quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Rei Posto


Os últimos três dias numa só imagem.

Que rapidez! que organização e profissionalismo.



DesLealdade


Petit: despedido em Novembro.
Sanchez: despedido em Outubro.
Leal: demite-se em Setembro.

Parabéns sinceros aos impacientes e, em particular, à direção. Belos melões, bom planeamento, excelente timing, dos maiores tiros no pé de que há memória.

Obrigado Miguel Leal, mas não o merecemos.


Força Boavista!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Estarolada Sem Vergonha


Estou completamente fora da realidade estarola no nosso país, as suas polémicas, insultos, acusações, o que lhe quiserem chamar. Não vejo debates, painéis de comentadores, todas essas novelas que poluem horários nobres e primeiras páginas de jornais. Sei que percebem o motivo que me leva a ignorar todo esse mundo lastimável. Prefiro Futebol.

Reconheço: só acordo, só tenho mais noção da realidade dos outros, quando sinto na pele. Quando sentimos na pele. Julgo que também neste ponto me entendem, Boavisteiros.

Sentimos, à semelhança do passado, que somos fantoches ou figurantes no meio desta guerra que não é nossa, mas que, muito provavelmente, somos os mais atingidos, como que danos colaterais. Sem pudor. Sem respeito. Foi assim há dez anos atrás, é assim hoje, será assim sempre que for útil a qualquer um dos estarolas. Com toda a hipocrisia deste mundo. Sem um pingo de vergonha.

Igualmente revoltante é ver toda a carneiragem, a máquina propagandista, sulista, centralista, impostora, a assobiar para o lado e, pior, a contribuir de forma descarada e fraudulenta para que estes episódios e fenómenos cresçam e tenham um impacto ainda maior na frágil e facilmente manipulável opinião pública.
Verdade, sentimos a dobrar. O centralismo no norte, o centralismo no país. Somos alvos e vítimas de ambos.


Para quem não está ao corrente, a história é simples. Preparem-se e acreditem se quiserem. É que isto aconteceu mesmo.

Meados de setembro, programa/debate da btv, obviamente, com responsáveis encarnados. Assunto: recuperar uma reportagem de há oito meses atrás do prestigiado jornal britânico Daily News, na qual apontavam os clubes mais corruptos da Europa. Alvo principal enunciado e eis que surge o nome do Boavista nessa lista. O Boavista, acusado pelo Daily News, segundo o benfica, de ser um dos clubes mais corruptos da Europa.
O problema é que tudo foi desmascarado. Essa reportagem nunca existiu, confirmado oficialmente pelo próprio jornal britanico.

Exato. Releiam essa última frase. Nunca existiu. Acreditem se conseguirem, foi tudo uma invenção.

Concluíndo: sendo a btv um orgão oficial do benfica, o clube é obviamente responsável pelo conteúdo do seu canal. É preciso dizer mais alguma coisa? Há outro caminho que não o do corte total de relações, a todos os níveis?


É que isto, meus caros, é uma declaração de guerra. Não somos fantoches. Não pactuamos com ninguém. Não fazemos parte deste filme. Não admitimos que brinquem com o nome do nosso Clube.

Querem guerra, terão guerra. A ferro e fogo, é ao que nos obrigam. Isto não pode ficar por aqui, nem, tenho a certeza, passará impune.


Até sábado.

Parte da lista divulgada. Nós tivemos sorte, estamos abaixo do 17º lugar.
O Glasgow (16º), convidado para a Eusébio Cup, também achou muita piada à brincadeira. Além de não terem vergonha no focinho, são burros.


 
Um exemplo de 'carneiragem'. "Boavista", visível no final do texto.

Vídeo da btv e portocanal:   http://www.quecrise.com/watch.php?vid=eb045a48a



Força Boavista! Estejamos unidos, pelo Boavista Futebol Clube, pelo nosso Orgulho.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Momento





Algo conturbado, não é segredo para ninguém e os números falam por si. Cinco jogos, uma vitória, quatro derrotas pela margem mínima e uma eliminatória perdida pelo meio. Um dos piores ataques e melhor defesa dos últimos dez classificados. Mas o que vai preocupando a fundo é aquilo que a Equipa não consegue produzir, principalmente no ataque. Ainda não. Sendo natural que um plantel que mude/troque/contrata/colhe 19 jogadores tenha dificuldades de entrosamento, chegarmos à 6ªa jornada com problemas a mais, incluíndo a água pelas narinas, já pode ser preocupante. Os 'ajustes' que, por norma, fazemos (ou somos obrigados a) em janeiro, desta vez fizemos nas últimas horas do mercado, com 4 jogadores novos inscritos. Os 'reforços' nos primeiros jogos da temporada foram, afinal, 'internos', na sua maioria os jogadores que entraram para o onze, na temporada passada eram... suplentes.

Reforçando aquilo que foi dito no último post: acordamos um pouco para a realidade neste último mês. E que realidade é essa? O plantel, pesando entradas e saídas do onze, não é superior. Mais equilibrado, sim, mas imediatamente com mais qualidade e soluções, não o é, pelo menos por enquanto. Fácil de ver: alguns que seriam aposta (Samú, Mak, Bukia) não têm qualidade para o ser; alguns dos tais suplentes da época passada não estão (e estarão?) ainda em condições de agarrar a titularidade (Henrique, Carraça); os reforços chegaram tarde e alguns deles a necessitarem de tempo de adaptação, não só ao futebol português mas também ao europeu. Mesmo assim, reforços com dez dias de casa terem mais minutos que outros que estão cá há dois meses é sinal de algo, para alguns evidente: é mesmo preciso qualidade. Não bastam os melões, ou o risco é demasiado alto. E estamos a pagar um pouco essa fatura.
A razão é simples e mentalizem-se de tal: não é pela enormidade e superioridade da nossa sala de troféus que conseguimos encarar equipas, como por exemplo Braga e Rio Ave, olhos nos olhos, a querer dividir jogo, ao ataque, a encosta-los às cordas porque sim, porque somos melhores. Não somos, apesar do agradável romantismo quando apontamos essa diferença de estatuto como forte argumento na hora de lutar para vencer. Temos que dar tempo para trabalhar, para crescer mais do que aquilo que os milhões (sejam dos chineses, dos Mendes ou de onde forem) podem já comprar. Conseguiremos, mas tempo, compreensão e trabalho são bem precisos.



Obviamente, o treinador (e equipa técnica), também por ser o responsável máximo da Equipa, tem culpas do momento. E os jogadores. E a direção pelo planeamento da época, do plantel, em que "a maioria dos jogadores referenciados são portugueses e conhecedores do campeonato português", como Vitor Bruno e... pronto, Vitor Bruno. Ah, e Kuca, David Simão, Nunes, Gilson e Rui Pedro. Bom saber que se tentou corrigir a tempo e não se enveredou pelo caminho mais fácil.

Acima de tudo, acho redutor, e bastante, centrarmos as críticas e a génese do problema no treinador. Infelizmente, os problemas que têm espelho nos resultados têm origem em algo muito mais vasto, não deixando, repito, de o treinador contribuir para tal ou, por outras palavras, não conseguir inverter o rumo tão rapidamente como todos desejaríamos: a nossa situação extremamente precária, a necessidade que temos de crescer, sustentadamente, mas fruto do trabalho do Clube, da militância dos Adeptos, da seriedade e competência dos nossos dirigentes.


Acima alguns dos motivos que nos fazem acreditar que é preciso aquilo que já falamos por aqui: tempo.
Reconheço que estava bastante cético no que toca à Fortaleza, principalmente depois do desafio com o Rio Ave. Foi mau, não fomos nós. E aqui, na minha opinião, palavra de ouro para os Adeptos: o apoio tem sido exemplar, incluíndo nos momentos em que mais precisamos, os mais difíceis. Mesmo depois dos desafios, das derrotas. Aves, Braga, Guimarães, são bons exemplos (atenção que as exceções, mesmo neste caso, confirmam a regra). Aqui surge a outra necessidade, a par do tempo que julgo necessário: a confiança.
Não vai ser fácil o próximo mês, mas de certeza que será [super] decisivo. Para nós, para os jogadores e treinadores, para o Clube. Teremos que ser todos a puxar para o mesmo lado, teremos todos que acreditar e, friso, confiar.



Entre hoje e amanhã saírão mais dois artigos em que darei a minha opinião sobre o momento da Equipa e do Clube. Jogos, jogadores, opções, as melhorias na consistência defensiva, os problemas na ideia de jogo e organização ofensiva, bitaites para dar e vende.


Força Boavista!

domingo, 27 de agosto de 2017

Venham Eles: Aves


Não é a primeira vez desde o regresso que entramos na Liga com três derrotas, mas é a entrada no campeonato que maior desilusão provoca, tendo em conta as expetativas iniciais: os sinais de estabilidade na preparação da época (ao que a manutenção atempada contribuiu) foram evidentes, alguns reforços contratados que, em teoria, prometem (se bem que, ao contrário do pretendido no final da época anterior, a maioria estrangeiros e com pouca experiência de Primeira Liga), o Vágner ficou, o treinador é o mesmo e as infraestruturas/condições vão finalmente ficando um pouco menos más.
À exceção do ataque (e das importantes saídas de Schembri e Iuri, das incógnitas como Yusu ou Clarke, e das certezas como Mateus...), confiança a transbordar na Equipa e Plantel, na defesa e no meio campo. Mesmo, sublinho, com as saídas dos dois centrais e médio titulares. Afinal, não se podia só melhorar com a saída do Carvalho.



E no que toca a visões otimistas ficamos por aqui. Agora, o pequeno choque com a realidade.

Dada a confusão, vai por notas:

- O que mais desiludiu: o não termos uma identidade de jogo, ou seja, aquilo que é pretendido para a Equipa não se conseguiu ainda pôr em prática. Circulação de bola, consistência defensiva, confiança dos jogadores, defender e atacar realmente como uma equipa, reagir depressa e bem à perda de bola. Por exemplo. Nada disto se tem visto. Aqui reside o principal ponto negativo. Pior, vai continuar a não se ver enquanto não estabilizarmos o onze, enquanto não inserimos reforços com qualidade na Equipa, seja por questões físicas seja por questões de adaptação. E é aqui que é preciso tempo, é aqui que é preciso confiar.


- Fomos inferiores aos adversários nos três jogos, ponto. Não há volta a dar. Mesmo em Portimão, na meia hora que tivemos na frente do marcador, ou na Madeira em busca do empate, raro foram os momentos de superioridade da nossa parte. Pensar fazer mais frente a este Rio Ave do que falhar o empate nos descontos é desconhecer a realidade, ainda mais olhando ao momento de forma das duas equipas. Mau jogo na Madeira, mesmo contra uma equipa imbatível em casa há 17 jogos, é um pouco mais revoltante saber que a rodagem no adversário não rodou a nosso favor. Tudo isto é culpa nossa, da nossa incapacidade, do tempo que precisamos para podermos ser consistentes. As [ligeiras] melhorias foram patentes nos dois últimos jogos, mas não chegam e revelaram-se realmente curtas.

- As opções, defesa, meio campo, etc. Fácil de ver se analisarmos a frio: as opções utilizadas são um misto de titulares da época passada com suplentes dos titulares da época passada que saíram. Henrique estava no banco ou enfermaria, Carraça era suplente do Carvalho, Rochinha do Iuri. Ruiz seria do Schembri, ou o Clarke do Renato. A isto some-se novas dupla de centrais, duas em três jogos. Ora, assim a probabilidade de apresentarmos melhorias torna-se um pouco mais reduzida. Pelo menos para já.

- E sublinho este "para já". É uma das duas coisas que nós, Adeptos, deveremos ter em mente, nos próximos tempos e principalmente no jogo desta tarde: tempo, que é necessário, e apoio, que será fundamental. Confio no primeiro, não acredito no segundo, olhando às inexistentes paciência e compreensão do primeiro jogo da época na antiga Fortaleza. Mas ainda estamos a tempo de corrigir e sermos realmente importantes no pretendido rumo. Não assobiemos a Equipa aos primeiros falhanços, não sejamos mais um adversário quando a Equipa precisa de reagir às contrariedades, não sejamos nós próprios uma das principais adversidades da nossa Equipa, mesmo em nossa Casa. Conseguiremos?

- Os ajustes e últimos reforços (por enquanto, reforço, no singular) ajudam a perceber o principal problema: é preciso mais. Kuca é peça para o onze, Mak entre bancada e rua prefiro a segunda (tecnicamente bom, dificilmente com intensidade para o que precisamos no meio campo), Samú, como se esperava depois da pré-época, precisa de crescer para poder ser útil neste patamar. O mesmo para Bukia, como já falado aqui algumas vezes: pézinhos tem ele, falta o resto. Não ter já idade para juvenil complica a sua utilização. Faltará acrescentar algo sério até à próxima quinta feira.

- Tudo o mais, como questionar o treinador (partindo do princípio que a culpa do mau início não e exclusiva do treinador, nem é ele o foco do problema) é perder tempo. Claro, opinião pessoal, continuo a achar Miguel Leal como o homem certo para quem quer uma Equipa competitiva. Mas não chega. Como em nenhum clube do mundo, ter um bom treinador não chega. Verdade, difícil perceber para alguns, mas é a realidade. Sublinho, sem branquear erros que se cometeram até aqui neste início de época, também pela equipa técnica.


Para hoje, duas coisas:

Apoio. Teremos que ser a Fortaleza. Seremos capazes?

Equipa. Mostrar mais, simples. Não vai ser fácil, mas é daqueles jogos que nos habituamos a ser extra competitivos nas três últimas épocas: as ditas finais, jogos com concorrentes diretos. Para os mais sonhadores ou desatentos, esqueçam: continuam a ser estas as nossas finais. E já perdemos uma.

Poucas alterações nos dois últimos onzes, veremos no jogo de hoje. Dúvidas nos centrais, nas laterais, meio campo e ataque. Ou seja, esperemos por logo. Kuca de início, Rochinha no meio campo e regresso de Bulos não serão surpresas. Mas admito, não sei bem o que esperar do onze.



Siga. Vestir a Camisola e empunhar o cachecol. O Clube precisa. Seremos capazes? Seremos nós próprios nas bancadas?


Força Boavista!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vamos a Isso!


Principal razão para encararmos com otimismo a nova época: sinais evidentes da estabilidade, tranquilidade extra comparando com as últimas três pré-épocas e crescimento sustentado. Tanto na preparação como, principalmente, no planeamento da época. Como costumamos dizer, devagar e bem, porque é importante não esquecer as dificuldades acrescidas pelas quais ainda passamos.
Reforços atempados e ajustes ao plantel à imagem do treinador: mais equilíbrio, outro tipo de soluções e maior número de opções, as principais diferenças relativamente ao plantel da época passada.

 Alguns dos reforços para 2017/18

Breves notas acerca do plantel, por partes:

Na baliza, algum descanso: Vagner é reforço de peso, principal candidato à titularidade; no banco, algo a que não estávamos habituados desde o regresso: temos opções credíveis, que não nos fazem ter o coração nas mãos aquando da indisponibilidade do titular, Assis e a incógnita Spiegel.

Sangue novo no eixo da defesa, que dão algum otimismo mesmo perdendo os dois centrais titulares de uma das melhores defesas do último campeonato: Rossi, Sparagna, Robson e Henrique (Aidi como bónus). Sobretudo, dá ideia de serem centrais de caraterísticas diferentes às de Lucas e Sampaio, seguros defensivamente mas mais à imagem daquilo que o treinador pretende para a Equipa, aptos para a circulação e construção desde trás. A confirmar, mas poderá ser essa a principal diferença.
Não se ficam por aqui as boas novidades no sector defensivo: muito positiva a concorrência nas laterais. Na direita estávamos conversados (Mesquita e Edu dão garantias), na esquerda conseguimos fazer um upgrade importante. Vitor Bruno tem dado sinais de ser um bom reforço, boa concorrência para Talocha.

No meio campo, destaque para dois reforços, um dos quais provável titular já no desafio de hoje: Tahar, ao qual se junta Rodriguez. O primeiro ja é conhecido e todos torcemos para que se apresente pelo menos ao mesmo nível da sua primeira passagem pelo Bessa, seria ótimo. Pela amostra, e apesar da ausência nos primeiros jogos de preparação, parece que sim. Acerca do espanhol, também é uma melhoria: tem sido utilizado a '6' (posição do Idris, dando outro tipo de soluções com bola, apesar de menor poderio físico comparando com o senegalês), mas poderá fazer também a posição '8' (aproveitando a sua capacidade de passe). Espinho, Carraça e Samú completam as opções, talvez por esta ordem de protagonismo (e de contar também com Sparagna que poderá ser boa opção a trinco). Época de afirmação para Carraça e Samú? Mak é outra opção para o meio campo (ofensivo, ao que parece), veremos se consegue apresentar melhorias que são bem precisas nele.

Acerca do ataque, talvez o setor com maior ponto de interrogação. Dois pontos importantes: não há outro como Iuri, poderemos tirar mais partido dos avançados que temos comparando com Schembri (apesar do valor do maltês, contando que a sua saída nos permitiu avançar para outras soluções).
Renato, Rochinha, Bukia, Mateus e Yusu para  as alas, Bulos, Clarke e Ruiz para o centro (o panamiano também poderá jogar a extremo).

Destaque, claro, para a excelente forma de Rochinha (veremos se na ala ou no meio) e a mais valia Renato que, relembro, não foi titular em nenhum dos jogos de preparação (hipótese saída?!). Bukia apresenta as mesmas dificuldades (e os pingos de génio, aqui e ali), Mateus revela-se uma opção a ter em conta: experiente, bom tecnicamente, útil à equipa. Yusu, apesar dos bons sinais (e da inexperiência), poderá nao ser para já, Clarke veremos como se adapta. 

Em relação ao empréstimo (um, e chega), não façamos um drama por um jogador com a qualidade extrema do Iuri já não fazer parte do plantel. Diferente: Iuri veio para criar, para ser a solução de uma Equipa que muito precisou do seu génio; não é expectável o mesmo em relação ao Ruiz. Primeiro porque não precisamos (a ideia é a Equipa conseguir criar por ela própria), segundo porque é um jogador de caraterísticas diferentes, que nos podem ser igualmente (ou mais) úteis.


Acerca do sistema e da abordagem que fazemos ao jogo, poderá estar aqui a grande evolução. Treinador para isso temos, sinais que as coisas estão a ser trabalhadas nesse sentido também, melhor e mais equilibrado plantel ajudam nesse sentido. Boa circulação e posse de bola, mais autoritários no desafio, com maior iniciativa, igualmente coesos no meio campo e seguros no último reduto. Sobretudo, não termos que nos adaptar tanto ao adversário e moldar a nossa abordagem consoante o desafio, ao invés, tomarmos nós conta do jogo, termos nós a iniciativa, obrigar os outros a anular o nosso jogo. Mais ou menos esta a expetativa. Difícil, reconheço, mas olhando ao plantel, equipa técnica e, claro, nós Adeptos, há que estar otimista. Sempre como até aqui, porque só asssim conseguiremos: todos juntos.


Bitaite para o onze de mais logo:
Vagner / Mesquita, Rossi, Sparagna, Vitor Bruno / Idris, Tahar, Espinho / Renato, Rochinha, Clarke.
Dúvidas muitas (laterais e frente de ataque principalmente), importante é como vamos jogar, com que mentalidade e dinâmica. Não há como não confiar.


Força Boavista!

sábado, 20 de maio de 2017

Final de Época




Confirma-se: 9º lugar, barreira dos 40 pontos ultrapassada, melhor prestação das últimas cinco participações e, o melhor de tudo, continuamos a crescer desportivamente, a estabilizar a nossa situação na Primeira Liga.

Como ainda não se falou de Setúbal, postura e abordagem sérias resultam na quinta vitória fora da temporada, num jogo típico de fora de casa na era Leal. Lição bem estudada, concentração, consistência defensiva e aptidão para, em contra ataque, ir criando perigo e ir tentando ficar por cima no desafio ou, no pior, controlando o perigo. Apertando, ir tentando controlar os danos o mais longe possível da nossa baliza. Check e três pontos.

Utilização do chinês efetuada (em jeito de check), deu para ver ainda a continuidade na evolução de Sampaio (desta vez como o melhor em campo), assim como a habitual influência de Espinho, também no momento defensivo.

O exemplo que vale a pena realçar, é o que faz a concorrência da lateral direita. Tivéssemos nós tão bem servidos nas outras posições... Saíu Edu, entrou bem Mesquita, quando até o inverso já tinha acontecido, ganhando a Equipa, claro.





Última jornada do campeonato para ganhar e festejar, claro. Superamos as expetativas e podemos, justamente, ser apontados como uma das sensações do campeonato.
Despedidas, ovações merecidas, agradecimentos mútuos, apoio incessante ao longo de todo o jogo e, sobretudo, relembrar e mostrar bem quem com tão pouco consegue fazer tanto. Pode não parecer, muitos podem nem acreditar muito menos perceber, a comunicação social esquece-se repetidamente de o referir, os comentadores ignoram. Mas é um exemplo claro do que o esforço e a Paixão conseguem fazer, mais que a quantidade, o dinheiro ou a mediatização.
Boavista dentro e fora das quatro linhas, just that. O esforço, o compromisso e a paixão, que foram imagem de marca esta temporada e permitiram-nos atingir os objetivos, mesmo que ainda com tantas dificuldades para podermos retomar o nosso caminho. O que fica: Continuamos a crescer.


Força Edu! Força Boavista!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Vamos a Eles: Setúbal


Fábio Espinho foi o autor do golo da vitória no Bessa, na primeira volta.


Muito simples: três pontos para garantir o 9º lugar, a melhor classificação e o maior número de vitórias na Primeira Liga dos últimos dez anos, ou seja, das últimas cinco participações. Além disso, possibilidade de igualar o maior número de vitórias fora de casa dos últimos 15 anos (5, em 2004/05 - melhor só mesmo em... 2002, numa altura em que discutíamos o título).

Relativamente à classificação, e não dependendo do resultado do nosso último desafio no Bessa, arrumando já hoje a questão:
- empate garante, pelo menos, o décimo lugar
- derrota teremos que esperar que Chaves não pontue e Beleneneses não vença na última jornada.


Sobretudo, vai ser importante ver a reação depois do murro no estômago que foi o último jogo. É uma excelente oportunidade para limparmos um pouco a imagem da semana passada: há três meses que não vencemos fora de casa, sendo que nos últimos dez jogos realizados fora do Bessa, apenas perdemos dois, contra o terceiro e quarto classificados.

Curiosidade sobre as opções para o jogo e se vai haver alguma 'rotação' ou oportunidade para os menos utilizados. Mesquita e Bukia tem dado conta do recado (titulares nos últimos dois desafios, é expectável que assim continue), tal como Schembri. Relativamente à posição de ponta de lança, Bulos já está apto e, estando a 100%, será forte possibilidade que avance para o onze. Abordando o jogo a apostar na transição e numa postura de maior expetativa (como tem sido hábito fora de casa) é bastante provável que o peruano atue de início.
No meio campo, veremos se Carraça, Mackmudov e Rochinha somam mais alguns minutos, em princípio para as posições de Carvalho e/ou Espinho.
Na defesa, como sabemos, Aidi ainda não se estreou tendo aqui, provavelmente, a última hipótese de o fazer a titular.


Importante uma atitude e exibição que orgulhe os Adeptos, trazer os três pontos e assegurar a posição a meio da tabela.

Força Edu!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Bilhetes


Tinha prometido só falar do último jogo depois do penúltimo. Normal, nada diferente por ser o úlitmo. Mas os 216 comunicados do Boavista sobre o assunto, a pressa que me incutem em garantir o bilhete e o frenesim que isto está a causar nos Adeptos fez-me mudar de ideias. O fresquinho Casal Garcia ao almoço ajudou, mas não teve um papel decisivo, asseguro.

Básico: complicar o simples. Por um lado o negócio, a receita, por outro a Paixão, o amor do Adepto pelo seu Clube. Tentar o equilíbrio entre ambos é, e deve ser sempre, a prioridade. Porque é Futebol. E quem não entende isto ou nem tenta perceber, não está do lado certo da barricada.



Todos percebem a necessidade do Clube em angariar a maior receita possível. Oportunidades como esta não há todos os dias, portanto há que explorar. Ok, entendido.


A venda antecipada dos bilhetes fará algum sentido. Poderão haver obrigações que desconhecemos, a venda antecipada implicará, logicamente, uma receita antecipada. Até aí, tudo bem.

A quantidade dos bilhetes disponíveis para o visitante é bastante superior à dos adeptos do Boavista. Bem, temos uma percentagem de ocupação do estádio, durante o ano, bastante baixa, não é segredo. Todo Topo Norte, níveis 3 da Nascente e Poente. Acrescente-se os níveis 1 e 2 da Poente, com vouchers, convites, bilhetes de patrocinadores. Alguém não percebe? Todos percebem e, esmagadora maioria, concordam.

O preço dos bilhetes. Aqui passamos um pouco ao lado. Há legislação para cumprir e há a fórmula oferta/procura. Algum Pantera não entende isto? Todos entendem. Neste caso, entendem e borrifam-se, porque as cotas estão pagas e o bilhete de sócio custa cinco euros, como habitual. Siga.


A partir daqui as coisas complicam-se. Algo como 'rapar o fundo do tacho', seja a que custo for, e remeto para o segundo parágrafo deste texto: isto é Futebol. Pode ser só um negócio para alguns, mas os adeptos, os nossos principalmente, estão longe de poderem ser encarados como meros... clientes. Friso: quem não conta com isto, não serve. Ou erra e corrige, ou simplesmente não pode voltar a errar.

Mas alguém acredita que os adeptos do Boavista que não dão cinco, sete ou dez euros para um jogo qualquer do campeonato, vão dar vinte para ver a última jornada? Não vão. Para ver o jogo, não. Para ganhar dinheiro com isso, aí a história já muda, como facilmente se constata dando uma vista de olhos nas notícias sobre o tema. "Pago vinte, vendo a cem, e coloco anúncio no OLX". É isto...


A ideia que passa é basicamente esta: o Boavisteiro leva o amigo/familiar benfiquista, se bem que, algo hipocritamente, ou leva o adereço pretendido escondido ou alguém lhe empresta um axadrezado. Com isto, são mais umas centenas de bilhetes vendidos a vinte euros. Admito que seja discutível, mas acho bastante difícil que valha a pena tendo em conta o sentimento que tudo isto provoca no Adepto. E no dia do jogo pode complicar bastante. Já basta fazer do Bessa galinheiro durante duas horas e meia...

Bilhetes de acompanhante num jogo destes. Fica a pergunta: era difícil evitar tudo isto e provocar este sentimento em todos nós Adeptos?