sábado, 12 de dezembro de 2020

Vamos a Eles: Estoril


VAMOS A ELES: ESTORIL

Que osso que temos pela frente. Equipa de qualidade, grandes candidatos à subida a ainda para mais atravessam um bom momento de forma.

Relativamente à nossa Equipa, simples: passar à próxima eliminatória e mostrar atitude. Pode parecer repetitivo isto de tanto apelar à atitude, intensidade, concentração, mas é muito daquilo que tem faltado em alguns momentos importantes e, acrescento, será uma das grandes curiosidades para hoje.
Estou convicto que vai haver um grande upgrade na parte motivacional do grupo. Mentalmente espero uma equipa forte, a dar tudo, a querer 'mostrar serviço' (frase batida mas até julgo fazer algum sentido neste momento).

Semana atípica na preparação (demoramos na apresentação do novo treinador, pelos motivos conhecidos), Couto e Rosendo serão os homens do leme (e esperemos que se continue a melhorar o aspeto da comunicação - hoje mais um bom sinal) e talvez não seja de esperar muitas alterações no onze. 
Leo (Taça... será Bracalli? fazia algum sentido)
Hamache Cannon Chi Christian
Javi Show (Seba? no lugar de um destes dois? Já a... 6? 🙂) Angel (dúvida do costume, '10' ou ala, apostaria a médio)
Paulinho Elis Sauer

Grande ponto de interrogação para hoje, essa é que é essa. Dependemos (mais ainda) dos jogadores, mesmo com total confiança na equipa técnica que os liderará.

#sonhodaSexta  (sim, sim, por muito que custe, CINCO já cá cantam)

Força Boavista!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Pelo Boavista, Nosso Grande Amor

Curioso perceber que, mesmo ainda sem confirmação oficial da chegada de Jesualdo, a esmagadora maioria dos Adeptos concorda com a decisão. Surpresa para alguns, nem tanto para outros. A maioria está com o Clube, quer o melhor para o Boavista, é capaz de esperar (e perceber, acrescente-se) pela postura, dedicação e até compensação pelas ações passadas. Mesmo ninguém esquecendo e tendo todos nós o máximo orgulho em se afirmar Boavisteiro. Máximo. 

Porquê? Simples: porque o bem do Boavista está, não duvidem, acima de tudo e todos. A nossa guerra é e será contra os nossos inimigos.

Somos bons, somos Boavista e somos muitos. Todos, sem exceção, apoiamos o nosso Grande Amor.

Força Boavista! Vamos ao trabalho, Mister! Pelo BOAVISTA!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Jesualdo


Tudo indica que será Jesualdo Ferreira o novo treinador do Boavista.

Desportivamente, seria difícil escolha mais acertada neste momento. É sempre complicado, a meio da época e com a maior parte dos treinadores com 'trabalho', escolher alguém que, no nosso caso, teria que ter caraterísticas muito específicas. Jesualdo cumpre a maioria delas. Experiente, conhecedor do nosso futebol, discurso lúcido, forte liderança, aptidão para trabalhar com jovens, imenso conhecimento do jogo. Filosofia, modelo e ideias condizentes com aquilo que se pretende: futebol positivo (mas 'consciente', atenção!) e propício a valorizar os atletas.

Jesualdo é, mera opinião pessoal, um dos melhores treinadores portugueses.

Claro, há o outro lado. Boavisteiro não esquece, todos sabemos. Mas será que perdoa?

Julgo que Jesualdo tinha uma dívida para connosco. Mesmo para aqueles (poucos) que, há 15 anos atrás, acharam compreensível a decisão. Jamais perdoaremos o clube que provocou tal, mas relativamente ao treinador... só o futuro o dirá e será importante percebermos o que dirá o próprio, mas julgo que devemos dar hipótese de se redimir. Opinião polémica, consciência disso...

Confirmando-se a notícia, espero que todos nós estejamos à altura, para bem do Clube. Esse sim, acima de tudo e todos.


Força Boavista!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Adeus, Vasco


É claro que o tempo de VS no Boavista chegou ao fim. Fazendo fé nas informações e sinais que vão chegando a todos nós, a vontade dos responsáveis continuarem a contar com o treinador parece nula, e já há algum tempo. Entrave à saída será a obrigatória 'marcha-atrás', provavelmente tão complicada quanto a dimensão da aposta que nele foi feita. "Vasco fará grande o Boavista", longe de se imaginar que se tornaria num problema grande para a direção. 

Nunca por aqui se escondeu a admiração pelo seu trabalho e como se acreditava nas suas capacidades, mesmo antes daquela expetativa extra provocada pela grande exibição na primeira aparição da época, vs Tondela. Continuo com a convicção que será um treinador que irá vingar e chegará, naturalmente, a um patamar alto. Mas não agora nem por cá.

Começando pelo início. 

◾ Acrescentaria os primeiros desafios da época àquele jogo de apresentação. Falhamos defensivamente, não ganhamos, mas os sinais foram ótimos. Repito: ótimos, partindo do princípio que os problemas que evidenciamos eram corrigíveis e naturais dado o nosso contexto tão específico. O entrosamento e adaptação dos novos, a consistência coletiva iriam melhorar com o tempo. Em alguns casos, perdemos pontos preciosos por erros individuais, alguns até alheios à Equipa, e com alguma injustiça pelo meio. Como seria se... fosse diferente essa linha por vezes tão tênue entre sucesso ou insucesso? Pedia-se, e bem, tempo. 

◾ Facto: não se evoluiu o esperado. À exceção da única vitória (e exibição), nos jogos seguintes regredimos. E bastante. Claro que as melhorias defensivas traduzidas em números foram evidentes e tiveram relação direta com essa... regressão. Não sofremos golos há quatro desafios e não é por acaso. Vasco tentou, e bem, mudar o paradigma, a abordagem. Mas o custo foi duro e o tempo - tão necessário - não parou, ao contrário da fluidez ofensiva. Pior, em alguns casos: a motivação, a intensidade, a criatividade, até o rendimento invididual pareceram estar... feridas. Junte-se a inexplicável aparente má condição física da Equipa.

◾ A frieza dos números: nove jogos, uma vitória e três derrotas, perto da linha de água. Terceira pior defesa e, como dito, um ataque que só prometeu. Junte-se derrotas com rivais, com custo elevado. Curiosamente, com estes mesmos adversários (trocando Nacional e Farense pelos despromovidos) tínhamos os mesmos pontos na época passada. Se calhar, será mesmo pouco relevante. Talvez.

◾ Discordo da ideia que o plantel não estaria com o treinador. Falhamos na atitude exigida em alguns jogos, sim, mas isso não significa por si só revolta do grupo. Ontem vimos uma Equipa comprometida. Facto. Caso houvesse intenção de 'cama', seria diferente. E não é um jogador saír contrariado que dá ideia do contrário. Oh se fosse...

◾ Culpado mais fácil mas não o único. O plantel é desequilibrado, algumas contratações falharam, outras demoram na adaptação, o risco de mudar 90% do plantel foi enorme. E disso o treinador não tem culpa, apesar de ter que lidar com essas condicionantes. Aconteça o que acontecer, mexer em janeiro será obrigatório, parece-me. A agravar a situação, a falta de controle da direção no que diz respeito à gestão das expetativas. O cenário não era favorável, mas podia-se e devia-se ter feito (ou dito) algo diferente. Quem paga? O do costume...

◾ Pelo contrário, o discurso. Vasco Seabra exagerou a prolongar o discurso que, numa fase inicial da época, fez todo o sentido. Devia, também, ter adaptado aquilo que queria transmitir. Foi, e bem, um dos principais pontos de crítica. Mesmo na leitura dos desafios e ao não assumir os defeitos e eventuais culpas. Mais realismo, talvez, mesmo que não fosse colher os frutos no imediato. E mensagens para o plantel, zero, quando até parecia necessário 'abanar' as hostes. Ficamos pelas atitudes (como no caso Juwara e a substituição aos 92'), mas foi curto.

◾ Dou enorme valor à exigência que nós, Adeptos, fazemos a quem nos representa. É e será, para mim, umas das nossas imagens de marca. Daí que a atitude, a 'mística', o sentimento Boavista em campo, e neste caso a falta desses atributos, seja um aspeto gravíssimo e que, obrigatoriamente, terá que pesar em qualquer análise. Faltamos nós no estádio e não sabemos como seriam as coisas, mas certamente seriam diferentes. Talvez já nem estivessemos a discutir uma chicotada.
Quem não conseguir lidar com esta pressão extra estará sempre com um pé mais perto da porta de saída. E o Vasco, talvez pela inexperiência, deu mostras disso mesmo. (sendo verdade que muitas vezes muitos de nós se precipitam, principalmente no tratamento aos treinadores. Quem não se lembra dos episódios com Pacheco e mesmo... Jorge Simão?)

Resumindo, demasiadas condicionantes, muitos problemas para serem resolvidos de forma célere e eficaz, algo que não foi conseguido. A piorar, dá ideia que o apoio da direção cedo se fez desaparer. Ou enfraqueceu, pelo menos, e isso para o grupo (e é natural que o tenha sentido), ainda para mais com pouco tempo de Boavista, não deve ter trazido nada de positivo.

Boa sorte para o futuro, menos contra nós. E venha o próximo, que tenha mais sorte e que saibamos dele tratar melhor.


Força Boavista!

domingo, 6 de dezembro de 2020

Salvou-se o Ponto e... Pouco Mais


Ansiotina, animaFort MULTI ou Naturmil Valeriana. Recomendo este último: por pouco mais de €4, duas pastilhas são o suficiente para, durante duas horitas, debelarmos eficazmente qualquer estado de ansiedade ou frustração. Extra: "efeito em 15 minutos" que nos permite ver o onze e até o aquecimento num estado de semi-consciência. Depois apagamos. 

Ou apaguem antes a tv, mais simples (mas não a liguem antes da Flash, cuidado com isso!).

Houve aspetos positivos, verdade. Comecemos por aí.
- Dizia antes do desafio que seria importante sentirmos atitude e compromisso, a tal intensidade que nos tem faltado. Houve e foi evidente, diria que o que nos agarrou ao jogo. Fomos guerreiros, desinspirados, é certo, mas quando foi preciso mostrar os dentes e as garras fizemo-lo. Corremos, nem sempre bem; lutamos, com as armas [descarregadas] que temos; tentamos ser audazes, longe de o conseguirmos. 
- Não foram três, mas um ponto num momento de grande instabilidade e num campo difícil para todos... soa a positivo. 
- Quarto jogo sem sofrer golos, depois de todos percebermos que residia aí o grande problema da Equipa. 
Chidozie, Show, Javi e Devenish em bom plano contribuíram bastante para esse facto. Cometemos menos erros, tanto individual como coletivamente.

E peguemos neste último facto positivo para abordar o que esteve mal. E um ponto prévio: é notório que não é esta a mentalidade, postura ou modelo que queremos para a Equipa ou sequer o treinador o deseja, julgo. Mas também me parece óbvio que o momento obrigou a mudar as agulhas, como muitos de nós pretendiam: primazia ao pragmatismo. Acrescento, ainda que temporário, espero. 
O custo disso está a revelar-se demasiado alto. Se por um lado ganhamos consistência defensiva, por outro perdemos imensa qualidade no momento com bola. Falta de criatividade e soluções, desmarcações, de meras combinações. Arriscamos menos e, na dúvida, optamos pelo passe mais seguro: o que não adianta a Equipa no terreno, o que não produz desequilíbrios. Constantemente. Com isso, claro, perdemos fulgor e preponderância ofensiva: são demasiados jogos sem construir uma jogada com princípio-meio-fim, mesmo que esse 'fim' não seja o desejado. Limitamo-nos às transições rápidas, na esmagadora maioria das vezes com decisões e timings erráticos por parte dos jogadores. De todos eles, mesmo do... Angel, exímio nesse aspeto nos primeiros desafios.

Em suma, acho que vivemos um breve momento de....bipolaridade. 
Por um lado, resultado positivo acompanhado, de novo, por uma má exibição no plano ofensivo, com uma postura contrária àquilo que todos queremos para a Equipa.
Por outro lado, a noção que estamos no bom camimho para resolver com sucesso o problema número um, o da falta de consistência defensiva.

Será agora a hora de voltarmos a 'afinar' a posse, a saída,  as aproximações com perigo à área adversária? De regressar às ideias-base do treinador? 

E será com... quem? Dá ideia que a equipa técnica, enquanto não somar vitórias, está por um fio e dependente de uma... derrota. Temo isso, ainda que compreenda que as coisas estão tremendamente difíceis.

Duas semanas para prepararmos Paços. E bem, porque a exigência nunca esteve tão alta: é ganhar, jogar bem e manter a atitude. Pelo meio, cumprir na Taça e no #sonhodaSexta.


Força Boavista!

Vamos a Eles: Rio Ave


À semelhança da semana passada, mas talvez ainda mais decisivo tendo em vista o futuro a curto prazo da Equipa. 
Nono jogo do campeonato à procura da segunda vitória, com o objetivo de deixarmos a linha de água e de, finalmente e a par do resultado, mostrarmos sinais de evolução. 

Sempre difícil jogo em Vila do Conde, onde não pontuamos desde 2016. O Rio Ave é das melhores equipas da Liga, com mais e melhores soluções que nós neste momento, mas também atravessam dificuldades nesta fase da época. E há que o tentar aproveitar: será fundamental mostrarmos aquilo que não temos mostrado, acima de tudo: intensidade e união.

Nota importante: temos mais opções no ataque, Yusu e Elis estão a postos, Paulinho esperemos que sim. A par disso, é esperar (torcer!) para que o regressado Rami continue a mostrar melhorias como no jogo frente ao Belenenses. Será importante solidificar a dupla de centrais e, mais ainda, dar sequência a estes três jogos sem sofrer golos e esperemos que permitido menos oportunidades ao adversário.

Dúvida maior no meio campo, basicamente 4 opções para 2 lugares, partindo do princípio que Angel ocupará a posição "10". Javi e Show? O espanhol só não foi titular quando não pôde (na única vitória...), portanto é provável que continue no onze. Gostei do Show no último desafio, acho que teríamos a ganhar se o angolano continuasse a mostrar subida de forma. Seba à espreita, talvez como opção mais válida e veremos Santos: como 3° homem do meio campo (derivando Angel para ala, como 2° - a par do trinco - acredito menos).
Na frente, dúvida acerca da disponibilidade de Paulinho. Caso não haja brasileiro, Elis e Sauer nas alas, Yusupha no eixo do ataque será a tripla mais provável. 

Veremos se vamos, realmente, ser mais pragmáticos apostando numa postura de jogo mais direto e contra ataque, onde o Rio Ave até poderá ter mais dificuldades, ou se, por outro lado, iremos tentar manter a identidade que se procura para a Equipa.

Importantíssimos os três pontos, a atitude e a união. 

Nós acreditamos e... "tenham noção do que é vestir essa camisola"

Força Boavista!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

A Zeros e... Abaixo de Zero


A ZEROS E... ABAIXO DE ZERO. 

Pior que o resultado, novamente, a prestação da Equipa. Em raros momentos fomos muito superiores no jogo (excetuando talvez uns minutos na 1a parte e os primeiros quinze da 2a) e, nos momentos de aparente domínio, tal se deveu, em grande parte, à postura da equipa de Petit. Mesmo aí, voltamos a demonstrar dificuldades, particularmente em dois aspetos e algo recorrente nos últimos desafios: insegurança defensiva e incapacidade de desequilibrar a defesa contrária no seu último terço. Nada de novo, portanto, no que toca à tão esperada evolução. 

O terceiro jogo sem sofrer golos será, à partida, um aspecto positivo e sim, ajudará a estabilizar. Mas não esqueçamos: jogamos contra o pior ataque da Liga (média de menos de meio golo por jogo) e permitimos oportunidades a mais. Não sofremos, verdade, mas a ineficácia alheia em muito contribuiu para isso. Voltaram-se a ver mudanças com a intenção de dar maior confiança à equipa: diferentes na saída (exclusiv. a cargo dos centrais), mais acertivos nas bolas paradas defensivas, de novo menor risco nas subidas dos laterais, dupla de meio campo mais musculada e posicional (nota positiva para Show, em comparação aos últimos jogos, ao contrário de... Javi!).

Mas de tudo, aquilo que mais preocupa (e até vai um pouco de encontro ao que Quevedo alerta) é a falta de intensidade. Não sei bem se será esse o termo certo, intensidade. Falta de confiança. De risco, de tudo ou nada, quando nada nós já temos de sobra. E julgo estar aqui um ponto interessante de discussão: porquê esta falta de... fervor? De pujança, energia? Já repararam o decréscimo de criatividade do nosso maior criativo, por exemplo? É disso que falo. Falta de alento.

Discutindo e lançando bitaites.

Repetidamente - e domingo não foi exceção - sentimos uma quebra física da Equipa por volta da hora de jogo. Acho evidente. A reação à perda piora, a recuperação (ou proteção à profundidade) torna-se mais lenta, as saídas para o ataque em velocidade resumem-se a uma ou outra arrancada do Cannon, os espaços no nosso meio campo aumentam. O discernimento para tomar a melhor decisão diminui de forma acentuada. O adversário, claro, cresce.
A piorar a situação, a frescura física que poderia vir do banco não vem porque... não existe. A amostra de Seba foi curta e, pegando neste último exemplo de domingo, as opções limitavam-se a... três centrais, três jovens recém chegados à maior idade e Nathan. Relembro, dois dos últimos três jogos não preenchemos a totalidade dos suplentes porque não os tínhamos.

Além da questão física, outro dado influencia a tal intensidade: a motivação. E aqui, tão ou mais preocupante: não a mostramos como devíamos, como se justifica, tão importante e decisiva que é. Por vezes, estão aí as gramas extra que faz pender a balança para a vitória ou para a... derrota. Não tenho a certeza que será assim, mas fico com a sensação que a Equipa parece triste, com imensa falta de confiança no seu valor. Na sua liderança?

CONDIÇÃO FÍSICA E MOTIVAÇÃO, ambas da responsabilidade da Equipa técnica e, claro, da direção técnica, hoje em dia muito mais envolvente e responsável que um mero levantar de placa.

48 horas já passaram e aquilo que muitos esperavam e desejavam não aconteceu.

Mas será que bem? Haverá mesmo condições para... darmos a volta? 

Força Boavista!

domingo, 29 de novembro de 2020

Venham Eles: B Sad


VENHAM ELES: B SAD

Não será exagero dizer que é um jogo de capital importância para o futuro da Equipa. As prioridades serão as mesmas: atitude e vitória no final.

O adversário convidar-nos-à a ter a iniciativa do jogo, apostanto no contra ataque e na tentativa de nos surpreender. Cuidados defensivos - na profundidade, principalmente -, criatividade e capacidade ofensiva com bola serão fundamentais. 
Provável um meio campo menos defensivo que o habitual nos últimos desafios: a acompanhar Javi, Nuno Santos e Angel, este último de volta à posição dos primeiros jogos da época. Seba/Show será hipótese para o lugar do português, caso se opte por uma postura de menor risco (e talvez derivando Santos para a ala).

No ataque estamos fragilizados, pelo que teremos que 'inventar' soluções. Benguché é o único ponta de lança disponível (nota para Berna, sub17, nos convocados), Sauer será um dos alas, veremos o que será feito no terceiro homem do ataque. Nathan tem dado bons sinais, talvez um bom jogo para lançar o jovem brasileiro, partindo do princípio que Paulinho falhará o seu primeiro jogo da época. 

Na defesa, uma alteração obrigatória dada a ausência de Hamache (Mangas de regresso) e a dúvida no eixo: Christian, Porozo ou... já teremos um Rami a sério para nos dar maior tranquilidade?

Aconteça o que acontecer, todos nós, amantes do Jogo, estaremos mais pobres no apito final. É a vida. Assim, dura. 

Força!

terça-feira, 24 de novembro de 2020

O Maior dos Problemas


Pegando um pouco naquilo que se falou ontem - e numa de lançar a discussão, como sempre - sobre o "problema maior que todos" que neste momento nos assola: a falta de consistência defensiva. 

Contextualizando um pouco e fazendo uso das palavras do mestre Vitor Oliveira (com o qual concordo, 'oié'): "não há boa equipa sem bons centrais; é o ponto de partida para uma eficaz prestação coletiva". Acrescente-se o modelo de jogo de Vasco Seabra: privilégio à posse, à largura, ao risco, o que significa, muitas vezes, defender em igualdade numérica, ou com linha defensiva alta, ou com maior necessidade de controlo de profundidade, por exemplo. Por outras palavras, ter 'maus' centrais com um Lito Vidigal (sorry, não encontrei melhor exemplo) não é bem a mesma coisa que os ter com Jorge Simão ou... Vasco Seabra. Daí a importância do modelo.

Claro que a estratégia, ou a adaptação da mesma - ainda que possivelmente temporária - seja uma necessidade e, de acordo, um dos pontos de maior crítica àquilo que se vai tentando fazer neste início de época. Os últimos desafios trouxeram-nos uma abordagem (tentativa de?) ligeiramente diferente, talvez com a tal intenção de dotar a equipa de uma menor exposição no setor defensivo, se bem que com algum custo noutros setores.
A nossa vitória para o campeonato coincidiu com o único jogo sem golos sofridos e também com um sistema diferente de três centrais. Mas aí, minha opinião, julgo que foi mérito da estratégia para o jogo, beneficiando tambem do contexto específico que é jogar contra um candidato ao título, principalmente 'este' Benfica. 

Mas passemos ao mais importante no meio disto tudo: os intervenientes, os jogadores, o plantel.

Leo Jardim. Tem o peso que mais nenhum outro jogador no plantel tem: substituir o nosso melhor jogador da época passada. O brasileiro fez quatro jogos na última época, o que pode explicar, em parte, o maior problema que evidencia: a falta de confiança. Leo mostra dificuldades num aspeto que neste momento em particular nos prejudica imenso: a falta de controlo no jogo aéreo e o reduzido espaço de controlo nesse tipo de lance. O oposto de Helton, por exemplo. Leo tem qualidade, nem é preciso relembrar as exibições em Vila do Conde ou a fantástica defesa que nos manteve na Taça, por exemplo. Mas também já teve erros que nos custaram pontos, como bem nos lembraremos. Bracali estará à espreita, veremos o que vai ser feito e como Jardim vai reagir ao momento.

Rami. Arrisco a dizer que todos esperaríamos do francês uma capacidade extra de liderança na defesa. Classe, qualidade, segurança, experiência. Por isso veio, para isso era extremamente necessário. E quando digo "todos" englobo também os responsáveis pela sua vinda, até mesmo pelo tipo de jogadores que foram contratados para a defesa, nenhum com capacidade (ou experiência) de liderar uma defesa. Precisamos dele, veremos se está mesmo cá...

Chidozie. Utilizado sempre que possível (só não o foi contra o FCP), tem tido prestações a oscilar entre o razoável e medíocre. Alguns erros e postura que, admito, não esperava para um central com uma época a titular na exigente Liga Espanhola. Como seria o nigeriano com um verdadeiro 'líder' ao seu lado? Com um bom Rami? Melhor, quase aposto. Muito melhor (e também ele a evoluir, julgo).

Gomez, Porozo. Ou são 'extra-terrestres', donos de uma indiscutível qualidade, ou então, claro, precisam de tempo, não só de adaptação mas sobretudo de evolução ao futebol europeu. Claro, vão errar se já atirados às feras: a contenção aqui é mesmo necessária e muitas vezes, o sentido posicional é obrigatório, porque por cá os erros são [quase] sempre aproveitados pelos adversários. Precisam, acho que é óbvio, de tempo. E ainda algum.

Christian. Ser o segundo central mais utilizado (ele que nem apresentação teve, era tido como uma aquisição para os s23) ajuda a percebermos as dificuldades do treinador em escolher os melhores centrais para o nosso contexto. Tem feito pela vida, tem crescido, e tem tirado vantagem dessa tal habituação ao nosso futebol quando comparado com as outras duas promessas. Acredito que ainda pode e irá crescer mais, mas o tempo... maldito tempo que ele precisa. 

Ia falar também dos laterais e médios defensivos mas já que o texto vai um pouco longo deixarei isso para outro post.

Opiniões? 📜🖋 há aqui responsabilidades de quem formou o plantel? O que fazer para corrigir?


Força Boavista!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Primeira de Cinco

 


Não foi fácil - como se esperava - mas a primeira de cinco finais rumo ao Sonho está ganha. A qualidade de jogo do adversário e as condições adversas de preparação nas últimas semanas dificultaram-nos imenso a vida e, verdade seja dita, com um pouco menos de sorte o desfecho poderia ter sido outro. 

Pela exibição menos conseguida haverá a apontar mais pontos negativos que positivos, mas comecemos por estes últimos e pelo que era, afinal, a grande prioridade depois daquele... episódio em Faro: a atitude. Tivessemos nós um pouco daquele 'meter o pé' evidenciado ontem (vá, a partir dos primeiros quinze minutos) e muito provavelmente encararíamos o próximo desafio para a Liga um pouco mais descansados na tabela. Ontem foi diferente comparado com essa derrota no Algarve e, podemos dizer, a nossa parte de mérito no apuramento reside precisamente aí: na vontade e no espírito de luta que evidenciamos. Até mesmo pela reação à adversidade na preparação do desafio, não esquecer: além dos treinos (atípicos, imaginamos nós), também ao nível das opções estavamos algo limitados.

Longe de ser desculpa, tem o seu peso se alargarmos a análise ao contexto global: todos - ou quase - os primodivisionários sentiram enormes dificuldades perante equipas de escalão inferior. Não fomos exceção, em parte por nossa culpa, mas - friso - a passagem mora do lado de cá. E isso, ontem, era mesmo o mais importante.


Mas, descansem críticos exacerbados, isto não está fácil. É verdade. Os problemas que nos custaram pontos na fase inicial do campeonato continuam por resolver e há um maior que todos: a falta de consistência defensiva, quer no eixo central (centrais!), quer no meio campo defensivo (reação - e preparação - à perda), à cabeça.  E duvido muito que enquanto não resolvermos essa falta de solidez possamos evoluir como pretendemos...

A agravar a situação, um dado que me parece evidente: desde a nossa vitória para o campeonato, temos sentido mais dificuldades naquilo que, até à data, era um dos pontos fortes da Equipa: a facilidade em invadir último terço, em descobrir espaços e, claro, em criar situações de golo. Uma posse menos conseguida, menos confiante, com menos soluções ao portador.

Talvez um maior pragmatismo, esperemos que temporário. Menos risco, mais segurança, mais foco no problema principal, poderá estar na origem deste aparente decréscimo de qualidade nessa faceta do jogo. Há dados evidentes que nos levam a essa ideia: a saída de jogo a três, antes uma prioridade, é agora alternada com um jogo mais direto; as subidas dos alas são, também e por agora, um pouco mais contidas (e mais seguras pelos médios); a defesa de bolas paradas, por exemplo, tem suporte numa maior superioridade numérica, pouco vista até aqui. Intenção de dotar a Equipa de maior confiança, de obtenção de resultados positivos para depois se poder alicerçar melhor as ideias de jogo? É uma hipótese, julgo que bastante provável.


Tempos difíceis, não há que esconder. Mas também há que acreditar na competência, mesmo compreendendo quem quer desde já trocar meia equipa, mandar o treinador embora ou até colocar o projeto em causa.

A necessidade da Equipa mostrar solidez e qualidade é grande, mas, como tantas vezes já foi aqui dito, temos mesmo que ser amigos do tempo. E será esse tempo que nos dirá se somos fortes o suficiente. 

Acredito que sim.


Força Boavista!