segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Ponto da Situação


...

Não está fácil, como era previsível há uns meses atrás. Comparando com as restantes 4 temporadas desde o regresso, só em 15/16 o registo era pior: apenas 3 vitórias, menos uma que atualmente e abaixo da linha de água. Na altura acordamos a tempo: mudamos de treinador, reforçamos bem no mercado de inverno e conseguimos alcançar uma dinâmica que nos tirou dos lugares de descida.

Mas então que motivos para este tão baixo rendimento, ainda para mais numa temporada que tivemos imenso tempo para preparar, que era tida como mais um capítulo no dito crescimento sustentado? O treinador? Os jogadores? Os Adeptos? A estrutura? Na minha opinião: o projeto (ou mesmo a falta dele). "Crescimento sustentado" é das expressões mais bem conseguidas pelos nossos responsáveis e também das mais enigmáticas e problemáticas, das mais 'non sense'; ou seja, entra bem no ouvido, dá jeito nas discussões e fica bem nos jornais, mas o conteúdo é zero ou perto disso. É bastante provável que os problemas resultem do caos financeiro que vivemos, mas é um facto que estamos ainda longe de podermos usufruir de alguma estabilidade nesse capítulo com impacto positivo na Equipa, se bem que seja louvável a intenção de dar imagem do contrário. No final, isso paga-se e não sai nada barato.

Comecemos pelo treinador. Ao contratarmos Jorge Simão não contratamos só um treinador, compramos uma ideia. Sim, é assim que se cresce no actual Futebol. Crescemos na mentalidade, evoluímos no jogo. Podemos não ganhar a tudo e todos, mas começamos a desbravar um caminho, a construir uma identidade, mantendo os apelos à raça e atitude mas com a intenção de subir um pouco em todas as outras componentes do jogo, que é o que realmente faz a difrerença. Deveria ser esta a leitura depois de certa a permanência do técnico no início da temporada.

Primeiros revés: a formação do plantel. E aqui a questão central: formamos o plantel tendo em conta a ideia de jogo do treinador ou  escolhe-se o treinador que melhor se adapta às caraterísticas dos jogadores? Ideia que fica: faz-se o plantel que se puder, da forma como se conseguir, com uma boa dose de fé que não dá para mais. São precisos meses para se preparar minimamente os centrais para a nossa Liga? Força, tem que haver tempo. Não são os jogadores do setor defensivo os ideais para aquilo que se pretende? Paciência, não dá para saír a jogar temos lá o Neris para bater bola. Têm os jogadores de meio campo as caraterísticas para colocar em prática aquilo que se pretende para a Equipa? Não, mas tenta-se com estes, muda-se se fôr preciso, tenta-se fazer com que o Idris consiga fazer dois passes seguidos (e até já faz mais!). Trabalha-se, muda-se para algo mais condizente ou tenta-se evoluir para um patamar aceitável, mesmo mantendo um mínimo de fidelidade à ideia.
A questão: deveríamos mudar a mentalidade e adaptar o nosso estilo de jogo a este plantel? Provável que sim, aceito essa opinião, se bem que considere de resposta bastante difícil. Mas, para isso, o primeiro erro é a escolha do treinador: um qualquer Inácio serviria.


Vamos ao plantel e recordar o que se escreveu aqui no início da época e, acredito, então a opinião da maior parte de nós.
Confirmaram-se os problemas no setor defensivo. Apetece perguntar: era assim tão difícil perceber que o resultado seria, muito provavelmente, este? Raphael Silva, Neris e meio Sparagna, ainda houve discernimento (e coragem!) para promover um jovem de 17 anos ao plantel sénior, porque assim foi preciso. Gonçalo é de um valor inquestionável, mas não deixa de ser um jogador com idade de primeiro ano de junior, a fazer os seus primeiros jogos de sénior num contexto exigente como uma Primeira Liga. Depois, claro, paga-se a fatura, por muito bom (e é!) que seja o trabalho feito com os jogadores.
Havia dúvidas naturais a respeito da condição do Edu Machado, apostou-se num jovem da formação com passado como médio para alternativa. Idêntico, mas pior, do lado contrário, com Talocha e... Samú.

Idris e Espinho não vão para novos, seria preciso segurar um valor como David Simão, seria urgente encontrar alternativas. Arriscou-se com um jogador que efetuou 16 jogos nos últimos 2 anos e meio, com um outro com vasta experiência na divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, e contratou-se Rafael Costa, um bom valor ex-Moreirense. Compôs-se o ramalhete com a inclusão no plantel de um médio já por duas vezes dispensado. Tarefa fácil? Deixo ao critério de cada um.

No ataque, o mesmo diapasão e ainda mais fé que as coisas vão correr pelo melhor: acreditar que o ponta de lança vai ser goleador, como que a dar sequência aos 12 golos apontados nos últimos três anos, na Malásia, em Malta e no Desportivo das Aves; acreditar que Claro e Índio são opções válidas no imediato, após não o serem num recém despromovido, ou ainda perceber que o maior problema do Koneh está longe de ser cardíaco. Rafa Lopes sim, destoa dos demais, mesmo sem deslumbrar ou incapaz de resolver por si só todos os problemas que nos deparamos na finalização. Ah!, e mais uma vez para compôr: Ronald, recusando-me a referir Yusu. Duas semanitas, né? Nem é preciso, Rochinha e Mateus resolvem. Fé.


Confuso este parágrafo sobre o plantel? Compreensível, não é para menos.
Presentemente e julgando com os dados que temos: Rochinha é uma autêntica incógnita perante os últimos acontecimentos; David Simão e Gonçalo (ao que tudo indica) proporcionarão um bom encaixe financeiro.

Simples: continuar a acreditar no valor do treinador e proporcionar-lhe mais e melhores valores no plantel. Reforços, mas a sério, do género dos que as equipas nossas concorrentes estão a fazer.
Complicado: contratar um outro treinador (o Mota está livre e talvez seja o melhor para quem quer mudar!) e, igualmente, fortalecer a equipa e opções.


Última nota para nós, Adeptos. Quando perdemos há falta de atitude, de raça e querer. Ganhando, já os ordenados estão em dia e a união em prol dos jogadores merece aplausos, cânticos e agradecimentos.
Discordo disto.
Pergunto: onde entra o fator qualidade aqui? A insuficiência? Os erros da Equipa técnica?
O que assobiamos? A falta de entrega ou a falta de qualidade? E para quem deve ser direcionado esse desagrado? Só para os jogadores, como um todo? Ou para os verdadeiros responsáveis?


Em suma: dois, três, cinco, os reforços que forem possíveis, mas que venham e que sejam isso mesmo: reforços. Que acrescentem qualidade no imediato.
E não, a malta não está para comer sono às colheres, o mal está identificado e não é o treinador, como alguns querem fazer crer. É o plano, é o projeto, é o que queiram chamar.


Força Boavista!

sábado, 1 de setembro de 2018

Vamos a Eles: Santa Clara

Tem sido complicado colmatar a ausência de Idris nos jogos anteriores. Esta época temos mais e sobretudo diferentes opcões. Face à ausência de Obiora, temos Sparagna (opção mais defensiva, já alguns jogos naquela posição), Rafael Costa (tem sido a primeiro médio a saír do banco, no último jogo mostrou que pode fazer aquela posição) e, um pouco mais arriscado, recuo de Espinho e um médio ofensivo (Rochinha, Mateus na ala?) na posição habitualmente ocupada pelo Fábio.

Qual a vossa opinião? Optaria pelo Rafael Costa, mas qualquer uma delas parece-me possível.

Isto tem que ser como uma final. É ganhar e siga.

Força Boavista!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Mercado



- último dia de mercado. Prioridades: não perder ninguém e não estragar o quede bom já foi conseguido. Além do rumor Rochinha (347° clube interessado no jogador), esperemos que não haja surpresas de última hora ou um qualquer súbito interesse, por exemplo, no David Simão. Fechando tudo como está, julgo que nos poderemos dar por felizes.

- já aqui falamos num artigo recente: um extremo (homem para a frente, digamos) e um lateral (esquerdo, de preferência), serão as lacunas mais evidentes do plantel.
Com a permanência de Tahar ficamos com 5 médios, em princípio para dois lugares (retirando o médio ofensivo da equação). A recuperação ou não de Yusupha terá influência direta no que toca aos avançados: Falcone parece curto, Rafa ainda não se percebeu muito bem o que pode emprestar à Equipa, Paciência é uma incógnita, terá mesmo que se ter a certeza que Yusu poderá voltar com um risco reduzido de ser um jogador demasiadamente propício a ausências prolongadas.
Na defesa, insisto que, mesmo podendo ser suficiente este leque de opções, é arriscado. Arriscado devido ao numero de centrais (contando com Sparagna serão quatro, sendo que só este tem experiência de Primeira Liga), e aos laterais. Na esquerda, fé na aptidão de Samú para a posição, na evolução do Carraça, na recuperação total do Edu e na regularidade de Talocha. Tudo pode correr pelo melhor, mas parece-me demasiado arriscado.

- Koneh. Alguma confusão para algo que será até simples de perceber.
A posição oficial do Clube a respeito do contrato do jogador é bastante clara: "rescisão com mútuo acordo", não sendo adiantados os motivos para tal. Soube-se mais tarde que poderia haver complicações de saúde, o Clube terá sido informado da incapacidade do jogador, avançando para a rescisão, exclusivamente por esse motivo ou não. Pouco interessa. O "mútuo acordo " elucida qualquer situação menos clara.
Se exames posteriores provam o contrário, ainda bem para o jogador. Se a possível doença fosse a única razão para a rescisão, poderia não ter existido "mútuo acordo" ou, clarificando a situação, o Clube poderia voltar a contar com Koneh, retomando o contrato anterior. Se isso não acontece, é porque simplesmente não há interesse do Clube.

- o homem para a frente já está: Ronald, extremo de 1,60m e 21 anos. Chega do Brasil e não adianta babarmo-nos com os videos dos melhores momentos. É esperar e ver o que vale. Rochinha, Claro, o próprio Yusu, Mateus e agora Ronald, são os homens para as alas que temos. Falta ver o Índio, que julgo poder ser opção para o meio campp ofensivo e não na ala, mas veremos mais à frente.


Força Boavista!







segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Assalto


Jogão. Dois exércitos bem alinhados, armas em punho para esgrimir argumentos à medida de cada um, prontos para a 'batalha', leal e ordeira pela conquista e defesa do castelo. Bonito, pah! O Futebol fora estarolada, como eles não sabem nem querem saber, tem uma enorme beleza. Mas depois há o cunho, o cheiro a grandismo, a perseguição, a relembrar que o velho sistema ainda aí está: os verdadeiros ladrões mais oportunos e armados que uma equipa swat que, neste caso, decidiram roubar os 'assaltantes' do Castelo. À descarada, como habitual.

Numa só imagem, as figuras do jogo: a Equipa, os Adeptos, Edinho e Ruim Costa.


Apenas uma alteração no onze: André Claro no lugar de Mateus e dúvidas desfeitas: mesma dupla de centrais, Carraça e Falcone a manterem os lugares.
Entrou melhor a equipa da casa, tendo nós imensas dificuldades para suster a boa circulação do adversário e conseguirmos saír em ataque organizado. Após os quinze minutos, e através da profundidade de Claro e principalmente de Rochinha (quase sempre bem lançados por D.Simão), conseguimos esticar e dividir o jogo e a posse de bola, também as oportunidades. Ameaçamos por duas vezes, fomos eficazes à terceira.
Segunda metade com a mesma toada, ainda assim a segunda grande situação de golo foi nossa, através de um remate de David Simão. A partir daí, tivemos ainda mais dificuldades, não só por força do adversário, mas sobretudo pela expulsão de um dos médios centro. O que até aí estava controlado (obrigávamos e bem o Feirense a abrir o jogo pelas laterais, facilitando o trabalho da defesa), passou a ser um problema, pese embora a boa entrada de Rafael Costa. De uma situação de equilíbrio na posse de bola (53/47) passamos para uma situação bem mais difícil (70/30). Passou então a ser pela zona central (e também nas bolas paradas) que o Feirense nos criou maiores problemas. Valeu-nos Hélton em algumas situações e o acerto dos centrais noutras.

Em suma, num desafio de grau de dificuldade elevado, dadas as duas equipas adversárias, conseguimos ser eficazes o suficiente para arrancarmos um difícil ponto. Não fomos brilhantes - longe disso - mas tivemos uma imensa alma, uma enormíssima atitude e soubemos ser uma equipa aguerrida e sempre concentrada nos vários momentos do jogo.

Individualmente.

Helton - como já foi dito anteriormente, seria a posição mais difícil de colmatar dada a saída de Vagner. O nosso guarda redes foi eficaz a saír dos postes, brilhante entre eles. A defesa ao remate de Vitor Bruno (o único lance em que fomos beneficiados - foi assinalado pontapé de baliza) é do outro mundo.

Centrais - eficazes a limpar os lances aéreos, com mais dificuldades na bola rasteira, foram resolvendo bem os problemas. Neris poderia ter feito maior oposição no lance do golo do Feirense, ainda assim uma exibição positiva da dupla, a dar sinais de alguma evolução. Na saída de bola, simplificaram.

Carraça - condicionado desde muito cedo, manteve a calma que lhe era exigida para não colocar ainda mais em perigo a Equipa. Sofreu, deixou escapar o adversário uma ou outra vez, mas acabou por ter uma prestação positiva. Ainda assim, alguma curiosidade para o próximo desafio: continuará no fio da navalha para segurar o seu lugar. Acabou, e bem, a Capitão.

Dupla de médios - Simão o habitual, pareceu-me ainda mais intenso na disputa de bola, tendo um papel fundamental do ponto de vista defensivo quando o companheiro de setor foi expulso. Correu, tapou buracos, e ainda foi tendo tempo para organizar o que pôde. Idris eficaz na função principal, enorme intensidade na zona central e a conseguir alguns desarmes importantes, dando a possibilidade à Equipa de poder contra atacar. A expulsão pareceu pré-concebida, falaremos disso mais à frente.

Rochinha - a par de Helton o nosso melhor jogador. Meio golo é dele (o outro é do autor do passe, a meias com Falcone), teve algumas investidas perto da área adversária: umas vezes criando perigo, outras travado em falta. Melhorou imenso no aspeto defensivo, mais concentrado e disponível para tapar o espaço central, quando a bola no lado oposto, assim como a ajudar o lateral com a bola no seu lado. Muito positivo.

Falcone - de novo: muito esforço, alguma utilidade dada a sua apetência nos duelos aéreos, mas pouco mais. Ajudou a acabar com a malapata dos penaltys.


Relativamente ao árbitro, surreal a sua atuação e, sobretudo, a sua notória intenção em nos prejudicar. Começou cedo a dar sinais, mais precisamente aos 6 minutos: o amarelo ao Carraça é despropositado, não só pela falta mas também pela fase inicial do desafio. O descontrolo (de todos os intervenientes, arrisco a dizer) começou aí. Não seria grave se mantivesse o critério, algo que não aconteceu. Foram mais vinte faltas na primeira parte, nenhuma mereceu outra admoestação. Estaria concerteza à espera do mais pequeno deslize do nosso lateral. A outra falta que, segundo Ruím Costa, mereceu ação disciplinar foi a do nosso Capitão. Segundo a sua sinalética, pela sequência de faltas: foi a sua terceira, tantas quantas a de Vitor Bruno, por exemplo, que conseguiu passar impune ao rasteirar um adversário a um metro da pequena área. Isso mesmo, leram bem.

Não sabemos o que Idris disse ao árbitro, claro, sendo provável que lhe tenha dirigido algum insulto, apesar de ser difícil de acreditar que tenha sido o primeiro a fazê-lo. A forma como o fez, convenhamos, foi extremamente cuidada: não esbracejou, como vimos alguns jogadores do Feirense a fazer; não o fez a centímetros do árbitro, como tantas vezes vemos; não atirou com a raiva na bola, como vimos Vitor Bruno fazer junto à lateral; nem sequer vimos nenhum jogador do Boavista a pedir cartão (algo punível) como fez Crivellaro, esse sim, a menos de um metro do aparelho auditivo do árbitro.

A reação de Idris ao abandonar o relvado pode e deve ser criticada. Mas vamos pedir calma e tranquilidade (mais ainda que a que ele teve) perante tamanha injustiça? Vamos pedir gelo num ambiente tão fervoroso? Já sei que falarei contra a vontade de alguns de nós, mas num momento em que toda a comunicação social e a própria Liga (assim se espera) vai caír em cima do nosso Capitão, rebaixando-o para níveis inaceitáveis quando comparado com outros casos idênticos, não deveremos ser nós a saír em defesa de quem tão bem nos representa e defende? Julgo que sim. Aliás, penso que quando esfriarem um pouco mais as cabeças, a união em prol do grupo, em particular do Idris, deverá ser uma realidade. A reprovável reação a quente foi, afinal, resultado de uma surreal sequência de acontecimentos. E todos sabemos: com a Pantera não se brinca, muito menos se goza.

Mais duas situações que provam o pré-concebido roubo descarado. A falta sobre Rochinha, mantendo o critério que o árbitro teve nas 40 faltas assinaladas (!), tem que ser marcada. Nem será preciso falarmos em VAR, nada disso. Até aí, foram 32 faltas marcadas e façam este exercício curioso: comparem a falta que resulta no amarelo ao Idris com a falta do defesa do Feirense sobre o Rochinha que acaba por resultar no golo do empate. Pois... inacreditável.
A outra situação verdadeiramente surreal, é o amarelo guardado no bolso dos calções, depois de o ter tirado do bolso da camisola (onde eles estão!) para mostrar pela segunda vez a Crivellaro. Não há palavras, não há vergonha na cara.
Também nos bancos o critério foi ridículo. Duas expulsões do nosso lado, quando do outro foram várias as vezes em que os assentos ficaram vazios por vários minutos. Houve até, do banco, quem reagisse contra os nossos adeptos, algo que eu não perdoou a um profissional. Tudo nas barbas do árbitro assistente e do quarto árbitro. Uma expulsão do lado do Feirense sim, do responsável pelos equipamentos, ao ajoelhar-se no relvado depois do golo. Cheiro intenso a uma pretensa compensação...



Não nos vão derrotar. Juntos, somos e seremos mais fortes que aquilo que pensam. Como eles se lembrarão, se assim o quiserem.


Força Boavista!

sábado, 25 de agosto de 2018

Vamos a Eles: Feirense




- do jogo com o estarola vermelho, uma série de fatores a convergirem para uma derrota que custou a digerir. Insosso, frio, um jogo e um jogar que souberam a pouco.  Já sabemos como tendem a ser estes desafios contra equipas com orçamentos tão díspares do nosso, mas custa em particular quando parecemos um pouco desligados do jogo, quando oferecemos a vantagem ao adversário, quando não temos argumentos para esboçar uma reação (ou quando o estávamos a conseguir, sofremos o segundo). Não resultou a estratégia, os erros individuais precipitaram o desfecho.

- sábado deu para confirmar alguns receios a respeito da defesa, principalmente dos centrais. Menos bola aérea e a maior circulação do adversário complicaram as ações, mas foi novamente na saída de jogo que revelaram maiores dificuldades. Foram dois golos e mais alguns erros que, a este nível, geralmente significam derrota. Veremos como vão evoluir, mas é bom que o façam o quanto antes.

- amanhã jogaremos com um dos líderes, o único sem golos sofridos. Mesmo sendo numa fase inicial, acho que devemos desde já catalogar estes jogos como 'finais', a relembrar a época do Regresso. Três próximos desafios com concorrentes diretos, seria um passo de gigante fazermos 7/9 pontos. Um primeiro passo para aquele que julgo ser o objetivo mais cobiçado por todos nós: um upgrade ao objetivo 'manutenção' o quanto antes.

- Dos quatro desafios que realizamos esta temporada, será o que maiores dúvidas surgirão a respeito do onze.
Na defesa, Helton e Talocha deverão manter os lugares, Carraça e um dos centrais poderão não ter a mesma sorte. Curiosidade para perceber se Edu tem condições para ganhar a lateral, assim como Sparagna se será alternativa para o eixo da defesa.
No meio campo, julgo que a dupla Idris/Simão será para manter, assim como Espinho a médio mais ofensivo (julgo pouco provável a entrada de Rafael Costa para o seu lugar).
Na frente, as maiores dúvidas. Falcone (fo**-se, um 'matador' tinha dado aquela machadada logo nos primeiros minutos...), apesar do esforço e utilidade, é provável que ceda o lugar a Rafa Lopes, desde que fisicamente já apto para a titularidade. Nas alas, Rochinha, Mateus, Claro e mesmo Rafael Costa para dois lugares. Rochinha e Claro na frente? Falcone e Mateus como suplentes?

Importante é manter e melhorar a ideia de jogo que Jorge Simão pretende para a Equipa. Veremos se conseguimos evoluir um pouco mais, como até aqui. Devagar, mas pacientemente e de forma consistente, estou confiante que vamos conseguir.


Uma certeza: apoio não faltará. Todos juntos, nos melhores mas principalmente nos momentos mais difíceis, lá estaremos em peso, desta vez a ajudar no #assaltoaoCastelo.


Bitaites para o onze: Falcone ou Rafa? Rochinha em que posição? Opinem de vossa justiça.
Até amanhã.

Força Boavista!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Efeméride


Faz hoje 39 anos que a Supertaça teve a sua primeira edição, corria a época 1978/79.

Deixo-vos uma imagem, que vale mais que mil palavras; e umas palavras, que valem concerteza mais que mil imagens.

Onze inicial do Boavista, final da Supertaça 78/79

Depoimento de Albertino Pereira, ex-jogador do Boavista, à época nos andrades:

«O Boavista venceu-nos nas Antas, mas a taça foi entregue pelo “correio”… O capitão deles teria de ir lá acima à tribuna receber o troféu, mas os sócios do FC Porto zangados com o resultado acabaram por bloquear a passagem e aquilo só se resolveu entregando-o mais tarde. Não foi bonito, mas eram tempos em que a rivalidade fervia mais…». Esses telhados... faz lembrar a história da centralização, a Nacional vs Regional.


Parabéns a nós. Força Boavista!

Pantera Escondida #3 - Roland Linz




Eu avisei que era fácil: Roland Linz, o avançado austríaco que passou pelo nosso Clube de 2006 a 2008, oriundo do Sturm Graz, marcando 11 golos em 33 jogos. Transferiu-se para o Braga ainda decorria a época 07/08, passando depois por Suiça, Turquia, Áustria e Tailândia, antes de acabar a carreira em Portugal ao serviço do Belenenses em 2014.

A foto é a do jogo contra o estarola vermelho, curiosamente também à 2ª jornada do Campeonato 06/07, no Bessa. Vencemos por 3-0, dois golos do austríaco e um do polaco Kazmierczak (aquela chapelada ao Quim...). Foi um início de época bastante atribulado graças ao episódio 'Judas', com origem no nosso vizinho do lado, como se lembrarão. O treinador de então (por pouco tempo o seria, substituído por Pacheco) era Petrovic, e do nosso plantel faziam parte dois Campeões, William e Mário Silva (ainda hoje tenho dúvidas se podemos chamar Campeão a Khadim...). Zé Manel, Tiago, Grzelak e Lucas também integravam o plantel. E, claro, Fary.
Do outro lado, jogavam Nélson (o defesa direito que passou por cá), Nuno Gomes e o nosso Petit. Os dois últimos acabaram expulsos (acabaram o desafio com 8 jogadores...).
Acabamos em 10º, num campeonato com 16 equipas.

Fiquem com o resumo do jogo, vale a pena rever:



Parabéns ao Francisco Magalhães, o primeiro a acertar no nome do austríaco.

Força Boavista!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Pantera Escondida #3




Fácil, fácil, só mesmo um pretexto para se recordar bons tempos.

Quem é o jogador? Aceitam-se apostas, o primeiro a adivinhar vence. Batota não vale.






terça-feira, 14 de agosto de 2018

Plantel






Vamos aos bitaites sobre o desafio de Portimão, aproveitando para fazer um panorama geral do plantel para esta nova época.

Baliza - nota prévia: de todos que saíram, é na baliza que se adivinhavam maiores dificuldades para colmatar a perda de Vagner. O motivo é simples: o brasileiro tem qualidade para outro patamar que não o nosso atual, sendo quase impossível conseguirmos alguém do seu nível.

Sinceramente, esperava ver Bracalli a titular depois dos jogos na Madeira e o de apresentação. Hélton não esteve mal nesses jogos, é certo, mas demonstrou pouca confiança, dificuldade a jogar com os pés, um estilo pouco ortodoxo. Talvez aspetos naturais para quem se estreia em ligas europeias aos 27 anos.
Em Portimão, justificou a aposta de Jorge Simão nele. Interagiu com os defesas, foi prático a jogar com os pés, seguro nas poucas vezes que foi solicitado, no jogo aéreo esteve muito bem. Veremos os próximos jogos mas, para já, e contando que temos um jogador tão experiente como Bracalli no banco, não há motivos para alarme. Assis será o terceiro guarda redes.

Defesa - talvez o setor com menor número de opções e onde poderemos ter mais dificuldades para acertarmos as agulhas. Perdemos os dois centrais com mais minutos, dispensamos outro, assim como dois laterais não-titulares. Reforçamo-nos com duas incógnitas (a fazerem a estreia na Europa) e acrescentamos Samú às opções. Conclusão: arriscado.

Ponto forte da dupla que apresentamos em Portimão: jogo aéreo, quer dentro de área quer a limpar lançamentos longos. Denotaram alguma insegurança (sobretudo na fase inicial, natural sendo uma estreia absoluta) e problemas no posicionamento, principalmente no contra ataque do adversário.
Ao contrário da maioria (e das estatísticas) gostei muito mais do Neris do que Raphael Silva. Contando com a obrigatória evolução, poderemos ter aqui um bom central. Problemas de ambos na saída de bola e, sabendo que tal é importante na ideia de jogo de Jorge Simão, será um aspeto em que ambos terão que crescer bastante.
Talocha ao nível que nos habitou: certinho a defender, ainda a dar uma perninha no corredor central, uma ou outra boa incursão pela lateral esquerda. Muitas dúvidas, muitas mesmo, sobre a aptidão de Samú como lateral esquerdo. Do lado oposto, apesar de ter cumprido bem a sua missão, voltei a não gostar muito da prestação do Carraça. 'Voltei', porque já não tinha ficado agradado com a exibição na Madeira. Acho que pode fazer melhor, desde que consiga dar continuidade à sua evolução nesta sua nova posição. Veremos se Edu tem condição física para concorrer pelo lugar.
Esperemos que nada corra mal, mas uma ida ao mercado para fortalecer uma das laterais (sobretudo a esquerda)  não me parece de todo descabida.

Meio Campo - os três titulares da época passada continuam por cá, substituímos as opções.

Má entrada do Capitão no desafio de ontem, corrigiu na segunda parte, acabando em bom plano e fundamental nos três pontos. Foi o Idris que conhecemos: eficaz no desarme, a reagir forte e rápido à perda, conseguindo impedir, por si só, uma mão cheia de contra ataques do adversário. Com bola é dono e senhor de todos os problemas deste mundo, mas também aí tem simplificado o seu jogo, o que só ajuda. Do pouco que vimos de Obiora (em princípio, o jogador que foi contratado para concorrer com Idris), descansem os haters mais ansiosos: ou melhora, ou mostra muito mais que nos poucos minutos ante o Getafe, ou então esqueçam. Teremos Idris e, não esqueçamos, Sparagna, que também poderá fazer a posição.
Do outro elemento do meio campo, eu vejo-o como um reforço, sobretudo porque quase que o tinha dado como perdido. David Simão é classe pura. Organiza, acalma, distribui, inventa espaços e ainda coloca toda aquela intensidade na luta pela bola. Foi assim ontem. Pensa e executa o que outros não vêem.
Espinho com maior disponibilidade, também com uma atuação positiva, como habitual. Pela amostra, ganhamos uma boa opção para o meio campo com o Rafael Costa. Parece-me ser no miolo, mormente na posição do Fábio, que poderemos tirar o máximo dele, mais até que numa ala. O passe para o segundo golo é soberbo.
Tenho dúvidas relativamente a Gabriel. Jovem com valor, sem dúvida, capacidade de passe longo muito boa, forte e tecnicamente bom, mas passar de uma equipa b para a Primeira Liga poderá não ser fácil. Esperemos pelas próximas aparições, mas comparando com Gorrins e Maks, ainda ficamos a ganhar, isso é certo.

Ataque - a vantagem de ter Rui Pedro e Ruiz uma época inteira é que dificilmente ficaríamos pior. Preocupante a saída daquele que para mim era o elemento mais regular do ataque, Renato, assim como a possivel lesão grave de Yusupha. Ganhamos outras opções válidas, aguardemos uns dias para percebermos se há ou não intenção (e possibilidade...) de fortalecer o ataque. Quanto a mim, seria o ideal mais uma opção para uma das alas.

Falcone é um Bryan Ruiz com mais dez anos de experiência em cima. Melhor, ok, bem melhor, mas igualmente curto. Parece-me muito pouco provável que alguns de nós possam emborcar um gole que seja à pala do argentino. Sabe jogar de costas para a baliza, usar o físico, ontem foi particularmente útil em segurar a bola e permitir que a equipa suba no terreno, mas dificilmente será o homem golo que precisamos. Julgo que como opção vinda do banco poderá ser bem mais útil, sendo provável que, mais tarde ou mais cedo, possa perder o lugar para Rafa Lopes, jogador tecnicamente mais evoluído e mais de encontro ao que Jorge Simão pretende para o eixo do ataque. Talvez. Veremos isso mais tarde. E ainda há o Yusu.
Mateus é, e foi ontem de novo, o Mateus que conhecemos: pode nem estar inspirado, mas mantém aquela intensidade e responsabilidade na hora de defender. Tenho opinião idêntica à de Falcone neste aspeto: poderá ser muito mais útil vindo do banco e conseguindo mexer com o jogo.
Rochinha também com uma boa exibição em Portimão. No último terço consegue desequilibrar graças ao poder de drible, no contra ataque é peixe na água, nem tanto nos momentos de ataque organizado (denota dificuldades na capacidade de decisão), e nos momentos sem bola, responsável por fechar a sua lateral (algo que o Renato fazia de forma exemplar) daí não ser fácil adaptar-se a 100% a uma posição específica. Já foi médio, ala, extremo e até ponta de lança; será por ali no ataque o seu lugar, caso consiga manter a titularidade, algo que não será fácil.
André Claro surpreendeu-me pela negativa nos dois primeiros desafios, confesso. Entrou bem ontem, mostrou bons pormenores, velocidade e selou a vitória com um excelente golo. Admito que estou curioso para perceber o real valor do André.
Relativamente e Matheus Índio e Yusupha, é esperar para ver. Como disse acima, acho que seria importante mais uma opção para o ataque.


Fundamental, e aí estou 200% confiante, mantermos aquelas garras que mostramos ontem nas bancadas. Apoiar a Equipa sempre, sermos um só como temos sido, perdermos, ganharmos e sofrermos todos juntos, a lutar por um objetivo: crescermos.


Força Boavista!

Nova Época

 
Pistoleiro a abrir, Rogério e bis de Duda, lembram-se? Isso mesmo, corria o Ano Sagrado de Todos Nós, altura da última vitória fora na abertura da Primeira Liga. Há 18 anos. Bom presságio.

Atualmente, nem seria preciso relembrar: foi a primeira vitória como visitante em 2018, sendo que a última foi em Paços de Ferreira, corria a jornada 15 da época passada. 35 semanas, quase uma gravidez inteirinha.




Antes de algumas notas sobre o desafio, uma breve análise ao plantel.

Naturalmente, alguma desconfiança no que toca à sua formação e aos reforços (em parte pela dificuldade que ainda temos em ter argumentos financeiros), sendo fácil perceber porquê, bastará olharmos para as últimas três temporadas: entradas tremidas, equipas inconsistentes, treinadores pela borda fora ao fim de algumas jornadas, soar do alarme e consequente ida em pânico ao mercado. Temos tudo para ser diferente este ano.

Começamos bem, com algo que não estávamos habituados e como que a denotar esse pretendido crescimento sustentado: renovações com alguns jogadores importantes da Equipa: Talocha, Edu Machado, Carraça, Idris, Fábio Espinho e Mateus. A par disso, as dispensas: além das 'obrigatórias' (Clarkes, Gorrins e afins), tivemos Mesquita, Aidi, Henrique, Robson, Mak, Tahar, Kuca, Bulos e os inúteis emprestados. Ou seja, ficaram os mais utilizados, saíram os chamados melões estragados e mais alguns que, por um motivo ou outro, ou não contavam para Jorge Simão ou a relação custo/rendimento não seria o pretendido. Junte-se a saída de Vagner e as vendas de Rossi e Renato.

Bracalli e Helton / Neris e Raphael / Rafael Costa e Obiora / Claro, Índio, Rafa Lopes e Falcone. Acrescentemos os três jovens que já nos pertenciam e fazem parte do plantel: Gonçalo, Samú e Gabriel.

Salta à vista o decréscimo no número de melões, ou seja, jogadores de outros campeonatos/realidades, e que nunca se percebeu muito bem o que se viu neles, muito menos quem o conseguiu fazer. Também se sente algo bem diferente: houve vontade em garantir ao treinador jogadores que encaixem minimamente no perfil pretendido. O fortalecimento da Equipa não foi perfeito, mas, parece-me, houve essa preocupação. Convém não esquecer das dificuldades acrescidas que nos assolam (equipa com menor orçamento da Liga)

Resultado: o 'onze' base manteve alguma consistência e regularidade, pode (e deve!) crescer daqui em diante. Uma olhada para o banco de suplentes já não é motivo para depressão: não estamos uma maravilha, mas é um facto que estamos um pouco melhores, com mais e melhores opções para serem lançadas durante os desafios.

Em suma, numa temporada que se prevê de grande dificuldade (a luta pela manutenção é mais complicada, pois descem três; clubes com os nossos objetivos bem orientados e com bons reforços), conseguimos manter algumas coisas boas que tínhamos e tentamos colmatar as saídas de uma forma mais ou menos segura. Ainda assim, uma ida ao mercado não é de todo descabida: ajustes na defesa (nas laterais, por exemplo, como veremos mais à frente) e um ou outro trunfo para o ataque/alas. Veremos o que nos aguarda, sendo que fundamental será, claro, manter estes até ao final do mercado.


Relativamente ao desafio em Portimão: dificilmente teríamos uma melhor entrada no campeonato. É certo que tivemos um pouco de sorte em alguns momentos do jogo, mas fizemos muito por a merecer. Desde logo, é notória a organização da Equipa, em particular no momento com bola. Capacidade para a circular, com paciência se fôr o caso, saída de jogo desde trás, Espinho e Simão a pautarem bem o jogo ofensivo, algumas combinações interessantes no último terço e, na maioria das vezes, a saírmos bem para o contra ataque. Sem bola, no momento de defender, tivemos mais dificuldades, mais ainda nas transições defensivas. Demasiados erros posicionais, equipa com problemas no momento da perda de bola, na maioria dos casos graças a um mau posicionamento do setor defensivo. Estruturalmente, Jorge Simão mantém a sua ideia de jogo: 442 sem bola, 433 (ou 4123) em posse.
Resumindo, viram-se coisas boas, outras muito boas e algumas que precisam de ser melhoradas rapidamente. Outras ainda que, com o tempo e o bom trabalho da equipa técnica, vão concerteza melhorar.
Nota muito positiva para a intensidade que a Equipa conseguiu colocar no seu jogo. Intensidade, concentração, comprometimento com aquilo que é exigido pelos Adeptos. Veremos nos próximos tempos, mas podemos estar descansados nesse aspeto. 

Destaque obrigatório para o habitual: enorme presença dos Adeptos em Portimão. Segunda feira à noite, a 600 km de casa, ter aquela moldura humana... não é mesmo para todos. Orgulho Axadrezado.

 

Análise individual no próximo artigo já que este vai um pouco longo.


Força Boavista!

domingo, 15 de outubro de 2017

Fora da Taça

Esta eliminação é custosa e merece uma reflexão, talvez seja o melhor para tentarmos perceber qual a origem do problema. Mesmo não sendo o primeiro nesta temporada, isto nada mais é que um novo choque com a realidade: acabou a áurea da mudança de treinador e com isso voltamos a sofrer na pele o resultado dos erros cometidos na preparação da presente época. Preparação e desenrolar...

Desta feita, até porque tem um mês de casa (aqui o facto de ser bom treinador não interessa para nada) Jorge Simão não será externamente contestado, nem internamente pressionado, serão os jogadores os arguidos.

Mas fica mais complicado para os causadores do problema que são também os responsáveis pela sua resolução: despedir o treinador é viável, nem tanto os mais de 30 jogadores do plantel.

Boa sorte para o Jorge Simão que bem vai precisar, e enviar um forte abraço aos menos culpados, os Adeptos. Defraudados, depois de mais uma enorme demonstração de confiança e apoio.

Força Boavista.

Ya, a mim também está a custar bastante...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Blogosfera Axadrezada


Novos espaços de discussão sobre o nosso Clube. Sigam, divulguem, participem!


Tribuna Axadrezada

   https://www.facebook.com/tribunaxadrezada/


Nascente Nível 1

   http://nascentenivel1.blogspot.pt/


Boavistão - O nosso grande amor

   https://boavistao.wordpress.com/



Força Boavista!

sábado, 16 de setembro de 2017

Venham Eles: benfica


Nunca escondi a admiração por Miguel Leal, pela sua mentalidade e postura, pelas suas qualidades enquanto treinador. Mantenho a opinião que se deveria ter dado mais tempo para o crescimento da Equipa, para a integração dos reforços, para trabalhar e cimentar a ideia de jogo. Por outras palavras, três/quatro jogos depois do de hoje, digamos um mês e, aí sim, analisar o momento, a possível preocupação, sem deixar nunca, como é óbvio, de estarmos atentos à Equipa.

Ponto final no tema ex-treinador. Voltaremos a falar dele no balanço que inclua estes cinco primeiros desafios. Pedra no assunto e virando a página porque importante mesmo é o futuro e tentar perceber o que podemos ganhar com esta troca. Sem hesitação, das poucas coisas positivas a retirar deste episódio será talvez a mais importante: Jorge Simão. Pelo menos havia um trunfo na manga, a ter que existir escolha foi a acertada. Falaremos do novo treinador mais à frente, até porque hoje as atenções estão todas direcionadas para a receção ao atual campeão.



Só uma prioridade para o desafio de mais logo: Apoiar o Boavista, defender o Símbolo até à exaustão. É esse o nosso dever no dia de hoje, nas bancadas, no banco, dentro das quatro linhas, na tribuna, seja onde for.
Só unidos seremos mais fortes, só assim poderemos lutar contra quem tão mal nos quer, quis, e quererá caso lhes seja útil de alguma forma. Prova disso é o recente insulto e acusação, mais uma vez, que fomos vítimas há poucos dias, acusação de novo perpetrada pelo mesmo clube de há dez anos atrás, com a descaradez habitual, com a impunidade da opinião pública, com a conivência dos orgãos de comunicação social. A todos os níveis vergonhosos.

Pelas mais VARíadíssimas razões, deveremos estar apreensivos para o que se poderá passar no desafio de mais logo, mas repito, importante é mantermos o nosso foco, contra tudo e contra todos: a defesa do nosso Clube. Nada é mais importante.


Fortaleza! Força Boavista!


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sobre a Troca de Treinadores


Tentando analisar os acontecimentos o mais friamente possível, privilegiando os factos: 


- Oficialmente, foi o Miguel Leal que colocou o lugar à disposição, três dias depois do último desafio, três dias antes de um jogo com um estarola, um quarto de hora depois do final do treino. Pressão, falta de confiança, o lanche que caíu mal, alguma coisa se terá passado.

- Por falar em coisas que se passaram, aos olhos de todos e até coisas raras: a entrevista ao site do Clube do presidente, a segunda em onze meses. Além de se frisar que queixas de arbitragens não tem existido deste lado (ok, jogo com estarola à porta), deu-se a conhecer a preocupação dada a situação da Equipa e que todos iriam estar atentos à mesma no jogo de sábado. Como se um jogo contra uma equipa com um orçamento 70 vezes superior fosse decisiva de qualquer forma para uma tomada de decisão deste calibre.

- A celeridade com que Jorge Simão foi contratado. Nem o próprio Leal, quando tomou o lugar de Sanchez e já meio mundo sabia que iria ser ele o sucessor, foi tão rápido.

- Quatro reforços chegaram à doze dias, para fortalecer a Equipa e acrescentar qualidade, que era bem preciso. Os restantes quinze, como sabemos, foram chegando, oriundos dos mais variados pontos do globo.
Não se entende como é que com um simples estalar de dedos a Equipa não começa a jogar melhor.

- Leal salvou-nos de uma situação caót... nem vou falar do que se conseguiu com o Miguel Leal, do nível de consistência que atingimos, do melhor futebol que praticamos desde o regresso, da luta que demos a equipas, em teoria, muito mais fortes. A bancada na Vila da Feira em êxtase e a cantar o nome do treinador foi há sete meses, cinco de competição, há 16 jogos, há 8 derrotas atrás. Oito! Parece que lutamos pelo título com argumentos de Champions.

- Enquanto não nos capacitarmos que não é a sala de troféus que entra em campo vamos continuar a ser incompreensivelmente exigentes. Enquanto não percebermos que estamos em 2017 saídos do inferno e não em 1995 ou 2002 saídos do paraíso, vamos continuar a dar tiros nos pés. Como este.



Afinal, não se deu tempo nem confiança, como eu defendia. São opções, merecem respeito mas não obrigam à concordância. Pena ter sido assim.


A partir de agora Jorge Simão é o nosso treinador. Apoio não irá faltar, desde que, e como acredito, o bom trabalho, a dedicação e a seriedade existam. Espero que venhas com paciência, caro Jorge, estar aqui como treinador é tudo menos fácil. Pergunta aos outros três.




Força Boavista!

Rei Posto


Os últimos três dias numa só imagem.

Que rapidez! que organização e profissionalismo.



DesLealdade


Petit: despedido em Novembro.
Sanchez: despedido em Outubro.
Leal: demite-se em Setembro.

Parabéns sinceros aos impacientes e, em particular, à direção. Belos melões, bom planeamento, excelente timing, dos maiores tiros no pé de que há memória.

Obrigado Miguel Leal, mas não o merecemos.


Força Boavista!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Estarolada Sem Vergonha


Estou completamente fora da realidade estarola no nosso país, as suas polémicas, insultos, acusações, o que lhe quiserem chamar. Não vejo debates, painéis de comentadores, todas essas novelas que poluem horários nobres e primeiras páginas de jornais. Sei que percebem o motivo que me leva a ignorar todo esse mundo lastimável. Prefiro Futebol.

Reconheço: só acordo, só tenho mais noção da realidade dos outros, quando sinto na pele. Quando sentimos na pele. Julgo que também neste ponto me entendem, Boavisteiros.

Sentimos, à semelhança do passado, que somos fantoches ou figurantes no meio desta guerra que não é nossa, mas que, muito provavelmente, somos os mais atingidos, como que danos colaterais. Sem pudor. Sem respeito. Foi assim há dez anos atrás, é assim hoje, será assim sempre que for útil a qualquer um dos estarolas. Com toda a hipocrisia deste mundo. Sem um pingo de vergonha.

Igualmente revoltante é ver toda a carneiragem, a máquina propagandista, sulista, centralista, impostora, a assobiar para o lado e, pior, a contribuir de forma descarada e fraudulenta para que estes episódios e fenómenos cresçam e tenham um impacto ainda maior na frágil e facilmente manipulável opinião pública.
Verdade, sentimos a dobrar. O centralismo no norte, o centralismo no país. Somos alvos e vítimas de ambos.


Para quem não está ao corrente, a história é simples. Preparem-se e acreditem se quiserem. É que isto aconteceu mesmo.

Meados de setembro, programa/debate da btv, obviamente, com responsáveis encarnados. Assunto: recuperar uma reportagem de há oito meses atrás do prestigiado jornal britânico Daily News, na qual apontavam os clubes mais corruptos da Europa. Alvo principal enunciado e eis que surge o nome do Boavista nessa lista. O Boavista, acusado pelo Daily News, segundo o benfica, de ser um dos clubes mais corruptos da Europa.
O problema é que tudo foi desmascarado. Essa reportagem nunca existiu, confirmado oficialmente pelo próprio jornal britanico.

Exato. Releiam essa última frase. Nunca existiu. Acreditem se conseguirem, foi tudo uma invenção.

Concluíndo: sendo a btv um orgão oficial do benfica, o clube é obviamente responsável pelo conteúdo do seu canal. É preciso dizer mais alguma coisa? Há outro caminho que não o do corte total de relações, a todos os níveis?


É que isto, meus caros, é uma declaração de guerra. Não somos fantoches. Não pactuamos com ninguém. Não fazemos parte deste filme. Não admitimos que brinquem com o nome do nosso Clube.

Querem guerra, terão guerra. A ferro e fogo, é ao que nos obrigam. Isto não pode ficar por aqui, nem, tenho a certeza, passará impune.


Até sábado.

Parte da lista divulgada. Nós tivemos sorte, estamos abaixo do 17º lugar.
O Glasgow (16º), convidado para a Eusébio Cup, também achou muita piada à brincadeira. Além de não terem vergonha no focinho, são burros.


 
Um exemplo de 'carneiragem'. "Boavista", visível no final do texto.

Vídeo da btv e portocanal:   http://www.quecrise.com/watch.php?vid=eb045a48a



Força Boavista! Estejamos unidos, pelo Boavista Futebol Clube, pelo nosso Orgulho.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Momento





Algo conturbado, não é segredo para ninguém e os números falam por si. Cinco jogos, uma vitória, quatro derrotas pela margem mínima e uma eliminatória perdida pelo meio. Um dos piores ataques e melhor defesa dos últimos dez classificados. Mas o que vai preocupando a fundo é aquilo que a Equipa não consegue produzir, principalmente no ataque. Ainda não. Sendo natural que um plantel que mude/troque/contrata/colhe 19 jogadores tenha dificuldades de entrosamento, chegarmos à 6ªa jornada com problemas a mais, incluíndo a água pelas narinas, já pode ser preocupante. Os 'ajustes' que, por norma, fazemos (ou somos obrigados a) em janeiro, desta vez fizemos nas últimas horas do mercado, com 4 jogadores novos inscritos. Os 'reforços' nos primeiros jogos da temporada foram, afinal, 'internos', na sua maioria os jogadores que entraram para o onze, na temporada passada eram... suplentes.

Reforçando aquilo que foi dito no último post: acordamos um pouco para a realidade neste último mês. E que realidade é essa? O plantel, pesando entradas e saídas do onze, não é superior. Mais equilibrado, sim, mas imediatamente com mais qualidade e soluções, não o é, pelo menos por enquanto. Fácil de ver: alguns que seriam aposta (Samú, Mak, Bukia) não têm qualidade para o ser; alguns dos tais suplentes da época passada não estão (e estarão?) ainda em condições de agarrar a titularidade (Henrique, Carraça); os reforços chegaram tarde e alguns deles a necessitarem de tempo de adaptação, não só ao futebol português mas também ao europeu. Mesmo assim, reforços com dez dias de casa terem mais minutos que outros que estão cá há dois meses é sinal de algo, para alguns evidente: é mesmo preciso qualidade. Não bastam os melões, ou o risco é demasiado alto. E estamos a pagar um pouco essa fatura.
A razão é simples e mentalizem-se de tal: não é pela enormidade e superioridade da nossa sala de troféus que conseguimos encarar equipas, como por exemplo Braga e Rio Ave, olhos nos olhos, a querer dividir jogo, ao ataque, a encosta-los às cordas porque sim, porque somos melhores. Não somos, apesar do agradável romantismo quando apontamos essa diferença de estatuto como forte argumento na hora de lutar para vencer. Temos que dar tempo para trabalhar, para crescer mais do que aquilo que os milhões (sejam dos chineses, dos Mendes ou de onde forem) podem já comprar. Conseguiremos, mas tempo, compreensão e trabalho são bem precisos.



Obviamente, o treinador (e equipa técnica), também por ser o responsável máximo da Equipa, tem culpas do momento. E os jogadores. E a direção pelo planeamento da época, do plantel, em que "a maioria dos jogadores referenciados são portugueses e conhecedores do campeonato português", como Vitor Bruno e... pronto, Vitor Bruno. Ah, e Kuca, David Simão, Nunes, Gilson e Rui Pedro. Bom saber que se tentou corrigir a tempo e não se enveredou pelo caminho mais fácil.

Acima de tudo, acho redutor, e bastante, centrarmos as críticas e a génese do problema no treinador. Infelizmente, os problemas que têm espelho nos resultados têm origem em algo muito mais vasto, não deixando, repito, de o treinador contribuir para tal ou, por outras palavras, não conseguir inverter o rumo tão rapidamente como todos desejaríamos: a nossa situação extremamente precária, a necessidade que temos de crescer, sustentadamente, mas fruto do trabalho do Clube, da militância dos Adeptos, da seriedade e competência dos nossos dirigentes.


Acima alguns dos motivos que nos fazem acreditar que é preciso aquilo que já falamos por aqui: tempo.
Reconheço que estava bastante cético no que toca à Fortaleza, principalmente depois do desafio com o Rio Ave. Foi mau, não fomos nós. E aqui, na minha opinião, palavra de ouro para os Adeptos: o apoio tem sido exemplar, incluíndo nos momentos em que mais precisamos, os mais difíceis. Mesmo depois dos desafios, das derrotas. Aves, Braga, Guimarães, são bons exemplos (atenção que as exceções, mesmo neste caso, confirmam a regra). Aqui surge a outra necessidade, a par do tempo que julgo necessário: a confiança.
Não vai ser fácil o próximo mês, mas de certeza que será [super] decisivo. Para nós, para os jogadores e treinadores, para o Clube. Teremos que ser todos a puxar para o mesmo lado, teremos todos que acreditar e, friso, confiar.



Entre hoje e amanhã saírão mais dois artigos em que darei a minha opinião sobre o momento da Equipa e do Clube. Jogos, jogadores, opções, as melhorias na consistência defensiva, os problemas na ideia de jogo e organização ofensiva, bitaites para dar e vende.


Força Boavista!

domingo, 27 de agosto de 2017

Venham Eles: Aves


Não é a primeira vez desde o regresso que entramos na Liga com três derrotas, mas é a entrada no campeonato que maior desilusão provoca, tendo em conta as expetativas iniciais: os sinais de estabilidade na preparação da época (ao que a manutenção atempada contribuiu) foram evidentes, alguns reforços contratados que, em teoria, prometem (se bem que, ao contrário do pretendido no final da época anterior, a maioria estrangeiros e com pouca experiência de Primeira Liga), o Vágner ficou, o treinador é o mesmo e as infraestruturas/condições vão finalmente ficando um pouco menos más.
À exceção do ataque (e das importantes saídas de Schembri e Iuri, das incógnitas como Yusu ou Clarke, e das certezas como Mateus...), confiança a transbordar na Equipa e Plantel, na defesa e no meio campo. Mesmo, sublinho, com as saídas dos dois centrais e médio titulares. Afinal, não se podia só melhorar com a saída do Carvalho.



E no que toca a visões otimistas ficamos por aqui. Agora, o pequeno choque com a realidade.

Dada a confusão, vai por notas:

- O que mais desiludiu: o não termos uma identidade de jogo, ou seja, aquilo que é pretendido para a Equipa não se conseguiu ainda pôr em prática. Circulação de bola, consistência defensiva, confiança dos jogadores, defender e atacar realmente como uma equipa, reagir depressa e bem à perda de bola. Por exemplo. Nada disto se tem visto. Aqui reside o principal ponto negativo. Pior, vai continuar a não se ver enquanto não estabilizarmos o onze, enquanto não inserimos reforços com qualidade na Equipa, seja por questões físicas seja por questões de adaptação. E é aqui que é preciso tempo, é aqui que é preciso confiar.


- Fomos inferiores aos adversários nos três jogos, ponto. Não há volta a dar. Mesmo em Portimão, na meia hora que tivemos na frente do marcador, ou na Madeira em busca do empate, raro foram os momentos de superioridade da nossa parte. Pensar fazer mais frente a este Rio Ave do que falhar o empate nos descontos é desconhecer a realidade, ainda mais olhando ao momento de forma das duas equipas. Mau jogo na Madeira, mesmo contra uma equipa imbatível em casa há 17 jogos, é um pouco mais revoltante saber que a rodagem no adversário não rodou a nosso favor. Tudo isto é culpa nossa, da nossa incapacidade, do tempo que precisamos para podermos ser consistentes. As [ligeiras] melhorias foram patentes nos dois últimos jogos, mas não chegam e revelaram-se realmente curtas.

- As opções, defesa, meio campo, etc. Fácil de ver se analisarmos a frio: as opções utilizadas são um misto de titulares da época passada com suplentes dos titulares da época passada que saíram. Henrique estava no banco ou enfermaria, Carraça era suplente do Carvalho, Rochinha do Iuri. Ruiz seria do Schembri, ou o Clarke do Renato. A isto some-se novas dupla de centrais, duas em três jogos. Ora, assim a probabilidade de apresentarmos melhorias torna-se um pouco mais reduzida. Pelo menos para já.

- E sublinho este "para já". É uma das duas coisas que nós, Adeptos, deveremos ter em mente, nos próximos tempos e principalmente no jogo desta tarde: tempo, que é necessário, e apoio, que será fundamental. Confio no primeiro, não acredito no segundo, olhando às inexistentes paciência e compreensão do primeiro jogo da época na antiga Fortaleza. Mas ainda estamos a tempo de corrigir e sermos realmente importantes no pretendido rumo. Não assobiemos a Equipa aos primeiros falhanços, não sejamos mais um adversário quando a Equipa precisa de reagir às contrariedades, não sejamos nós próprios uma das principais adversidades da nossa Equipa, mesmo em nossa Casa. Conseguiremos?

- Os ajustes e últimos reforços (por enquanto, reforço, no singular) ajudam a perceber o principal problema: é preciso mais. Kuca é peça para o onze, Mak entre bancada e rua prefiro a segunda (tecnicamente bom, dificilmente com intensidade para o que precisamos no meio campo), Samú, como se esperava depois da pré-época, precisa de crescer para poder ser útil neste patamar. O mesmo para Bukia, como já falado aqui algumas vezes: pézinhos tem ele, falta o resto. Não ter já idade para juvenil complica a sua utilização. Faltará acrescentar algo sério até à próxima quinta feira.

- Tudo o mais, como questionar o treinador (partindo do princípio que a culpa do mau início não e exclusiva do treinador, nem é ele o foco do problema) é perder tempo. Claro, opinião pessoal, continuo a achar Miguel Leal como o homem certo para quem quer uma Equipa competitiva. Mas não chega. Como em nenhum clube do mundo, ter um bom treinador não chega. Verdade, difícil perceber para alguns, mas é a realidade. Sublinho, sem branquear erros que se cometeram até aqui neste início de época, também pela equipa técnica.


Para hoje, duas coisas:

Apoio. Teremos que ser a Fortaleza. Seremos capazes?

Equipa. Mostrar mais, simples. Não vai ser fácil, mas é daqueles jogos que nos habituamos a ser extra competitivos nas três últimas épocas: as ditas finais, jogos com concorrentes diretos. Para os mais sonhadores ou desatentos, esqueçam: continuam a ser estas as nossas finais. E já perdemos uma.

Poucas alterações nos dois últimos onzes, veremos no jogo de hoje. Dúvidas nos centrais, nas laterais, meio campo e ataque. Ou seja, esperemos por logo. Kuca de início, Rochinha no meio campo e regresso de Bulos não serão surpresas. Mas admito, não sei bem o que esperar do onze.



Siga. Vestir a Camisola e empunhar o cachecol. O Clube precisa. Seremos capazes? Seremos nós próprios nas bancadas?


Força Boavista!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vamos a Isso!


Principal razão para encararmos com otimismo a nova época: sinais evidentes da estabilidade, tranquilidade extra comparando com as últimas três pré-épocas e crescimento sustentado. Tanto na preparação como, principalmente, no planeamento da época. Como costumamos dizer, devagar e bem, porque é importante não esquecer as dificuldades acrescidas pelas quais ainda passamos.
Reforços atempados e ajustes ao plantel à imagem do treinador: mais equilíbrio, outro tipo de soluções e maior número de opções, as principais diferenças relativamente ao plantel da época passada.

 Alguns dos reforços para 2017/18

Breves notas acerca do plantel, por partes:

Na baliza, algum descanso: Vagner é reforço de peso, principal candidato à titularidade; no banco, algo a que não estávamos habituados desde o regresso: temos opções credíveis, que não nos fazem ter o coração nas mãos aquando da indisponibilidade do titular, Assis e a incógnita Spiegel.

Sangue novo no eixo da defesa, que dão algum otimismo mesmo perdendo os dois centrais titulares de uma das melhores defesas do último campeonato: Rossi, Sparagna, Robson e Henrique (Aidi como bónus). Sobretudo, dá ideia de serem centrais de caraterísticas diferentes às de Lucas e Sampaio, seguros defensivamente mas mais à imagem daquilo que o treinador pretende para a Equipa, aptos para a circulação e construção desde trás. A confirmar, mas poderá ser essa a principal diferença.
Não se ficam por aqui as boas novidades no sector defensivo: muito positiva a concorrência nas laterais. Na direita estávamos conversados (Mesquita e Edu dão garantias), na esquerda conseguimos fazer um upgrade importante. Vitor Bruno tem dado sinais de ser um bom reforço, boa concorrência para Talocha.

No meio campo, destaque para dois reforços, um dos quais provável titular já no desafio de hoje: Tahar, ao qual se junta Rodriguez. O primeiro ja é conhecido e todos torcemos para que se apresente pelo menos ao mesmo nível da sua primeira passagem pelo Bessa, seria ótimo. Pela amostra, e apesar da ausência nos primeiros jogos de preparação, parece que sim. Acerca do espanhol, também é uma melhoria: tem sido utilizado a '6' (posição do Idris, dando outro tipo de soluções com bola, apesar de menor poderio físico comparando com o senegalês), mas poderá fazer também a posição '8' (aproveitando a sua capacidade de passe). Espinho, Carraça e Samú completam as opções, talvez por esta ordem de protagonismo (e de contar também com Sparagna que poderá ser boa opção a trinco). Época de afirmação para Carraça e Samú? Mak é outra opção para o meio campo (ofensivo, ao que parece), veremos se consegue apresentar melhorias que são bem precisas nele.

Acerca do ataque, talvez o setor com maior ponto de interrogação. Dois pontos importantes: não há outro como Iuri, poderemos tirar mais partido dos avançados que temos comparando com Schembri (apesar do valor do maltês, contando que a sua saída nos permitiu avançar para outras soluções).
Renato, Rochinha, Bukia, Mateus e Yusu para  as alas, Bulos, Clarke e Ruiz para o centro (o panamiano também poderá jogar a extremo).

Destaque, claro, para a excelente forma de Rochinha (veremos se na ala ou no meio) e a mais valia Renato que, relembro, não foi titular em nenhum dos jogos de preparação (hipótese saída?!). Bukia apresenta as mesmas dificuldades (e os pingos de génio, aqui e ali), Mateus revela-se uma opção a ter em conta: experiente, bom tecnicamente, útil à equipa. Yusu, apesar dos bons sinais (e da inexperiência), poderá nao ser para já, Clarke veremos como se adapta. 

Em relação ao empréstimo (um, e chega), não façamos um drama por um jogador com a qualidade extrema do Iuri já não fazer parte do plantel. Diferente: Iuri veio para criar, para ser a solução de uma Equipa que muito precisou do seu génio; não é expectável o mesmo em relação ao Ruiz. Primeiro porque não precisamos (a ideia é a Equipa conseguir criar por ela própria), segundo porque é um jogador de caraterísticas diferentes, que nos podem ser igualmente (ou mais) úteis.


Acerca do sistema e da abordagem que fazemos ao jogo, poderá estar aqui a grande evolução. Treinador para isso temos, sinais que as coisas estão a ser trabalhadas nesse sentido também, melhor e mais equilibrado plantel ajudam nesse sentido. Boa circulação e posse de bola, mais autoritários no desafio, com maior iniciativa, igualmente coesos no meio campo e seguros no último reduto. Sobretudo, não termos que nos adaptar tanto ao adversário e moldar a nossa abordagem consoante o desafio, ao invés, tomarmos nós conta do jogo, termos nós a iniciativa, obrigar os outros a anular o nosso jogo. Mais ou menos esta a expetativa. Difícil, reconheço, mas olhando ao plantel, equipa técnica e, claro, nós Adeptos, há que estar otimista. Sempre como até aqui, porque só asssim conseguiremos: todos juntos.


Bitaite para o onze de mais logo:
Vagner / Mesquita, Rossi, Sparagna, Vitor Bruno / Idris, Tahar, Espinho / Renato, Rochinha, Clarke.
Dúvidas muitas (laterais e frente de ataque principalmente), importante é como vamos jogar, com que mentalidade e dinâmica. Não há como não confiar.


Força Boavista!