quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A um!



Bem visível, no último sábado, os motivos que nos levam a estarmos a apenas um ponto da barreira dos 30, o que siginificará um upgrade aos objetivos. Mais que objetivos 'materiais', vulgo luta pela Europa, devemo-nos preocupar em fazer esse upgrade relacionado com os pontos. 30 já estão? Venham os 40.

No jogo de Santa Maria da Feira, salta à vista, mais uma vez, a organização e maturidade que a Equipa conseguiu alcançar em pouco mais de três meses. Podíamos até não ter conseguido chegar ao golo ou termos consentido o empate, mas... consistência, união e confiança é aquilo mesmo. Sempre mais perto de tirar alguma coisa da partida (e com uns 30 minutos iniciais bem mais mandões que o adversário), com aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos do jogo (porque os adversários tambem trabalham e jogam!) e, como já o disse várias vezes porque acho importante, cientes das nossas limitações (que as temos, não só no campo como no banco).

Individualmente, destaque para Bulos pelo excelente trabalho no lance decisivo. Já antes, também na cara do golo, boa cabeçada na pequena área. Fora dessa zona, voltou a revelar dificuldades, quer a vir buscar jogo ou de costas para a baliza adversária, quer a pressionar (bem e a tempo) a primeira linha do Feirense. Foi importante nas bolas paradas defensivas, talvez um dos motivos que o manteve em campo até ao final, em detrimento de Schembri. De qualquer forma, intenção de movimentações diferentes do habitual titular abonaram em seu favor e, claro, da Equipa.
Titularidade de Carlos Santos algo surpreendente, com Henrique já recuperado. Justa, como o próprio fez questão de provar dentro do campo. Um ou outro erro, muita concentração e alguns lances de perigo evitados.
No resto, o habitual: organização e critério de Espinho, posicionamento e consistência de Carvalho (voltou a estar em bom plano), esforço enorme dos três do meio campo.
E depois a paragem cerebral do nosso Capitão. Acontece e, como se viu, acontece aos melhores também. Mas não devia. Fazes falta, logo agora.
Na baliza, mais que confirmado: Vágner é, e bem, o dono do lugar. Seria uma excelente contratação para a próxima época.


Tínhamos falado na antevisão da partida que, em caso de vitória, tudo seria bom demais e sempre da forma como somos mais fortes, todos juntos. Sem palavras, foi mesmo isso.

Preto e Branco são
As cores do nosso Amooor.



Domingo, na busca dos três pontos, a um do objetivo. Mais uma final, diferente da última, diferente das demais, diferente de tudo o resto. É o jogo. É a Invicta. São os amigos e as discussões, o ego e o orgulho. O dia que não se dorme, o jogo que começa umas hor... já começou! É único. É o Derby. Venham eles.
Amanha a antevisão do Clássico, já a afinar a voz e de cachecol ao pescoço.




Força Edu!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Confissão de Azedume?


Deixo-vos um interessante artigo do jornal OJogo, a propósito do seu 32. aniversário, em que fazem várias reportagens sobre alguns Clubes do distrito do Porto e dois da capital.
Porto, Benfica e Sporting. Salgueiros, Infante de Sagres, Vasco da Gama, Ramaldense, Porto Vólei, Vigorosa, Académico, Fluvial, CDUP, Escola do Movimento, C. Ténis do Porto, C. Atletismo do Porto, são alguns dos Clubes referenciados.
Nem o ecletismo nos valeu...



Não é ser chorinhas, ideia de vitimização ou outra coisa qualquer, mas... não é estranho? Pensando bem, e apesar de ser o mais representativo jornal da nossa região, não deixará de ser o único que a 18 de maio de 2001 não fez capa da possibilidade da cidade do Porto ter um novo Campeão, servindo até para focar a tão propalada "descentralização". Afinal, 'lá fora' como cá dentro. Como sempre foi, o 'centro' de cá vê é azul.
Como há 16 anos, como nos últimos 3 ou nos outros 6 de inferno, responderemos todos juntos, pela Pantera. Orgulhosamente.


Desafio-vos a encontrar uma camisola axadrezada nessas páginas de jornal dedicadas à nossa Cidade. Procurem bem que encontram (clique nas fotos para ampliar).








domingo, 19 de fevereiro de 2017

Mini-Bessa


Enjoy! Mini-Bessa. Absolutamente fantástico.

Parabéns a estes incríveis adeptos!

Obrigado ao Tiago Quintela pela partilha.



Força Edu!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Vamos a Eles: Feirense


Que saudades destas finais. "Destas", isto é... parecidas. Digamos que encarando da mesma forma.
Nas duas últimas épocas chamávamos "finais" aos desafios contra equipas com os mesmos objetivos que nós, jogos esses com uma enorme pressão dos pontos, porque quase não tínhamos margem de erro. Foi assim no ano de regresso, com Petit; foi assim na incrível recuperação, com Sanchez. 

Nesta altura da época, obviamente com o mesmo sentido de responsabilidade, a pressão dos pontos deu lugar à confiança, qualidade, competitividade. Crescemos muito e bem nestes últimos meses, como os resultados espelham. Mais que os resultados, assim o mostra o comportamento e prestações da Equipa.
Podemos não estar a carburar a turbo, mas falando de organização, consistência e confiança, arrisco a dizer, estamos no mais alto patamar desde o nosso regresso. Importante, como já foi dito, é continuar a crescer, dentro e fora do campo.




Onze base deve, mais uma vez, avançar na Feira. O desempenho dos jogadores, os últimos resultados e a pouca margem de manobra no que diz respeito a opções são fatores decisivos para tal. Nem mesmo o perigo de exclusão de jogadores importantes devem desviar o foco do essencial: é preciso fazer tudo para 'carimbar' a nossa meta, a manutenção.


Nota para o regresso de Henrique. Esperado regresso. Sampaio tem cumprido, apesar de alguma irregularidade, sendo que o português é, provavelmente, o mais experiente central com que podemos contar. Com tempo e bem entrosados, Lucas e Henrique podem fazer uma excelente dupla.
Na baliza, foi o que mais ganhamos com o mercado de inverno: Vagner é reforço, como já o tinha sido Agayev.
No meio campo podemos contar com a competitividade de Idris, o equilíbrio de Carvalho e as pluri-funções de Espinho. Já no ataque, veremos se vai haver oportuniadade à séria para Bulos. Se houver alterações, será por aí...


Importante: temos que fazer do Marcolino um mini-Bessa. Não há desculpas. Pensa-se na Equipa, nos jogaodores e treinadores, naquilo por que temos passado nos últimos anos e... não pode haver desculpas. Tudo será bom demais e quando vencermos, amanhã ou noutro dia, será sempre da forma como somos mais fortes nos carateriza: todos juntos, pela Pantera.

Força Edu!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Boa Entrada em 2017





Três meses sob o comando técnico de Miguel Leal: onze jogos, desde Leiria para a Taça até ao passado domingo, naquela que foi a primeira vitória na antiga Fortaleza (é desta o regresso?) desde a chegada do sucessor de Sanchez. Em teoria, equilíbrio na contabilidade: quatro derrotas, quatro vitórias e três empates. Na prática, e mais que os resultados, agrada sobretudo a evolução na Equipa, tanto coletiva como individualmente. Organização, confiança e competitividade, pelo menos nestes aspetos, ninguém duvide, estamos bem melhores. 


Resumidamente e dividindo este tempo em três fases.

De início, a nova realidade, refletindo-se tanto ao nível da Equipa como de tudo que a rodeia, incluíndo nós, Adeptos. Discurso coerente e aglutinador, renovada alma no campo, com resultados muito positivos na tabela classificativa, permitindo-nos na altura respirar bem fora de água: vitória na Taça, empate caseiro com Estoril, resultados positivos em duas deslocações sempre complicadas, Vila do Conde e Madeira. Evidentes melhorias, dúvidas sobre as suas origens para alguns: se obra do novo treinador, se a habitual onda positiva após uma chicotada psicológica.

Seguiram-se quatro jogos e outras tantas derrotas, mas desengane-se quem pense que não se retiraram coisas positivas desta série negra (talvez à exceção da deslocação a Paços, a exibição menos conseguida da era Leal). Três ilações principais destes desafios:
- continuamos a dar mostras de evolução em busca da nova identidade e, porque não dizê-lo, de bom trabalho diário. Apesar de desfalcadíssimos nestas partidas, conseguimos lutar pelo resultado até ao final. E de forma bem... interessante.
- estamos cá como desde o nosso regresso, alvos de desrespeito por quem gravita nos orgãos que regem o Futebol português. A história dos castigos (no total, foram treze jogos de suspensão!) e, pior, a não análise ao recurso apresentado pelo Clube, fazem-nos crer que pouca coisa mudou a este nível. E assim se vai manter.
- ainda que desnecessário, o cenário adverso - castigos e lesões - trouxe-nos a certeza do que era evidente: o plantel é extremamente curto nas opções, alguns reforços foram-no só no papel, uns digamos que compreensivelmente (como el gordo Erivelton), outros nem tanto (Medric, Midic, Miodric, como é que é mesmo?). Curto e desequilibrado em algumas posições.




Finalmente, os últimos três desafios, em que conquistamos sete pontos perante concorrentes diretos na fuga à despromoção (e relembro, num cenário nada favorável, em que uma derrota implicaria descer a linha de água). Arrisco a dizer, a respeito da deslocação à Choupana e receção ao Vitória: das melhores exibições desde que regressamos.
Crescimento na consistência, na circulação de bola, na organização dentro de campo, refletindo-se não só na competitividade da Equipa, como na própria confiança individual dos jogadores. Uma equipa muito mais eficaz no momento da perda de bola (imensa melhoria neste particular), que sabe o que faz, concentrada e disposta a seguir o plano até ao final, adaptando-se bem aos vários momentos dos jogos. Acredito, à imagem do nosso treinador.


Muita coisa haverá a melhorar, a acertar e corrigir, mas não restam dúvidas perante aquilo que sentimos: estamos, definitivamente esperamos nós todos, no bom caminho. Sim, sentimos a Pantera a crescer.


Força Edu!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Venham Eles: vitória



Já diz o velho ditado: "Se a inveja fosse areia, Guimarães seria um deserto". Querem rir-se um pouquinho? Se sim, é só visitar isto e respetivos comentários. Há mais exemplos, mas fiquemos por aqui que dos restantes só muda o cheiro.
Ainda assim, não resisto a transcrever este trecho:
"Aquelas práticas de intimidação, agressão, insulto e provocação aos adversários do Boavista que jogam no Bessa vem do tempo do João Loureiro.
No domingo [dia do jogo da Taça] deu mais nas vistas mas há mais de vinte anos que é assim". Ya, parece um comum ser humano-não-vimaranense a falar de Guimarães.
Ah, puta que pariu! Vá, contenham-se e contemplem.

 

Mas, admitamos, o caso é sério e com poucos motivos para sorrir, mais ainda no nosso caso que ainda temos bem entalada a gorada hipótese da 'sexta'.

Eles acham normal um jogador profissional dirigir insultos (verbais e gestuais) para a bancada dos adeptos adversários, no final de um desafio quente como foi o da Taça de Portugal, decidido no último minuto do prolongamento. Anormal será haver reação por quem sente realmente o Clube, o Símbolo e os Adeptos, como alguns dos nossos o sentem, fazendo questão de o mostrar (e defender!). Por incrível que pareça, os mesmos consideram injusto, três dias depois dos acontecimentos, aplicar-se um castigo total de doze jogos (12!) a três jogadores do Boavista, por coincidência todos eles primeiras opções, ao invés do castigo de vinte dias (20!) ao prevaricador, por acaso dos jogadores vimaranenses com menos minutos no presente campeonato. E, convém relembrar, tudo depois de uma vergonhosa atuação do sr. Sousa. 
Isto vindo de gente que se espumou por todos os poros quando constataram que, afinal, no Bessa não eram "favas contadas", seis anos depois do último encontro para o campeonato.

Passemos ao que mais importa, o jogo de amanhã para o campeonato. É jogo grande e convém que o encaremos como um clássico, já que a história (diria até, do futebol português) assim o exige.
Não é segredo, muito menos vergonha, que, neste momento, o plantel dos espanhóis é mais vasto, mais rico e melhor em soluções que o nosso. Não o é também que, a agravar, encaramos o desafio com algumas baixas importantes, de jogadores habitualmente titulares e influentes. Injustamente, mas é um facto.

Mas, também longe de ser segredo, é nas adversidades que nos... agigantamos. Que somos ainda mais 'nós'. Que somos vencedores.
Foi nas adversidades que vencemos os três grandes em finais da Taça.
Foi nas adversidades que quebramos o jejum de meio século, contra tudo que não fosse Xadrez.
Foi nas adversidades que, por duas vezes, passamos a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Foi nas adversidades que regressamos do inferno depois de seis anos lá passados.

Portanto, Equipa, Grupo, Adeptos, Claque, a palavra é só uma: UNIÃO. Lembram-se daquele sentimento em 13 de janeiro deste ano, após a eliminação nos quartos da Taça? É isso, é esse espírito tem que voltar a fazer parte de nós. Seremos muito, mas muito mais fortes. Como disse noutro dia: podemos não conseguir, mas morreremos a tentar.


Desportivamente, veremos como Miguel Leal organiza a Equipa, perante um cenário tão negativo no que toca a opções (Agayev e Espinho estarão ainda em dúvida, podendo juntar-se a Idris, Henrique e Bukia nos indisponíveis). Isto juntando àquilo que já sabemos sobre a real extensão das opções no plantel...
Tem sido visível a vários níveis o melhoramento da competitividade da Equipa: consistência a aumentar, circulação de bola a melhorar a olhos vistos, uma Equipa adulta e que vai sabendo aquilo que quer do jogo. Aos poucos, como já se disse, vai-se melhorando. Mas fica difícil, mais ainda, quando nos deparamos com todas estas contrariedades...

Nas laterais e no trio ofensivo não devem haver mexidas (Edú e Talocha, Yuri, Santos e Schembri). Eixo defensivo começam as dúvidas: Lucas será um dos titulares, alguma incerteza no companheiro de setor.
Assim como no meio campo defensivo, talvez o problema mais difícil de minimizar: não há alternativa minimamente credível para Idris. Tengarrinha (será hipótese para central?!) é talvez a única hipótese (Henrique Martins?!), mas os últimos desafios do nosso capitão mostraram um jogador ainda à procura do ritmo e da melhor forma. Como companheiros de setor, Carraça será um dos indiscutíveis, o mesmo não se podendo dizer do terceiro elemento: Carvalho, Samú, Emin, todos a alguma distância da utilidade e qualidade de Fábio Espinho. Alteração de sistema (para um 442) será outra hipótese, se bem que pouco provável quanto a mim).

Todos ao Bessa. Não há desculpas, nem para não comparecer, nem para deixar de apoiar o Símbolo desde antes do início até depois do final.


Força Edu!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Todos pelo Edu




O Edu é um vencedor, um lutador, e vai vencer mais esta batalha.

Estaremos sempre com o Edu, sempre a torcer por ele, sempre a ajuda-lo naquilo que nos for possível.
Será sempre orgulhosamente um dos nossos. Com a Força e Garra da Pantera.


Força Edu!

sábado, 29 de outubro de 2016

Empate

Falharam o gordo e a Fortaleza. Aquele golo no final teria sido justíssimo.

Em tudo o resto, bem melhores. Dê-se tempo. Pelo menos a Equipa, de certeza melhorará mais.

Força Boavista!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Plantel


Breve análise ao estado do plantel.

É quase unânime que o desta época é o melhor das últimas três, desde que regressamos. Temos o melhor avançado dos últimos tempos, Schembri. Um virtuoso como nem cheiramos à anos, Iuri. E outro a caminho, Bukia, com Renato à espreita. Um médio português experiente e completo quanto Espinho. Ao nível ofensivo, não podemos esticar muito mais. Digas, Edu, Medic, Idé... talvez Luisinho em janeiro. E o inacreditavelmente imóvel Erivelton.

À medida que vamos recuando no terreno, as coisas podem complicar-se.

Idris tem sido o mais regular, mas não há mais ninguém sequer com características parecidas. Daf só para o ano, Gabriel já cá não está. Carraça em ano de estreia na Primeira, Tengarrinha em tempo de readquirir ritmo, sobram Carvalho e a incógnita russa Emin. Ex juniores Henrique e Samú, que não vai ser fácil afirmarem-se (apesar das boas indicações de ambos) completam as opções.

Na defesa, mais preocupações. Lucas tem estado no melhor e no pior, entre o bom e o horrível. Henrique, de companheiro de líder a líder da defesa, é um dos sobreviventes, apesar dos aparentes problemas físicos que tardam em fazê-lo regressar à boa forma. Mesquita e Talocha, ainda assim, com nota muito positiva. Depois do sismo na baliza, Agayev parece que nos vem dar outra tranquilidade (veremos se mais comparando com Mika). Sobram Sampaio, à procura da afirmação, e Santos , à procura de espaço para distribuir abraços.

Podemos fazer um onze forte, certo. Mais forte que nos últimos tempos. Ao nível das opções estamos limitados, veremos se conseguimos crescer nesse aspeto, resultando até numa maior competitividade dentro do grupo.
No global, o plantel, apesar de ter mais qualidade que os últimos, é também dos mais desequilibrados. Fortes no ataque, razoáveis no meio campo, com problemas na defesa. Veremos agora como vamos crescer, coletiva e individualmente (neste aspeto, curiosidade sobre os que têm sido pouco utilizados).



Força Boavista!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Erwin Sanchez

Entrevista de Erwin Sanchez à Sporttv:





Ainda para mais sendo um símbolo nosso - e continuará a sê-lo - julgo que o caso merece que meditemos um pouco sobre o que aconteceu. Sobretudo, como aconteceu.

Antes de mais, a postura exemplar de Sanchez. Não é novidade para nós, já o conhecemos há muitos anos, como jogador e treinador, e sempre, mas sempre, nos mereceu o maior carinho e admiração. Acerca do que falou e também do que não falou. Ponto.

O motivo forte da saída - o mais 'oficial' segundo a direção, pelo menos - foram as declarações do treinador acerca do comportamento dos adeptos. Ora, roça o ridículo, claro está. Percebe-se, é um dado, mas não foi esse o motivo, nem sequer qualquer gota de água. Para já, a contestação física dos adeptos era diminuta - apesar do desagrado pelas recentes prestações da Equipa - falando de lenços brancos, cânticos ou assobios para o treinador. Acerca da pressão que Sanchez fala, que segundo ele afeta o rendimento de alguns jogadores, ela existe e é evidente nos jogos em casa (e ele também refere que fora a Equipa se sentia melhor, com o APOIO dos adeptos). Perfeitamente compreensível, mesmo como forma de proteger o próprio grupo. 
A Fortaleza, infelizmente, não tem sido o que já foi em tempos recentes. Facto. E temos, rapidamente, que corrigir isso.

Sanchez fala na entrevista de um episódio aquando da visita do Boavista a Moreira de Cónegos, perto do final da época passada. Um 'zum-zum' qualquer sobre a possibilidade Miguel Leal. E logo aí dá ideia que tudo isto nasceu... torto. A indecisão da direção, temos a certeza agora, foi enorme. Incerteza ou espera, o que quer que tenha sido. Por um lado, o bom trabalho de Sanchez na segunda metade da época, por outro a possibilidade de poder contar com Leal. Sanchez começou debilitado, com menos tempo que o que devia ter e, como diz o próprio, sem as condições ideais (falando do plantel, das saídas, e do resto). Mais uma vez, dá ideia de pouca proteção a um treinador nosso.

Curioso, coincidência ou não, é que a par desta mudança de paradigma (Leal, como sabemos, não é um homem da casa ou ex-jogador, como os últimos timoneiros), há também a mudança na direção do Clube, no que toca a assuntos desportivos, digamos assim. E, por acaso, já com uma decisão de fundo. Veremos se mais mudanças vão ser visíveis e se alguma coisa se torna mais ou menos agradável.


Na minha opinião, tentando analisar friamente, Sanchez não conseguiu tornar a Equipa suficientemente competitiva, pese embora a seriedade, vontade e, sublinho, as ideias bastante positivas na identidade que ele pretendia para a Equipa. Pouco tempo para isso e poucos argumentos? Talvez. Pouca experiência no futebol europeu, liga portuguesa em particular? Muito talvez. Mas é um facto que, após uma pré-época agradável e uns bons sinais no arranque da temporada, houve alguma estagnação na evolução. Talvez se tenha regredido em alguns aspetos, até mesmo na confiança dentro do plantel.
Junte-se a isto a possibilidade de concretizar o 'plano' mais apetecível pela direção, quiçá mais difícil de o concretizar em maio último, o momento mais oportuno.




Preparem-se. Bem. Temos que regressar em força. Cabeça limpa, pelo menos em nós. Tudo a Leiria.

Força Boavista!