segunda-feira, 13 de março de 2017
De Garras Afiadas
E é isto. Dispensamos o laço (até porque já temos o nosso Manel), mas é para embrulharem bem embrulhadinho, principalmente aqueles que, insistentemente, nos fazem o funeral. Como vemos, cedo demais. Já sabem: "Somos Boavista. E voltamos".
Em disputa 27 pontos, 33 já no bolso, manutenção garantida a nove jornadas do final e sinais evidentes que o crescimento tem tudo para não parar por aqui. Fazer tanto com tão poucos argumentos, com evidentes dificuldades financeiras, quando comparado com os restantes, dá aquele inigualável Orgulho Axadrezado, acompanhado do respetivo arrepio na espinha. Repitamos, mais audível ainda, os vizinhos que se fodam: "Somos Boavista. E voltamos!".
Confesso que entro sempre receoso no Bessa quando defrontamos estes bananas. Receio mesmo, medo, algo mais para o lado do sobrenatural do que outra coisa qualquer. Trauma talvez. Até podíamos estar a lutar pelo título, esse estado de espírito não se alteraria. Por isso, e só por isso, surpreso com este resultado. Pelo resto, pela Equipa, pelos Adeptos na Fortaleza, (agora sim, nada como ter a boca adoçada), pela liderança, pelo crescimento, pela confiança, por aí estamos descansadinhos.
Vamos às notas:
- Mais uma vez evidente o porquê de estarmos a fazer a melhor época desde o Regresso. Este não era um jogo qualquer, dado o adversário: há dez jogos sem perder, também eles a realizarem uma excelente época, com objetivos iniciais bem superiores aos nossos e com orçamento condizente. Além disso, o histórico insular no Bessa, quase fazendo deles a nossa besta negra.
- Consistência defensiva. Vagner, como já falamos, melhor reforço de janeiro. Já nem abalamos pouco que seja quando olhamos para a nossa baliza. Kamran, Mika, outro qualquer (ajudem-me!), nenhum deles se aproxima da segurança do brasileiro. Nas laterais continuamos com o crescimento, no eixo estabilizamos Lucas. Sampaio... mais disto, por favor. Esteve bem, mas é preciso estar assim no próximo, e no outro, e a seguir. Capacidade tem ele.
- Meio campo, e a sua principal evolução no momento em que não temos bola: a reação à perda da bola e mesmo à saída rápida do adversário. Enorme evolução, simplesmente do melhor, na minha opinião. Rigor, concentração, união. Equipa! Muito trabalhinho e do bom. Não só do jogador que aproxima para fazer pressão (seja alta ou baixa), mas sobretudo do comportamento da Equipa à sua volta.
Idris, e a sua presença e intensidade, é o que sabemos (aka Capitão); Espinho mais 'trabalhador' do que o que se pensava, além da capacidade de criar espaços e [bem] circular a bola. E Carvalho, o médio (jogador?) menos apreciado pela massa adepta, mas com uma influência brutal nestes aspetos em particular, e que em muito contribuem para o bom desempenho global da Equipa. Ontem, de novo, bom exemplo da eficiência deste trio, que raramente é desfeito, mesmo durante os desafios. Percebe-se porquê. Neste momento, também olhando às opções, são fundamentais.
- Iuri é assim, é o pequeno génio que, quando inspirado (e mesmo não estando), ajuda imenso - não a resolver, porque isso fá-lo a Equipa - mas a desbloquear. Como ontem. Mais palavras para quê? É ver e rever que não cansa.
Voltei a gostar um pouco mais do Bulos, porque simplesmente continua a melhorar em alguns aspetos do seu jogo. Talvez isso ajude a explicar a insistência no sul americano - em detrimento do melhor jogador que é Schembri, apesar de diferente - a fazer os seus primeiros jogos na Europa, onde o futebol, e as defesas em particular, são bem diferentes dos campeonatos sul americanos. Conseguiu dar mais vezes jogável para os médios, seja no apoio frontal, seja na bola lançada em profundidade, conseguiu chegar mais vezes a tempo de o fazer. Não deslumbrou, mas melhorou, que é bem preciso. Na área, bem preparado o remate para o golo, na única chance que teve para o fazer. Frase batida, mas é à ponta de lança. Veremos nos próximos desafios, mas é certo que, pelo menos para mim, fez aumentar um pouco a curiosidade sobre ele e mesmo até onde poderá chegar.
- Mbala. Que desilusão, rapaz. Agora foram vinte minutos perante uma defesa com imensas dificuldades e com espaço para brilhar.
Com bola, a atacar, fizemos talvez o melhor desafio da época no Bessa. Boa e rápida circulação em muitos momentos, constantes linhas de passe ao portador da bola, quase sempre a melhor opção de passe a ser tomada. Mais uma vez, um sinal que torna evidente o excelente trabalho de todo o grupo.
Tranquilos. Confiantes. Com imenso tempo e boa disposição para prepararmos bem a próxima importante deslocação: Estoril. Todos à Amoreira. Isto é bom demais para se desperdiçar. Continuemos a apoiar os nossos rapazes que bem merecem. O Clube merece.
Última palavra para a Fortaleza. Mais perto daquilo que somos. Bancadas bem compostas, apoio a condizer. Fácil, porque a Equipa assim o justifica e o jogo correu bem. Mas é bom, muito bom sentir toda a gente feliz.
Parabéns à família do jovem sócio mais antigo do Clube. Quatro gerações da mesma família a assistir ao desafio, é obra. Muito bom!
Força Edu!
quarta-feira, 1 de março de 2017
JN do Porto à beira do desespero
À primeira vista, pode parecer bastante negativo, o colapso ou o fim. Mas não é. E falo, obviamente, do conteúdo sensacionalista da notícia de hoje do JN. O Boavista, em resposta a uma notícia veiculada na semana passada, explicou devidamente o que se passa. Nem isso fez com que o assunto fosse noticiado de forma mais correta ou conveniente. "Conveniente" para a sociedade, entenda-se. Para os leitores.
Coloco aqui uma imagem que pode até parecer ridícula, mas julgo mesmo que ajuda a explicar... tudo isto que sentimos. E não só nós, eles também.
O dia 1 de abril de 2014 foi, como bem sabemos, um dia histórico, não só para o nosso Clube, como também para a nossa cidade e região. Foi o dia da Justiça, o dia que tanto esperamos e lutamos para que chegasse.
A diferença é que não houve derby uns dias antes, não havia a perceção da força do Clube e dos seus Adeptos, nem sequer a ideia que nos iríamos... levantar, da forma como o estamos a conseguir fazer.
É um pequeno exemplo do tratamento em relação ao Boavista, um grande exemplo daquilo que tem, realmente, feito a diferença: Unidos, a crescer, contra tudo e contra todos. Sem milhões nem ajudas, sem autarquias, politiquices ou imprensa.
Verdade: estamos, e estaremos, por cá. E vão levar connosco, cada vez mais. Pelos sinais, julgo que já perceberam isso.
Nada disto invalida a nossa preocupação acerca de tão melindroso assunto. Confiamos, como até aqui, na direção que tenta resolver os problemas, ao mesmo tempo que consegue que a Equipa de Futebol, e o próprio Clube, obtenha resultados desportivos extremamente positivos. Apesar das evidentes dificuldades e diferenças nos argumentos.
A resposta? Sexta em Moreira e domingo, no Bessa. Cabalmente, à Boavista.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Derbi
Bravo. Cheirou a Derbi, intensidade e rivalidade à antiga.
Custou imenso. Duro, não só pelo resultado pela involvência também, à semelhança do que nos aconteceu há três meses atrás. Não esmorecemos, estivemos lá para aplaudir os nossos, a marcar o território possível, de frente, olhos nos olhos com os do mercado. Lá estaremos em Moreira. É a vida. Lutamos, reagimos, unimos forças, não conseguimos vencê-los, com a certeza que haverá próxima. O "ides para a segunda" substituído pelo velhinho "sois uma rotunda" é um sinal que o regresso ao passado está mais perto. Não somos só nós que o sentimos, acredito, e as mãos no pescoço do Talocha, o pé em riste do Andrés, a perda de tempo no final de ambas as partes "que só os pequenos fazem", também o são. Não baixamos a cabeça, crescer é custoso, mas devemos ter um orgulho enorme em perceber que o caminho é este. Depois do inferno... como poucos sabem. Como eles não sabem de certeza.
Algumas notas:
Ideias claras de um lado e outro, do nosso suster a intenção de boa entrada do adversário; o Porto é forte sim, os argumentos são díspares, mas a real força deles está na defesa e na segurança depois da vantagem. O golo aos 7 complica, deita por terra parte da estratégia. Por nossa culpa, aquele erro não pode acontecer, muito menos quando se defronta equipas destas. Reagimos, não nos desorganizamos coletivamente, ameaçamos com dois pares de lances perigosos, um ou outro lance de bola parada, continuamos a mostrar dificuldades nos inevitáveis desequilíbrios individuais do adversário.
Conseguimos discutir o resultado até final, à procura de um lance de inspiração ou sorte, forçamos uma expulsão, conseguimos melhor postura e fomos mais competitivos que num passado recente contra este adversário, à semelhança do último desafio com estarola. Insuficiente, como de resto também o fomos, no Bessa também, contra equipas do nosso campeonato, quando foi preciso ir à procura do resultado.
Santos foi surpresa no onze, exibição consistente na semana passada, inseguro na de ontem. Correção ao intervalo, com a agravante de já ter amarelo. Henrique para o lugar, exibição certa no regresso até ao pior momento. E ficamos com dois problemas, a lesão do Henrique, e Sampaio, que passou de titular para terceira opção.
Muito difícil colmatar a ausência de Idris no nosso meio campo, não só pelas suas caraterísticas mas também porque temos poucas opções para a posição. Pelos números é inegável (sem ele, 5 jogos e 1 ponto), num jogo destes mais ainda. Carvalho mais recuado, Carraça e Espinho a interiores acho que era do melhor que se podia ter feito, tendo em conta que é uma pena não termos um Tengarrinha a 200% como já o tivemos. O melhor Tengarrinha seria quase certo titular no jogo de ontem. Carvalho a espaços, combinou as culpas diretas no golo com bons momentos, quer no desarme a médio defensivo, quer a criar perigo quando subiu mais um pouco. Carraça mostrou mais intensidade desde a última vez, falta saber se é para manter. Menos bem Espinho na missão mais ingrata, quase sempre com pouco tempo para ter a bola.
É raro mexermos no meio campo, ontem fizemo-lo e bem mais cedo, quando se optou por um jogo mais direto, tentando tirar partido da dupla Schembri/Bulos.
Do Bulos, um pouco do que se viu na semana passada, mas mais longe da área e mais atrasado que a maioria na discussão dos lances. É quando Schembri entra que criamos a melhor situação, pena não ter sido o peruano a finalizar. Bem lançado e boa entrada do Bukia.
Próxima jornada, muito simples: tudo a Moreira. Há que reagir, temos a vantagem de não ter que esperar por domingo, é já esta sexta 20:30h.
Força Boavista!
edit.
Ridículo aquilo que é dito pelo Porto, são cinco imagens que mostram, segundo eles, o "roubo" de ontem.
Dá para pensar: mas isto existe? Isto é real? Esta malta burguesa reclama mas porque acham mesmo que devem reclamar? Ou porque... sim? Recebem elogios dos comparsas, da carneiragem toda e isso faz bem ao ego? Será isso? Ou para não perder terreno em relação aos outros? É que... é tão baixinho.
Repare-se bem:
vitória do Sporting no Bessa pela margem mínima, queixas da arbitragem, BC a semana toda aos berros na cs, acabou multado.
empate na Luz, exposição do Benfica ao conselho de arbitragem.
Porto no Bessa, falta à conferência de imprensa em protesto com a arbitragem.
Afinal nós mandamos nisto. Tudo. Esta merda é toda nossa. Quer dizer, na verdade, eles todos devem concordar que a culpa não é nossa, portanto logo à partida estamos ilibados. Mas... não é estupidamente estranho? Não há aqui um padrãozito qualquer? Facilmente se chega à conclusão que os três grandes são, afinal, prejudicados. Imagino quando se defrontam, aquilo deve dar uma confusão nas leis...
Mas isto é tão ridículo que eu tinha vergonha que o meu Clube reagisse de forma algo parecida sequer. Facilmente e desde que haja vontade faz-se algo do género. Com imagens paradas? Pedi ao meu primo de oito anos, perito em ecrãs táteis, para me fazer algo do género. Eis:
Até o Jota, man? A sério? Quanto aos penaltys, nem dúvidas no estádio nem em casa, é ver as imagens video se for preciso e ter dois olhos na cara ajuda.
Isto é uma guerrinha e o resto são figurantes? Não entramos nesse filme. Eles que cresçam, não só na conta bancária mas no resto também.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Venham Eles: Derby
É hoje. Magia do Derby.
Algumas considerações a poucas horas do jogo.
- Não gostei da temática 'bilhetes'. Perdemos quase tanto tempo a falar disso como o NES a falar da Juventus na conferência de imprensa de antevisão ao jogo do Bessa. Não é bom, porque o que queremos mesmo é ganhar-lhes. E ainda não sabemos se o conseguimos, claro... Vamos concentrar-nos no essencial: todos juntos, todos pela Pantera, de início ao fim.
Muitos deles?! Venham, a receita é de ouro, o estádio é grande e sem correntes de ar.... nas laterais, nada dali pode sequer mexer azulado. É o preço... mais certo.
- Não vale a pena matutar mais, aqueles dois amarelos foram um erro, todos juntos vamos conseguir suprir a falta. Nem penses Idris, ninguém te leva a mal por não vires diariamente para o facebook pedir desculpa. Não custas milhões, mas sabemos que és dos nossos, e sabemos que os teus colegas estão contigo. Assim como nós. Contigo e com quem te substituir.
Tengarrinha por troca direta; Carraça como duplo pivot com Carvalho; Carvalho a trinco, Carraça a interior. Algumas hipóteses, confiança total na equipa técnica. Mais logo veremos.
- Sampaio, Henrique e Santos, para companheiro de Lucas. Veremos se é o brasileiro ou se Henrique está recuperadíssimo.
- Schembri parece mais indicado para esta partida, veremos se a opção recai sobre o maltês ou vai haver aposta na continuidade do Bulos.
Em teoria, encaramos este derby como um dos menos desequilibrados desde o regresso. Faz sentido. Temos o objectivo praticamente seguro, ao contrário do adversário. Estamos em boa forma, confiantes, esperando fazer do Bessa a Fortaleza. É o jogo, é o Derby.
Orgulho Axadrezado, hoje e sempre! A Equipa e o símbolo merecem tudo. Todos juntos em busca dos três pontos, num Derby só isso interessa.
Força Edu!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
A um!
Bem visível, no último sábado, os motivos que nos levam a estarmos a apenas um ponto da barreira dos 30, o que siginificará um upgrade aos objetivos. Mais que objetivos 'materiais', vulgo luta pela Europa, devemo-nos preocupar em fazer esse upgrade relacionado com os pontos. 30 já estão? Venham os 40.
No jogo de Santa Maria da Feira, salta à vista, mais uma vez, a organização e maturidade que a Equipa conseguiu alcançar em pouco mais de três meses. Podíamos até não ter conseguido chegar ao golo ou termos consentido o empate, mas... consistência, união e confiança é aquilo mesmo. Sempre mais perto de tirar alguma coisa da partida (e com uns 30 minutos iniciais bem mais mandões que o adversário), com aptidão para nos adaptarmos aos vários momentos do jogo (porque os adversários tambem trabalham e jogam!) e, como já o disse várias vezes porque acho importante, cientes das nossas limitações (que as temos, não só no campo como no banco).
Individualmente, destaque para Bulos pelo excelente trabalho no lance decisivo. Já antes, também na cara do golo, boa cabeçada na pequena área. Fora dessa zona, voltou a revelar dificuldades, quer a vir buscar jogo ou de costas para a baliza adversária, quer a pressionar (bem e a tempo) a primeira linha do Feirense. Foi importante nas bolas paradas defensivas, talvez um dos motivos que o manteve em campo até ao final, em detrimento de Schembri. De qualquer forma, intenção de movimentações diferentes do habitual titular abonaram em seu favor e, claro, da Equipa.
Titularidade de Carlos Santos algo surpreendente, com Henrique já recuperado. Justa, como o próprio fez questão de provar dentro do campo. Um ou outro erro, muita concentração e alguns lances de perigo evitados.
No resto, o habitual: organização e critério de Espinho, posicionamento e consistência de Carvalho (voltou a estar em bom plano), esforço enorme dos três do meio campo.
E depois a paragem cerebral do nosso Capitão. Acontece e, como se viu, acontece aos melhores também. Mas não devia. Fazes falta, logo agora.
Na baliza, mais que confirmado: Vágner é, e bem, o dono do lugar. Seria uma excelente contratação para a próxima época.
Tínhamos falado na antevisão da partida que, em caso de vitória, tudo seria bom demais e sempre da forma como somos mais fortes, todos juntos. Sem palavras, foi mesmo isso.
Domingo, na busca dos três pontos, a um do objetivo. Mais uma final, diferente da última, diferente das demais, diferente de tudo o resto. É o jogo. É a Invicta. São os amigos e as discussões, o ego e o orgulho. O dia que não se dorme, o jogo que começa umas hor... já começou! É único. É o Derby. Venham eles.
Amanha a antevisão do Clássico, já a afinar a voz e de cachecol ao pescoço.
Força Edu!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Confissão de Azedume?
Deixo-vos um interessante artigo do jornal OJogo, a propósito do seu 32. aniversário, em que fazem várias reportagens sobre alguns Clubes do distrito do Porto e dois da capital.
Porto, Benfica e Sporting. Salgueiros, Infante de Sagres, Vasco da Gama, Ramaldense, Porto Vólei, Vigorosa, Académico, Fluvial, CDUP, Escola do Movimento, C. Ténis do Porto, C. Atletismo do Porto, são alguns dos Clubes referenciados.
Nem o ecletismo nos valeu...
Não é ser chorinhas, ideia de vitimização ou outra coisa qualquer, mas... não é estranho? Pensando bem, e apesar de ser o mais representativo jornal da nossa região, não deixará de ser o único que a 18 de maio de 2001 não fez capa da possibilidade da cidade do Porto ter um novo Campeão, servindo até para focar a tão propalada "descentralização". Afinal, 'lá fora' como cá dentro. Como sempre foi, o 'centro' de cá vê é azul.
Como há 16 anos, como nos últimos 3 ou nos outros 6 de inferno, responderemos todos juntos, pela Pantera. Orgulhosamente.
Desafio-vos a encontrar uma camisola axadrezada nessas páginas de jornal dedicadas à nossa Cidade. Procurem bem que encontram (clique nas fotos para ampliar).
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Mini-Bessa
Parabéns a estes incríveis adeptos!
Obrigado ao Tiago Quintela pela partilha.
Força Edu!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Vamos a Eles: Feirense
Que saudades destas finais. "Destas", isto é... parecidas. Digamos que encarando da mesma forma.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Boa Entrada em 2017
Três meses sob o comando técnico de Miguel Leal: onze jogos, desde Leiria para a Taça até ao passado domingo, naquela que foi a primeira vitória na antiga Fortaleza (é desta o regresso?) desde a chegada do sucessor de Sanchez. Em teoria, equilíbrio na contabilidade: quatro derrotas, quatro vitórias e três empates. Na prática, e mais que os resultados, agrada sobretudo a evolução na Equipa, tanto coletiva como individualmente. Organização, confiança e competitividade, pelo menos nestes aspetos, ninguém duvide, estamos bem melhores.
Resumidamente e dividindo este tempo em três fases.
De início, a nova realidade, refletindo-se tanto ao nível da Equipa como de tudo que a rodeia, incluíndo nós, Adeptos. Discurso coerente e aglutinador, renovada alma no campo, com resultados muito positivos na tabela classificativa, permitindo-nos na altura respirar bem fora de água: vitória na Taça, empate caseiro com Estoril, resultados positivos em duas deslocações sempre complicadas, Vila do Conde e Madeira. Evidentes melhorias, dúvidas sobre as suas origens para alguns: se obra do novo treinador, se a habitual onda positiva após uma chicotada psicológica.
Seguiram-se quatro jogos e outras tantas derrotas, mas desengane-se quem pense que não se retiraram coisas positivas desta série negra (talvez à exceção da deslocação a Paços, a exibição menos conseguida da era Leal). Três ilações principais destes desafios:
- continuamos a dar mostras de evolução em busca da nova identidade e, porque não dizê-lo, de bom trabalho diário. Apesar de desfalcadíssimos nestas partidas, conseguimos lutar pelo resultado até ao final. E de forma bem... interessante.
- estamos cá como desde o nosso regresso, alvos de desrespeito por quem gravita nos orgãos que regem o Futebol português. A história dos castigos (no total, foram treze jogos de suspensão!) e, pior, a não análise ao recurso apresentado pelo Clube, fazem-nos crer que pouca coisa mudou a este nível. E assim se vai manter.
- ainda que desnecessário, o cenário adverso - castigos e lesões - trouxe-nos a certeza do que era evidente: o plantel é extremamente curto nas opções, alguns reforços foram-no só no papel, uns digamos que compreensivelmente (como el gordo Erivelton), outros nem tanto (Medric, Midic, Miodric, como é que é mesmo?). Curto e desequilibrado em algumas posições.
Finalmente, os últimos três desafios, em que conquistamos sete pontos perante concorrentes diretos na fuga à despromoção (e relembro, num cenário nada favorável, em que uma derrota implicaria descer a linha de água). Arrisco a dizer, a respeito da deslocação à Choupana e receção ao Vitória: das melhores exibições desde que regressamos.
Crescimento na consistência, na circulação de bola, na organização dentro de campo, refletindo-se não só na competitividade da Equipa, como na própria confiança individual dos jogadores. Uma equipa muito mais eficaz no momento da perda de bola (imensa melhoria neste particular), que sabe o que faz, concentrada e disposta a seguir o plano até ao final, adaptando-se bem aos vários momentos dos jogos. Acredito, à imagem do nosso treinador.
Muita coisa haverá a melhorar, a acertar e corrigir, mas não restam dúvidas perante aquilo que sentimos: estamos, definitivamente esperamos nós todos, no bom caminho. Sim, sentimos a Pantera a crescer.
Força Edu!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Venham Eles: vitória
Já diz o velho ditado: "Se a inveja fosse areia, Guimarães seria um deserto". Querem rir-se um pouquinho? Se sim, é só visitar isto e respetivos comentários. Há mais exemplos, mas fiquemos por aqui que dos restantes só muda o cheiro.
Ainda assim, não resisto a transcrever este trecho:
Mas, admitamos, o caso é sério e com poucos motivos para sorrir, mais ainda no nosso caso que ainda temos bem entalada a gorada hipótese da 'sexta'.
Eles acham normal um jogador profissional dirigir insultos (verbais e gestuais) para a bancada dos adeptos adversários, no final de um desafio quente como foi o da Taça de Portugal, decidido no último minuto do prolongamento. Anormal será haver reação por quem sente realmente o Clube, o Símbolo e os Adeptos, como alguns dos nossos o sentem, fazendo questão de o mostrar (e defender!). Por incrível que pareça, os mesmos consideram injusto, três dias depois dos acontecimentos, aplicar-se um castigo total de doze jogos (12!) a três jogadores do Boavista, por coincidência todos eles primeiras opções, ao invés do castigo de vinte dias (20!) ao prevaricador, por acaso dos jogadores vimaranenses com menos minutos no presente campeonato. E, convém relembrar, tudo depois de uma vergonhosa atuação do sr. Sousa.
Isto vindo de gente que se espumou por todos os poros quando constataram que, afinal, no Bessa não eram "favas contadas", seis anos depois do último encontro para o campeonato.
Passemos ao que mais importa, o jogo de amanhã para o campeonato. É jogo grande e convém que o encaremos como um clássico, já que a história (diria até, do futebol português) assim o exige.
Não é segredo, muito menos vergonha, que, neste momento, o plantel dos espanhóis é mais vasto, mais rico e melhor em soluções que o nosso. Não o é também que, a agravar, encaramos o desafio com algumas baixas importantes, de jogadores habitualmente titulares e influentes. Injustamente, mas é um facto.
Mas, também longe de ser segredo, é nas adversidades que nos... agigantamos. Que somos ainda mais 'nós'. Que somos vencedores.
Foi nas adversidades que vencemos os três grandes em finais da Taça.
Foi nas adversidades que quebramos o jejum de meio século, contra tudo que não fosse Xadrez.
Foi nas adversidades que, por duas vezes, passamos a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Foi nas adversidades que regressamos do inferno depois de seis anos lá passados.
Portanto, Equipa, Grupo, Adeptos, Claque, a palavra é só uma: UNIÃO. Lembram-se daquele sentimento em 13 de janeiro deste ano, após a eliminação nos quartos da Taça? É isso, é esse espírito tem que voltar a fazer parte de nós. Seremos muito, mas muito mais fortes. Como disse noutro dia: podemos não conseguir, mas morreremos a tentar.
Desportivamente, veremos como Miguel Leal organiza a Equipa, perante um cenário tão negativo no que toca a opções (Agayev e Espinho estarão ainda em dúvida, podendo juntar-se a Idris, Henrique e Bukia nos indisponíveis). Isto juntando àquilo que já sabemos sobre a real extensão das opções no plantel...
Tem sido visível a vários níveis o melhoramento da competitividade da Equipa: consistência a aumentar, circulação de bola a melhorar a olhos vistos, uma Equipa adulta e que vai sabendo aquilo que quer do jogo. Aos poucos, como já se disse, vai-se melhorando. Mas fica difícil, mais ainda, quando nos deparamos com todas estas contrariedades...
Nas laterais e no trio ofensivo não devem haver mexidas (Edú e Talocha, Yuri, Santos e Schembri). Eixo defensivo começam as dúvidas: Lucas será um dos titulares, alguma incerteza no companheiro de setor.
Assim como no meio campo defensivo, talvez o problema mais difícil de minimizar: não há alternativa minimamente credível para Idris. Tengarrinha (será hipótese para central?!) é talvez a única hipótese (Henrique Martins?!), mas os últimos desafios do nosso capitão mostraram um jogador ainda à procura do ritmo e da melhor forma. Como companheiros de setor, Carraça será um dos indiscutíveis, o mesmo não se podendo dizer do terceiro elemento: Carvalho, Samú, Emin, todos a alguma distância da utilidade e qualidade de Fábio Espinho. Alteração de sistema (para um 442) será outra hipótese, se bem que pouco provável quanto a mim).
Todos ao Bessa. Não há desculpas, nem para não comparecer, nem para deixar de apoiar o Símbolo desde antes do início até depois do final.
Força Edu!


















