sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ecletismo


17 modalidades, 1500 atletas, formação e competição.

Vale a pena ler, até para percebermos o que somos, como vamos conseguindo crescer e o que queremos para o futuro.

Aqui: Ecletismo Axadrezado - A Preto e Branco.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Teste em Gondomar



Segundo jogo no espaço de 24 horas (até menos), terceiro em quatro dias.

Mais que um treino de afinação ou de ganho de rotina, deu ideia que foi sobretudo um teste para se perceber quem está mais perto de saír do plantel ou até em melhor posição para lutar por um lugar nos titulares. Onze idêntico ao da última meia-hora em Matosinhos: Tengarrinha na direita (Mesquita ainda não estará a 100%, o que é uma pena), Hackman e Santos, Afonso (Alex Jr); Idris e Anderson, Ancelmo mais à frente, ataque Zé (Uchebo), Léo e Pouga.

Basicamente o jogo foi controlado por nós, uns momentos melhores que outros, só permitimos perigo junto a Mika nos últimos cinco minutos. Muita coisa 'emperrou' mas, como disse acima, julgo que era importante perceber que opções podem contar mais.


Individualmente:

Começar pelo pior: a lesão do Afonso. Assustou o aparato e a forma como é pedida a substituição, vamos esperar por notícias. Nem é bom pensar no pior (parece-me mais à frente na luta pela titularidade do que Correia). Alex Jr foi a opção (jogou uns 70 min), algumas dificuldades no pouco trabalho defensivo que teve, foi a atacar que se destacou. Enquanto lateral conseguiu subir e cruzar, depois da entrada de Correia desequilibrou como ala. Curioso, mas pode fazer pensar duas vezes acerca do futuro, ou se perdemos um lateral e ganhamos um extremo.
Hackman cumpriu e também mostrou que, dos centrais, é o que parte mais atrás. Um salto do terceiro escalão - como bem sabemos por experiência própria - faz com que precise mais de tempo que todos os outros. Veremos como está Vinícius e que prazo tem a lesão de Ervões para se perceber o que pode ser feito acerca do seu futuro.
Pouga está nos golos, ambos de cabeça, na pequena área e através de pontapés de canto. Em tudo o resto, ponta de lança pesadão, que joga com o físico e com ele tenta dar luta às defesas, bola mais puxada é dos defesas. É certo que a equipa não ajudou, mas em tudo o resto foi pouco eficaz. Poderá ser útil noutros momentos noutro tipo de jogos? 
Ancelmo não dá, pouco mais além de pormenores de um brasileiro com bons pés. Sem dúvida, a posição em que precisamos de reforço.

Idris mais móvel e em bom plano, Santos (tanto passe desmedido) e Tengarrinha a cumprirem, Léo e Carvalho a melhorarem um pouco em relação aos últimos desafios.
Samú pouco tempo e espaço, não conseguiu pegar no jogo, assim como Abner (que entrou para ponta de lança, poucos minutos).


Mesquita, Vinícius e Uche, vamos lá ver para o fim de semana. Torneio Capital do Móvel, bom teste contra o Paços (sábado às 20:30, em Freamunde), domingo à mesma hora em Paços de Ferreira.


Força Boavista!

Segundo Jogo



Mais um amigável de pré-época (menos para o Sampaio, pouco dado a essas cenas de amizade com adversários), mais um jogo para crescermos, ganharmos rotinas e corrigir erros tão típicos desta fase da temporada. Menos afoitos que no sábado, entramos idênticos na formação (dois médios à frente da defesa, Tengarrinha no lugar de Idris e Uchebo no de Zé Manuel).

Jogo com três 'partes': primeira meia-hora, mostramos um pouco do que de bom fizemos em Matosinhos, ao nível do coletivo e circulação de bola, ficando por cima e a jogar no meio campo adversário. Tentativa de sermos mais consequentes no último terço e no espaço entre linhas, entre a defesa e o meio campo defensivo contrários. Durou pouco, verdade, desligamos no último quarto de hora da primeira parte. Perdemos o equilíbrio e lucidez no meio campo (Gabriel e Tenga em bom plano até aí) com a linha defensiva, voltamos a sentir dificuldades para dar sequência à posse de bola quando pressionados e quando precisamos de explorar e descobrir espaços no último terço.
Últimos dez minutos, já com as alterações e graças a elas, voltamos a controlar e a conseguir criar algum perigo.


Algumas notas individuais, dos novos e não só:

Restam poucas dúvidas que Bukia irá ficar no plantel, falta saber quanto e como vai crescer. Voltou a mostrar bons pormenores, rapidez e aptidão para a marcação de bolas paradas. Vinte anos, duas semanas na Equipa... promete.
Olha-se para ele e parece demasiado pesado (vá, gordo!) para a posição. Puro engano, pelo menos ontem. Pela amostra, Gideão está aí para lutar com o Mika pelo posto. Duas defesas de grande nível, outras três intervenções em que mostrou segurança. 
Inkoom e Henrique de novo titulares na defesa, se bem que num patamar mais baixo que no sábado. O ganês teve dificuldades quando foi mais posto à prova, falhando algumas antecipações e pouco arriscando no seu corredor. O central com uma ou outra falha (segundo jogo desta dupla...), revelou eficácia no jogo aéreo, mesmo quando foi preciso encostar no avançado de costas para a baliza.
Gostei 'deste' Sampaio. Mostra confiança, é dos primeiros a berrar (no bom sentido) com os companheiros, nestes dois desafios não perdeu um lance de antecipação. Evidentes melhorias, veremos como vão ser os próximos tempos.
Meio campo da primeira meia hora: Tengarrinha e Gabriel em bom plano até aí, Diego Lima a ser o Diego Lima que precisamos... a espaços. Algo intermitente no jogo, dinamizou no último terço, descobriu espaços e ofereceu linhas de passe até desaparecer, dez, quinze minutos a vinte metros da bola. Reaparece e... outra vez o mesmo. Está no bom caminho, veremos como consegue estabilizar o seu jogo. Claro, volto a dizer, precisa[mos] de concorrência para o lugar. Samú é dali mas é diferente, outro estilo e rapidez (e até entrou bem).
As entradas de Idris, Afonso e Zé (mesmo Léo, desta feita um pouco mais produtivo) coincidem com as melhorias na parte final e não foi por acaso. Mais confiantes e identificados com a Equipa, a conseguirem estabilizar um pouco mais o nosso jogo.
 


Teste para crescer e venham mais. Gondomar, hoje às 17h.


Força Boavista!

domingo, 19 de julho de 2015

Rola a Bola!




Meio ano depois, cá temos os nossos rapazes de volta. E, pela amostra, com a mesma vontade e querer dos últimos tempos. E nas bancadas, também aí início promissor.

Entramos com dois médios de contenção (Idriss e Reuben) à frente da defesa (Inkoom/Sampaio/Henrique/Afonso), atrás de Lima; três jogadores na frente, Luisinho e Bukia nas alas, Zé no meio. 

Mesmo sendo cedo para grandes considerações, nota positiva para o coletivo, ou seja e para já, a identidade que se busca para a equipa, aquilo que os jogadores parecem querer assimilar e bem. Ligação entre os setores, preocupação em oferecer linhas de passe ao portador da bola, o que resulta num jogo mais pautado e de melhor posse; pressão sempre que possível, dos mais defensivos mas não só. Ainda no aspeto coletivo, destaque para os nossos alas e aquilo que se pretende de novo no seu jogo: mais interior que no passado - dos dois - maior aptidão para os laterais explorarem o jogo ofensivo e compensados pelo posicionamento da dupla de meio campo.

Estivemos bem até à hora de jogo, momento em que mudamos a equipa por completo. Até aí controlamos, depois mantivemos a superioridade até aos dez minutos finais (já com Carvalho a lateral, por acaso até nasce daí erro que originou o empate).


Individualmente e típico destes desafios, maior curiosidade para os reforços. Algumas notas:

- Henrique. Jogou no lado esquerdo da defesa, no lugar de Carlos Santos. Bom posicionamento e forta no jogo aéreo, esteve bem no pouco trabalho que teve para fazer.
- Boa primeira parte dos dois alas, Bukia e Luisinho; o primeiro na direita o outro na esquerda, o que também beneficia o seu jogo interior. Ambos com bons pormenores, tinha alguma curiosidade na posição do congolês, extremo/ala parece ser a sua posição, pelo menos para já. Boa nota também no plano defensivo, para alguém que se estreia nos profissionais e conta com apenas 20 anos. Luisinho começou mal, não perdeu confiança, esteve bem na maioria dos lances. Sobretudo, e para quem nunca o viu jogar ao vivo, mostrou qualidade (e até mais inteligência que o seu antecessor na posição). Bom golo (aliás, grande jogada no golo, incluíndo enorme assistência do Lima).
- Inkoom: confesso que estou um pouco pé atrás com os dois 'estrangeiros', talvez mais ao nível físico. Esteve bem, sobretudo a defender. Mostrou rapidez e intensidade, antecipação, bem na leitura dos lances na lateral. Muito positivo.
- Tinha curiosidade no Hackman depois da boa prestação no amigável de final de época. Não desiludiu, mesmo intranquilo no período menos bom da equipa.

Faltaram Mesquita, Alex Junior e Uche, talvez por motivos físicos temporários, já não há notícias de lesões complicadas (exceto o sexto central, Ervões). 


Numa primeira análise e olhando às prestações, é no meio campo ofensivo que temos menos opções. Lima esteve razoável - como nos habituou na ponta final da época - sobretudo maior intesidade, não se escondendo do jogo nem de vir busca-lo cá atrás com a função de o organizar. Mesmo nesse aspeto, ainda pode e deve melhorar, soltar mais vezes a bola mais cedo. Vamos ver os próximos tempos, já que vontade de melhorar parece que não falta. E será importante concorrência a sério.
No oposto, Ancelmo que foi mais do mesmo: bons toques num ou noutro lance, mais nada para além da lentidão. Se já parecia difícil, pelo menos assim continua. O Léo tambem muito idêntico ao que conhecemos dele.



Incomparável este plantel e pré-época com a anterior - mesmo vendo só um jogo - fruto do crescimento que conseguimos durante o último ano, dos reforços a tempo e horas, do trabalho da nossa equipa técnica. Bons sinais, o que pouco importa para já, sendo habitual desvalorizar as exibições nestes primeiros desafios quando as coisas correm mal, é prudente fazer o mesmo quando tudo parece ser melhor. Porque realmente é, mas para já não importa. Siga, quarta na Póvoa, segundo jogo de apresentação aos Adeptos.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Nojogo


Jornal OJogo no seu melhor.
Isto no dia seguinte ao início dos trabalhos, aos quais o jornal dedica 1/9 de página. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Embrulhem II

Post via facebook.

Como dizia no post anterior, ficar pela comunicação social (mesmo que muitas vezes sejamos obrigados a isso) é manter-se na ignorância. Afinal, o impedimento de novas inscrições de jogadores não só não é oficial como também não terá qualquer fundamento, como nos diz o comunicado do Clube.
Há momentos em que se justifica um esclarecimento, este é um deles.

Volto a lembrar, entrevista do Petit e de um jogador do Boavista, na Rádio Portuense Online, às 22h.

Fiuzadas

Post via facebook.

Pronto. Quem quiser perceber o que se passa é só ler o comunicado. Ficar pela comunicação social é manter-se na ignorância. E foi bom começar por relembrar a injustiça que fomos alvo e o que ainda está em falta, porque é, realmente, o mais importante e justo.

Basicamente, foi por causa disto:
"Não temos culpa que outros, com orçamentos 3 ou 4 vezes superiores, não tenham tido competência de gerir desportivamente as entidades que dirigem com sucesso, tendo no campo (e com justiça) baixado de divisão."

No dia do regresso dos nossos jogadores (menos Beck, a valorizar-se na GoldenCup...), foi pena a mancha Peter Jehle, a impedir-nos de fazer novos contratos. Esperemos que breve problema, até para mantermos a estabilidade que temos tido até aqui.
Para a semana começa a rolar e não esquecer hoje (22h) entrevista do Petit, na Rádio Portuense Online.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sintético ou relva? Erva.



Como podemos saír prejudicados:
- Não começar a época no Bessa. Primeiro jogo oficial ficaremos no sábado a saber se é na segunda ou terceira semana de agosto. Antes disso, o de apresentação e os treinos de adaptação do plantel.
- O problema do contrato com a empresa responsável pelo atual relvado e o que podemos perder pela quebra do mesmo. No mínimo, o que eventualmente deixamos de ganhar.

Como não saímos prejudicados:
- Faz-se as obras, a Liga adianta, o Clube vai pagando, próximo dia 18 está prontinho e impecável. E o de treinos também. Até dava para fazer transferência de fundos: é Liga, é FPF, vai tudo dar ao mesmo. Deve. Ou então falar com a autarquia Gaiense, especialistas nestas cenas de relvados e afins a fundo perdido. Mas vá lá, siga.

Como saímos beneficiados:
- Vamos lembra-los jogo a jogo que cá estamos e continuar a fazer do Bessa um inferno, cada vez mais. No ano passado conseguimos, esta época teremos que ser ainda mais fortes. Mas vão levar connosco.

O que é inaceitável:
- A decisão de proibição do sintétivo a duas semanas do início oficial da época.
- A forma como foi abordada a questão. Não teve o mesmo tratamento nem discussão prévia como os restantes assuntos tratados na reunião da Liga. Foi numa segunda votação que ficou decidida a proibição já na próxima época, sendo que na primeira a decisão só teria efeitos práticos para 2017/18.

Estranho os moldes em que isto se processa.

Enfim, é o futebol que temos. Só falhamos nos penaltys, no resto somos os maiores.

sábado, 27 de junho de 2015

Balanço 2014/15 - Coletivo

Três caraterísticas, ou etapas que fomos alcançando ao longo da época e que foram, em grande parte, a base do sucesso.


Mística.


Vínhamos de três derrotas, oito sofridos e zero golos marcados, lanterna vermelha na mão. Razão aos críticos e profetas da desgraça. Ainda com pouco futebol ofensivo que não o jogo direto, imensas dificuldades para sermos minimamente seguros defensivamente.
Soubemos sofrer em muitos momentos e ser unidos como equipa também dentro do campo.
Alma, entrega e atitude, foi o que tivemos em grande dose durante a época, bem visível nestes três desafios e ingredientes fundamentais para conseguirmos sete pontos em nove possíveis.
Foi essencialmente isso que nos fez conquistar os primeiros três pontos no campeonato, resistir aos nossos vizinhos e dar a volta ao marcador por duas vezes na importante vitória caseira frente ao Gil. Pontos arrancados a ferro, sem deslumbrar dentro do campo, mas de camisolas encharcadas de suor.

Essencialmente, Mística. Que se manteve durante a temporada.


Consistência.


Um género de reset na forma como defendíamos, revelando-se também uma evolução na forma como abordamos os desafios, mais condizente com aquilo que podíamos produzir. E também fomos crescendo nesse aspeto. Prioridade às trancas e à proteção à nossa baliza - deliberada e assumidamente - ir crescendo para o jogo consoante o que íamos conseguindo do mesmo. Mais confortáveis e menos expostos, menos propício a irmos demasiado cedo em busca do prejuízo como tantas vezes aconteceu no primeiro terço do campeonato. Por vezes feio, mas eficaz. 

Sete jogos (J7-J13), em média quase três golos sofridos por desafio. Uma vitória, no Bessa frente ao Penafiel, demasiado permissivos em Guimarães, Restelo, Madeira e mesmo em casa frente ao Paços. Problema principal, a leveza defensiva, os consecutivos erros que pagávamos bem caro.
A partir de Setúbal/Moreira, estabilizamos os centrais, acertamos na lateral (finalmente!), evolução no meio campo, a resultarem num acréscimo de segurança defensiva. Fomos crescendo, evoluíndo, conseguindo esticar um pouco o nosso jogo, mas sem colocar em causa a progressão nesse capítulo que havíamos conseguido. 


Competência.


Houve, claro, alguns momentos mais decisivos que outros, entrando nós em campo mais pressionados pela necessidade de obter um resultado positivo, quer pelas vitórias dos concorrentes diretos, quer pelos nossos [por vezes] sucessivos resultados negativos.  
Passamos com distinção em todos esses momentos. Todos. Importantes e difíceis jogos caseiros (Braga, Rio Ave, Vitória, Belenenses), decisivos encontros com os nossos concorrentes diretos.
A parte que coincide ou se confunde um pouco com mística: seriedade e profissionalismo. Competentes o suficiente para conseguirmos eficácia nas acções, individual e coletivamente, e estabilidade emocional na busca do melhor resultado possível.



Partimos para 2015/16 mais fortes que no início da época que agora acaba. Alcançamos estes patamares, crescemos, evoluímos. É essencialmente isto que devemos fazer tudo por transportar para a temporada que se avizinha, servindo como base.
Não há como não confiar. Acredito que vá ser tão ou mais difícil, as dificuldades não serão menores. Mas estamos lá. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sinteticamente


O relvado sintético do Bessa, como sabemos, tem classificação máxima dada pela FIFA. De última geração, permite realizar jogos e treinos diariamente sem prejudicar o seu estado. Além disso, é-nos particularmente útil nesta fase da vida do Clube, daí se ter tomado a decisão de se avançar com este projeto há uns anos atrás: formação a treinar no Bessa, possibilidade de atividades extra desportivas, custos de manutenção reduzidos e o importante patrocínio que resulta da parceria com a empresa italiana.
Mesmo que haja intenção - assumida - de voltar ao relvado natural num momento de maior estabilidade no Clube, a opção pelo sintético é credível e, além disso, um direito nosso estipulado nos regulamentos.

Mas o que verdadeiramente está aqui em causa não é a qualidade do sintético em si, vantagens ou desvantagens no jogo e influência no espetáculo. Pode parecer, mas não é.
Esta decisão, e a forma como é tomada, demonstra o regabofe que é o futebol português, com paralelismo no assunto dos direitos televisivos, dos empréstimos, do sorteio, do grandismo de alguns e seguidismo de outros. 

Olhando aos dados que temos, parece que tão repentina intenção tem origem no mito (sim, mito!) que é o facto de termos conseguido a manutenção graças ao piso sintético no Bessa.
A pergunta que fica: será que querem tirar-nos o tapete? Se sim, quem? Ou, por outro lado, é um assunto de interesse exclusivamente desportivo? E se é este último caso, porque não foi apresentado de forma séria, previamente discutido pela comissão que preparou a Assembleia da Liga, como os restantes assuntos?

Arriscamo-nos a ter que fazer os primeiros jogos da temporada fora do Bessa, pois as obras poderão não estar prontas a tempo do início do campeonato. Arriscamo-nos a ter as finanças afetadas - no imediato - por influência e vontade de terceiros.



Para ficarem com uma ideia mais precisa do que um relvado sintético é hoje em dia:

"O desenvolvimento tecnológico potenciado por varias empresas dedicadas exclusivamente foi o primeiro passo. Abandonou-se o conceito plástico e duro das primeiras superfícies e procurou-se adaptar-se ao máximo o terreno artificial ao original em relva, com a vantagem de poupança financeira e de desgaste em condições climatéricas instáveis. O salto era lógico. Muitos clubes entraram no novo milénio a apostar forte em campos de treino e centros de estágio com as melhores condições possíveis. Era uma forma de poupar o relvado dos estádios principais e de potenciar ao máximo o treino em caso de más condições climatéricas. Progressivamente foram introduzidos relvados artificiais em campos que garantiam que nos dias de intempérie o treino podia realizar-se sem problemas. Foi o primeiro passo para a reabilitação desportiva dos campos sintéticos. De aí o passo aos relvados nos estádios era inevitável.
Vários clubes modestos começaram a seguir o exemplo inaugural do QPR. A principio a FIFA e UEFA não sabiam bem como lidar com esta novidade e baniram os campos das suas provas internacionais. Mas os bons resultados, em tudo distantes das péssimas experiências dos anos oitenta, foram abrindo as portas a uma nova era. No Luzhniki de Moscovo disputou-se o primeiro encontro internacional de selecções num campo artificial na Europa, um duelo entre russos e ingleses. Meses depois a final da Champions League foi disputada no mesmo estádio mas a relva artificial já tinha sido trocada por um campo de relva natural temporal. Seria uma metamorfose lenta e com suspeitas de todos, habituados à pureza dos míticos tapetes verdes.

A partir de 2005 os campos de relva sintética foram definitivamente sancionados pela FIFA que criou um sistema de classificação de qualidade que gere a qualidade de cada relvado e que tipo de competições esse campo pode receber. Actualmente já foram disputados em relvado sintético jogos de todas as provas europeias, de clubes e selecções, bem como vários encontros de ligas nacionais. Os gastos reduzidos, a possibilidade de se utilizar o relvado em eventos fora do âmbito desportivo e as questões climatéricas são hoje, como há trinta anos, o principal motivo para que muitos clubes tenham optado por avançar definitivamente para os relvados artificiais.
Ainda ausentes das primeiras divisões inglesa, espanhola e italiana, os relvados sintéticos podem hoje ser encontrados em campos de clubes como FC Lorient, Volendam, Tromso, Norkoping, Young Boys ou Boavista. Eles são os profetas de uma nova era".

Extraído daqui.