terça-feira, 14 de agosto de 2018

Plantel






Vamos aos bitaites sobre o desafio de Portimão, aproveitando para fazer um panorama geral do plantel para esta nova época.

Baliza - nota prévia: de todos que saíram, é na baliza que se adivinhavam maiores dificuldades para colmatar a perda de Vagner. O motivo é simples: o brasileiro tem qualidade para outro patamar que não o nosso atual, sendo quase impossível conseguirmos alguém do seu nível.

Sinceramente, esperava ver Bracalli a titular depois dos jogos na Madeira e o de apresentação. Hélton não esteve mal nesses jogos, é certo, mas demonstrou pouca confiança, dificuldade a jogar com os pés, um estilo pouco ortodoxo. Talvez aspetos naturais para quem se estreia em ligas europeias aos 27 anos.
Em Portimão, justificou a aposta de Jorge Simão nele. Interagiu com os defesas, foi prático a jogar com os pés, seguro nas poucas vezes que foi solicitado, no jogo aéreo esteve muito bem. Veremos os próximos jogos mas, para já, e contando que temos um jogador tão experiente como Bracalli no banco, não há motivos para alarme. Assis será o terceiro guarda redes.

Defesa - talvez o setor com menor número de opções e onde poderemos ter mais dificuldades para acertarmos as agulhas. Perdemos os dois centrais com mais minutos, dispensamos outro, assim como dois laterais não-titulares. Reforçamo-nos com duas incógnitas (a fazerem a estreia na Europa) e acrescentamos Samú às opções. Conclusão: arriscado.

Ponto forte da dupla que apresentamos em Portimão: jogo aéreo, quer dentro de área quer a limpar lançamentos longos. Denotaram alguma insegurança (sobretudo na fase inicial, natural sendo uma estreia absoluta) e problemas no posicionamento, principalmente no contra ataque do adversário.
Ao contrário da maioria (e das estatísticas) gostei muito mais do Neris do que Raphael Silva. Contando com a obrigatória evolução, poderemos ter aqui um bom central. Problemas de ambos na saída de bola e, sabendo que tal é importante na ideia de jogo de Jorge Simão, será um aspeto em que ambos terão que crescer bastante.
Talocha ao nível que nos habitou: certinho a defender, ainda a dar uma perninha no corredor central, uma ou outra boa incursão pela lateral esquerda. Muitas dúvidas, muitas mesmo, sobre a aptidão de Samú como lateral esquerdo. Do lado oposto, apesar de ter cumprido bem a sua missão, voltei a não gostar muito da prestação do Carraça. 'Voltei', porque já não tinha ficado agradado com a exibição na Madeira. Acho que pode fazer melhor, desde que consiga dar continuidade à sua evolução nesta sua nova posição. Veremos se Edu tem condição física para concorrer pelo lugar.
Esperemos que nada corra mal, mas uma ida ao mercado para fortalecer uma das laterais (sobretudo a esquerda)  não me parece de todo descabida.

Meio Campo - os três titulares da época passada continuam por cá, substituímos as opções.

Má entrada do Capitão no desafio de ontem, corrigiu na segunda parte, acabando em bom plano e fundamental nos três pontos. Foi o Idris que conhecemos: eficaz no desarme, a reagir forte e rápido à perda, conseguindo impedir, por si só, uma mão cheia de contra ataques do adversário. Com bola é dono e senhor de todos os problemas deste mundo, mas também aí tem simplificado o seu jogo, o que só ajuda. Do pouco que vimos de Obiora (em princípio, o jogador que foi contratado para concorrer com Idris), descansem os haters mais ansiosos: ou melhora, ou mostra muito mais que nos poucos minutos ante o Getafe, ou então esqueçam. Teremos Idris e, não esqueçamos, Sparagna, que também poderá fazer a posição.
Do outro elemento do meio campo, eu vejo-o como um reforço, sobretudo porque quase que o tinha dado como perdido. David Simão é classe pura. Organiza, acalma, distribui, inventa espaços e ainda coloca toda aquela intensidade na luta pela bola. Foi assim ontem. Pensa e executa o que outros não vêem.
Espinho com maior disponibilidade, também com uma atuação positiva, como habitual. Pela amostra, ganhamos uma boa opção para o meio campo com o Rafael Costa. Parece-me ser no miolo, mormente na posição do Fábio, que poderemos tirar o máximo dele, mais até que numa ala. O passe para o segundo golo é soberbo.
Tenho dúvidas relativamente a Gabriel. Jovem com valor, sem dúvida, capacidade de passe longo muito boa, forte e tecnicamente bom, mas passar de uma equipa b para a Primeira Liga poderá não ser fácil. Esperemos pelas próximas aparições, mas comparando com Gorrins e Maks, ainda ficamos a ganhar, isso é certo.

Ataque - a vantagem de ter Rui Pedro e Ruiz uma época inteira é que dificilmente ficaríamos pior. Preocupante a saída daquele que para mim era o elemento mais regular do ataque, Renato, assim como a possivel lesão grave de Yusupha. Ganhamos outras opções válidas, aguardemos uns dias para percebermos se há ou não intenção (e possibilidade...) de fortalecer o ataque. Quanto a mim, seria o ideal mais uma opção para uma das alas.

Falcone é um Bryan Ruiz com mais dez anos de experiência em cima. Melhor, ok, bem melhor, mas igualmente curto. Parece-me muito pouco provável que alguns de nós possam emborcar um gole que seja à pala do argentino. Sabe jogar de costas para a baliza, usar o físico, ontem foi particularmente útil em segurar a bola e permitir que a equipa suba no terreno, mas dificilmente será o homem golo que precisamos. Julgo que como opção vinda do banco poderá ser bem mais útil, sendo provável que, mais tarde ou mais cedo, possa perder o lugar para Rafa Lopes, jogador tecnicamente mais evoluído e mais de encontro ao que Jorge Simão pretende para o eixo do ataque. Talvez. Veremos isso mais tarde. E ainda há o Yusu.
Mateus é, e foi ontem de novo, o Mateus que conhecemos: pode nem estar inspirado, mas mantém aquela intensidade e responsabilidade na hora de defender. Tenho opinião idêntica à de Falcone neste aspeto: poderá ser muito mais útil vindo do banco e conseguindo mexer com o jogo.
Rochinha também com uma boa exibição em Portimão. No último terço consegue desequilibrar graças ao poder de drible, no contra ataque é peixe na água, nem tanto nos momentos de ataque organizado (denota dificuldades na capacidade de decisão), e nos momentos sem bola, responsável por fechar a sua lateral (algo que o Renato fazia de forma exemplar) daí não ser fácil adaptar-se a 100% a uma posição específica. Já foi médio, ala, extremo e até ponta de lança; será por ali no ataque o seu lugar, caso consiga manter a titularidade, algo que não será fácil.
André Claro surpreendeu-me pela negativa nos dois primeiros desafios, confesso. Entrou bem ontem, mostrou bons pormenores, velocidade e selou a vitória com um excelente golo. Admito que estou curioso para perceber o real valor do André.
Relativamente e Matheus Índio e Yusupha, é esperar para ver. Como disse acima, acho que seria importante mais uma opção para o ataque.


Fundamental, e aí estou 200% confiante, mantermos aquelas garras que mostramos ontem nas bancadas. Apoiar a Equipa sempre, sermos um só como temos sido, perdermos, ganharmos e sofrermos todos juntos, a lutar por um objetivo: crescermos.


Força Boavista!

Nova Época

 
Pistoleiro a abrir, Rogério e bis de Duda, lembram-se? Isso mesmo, corria o Ano Sagrado de Todos Nós, altura da última vitória fora na abertura da Primeira Liga. Há 18 anos. Bom presságio.

Atualmente, nem seria preciso relembrar: foi a primeira vitória como visitante em 2018, sendo que a última foi em Paços de Ferreira, corria a jornada 15 da época passada. 35 semanas, quase uma gravidez inteirinha.




Antes de algumas notas sobre o desafio, uma breve análise ao plantel.

Naturalmente, alguma desconfiança no que toca à sua formação e aos reforços (em parte pela dificuldade que ainda temos em ter argumentos financeiros), sendo fácil perceber porquê, bastará olharmos para as últimas três temporadas: entradas tremidas, equipas inconsistentes, treinadores pela borda fora ao fim de algumas jornadas, soar do alarme e consequente ida em pânico ao mercado. Temos tudo para ser diferente este ano.

Começamos bem, com algo que não estávamos habituados e como que a denotar esse pretendido crescimento sustentado: renovações com alguns jogadores importantes da Equipa: Talocha, Edu Machado, Carraça, Idris, Fábio Espinho e Mateus. A par disso, as dispensas: além das 'obrigatórias' (Clarkes, Gorrins e afins), tivemos Mesquita, Aidi, Henrique, Robson, Mak, Tahar, Kuca, Bulos e os inúteis emprestados. Ou seja, ficaram os mais utilizados, saíram os chamados melões estragados e mais alguns que, por um motivo ou outro, ou não contavam para Jorge Simão ou a relação custo/rendimento não seria o pretendido. Junte-se a saída de Vagner e as vendas de Rossi e Renato.

Bracalli e Helton / Neris e Raphael / Rafael Costa e Obiora / Claro, Índio, Rafa Lopes e Falcone. Acrescentemos os três jovens que já nos pertenciam e fazem parte do plantel: Gonçalo, Samú e Gabriel.

Salta à vista o decréscimo no número de melões, ou seja, jogadores de outros campeonatos/realidades, e que nunca se percebeu muito bem o que se viu neles, muito menos quem o conseguiu fazer. Também se sente algo bem diferente: houve vontade em garantir ao treinador jogadores que encaixem minimamente no perfil pretendido. O fortalecimento da Equipa não foi perfeito, mas, parece-me, houve essa preocupação. Convém não esquecer das dificuldades acrescidas que nos assolam (equipa com menor orçamento da Liga)

Resultado: o 'onze' base manteve alguma consistência e regularidade, pode (e deve!) crescer daqui em diante. Uma olhada para o banco de suplentes já não é motivo para depressão: não estamos uma maravilha, mas é um facto que estamos um pouco melhores, com mais e melhores opções para serem lançadas durante os desafios.

Em suma, numa temporada que se prevê de grande dificuldade (a luta pela manutenção é mais complicada, pois descem três; clubes com os nossos objetivos bem orientados e com bons reforços), conseguimos manter algumas coisas boas que tínhamos e tentamos colmatar as saídas de uma forma mais ou menos segura. Ainda assim, uma ida ao mercado não é de todo descabida: ajustes na defesa (nas laterais, por exemplo, como veremos mais à frente) e um ou outro trunfo para o ataque/alas. Veremos o que nos aguarda, sendo que fundamental será, claro, manter estes até ao final do mercado.


Relativamente ao desafio em Portimão: dificilmente teríamos uma melhor entrada no campeonato. É certo que tivemos um pouco de sorte em alguns momentos do jogo, mas fizemos muito por a merecer. Desde logo, é notória a organização da Equipa, em particular no momento com bola. Capacidade para a circular, com paciência se fôr o caso, saída de jogo desde trás, Espinho e Simão a pautarem bem o jogo ofensivo, algumas combinações interessantes no último terço e, na maioria das vezes, a saírmos bem para o contra ataque. Sem bola, no momento de defender, tivemos mais dificuldades, mais ainda nas transições defensivas. Demasiados erros posicionais, equipa com problemas no momento da perda de bola, na maioria dos casos graças a um mau posicionamento do setor defensivo. Estruturalmente, Jorge Simão mantém a sua ideia de jogo: 442 sem bola, 433 (ou 4123) em posse.
Resumindo, viram-se coisas boas, outras muito boas e algumas que precisam de ser melhoradas rapidamente. Outras ainda que, com o tempo e o bom trabalho da equipa técnica, vão concerteza melhorar.
Nota muito positiva para a intensidade que a Equipa conseguiu colocar no seu jogo. Intensidade, concentração, comprometimento com aquilo que é exigido pelos Adeptos. Veremos nos próximos tempos, mas podemos estar descansados nesse aspeto. 

Destaque obrigatório para o habitual: enorme presença dos Adeptos em Portimão. Segunda feira à noite, a 600 km de casa, ter aquela moldura humana... não é mesmo para todos. Orgulho Axadrezado.

 

Análise individual no próximo artigo já que este vai um pouco longo.


Força Boavista!

domingo, 15 de outubro de 2017

Fora da Taça

Esta eliminação é custosa e merece uma reflexão, talvez seja o melhor para tentarmos perceber qual a origem do problema. Mesmo não sendo o primeiro nesta temporada, isto nada mais é que um novo choque com a realidade: acabou a áurea da mudança de treinador e com isso voltamos a sofrer na pele o resultado dos erros cometidos na preparação da presente época. Preparação e desenrolar...

Desta feita, até porque tem um mês de casa (aqui o facto de ser bom treinador não interessa para nada) Jorge Simão não será externamente contestado, nem internamente pressionado, serão os jogadores os arguidos.

Mas fica mais complicado para os causadores do problema que são também os responsáveis pela sua resolução: despedir o treinador é viável, nem tanto os mais de 30 jogadores do plantel.

Boa sorte para o Jorge Simão que bem vai precisar, e enviar um forte abraço aos menos culpados, os Adeptos. Defraudados, depois de mais uma enorme demonstração de confiança e apoio.

Força Boavista.

Ya, a mim também está a custar bastante...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Blogosfera Axadrezada


Novos espaços de discussão sobre o nosso Clube. Sigam, divulguem, participem!


Tribuna Axadrezada

   https://www.facebook.com/tribunaxadrezada/


Nascente Nível 1

   http://nascentenivel1.blogspot.pt/


Boavistão - O nosso grande amor

   https://boavistao.wordpress.com/



Força Boavista!

sábado, 16 de setembro de 2017

Venham Eles: benfica


Nunca escondi a admiração por Miguel Leal, pela sua mentalidade e postura, pelas suas qualidades enquanto treinador. Mantenho a opinião que se deveria ter dado mais tempo para o crescimento da Equipa, para a integração dos reforços, para trabalhar e cimentar a ideia de jogo. Por outras palavras, três/quatro jogos depois do de hoje, digamos um mês e, aí sim, analisar o momento, a possível preocupação, sem deixar nunca, como é óbvio, de estarmos atentos à Equipa.

Ponto final no tema ex-treinador. Voltaremos a falar dele no balanço que inclua estes cinco primeiros desafios. Pedra no assunto e virando a página porque importante mesmo é o futuro e tentar perceber o que podemos ganhar com esta troca. Sem hesitação, das poucas coisas positivas a retirar deste episódio será talvez a mais importante: Jorge Simão. Pelo menos havia um trunfo na manga, a ter que existir escolha foi a acertada. Falaremos do novo treinador mais à frente, até porque hoje as atenções estão todas direcionadas para a receção ao atual campeão.



Só uma prioridade para o desafio de mais logo: Apoiar o Boavista, defender o Símbolo até à exaustão. É esse o nosso dever no dia de hoje, nas bancadas, no banco, dentro das quatro linhas, na tribuna, seja onde for.
Só unidos seremos mais fortes, só assim poderemos lutar contra quem tão mal nos quer, quis, e quererá caso lhes seja útil de alguma forma. Prova disso é o recente insulto e acusação, mais uma vez, que fomos vítimas há poucos dias, acusação de novo perpetrada pelo mesmo clube de há dez anos atrás, com a descaradez habitual, com a impunidade da opinião pública, com a conivência dos orgãos de comunicação social. A todos os níveis vergonhosos.

Pelas mais VARíadíssimas razões, deveremos estar apreensivos para o que se poderá passar no desafio de mais logo, mas repito, importante é mantermos o nosso foco, contra tudo e contra todos: a defesa do nosso Clube. Nada é mais importante.


Fortaleza! Força Boavista!


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sobre a Troca de Treinadores


Tentando analisar os acontecimentos o mais friamente possível, privilegiando os factos: 


- Oficialmente, foi o Miguel Leal que colocou o lugar à disposição, três dias depois do último desafio, três dias antes de um jogo com um estarola, um quarto de hora depois do final do treino. Pressão, falta de confiança, o lanche que caíu mal, alguma coisa se terá passado.

- Por falar em coisas que se passaram, aos olhos de todos e até coisas raras: a entrevista ao site do Clube do presidente, a segunda em onze meses. Além de se frisar que queixas de arbitragens não tem existido deste lado (ok, jogo com estarola à porta), deu-se a conhecer a preocupação dada a situação da Equipa e que todos iriam estar atentos à mesma no jogo de sábado. Como se um jogo contra uma equipa com um orçamento 70 vezes superior fosse decisiva de qualquer forma para uma tomada de decisão deste calibre.

- A celeridade com que Jorge Simão foi contratado. Nem o próprio Leal, quando tomou o lugar de Sanchez e já meio mundo sabia que iria ser ele o sucessor, foi tão rápido.

- Quatro reforços chegaram à doze dias, para fortalecer a Equipa e acrescentar qualidade, que era bem preciso. Os restantes quinze, como sabemos, foram chegando, oriundos dos mais variados pontos do globo.
Não se entende como é que com um simples estalar de dedos a Equipa não começa a jogar melhor.

- Leal salvou-nos de uma situação caót... nem vou falar do que se conseguiu com o Miguel Leal, do nível de consistência que atingimos, do melhor futebol que praticamos desde o regresso, da luta que demos a equipas, em teoria, muito mais fortes. A bancada na Vila da Feira em êxtase e a cantar o nome do treinador foi há sete meses, cinco de competição, há 16 jogos, há 8 derrotas atrás. Oito! Parece que lutamos pelo título com argumentos de Champions.

- Enquanto não nos capacitarmos que não é a sala de troféus que entra em campo vamos continuar a ser incompreensivelmente exigentes. Enquanto não percebermos que estamos em 2017 saídos do inferno e não em 1995 ou 2002 saídos do paraíso, vamos continuar a dar tiros nos pés. Como este.



Afinal, não se deu tempo nem confiança, como eu defendia. São opções, merecem respeito mas não obrigam à concordância. Pena ter sido assim.


A partir de agora Jorge Simão é o nosso treinador. Apoio não irá faltar, desde que, e como acredito, o bom trabalho, a dedicação e a seriedade existam. Espero que venhas com paciência, caro Jorge, estar aqui como treinador é tudo menos fácil. Pergunta aos outros três.




Força Boavista!

Rei Posto


Os últimos três dias numa só imagem.

Que rapidez! que organização e profissionalismo.



DesLealdade


Petit: despedido em Novembro.
Sanchez: despedido em Outubro.
Leal: demite-se em Setembro.

Parabéns sinceros aos impacientes e, em particular, à direção. Belos melões, bom planeamento, excelente timing, dos maiores tiros no pé de que há memória.

Obrigado Miguel Leal, mas não o merecemos.


Força Boavista!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Estarolada Sem Vergonha


Estou completamente fora da realidade estarola no nosso país, as suas polémicas, insultos, acusações, o que lhe quiserem chamar. Não vejo debates, painéis de comentadores, todas essas novelas que poluem horários nobres e primeiras páginas de jornais. Sei que percebem o motivo que me leva a ignorar todo esse mundo lastimável. Prefiro Futebol.

Reconheço: só acordo, só tenho mais noção da realidade dos outros, quando sinto na pele. Quando sentimos na pele. Julgo que também neste ponto me entendem, Boavisteiros.

Sentimos, à semelhança do passado, que somos fantoches ou figurantes no meio desta guerra que não é nossa, mas que, muito provavelmente, somos os mais atingidos, como que danos colaterais. Sem pudor. Sem respeito. Foi assim há dez anos atrás, é assim hoje, será assim sempre que for útil a qualquer um dos estarolas. Com toda a hipocrisia deste mundo. Sem um pingo de vergonha.

Igualmente revoltante é ver toda a carneiragem, a máquina propagandista, sulista, centralista, impostora, a assobiar para o lado e, pior, a contribuir de forma descarada e fraudulenta para que estes episódios e fenómenos cresçam e tenham um impacto ainda maior na frágil e facilmente manipulável opinião pública.
Verdade, sentimos a dobrar. O centralismo no norte, o centralismo no país. Somos alvos e vítimas de ambos.


Para quem não está ao corrente, a história é simples. Preparem-se e acreditem se quiserem. É que isto aconteceu mesmo.

Meados de setembro, programa/debate da btv, obviamente, com responsáveis encarnados. Assunto: recuperar uma reportagem de há oito meses atrás do prestigiado jornal britânico Daily News, na qual apontavam os clubes mais corruptos da Europa. Alvo principal enunciado e eis que surge o nome do Boavista nessa lista. O Boavista, acusado pelo Daily News, segundo o benfica, de ser um dos clubes mais corruptos da Europa.
O problema é que tudo foi desmascarado. Essa reportagem nunca existiu, confirmado oficialmente pelo próprio jornal britanico.

Exato. Releiam essa última frase. Nunca existiu. Acreditem se conseguirem, foi tudo uma invenção.

Concluíndo: sendo a btv um orgão oficial do benfica, o clube é obviamente responsável pelo conteúdo do seu canal. É preciso dizer mais alguma coisa? Há outro caminho que não o do corte total de relações, a todos os níveis?


É que isto, meus caros, é uma declaração de guerra. Não somos fantoches. Não pactuamos com ninguém. Não fazemos parte deste filme. Não admitimos que brinquem com o nome do nosso Clube.

Querem guerra, terão guerra. A ferro e fogo, é ao que nos obrigam. Isto não pode ficar por aqui, nem, tenho a certeza, passará impune.


Até sábado.

Parte da lista divulgada. Nós tivemos sorte, estamos abaixo do 17º lugar.
O Glasgow (16º), convidado para a Eusébio Cup, também achou muita piada à brincadeira. Além de não terem vergonha no focinho, são burros.


 
Um exemplo de 'carneiragem'. "Boavista", visível no final do texto.

Vídeo da btv e portocanal:   http://www.quecrise.com/watch.php?vid=eb045a48a



Força Boavista! Estejamos unidos, pelo Boavista Futebol Clube, pelo nosso Orgulho.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Momento





Algo conturbado, não é segredo para ninguém e os números falam por si. Cinco jogos, uma vitória, quatro derrotas pela margem mínima e uma eliminatória perdida pelo meio. Um dos piores ataques e melhor defesa dos últimos dez classificados. Mas o que vai preocupando a fundo é aquilo que a Equipa não consegue produzir, principalmente no ataque. Ainda não. Sendo natural que um plantel que mude/troque/contrata/colhe 19 jogadores tenha dificuldades de entrosamento, chegarmos à 6ªa jornada com problemas a mais, incluíndo a água pelas narinas, já pode ser preocupante. Os 'ajustes' que, por norma, fazemos (ou somos obrigados a) em janeiro, desta vez fizemos nas últimas horas do mercado, com 4 jogadores novos inscritos. Os 'reforços' nos primeiros jogos da temporada foram, afinal, 'internos', na sua maioria os jogadores que entraram para o onze, na temporada passada eram... suplentes.

Reforçando aquilo que foi dito no último post: acordamos um pouco para a realidade neste último mês. E que realidade é essa? O plantel, pesando entradas e saídas do onze, não é superior. Mais equilibrado, sim, mas imediatamente com mais qualidade e soluções, não o é, pelo menos por enquanto. Fácil de ver: alguns que seriam aposta (Samú, Mak, Bukia) não têm qualidade para o ser; alguns dos tais suplentes da época passada não estão (e estarão?) ainda em condições de agarrar a titularidade (Henrique, Carraça); os reforços chegaram tarde e alguns deles a necessitarem de tempo de adaptação, não só ao futebol português mas também ao europeu. Mesmo assim, reforços com dez dias de casa terem mais minutos que outros que estão cá há dois meses é sinal de algo, para alguns evidente: é mesmo preciso qualidade. Não bastam os melões, ou o risco é demasiado alto. E estamos a pagar um pouco essa fatura.
A razão é simples e mentalizem-se de tal: não é pela enormidade e superioridade da nossa sala de troféus que conseguimos encarar equipas, como por exemplo Braga e Rio Ave, olhos nos olhos, a querer dividir jogo, ao ataque, a encosta-los às cordas porque sim, porque somos melhores. Não somos, apesar do agradável romantismo quando apontamos essa diferença de estatuto como forte argumento na hora de lutar para vencer. Temos que dar tempo para trabalhar, para crescer mais do que aquilo que os milhões (sejam dos chineses, dos Mendes ou de onde forem) podem já comprar. Conseguiremos, mas tempo, compreensão e trabalho são bem precisos.



Obviamente, o treinador (e equipa técnica), também por ser o responsável máximo da Equipa, tem culpas do momento. E os jogadores. E a direção pelo planeamento da época, do plantel, em que "a maioria dos jogadores referenciados são portugueses e conhecedores do campeonato português", como Vitor Bruno e... pronto, Vitor Bruno. Ah, e Kuca, David Simão, Nunes, Gilson e Rui Pedro. Bom saber que se tentou corrigir a tempo e não se enveredou pelo caminho mais fácil.

Acima de tudo, acho redutor, e bastante, centrarmos as críticas e a génese do problema no treinador. Infelizmente, os problemas que têm espelho nos resultados têm origem em algo muito mais vasto, não deixando, repito, de o treinador contribuir para tal ou, por outras palavras, não conseguir inverter o rumo tão rapidamente como todos desejaríamos: a nossa situação extremamente precária, a necessidade que temos de crescer, sustentadamente, mas fruto do trabalho do Clube, da militância dos Adeptos, da seriedade e competência dos nossos dirigentes.


Acima alguns dos motivos que nos fazem acreditar que é preciso aquilo que já falamos por aqui: tempo.
Reconheço que estava bastante cético no que toca à Fortaleza, principalmente depois do desafio com o Rio Ave. Foi mau, não fomos nós. E aqui, na minha opinião, palavra de ouro para os Adeptos: o apoio tem sido exemplar, incluíndo nos momentos em que mais precisamos, os mais difíceis. Mesmo depois dos desafios, das derrotas. Aves, Braga, Guimarães, são bons exemplos (atenção que as exceções, mesmo neste caso, confirmam a regra). Aqui surge a outra necessidade, a par do tempo que julgo necessário: a confiança.
Não vai ser fácil o próximo mês, mas de certeza que será [super] decisivo. Para nós, para os jogadores e treinadores, para o Clube. Teremos que ser todos a puxar para o mesmo lado, teremos todos que acreditar e, friso, confiar.



Entre hoje e amanhã saírão mais dois artigos em que darei a minha opinião sobre o momento da Equipa e do Clube. Jogos, jogadores, opções, as melhorias na consistência defensiva, os problemas na ideia de jogo e organização ofensiva, bitaites para dar e vende.


Força Boavista!