúvida sobre o avançado  (Iriberri, Zé, Uchebo ou Uche) e do regresso ou não de Afonso.

De resto, a receita é simples e é a mesma do último desafio: atitude e intensidade no campo, mini-Bessa fora dele. Apoiar sempre, de início ao fim.

Força Boavista!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Venham Eles: Vitória de Setúbal



Chegamos ao ponto sem retorno. A distância para os dois clubes mais próximos é grande (7 pontos), para os restantes é já um enorme fosso (10), o que resulta numa margem de erro nula.
Das 17 partidas que faltam, não há volta a dar: algumas são finais, outras finalíssimas. Os próximos dois encontros enquadram-se neste último lote. Ganhar, dê por onde der.

Para hoje, só um objetivo: dar sequência àquela reação positiva no jogo da Taça.
Na mentalidade e atitude da Equipa, e nas bancadas, voltando a fazer do Bessa a Fortaleza. Só isso. E os difíceis três pontos serão nossos.

Os regressos de Vinicius, Afonso e Luisinho são boas notícias, veremos como Sanchez aborda o desafio.

Todos ao Bessa. Força Boavista!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mas o que é isto?



This is Boavista! E com todo o orgulho do mundo. Não há milhões nem ajudas, há dificuldades e condicionantes, sobra alma, raça, união.
É assim, é isto que nos faz diferentes, é com estes argumentos que iremos à luta para a vencer. E venceremos.

Mais que tudo, pedia-se sinais. Pedia-se algo que nos fizesse acreditar em nós próprios, que nos unisse como nunca. A resposta foi, a todos os níveis, exemplar. No campo e na bancada, na atitude e na crença, na postura e confiança. É um facto que perdemos por culpa própria, que não soubemos traduzir a [surpreendente] superioridade em muitos momentos do jogo, que erramos mais que o permitido quando se defronta uma equipa forte como esta, mas fizemos um bom jogo, dos melhores dos últimos tempos.


Algumas notas:

- Unidos. Antes, durante e depois. Pode significar nada, pode ser muito, um indicador que todos perceberam a importância deste momento na vida do Clube e até nas carreiras de cada um.
É normal as equipas unirem-se antes do desafio, naquele típico grito de união dos jogadores. Quarta feira foi diferente. O 'grito' foi dado junto ao banco de suplentes, com os titulares, suplentes, treinadores e dirigentes. Juntos. E aposto que com um pouco da Alma de cada um de nós, Adeptos, lá no meio.
Durante o desafio viu-se uma equipa aguerrida e solidária, a reagir às adversidades. No final, depois de toda aquela emoção, a primeira reação de alguns dos nossos foi a de confortar o nosso 'miúdo'. Em correria. Mais importante que a amarga derrota, estava em causa recuperar o jovem após o momento infeliz.

- Pelo menos, já deu para perceber que o nosso Sanchez não é teimoso. E isso é bom. Mudamos na abordagem ao desafio, resultando numa equipa mais compacta, mais apta a pressionar e mais de acordo com aquilo que o jogo pedia. Mesmo mantendo o 442, Sanchez pela primeira vez mudou a estrutura, passando de um losango no meio campo para uma linha de quatro e, mais importante,
todos souberam pôr em prática aquilo que estava no papel. Funções exigentes para cada um dos jogadores, quer por não estarem nas posições de origem, quer pela exigência do próprio desafio. Mostramos, pela primeira vez desde há pouco mais de um mês, alguma evolução, defensiva e, principalmente, ofensivamente.

- Demoramos mais de meio ano para percebermos que a posição mais em falta no plantel era a de um médio criativo, mais responsável pelo momento ofensivo, que saiba dar alguma sequência à posse de bola no último terço. Que organize um pouco o nosso jogo, capaz de temporizar e circular. Parece coisa pequena, mas tem uma influência brutal no comportamento global da Equipa.

- Individualmente, destaque para Rúben Ribeiro. Para quem vem de meio ano sem competir, abriu o apetite para o que aí vem. Técnica e inteligência de jogo não lhe falta, veremos o resto.
Renato já tinha entrado bem no jogo para o campeonato, quarta confirmou a subida de forma. Muito mais intenso na disputa de bola (a posição assim exigia), melhor no posicionamento, mais confiante quando parte para cima dos adversários. Dar-nos-á um jeitaço um Renato assim.
Muitas vezes mal amado e injustiçado por nós próprios, mesmo sendo um dos capitães. Bom jogo do Idris, naquilo que ele é realmente útil: muito bom nas segundas bolas, nos desarmes e na luta a meio campo, importante a proteger a dupla de centrais. Também Gabriel em bom plano.


Em grande a Fortaleza. Tenho a certeza que vamos continuar assim, a apoiar os nossos rapazes de início ao fim, a infernizar a vida aos adversários, a sermos decisivos na conquista de pontos.
Quatro dias para a primeira de uma série de finalíssimas. A exibição e esta subida de moral só faz sentido se dermos sequência ante o Setúbal. 'Tamos juntos para a luta.


Força Boavista!


PS.: Os mimados do mercado. Absolutamente ridícula a forma como analisam e reagiram o jogo, nas declarações dos responsáveis, nos blogosfera azul, até na sua própria revista cor de rosa. Ainda incrédulos por serem encostados às cordas por uma equipa de tostões mas com uma alma de milhões e por sentirem tremido o apuramento para as meias que, para a esmagadora maioria, era um facto consumado. A culpa é do árbitro. Realmente, comparando com a restante 'elite', só muda a côr. O cheiro é o mesmo.
E esqueçam lá os chamados tiques de equipa pequena ou anti desportiva. Amarelos por perda de tempo, jogador a reentrar para o meio do campo só para a assistência e substituição, etc. Longe de imaginarem que tal seria preciso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Venham Eles: Derby II


Duas breves notas sobre o grande jogo de logo:

A Fortaleza tem, obrigatoriamente, que voltar a ser o que já foi num passado recente. Mesmo com o orgulho ferido, é o Símbolo que precisa de nós, mais que nunca. E precisará nos próximos tempos. 

Não se deve exigir a vitória, vingança da goleada ou um jogo épico da nossa parte.
Queremos acreditar que é possível, queremos sentir que todos puxamos para o mesmo lado. Que estamos e estaremos juntos para enfrentar as dificuldades que se avizinham!


 Carta de um associado aos Boavisteiros, vale a pena a leitura e respetiva reflexão:



Força Boavista!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Os Protestos e as Dispensas


foto do derby de domingo.

Não gosto de todo e qualquer protesto (organizado e pré concebido) que coloque em causa o apoio ao Símbolo durante um desafio. Fere a Alma, revolta, entristece. Mas há momentos em que tal é aconselhável e legítimo, como é o caso. E vindo de quem vem, essa legitimidade merece ser ainda mais vincada.

O grupo de trabalho, mais que falta de vontade, atitude ou querer, dá sinais de instabilidade. De descrença, neles próprios e no que os rodeia. De medo, de gritante falta de confiança. E isso, no ponto em que estamos, mais que do(s) treinador(es), é responsabilidade do departamento de futebol. Portanto, à partida, e olhando também à balbúrdia que reina à volta do plantel, com entradas e saídas, dispensas, repescagens e castigos, lesões e aptidões, discursos e silêncios despropositados, o destino dos protestos deveria ser outro. A não ser que o alvo da nossa Claque não tenha sido, em exclusivo, os jogadores.

 foto de arquivo 

O próprio Clube reconhece que algo não está bem, quando recentemente anunciou uma "profunda remodelação" na SAD. E percebe-se isso, mesmo no cimo da hierarquia, quando constatamos que nem com um microfone à frente se consegue fazer algo de realmente positivo. Falta saber se é mesmo para melhorar ou não passa de mais uma operação de cosmética.


Rúben Ribeiro, que já passou pela nossa formação.

Cinco saídas oficializadas nos últimos dias: Diego Lima, Leozinho, Rivaldinho e Pouga dispensados, Inkoom transferido. Com alguns meses de atraso, concluiu-se que o plantel é desequilibrado, precisa de reforço e que a pouca utilização de alguns é, afinal, condizente com a sua qualidade ou pouca competitividade.
Do trio brasileiro, Lima foi o que teve mais chances para agarrar o lugar (no final da época passada e nos primeiros dez! desafios da presente). Não o conseguiu porque não foi capaz, não teve qualidade e intensidade para tal, mesmo sem concorrência ao lugar (Ancelmo foi primeiramente dispensado, convém relembrar; e neste caso sim, dispensa 'técnica', sem dúvidas) .
Léo parece bom rapaz, assim como possuir bons pés. Não chega. Sempre inconstante, o problema pareceu mais mental que físico, técnico ou tático. Não deu mais.
Pouga, cedo se percebeu a razão da pouca produção e escassa utilização. Demasiado estático e posicional, lento e pouco útil no jogo da equipa.
Rivaldinho é uma daquelas apostas... primeira experiência na Europa, demasiada mediatização para a qualidade que mostrou. Oportunidades foram poucas, mas teve-as. Em nenhuma ocasião mostrou que poderia ser útil ou sequer com capacidade para evoluir rapidamente, como precisamos.
Inkoom foi a única transferência. Sempre revelou dificuldades a defender, o que para um lateral não é nada positivo. Não passou das boas indicações na pré-temporada, nunca conseguindo estabilizar o seu jogo tornando-se minimamente consistente. Ainda perdemos uns pontitos graças à sua aparente... descontração. Pareceu com mais queda para as passerelles que para os relvados.
E ficou-se por aqui porque é tarde e o mercado de janeiro só permite cinco alterações (provavelmente nem teríamos capacidade para mais...).

De entradas, duas para já, faltarão três: Rúben Ribeiro, o Quaresma dos pobres (tecnica e mentalmente...), e Imagol, avançado argentino de 28 anos, que fará a sua estreia em campeonatos europeus. Haja fé.

Tarde, muito tarde, mas é acreditar que seja isto o que precisamos. Não é fácil...


Força Boavista!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

5 Chapadas




De rastos. Humilhados pelo resultado e pelo gozo face-to-face dos nossos vizinhos. Revoltados com o estado da nossa Equipa. Envergonhados pelas declarações dos responsáveis máximos, numa tentativa de minimização da derrota (e da culpa também). O que nos ocorre: poderemos ficar, mantendo este ritmo e de alguma forma, ainda piores? Será possível?

Já estamos a seis da linha de água, com o lanterna à distância de dois pontos. Igualamos a nossa pior série de sempre, em jogos da Primeira divisão: jogos sem vencer são 13, 4 derrotas consecutivas, 8 nos últimos 9 jogos, média de três golos sofridos nos últimos 5 desafios. Verdade, estamos quase a tornar-nos no pior Boavista da História.
Não falaremos já das duas finalíssimas que nos esperam (antes das outras...) no início da segunda volta, mas serão certamente dos jogos mais importantes de à 112 anos a esta parte.


Duvido que houvesse um único Boavisteiro otimista para este Derby, ou melhor, conscientemente otimista, já que força, vontade e muita 'fé'zada de bater nos rivais jamais nos faltará.
Fomos atropelados pelo Moreirense há uma semana (e com mais argumentos), fizemos tudo (e aconteceu-nos de tudo) para oferecermos uma refeição gourmet ao adversário. Acabamos dizimados.

Abordagem, de novo, desconcertada e inadequada, tendo em conta o nosso momento e a força do opositor. Expusemo-nos ao massacre, as infindáveis adversidades fizeram o resto. Culpa nossa, não há aqui dedo do além nem cúmulo do azar. Merecemos todas as contrariedades.
À exceção de um assombro de crença e reação, algures no início da segunda parte, foi tudo mau demais: sofrer quatro dos cinco golos em inferioridade numérica, perder o Capitão (e talvez o nosso melhor jogador) para o resto da época, esgotar as substituições por lesões, adaptar e voltar a fazê-lo posições e jogadores, estrear jogadores... enfim, difícil tentar perceber. E depois junte-se a titularidade sete dias depois da dispensa, as dispensas cinco dias após a titularidade, o arrumar para a bancada depois da aposta, os impedimentos de última hora, etc, etc. Factos e atitudes ainda mais difíceis de perceber.


Custa e vai deixar marcas, mas são três pontos que, sejamos honestos, não estavam nos planos. Bem longe disso. É uma derrota da alma, que deixa o orgulho ferido. 

Como se disse no início, de rastos. E assim se continuará até quarta feira. Aí logo se verá, o que tem que haver é sinais de reação. Pela amostra, nada fácil.


Força Boavista!