terça-feira, 26 de dezembro de 2023
ADIAMENTO AG DA SAD
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
Entre a Gratidão e o Apelo: Petit Boavista, Enorme Armando Teixeira
Petit não foi apenas um treinador; foi um guardião da identidade axadrezada, um homem cuja história se entrelaça com a essência do nosso clube, quer como jogador de formação, campeão nacional, treinador por várias vezes quando mais precisávamos dele. Ele soube, com raça, capturar o espírito boavisteiro e traduzi-lo em atuações que, por vezes, desafiaram as expectativas. No início desta temporada, sob a sua batuta, a equipa emergiu como um gladiador improvável, dominando o arranque da Liga de jogo com quatro vitórias e um empate, incutindo uma onda de optimismo e incredibilidade entre não só os Boavisteiros mas todos os que viam o Boavista jogar.
Apesar disso, mesmo a mais forte das chamas enfrenta dificuldades para arder perante os vendavais. O nosso Boavista, com o peso dos erros e dívidas acumulados dos últimos 20 anos, tem navegado por águas muito turbulentas. Salários em atraso tornaram-se uma mancha na gestão do clube, uma sombra que paira sobre a moral dos jogadores e mancha a reputação do nosso emblema. A incapacidade em assegurar contratações vitais devido aos castigos da FIFA e em manter a estabilidade financeira e operacional do clube tem sido, indubitavelmente, um calcanhar de Aquiles na nossa jornada.
Enquanto Petit manobrava com destreza num campo minado de limitações, a gestão do clube mostrava-se incapaz de fornecer as ferramentas necessárias para sua missão, deixando o seu talento e visão estratégica sem o suporte vital para triunfar. É uma verdadeira tragédia grega ver um homem de tal estatura no clube e na nossa história ser deixado à mercê de uma tormenta gerada por aqueles que deveriam ser os seus maiores aliados. As recentes derrotas, que culminaram na sua saída, não foram simples tropeços desportivos, mas sim o resultado de um clube que parece ter perdido o norte há já algum tempo.
No meio destes enormes desafios, a gratidão que sentimos por Petit não pode ser subestimada. Ele permaneceu firme, defendendo o clube e os seus jogadores com uma bravura que só pode ser comparada à dos grandes nomes que adornam a nossa rica história. A sua saída, um reflexo da ruptura com uma gestão (noticiada nos vários órgãos de comunicação social) que se desviou dos nossos valores fundamentais, é uma chamada de atenção que não podemos ignorar.
Neste momento de reflexão, é essencial olharmos para dentro e questionarmos: onde queremos que o nosso Boavista esteja? Petit deu-nos
uma visão do que é possível quando a paixão se alia à competência, e
agora, cabe a nós, adeptos, assegurarmos que o seu legado não seja em
vão. Devemos procurar uma solução na gestão desportiva que espelhe o
compromisso e a integridade que Petit personificou.
A mudança é, muitas vezes, um caminho árduo e repleto de incertezas, mas é um caminho necessário. Como comunidade, somos chamados a elevar a nossa voz – não num eco de divisão, mas num coro unificado por uma gestão transparente, estratégica e respeitosa da nossa herança boavisteira. A história do Boavista é escrita por todos nós, e juntos, temos o poder e a responsabilidade de direcionar o próximo capítulo.
Agora, enfrentamos a realidade da partida de Petit. É um momento que nos obriga a olhar além do campo e a focar naquilo que faz de um clube uma instituição: a sua liderança. Os nossos apelos são diretos a Vítor Murta e à administração: é tempo de mudança, de uma nova visão que resgate a essência do nosso Boavista.
A paixão pelo Boavista não conhece fronteiras, nem se confina ao relvado. Vive, existe e resiste no pulsar de todos nós Boavisteiros que, com fervor, apoiam as várias modalidades desportivas e educativas que formam jovens e adultos no Norte do país. Esta paixão alimenta o futebol, mas também inspira a formação integral de atletas e a contribuição social em toda a cidade do Porto. Este é o momento para que essa paixão multifacetada se traduza em ação concreta e transformadora, abraçando não só o futebol mas todas as vertentes que constituem o nosso grande clube. Devemos exigir uma liderança que se alinhe com nossas expectativas e valores – uma gestão que não apenas aspire ao sucesso, mas que também crie as condições para que ele seja alcançado.
A saída de Petit é, em muitos aspetos, um reflexo da incapacidade da administração em oferecer suporte adequado, por virtude do nó com que o Boavista vive ao pescoço. Uma parte resultante de uma herança muito pesada, mas outra parte também resultante de erros recentes. É um testemunho das dificuldades enfrentadas, das promessas não cumpridas e dos sonhos desfeitos. Contudo, no meio a esta tempestade, temos a oportunidade de nos unirmos por um Boavista mais forte e estável.
As histórias de sucesso não são apenas escritas pelos vencedores, mas também pelos lutadores. E Petit foi, sem dúvida, ambos: um lutador e um vencedor. Obrigado, Petit, por cada batalha enfrentada, por cada obstáculo superado, e por cada momento de alegria proporcionado a nós, adeptos do Boavista. A tua história no Boavista servirá como inspiração para lutarmos por um futuro mais brilhante para o clube que amamos.
Chegou o momento de agir. O momento é agora para uma reflexão ponderada e construtiva. Convido
todos os Boavisteiros a se expressarem de forma respeitosa e produtiva –
participando ativamente nas discussões do clube, compartilhando opiniões
informadas e construtivas nos vários canais do clube, nas assembleias gerais, plataformas digitais, e contribuindo para
um diálogo que busque soluções positivas.
Juntos, com responsabilidade e
respeito, podemos influenciar o futuro do Boavista e ajudar a guiar
nosso clube em direção a uma era de sucesso e estabilidade.
A história do Boavista FC não será definida por este momento de adversidade, mas sim por como respondemos a estes momentos. Unidos, com a memória dos feitos de pessoas como Petit a guiar-nos, podemos iniciar o processo de renovação e ressurgimento. Agora é a hora de honrarmos o passado e de construirmos o futuro – um futuro digno do nosso clube e da sua história.
O meu muito obrigado por tudo Petit, e viva o Boavista FC!
terça-feira, 14 de novembro de 2023
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.17: Sem Faro para a Vitória!!! com Convidado Especial: Alberto Bueno
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.17:
Sem Faro para a Vitória!!!
Convidado Especial: Alberto Bueno
Excelente Conversa com Um Crack que vestiu o Manto Axadrezado!
terça-feira, 7 de novembro de 2023
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.16: “O símbolo do Boavista merece um pouco mais de respeito” Seba Pérez
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.16
" O símbolo do Boavista merece um pouco mais de respeito”
Rescaldo Rio Ave x Boavista
Antevisão Boavista x Farense
Resultados Modalidades e Formação
Tema em debate "Quem é que Supervisiona a Arbitragem"
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Ausentes, Presentes: Uma proposta De Homenagem Aos Boavisteiros Que Nunca Nos Deixaram
Todos os jogos no nosso Estádio do Bessa, sou confrontado com uma
faixa pendurada na bancada Nascente junto ao Topo Sul que diz simplesmente "Ausentes, Presentes".
Desconheço por completo quem seja o seu autor ou qual seria a mensagem que pretendia passar, mas a cada olhar, sou transportado para
as memórias mais queridas da minha infância, onde o meu pai me levava
a mim e ao meu irmão pela mão, atravessando as portas do nosso Bessa antigo.
Recordo-me do
som ensurdecedor dos adeptos, do cheiro da relva e da emoção palpável no
ar. Mas, acima de tudo, lembro-me de estar ao lado do meu pai, da minha mãe, do meu irmão e do meu avô,
três gerações unidas pelo amor ao Boavista.
Hoje, sou eu que levo o meu pequeno filho ao Bessa. Ele, com os olhos curiosos, faz-me perguntas sobre o Boavista e porque é que gosto tanto do mesmo.
Conto-lhe histórias, tal como o meu pai e avô fizeram comigo, e espero
que um dia ele faça o mesmo com os seus filhos.
Cada um de nós tem as suas memórias únicas ligadas ao Bessa. Há quem se
recorde do vizinho mais velho, que com histórias e relatos apaixonados,
despertou em alguém o fervor pelo Boavista.
Outros lembram-se daquela
amizade inesperada que nasceu nas bancadas, com alguém que se sentava ao
lado ou à frente, com quem se partilharam alegrias, tristezas, vitórias
e derrotas ao longo dos anos, e que, infelizmente, já não se encontra
entre nós.
E há ainda aqueles que foram introduzidos ao clube por amigos
ou colegas de escola, criando laços que vão além do futebol.
O tempo, implacável como é, levou muitos de nós. A dor da sua ausência é
agravada sempre que entro no Bessa e sinto o vazio dos seus lugares ao
meu lado. No entanto, eles nunca me deixaram verdadeiramente. Estão
presentes em cada cântico e em cada aplauso, em cada lágrima derramada
pelo nosso clube.
Inspirado pela iniciativa do Union Berlin quando foram promovidos, proponho que criemos a nossa
própria tradição.
Novembro é tradicionalmente um mês de reflexão e memória. Em Portugal, o Dia de Todos os Santos, celebrado a 1 de Novembro, é uma data onde recordamos e homenageamos aqueles que já partiram. E que melhor altura para começarmos esta tradição no Boavista? Uma tradição que não só honra a memória dos que já partiram, mas também reforça os laços da comunidade boavisteira.
As tradições têm o poder de unir as pessoas, de criar um sentimento de pertença e de continuidade. No mundo do futebol, onde as emoções estão sempre à flor da pele, as tradições adquirem uma importância ainda maior. Elas são uma ponte entre o passado, o presente e o futuro, e ajudam a definir a identidade de um clube.
Imagino um sistema simples: durante uma semana
específica, os sócios poderiam dirigir-se à secretaria do clube com uma
fotografia de um ente querido Boavisteiro que já partiu, seja ele um
familiar, um amigo, um vizinho ou até mesmo aquele desconhecido com quem
partilhávamos o amor pelo clube. Com uma contribuição simbólica de 5
euros, essa fotografia seria transformada num mini cartaz a preto e
branco, dentro das medidas regulamentares. O Boavista, em parceria com uma gráfica local, produziria estes
cartazes e, no dia do jogo, cada sócio poderia levantar o cartaz e
levá-lo para a bancada.
O dinheiro arrecadado poderia ser usado para cobrir os custos de
produção e qualquer excedente poderia ser doado a uma instituição de
caridade à escolha do clube.
No dia do jogo, o Bessa estaria repleto de rostos familiares, uma
multidão de ausentes que, através desta homenagem, estariam mais
presentes do que nunca. Seria uma forma poderosa de mostrar que, no
Boavista, ninguém é esquecido. E que o amor pelo nosso clube, tal como o
amor pelos que nos são queridos, é eterno.
Resumo da Proposta:
- Iniciativa "Ausentes, Presentes": Uma homenagem anual aos Boavisteiros que já partiram.
- Entrega de Fotografias: Durante uma semana específica, os sócios/simpatizamentes entregam na secretaria ou via email uma fotografia de um Boavisteiro que já partiu.
- Contribuição Simbólica: 5 euros por fotografia, que serão usados para cobrir os custos de produção.
- Parceria com Gráfica Local: Produção de mini cartazes a preto e branco com o tamanho máximo aprovado pela Liga (deduzo que seja um A4, mas um A3 funcionaria melhor).
- Homenagem no Dia do Jogo (primeiro jogo em casa de Novembro, por exemplo): Os sócios levantam o cartaz antes do apito inicial e levam-no para a bancada.
- Doação a Instituição de Caridade: Qualquer excedente da contribuição será doado a uma instituição à escolha do clube.
Esta é a proposta que faço: a criação de uma tradição anual para garantir que aqueles que amamos, e que nos ensinaram a amar o Boavista,
nunca sejam esquecidos. Porque no Bessa, no nosso coração, eles estão e
estarão sempre... presentes.
#AusentesPresentesBFC
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
Oliveirense 1-3 Boavista
No reino de Seba Pérez não existe a palavra facilitar.
Seba está prestes a tornar-se figura ímpar de culto junto do universo axadrezado, quem o viu ontem, um domingo à noite chuvoso, frio, contra uma oposição de uma categoria inferior e a luta e qualidade que colocou no jogo não pode ficar indiferente a este jogador.
Novidade do onze apenas a inclusão Masa no lugar do apagado Bruno Lourenço, sendo que Salvador Agra continua preso a uma missão de sacrifício no lado direito da defesa, função que cumpriu com o brio reconhecido. De resto jogo “tranquilo” do Boavista que quebra assim uma sequência mal conseguida nos últimos anos na prova e avança para a fase seguinte.
terça-feira, 10 de outubro de 2023
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.12: O Boavista é a mais louca Paixão! com Rafael Bracali
Para Ver E Rever!!
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.12: O Boavista é a mais louca Paixão! com Rafael Bracali
🎙Podcast Axadrezado T2 - Ep.12: "O Boavista é a mais louca Paixão", Rafael Bracalli
Além do rescaldo do desafio de Moreira de Cónegos e de um olhar sobre a atualidade do Boavista, esta semana contamos com a presença de um convidado especial: o nosso Símbolo Rafael Bracali.
Não percas o episódio desta semana, vale muito a pena.
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já disponível nas várias plataformas do Universo Axadrezado!
segunda-feira, 9 de outubro de 2023
Moreirense 1-1 Boavista
Petit tenta cobrir os pés, destapa a cabeça, a manta parece cada vez mais curta.
Que dores de cabeça deve ter dado ao treinador axadrezado a visita a Moreíra de Cónegos este fim de semana. A lesão de Malheiro continua a não perdoar, Luís Santos ainda não convence no lado direito da defesa e obriga a colocar o melhor extremo a jogar naquela posição, cobe os pés, destapa a cabeça.
A falta de Salvador Agra no ataque do Boavista, junto com a ausência de Tiago Morais transformou a equipa, esta passou do tradicional olhos nos olhos para um jogo manco na parte ofensiva como demonstram os apenas 8 remates e o único canto obtido. O adversário foi mais intenso, a perda de bolas foi uma constante mas no final o esforço valeu mais um valioso ponto fora de casa.
Segue-se pausa para seleções e taça de Portugal e que bonito era aliarmos este bom início de campeonato a uma presença digna nesta competição que tanto nos diz.
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
Boavista 2-2 Famalicão
Ir à guerra com balas de borracha ?
Petit não tem as mesmas armas dos adversários, há quem diga até que Petit nem sequer terá armas para contrariar uma época que fora do terreno de jogo teima em parecer descarrilar a qualquer momento. No entanto existe ali alguma coisa que transporta a raça Boavisteira para dentro do campo, a equipa entra determinada mesmo perante as contrariedades do jogo, numa corrida feita de trás para a frente após o penálti que colocou o Famalicão a vencer na partida. O que se seguiu foi uma demonstração de garra e generosidade competitiva por parte dos atletas axadrezados que em muito honra os numerosos adeptos que se deslocaram ao Bessa, Reisinho e Agra ( que líder ! ) deram a volta ao resultado que parecia assim caminhar para mais uma vitória. Não o foi por dois motivos, primeiro novamente o senhor do apito ( outra vez esta época… ) com uma decisão de expulsão de Tiago Morais perfeitamente extemporânea e no âmbito do “entendimento” do árbitro, o jogador desvia-se do adversário, cai, passa meio segundo no chão levantando-se imediatamente sem qualquer tipo de protesto… segundo amarelo, vermelho! O segundo motivo passa por alguma falta de discernimento nos momentos finais do jogo que permitissem segurar a vitória, mas quem os pode culpar ???
Época desastrada dos senhores da arbitragem em Portugal, mas que curiosamente ( ou não ) parece beneficiar sempre os mesmos de sempre, os três pinheiros do futebol português e as equipas do Minho. Próxima jornada em Moreira de Cónegos vai ser preciso mais uma declaração de força.






