quarta-feira, 18 de maio de 2016

Erwin




"De forma racional", faz todo o sentido esta renovação. As melhorias na Equipa fizeram-se sentir, a vários níveis: na atitude, união e espírito de grupo e, acima de tudo, na consistência e qualidade do nosso futebol. 23 pontos na segunda volta não enganam, prova do bom trabalho realizado pela equipa técnica liderada pelo nosso Erwin. Não foram os únicos responsáveis mas, como é óbvio, foram dos principais culpados por esta segunda volta.

"...e sem pressas desnecessárias", conforme nos foi dito no início do mês e o Clube nos vai [bem] habituando. Confesso que estava algo reticente quanto ao acordo para a renovação. Por um lado é bom, sinal que pouco sai cá para fora do que não deve saír. Quando sai, é à séria.

Como falamos ontem, os primeiros tempos de Sanchez assustaram um pouco, mas também por culpa nossa. O pânico e receio que sentíamos, a pressa em vermos as obrigatórias melhorias na equipa fez com que o nível de exigência fosse bastante alto, talvez até injusto para ele. Sanchez precisou de tempo, tal como a Equipa de reforços. Convenhamos, mais a frio, Sanchez demorou um mês a apresentar resultados (depois daqueles difíceis sete jogos - em que errou em vários aspetos - entre Estoril e porto para a Taça), e três meses a colocar a consistência e qualidade exibicional em patamares bastante bons (a partir do jogo com o Marítimo).
Tremendamente difícil olhando ao nosso estado quase caótico e tendo em conta que, necessariamente, Sanchez precisava de um tempo de adaptação, não só ao momento do Clube (e ao plantel!) mas também ao Campeonato Português.

Uma parte já está, veremos o resto, como vai ser essa "disciplina e rigor" e o quanto "maior orçamento" poderemos ter para o almejado "crescimento sustentado". Vamos ver se de renovações importantes ficamos por aqui. Esperemos que não. 

Força Boavista!

Boavista


15 anos. Primeiros Campeões do Milénio.



terça-feira, 17 de maio de 2016

Venha a Próxima



Difícil, muito difícil, como o cenário negro no final da primeira volta fazia prever e, na mesma medida, imensamente saboroso, pelo estado de descrença vivido na altura por, arrisco a dizer, todos nós. De medo até, olhando também aos seis pontos abaixo da linha de água. 

E o primeiro passo é perceber aquilo que não nos pode passar ao lado: globalmente - e conseguindo, com todo o mérito, o objetivo principal - falhamos no essencial, o de fazer uma temporada tranquila e estável, de crescimento e evolução. Muito do que conseguimos fazer pode e deve ser aproveitado no futuro próximo (como por exemplo a Mística, meus amigos, a Mística dentro e fora do campo...), mas todos os tiros nos pés que se deram no planeamento da época, e se foram dando ao longo da primeira parte desta, deverão ser, no mínimo, alvo de reflexão (as alterações de janeiro na SAD fazem crer isso mesmo...). Há episódios... irrepetíveis.
Já sabemos que as condicionantes eram muitas, os argumentos para nos mexermos no mercado continuaram a ser parcos, mas houve a sensação de algum comodismo, um aparente excesso de confiança de que as coisas iriam acabar por correr bem, nem que fosse somente na raça e na luta, tal como no ano zero. E pouco se apoiou quem se devia apoiar, quando começaram a haver sinais que teria que haver mais que um murro na mesa.
Repito, foi mau demais, desde a desorganização até às decisões difíceis de compreender, passando pelas estranhas declarações dos responsáveis máximos do Clube. Ou da SAD.

Chegamos aqui sãos e salvos porque corrigimos, soubemos-nos reerguer e unir. Como nunca. Como poucos. 


Vamos então debitar sobre a segunda metade da época. A da recuperação. A da fantástica recuperação, depois de igualarmos o nosso pior registo de sempre no Campeonato principal
Curioso que é uma derrota, amarga e imensamente custosa, que marca o início da reviravolta, quando já eramos alvo de cerimónias fúnebres da opinião pública desportiva: o jogo da Taça, com o porto. Todos juntos, naqueles 10 segundos de união perto do banco. Todos juntos, naquela fantástica reação depois do penalty falhado pelo nosso miúdo. Todos juntos, em toda aquela crença perante o Vitória de Setúbal.  A partir daí nunca nos desunimos, mesmo perante as dificuldades. Além do orgulho que toca todos nós, isto foi fundamental.

Antes disso, a troca de treinadores, à 11ª jornada, depois da melhor meia-exibição da época, ante os vitorianos. falamos aqui do Petit, no momento da sua saída, sendo que o principal problema, como dito na altura, não começava nem acabava no nosso treinador, como aliás se constatou nos tempos seguintes à sua saída. 
Sanchez, enquanto treinador, chegou como desconhecido. Claro que todos lhe reconhecíamos a Mística, mas os primeiros tempos assustaram. O habitual ar puro que uma equipa costuma respirar aquando da troca de treinador durou três desafios: uma injusta derrota em Arouca, um empate caseiro com o Estoril e uma vitória tangencial para a Taça da Liga frente a uma poupada Académica. A partir daí, olhando aos resultados e exibições, voltaram os momentos de pânico, receio e desconfiança acerca do treinador. Talvez injusto, devo admitir. Má abordagem no Restelo, péssima no Bessa perante o Moreirense, cinco derrotas em outros tantos jogos, três deles contra concorrentes diretos. Compreensíveis dúvidas acerca da capacidade do novo líder, naquele que foi - podemos agora dizer - o tempo de adaptação.

E a recuperação tem duas fases. A primeira, talvez a mais importante, precisamente no início da segunda volta: onze pontos nos primeiros cinco desafios, mais do que em toda a primeira volta. Foi o tempo da reação e união, do grito de revolta do grupo, da raça à Boavista. A par do tempo da obrigatória limpeza e dos fundamentais reforços, não esquecer. 
Espetamos quatro à pior equipa da Liga, fomos vencer ao último classificado (então condenado...), e arrecadamos preciosos pontos com equipas superiores (vitória em Paços e empate caseiro com o Braga), antes de segurarmos a posição frente ao concorrente direto, a Académica. Mais que a qualidade das exibições, houve atitude e sinais inequívocos de que a Equipa seria capaz. E posto isto, o principal: acontecesse o que acontecesse, os Adeptos estariam sempre, mas sempre, com a Equipa.

Seguiram-se duas duras derrotas nas importantes 'finais' no Bessa, por culpa própria mas difíceis de engolir, perante Nacional e Rio Ave. Mas também aí crescemos. Nós Adeptos, jogadores e, sobretudo, Sanchez. A partir deste momento deixou de haver o dedo do treinador, passou a ser um trabalhinho com ambas as mãos. Mostrou, sobretudo, não ser teimoso, moldando e evoluíndo a equipa tendo em conta as opções ao seu dispôr. Voltou, como na época passada, a chamada 'eficácia do ponto'.

Na Madeira frente ao Marítimo, acertamos, em definitivo, as agulhas. A equipa, o onze, a mentalidade
- conseguimos, finalmente, acertar com a defesa (Henrique e Afonso de regresso após paragens, juntando-se ao patrão Vinicius)
- reorganizamos o meio campo, com a inclusão de Tahar, fazendo dupla com Idris. Aymen fêz crescer imenso o nosso jogo. Depois de Rúben, o mais importante reforço. Igualmente intenso na luta pela bola e cumpridor na hora de defender, foi com bola que se diferenciou comparando com as outras opções. Idris não precisou mais de levar bola numa primeira fase de construção, havia Tahar atrás dele. Rúben, Carvalho e Renato não estavam mais desapoiados, havia Tahar perto deles. A Equipa desequilibrou-se muito menos vezez aquando da perda de bola. 
- a par da dupla, Carvalho agarrou em definitivo o lugar. Longe de ser um extremo, foi pelo equilíbrio que deu à equipa que se tornou peça importante. Muito mais médio interior que o do lado oposto (talvez houvesse a intenção de aproveitar a vocação ofensiva de Afonso), mas igualmente forte taticamente e com capacidade de tanto aparecer na frente como ajudar a dupla de meio campo.
- o regresso do goleador, que o foi: Zé. Iriberri não foi matador, Zé Manel aproveitou e tornou-se peça vital com os seus cinco golos. 
- taticamente, fomos crescendo até este jogo. Deixamos experiências e losangos, acertamos na forma de defender e de nos desdobrarmos para o ataque. Sem bola, adotamos o quatro em linha no meio campo (em particular evidência Renato Santos, neste aspeto), deixando uma dupla como homens mais ofensivos. Com bola, mesmo nunca deixando de evidenciar dificuldades no último terço, revelamos notável evolução na circulação de bola, tendo em Rúben o nosso expoente máximo

Quatro a zero na Madeira, sendo que o primeiro golo foi marcado cá, no Sá Carneiro. Não tenho dúvidas, foi aí que começamos a vencer esse jogo e a cimentar a nossa permanência. Impressionante, o exemplo da importância que nós, Adeptos, tivemos nesta recuperação.

A partir daqui, todos sentimos que seríamos capazes e que todo e qualquer ponto seria de ouro (noutro moldes, voltou a 'eficácia do ponto', um pouco à semelhança da época passada).
Excelente exibição perante o estarola vermelho, consistência em Guimarães, Arouca e Moreira, cheque-mate com o Belém, no Bessa.


Próximos dias, muito para falar e acabar com o delay aqui do blogue. E, claro, novidades não devem faltar.

Abraços, parabéns a todos os fantásticos Adeptos. Força Boavista!  

 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Sábado, 11:45h


Como é que é? É para rompermos com a tradição e conseguirmos uma boa presença no mercado? Temos tudo para isso...

Tal como há uns anos atrás, no nosso último jogo do campeonato no reduto dos andrades, o objetivo está alcançado e temos motivos para festejar, ainda para mais na nossa Cidade. Positivo o facto de, desta vez, o bilhete mais barato ser de €12, e não €35 como nesse histórico 27 de maio. Obrigado pela solidariedade.

Perto para uma saudável caminhada matinal (seria lindo acompanhar a saída ou mesmo o percurso dos nossos rapazes), o horário é convidativo, o momento é de festejo. E há que relembrar a humilhação sofrida no Bessa, que Pantera não esquece, quando tivemos que levar com o "ides descer de divisão" durante todo o intervalo do jogo para a Taça, depois de termos passado pelo mesmo filme na segunda parte no jogo para o campeonato.

Nós não descemos de divisão
nem o porto é campeão.
E o Macaco é paneleiro.

Força Boavista!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Na Primeira




Depois da humilhação e bater tão intimamente no fundo, depois daquela segunda parte no Derby, fomos simplesmente brilhantes. À Boavista. Dentro do campo, na uniao e evolução da equipa, fora dele com um apoio infindável, um impressionante ‪#‎euacredito‬ da família axadrezada e sempre, mas sempre, confiando na Equipa, principalmente nos momentos mais difíceis.

Uma recuperação para a História. A Mística está bem viva. Força Boavista!


Ah e tal foi do sintético e ides descer de divisão. Chupem.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Vamos a Eles - Marítimo



Não está fácil, como de resto seria de esperar. Travagem brusca na recuperação, em três importantes jogos na antiga Fortaleza: um ponto, um golo marcado e três sofridos, exibições abaixo do esperado. Era fundamental estarmos no nosso melhor, dentro e fora do terreno de jogo. Não estivemos e a punição foi dura: água a entrar pelas narinas, calendário apertado nas nove finais que faltam e, no imediato, uma deslocação dificílima às nossas bestas negras com os três pontos como único resultado realmente positivo.

Então o que terá falhado ou o que mudou desde aqueles dez pontos em quatro jogos? Resumidamente e por partes.

- Académica. Jogamos com a cabeça - talvez demais - amedrontada, receosos do que de mal poderia acontecer, além de sentirmos na pele que não vai ser fácil bater esta bem orientada Académica. Discordo em pleno do nosso Mister: o ponto conquistado (ou os dois perdidos) e a hipótese gorada de dar uma martelada no adversário não foi "positivo". Nada mesmo, apesar de, claro, a derrota fosse ainda pior e a linha de água se manter abaixo.

- Rio Ave e Nacional. Tivemos imensas dificuldades para impôr o nosso jogo, em particular no plano ofensivo, também porque as bolas paradas não resultam sempre. À semelhança do jogo com a Académica, mas diferente dos tais primeiros quatro da segunda volta (menos, talvez, Setúbal), fomos obrigados a ter iniciativa, a pegar no jogo e a encara-lo de frente, em busca dos golos e dos pontos, o que se revelou um problema para nós. Pior, algo que ainda não tínhamos experimentado nesta segunda volta (à exceção de Alvalade): ter que reagir à desvantagem.

- Houve mudanças 'opcionais' que não ajudaram, é verdade: Martinez, apesar do golo em Paços, não se aproxima da excelente forma de Renato Santos (pelo menos a evidenciada até 'desaparecer' da titularidade), nem tampouco do ritmo de Luisinho, suplente no último desafio em favor do espanhol. E, já agora, também não parece ser melhor opção que Rúben Ribeiro no centro do meio campo, onde jogou contra o Nacional, com a agravante de 'obrigar' Rúben a deslocar-se para a esquerda.
Carvalho esteve em bom plano, não nos dois minutos frente à Académica mas sim em Paços, Alvalade e mesmo no desafio com o Rio Ave. Sobretudo, disfarça as dificuldades de construção quando comparado com a dupla de cobertura mais habitual, Idris e Gabriel. Tínhamos tudo para evoluir de forma mais consistente, não se notando melhorias na sua ausência perante o Nacional.
Outro problema que temos evidenciado: o 'plano B', ou seja, o que alteramos quando precisamos de reagir ao resultado. Na entrada do segundo avançado (ora com Zé primeiro, com Uche depois, por último com o regressado... Uchebo), na mudança do sistema tático, na alteração do meio campo. Sentiu-se alguma confusão na Equipa, depois das alterações (por vezes tardias), quer contra o Rio Ave quer contra o Nacional. Pior do que isso: foi confuso para quem viu e a Equipa não se sentiu minimamente confortável, antes descrente e com défice de confiança, individual e coletivamente. Não tivemos cabeça, e não parece termos coração para vencer 'a ferros'.

- Voltei a discordar do discurso do Mister, mesmo tentando perceber a possível intenção de despressurização da equipa (para mais tendo em conta que jogamos desfalcados). É óbvio que se tratavam de jogos decisivos, não há como fugir a essa pressão. Fugindo-lhe corre-se o risco de termos mesmo que enfrentar essa mesma pressão, mas sobre brasas. Como hoje, na Madeira.

- Outras mudanças forçadas também em nada beneficiaram a Equipa. Estabilizamos a defesa no início de segunda volta e com ótimos resultados ao nível da consistência. O Mika da época passada de regresso (no melhor e no pior mas, sobretudo, no melhor), Vinicius e Henrique em excelente plano, Mesquita a agarrar o lugar e em melhorias, Afonso o que se sabe. Ausências do central e do lateral foram, realmente, dois problemas graves. Praticamente só Vinicius, do quarteto defensivo, manteve um nível aceitável. Simples perceber porquê, qualidade e experiência, as que faltam a Sampaio e Hackman. Não há que o esconder e  sem querer fazer deles os culpados das derrotas, foram decisivos pela negativa na dupla jornada no Bessa. Erros individuais daqueles pagam-se bem caros, principalmente quando defrontamos equipas que os sabem aproveitar, como foi o caso. Fomos obrigados a reagir, falhamos nesse capítulo.

- Dos reforços, dos cinco reforços de janeiro que seriam para pegar de estaca dada a nossa situação urgente, falaremos deles mais à frente. Pelo menos de dois deles, os que vão jogando.


Era para ser uma antevisão do difícil desafio de logo, ficaram umas notas dos últimos tempos.
Para os Barreiros, a receita que nos fez ter sucesso: intensidade, concentração e eficácia. Se possível, sem grandes invenções, com alguém que não falhe a dois metros da linha e sem ninguém a enterrar forte e feio.

Apoio no aeroporto diz tudo do que somos feitos: situação de aperto, coração ao alto, fé inabalável nos nossos rapazes. Não peçam mais que não é possível. No Bessa, melhoraremos na próxima.


Força Boavista! #façam-nosAcreditar

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Venham Eles - Académica



O Jogo. Assim mesmo, com artigo definido e maiúscula. Fundamental, vital, fulcral e todos os ales que exisitirem. Não é exagero: dos jogos mais importantes dos últimos anos.

É a terceira finalíssima desta nossa nova vida, depois de Setúbal e Tondela, jogo para ganhar ou ganhar.
E vai ser preciso estarmos no nosso melhor, não duvidem disso. Se para nós é importante, para o adversário também não deixa de o ser, talvez mais ainda. Uma vitória colocar-nos-á numa situação agradável para o que aí vem, colando-nos ainda mais ao grupo da frente (podendo subir até cinco posições), podendo encarar a próxima deslocação com a certeza que não baixaremos abaixo da linha de água. Não vencendo, linha à vista, abaixo dela em caso de derrota. Tal como em Tondela, temos uma oportunidade de, além de dar um grande passo em frente nesta nossa luta, dar uma valente machadada no rival. Valerá ouro.

Veremos como Sanchez aborda a partida, sendo natural que não andará longe do que tem sido habitual e tão bons frutos nos têm dado. Quarteto defensivo não deve sofrer alterações, dúvidas sim na dupla de cobertura do meio campo: Idris, Hackman, Gabriel, Carvalho e Tahar para as duas posições. Pouco provável a estreia do argelino, agradáveis dores de cabeça para escolher entre os restantes. Reuben foi dos melhores no último domingo (suficiente para ganhar o lugar a Idris?), o brasileiro contribui para um meio campo mais apto para a posse de bola.
Curiosidade sobre se iremos ter uma dupla [essencialmente] de destruição (repetindo Idris+Gabriel, utilizados como dupla sempre que foi possível) ou abrimos um pouco mais os horizontes com o brasileiro a fazer par com um dos médios mais 'destruidores'.

Na parte ofensiva, dúvida nas alas: Luisinho, Renato e Martinez para duas posições. A titularidade do espanhol deveu-se à impossibilidade de utilizar Renato Santos, veremos se a excelente forma do português o faz retomar o lugar. É natural que sim, mantendo-se SuperMário como opção (partindo do princípio que Luisinho manterá a titularidade, o que também não será assim tão certo).
Coesão defensiva, intensidade, Iriberri matador, Ribeiro a abrir o livro. Parece simples.

De resto, Fortaleza ao máximo. Não podemos falhar, muito menos nas dificuldades que possam surgir aos nossos rapazes. Apoio incondicional em todos os momentos, nos bons, nos maus, nos assim-assim. Infernizar na lateral, queimar no topo, fazer-nos ouvir no mercado, pressionar tudo que não seja pelo Xadrez.
Temos tudo para uma enchente, não pode haver desculpas: tardinha de futebol, preços acessíveis, estádio coberto, Equipa a jogar futebol e com tanta vontade como a nossa, o Símbolo a precisar de nós mais que nunca.


Preparem-se, concentrem-se, chamem este e aquele, levem-na convosco: faltam dois dias. Força Boavista!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Imparáveis




Não é fácil vermos imagens (muito menos comentários) de algo fora do universo 'três metralhas', mesmo num domingo à noite que deveria ser desportivo e num campeonato que deveria ser de todos.

Cá ficam o golo e o resumo. Em ambos, auscultadores e volume no máximo. 

Não há crónica devido à dolorosa impossibilidade de acompanhar o jogo ao vivo.
Falávamos na semana passada que este bom início de segunda volta resultou numa posição razoável na grelha de partida, tendo em vista as 15 (agora 14) voltas em falta. Melhor arranque era impossível, três pontos preciosos numa deslocação tradicionalmente difícil e ultrapassagem ao monovolume negro ainda antes da primeira curva, a ter lugar já no próximo domingo.

Quem diria? Em quatro desafios somamos dez pontos, tantos quantos em toda a primeira volta. Mais: sete golos marcados, apenas um sofrido. Mais ainda: quatro jogos sem derrotas e em momento algum em desvantagem no marcador. Ainda mais: uma união fantástica, entre todos. Todos, sem exceção. Jogadores, treinadores, Adeptos. Orgulho ao máximo.  

Algumas notas (e está aberta a caixa de comentários, para quem quiser contribuir com mais informações):

- Coube a Carvalho a missão de substituir Idriss. Ou antes, a de substituir Hackman ou Gabriel, talvez com um pouco mais de liberdade para subir no terreno, já que deve ter sido Gabriel a fazer de Idriss. E, pelos relatos que chegam, grande exibição do Reuben.

- Golaço de Martinez a assinalar a estreia como titular. Deu para ver que apareceu várias vezes em posição frontal, pronto para finalizar, confirmando-se que é mesmo reforço para o meio campo ofensivo. Jogou na ala, no lugar do Renato Santos, ausência forçada mas pelos melhores motivos.
À ponta de lança: ao de leve, mas enorme discernimento no toque fundamental do Iriberri a dar para Mário fazer o resto, depois do cruzamento do lateral esquerdo, já perto da linha de fundo.

-  Mais uma vez, nota positiva no aspeto defensivo, ainda para mais se levarmos em conta que o adversário vinha de catorze jogos consecutivos a marcar. Mesmo contando com as suas baixas importantes, é de realçar. E com Sampaio, evoluíndo e sem comprometer, ao lado do líder Vinicius.

- Desde 2006 que não conseguíamos duas vitórias consecutivas fora de casa. Próxima deslocação ao estarola verde. Anotem na agenda: dia 22, segunda feira, às 20h. Antes disso, um dos jogos mais importantes dos últimos anos, a receção à Académica. Bessa a arder.

A onda não pode parar, nem sequer abrandar. Preparemo-nos para a final de domingo.

Força Boavista!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O Mercado e os 7 Reforços




Cinco entradas, meio campo e ataque reforçados, saída de um médio (mais Tenga o resto da época), três avançados e um defesa direito.

Andamos época e meia com Ancelmos, Diego Limas e Quincys, chega a parecer estranho ter um jogador como 2R7 na equipa. Há muito que precisávamos de um médio como Ruben, capaz de temporizar o nosso jogo e de melhor definir as saídas para o ataque. Surpreendeu a boa forma tendo em conta que esteve meia época sem competir. Tem sido importante, técnica e qualidade à vista, veremos como será quanto à regularidade.

Iriberri é de um estilo diferente comparando com as restantes opções, talvez mais à imagem do que Sanchez pretende para a equipa. Já deu para ver que é forte nas desmarcações, com boa presença e instinto de homem de área, apto a pressionar, longe de ser o avançado típico de jogo direto a que estávamos habituados. Precisa de tempo, não só por ser novo na equipa, também por se tratar da primeira experiência na Europa. Veremos se é o homem golo que precisamos, mas já deu para ver que nos vai ser útil.

Mario Martinez, na estreia contra o Braga, foi opção para a ala, lugar então ocupado por Renato e Carvalho. Se é para aí, Luisinho e Renato não têm facilitado. Cinco minutos que pouco deu para ver, no entanto parece ser jogador para meio campo ofensivo, na linha ou mesmo no centro (talvez alternativa a Ruben).

Tahar é médio e vem por empréstimo até final da época do Steaua, desconhecendo-se a capacidade que teremos em prolongar o vínculo. Dá ideia de ser um género de Sérgio Oliveira da Roménia: deu nas vistas num clube de segunda linha e foi contratado por um grande onde não se conseguiu impôr (o Steaua conta com 6 médios internacionais romenos). Vem com ritmo de jogo e parece médio para fazer todo o meio campo, apto tanto a defender como a aparecer no ataque. Se vai ser um 'upgrade' na dupla mais defensiva do meio campo, logo veremos.

O colombiano Cangá é avançado e teremos que esperar para ver. Sané, também avançado

E mais dois:

Renato Santos apareceu diferente no jogo para a Taça, mais intenso no jogo, confiante e prático com bola. Nas bolas paradas tem feito a diferença: agora, livres e cantos mal executados são a exceção.

Hackman, uma das surpresas agradáveis dos últimos tempos, começou a dar nas vistas nos dez minutos em Arouca, daí para cá sempre a subir. Apesar de jovem e inexperiente, é útil ter um jogador com estas caraterísticas, capaz de cumprir em qualquer posição defensiva (e na direita só há Mesquita).

Permanência importante é a do Afonso. A não renovação e possível saída a custo zero é um dado negativo, mas longe de ser essa a prioridade. Fundamental é contar com os melhores nesta segunda volta e Afonso joga o que sabemos.

Ancelmo continua por cá e tudo indica que tentamos despachar Uchebo, mas não conseguimos.