quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Bruno Alves


Bruno Alves encaixaria muito bem no eixo da nossa defesa e, sem dúvida, acrescentaria aquilo que mais precisamos: qualidade, experiência, liderança e, conhecendo o passado e feitio do jogador, a ambição por vencer, a ânsia por dar a volta aos acontecimentos. 

Pode ser difícil, mas acredito que desta feita vai ser possível trazê-lo. 

Problema acrescido no próximo desafio pela falta dos centrais.
Porozzo entrou muito bem em Tondela: apesar das dificuldades no posicionamento e saída de jogo, excelentes desarmes, muito bem no 1x1. 
Goméz acho que ainda precisa de mais competição na Sub23, Jorge Silva também tem estado em bom plano, mas creio que tem as mesmas necessidades (talvez menos tempo) que o mexicano.

Sobra Rami, que tem treinado a 100% nestes dias. Será ele e Porozzo a formar a dupla contra o Sporting, remetendo Javi para a posição de origem.
Caso o francês não seja aposta, acredito que se repita a dupla Javi- Porozzo, entrando Show para a posição 6.

Bom era termos já um Bruno Alves a 200% e a mandar uns cachaços à malta que bem deles precisa.


Força Boavista!

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Corrigir em Janeiro


É evidente, não só pelos resultados e prestação da Equipa como também pelo próprio discurso de Jesualdo (bem patente nas conferências de imprensa completas, quando disponibilizadas), que é necessário efetuar os tais "ajustes", reequilibrar o plantel, dotar a Equipa de mais argumentos, ou seja, corrigir onde erramos na construção deste plantel. 

19° dia de mercado e poucas novidades. O que não quer dizer que não se trabalhe, claro, nem que seja tarde para o fazermos. Problemas de tesouraria, caraterísticas específicas deste mercado, exigências dos clubes vendedores para, por exemplo, poderem contar com os jogadores para os jogos que restam de janeiro, não faltarão motivos válidos para este 'atraso' no obrigatório reforço do plantel. Olhamos para o lado, para os concorrentes, e temos motivos para nos preocuparmos ainda mais. Mas sim, faltam 12 dias e, como é hábito dizer por aqui, mais vale tarde e bem do que de forma precipitada, tipo operação de cosmética, só para evitar contestação ou pinturas rupestres.

Discutamos que reforços nos serão úteis. 

A começar pelo tipo de reforço. Será que faz sentido mantermos a estratégia que adotamos no início da época, na formação do plantel? Julgo que, agora, mais que jovens promissores, e olhando à nossa situação na tabela, precisamos de reforços um pouco diferentes. Acima de tudo, que tragam aquilo que precisamos. De qualidade mais evidente, maior experiência, com capacidade de lutar por um lugar no onze no imediato, em teoria menor tempo de adaptação ao futebol europeu/português. É o que faz a urgência, sim. E os erros.

◾ Começando pelo mais essencial: posição de central. Christian, Porozzo, Goméz e Jorge Silva são jovens promissores mas o contexto atual não os beneficia. Precisam de crescer e nós não temos tempo nem espaço para o proporcionar na Equipa principal. Rami, até agora pelo menos, foi um fiasco. Não joga, quando o faz parece limitado. Precisamos de experiência, qualidade, segurança, Liderança. Ganharíamos não só com a mera troca direta (Christian<novo jogador), mas também com os que estão à sua volta. Ajudaria a complementar Chidozie (que, repito, tem estado razoável mas poderia crescer ainda mais), contribuiria para um melhor desempenho de Cannon (sendo que será um central do lado direito) e, claro, resultaria numa maior consistência coletiva, com impacto direto também - apesar de defesa - no rendimento ofensivo da Equipa.

◾ Houve uma dispensa neste período na equipa principal: Juwara. Tiro ao lado, portanto o primeiro passo será colmatar essa baixa. Extremo, ou avançado de três posições à imagem de Jesualdo, será um dos alvos. Fala-se de Juninho, do Chaves, um jogador com essas caraterísticas. A dúvida é se será suficiente, olhando ao baixo rendimento de Yusupha e, também, à necessidade de adaptar Ellis à posição de ponta de lança, olhando ao necessário tempo de adaptação de Benguché. Fica a dúvida: um extremo (av) e um ponta ou dois extremos? Ou ficaremos por um só reforço para o ataque?
Um homem-golo, a sê-lo realmente, dava um jeitaço...

Mesmo constatando o que foi feito por Jesualdo no jogo vs Santa Clara, torna-se claro que é estritamente necessário reforçar a sério a linha da frente. Jesualdo aposta em Mangas - um lateral - para um maior poderio ofensivo, relembro.

◾ Ainda atentando nesse desafio, Jesualdo faz entrar Javi para '6' para ter um '8' diferente: Show. Pérez, muito embora a qualidade que todos queremos que ele tenha, não carbura e não deve ser por acaso. Será um Rami com menor propensão para as redes sociais, facto para já. A juntar a essa necessidade, Santos e Paulinho, donos dos lugares, têm assim via aberta para o onze. Ora, a concorrência é, como sabemos, fundamental para aumentar o rendimento dos jogadores, mesmo que o seja no plano teórico. Só teríamos a ganhar com uma boa solução para o meio campo. De novo, experiência, capacidade não só ofensiva como também defensiva, já com ritmo e adaptado aos 'meios-campos' portugueses. 

◾ Positiva a prestação e evolução dos sub23 nos últimos tempos. Kalani, Morais, De Santis e outros, alguns com minutos na 'A', poderão ser encarados como opções válidas mas, olhando ao nível de urgência, será demasiado arriscado dependermos em demasia destes jovens. E creio que precipitadas e constantes chamadas à principal, neste momento em que é imperativo acrescentar algo e resolver problemas, não lhes seria benéfico. Muito positivo será, concerteza, continuarem a crescer e evoluir como têm feito.

Ajustes ou reforços para todas as zonas, três, quatro ou mais. Que acrescentem qualidade e concorrência no imediato.

Concordam ou será preciso algo mais? Ou o problema não está sequer na Equipa ou no onze-base? Debitem. Discutam.


Força Boavista!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Isto Não Está Fácil


◾ Como diz o nosso treinador: "não está fácil". Em catorze jogos, somos a Equipa com mais empates, menos vitórias e a pior a jogar no seu estádio. Lanterna vermelha e a seis pontos do sétimo classificado, o que, parecendo pouco, é mais de metade do que amealhamos até aqui. Se bem que neste momento parecendo a distância para lugares seguros curta, a verdade é que, olhando ao calendário, no próximo mês a fosso pode ser cavado e, [knock knock], possivelmente de forma irremediável. Como já se discutiu, urge retificar erros na formação do plantel, no fortalecimento da Equipa-base, dota-la de argumentos que, rapidamente, façam minimizar os danos que os seus principais defeitos provocam. A confiança é fundamental, mas não chega.

◾ Falava-se nisso no último post: do motivo do apelo à confiança. Fácil perceber: não há mais nada para invocar.
E, por acaso ou nem tanto, Tondela foi útil para percebermos no que mais interfere a confiança: equipa com bola, porque no resto... 
Tivemos 10 minutos razoáveis no momento ofensivo, fruto dessa mentalidade e da tal evolução coletiva que fomos vendo quando não estamos por baixo no jogo.
O problema maior é onde mais pesa a experiência, o sentido posicional, a consistência, a agilidade, a organização... defensiva. Repetindo: não só a linha defensiva, mas sobretudo. E arrisco a dizer, o maior impacto dos erros na formação do plantel residem aí mesmo: na defesa. E enquanto não resolvermos esse problema, enquanto não dotarmos a Equipa de melhores soluções para melhorar a organização defensiva, só com trabalho e evolução individual não chegaremos a bom porto. Não é tarde, ainda vamos muito a tempo e mais vale tarde e bem, mas... é mesmo preciso.

◾ Foi ingrato o jogo de sábado. Pagamos muito caro os erros - claro, defensivos - e fomos incapazes de, ainda com menos argumentos, de reagir com impacto no resultado. 
Mas esteve aí o ponto positivo: na reação. Sentimos uma Equipa unida, esforçada, com vontade e querer em dar a volta aos acontecimentos perante tamanha adversidade. Marcar um golo com 9vs11 é assinalável, mas se há coisa que não precisamos agora é de vitórias morais. Erramos onde mais o temos feito, lutamos contra algo que não controlamos - além do adversário - mas, friso, apesar de prejudicados, não foi por aí. 
E de assinalar também outro estado de espírito, patente no jogo de sábado, e que tem andado tão alheado da nossa Equipa e Clube: a revolta. Revolta por nos prejudicarem, revolta por quererem o nosso mal, revolta pelo contentamento em nos verem 'enterrados'. Revolta pela derrota, pela forma como ela chegou. E é também muito disso que precisamos e que nos tem faltado. À Boavista.

Unir, nestes tempos, é difícil. Mas discutamos. Revoltemo-nos. Critiquemos. Temos a palavra, nóse a direção, reforçando a Equipa.


Força Boavista!

sábado, 16 de janeiro de 2021

Vamos a Eles: Tondela


VAMOS A ELES: Tondela

◾ É a palavra chave que salta à vista da conferência de antevisão de Jesualdo, por acaso já aqui discutida algumas vezes: confiança. Tem sido um dos problemas que, claro, resultam do péssimo momento da Equipa e dos maus resultados: a insegurança (bem patente no momento defensivo), o parco otimismo (que influencia os movimentos ofensivos e o caminho do menor risco), a falta de crença e convicção, muitas vezes confundida com atitude (sim, com influência na mesma). 

◾ A par desse necessário acréscimo de confiança, é preciso a tal "evolução técnico-tática", que Jesualdo crê verem melhoradas para este desafio, fruto do trabalho desenvolvido. É natural que assim seja, diria até, é exigível que nos apresentemos melhores nos processos coletivos. 
Será mesmo a grande expectativa para este desafio: o quanto crescemos enquanto Equipa. Na prática, mais 'gasolina' para prolongar aquela muito boa meia hora no último desafio. E, claro, tentar minimizar as possibilidades de levarmos socos no estômago (leia-se, erros defensivos que resultam em golo) e deitar por terra todo o esforço. 

◾ Parece evidente que não chega e será, hoje ou amanhã, curto. E, talvez, se apele tanto à confiança e ao trabalho desenvolvido porque tarda-se em corrigir os erros, em reequilibrar o grupo e os tais necessários ajustes à Equipa. É que são mesmo necessários... pelo menos para mais rápido se crescer.

◾ Acerca do onze, grande curiosidade, sobretudo, no meio campo: posição '6', Javi Garcia, Show; Santos e Paulinho... alguém não jogará. Pelo que vai optar Jesualdo?
Julgo que a abordagem será idêntica (1-2 no meio campo), dúvida na titularidade de Javi. Isto porque acredito pouco que Santos e Paulinho não façam parte do miolo. Juntando a excelente exibição de Show no último jogo... Será um 'bom' problema. Javi no banco? 
Na frente, devemos manter a dinâmica de Angel o mais avançado sem bola, recuando e diabolando para organizar e encontrar espaços. Elis será titular, mas... Sauer, Yusupha, Santos (jogando Show a 8) ou... alguma surpresa? 

Importante, e é sobretudo isso que gostava de ver da Equipa, encarar o jogo como uma final. Aliás, à semelhança do que o adversário parece estar a fazer, olhando ao 'barulhinho' que de lá vem.

Pelos três pontos.

Força Boavista!

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Outro Caminho, Por Favor


"Jogo com o Braga será para nós uma possibilidade de avaliarmos o momento (não vamos falar de futuro), e encontrar as formas, observação e análise, depois o que podemos continuar a fazer - e já fizemos algumas coisas - e quais as inflexões que temos de ter".
Foram as palavras mais marcantes de Jesualdo na antevisão ao desafio de ontem. E julgo ser pertinente basear a reflexão aí mesmo.

Uma abordagem ao jogo de algum risco tendo em conta os momentos das equipas, a permanência da identidade-base que se pretende (pretendia?), o mesmo sistema usado no último desafio em Paços. Responsabilização maior por parte dos jogadores, antes de tudo o resto, numa clara demonstração de avaliação ao próprio contexto. Afinal, de que somos capazes? Qual o caminho - em várias vertentes, digo eu - que as nossas caraterísticas nos obrigam a tomar?

Terá sido esta a mensagem para todos que a quisessem entender. Dentro, fora, à volta, ontem e hoje.

Curioso como, no Futebol, numa Equipa, independentemente do patamar, sendo os alicerces fracos, tudo ruí ao mínimo abalo. A enorme aleatoriedade do jogo, por vezes, faz crer o contrário, mas, regra geral, isto é como tem de ser e, sobretudo, é o resultado das nossas ações. "Nossas", de todos no Clube que tem alguma influência no rendimento da Equipa. 
Aos 25' o jogo estava resolvido com um 0-3 e, muito embora se consiga encontrar pontos positivos na reação em algums momentos e no fluxo ofensivo mostrado na segunda parte, pouco haverá a dizer sobre a justiça do resultado e, mais importante, sobre a consistência de ambos os conjuntos. Algo incomparável, parece-me claro.

Vamos então ao mais importante, afinal o principal objetivo depois do jogo: perceber qual o caminho e o porquê de este ter de ser diferente.
O que falta acima de tudo (e sim, mais que a propalada "atitude"): equilíbrio. Somos tremendamente instáveis (do ponto de vista anímico mas não só), falta-nos firmeza e consistência como Equipa, não temos harmonia nem capacidade de compensação dos pontos mais débeis. 
A confiança, como tantas vezes falamos, é negativa. O medo da consequência (que muitas vezes nos faz ser mais eficazes nas ações) praticamente nao existe. Terá algo relacionado com a... exigência? 

É óbvio que quando refiro "equilíbrio" não falo só da Equipa em campo, mas também do plantel em si. Mesmo tendo noção que este é, e bem, o ano zero, houve demasiado risco na preparação da época, e a enorme e errada presunção que tudo iria correr bem depois de mudarmos 90% do plantel, recheado de jovens, de promessas vindas de outros contextos, de jogadores que pouco ou nada conhecem da Liga e muito menos do Boavista. Que iriam, por obra e graça, se adaptar, se unir, se tornar numa verdadeira Equipa.

Perceber como temos de ser nesta hora difícil é fácil: de União e de trabalho. 
É necessário seguir o tal caminho, depois, claro, de o encontrar e o bem definir. Não chegará corrigir o que fôr preciso dentro do campo - e é-o muita coisa, no jogo e no treino - será também fulcral retificar os erros que se cometeram na formação do plantel. Que foram muitos, e nada fácil vai ser mexer no mercado de janeiro. Veremos a nossa pujança e como o faremos.
Nada fácil a União, também. Somos fortíssimos nesse aspeto, basta relembrar a portentosa recuperação nos tempos de Sánchez, por exemplo. União mais forte é difícil de encontrar. 
Mas o contexto atual nao ajuda: incentivamos mas não nos ouvem, queremos estar perto mas estamos longe, ambicionamos o calor do Bessa mas temos uma fria Fortaleza. 

Portanto, teremos que ser ainda mais fortes. Facto. Somos Boavista e temos a palavra.

Força Boavista!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

(Des)Informação

(Des)informação? 

Acho até triste tão má informação ou não-notícias sobre o nosso Clube ou sobre o universo não-estarola.
Mas vá, um pretexto para falarmos do central e relembrar aquilo que o Clube fez aquando da sua contratação. 

Acerca do rendimento do Chi, mantenho a opinião: tem estado, de facto, em bom plano, e a sua utilização (totalista, só não jogou vs Porto) é a prova da sua utilidade e importância na Equipa. No entanto, julgo que pode (e precisa!) evoluir em alguns aspetos do seu jogo, nomeadamente no defensivo. Muito apto na saída de jogo e forte no posicionamento, está a pagar um pouco a fatura de não ter um 'líder' da defesa ao seu lado, sendo quase que obrigado ele próprio a desempenhar essa função ou ter essa postura. A instabilidade e inexperiência de todo o setor defensivo não tem ajudado, é certo, e tem potenciado os seus erros, quanto a mim a precisarem de ser corrigidos e, como disse, colmatados pela tal evolução que necessita.

Relativamente à notícia e contrato: Chidozie, como foi dito pelo Clube e noticiado pela CS na altura, faz parte dos jogadores contratados por empréstimo, alguns com compra obrigatória, outros não, outros com cláusulas (estratégia do Clube, talvez relacionado com fair-play financeiro, por exemplo).
O nigeriano foi contratado por empréstimo com compra obrigatória por parte do Boavista, visto que o seu contrato com os da parte fraca da Cidade terminaria no final da época, podendo assinar livre por qualquer clube. Assim, renovou por um ano e o seu clube, no final da época,   será obrigatoriamente do Boavista mediante, claro, o pagamento da sua transferência (valor já estipulado, acordo feito). 

Em suma, a ser verdade o interesse de alguns clubes europeus, será com o Boavista a negociação e, óbvio, serão do Boavista os proveitos.

A única situação que poderia precipitar a sua compra já (e não no final da época), seria a intenção do Clube em vende-lo no mercado de janeiro, o que é altamente improvável e, olhando ao momento da Equipa, muito pouco aconselhável. 

Força Boavista!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Novo Caminho


Não alcançamos o objetivo principal nem fomos perfeitos, mas os sinais de melhorias, como seria de esperar, estiveram lá. Mais evidentes onde era mais preciso e expectável, no aspeto mental, mas não se ficou por aí. Mais mudanças no plano estratégico e essas sim, que tiveram tanto de surpreendentes como de eficazes.
Houve o mais importante: atitude e concentração, mais perto de sermos a Equipa que todos queremos.
Faltou segurar melhor a vantagem e fazer durar a Equipa mais que uma hora de jogo, algo comum com mais uns quantos jogos esta época. Algumas semanas depois, um ponto e uma exibição razoável.

Defensivamente sofremos um golo, algo que já não acontecia há quatro jornadas, mas a prestação defensiva foi diferente para melhor. Sofremos um mas não concedemos tantas oportunidades nem tanto espaço, estivemos mais e melhor resguardados cá atrás. Mais concentrados e assertivos. Houve confiança para, quando possível, manter a identidade, quer a cortar ou a tentar saír limpo.

Pelo rigor e concentração dos defesas (menos risco talvez, aqui ou ali, dos laterais) e pela maior exigência(!) defensiva (principalmente Elis e Yusu, a fecharem bem mais). 
Foi algo que acabou também por ajudar a 'nova' linha média. Muitas vezes defendemos com 5, aproximando os alas dos interiores e, com isso, aumentar a eficiência de Paulinho e Sauer no aspeto em que se poderiam sentir menos confortáveis. A juntar a isso, a natural melhor saída (mesmo que mais vertical)/capacidade de combinar destes dois e a sua boa capacidade de reação à perda, fez com que a Equipa tenha se mostrado mais 'solta' com esta mudança. 

Outra alteração mais profunda mudança de posição de Angel para o corredor central, eixo do ataque no momento sem bola (só condicionando saídas pelos centrais) e para organizador e movimentação mais livre nos momentos de ataque, quase como fazendo triângulo com Paulinho e Sauer. Ora a combinar, ora a transportar ou a tentar passes de desbloqueio, está lá para todos esses momentos. E convenhamos, encontrando a dinâmica certa é uma enormíssima mais valia. Promete e julgo que, se não fôr ali (até pela parte estratégica específica de cada jogo), vai andar perto. Elis e Yusu  com maiores dificuldades, claro, dadas as funções diferentes, mais para virem buscar jogo, mas com tremendo perigo quando conseguimos proporcionar-lhes profundidade. A capacidade de combinar com os laterais não foi a melhor, mas promete a 'ideia' quando conseguirmos explorar de forma mais coletiva e olhando às caraterísticas dos nossos homens de corredor.

Foi pena não aguentarmos mais uns minutos, numa altura em que até estávamos a controlar a investida do adversário. Tentamos diminuir o [esperado] decréscimo físico, em parte conseguimos (mantivemos segurança e intensidade), por outra nem de perto: tivemos bem mais dificuldades em esticar e segurar jogo e, pior, mais erráticos no centro do terreno (já sem Paulinho nem Sauer). Daí compreensível a estratégia final de tentar segurar os pontos, quer a recuar linhas quer a baixar Javi, mais protegendo também a nova dupla de centrais. 

Resumindo, bem positivo. Não fomos inferiores, tivemos mais perto de ganhar e, sobretudo, fizemos mais por isso, contra um adversário "em forma" e motivado. Os próximos tempos vão ser tudo menos fáceis, mas as sinais são tão positivos... e confiáveis. 
E, melhor, é sentir que estamos unidos e com a Equipa. 

Força Boavista!

domingo, 20 de dezembro de 2020

Vamos a Eles: Paços


VAMOS A ELES: PAÇOS

Essa expectativa? Nos píncaros, imagino. Primeira semana de Jesualdo, dias para limpar a cabeça e irmos percebendo melhor qual o tal o caminho traçado para o novo projeto. Semana de acalmia, alguns esclarecimentos, de uma comunicação de um só e forte sentido, e uma conferência 'à professor' a finalizar.

Renovada mentalidade e jogo 1 na caminhada. E acredito que a grande prioridade - ou aquilo que mais esperamos ver de diferente - resida mesmo aí: na mudança de mentalidade, a postura da equipa, a intensidade e atitude, a confiança. 

Já há onzes e, confesso, algo surpreendente. Por isto: ausências de Show, Seba e Santos, o que equivale por dizer que será um meio campo... diferente. Provável Javi a '6', Paulinho e Sauer ou Paulinho e Angel, veremos os ajustes que Jesualdo impõe à Equipa. Defesa idêntica, Leo, Christian e Hamache mantém lugares.

Vamos Boavista! Juntos e todos a acreditar. Tudo [re-]começa aqui (e como tenho fé que será marcante...).

Força Boavista!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Notícias "Lille" e Nós


Tentando perceber um pouco as possíveis implicações da venda do Lille no projeto Boavista.

Dois dias depois da notícia, a imprensa portuguesa e internacional são unânimes em afirmar que em nada afetará o Boavista.
Se para nós por cá foi um sinal de alerta, na Bélgica (dada a maior proximidade Mouscron-Lille e maior interesse da Imprensa) a situação poderia ser bem mais preocupante. 
O primeiro ponto é que quem nos detém é o grupo Gerard (através de fundos) e não o Lille, daí que todos os projetos são autónomos e separados financeiramente, sendo que do ponto de vista contabilístico nada dependentes de outros clubes ou projetos.
Em segundo, os empréstimos do clube francês e o possível trabalho em conjunto. Os jogadores têm contrato e, em princípio, estarão até final da época a não ser, claro, que haja compensação (algo comum com empréstimos não só do Lille). Pós final da época aí sim, a proximidade com o clube francês poderá diminuir no que toca a troca de jogadores, é natural que assim seja. 
Em relação às implicações com a realização de mais valias conjuntas (como a percentagem no passe de Gomes) aí só a direção poderá esclarecer mas à primeira vista e estando no contrato...

Em suma, situação normal (ou sendo algo atípica, desconhecemos o contexto "Lille" e futebol francês) no mundo do Futebol-negócio e nada relacionado com o Boavista. 
Agora importante é perceber o comprometimento do grupo (ou do Gérard) com o nosso projeto e se a sua estrutura disponibilizada ao nosso Clube poderá ou não ser alterada. Tudo indica que não. 

Desde logo uma vantagem: os jornalistas já não se referirão a nós como Lille 'b' nem que o "Lille comprou o Boavista", como algumas vezes os ouvimos e erradamente num passado recente.


Força Boavista! Três dias para Paços 🤜🏻🤛🏻

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Vamos a Isso!


Oficial, a trabalhar (com "esforço e intensidade") e a quatro dias do importante jogo em Paços (e mostrar a Pepa que há males que vem por bem), importante agora é aquilo em que somos especialistas: a União. Porque o momento e a paixão pelo Clube assim o exige. 

Algumas notas sobre o momento.
◾ Bom constatar que grande parte do Universo Axadrezado está com esta opção e este rumo para o nosso Clube. Disposto a compreender e a dar tempo. Seria ótimo que estivessemos todos, mas há que respeitar o não-apoio (desde que não se prejudique o desempenho, claro). Os resultados e o fruto do trabalho ditarão o futuro. 

◾ Ainda relativamente ao último jogo: valente merda, claro. Basicamente, mais do mesmo: sem chama e com os problemas que temos mostrado. Em Vizela fomos controlados e tremendamente inferiores, o adversário teve imensas chances para nos aniquilar, passamos.
No Estoril, voltamos a ser inferiores a uma equipa de segunda liga, o azar alheio é que foi outro e consequentemente o desfecho também.
Marcante mesmo foram não só as palavras do Bracalli como o discurso de Daniel Rosendo, no mesmo sentido. Uma confirmação, mas de quem está mais perto ainda do grupo. "Só há um caminho e terá que ser um caminho diferente. Obrigatório aumentar a exigência". Que mais ou que dizer depois disto? 
Já agora um olho na Equipa sub23 (e na postura e evolução) e o que têm vindo a fazer de há três semanas a esta parte. 

◾ Discurso direto, realista e esclarecedor acerca do momento, perspetivas e projeto,  abordou-se o passado sem tabus, como tinha de ser. 
Se começarmos tão bem no campo são 3 pontos em Paços, mas mais unidos estaremos de certeza. "O projeto é aliciante e o desafio é de todos nós." E é mesmo, ninguém duvide. Agora é mudar as coisas no campo. 
É esperar e discutir o 433 de Jesualdo, mandar bitaites sobre a posição do Angel ou a titularidade do Show e Apoiar. Mas apoiar a sério, a humildade e a Paixão pelo Clube está, mesmo, acima de tudo. 

Preocupantes as notícias acerca do Lille e de López, se bem que, numa primeira análise e segundo notícias por cá e Bélgica, problemas que nada interferem com o processo Boavista. Quanto muito em causa a credibilidade de Gérard López, ainda assim sob contornos e contexto que desconhecemos. Veremos se se justificarão esclarecimentos da direção ou se o caso se resolve por si. 


Força Boavista!