sábado, 26 de janeiro de 2019

JS de Saída



No mínimo, confuso. Não escondo a admiração que tenho por JS, assim como julgo que o melhor para a Equipa seria reforçar o plantel e aumentar as opções ao treinador (como falado num post recente).

Rapidinho que a calma é pouca e a desilusão alguma, os factos:

- porquê (só) agora? Há oito dias, segundo a direção, existiu uma reunião e achou-se melhor continuar com o treinador. Chegaram reforços, saíram jogadores, entretanto resolve-se pela rescisão. Fácil de ver: passou-se algo. Discordância nos decisões a tomar sobre o plantel? É uma hipótese, a mais provável, entre outras.

- tal como da última vez, o ponto positivo pode ser mesmo o nome do substituto. Vidigal, apesar de tudo (e do risco), poderá ser uma boa solução (a melhor possível...).

- reforços, seja qual for o treinador, para já são curtos. Bueno é um Rafa Lopes espanhol, talvez com mais qualidade e experiência. Não chega.

- haja fé.


Força Boavista!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Saídas e Entradas


Mercado agitado para os nossos lados. Para já:

Saídas confirmadas são duas. David Simão, o nosso melhor jogador, e Paciência, um valor para o futuro.
Relativamente ao médio, compreensível incapacidade de negociar com o jogador a renovação do contrato, pelo que este seria o desfecho mais esperado. Perdemos desportivamente, muito dificilmente encontraremos um substituto à altura (mesmo aparentemente desmotivado, tem muito mais qualidade que qualquer outro do plantel), mas o valor da transferência pode ser útil para o reforço do plantel.
Relativamente ao avançado, aposta ganha. Fomos contrata-lo a custo zero, marinou nos juniores e na 'b', foi vendido. Venham mais destes. Como disse acima, Vasco será um valor de futuro, mas o que importa mesmo é o presente. Mais algum para, claro, permitir aumentar as opções do Jorge Simão.




Reforços também são dois, uma incógnita e um valor, em princípio, seguro: Sauer e Perdigão.
Sauer será médio ofensivo podendo também jogar a extremo. Incógnita, mas vamos aos factos: 18 vezes titular em 20 possíveis no quinto classificado do campeonato búlgaro; uma passagem pela Coreia antes de rumar à Bulgária em 2017. Faz lembrar Diego Lima... melhor esperar!
Perdigão é, em teoria, bem pescado. Tem qualidade, foi opção no Chaves, sempre como titular, até meio de dezembro, depois de nas três últimas épocas ter efetuado perto de 70 jogos pelos transmontanos (6 golos).


Esperemos pelo desfecho da situação do Gonçalo Cardoso, mas a ser vendido pelos valores que se falam é extremamente positivo. Prioridade mesmo, caso se confirme a saída, é a entrada de um central que pegue de estaca na defesa. Arriscadíssimo dependermos de Raphael e Sparagna...

Novela Rochinha, é chato mas há que ter paciência. Aqui para uma opinião mais sustentada teríamos que saber o teor das negociações o que, obviamente, todos desconhecemos. Ofereceram pouco? Pedimos demais? Muito provável que as condições não nos tenham agradado e, como tal, há que manter a postura e não deixar saír o jogador. O problema é que se perde o encaixe financeiro (ou jogadores em troca) e o desempenho desportivo. O erro, à semelhança do David Simão, poderá ter estado na incapacidade em renovar o contrato ou, quanto muito, não o vender a um dos perto de 400 clubes que demonstraram interesse no jogador no último verão.
Treinar à parte, não ser opção, longe de ser o ideal é uma atitude que devemos respeitar, até porque, repito, não sabemos a sua postura relativamente ao Clube nem pormenores das suas próprias exigências.


Concluíndo: é preciso mais. Central, laterais, médios, avançados, é por onde der, já que em todos os setores quaisquer melhorias serão úteis.

Nota final:  Transparência = Assembleia de Associados a realizar no final da janela de transferências. Aguardemos.


Força Boavista!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Ponto da Situação


...

Não está fácil, como era previsível há uns meses atrás. Comparando com as restantes 4 temporadas desde o regresso, só em 15/16 o registo era pior: apenas 3 vitórias, menos uma que atualmente e abaixo da linha de água. Na altura acordamos a tempo: mudamos de treinador, reforçamos bem no mercado de inverno e conseguimos alcançar uma dinâmica que nos tirou dos lugares de descida.

Mas então que motivos para este tão baixo rendimento, ainda para mais numa temporada que tivemos imenso tempo para preparar, que era tida como mais um capítulo no dito crescimento sustentado? O treinador? Os jogadores? Os Adeptos? A estrutura? Na minha opinião: o projeto (ou mesmo a falta dele). "Crescimento sustentado" é das expressões mais bem conseguidas pelos nossos responsáveis e também das mais enigmáticas e problemáticas, das mais 'non sense'; ou seja, entra bem no ouvido, dá jeito nas discussões e fica bem nos jornais, mas o conteúdo é zero ou perto disso. É bastante provável que os problemas resultem do caos financeiro que vivemos, mas é um facto que estamos ainda longe de podermos usufruir de alguma estabilidade nesse capítulo com impacto positivo na Equipa, se bem que seja louvável a intenção de dar imagem do contrário. No final, isso paga-se e não sai nada barato.

Comecemos pelo treinador. Ao contratarmos Jorge Simão não contratamos só um treinador, compramos uma ideia. Sim, é assim que se cresce no actual Futebol. Crescemos na mentalidade, evoluímos no jogo. Podemos não ganhar a tudo e todos, mas começamos a desbravar um caminho, a construir uma identidade, mantendo os apelos à raça e atitude mas com a intenção de subir um pouco em todas as outras componentes do jogo, que é o que realmente faz a difrerença. Deveria ser esta a leitura depois de certa a permanência do técnico no início da temporada.

Primeiros revés: a formação do plantel. E aqui a questão central: formamos o plantel tendo em conta a ideia de jogo do treinador ou  escolhe-se o treinador que melhor se adapta às caraterísticas dos jogadores? Ideia que fica: faz-se o plantel que se puder, da forma como se conseguir, com uma boa dose de fé que não dá para mais. São precisos meses para se preparar minimamente os centrais para a nossa Liga? Força, tem que haver tempo. Não são os jogadores do setor defensivo os ideais para aquilo que se pretende? Paciência, não dá para saír a jogar temos lá o Neris para bater bola. Têm os jogadores de meio campo as caraterísticas para colocar em prática aquilo que se pretende para a Equipa? Não, mas tenta-se com estes, muda-se se fôr preciso, tenta-se fazer com que o Idris consiga fazer dois passes seguidos (e até já faz mais!). Trabalha-se, muda-se para algo mais condizente ou tenta-se evoluir para um patamar aceitável, mesmo mantendo um mínimo de fidelidade à ideia.
A questão: deveríamos mudar a mentalidade e adaptar o nosso estilo de jogo a este plantel? Provável que sim, aceito essa opinião, se bem que considere de resposta bastante difícil. Mas, para isso, o primeiro erro é a escolha do treinador: um qualquer Inácio serviria.


Vamos ao plantel e recordar o que se escreveu aqui no início da época e, acredito, então a opinião da maior parte de nós.
Confirmaram-se os problemas no setor defensivo. Apetece perguntar: era assim tão difícil perceber que o resultado seria, muito provavelmente, este? Raphael Silva, Neris e meio Sparagna, ainda houve discernimento (e coragem!) para promover um jovem de 17 anos ao plantel sénior, porque assim foi preciso. Gonçalo é de um valor inquestionável, mas não deixa de ser um jogador com idade de primeiro ano de junior, a fazer os seus primeiros jogos de sénior num contexto exigente como uma Primeira Liga. Depois, claro, paga-se a fatura, por muito bom (e é!) que seja o trabalho feito com os jogadores.
Havia dúvidas naturais a respeito da condição do Edu Machado, apostou-se num jovem da formação com passado como médio para alternativa. Idêntico, mas pior, do lado contrário, com Talocha e... Samú.

Idris e Espinho não vão para novos, seria preciso segurar um valor como David Simão, seria urgente encontrar alternativas. Arriscou-se com um jogador que efetuou 16 jogos nos últimos 2 anos e meio, com um outro com vasta experiência na divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, e contratou-se Rafael Costa, um bom valor ex-Moreirense. Compôs-se o ramalhete com a inclusão no plantel de um médio já por duas vezes dispensado. Tarefa fácil? Deixo ao critério de cada um.

No ataque, o mesmo diapasão e ainda mais fé que as coisas vão correr pelo melhor: acreditar que o ponta de lança vai ser goleador, como que a dar sequência aos 12 golos apontados nos últimos três anos, na Malásia, em Malta e no Desportivo das Aves; acreditar que Claro e Índio são opções válidas no imediato, após não o serem num recém despromovido, ou ainda perceber que o maior problema do Koneh está longe de ser cardíaco. Rafa Lopes sim, destoa dos demais, mesmo sem deslumbrar ou incapaz de resolver por si só todos os problemas que nos deparamos na finalização. Ah!, e mais uma vez para compôr: Ronald, recusando-me a referir Yusu. Duas semanitas, né? Nem é preciso, Rochinha e Mateus resolvem. Fé.


Confuso este parágrafo sobre o plantel? Compreensível, não é para menos.
Presentemente e julgando com os dados que temos: Rochinha é uma autêntica incógnita perante os últimos acontecimentos; David Simão e Gonçalo (ao que tudo indica) proporcionarão um bom encaixe financeiro.

Simples: continuar a acreditar no valor do treinador e proporcionar-lhe mais e melhores valores no plantel. Reforços, mas a sério, do género dos que as equipas nossas concorrentes estão a fazer.
Complicado: contratar um outro treinador (o Mota está livre e talvez seja o melhor para quem quer mudar!) e, igualmente, fortalecer a equipa e opções.


Última nota para nós, Adeptos. Quando perdemos há falta de atitude, de raça e querer. Ganhando, já os ordenados estão em dia e a união em prol dos jogadores merece aplausos, cânticos e agradecimentos.
Discordo disto.
Pergunto: onde entra o fator qualidade aqui? A insuficiência? Os erros da Equipa técnica?
O que assobiamos? A falta de entrega ou a falta de qualidade? E para quem deve ser direcionado esse desagrado? Só para os jogadores, como um todo? Ou para os verdadeiros responsáveis?


Em suma: dois, três, cinco, os reforços que forem possíveis, mas que venham e que sejam isso mesmo: reforços. Que acrescentem qualidade no imediato.
E não, a malta não está para comer sono às colheres, o mal está identificado e não é o treinador, como alguns querem fazer crer. É o plano, é o projeto, é o que queiram chamar.


Força Boavista!

sábado, 1 de setembro de 2018

Vamos a Eles: Santa Clara

Tem sido complicado colmatar a ausência de Idris nos jogos anteriores. Esta época temos mais e sobretudo diferentes opcões. Face à ausência de Obiora, temos Sparagna (opção mais defensiva, já alguns jogos naquela posição), Rafael Costa (tem sido a primeiro médio a saír do banco, no último jogo mostrou que pode fazer aquela posição) e, um pouco mais arriscado, recuo de Espinho e um médio ofensivo (Rochinha, Mateus na ala?) na posição habitualmente ocupada pelo Fábio.

Qual a vossa opinião? Optaria pelo Rafael Costa, mas qualquer uma delas parece-me possível.

Isto tem que ser como uma final. É ganhar e siga.

Força Boavista!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Mercado



- último dia de mercado. Prioridades: não perder ninguém e não estragar o quede bom já foi conseguido. Além do rumor Rochinha (347° clube interessado no jogador), esperemos que não haja surpresas de última hora ou um qualquer súbito interesse, por exemplo, no David Simão. Fechando tudo como está, julgo que nos poderemos dar por felizes.

- já aqui falamos num artigo recente: um extremo (homem para a frente, digamos) e um lateral (esquerdo, de preferência), serão as lacunas mais evidentes do plantel.
Com a permanência de Tahar ficamos com 5 médios, em princípio para dois lugares (retirando o médio ofensivo da equação). A recuperação ou não de Yusupha terá influência direta no que toca aos avançados: Falcone parece curto, Rafa ainda não se percebeu muito bem o que pode emprestar à Equipa, Paciência é uma incógnita, terá mesmo que se ter a certeza que Yusu poderá voltar com um risco reduzido de ser um jogador demasiadamente propício a ausências prolongadas.
Na defesa, insisto que, mesmo podendo ser suficiente este leque de opções, é arriscado. Arriscado devido ao numero de centrais (contando com Sparagna serão quatro, sendo que só este tem experiência de Primeira Liga), e aos laterais. Na esquerda, fé na aptidão de Samú para a posição, na evolução do Carraça, na recuperação total do Edu e na regularidade de Talocha. Tudo pode correr pelo melhor, mas parece-me demasiado arriscado.

- Koneh. Alguma confusão para algo que será até simples de perceber.
A posição oficial do Clube a respeito do contrato do jogador é bastante clara: "rescisão com mútuo acordo", não sendo adiantados os motivos para tal. Soube-se mais tarde que poderia haver complicações de saúde, o Clube terá sido informado da incapacidade do jogador, avançando para a rescisão, exclusivamente por esse motivo ou não. Pouco interessa. O "mútuo acordo " elucida qualquer situação menos clara.
Se exames posteriores provam o contrário, ainda bem para o jogador. Se a possível doença fosse a única razão para a rescisão, poderia não ter existido "mútuo acordo" ou, clarificando a situação, o Clube poderia voltar a contar com Koneh, retomando o contrato anterior. Se isso não acontece, é porque simplesmente não há interesse do Clube.

- o homem para a frente já está: Ronald, extremo de 1,60m e 21 anos. Chega do Brasil e não adianta babarmo-nos com os videos dos melhores momentos. É esperar e ver o que vale. Rochinha, Claro, o próprio Yusu, Mateus e agora Ronald, são os homens para as alas que temos. Falta ver o Índio, que julgo poder ser opção para o meio campp ofensivo e não na ala, mas veremos mais à frente.


Força Boavista!







segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Assalto


Jogão. Dois exércitos bem alinhados, armas em punho para esgrimir argumentos à medida de cada um, prontos para a 'batalha', leal e ordeira pela conquista e defesa do castelo. Bonito, pah! O Futebol fora estarolada, como eles não sabem nem querem saber, tem uma enorme beleza. Mas depois há o cunho, o cheiro a grandismo, a perseguição, a relembrar que o velho sistema ainda aí está: os verdadeiros ladrões mais oportunos e armados que uma equipa swat que, neste caso, decidiram roubar os 'assaltantes' do Castelo. À descarada, como habitual.

Numa só imagem, as figuras do jogo: a Equipa, os Adeptos, Edinho e Ruim Costa.


Apenas uma alteração no onze: André Claro no lugar de Mateus e dúvidas desfeitas: mesma dupla de centrais, Carraça e Falcone a manterem os lugares.
Entrou melhor a equipa da casa, tendo nós imensas dificuldades para suster a boa circulação do adversário e conseguirmos saír em ataque organizado. Após os quinze minutos, e através da profundidade de Claro e principalmente de Rochinha (quase sempre bem lançados por D.Simão), conseguimos esticar e dividir o jogo e a posse de bola, também as oportunidades. Ameaçamos por duas vezes, fomos eficazes à terceira.
Segunda metade com a mesma toada, ainda assim a segunda grande situação de golo foi nossa, através de um remate de David Simão. A partir daí, tivemos ainda mais dificuldades, não só por força do adversário, mas sobretudo pela expulsão de um dos médios centro. O que até aí estava controlado (obrigávamos e bem o Feirense a abrir o jogo pelas laterais, facilitando o trabalho da defesa), passou a ser um problema, pese embora a boa entrada de Rafael Costa. De uma situação de equilíbrio na posse de bola (53/47) passamos para uma situação bem mais difícil (70/30). Passou então a ser pela zona central (e também nas bolas paradas) que o Feirense nos criou maiores problemas. Valeu-nos Hélton em algumas situações e o acerto dos centrais noutras.

Em suma, num desafio de grau de dificuldade elevado, dadas as duas equipas adversárias, conseguimos ser eficazes o suficiente para arrancarmos um difícil ponto. Não fomos brilhantes - longe disso - mas tivemos uma imensa alma, uma enormíssima atitude e soubemos ser uma equipa aguerrida e sempre concentrada nos vários momentos do jogo.

Individualmente.

Helton - como já foi dito anteriormente, seria a posição mais difícil de colmatar dada a saída de Vagner. O nosso guarda redes foi eficaz a saír dos postes, brilhante entre eles. A defesa ao remate de Vitor Bruno (o único lance em que fomos beneficiados - foi assinalado pontapé de baliza) é do outro mundo.

Centrais - eficazes a limpar os lances aéreos, com mais dificuldades na bola rasteira, foram resolvendo bem os problemas. Neris poderia ter feito maior oposição no lance do golo do Feirense, ainda assim uma exibição positiva da dupla, a dar sinais de alguma evolução. Na saída de bola, simplificaram.

Carraça - condicionado desde muito cedo, manteve a calma que lhe era exigida para não colocar ainda mais em perigo a Equipa. Sofreu, deixou escapar o adversário uma ou outra vez, mas acabou por ter uma prestação positiva. Ainda assim, alguma curiosidade para o próximo desafio: continuará no fio da navalha para segurar o seu lugar. Acabou, e bem, a Capitão.

Dupla de médios - Simão o habitual, pareceu-me ainda mais intenso na disputa de bola, tendo um papel fundamental do ponto de vista defensivo quando o companheiro de setor foi expulso. Correu, tapou buracos, e ainda foi tendo tempo para organizar o que pôde. Idris eficaz na função principal, enorme intensidade na zona central e a conseguir alguns desarmes importantes, dando a possibilidade à Equipa de poder contra atacar. A expulsão pareceu pré-concebida, falaremos disso mais à frente.

Rochinha - a par de Helton o nosso melhor jogador. Meio golo é dele (o outro é do autor do passe, a meias com Falcone), teve algumas investidas perto da área adversária: umas vezes criando perigo, outras travado em falta. Melhorou imenso no aspeto defensivo, mais concentrado e disponível para tapar o espaço central, quando a bola no lado oposto, assim como a ajudar o lateral com a bola no seu lado. Muito positivo.

Falcone - de novo: muito esforço, alguma utilidade dada a sua apetência nos duelos aéreos, mas pouco mais. Ajudou a acabar com a malapata dos penaltys.


Relativamente ao árbitro, surreal a sua atuação e, sobretudo, a sua notória intenção em nos prejudicar. Começou cedo a dar sinais, mais precisamente aos 6 minutos: o amarelo ao Carraça é despropositado, não só pela falta mas também pela fase inicial do desafio. O descontrolo (de todos os intervenientes, arrisco a dizer) começou aí. Não seria grave se mantivesse o critério, algo que não aconteceu. Foram mais vinte faltas na primeira parte, nenhuma mereceu outra admoestação. Estaria concerteza à espera do mais pequeno deslize do nosso lateral. A outra falta que, segundo Ruím Costa, mereceu ação disciplinar foi a do nosso Capitão. Segundo a sua sinalética, pela sequência de faltas: foi a sua terceira, tantas quantas a de Vitor Bruno, por exemplo, que conseguiu passar impune ao rasteirar um adversário a um metro da pequena área. Isso mesmo, leram bem.

Não sabemos o que Idris disse ao árbitro, claro, sendo provável que lhe tenha dirigido algum insulto, apesar de ser difícil de acreditar que tenha sido o primeiro a fazê-lo. A forma como o fez, convenhamos, foi extremamente cuidada: não esbracejou, como vimos alguns jogadores do Feirense a fazer; não o fez a centímetros do árbitro, como tantas vezes vemos; não atirou com a raiva na bola, como vimos Vitor Bruno fazer junto à lateral; nem sequer vimos nenhum jogador do Boavista a pedir cartão (algo punível) como fez Crivellaro, esse sim, a menos de um metro do aparelho auditivo do árbitro.

A reação de Idris ao abandonar o relvado pode e deve ser criticada. Mas vamos pedir calma e tranquilidade (mais ainda que a que ele teve) perante tamanha injustiça? Vamos pedir gelo num ambiente tão fervoroso? Já sei que falarei contra a vontade de alguns de nós, mas num momento em que toda a comunicação social e a própria Liga (assim se espera) vai caír em cima do nosso Capitão, rebaixando-o para níveis inaceitáveis quando comparado com outros casos idênticos, não deveremos ser nós a saír em defesa de quem tão bem nos representa e defende? Julgo que sim. Aliás, penso que quando esfriarem um pouco mais as cabeças, a união em prol do grupo, em particular do Idris, deverá ser uma realidade. A reprovável reação a quente foi, afinal, resultado de uma surreal sequência de acontecimentos. E todos sabemos: com a Pantera não se brinca, muito menos se goza.

Mais duas situações que provam o pré-concebido roubo descarado. A falta sobre Rochinha, mantendo o critério que o árbitro teve nas 40 faltas assinaladas (!), tem que ser marcada. Nem será preciso falarmos em VAR, nada disso. Até aí, foram 32 faltas marcadas e façam este exercício curioso: comparem a falta que resulta no amarelo ao Idris com a falta do defesa do Feirense sobre o Rochinha que acaba por resultar no golo do empate. Pois... inacreditável.
A outra situação verdadeiramente surreal, é o amarelo guardado no bolso dos calções, depois de o ter tirado do bolso da camisola (onde eles estão!) para mostrar pela segunda vez a Crivellaro. Não há palavras, não há vergonha na cara.
Também nos bancos o critério foi ridículo. Duas expulsões do nosso lado, quando do outro foram várias as vezes em que os assentos ficaram vazios por vários minutos. Houve até, do banco, quem reagisse contra os nossos adeptos, algo que eu não perdoou a um profissional. Tudo nas barbas do árbitro assistente e do quarto árbitro. Uma expulsão do lado do Feirense sim, do responsável pelos equipamentos, ao ajoelhar-se no relvado depois do golo. Cheiro intenso a uma pretensa compensação...



Não nos vão derrotar. Juntos, somos e seremos mais fortes que aquilo que pensam. Como eles se lembrarão, se assim o quiserem.


Força Boavista!

sábado, 25 de agosto de 2018

Vamos a Eles: Feirense




- do jogo com o estarola vermelho, uma série de fatores a convergirem para uma derrota que custou a digerir. Insosso, frio, um jogo e um jogar que souberam a pouco.  Já sabemos como tendem a ser estes desafios contra equipas com orçamentos tão díspares do nosso, mas custa em particular quando parecemos um pouco desligados do jogo, quando oferecemos a vantagem ao adversário, quando não temos argumentos para esboçar uma reação (ou quando o estávamos a conseguir, sofremos o segundo). Não resultou a estratégia, os erros individuais precipitaram o desfecho.

- sábado deu para confirmar alguns receios a respeito da defesa, principalmente dos centrais. Menos bola aérea e a maior circulação do adversário complicaram as ações, mas foi novamente na saída de jogo que revelaram maiores dificuldades. Foram dois golos e mais alguns erros que, a este nível, geralmente significam derrota. Veremos como vão evoluir, mas é bom que o façam o quanto antes.

- amanhã jogaremos com um dos líderes, o único sem golos sofridos. Mesmo sendo numa fase inicial, acho que devemos desde já catalogar estes jogos como 'finais', a relembrar a época do Regresso. Três próximos desafios com concorrentes diretos, seria um passo de gigante fazermos 7/9 pontos. Um primeiro passo para aquele que julgo ser o objetivo mais cobiçado por todos nós: um upgrade ao objetivo 'manutenção' o quanto antes.

- Dos quatro desafios que realizamos esta temporada, será o que maiores dúvidas surgirão a respeito do onze.
Na defesa, Helton e Talocha deverão manter os lugares, Carraça e um dos centrais poderão não ter a mesma sorte. Curiosidade para perceber se Edu tem condições para ganhar a lateral, assim como Sparagna se será alternativa para o eixo da defesa.
No meio campo, julgo que a dupla Idris/Simão será para manter, assim como Espinho a médio mais ofensivo (julgo pouco provável a entrada de Rafael Costa para o seu lugar).
Na frente, as maiores dúvidas. Falcone (fo**-se, um 'matador' tinha dado aquela machadada logo nos primeiros minutos...), apesar do esforço e utilidade, é provável que ceda o lugar a Rafa Lopes, desde que fisicamente já apto para a titularidade. Nas alas, Rochinha, Mateus, Claro e mesmo Rafael Costa para dois lugares. Rochinha e Claro na frente? Falcone e Mateus como suplentes?

Importante é manter e melhorar a ideia de jogo que Jorge Simão pretende para a Equipa. Veremos se conseguimos evoluir um pouco mais, como até aqui. Devagar, mas pacientemente e de forma consistente, estou confiante que vamos conseguir.


Uma certeza: apoio não faltará. Todos juntos, nos melhores mas principalmente nos momentos mais difíceis, lá estaremos em peso, desta vez a ajudar no #assaltoaoCastelo.


Bitaites para o onze: Falcone ou Rafa? Rochinha em que posição? Opinem de vossa justiça.
Até amanhã.

Força Boavista!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Efeméride


Faz hoje 39 anos que a Supertaça teve a sua primeira edição, corria a época 1978/79.

Deixo-vos uma imagem, que vale mais que mil palavras; e umas palavras, que valem concerteza mais que mil imagens.

Onze inicial do Boavista, final da Supertaça 78/79

Depoimento de Albertino Pereira, ex-jogador do Boavista, à época nos andrades:

«O Boavista venceu-nos nas Antas, mas a taça foi entregue pelo “correio”… O capitão deles teria de ir lá acima à tribuna receber o troféu, mas os sócios do FC Porto zangados com o resultado acabaram por bloquear a passagem e aquilo só se resolveu entregando-o mais tarde. Não foi bonito, mas eram tempos em que a rivalidade fervia mais…». Esses telhados... faz lembrar a história da centralização, a Nacional vs Regional.


Parabéns a nós. Força Boavista!

Pantera Escondida #3 - Roland Linz




Eu avisei que era fácil: Roland Linz, o avançado austríaco que passou pelo nosso Clube de 2006 a 2008, oriundo do Sturm Graz, marcando 11 golos em 33 jogos. Transferiu-se para o Braga ainda decorria a época 07/08, passando depois por Suiça, Turquia, Áustria e Tailândia, antes de acabar a carreira em Portugal ao serviço do Belenenses em 2014.

A foto é a do jogo contra o estarola vermelho, curiosamente também à 2ª jornada do Campeonato 06/07, no Bessa. Vencemos por 3-0, dois golos do austríaco e um do polaco Kazmierczak (aquela chapelada ao Quim...). Foi um início de época bastante atribulado graças ao episódio 'Judas', com origem no nosso vizinho do lado, como se lembrarão. O treinador de então (por pouco tempo o seria, substituído por Pacheco) era Petrovic, e do nosso plantel faziam parte dois Campeões, William e Mário Silva (ainda hoje tenho dúvidas se podemos chamar Campeão a Khadim...). Zé Manel, Tiago, Grzelak e Lucas também integravam o plantel. E, claro, Fary.
Do outro lado, jogavam Nélson (o defesa direito que passou por cá), Nuno Gomes e o nosso Petit. Os dois últimos acabaram expulsos (acabaram o desafio com 8 jogadores...).
Acabamos em 10º, num campeonato com 16 equipas.

Fiquem com o resumo do jogo, vale a pena rever:



Parabéns ao Francisco Magalhães, o primeiro a acertar no nome do austríaco.

Força Boavista!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Pantera Escondida #3




Fácil, fácil, só mesmo um pretexto para se recordar bons tempos.

Quem é o jogador? Aceitam-se apostas, o primeiro a adivinhar vence. Batota não vale.