Naquele que foi - muito provavelmente - o jogo com maior grau de dificuldade desta temporada no Bessa, a equipa portou-se à altura, não defraudau expetativas lutando contra a teórica superioridade do adversário, foi competitiva e lutou pela eliminatória até ao último minuto. Entramos arrojados, com a equipa e sistema tático que tem sido habitual, mesmo tendo pela frente o terceiro classificado da segunda liga. Se pagamos caro pelo atrevimento numa primeira parte em que - mesmo sendo inferiores - não fomos felizes, fizemos pela vida no segundo tempo, provocando e aproveitando bem a superioridade numérica.
Duas partes bem distintas. Na primeira, apesar de entrarmos melhor (pertenceu-nos o primeiro lance de perigo), sofremos golo na primeira jogada ofensiva do Portimonense. Acusamos, no meio campo defensivo Navas foi pouco para suster a pressão e melhor posse de bola do adversário, continuando a equipa a perder várias bolas na fase inicial de construção, permitindo ataques perigosos, um dos quais a traduzir-se em mais um golo (erro de Campinho). Passada a pior fase do jogo para nós (em que o 0-3 esteve até perto), reequilibramos até ao intervalo, desperdiçando ainda uma boa oportunidade de golo.
Segunda metade bem diferente, conseguimos minimizar a diferença de argumentos e experiência entre as equipas, em muitos momentos do jogo. Entramos fortes e pressionantes, reentrando na discussão do desafio aos quinze minutos, já em superioridade numérica e depois de alguns lances a rondar com perigo a baliza adversária. Tentou-se, a equipa empolgou os adeptos, pressionamos o último reduto adversário, com intensidade, mesmo acusando algum crescente desgaste.
Hoje fomos infelizes nas bolas paradas o que, dada a quantidade, foi pena não tirarmos daí mais partido. Acabamos com a carne toda no assador, faltou-nos futebol direto mais deliberado nos últimos minutos, mas acabamos como começamos a segunda parte, por cima.
Apesar de derrotados, de louvar a atitude da equipa. Petit esteve bem durante o jogo, leu rápido a inoperância de Samú, reagiu e arriscou quando devia, devolveu atitude à equipa depois do intervalo.
Sinceramente, esparava um meio-campo mais comedido, talvez com um médio mais defensivo em deterimento de Samú, acrescentando consistência e dando mais iniciativa de jogo ao adversário. Petit decidiu manter a identidade que quer implementar na equipa, mesmo num jogo com esta dificuldade, encarando de frente e com postura de olhos nos olhos o adversário. Também é assim que se cresce, sem dúvida.
Individualmente, destaque para Carraça, gigante no meio campo axadrezado.
Merecidos os aplausos dos adeptos axadrezados à equipa, no final do jogo.
Foco total no campeonato, onde continuaremos a entrar para ganhar em qualquer campo, em todas as jornadas.
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domingo, 22 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Vitória na Taça
Sofreu-se, nunca tivemos o jogo verdadeiramente controlado, podia ter caído para qualquer dos lados dadas as oportunidades, o que sobrou na entrega faltou na inspiração, mas vencemos na Taça, cinco anos depois da última vez. Isso era preciso, era um dos objetivos e foi conseguido. Outros, como o de chamar mais público ao Bessa, só mesmo com mais vitórias. Pelo menos.
Quanto ao jogo, entramos mal, em parte fruto da estratégia de futebol direto e da incapacidade em conseguir saír a jogar ou fazendo sequer alguma posse de bola.
No onze, duas ausências em relação ao último jogo, Zé Manel e Luís Neves, dos melhores contra o Sousense. Navas entra para médio mais recuado e Bobo para avançado, mantendo-se Samu no onze, mas numa das alas, ao contrário do jogo para o campeonato. Com o brasileiro a trinco, perde-se capacidade de construção e circulação de bola, agravada com o posicionamento de Samu (mesmo que mais interior que o ala direito Julian) e com a quase 'exigência' de jogo direto e de costas para a baliza de Fary e Bobo. Carraça limitado no espaço e nas opções de passe era pouco, muito pouco no meio-campo, prova disso a nossa primeira jogada de perigo (a anteceder outras duas, no espaço de 5 minutos) só surgir aos 25 minutos, numa das primeira investidas pelas alas com sucesso, com Hugo Costa e Julian (já na esquerda) a revelarem de novo bom entendimento.
Mesmo nunca nos deixando sufocar e conseuindo dividir os lances de perigo junto às áreas, continuavam as dificuldades para construir ou conseguir fazer uma ligação defesa ataque. Na defesa, de novo Ricardo a revelar bom ritmo, a varrer o que ia passando e o que fluía por Pedro Costa, o pior da tarde, complicativo e intranquilo, quase nulo a atacar e cedo a rebentar.
A tentar corrigir a ala direita, surge a pior fase do jogo para nós: Carraça na direita e Rui Gomes para o meio campo, quase nos fez entrar em colapso. São Marco e chances de golo (daquelas 'ai jejus') desperdiçadas pelo adversário fez-nos manter em jogo e na taça.
Tivemos sorte e oportunidade de ir a tempo. Com Miguel Cid sim, conseguimos equilibrar, ganhando estabilidade no meio campo e dando protagonismo a Rui Gomes e a algumas saídas para o ataque bem conseguidas. No prolongamento...
Não é pelas bolas paradas que pecamos, voltamos a ser fortes, a defender e a atacar, surgindo de um desses lances o golo da vitória. A partir daí com superioridade numérica e mesmo com algum sofrimento, conseguimos ser seguros, até estar perto do segundo golo.
Petit e Navas expulsos (o brasileiro depois do final do jogo), são baixas para a receção ao Freamunde, clube recém despromovido da segunda liga.
Em suma, um jogo confuso e complicado do Boavista, salvo pelo resultado e ainda bem que neste caso podemos aprender com uma vitória. Para a história o regresso às vitórias na Taça, que fugia desde 2008.
No Bessa, poucos mas grandes.
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