domingo, 5 de junho de 2016
As Panteras
Na Primeira! Orgulho Axadrezado.
Grande trabalho que deve deixar todos os Boavisteiros orgulhosos do nosso Futebol Feminino. Não só nas seniores, como também nos restantes escalões. Só com muita paixão ao quadrado se consegue isto.
Parabéns Boavista!
terça-feira, 24 de maio de 2016
O Plantel
Final da época, alguns bitaites sobre o plantel.
Ainda algum tempo nos espera até percebermos com o que podemos contar e, sobretudo, que argumentos teremos para fortalecer o plantel. Importante não repetir os erros do passado recente (no que toca à preparação da temporada) e, quiçá, acabar em definitivo a limpeza que se iniciou em janeiro último.
Haverá muito mais que as prioridades evidentes, as renovações de Vinicius e Rúben.
Por partes:
Baliza
Gideão mostrou pouca competitividade quando foi chamado ao onze (8), Ba nunca o foi, Mika foi crescendo na forma e confiança ao longo da época. Dispensas dos dois primeiros não surpreendem (se bem que, como terceiro, Ba pode ser opção), assim como uma oportuna venda do português. Não será das maiores prioridades, mas, com ou sem Mika no plantel, um guarda redes forte para lutar à séria pela titularidade seria bastante positivo, numa das posições em que podemos verdadeiramente crescer.
Defesa
32 jogos (só falhou porto e Belenenses no Bessa, lesão e castigo), líder da defesa e com uma impressionante regularidade. Rápido é aquele que chega primeiro à bola, e Vinicius fá-lo na maioria das vezes, apesar de não ser um central veloz. Posicionamento e leitura dos lances muito boa, foi um dos principais jogadores esta época. Primeiro reforço está no plantel.
Melhor que a nossa defesa só do quinto lugar para cima, e Henrique muito contribuiu para isso, formando a melhor dupla com o brasileiro. Arrumou com as lesões e parece de pedra e cal, o que é bom.
Sampaio fez pouco mais de metade dos jogos da época passada mas, ainda assim, pareceu em melhor plano e com maior capacidade para evoluir. É jovem e vai para a terceira época de Xadrez.
Apenas 4 jogos esta época (dos 87 com a camisola Axadrezada...), a continuidade de Santos deverá prender-se sobretudo com o fator 'balneário', ele que é um dos capitães. Capaz de cumprir quando chamado, não parece jogador com muitos argumentos para lutar pela titularidade mantendo-se os três anteriores no plantel. É um dos que acaba contrato, veremos o que vai ser feito.
Hackman, para já, é daqueles úteis 'tapa-buracos'. Fez 12 jogos (8 a titular), sendo que do meio campo para trás fez todas as posições. Jovem, com valor e com muito para evoluir, não surpreenderá qualquer decisão, seja a permanência ou o empréstimo.
Nas laterais, reforços obrigatórios. Correia preocupa, principalmente pela irregularidade e suscetibilidade a lesões, tendo feito nove jogos como titular, não teve hipóteses perante Afonso. Reforço para lutar pela titularidade será quase obrigatório na lateral esquerda mas também na direita. Época de estreia positiva de Mesquita, apesar das dificuldades iniciais e da necessidade de algum tempo de adaptação (e evolução) na Primeira.
Meio Campo
Dois reforços garantidos: Idris e Tengarrinha, dois dos capitães. Já os conhecemos bem, são dos mais úteis do plantel. A estes junta-se Carvalho, que participou em 30 jogos esta época, mais adaptado e com outra 'voltagem' mais adequada ao nosso campeonato. Ancelmo e Martinez terão pouco espaço, Gabriel é uma incógnita, sendo que ainda poderá ser útil como médio defensivo, estilo mais batalhador. Perdeu imenso espaço quando acertamos as agulhas, daí alguma expetativa relativamente ao que poderá acontecer ao nigeriano. Naturalmente, sem mexermos mais será alternativa a Idris.
Dos dois que faltam, era assinar já: Tahar e Rúben. Falar é fácil, vamos lá ver o que pode ser feito.
Samú é nosso, época de afirmação à espreita, já que qualidade não lha falta. Se Luis Enrique não o quiser, claro...
Ataque
O setor com maior necessidade de limpeza. Veremos o espaço que terão Uchebo, Uche, Iriberri e Cangá, mas esperemos que seja nenhum, sinal que estariam para chegar reforços. Alguma expetativa para vermos se Zé renova ou não, Santos e Luisinho serão, à partida, para manter.
Ainda assim, interessante a pouca aposta de Sanchez no extremo português, assim como em Bukia. Dois extremos [quase] puros (diferentes de Renato e, claro, de Carvalho), mas que Sanchez parece não depositar grande confiança. Relembro que foram ambos as revelações da pré-época passada. Luisinho foi perdendo influência, o congolês teve a grave lesão, só regressando em três desafios, precisamente na pior fase da época.
Primordial um homem golo, fora o resto.
Em suma: baliza, laterais, médios (que podem muito bem já estar no plantel) e avançados. De tudo um pouco.
A Quarta...
Faz hoje 24 anos. É sempre bom recordar.
É agradável quando um não-estarola vence um troféu no nosso país, mesmo sendo alguém com tiques de grandismo. Relativamente à discussão que sempre se reacende nestes momentos, há centenas de sites desportivos que ajudam a esclarecer. Para já, é um não assunto para qualquer Boavisteiro, apesar de todos nós devermos reconhecer que, neste momento, há clubes com mais argumentos para fazer frente aos estarolas. O que não se pode apagar nem esquecer é a História. Nem a de há 50 anos, nem a mais recente.
E estaremos na luta. Força Boavista!
sábado, 21 de maio de 2016
To be continued...
João Loureiro, no início do mês, em entrevista ao JN: " Se me perguntar se o Boavista vai lutar pela Europa, não. Mas quero que lute pela permanência até duas jornadas do fim? Não."
Tentativa de desestabilização ou puro mau jornalismo.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Erwin
"De forma racional", faz todo o sentido esta renovação. As melhorias na Equipa fizeram-se sentir, a vários níveis: na atitude, união e espírito de grupo e, acima de tudo, na consistência e qualidade do nosso futebol. 23 pontos na segunda volta não enganam, prova do bom trabalho realizado pela equipa técnica liderada pelo nosso Erwin. Não foram os únicos responsáveis mas, como é óbvio, foram dos principais culpados por esta segunda volta.
"...e sem pressas desnecessárias", conforme nos foi dito no início do mês e o Clube nos vai [bem] habituando. Confesso que estava algo reticente quanto ao acordo para a renovação. Por um lado é bom, sinal que pouco sai cá para fora do que não deve saír. Quando sai, é à séria.
Como falamos ontem, os primeiros tempos de Sanchez assustaram um pouco, mas também por culpa nossa. O pânico e receio que sentíamos, a pressa em vermos as obrigatórias melhorias na equipa fez com que o nível de exigência fosse bastante alto, talvez até injusto para ele. Sanchez precisou de tempo, tal como a Equipa de reforços. Convenhamos, mais a frio, Sanchez demorou um mês a apresentar resultados (depois daqueles difíceis sete jogos - em que errou em vários aspetos - entre Estoril e porto para a Taça), e três meses a colocar a consistência e qualidade exibicional em patamares bastante bons (a partir do jogo com o Marítimo).
Tremendamente difícil olhando ao nosso estado quase caótico e tendo em conta que, necessariamente, Sanchez precisava de um tempo de adaptação, não só ao momento do Clube (e ao plantel!) mas também ao Campeonato Português.
Uma parte já está, veremos o resto, como vai ser essa "disciplina e rigor" e o quanto "maior orçamento" poderemos ter para o almejado "crescimento sustentado". Vamos ver se de renovações importantes ficamos por aqui. Esperemos que não.
Força Boavista!
terça-feira, 17 de maio de 2016
Venha a Próxima
Difícil, muito difícil, como o cenário negro no final da primeira volta fazia prever e, na mesma medida, imensamente saboroso, pelo estado de descrença vivido na altura por, arrisco a dizer, todos nós. De medo até, olhando também aos seis pontos abaixo da linha de água.
E o primeiro passo é perceber aquilo que não nos pode passar ao lado: globalmente - e conseguindo, com todo o mérito, o objetivo principal - falhamos no essencial, o de fazer uma temporada tranquila e estável, de crescimento e evolução. Muito do que conseguimos fazer pode e deve ser aproveitado no futuro próximo (como por exemplo a Mística, meus amigos, a Mística dentro e fora do campo...), mas todos os tiros nos pés que se deram no planeamento da época, e se foram dando ao longo da primeira parte desta, deverão ser, no mínimo, alvo de reflexão (as alterações de janeiro na SAD fazem crer isso mesmo...). Há episódios... irrepetíveis.
Já sabemos que as condicionantes eram muitas, os argumentos para nos mexermos no mercado continuaram a ser parcos, mas houve a sensação de algum comodismo, um aparente excesso de confiança de que as coisas iriam acabar por correr bem, nem que fosse somente na raça e na luta, tal como no ano zero. E pouco se apoiou quem se devia apoiar, quando começaram a haver sinais que teria que haver mais que um murro na mesa.
Repito, foi mau demais, desde a desorganização até às decisões difíceis de compreender, passando pelas estranhas declarações dos responsáveis máximos do Clube. Ou da SAD.
Chegamos aqui sãos e salvos porque corrigimos, soubemos-nos reerguer e unir. Como nunca. Como poucos.
Vamos então debitar sobre a segunda metade da época. A da recuperação. A da fantástica recuperação, depois de igualarmos o nosso pior registo de sempre no Campeonato principal.
Curioso que é uma derrota, amarga e imensamente custosa, que marca o início da reviravolta, quando já eramos alvo de cerimónias fúnebres da opinião pública desportiva: o jogo da Taça, com o porto. Todos juntos, naqueles 10 segundos de união perto do banco. Todos juntos, naquela fantástica reação depois do penalty falhado pelo nosso miúdo. Todos juntos, em toda aquela crença perante o Vitória de Setúbal. A partir daí nunca nos desunimos, mesmo perante as dificuldades. Além do orgulho que toca todos nós, isto foi fundamental.
Antes disso, a troca de treinadores, à 11ª jornada, depois da melhor meia-exibição da época, ante os vitorianos. Já falamos aqui do Petit, no momento da sua saída, sendo que o principal problema, como dito na altura, não começava nem acabava no nosso treinador, como aliás se constatou nos tempos seguintes à sua saída.
Sanchez, enquanto treinador, chegou como desconhecido. Claro que todos lhe reconhecíamos a Mística, mas os primeiros tempos assustaram. O habitual ar puro que uma equipa costuma respirar aquando da troca de treinador durou três desafios: uma injusta derrota em Arouca, um empate caseiro com o Estoril e uma vitória tangencial para a Taça da Liga frente a uma poupada Académica. A partir daí, olhando aos resultados e exibições, voltaram os momentos de pânico, receio e desconfiança acerca do treinador. Talvez injusto, devo admitir. Má abordagem no Restelo, péssima no Bessa perante o Moreirense, cinco derrotas em outros tantos jogos, três deles contra concorrentes diretos. Compreensíveis dúvidas acerca da capacidade do novo líder, naquele que foi - podemos agora dizer - o tempo de adaptação.
E a recuperação tem duas fases. A primeira, talvez a mais importante, precisamente no início da segunda volta: onze pontos nos primeiros cinco desafios, mais do que em toda a primeira volta. Foi o tempo da reação e união, do grito de revolta do grupo, da raça à Boavista. A par do tempo da obrigatória limpeza e dos fundamentais reforços, não esquecer.
Espetamos quatro à pior equipa da Liga, fomos vencer ao último classificado (então condenado...), e arrecadamos preciosos pontos com equipas superiores (vitória em Paços e empate caseiro com o Braga), antes de segurarmos a posição frente ao concorrente direto, a Académica. Mais que a qualidade das exibições, houve atitude e sinais inequívocos de que a Equipa seria capaz. E posto isto, o principal: acontecesse o que acontecesse, os Adeptos estariam sempre, mas sempre, com a Equipa.
Seguiram-se duas duras derrotas nas importantes 'finais' no Bessa, por culpa própria mas difíceis de engolir, perante Nacional e Rio Ave. Mas também aí crescemos. Nós Adeptos, jogadores e, sobretudo, Sanchez. A partir deste momento deixou de haver o dedo do treinador, passou a ser um trabalhinho com ambas as mãos. Mostrou, sobretudo, não ser teimoso, moldando e evoluíndo a equipa tendo em conta as opções ao seu dispôr. Voltou, como na época passada, a chamada 'eficácia do ponto'.
Na Madeira frente ao Marítimo, acertamos, em definitivo, as agulhas. A equipa, o onze, a mentalidade.
- conseguimos, finalmente, acertar com a defesa (Henrique e Afonso de regresso após paragens, juntando-se ao patrão Vinicius);
- reorganizamos o meio campo, com a inclusão de Tahar, fazendo dupla com Idris. Aymen fêz crescer imenso o nosso jogo. Depois de Rúben, o mais importante reforço. Igualmente intenso na luta pela bola e cumpridor na hora de defender, foi com bola que se diferenciou comparando com as outras opções. Idris não precisou mais de levar bola numa primeira fase de construção, havia Tahar atrás dele. Rúben, Carvalho e Renato não estavam mais desapoiados, havia Tahar perto deles. A Equipa desequilibrou-se muito menos vezez aquando da perda de bola.
- a par da dupla, Carvalho agarrou em definitivo o lugar. Longe de ser um extremo, foi pelo equilíbrio que deu à equipa que se tornou peça importante. Muito mais médio interior que o do lado oposto (talvez houvesse a intenção de aproveitar a vocação ofensiva de Afonso), mas igualmente forte taticamente e com capacidade de tanto aparecer na frente como ajudar a dupla de meio campo.
- o regresso do goleador, que o foi: Zé. Iriberri não foi matador, Zé Manel aproveitou e tornou-se peça vital com os seus cinco golos.
- taticamente, fomos crescendo até este jogo. Deixamos experiências e losangos, acertamos na forma de defender e de nos desdobrarmos para o ataque. Sem bola, adotamos o quatro em linha no meio campo (em particular evidência Renato Santos, neste aspeto), deixando uma dupla como homens mais ofensivos. Com bola, mesmo nunca deixando de evidenciar dificuldades no último terço, revelamos notável evolução na circulação de bola, tendo em Rúben o nosso expoente máximo.
Quatro a zero na Madeira, sendo que o primeiro golo foi marcado cá, no Sá Carneiro. Não tenho dúvidas, foi aí que começamos a vencer esse jogo e a cimentar a nossa permanência. Impressionante, o exemplo da importância que nós, Adeptos, tivemos nesta recuperação.
A partir daqui, todos sentimos que seríamos capazes e que todo e qualquer ponto seria de ouro (noutro moldes, voltou a 'eficácia do ponto', um pouco à semelhança da época passada).
Excelente exibição perante o estarola vermelho, consistência em Guimarães, Arouca e Moreira, cheque-mate com o Belém, no Bessa.
Próximos dias, muito para falar e acabar com o delay aqui do blogue. E, claro, novidades não devem faltar.
Abraços, parabéns a todos os fantásticos Adeptos. Força Boavista!
terça-feira, 10 de maio de 2016
Sábado, 11:45h
Como é que é? É para rompermos com a tradição e conseguirmos uma boa presença no mercado? Temos tudo para isso...
Tal como há uns anos atrás, no nosso último jogo do campeonato no reduto dos andrades, o objetivo está alcançado e temos motivos para festejar, ainda para mais na nossa Cidade. Positivo o facto de, desta vez, o bilhete mais barato ser de €12, e não €35 como nesse histórico 27 de maio. Obrigado pela solidariedade.
Perto para uma saudável caminhada matinal (seria lindo acompanhar a saída ou mesmo o percurso dos nossos rapazes), o horário é convidativo, o momento é de festejo. E há que relembrar a humilhação sofrida no Bessa, que Pantera não esquece, quando tivemos que levar com o "ides descer de divisão" durante todo o intervalo do jogo para a Taça, depois de termos passado pelo mesmo filme na segunda parte no jogo para o campeonato.
Nós não descemos de divisão
nem o porto é campeão.
E o Macaco é paneleiro.
nem o porto é campeão.
E o Macaco é paneleiro.
Força Boavista!
terça-feira, 3 de maio de 2016
Na Primeira
Depois da humilhação e bater tão intimamente no fundo, depois daquela segunda parte no Derby, fomos simplesmente brilhantes. À Boavista. Dentro do campo, na uniao e evolução da equipa, fora dele com um apoio infindável, um impressionante #euacredito da família axadrezada e sempre, mas sempre, confiando na Equipa, principalmente nos momentos mais difíceis.
Uma recuperação para a História. A Mística está bem viva. Força Boavista!
Ah e tal foi do sintético e ides descer de divisão. Chupem.
sexta-feira, 11 de março de 2016
Vamos a Eles - Marítimo
Não está fácil, como de resto seria de esperar. Travagem brusca na recuperação, em três importantes jogos na antiga Fortaleza: um ponto, um golo marcado e três sofridos, exibições abaixo do esperado. Era fundamental estarmos no nosso melhor, dentro e fora do terreno de jogo. Não estivemos e a punição foi dura: água a entrar pelas narinas, calendário apertado nas nove finais que faltam e, no imediato, uma deslocação dificílima às nossas bestas negras com os três pontos como único resultado realmente positivo.
Então o que terá falhado ou o que mudou desde aqueles dez pontos em quatro jogos? Resumidamente e por partes.
- Académica. Jogamos com a cabeça - talvez demais - amedrontada, receosos do que de mal poderia acontecer, além de sentirmos na pele que não vai ser fácil bater esta bem orientada Académica. Discordo em pleno do nosso Mister: o ponto conquistado (ou os dois perdidos) e a hipótese gorada de dar uma martelada no adversário não foi "positivo". Nada mesmo, apesar de, claro, a derrota fosse ainda pior e a linha de água se manter abaixo.
- Rio Ave e Nacional. Tivemos imensas dificuldades para impôr o nosso jogo, em particular no plano ofensivo, também porque as bolas paradas não resultam sempre. À semelhança do jogo com a Académica, mas diferente dos tais primeiros quatro da segunda volta (menos, talvez, Setúbal), fomos obrigados a ter iniciativa, a pegar no jogo e a encara-lo de frente, em busca dos golos e dos pontos, o que se revelou um problema para nós. Pior, algo que ainda não tínhamos experimentado nesta segunda volta (à exceção de Alvalade): ter que reagir à desvantagem.
- Houve mudanças 'opcionais' que não ajudaram, é verdade: Martinez, apesar do golo em Paços, não se aproxima da excelente forma de Renato Santos (pelo menos a evidenciada até 'desaparecer' da titularidade), nem tampouco do ritmo de Luisinho, suplente no último desafio em favor do espanhol. E, já agora, também não parece ser melhor opção que Rúben Ribeiro no centro do meio campo, onde jogou contra o Nacional, com a agravante de 'obrigar' Rúben a deslocar-se para a esquerda.
Carvalho esteve em bom plano, não nos dois minutos frente à Académica mas sim em Paços, Alvalade e mesmo no desafio com o Rio Ave. Sobretudo, disfarça as dificuldades de construção quando comparado com a dupla de cobertura mais habitual, Idris e Gabriel. Tínhamos tudo para evoluir de forma mais consistente, não se notando melhorias na sua ausência perante o Nacional.
Outro problema que temos evidenciado: o 'plano B', ou seja, o que alteramos quando precisamos de reagir ao resultado. Na entrada do segundo avançado (ora com Zé primeiro, com Uche depois, por último com o regressado... Uchebo), na mudança do sistema tático, na alteração do meio campo. Sentiu-se alguma confusão na Equipa, depois das alterações (por vezes tardias), quer contra o Rio Ave quer contra o Nacional. Pior do que isso: foi confuso para quem viu e a Equipa não se sentiu minimamente confortável, antes descrente e com défice de confiança, individual e coletivamente. Não tivemos cabeça, e não parece termos coração para vencer 'a ferros'.
- Voltei a discordar do discurso do Mister, mesmo tentando perceber a possível intenção de despressurização da equipa (para mais tendo em conta que jogamos desfalcados). É óbvio que se tratavam de jogos decisivos, não há como fugir a essa pressão. Fugindo-lhe corre-se o risco de termos mesmo que enfrentar essa mesma pressão, mas sobre brasas. Como hoje, na Madeira.
- Outras mudanças forçadas também em nada beneficiaram a Equipa. Estabilizamos a defesa no início de segunda volta e com ótimos resultados ao nível da consistência. O Mika da época passada de regresso (no melhor e no pior mas, sobretudo, no melhor), Vinicius e Henrique em excelente plano, Mesquita a agarrar o lugar e em melhorias, Afonso o que se sabe. Ausências do central e do lateral foram, realmente, dois problemas graves. Praticamente só Vinicius, do quarteto defensivo, manteve um nível aceitável. Simples perceber porquê, qualidade e experiência, as que faltam a Sampaio e Hackman. Não há que o esconder e sem querer fazer deles os culpados das derrotas, foram decisivos pela negativa na dupla jornada no Bessa. Erros individuais daqueles pagam-se bem caros, principalmente quando defrontamos equipas que os sabem aproveitar, como foi o caso. Fomos obrigados a reagir, falhamos nesse capítulo.
- Dos reforços, dos cinco reforços de janeiro que seriam para pegar de estaca dada a nossa situação urgente, falaremos deles mais à frente. Pelo menos de dois deles, os que vão jogando.
Era para ser uma antevisão do difícil desafio de logo, ficaram umas notas dos últimos tempos.
Para os Barreiros, a receita que nos fez ter sucesso: intensidade, concentração e eficácia. Se possível, sem grandes invenções, com alguém que não falhe a dois metros da linha e sem ninguém a enterrar forte e feio.
Apoio no aeroporto diz tudo do que somos feitos: situação de aperto, coração ao alto, fé inabalável nos nossos rapazes. Não peçam mais que não é possível. No Bessa, melhoraremos na próxima.
Força Boavista! #façam-nosAcreditar
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